Feira gera expectativa de lucro de R$1,6 milhão para agricultura familiar

Postado em 11/06/2018 8:32

Muitas parcerias, negócios fechados com empresas de todo Brasil, que devem render mais de R$ 1,6 milhão em vendas de produtos para os próximos 12 meses são resultado da participação da agricultura familiar baiana na Naturaltech 2018. O evento, considerado a maior feira de alimentos orgâmicos e produtos naturais da America Latina, termina neste sábado (9), em São Paulo.

As cooperativas estão expondo seus produtos no estande Bahia Produtiva, uma iniciativa do Governo do Estado, desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com intuito de apoiar as organizações produtivas da agricultura familiar para que seus produtos possam ser posicionados em novos mercados.

Em visita ao estande, o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, destacou que essa é uma grande oportunidade para a Bahia apresentar suas cooperativas e os seus produtos para esse grande mercado que São Paulo representa e que irradia para o Brasil. “Podemos gerar possiblidades de negócios, como está acontecendo, para que os nossos empreendimentos possam vender um volume maior de produção. Qualificamos nossas marcas, rótulos e embalagens, isso aconteceu com os investimentos do Governo do Estado, por meio do Projeto Bahia Produtiva”.

Segundo Dias, uma vez obtidas perspectivas de negócios é possivel organizar e planejar melhor a produção para atender esse mercado crescente.”Sobretudo desse mundo do mercado de produtos sustentáveis e orgânicos que é a grande pedida crescente do mercado nacional e internacional. Por isso, estamos antenados e fizemos questão de trazer nossos principais empreendimentos para que eles se relacionem com esse mundo de grandes negócios sustentáveis”.

O diretor geral da empresa de alimentos Mãe Terra, Alexandre Borges, visitou o estande da agricultura familiar e aprovou os produtos: “Acredito que estamos em um momento onde é necessário reinventar a cadeia alimentar no Brasil. Eu sou fã do desenvolvimento da agricultura familiar, da agricultura que privilegia pequenos e médios agricultores, cooperativas, que olham muitas vezes para a biodiversidade brasileira, e fiquei bem surpreendido com esse estande do Bahia Produtiva que trouxe essa riqueza de produtores familiares da Bahia. Enxergamos algumas oportunidades de parceria, de trazer esses fornecedores à Mãe Terra”, afirmou.

Participaram do evento as cooperativas: Agroindustrial de Itaberaba (Coopaita); Mista Regional de Irecê (Copirecê); de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc); da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba); de Apicultores de Canavieiras (Coaper); de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio); de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan); dos Cajucultores Familiares do Nordeste da Bahia (Cooperacaju); dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm); Regional de Agricultores Familiares e Extrativistas da Economia Popular e Solidária (Coopesabor); dos Produtores de Cana e Seus Derivados da Microrregião de Abaíra (Coopama); e de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes).
Secom

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