Dia: 8 de março de 2024

  • Março Amarelo: informação e diagnóstico precoce reduzem riscos de complicações da endometriose

    Março Amarelo: informação e diagnóstico precoce reduzem riscos de complicações da endometriose

    Março é o mês dedicado à conscientização sobre a endometriose, doença inflamatória crônica que acomete uma em cada dez mulheres em idade fértil, segundo o Ministério da Saúde. O diagnóstico precoce da doença é um desafio, uma vez que a média de tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico definitivo é de sete anos, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Com várias implicações na saúde da paciente, a doença pode comprometer a qualidade de vida e causar quadros de ansiedade e depressão.

    “A endometriose é uma condição ginecológica benigna e progressiva, associada a produção de hormônios femininos, principalmente o estrogênio, e acontece quando o tecido que reveste o útero (endométrio) cresce fora dele, atingindo órgãos do sistema reprodutivo. Em casos mais avançados, a doença pode atingir outros órgãos como intestino, bexiga, pulmão,” esclarece o ginecologista Airton Ribeiro, diretor médico da CAM. “É uma doença complexa, suas causas são desconhecidas, o diagnóstico nem sempre é simples, mas pode ser controlada”, acrescenta.

    Embora as causas não sejam conhecidas, alguns fatores estão associados a um risco maior de desenvolvimento da patologia. Histórico familiar (mãe ou irmã), menarca precoce (inicio da menstruação muito cedo), dietas inflamatórias, não ter tido filhos ou malformações uterinas são alguns dos fatores de risco da doença.

    Sintomas e complicações da doença

    Os sintomas da endometriose dependem de cada caso, podendo ser assintomática ou causar dores intensas e outras complicações. “O diagnóstico precoce da endometriose é um grande desafio, pois a doença tanto pode ser assintomática como ter sintomas confundidos com sintomas comuns como TPM, por exemplo”, adverte Airton Ribeiro. “Muitas mulheres acometidas pela endometriose sentem cólicas intensas e tardam a buscar ajuda especializada por acreditarem que as dores são sintomas comuns. Por isso, a doença tem tantos diagnósticos tardios”, conta o especialista. “A informação é fundamental. É preciso valorizar os sintomas”, orienta.

    Distensão abdominal, cólicas menstruais de forte intensidade, dor durante as relações sexuais, aumento do fluxo menstrual, dor para evacuar ou urinar, alterações do hábito intestinal (diarréia ou prisão de ventre) e infertilidade são alguns dos sintomas e complicações que podem acometer pacientes com endometriose. “Os sintomas são muito individualizados e dependem do estágio da doença e da forma como ela se desenvolve em cada paciente. Nos casos mais graves, de endometriose profunda, a qualidade de vida da paciente pode ser seriamente comprometida”, afirma Airton Ribeiro.

    Diagnóstico e tratamentos

    O especialista ressalta a importância da consulta com um ginecologista para o diagnóstico precoce e a prevenção de complicações “Além da visita de rotina ao médico, é importante buscar ajuda especializada ao notar qualquer sintoma anormal”, orienta Airton Ribeiro.

    Além do exame clínico, o ultrassom para pesquisa de endometriose e a ressonância magnética são os exames indicados para o diagnóstico da endometriose.  “A investigação da endometriose deve ser realizada, de modo muito criterioso, para se ter um diagnóstico preciso”, ressalta o diretor médico da CAM.

    O tratamento indicado depende do quadro clínico da paciente e da gravidade da doença, podendo ser feito com medicamentos anti-inflamatórios não esteroides para dor, terapia hormonal para suprimir a produção ovariana, cirurgia para remover as lesões e com a combinação destes tratamentos.

    “Na menopausa, em função da queda da produção dos hormônios, a doença e seus sintomas tendem a regredir”, afirma Airton Ribeiro.

    Bons hábitos podem reduzir sintomas

    “Uma alimentação anti-inflamatória, rica em alimentos in natura (frutas, legumes e verduras), pode ajudar a controlar os sintomas da doença e o seu avanço”, afirma o médico. “É importante priorizar a comida de verdade, evitar os alimentos ultraprocessados e reduzir o consumo de carne vermelha e de bebidas alcoólicas”, finaliza.

    A atividade física regular, a fisioterapia pélvica, o sono de qualidade e as atividades relaxantes para controle do estresse também são aliados importantes para a redução dos sintomas da endometriose.

     

  • Segunda etapa do Campeonato Baiano de Águas Abertas acontece domingo, em trajeto inovador

    Segunda etapa do Campeonato Baiano de Águas Abertas acontece domingo, em trajeto inovador

    Acontece na manhã do próximo domingo (10), a partir das 7h, a segunda etapa do Campeonato Baiano de Águas Abertas. A novidade dessa vez fica por conta do trajeto. Mais de 500 atletas inscritos na prova terão a largada da prova principal nas águas que banham o Forte São Marcelo. Os atletas vão se concentrar no Terminal Náutico e vão até o Forte São Marcelo para a largada oficial da prova. Fazendo um total de 4,5 km, com chegada no Forte de Santa Maria, no Porto da Barra.
    O trajeto, apesar de longo, deve ter um favorecimento da maré de vazante que, de uma certa forma, ajuda os atletas a percorrer a distância. Além da prova principal de 4,5 km, a Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA) também promoverá, no mesmo dia, as provas rápidas de 900 metros, com saída do Yacht CLube da Bahia e chegada no Porto da Barra, provas mirim e petiz, com 300 metros mirim e 600 petiz, além da prova de iniciante, de 120 metros, no Porto da Barra.
    A etapa, que terá o nome de Desafio dos Fortes (Forte de São Marcelo – Forte de Santa Maria – Porto da Barra), reúne a maior quantidade de atletas inscritos neste ano. O Campeonato Baiano de Águas Abertas tem um total de dez etapas, sendo todas classificatórias para a tradicional Travessia Itaparica-Salvador, que acontecerá nos dias 21 e 22 de dezembro deste ano.
    Entre os participantes, estão inscritos nomes como Ronaldo Zambrano, Luiz Henrique Camargo, Eduardo Mustafá, Marcos Vinícius do Carmo, Artur Passos Brito e Renan Santos, além do feminino, que conta com nomes como Vitória Beatriz Rosário, Lizzian Simões, Eduarda Jorge, Claudine Tekes, Luísa. Sugimoto, entre outros.
    “A gente já chega à nossa segunda etapa com um número recorde de inscritos no ano e é um trajeto muito interessante, que temos certeza de que os atletas vão gostar muito de nadar. Afinal de contas, além de participar de uma competição, eles também estão desfrutando do prazer e do privilégio de nadar nessas águas abençoadas da Baía de Todos os Santos”, afirmou Diego Albuquerque, presidente da FBDA.
  • Petrobras apresenta lucro líquido de R$ 124,6 bilhões em 2023

    Petrobras apresenta lucro líquido de R$ 124,6 bilhões em 2023

    O lucro líquido da Petrobras em 2023 recuou 33,8% em relação ao resultado do ano anterior. Dados divulgados no fim da noite dessa quinta-feira (7) pela estatal, o valor foi R$ 124,6 bilhões, em 2023, abaixo dos R$ 188,3 bilhões de 2022.

    Apesar da queda, esse foi o segundo maior lucro líquido registrado pela Petrobras, superado apenas pelo valor do ano anterior. O Ebitda, ou seja, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 262,2 bilhões em 2023, enquanto o fluxo de caixa operacional fechou o ano em R$ 215,7 bilhões.

    De acordo com a empresa, os resultados do ano foram sustentados pelos recordes operacionais ao longo de 2023 e pela estratégia comercial para o diesel e a gasolina, considerada bem-sucedida pela estatal.

    Entre os recordes do ano estão a produção diária de 2,17 milhões de barris no pré-sal, 10% acima do registrado em 2022; e a produção de diesel S-10, de 428 mil barris por dia; e a utilização do parque de refino em 92%, 4 pontos percentuais acima do ano anterior.

    A dívida financeira foi reduzida em US$ 1,2 bilhão no ano, com uma dívida bruta de US$ 62,2 bilhões, mesmo após afretamentos de quatro novas plataformas de produção.

    Agência Brasil

  • Mais de 60% da programação cultural da Bienal do Livro Bahia 2024 será composta por mulheres

    Mais de 60% da programação cultural da Bienal do Livro Bahia 2024 será composta por mulheres

    Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Bienal do Livro Bahia já contabiliza que, na edição 2024, a qual acontece de 26 de abril a 01 de maio, no Centro de Convenções Salvador, mais de 60% da programação cultural será formada por mulheres escritoras. Além disso, as mulheres também representam 70% da equipe envolvida na organização do evento.

    Prezando não só pela representatividade, mas, também, pela relevância da literatura produzida na Bahia, boa parte dessas escritoras são baianas. Não à toa, o tema escolhido para a edição 2024 é “As histórias que a Bahia conta”. A Bienal é uma realização da GL events Exhibitions – divisão da multinacional francesa GL events e organizadora da Bienal do Livro Rio.

    Entre os nomes femininos confirmados estão: Clara Alves e Aline Bei, já divulgados anteriormente, Tatiana Amaral, Natália Timerman, Lavinia Rocha, Nega Fyah, Sue Hecker, Vanessa Reis, Maria Dolores Rodriguez, Amanda Julieta, Tanira Fontoura, Mariana Carrara, Lumena Aleluia e Mariana Lins. Conheça, abaixo, um pouco sobre cada uma dessas autoras e a literatura que elas produzem.

    Tatiana Amaral

    Com 56 livros publicados, Tatiana Amaral é autora best-seller consagrada no gênero romance erótico. Ela também possui diversos títulos de gênero romance contemporâneo e comédia romântica com mais de 400 mil exemplares físicos vendidos. Em 2016, recebeu o Prêmio Amazon de destaque no Kindle Unlimited e chegou ao 1° lugar na lista dos mais vendidos da Revista Veja.

    Natália Timerman

    Natalia Timerman é escritora, médica psiquiatra pela Unifesp, mestre em psicologia e doutoranda em literatura pela Usp. É autora de “Desterros” (Elefante, 2017), acerca de seu trabalho em um hospital penitenciário, “Rachaduras” (Quelônio, 2019), finalista do prêmio Jabuti na categoria contos, e dos romances “Copo Vazio” (Todavia, 2021) e “As pequenas chances” (Todavia, 2023). Assina uma coluna semanal no portal UOL.

    Clara Alves

    Autora do best-seller LGBTQIAP+ “Conectadas”, com mais de 100 mil exemplares vendidos, Clara Alves assina antologias pelas editoras Seguinte, Rocco e Galera Record, além de ter publicado histórias independentes na Amazon. Clara tem no seu currículo o lançamento internacional do livro “Romance real”, que chegou aos Estados Unidos com o título London on my mind.

    Aline Bei

    Aline Bei é autora de “Pequena Coreografia do Adeus”, lançado pela editora Companhia das Letras. O romance já vendeu mais de 100 mil cópias e foi finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura. Com “O peso do pássaro morto”, foi finalista do prêmio Rio de Literatura e vencedor dos prêmios São Paulo e Toca.

    Nega Fyah

    Nascida e criada em Salvador, Nega Fyah é poeta, além de mestra de cerimônia, produtora cultural, atriz e empreendedora. Ela é referência na arte das palavras por trazer, nas suas apresentações, as denúncias contra as violências que a atravessam, como o racismo, o machismo e o sexismo.

    Sue Hecker

    Sue Hecker é romancista renomada com 22 livros publicados, ultrapassando 70 milhões de leituras e mais de 100 mil exemplares vendidos. Seis de suas obras foram traduzidas para o espanhol, uma para o inglês, incluindo “O Lado Bom de Ser Traída”, baseado em um filme da Netflix, evidenciando seu alcance global e versatilidade literária.

    Vanessa Reis

    Baiana, Vanessa Reis trabalha com a escrita em suas diversas formas e desdobramentos. Por ser PCD, personagens com corpos à margem da corporeidade normativa podem ser encontrados em suas histórias de amor. Dizem que ela tem talento para felicidade; ela prefere acreditar.

    Lavínia Rocha

    Lavínia Rocha é escritora, palestrante e professora. Começou a escrever aos 11 anos e já publicou 13 livros, entre eles “O mistério da Sala Secreta”, “Entre 3 mundos” e “Entre 3 Segredos”. Para o público adulto, Lavínia escreve sob o pseudônimo Lia Rocha.

    Maria Dolores Sosin Rodriguez

    Maria Dolores Sosin Rodriguez é poeta, artista visual e pesquisadora. Professora na área de Literatura, vinculada ao Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz, é autora do livro-objeto “Procurem Luisa no Mercado de Arte Popular” e do livro de poesia “Oblíqua Glosa”.

    Lumena Aleluia

    Lumena Aleluia é a baiana que ficou conhecida no Brasil através da sua passagem marcante no Big Brother Brasil 2021. Atualmente, Lumena se destaca enquanto influenciadora nas redes sociais misturando suas paixões artísticas. Pluralidade é o seu codinome, pois além da sua formação e mestrado em psicologia, Lumena também é DJ, dançarina e roteirista e revela ter encontrado na comédia uma carreira artística. Através de conteúdo de humor, Lumena surpreende a internet na criação de conteúdo sobre temas da atualidade de humor, uma nova jornada que promete muitas novidades ainda.

    Mariana Salomão Carrara

    Mariana Salomão Carrara é paulistana, Defensora Pública, nascida em 1986. Entre outros, é autora dos romances “Se Deus me chamar não vou”, entre os 10 indicados ao Prêmio Jabuti 2020, “É sempre a hora da nossa morte amém”, finalista do Prêmio São Paulo 2022 e entre os 10 indicados ao Jabuti 2022, e “Não fossem as sílabas do sábado”.

    Amanda Julieta

    Amanda Julieta é escritora, jornalista e pesquisadora literária. É mestra e doutoranda em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia, onde desenvolve pesquisa sobre a poesia e a performance de mulheres negras na literatura periférica. Publicou os livros “Dandara” (selo editorial ParaLeLo13S), ganhador do Prêmio Pretas Potências 2023, e, recentemente, “Tem poeta na casa? Mulheres negras, poetry slam e insurgências” (selo editorial ParaLeLo13S).

    Tanira Fontoura

    Historiadora com atuação voltada para área de consultoria de conteúdo em instituições artístico-culturais e espaços museais, e assessoria em projetos culturais nos segmentos de artes visuais, museus, audiovisual e culturas identitárias. Na área de Comunicação, tem formação como Produtora e Radialista. Integra, ainda, redes de patrimônio e salvaguarda de instituições tombadas, mais especificamente, comunidades-terreiro.

    Mariana Lins

    Jornalista, pesquisadora e doutora em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ex-repórter de cultura da Folha de Pernambuco e do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Atua e tem interesse nas áreas de estudos culturais, cultura pop, gênero e envelhecimento. Coeditora do livro “Divas pop: o corpo-som das cantoras na cultura midiática” (PPGCOM-UFMG, 2021).

    Sobre a GL events Exhibitions

    A GL events Exhibitions é uma empresa da multinacional francesa GL events – um dos principais players do mercado de eventos no mundo, presente em 27 países. Importante catalisadora de negócios com a organização e promoção de eventos B2B e B2C, é responsável pela realização de congressos, festivais e feiras representativas em diversos segmentos da economia: Bienal do Livro Rio e Bienal do Livro Bahia, no Mercado Editorial; Mondial de la Bière e Brasil Brau, no universo Cervejeiro; Congresso e Feira Estetika, o evento mais importante de Estética, Saúde, Beleza e Bem-estar da América Latina; e ExpoPostos & Conveniência, maior evento do setor de combustíveis e conveniência da América Latina. Atenta às necessidades dos seus públicos, desenvolve produtos que estimulam o contato dos visitantes com as principais tendências e novidades, incentivando discussões de conteúdo relevantes, interação e networking, além da geração de negócios.

  • Oficina clandestina para reparo de armas é localizada em Nova Constituinte

    Oficina clandestina para reparo de armas é localizada em Nova Constituinte

    Um imóvel onde funcionava uma oficina clandestina para reparo de armas de fogo foi localizado, nesta quinta-feira (7), em Nova Constituinte, por equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

     

    Dois revólveres calibres 38, 125 munições de diferentes calibres e diversas ferramentas e peças usadas para montagem e reparo das armas foram apreendidos no local. Um homem que estava no imóvel fugiu as avistar os policiais.

     

    Durante as diligências para capturar o suspeito, que já foi identificado, as equipes localizaram outro imóvel onde apreenderam uma pistola .45, dois carregadores e 50 munições do mesmo calibre.

     

    O material foi encaminhado para a perícia e as investigações continuam para identificar todos os envolvidos na ação criminosa.

  • Com nova norma, TSE fecha cerco a candidaturas femininas laranjas

    Para as eleições municipais deste ano, pela primeira vez o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (foto) inseriu diretamente nas regras que regem o pleito diversos critérios objetivos para caracterizar fraudes na cota de gênero.  

    A medida foi tomada em fevereiro quando os ministros aprovaram uma inédita resolução sobre ilícitos eleitorais, visando afastar dúvidas sobre quais condutas o tribunal considera delituosas, segundo o estado da arte da jurisprudência.

    Pela nova norma, por exemplo, incorre automaticamente em fraude a candidata a vereadora com votação zerada ou pífia, sem importar o motivo alegado para a baixa votação.

    Também será considerada laranja a candidatura feminina com prestação de contas idêntica a uma outra, ou que não promova atos de campanha em benefício próprio. Tais situações configuram fraude mesmo se ocorrerem sem a intenção de fraudar a lei, segundo as regras aprovadas.

    Outro ponto consolidado foi o de que todos os votos recebidos pela legenda ou coligação envolvida com a fraude devem ser anulados, o que resulta, na prática, na cassação de toda a bancada eventualmente eleita.

    Considerada rígida pelos partidos, a regra é resultado de anos de julgamentos e condenações, sobretudo, no último ciclo das eleições municipais, destacam especialistas ouvidas pela Agência Brasil. Desde 2020, o TSE condenou diversas legendas por fraude na cota de gênero, em ao menos 72 processos oriundos de municípios de todas as regiões do país.

    “Ao colocar os critérios numa resolução, a Justiça está passando um sinal ainda mais forte”, disse a advogada Luciana Lóssio, que foi ministra do TSE entre 2011 e 2017 e participou dos primeiros passos desse avanço jurisprudencial.

    O caso mais recente foi julgado nessa quinta-feira (7), quando o plenário do TSE declarou a fraude praticada pelo PSB no município de Cacimbas, na Paraíba, e pelo PDT em Pombos, em Pernambuco. Em ambos os casos, toda a bancada eleita de vereadores pelos partidos foi cassada.

    Lento avanço

    Até chegar às regras atuais, foi percorrido um caminho de décadas. A primeira política afirmativa para candidaturas femininas data de 1995, quando foi aprovada a reserva de 20% das candidaturas para mulheres, mas sem a obrigação dessas vagas serem de fato preenchidas, o que nunca ocorria.

    Desde então as cotas para candidaturas femininas subiram para 30% e se tornaram obrigatórias. Num dos avanços mais recentes, em 2022 foi inserida na Constituição a obrigação expressa dos partidos aplicarem os recursos públicos de campanha em candidaturas femininas, na mesma proporção do número de candidatas e no mínimo em 30%.

    Na mesma emenda constitucional, contudo, o Congresso Nacional aprovou uma espécie de perdão aos partidos. Aqueles que tiveram contas reprovadas por não aplicarem dinheiro na promoção de candidaturas femininas ficaram livres de qualquer punição.

    “O que tinha que ser feito em termos de aprimoramento legislativo e jurídico foi feito. Agora é contar com o amadurecimento civilizatório dos dirigentes dos partidos políticos”, afirma Luciana Lóssio. “Os atores do processo eleitoral precisam se conscientizar de que a Justiça não vai mais tolerar o jeitinho que se dava”, acrescenta.

    A advogada lembra como, no início, praticamente não havia instrumentos jurídicos para se caracterizar uma candidatura como laranja, por exemplo. “Se exigia requisitos tão precisos, tão difíceis de serem alcançados, que realmente não se vislumbrava a concretização dessa fraude”, recorda.

    “Hoje, a jurisprudência está altamente solidificada no sentido de combater a fraude na cota de gênero com indícios muito mais concretos e de fácil percepção”, acrescenta.

    Consciência forçada

    Para a advogada Renata Aguzzolli Proença, integrante da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), o fato de critérios objetivos terem sido incluídos numa resolução eleitoral deve incentivar que as fraudes sejam caracterizadas mais cedo.

    “A resolução traz uma certa vinculação, sendo uma forma de orientação aos juízes eleitorais, que, por vezes, estão atuando numa eleição esporadicamente. Vai acrescentar muito para que já no primeiro grau surjam essas punições”, avalia a defensora, que atua no Rio Grande do Sul.

    Nas eleições municipais deste ano, ela acredita que deve haver um maior cuidado dos dirigentes locais das legendas com o tema. Para evitar incorrer em fraude, ela sugere o envolvimento cada vez mais cedo das mulheres na vida partidária, bem antes das candidaturas.

    “A gente sabe como é difícil em muitos municípios ter essa participação das mulheres, mas isso porque no dia a dia elas não estão envolvidas na política. Trazer as mulheres realmente interessadas é a melhor forma de evitar todo esse problema”, conclui.

    Apesar de regras mais rígidas, as advogadas ouvidas pela Agência Brasil ressalvam que ainda há um longo caminho até que as mulheres ocupem o Legislativo na mesma proporção que representam do eleitorado, ou seja, 53% do total. As mulheres ocupam hoje apenas 17,7% das vagas no Congresso Nacional, por exemplo. Para se alcançar essa paridade, “a Justiça tem que ser intransigente”, finaliza Luciana.

    Agência Brasil

  • Mulheres estão fora da direção de grandes filmes nacionais em 2022

    Mulheres estão fora da direção de grandes filmes nacionais em 2022

    O levantamento Cinema Brasileiro: raça e gênero nos filmes de grande público (1995-2022), feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), mostrou que nenhuma mulher dirigiu os filmes de grande público lançados em 2022. O Gemaa faz o monitoramento das desigualdades no cinema brasileiro desde 1995, analisando dados disponíveis do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Na sondagem de 2022, foram analisados os dados mais recentes de espectadores no país.

    “A gente consegue ver quais os filmes lançados no Brasil que tiveram mais espectadores. Selecionamos dez filmes de grande público, porque são eles que concentram a maior parte dos frequentadores que vão às salas de cinema ver produções nacionais. Eles dão uma perspectiva daqueles filmes que estão atingindo mais a população”, disse nessa quinta-feira (7) à Agência Brasil a subcoordenadora de Pesquisas do Gemaa, Marcia Rangel. Ela é também pesquisadora de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os filmes escolhidos são narrativas de ficção, excluindo documentários e filmes infantojuvenis.

    Esses filmes são também aqueles que concentram mais recursos, têm maior potencial de permanecer mais tempo nas salas de exibição e maior divulgação. “Acabam tendo uma posição privilegiada de recursos”. De acordo com o Gemaa, isso significa que a distribuição de recursos públicos para a realização de longas-metragens nacionais é afetada por grandes disparidades, com reflexos na sociedade.

    Marcia Rangel afirmou que, em vários anos, as mulheres não conseguiram ascender a essas posições de privilégio de grandes produções, considerando mulheres em geral, brancas e negras. Mas a situação é ainda pior para as mulheres negras. Em todo o período analisado (de 1995 a 2022), nenhum desses longas-metragens foi dirigido por mulheres negras” – 2022 foi o sexto ano sem registro de filmes de grande público dirigidos por mulheres. Os anteriores foram registrados em 2003, 2009, 2010, 2011 e 2012.

    Diretores negros

    Por outro lado, se 2022 ficou marcado como um ano ruim para a diversidade de gênero entre diretoras, em relação à questão de raça os homens negros marcaram presença. Entre os dez filmes de grande público lançados no período, dois foram dirigidos por homens negros: Medida Provisória, de Lázaro Ramos, e Marte Um, de Gabriel Martins. Essa última produção é resultado de um edital afirmativo, destinado a financiar longas-metragens de realizadores negros de ambos os sexos.

    “A inserção de homens negros na direção de filmes de grande público é recente. Aconteceu pela primeira vez em 2020 (com Jeferson De e Hilton Lacerda) e se repetiu em 2022. Mas o que esses dados revelam é que existe certa estabilidade, tanto do ponto de vista da desigualdade de gênero quanto da desigualdade de raça, ou seja, uma sub-representação de mulheres e de pessoas negras nas posições de poder no audiovisual brasileiro”, disse Marcia. Em alguns anos somente é vista maior inserção de mulheres brancas e, mais recentemente, pela primeira vez, de homens negros. “Mas, em geral, os postos de poder são controlados por homens brancos”.

    Marcia lembrou que, em anos recentes, a Ancine e a Secretaria do Audiovisual começaram a investir em políticas públicas voltadas a fomentar a diversidade. “Tivemos os primeiros editais especiais direcionados ao recorte de gênero e raça, a dar fomento a filmes de mulheres e de pessoas negras e, também, a determinação de cotas em editais de ampla concorrência, o que foi um grande avanço no cenário que tínhamos na distribuição desigual de recursos no cinema brasileiro. Agora, novas políticas públicas têm sido lançadas. Então, existe um cenário de otimismo de que as coisas voltem a melhorar”.

    Roteiro

    Na função de roteiro, as mulheres também foram minoria em 2022. “O roteiro é função que tem um pouco mais de inserção feminina e certa abertura aos homens negros também, nos últimos anos. Mas, mesmo assim, as mulheres estão em posição de desvantagem”. A pesquisa revela que, no período analisado, os filmes de grande público tiveram seis roteiristas mulheres brancas, contra sete homens brancos e quatro homens negros. O ano de 2022 foi o que registrou menor dominação de homens brancos na função, embora persistindo a total exclusão de mulheres negras. Para o Gemaa, considerando que mulheres e negros são grandes grupos populacionais no país, essas disparidades “são gritantes” e convivem com outras, como a de falta de variação de identidade de gênero.

    Elenco

    O que os dados dizem sobre as posições de direção, roteiro e elenco é que são dominadas por homens brancos. No que diz respeito, por exemplo, à representação, que é o que aparece nas telas, Marcia avaliou que são também os homens brancos que têm não só maior inserção como também maior diversidade nos tipos de personagens representados. “Existe certo reflexo. Os homens brancos dominam as posições de construção narrativa e isso acaba refletindo também naquilo que é construído, nos personagens que são desenvolvidos”.

    Nas três posições (direção, roteiro e elenco), o Gemaa não vê vantagens para as mulheres. O que se vê, a cada dia, são mais movimentos de cineastas organizados reivindicando mais oportunidades e se contrapondo ao que colocam como distribuição desigual de recursos.

    Marcia Rangel admitiu que quando há uma diretora em um longa-metragem de destaque, esse é um acontecimento que foge ao esquema instalado. “Podemos dizer que foi uma pessoa que ultrapassou diversas barreiras que são, na verdade, compartilhadas por mulheres em várias posições no mercado de trabalho e não só no cinema, que tem essas particularidades”.

    Para o Gemaa, os indicadores sociais referidos devem ser considerados de maneira crítica – o cinema brasileiro é dependente de fomento público e a maior presença de realizadores brancos entre os líderes de filmes com bom desempenho de bilheteria tem relação com o acesso privilegiado que esse grupo desfruta em termos de recursos para a produção de seus projetos. Mudanças deverão ocorrer a partir das políticas públicas, como os editais especiais, ou ações afirmativas em editais de ampla concorrência, visando a promover mudanças na indústria audiovisual nacional.

    Agência Brasil

  • Conheça Natura UNA Complemento: nova coleção de maquiagem com cores e fragrâncias para belezas que se potencializam

    Conheça Natura UNA Complemento: nova coleção de maquiagem com cores e fragrâncias para belezas que se potencializam

    Natura UNA acredita na beleza genuína: a beleza de se sentir bem na própria pele, própria de uma mulher que se conhece, se valoriza e se expressa com elegância. E como um convite às cores e para que as mulheres possam se unir nas suas complementariedades: na cor, na troca e na inspiração, a marca apresenta Natura UNA Complemento: nova coleção exclusiva e elegante, com maquiagem e fragrância marcantes, que juntas se tornam uma única potência.

     

    A novidade celebra a beleza do encontro entre as cores. Seja na forma de uma combinação harmoniosa ou de um contraste deslumbrante, as cores da nova coleção ampliam as possibilidades de criar makes contemporâneas, sofisticadas e cheias de personalidade. Os novos produtos trazem para os olhos, o rosto e a boca uma paleta de cores que, isoladas, já são poderosas. Mas juntas, complementam umas às outras e potencializam a beleza da mulher com resultados incríveis.

     

    Natura UNA Complemento é a melhor expressão do clássico atemporal, que complementa e representa as texturas e cores de sua maquiagem. Entre elas, o Batom Extremo Conforto FPS 25 UNA Complemento com cores intensas para lábios hidratados e confortáveis por 24 horas que dá aquele visual elegante e deixa sua boca com acabamento acetinado. Com a Sombra Líquida Fix UNA Complemento, de alta pigmentação, acabamento profissional e à prova d’água a produção de looks sofisticados; o Lápis Labial UNA Complemento que contorna e preenche com precisão e um alto deslize; e o Blush Líquido Cushion UNA Complemento com alta pigmentação, textura cremosa e acabamento luminoso, que promove radiância e efeito de pele saudável em duas opções de cores. Além disso, destaque também para o icônico UNA Deo Parfum, fragrância atemporal, criada a partir das notas adocicadas de praliné, ganache e nuances de notas florais e que complementa a coleção com muita elegância e exclusividade.

     

    Ainda, a convite de Natura UNA, Aline Bispo, ilustradora e artista visual, celebra a força e beleza da conexão feminina em sua arte colorida e impactante nas embalagens dos produtos de UNA Complemento. Nelas, estarão presentes alguns elementos gráficos e ilustrações que entram como apoio aos layouts, potencializando o mood da coleção e complementando a paleta de cores.

     

    Os produtos Natura UNA são de longa duração e têm tecnologia de partículas, ativos da biodiversidade brasileira e ingredientes da ciência dermatológica, podendo ser adquiridos com as Consultoras de Beleza , também em ambiente digital, no e-commerce da Natura, nas franquias Aqui Tem Natura ou nas lojas próprias da marca.

     

    Em uma ação especial e junto ao lançamento da coleção Natura UNA Complemento, todas as lojas próprias da Natura no Brasil vão presentear as consumidoras com um lenço exclusivo da Scarf.Me, em compras a partir de R$ 199 de produtos Natura UNA. Os gifts estarão disponíveis mediante estoque e em período determinado.