Vício em celular? Conheça os sintomas e tratamentos

Postado em 06/12/2018 8:18

Os celulares são necessários e úteis em diversos momento do cotidiano. Porém, quando a tecnologia começa a causar efeitos negativos no corpo, pode ser o indício de um vício. “O uso abusivo do aparelho começa a se manifestar no corpo e revela alguns transtornos mentais. A ansiedade e o nervosismo podem transformar um dependente natural em dependente patológico” afirma a Dra. Anna King, psicóloga do Instituto Delete, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Algumas atitudes do cotidiano podem despertar uma compulsão pelo aparelho. “A falta de educação e de limites para o uso tecnológico pode afetar a vida. As pessoas não têm preparo para o uso dos smartphones. Ter consciência e critério ao utilizar o aparelho pode evitar o vício”, orienta a professora da pós-graduação da UFRJ.

As pessoas levam os smartphones para todos os locais e ficam nervosas quando esquecem o aparelho em casa ou no trabalho e isso pode ser o sintoma de um problema de saúde. “Usar o celular a favor do trabalho, mesmo que fique conectado horas por dia, não é considerado um vício”, afirma a professora Dra. Anna.

Acordar e acessar as redes sociais é algo comum para quem sente a necessidade de estar conectadas o tempo todo. “Não somos contra as redes sociais, mas somos contra ao uso inconsciente. Ter a orientação de um profissional e o conhecimento do vício, ajuda a se policiar e ter atitudes que beneficie a saúde diante ao aparelho”, diz Anna.

Ao identificar que o uso do aparelho está exagerado ou atrapalhando as atividades do dia a dia, é possível buscar ajuda com profissionais da área da saúde. “Existe um tratamento específico para os dependentes patológicos, o Instituto Delete, por exemplo, recebe usuários abusivos e dependentes tecnológicos diariamente”, diz Dra. Anna.

Quase todos os usuários de smartphones acreditam ser viciados, mas é necessária uma consulta com um profissional para um diagnóstico correto. “Os usuários patológicos precisam passar por um tratamento médico, com auxílio de psicólogo, psiquiatras, fisioterapeutas e também participam de grupos de apoio”, afirma especialista.

Não são apenas os adultos que podem ser viciados em smartphones. As crianças também abusam da tecnologia sem a vigilância ou uma orientação correta. “Os pais procuram ajuda para os seus filhos adolescentes e também para as crianças pequenas devido ao vício em jogos eletrônicos, que também é considerado uma doença. No Instituto Delete, a idade mínima para o tratamento é 14 anos”, afirma Anna.

A psicóloga dá algumas dicas para melhorar o uso do smartphone no cotidiano. “Para quem usa os aparelhos no trabalho, deve estabelecer um limite profissional, ter uma dosagem diária para as redes sociais, evitar levar o celular para o quarto na hora de dormir. Esse uso pode afetar o sono e desenvolver ansiedade ao longo dos dias”, explica a especialista.

R7

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