De abril para maio, produção industrial baiana registra recuo de 15,0%, terceiro mais intenso do país

Postado em 12/07/2018 9:10

** Queda da Bahia (-15,0%) também foi mais intensa que a média nacional (-10,9%). Nessa comparação, a produção industrial caiu em 14 das 15 áreas investigadas pelo IBGE. O Pará foi o único estado com resultado positivo (9,2%);

** Frente a maio de 2017, a produção industrial baiana também teve forte queda (-13,7%), a terceira mais intensa e pouco mais que o dobro da média nacional (-6,6%). Houve influência da greve dos caminhoneiros e de um dia útil a menos em maio deste ano;

**No acumulado no ano de 2018, a produção industrial baiana voltou a ficar negativa (-1,3%), mas, nos 12 meses encerrados em maio, ainda manteve variação positiva (0,2%);

** Todas as atividades industriais tiveram queda na Bahia, frente a maio de 2017, com destaque para a fabricação de veículos, que, com o maior recuo (-33,7%), foi a que mais puxou a atividade fabril para baixo.

Em maio, a produção industrial da Bahia, descontados os efeitos sazonais, recuou 15,0% frente a abril. Foi a terceira maior queda dentre os 15 locais pesquisados pelo IBGE e uma retração mais intensa que a nacional (-10,9%).

O resultado de maio/abril 2018 (-15,0%) foi o terceiro pior para a indústria baiana, na comparação com ajuste sazonal, desde que foi iniciada a nova série da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, em janeiro de 2002. Ficou acima apenas das retrações de novembro/2003 (-18,3%) e abril/2009 (-17,1%).

Frente a abril, a produção industrial caiu em 14 das 15 áreas investigadas pelo IBGE. O Pará foi o único estado em que o resultado da indústria ficou positivo (9,2%). Com desempenho piores que a Bahia ficaram Mato Grosso (-24,1%) e Paraná (-18,4%). Santa Catarina também apresentou recuo de 15,0%.

Frente a maio de 2017, a produção industrial baiana também teve forte queda (-13,7%), a terceira mais intensa dentre as áreas e pouco mais que o dobro da média nacional (-6,6%) – melhor apenas que Goiás (-15,7%) e Mato Grosso (-14,7%).

Foi o segundo pior maio da indústria no estado, desde 2002 – superior apenas ao desempenho de maio de 2009 (-14,9%).

Nessa comparação, a produção industrial caiu em 12 das 15 regiões, sob influência tanto da paralisação dos caminhoneiros, como do efeito-calendário, já que maio de 2018 (21 dias) teve um dia útil a menos do que maio de 2017 (22). Os maiores aumentos vieram de Pará (6,0%) e Amazonas (4,5%).

Assim, no acumulado de janeiro a maio de 2018, a produção industrial baiana voltou a ficar negativa (-1,3%), enquanto a média nacional se manteve positiva (2,0%). Nove áreas também apresentaram variação positiva no acumulado no ano, com destaque para o Amazonas (17,9%).

Já no acumulado nos 12 meses encerrados em maio, a produção industrial baiana ainda se mantém com variação positiva (0,2%), embora perdendo ritmo de crescimento em relação a abril (1,5%) e ficando bem abaixo da média nacional (3,0%).

Produção caiu em todas as atividades industriais em maio; com maior recuo (-33,7%), fabricação de veículos teve principal impacto negativo

O recuo de 13,7% na produção industrial da Bahia, na comparação com maio de 2017, foi resultado de desempenhos negativos tanto na indústria extrativa (-2,5%) quanto na de transformação (-14,2%), com retração em todas as 11 atividades pesquisadas separadamente no estado.

O principal impacto negativo veio da fabricação de Veículos automotores, reboques e carrocerias, que teve o maior recuo no mês (-33,7%), com forte influência da produção de automóveis. Foi a primeira queda da atividade, após aumentos seguidos da produção desde julho de 2017, período em que esteve sempre entre as principais influências positivas da indústria no estado.

A segunda influência mais importante foi a do setor de Celulose, papel e produtos de papel, que registrou queda de 19,0%, mas tem peso importante na estrutura industrial baiana.

A Fabricação de produtos alimentícios (-15,8%) foi a terceira influência mais forte no sentido de puxar a indústria baiana para baixo em maio, com destaques negativos para a produção de farinha de trigo; de cacau ou chocolate em pó sem açúcar ou edulcorantes; e de açúcar cristal.

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