A punição dada Paolo Guerreiro é questionada pela FIFPro

Postado em 16/05/2018 1:53

Na manhã desta terça-feira, 15, a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) emitiu um comunicado questionando a ampliação da pena de Paolo Guerrero para 14 meses de suspensão por doping. Além disso, convoca uma “reunião urgente” com membros da Fifa para discutir o assunto.

Segundo a FIFPro, que tem sede na Holanda, a punição de Guerrero “é tão prejudicial para sua carreira” que “desafia o senso comum”. O atacante, que já cumpriu gancho de seis meses, não poderá disputar a Copa do Mundo com a seleção peruana.

O Tribunal Arbiral do Esporte (TAS), que foi quem determinou a condenação, acredita que Paolo Guerrero tenha feito a ingestão da substância através do chá de coca e afirma que o castigo se dá pela negligência do peruano. A FIFPro, por sua vez, se prende justamente a isso, afirmando que a sanção é inapropriada, “especialmente quando foi estabelecido que não havia intenção de trapacear”.

Confira o comunicado:

“A FIFPro está convocando uma reunião urgente com a FIFA depois que o jogador de futebol Paolo Guerrero foi suspenso por 14 meses por ingerir acidentalmente uma substância proibida, impedindo-o de representar o Peru na Copa do Mundo.

A FIFPro considera a proibição injusta e desproporcional, e o exemplo mais recente de um Código Mundial Antidoping que muitas vezes leva a sanções inapropriadas, especialmente quando foi estabelecido que não havia intenção de trapacear.

Tanto a Fifa quanto a Corte de Arbitragem do Esporte concordaram que Guerrero não ingeriu conscientemente a substância e que não houve efeito de melhoria de desempenho. Por isso, desafia o senso comum de que ele deveria receber uma punição que é tão prejudicial para sua carreira.

O Código WADA foi imposto e atualizado sem a devida consulta aos jogadores de futebol e seus representantes.

À luz deste caso e de outras decisões recentes, a FIFPro pede à FIFA e a outras partes interessadas do futebol que revisem imediatamente como mudar as regras antidoping no futebol, para que sirvam aos melhores interesses do jogo e protejam os direitos fundamentais dos jogadores.”

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