Chicossauro Rex: Não existe nada tão ruim que o Bahia não possa piorar

Postado em 12/05/2013 11:11

 

Mais do que um placar humilhante, o 7×3 aplicado pelo Vitória no rival Bahia passa também uma mensagem para o clube: tem algo de podre dentro do Fazendão.

Há muito que a torcida tricolor sabe que não existe nada tão ruim que não possa piorar com o Bahia.

Desespero tricolor: massacre, humilhação, gozação, irritação...

Desespero tricolor: massacre, humilhação, gozação, irritação…

O time viveu anos de penumbra. Foram sete anos entre as séries B e C; 11 anos sem conquistar um título do Baianão; 10 anos sem conquistar título nenhum. Ficou dois anos sem estádio para jogar;  perdeu a credibilidade no mercado da bola (após temporadas atrasando salário e deixando de pagar rescisões); perdeu jogadores da base por incompetência da diretoria; viu novos valores como Mansur e Vander saírem do clube soltando fumaça pelas narinas.

Com um das maiores e mais apaixonadas torcidas do País, o Bahia não merece o presente que vive. Primeiro campeão brasileiro; um dos times com mais títulos regionais do País, bicampeão brasileiro em 1988… O passado aos poucos sucumbe à realidade atual.

Após o Massacre da Arena, o Bahia precisa ser repensado. Dentro de 15 dias começa o Brasileirão e a queda para a Segunda Divisão é mais do que realidade, favas contadas.

O Bahia parece que é atraído pelo número 7. Quando caiu para a segunda divisão pela última vez, levou 7×0, em casa, do Cruzeiro. Foram sete anos na escuridão das séries B e C. Foram sete os torcedores mortos em 2007, na tragédia da Fonte Nova, quando o clube conseguiu sair da série C para a B. Justamente o único clube baiano que já conseguiu um heptacampeonato.

A primeira vítima já foi anunciada: Angioni, para alegria das torcidas organizadas, pediu para sair. O homem forte do futebol, importante na ascensão da série B para a A, não acerta a mão há muito tempo e está se especializando em contratar jogadores como Thuram e Potita, jogadores sem expressão e que são despejados no Fazendão, de graça, para meter ainda mais raiva na torcida.

A torcida pede a saída da panelinha “Souza-Lomba-Titi”. Os três encabeçariam um grupo que estaria hoje desestimulando e prejudicando o ambiente do clube. Além deles, a torcida pede também a saída dos laterais Pablo e Magal e, desesperadamente, quer o fim do reinado de Hélder e Diones no meio de campo.

Joel Santana, que apesar do resultado deste domingo não pode ser apontado como culpado, está também na mira, já que caiu de pára-quedas no Fazendão deixando descontentes os torcedores que nunca engoliram ter o clube chamado por ele de sardinha em um programa de TV e ainda ser trocados pelo Flamengo, no início do ano passado.

Momento de decisão dentro do Fazendão (invadido na noite deste domingo por membros da Bamor). O título do Baianão, este é bom esquecer. Não ser mais uma vez humilhado pelo rival dentro do Barradão já vai deixar mais calmos os torcedores.

A saída do presidente Marcelo Guimarães é coisa impossível, eleito, com direitos e sem querer largar o osso, está possibilidade é utopia. Se Marcelinho ainda quiser andar à vontade em shoppings em Salvador, vai ter que tentar mudar a imagem do Bahia. Caso contrário, é melhor evitar lugares públicos para não conviver com vaias, xingamentos e caras feias.

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