Dia: 19 de março de 2024

  • Braskem: relator de CPI quer busca e apreensão caso MME não ceda dados

    O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga as ações da empresa petroquímica Braskem em Maceió (AL), senador Rogério Carvalho (PT-SE), quer solicitar busca e apreensão no Ministério de Minas e Energia (MME) caso a pasta não forneça as informações solicitadas em até três dias úteis.

    O prazo para o envio dos dados, fixado em cinco dias úteis, foi prorrogado por mais cinco dias úteis, mas a extensão do prazo venceu e o ministério ainda não enviou os documentos, nem explicou à comissão o motivo da demora, segundo Carvalho.

    “Dê um prazo de mais três dias, sob pena de a gente pedir uma busca e apreensão dessa documentação sobre as ações que foram desenvolvidas pelo MME no caso da Braskem”, afirmou o relator, acrescentando que a pasta atua de “forma desrespeitosa” em relação à comissão, e que “é inadmissível que o MME não passe as informações”.

    O requerimento citado pelo relator foi aprovado pela CPI no dia 28 de fevereiro e pede, entre outros documentos, os processos administrativos, de fiscalização e controle, de denúncias e de ações emergenciais que tenham relação com a exploração de sal-gema em Maceió e com a Braskem.

    Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do ministério para comentar o caso, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

    Duas versões

    A CPI da Braskem ouviu nesta terça-feira (18) o ex-secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Vidigal de Oliveira. Ele ficou no cargo de janeiro de 2019 a junho de 2021. A secretaria é responsável pela implementação, orientação e coordenação das políticas do setor mineral, além de monitorar a atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM), que é a responsável por fiscalizar o setor no Brasil.

    Vidigal destacou que, quando chegou ao ministério, existiam duas versões dos técnicos da secretaria sobre a situação do afundamento dos bairros em Maceió: uma dizia que as fraturas e rachaduras encontradas na capital alagoana eram fruto de terremotos ou chuvas torrenciais, ou seja, de causas naturais, e outra versão dizia que essas rachaduras eram resultado da extração de sal-gema nas minas da Braskem.

    O relator Rogério Carvalho destacou que a existência das duas versões buscou confundir, porque não havia motivos para imaginar que o afundamento dos bairros em Maceió ocorria por causas naturais. Com isso, Carvalho pediu a relação dos servidores que sustentavam tal tese.

    “Essa disputa de narrativa interessava a alguém, e a gente precisa saber quem defendia qual narrativa”, destacou. “Alguém, dolosamente ou intencionalmente, queria confundir e retirar a responsabilidade de uma lavra predatória feita em Maceió”, completou o senador.

    O ex-secretário Vidigal destacou ainda no depoimento que faltava pessoal e recursos para monitorar o setor mineral no Brasil. “Quando cai Brumadinho [janeiro de 2019], nós fomos surpreendidos, ao saber que o Brasil tinha dez fiscais para cuidar de barragens, e são mais de 600 barragens. Dez fiscais! E quando cai Brumadinho, todos os fiscais se dirigem a Minas Gerais”, disse.

    Regulação da mineração

    Para o relator, os depoimentos da CPI e os documentos até agora analisados indicam que o setor mineral era o responsável pela própria fiscalização. “O que nós estamos vendo aqui na CPI é que o setor regulado não é regulado. Ele se autorregula”, comentou.

    “É a própria mineradora que informa as condições técnicas em que se encontram as minas. Isso não é suficiente para dar segurança e para evitar danos como o que aconteceu em Maceió”, destacou Rogério Carvalho, que vem defendendo uma reforma de toda estrutura de fiscalização a mineração no país.

    Entenda

    A CPI da Braskem investiga o afundamento de bairros em Maceió que causaram o deslocamento de, ao menos, 60 mil pessoais, de acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas. Segundo a Braskem, o número de deslocados é de 40 mil. O caso foi revelado pela primeira vez ao público em 2019.

    Desde então, o afundamento de regiões inteiras da capital de Alagoas vem se agravando. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a exploração de 35 minas de sal-gema pela Braskem foi a responsável por deixar milhares de pessoas desabrigadas e transformar bairros antes movimentados e populosos em lugares praticamente desertos.

    A Braskem suspendeu as atividades no município em novembro de 2019. A companhia diz atuou por 17 anos em Maceió, “respeitando todas as normas técnicas e exigências regulatórias”.

    Agencia Brasil

  • Bolsonaro deu a ordem para fraudar cartão de vacina, diz PF

    A ordem para falsificar os certificados de vacinação contra covid-19 de Jair Bolsonaro e de sua filha partiu do próprio ex-presidente. É o que consta no relatório da Polícia Federal (PF), que indiciou, além de Bolsonaro, outras 16 pessoas por crimes ligados à falsificação do certificado de vacinação para covid-19.

    Ao menos nove pessoas teriam se beneficiado de um esquema montado pelo ajudante de ordens Mauro Cid, incluindo a esposa e três filhas, o ex-presidente e sua filha e o deputado Gutemberg Reis de Oliveira.

    O sigilo sobre o relatório da PF foi retirado nesta terça-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após partes do documento terem sido publicados pelo portal G1 no início do dia. Ele disse que, com a conclusão das investigações, “não há mais necessidade” para a manutenção do sigilo.

    “Os elementos de prova coletados ao longo da presente investigação são convergentes em demonstrar que Jair Messias Bolsonaro agiu com consciência e vontade determinando que seu chefe da Ajudância de Ordens intermediasse a inserção dos dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde em seu benefício e de sua filha”, diz o documento.

    Bolsonaro sempre negou que tenha tomado a vacina para covid-19. “Não existe adulteração da minha parte, não existe. Eu não tomei a vacina, ponto final”, disse Bolsonaro a jornalistas e maio de 2023, ao comentar as investigações.

    Cid teria inserido informações falsas no sistema do Ministério da Saúde com o objetivo de facilitar a entrada e a saída nos Estados Unidos, burlando exigências sanitárias contra a covid-19 impostas pelos EUA e também pelo Brasil. Ambos países exigiam a vacinação contra doença para se cruzar a fronteira.

    Em sua colaboração premiada, Mauro Cid confirmou todo o esquema e ainda afirmou “que imprimiu os certificados e entregou em mãos ao então presidente da República Jair Messias Bolsonaro”, diz o relatório da PF.

    Bolsonaro embarcou para os EUA com a família e auxiliares no dia 30 de dezembro, após derrota na eleição presidencial de 2022. No relatório, a PF faz uma relação da adulteração do cartão de vacina do então presidente com a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Para o delegado Fábio Alvarez Shor, a intenção de fraudar o documento está ligada a uma possível solicitação de permanência em outro país.

    “O presente eixo relacionado ao uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens ilícitas, no caso a ‘Inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde para falsificação de cartões de vacina’, pode ter sido utilizado pelo grupo para permitir que seus integrantes, após a tentativa inicial de Golpe de Estado, pudessem ter à disposição os documentos necessários para cumprir eventuais requisitos legais para entrada e permanência no exterior (cartão de vacina), aguardando a conclusão dos atos relacionados a nova tentativa de Golpe de Estado que eclodiu no dia 08 de janeiro de 2023”.

    CGU

    O relatório final da PF deve ser agora encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que deverá examinar as evidências e decidir se apresenta denúncias no caso.

    A conclusão de que é falso o registro de imunização contra a covid-19 que consta do cartão de vacinação de Bolsonaro foi tomada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em janeiro. A investigação originou-se de um pedido à Lei de Acesso à Informação (LAI) formulado no fim de 2022.

    Os dados atuais do Ministério da Saúde, que aparecem no cartão de vacinação, apontam que o presidente se vacinou em 19 de julho de 2021 na Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Peruche, na zona norte de São Paulo. A CGU, no entanto, constatou que Bolsonaro não estava na capital paulista nessa data e que o lote de vacinação que consta no sistema da pasta não estava disponível naquela data na UBS onde teria ocorrido a imunização.

    Defesa

    Em seu perfil na rede social X, antigo Twitter, o advogado de Bolsonaro Fabio Wajngarten criticou a divulgação do indiciamento. “Vazamentos continuam aos montes, ou melhor aos litros. É lamentável quando a autoridade usa a imprensa para comunicar ato formal que logicamente deveria ter revestimento técnico e procedimental ao invés de midiático e parcial”, escreveu.

    Em posts posteriores, Wajngarten disse que a defesa não teve acesso ao relatório e chamou o indiciamento do ex-presidente de “absurdo”. O defensor escreveu que “enquanto [Bolsonaro] exercia o cargo de Presidente, ele estava completamente dispensado de apresentar qualquer tipo de certificado nas suas viagens. Trata-se de perseguição política e tentativa de esvaziar o enorme capital político que só vem crescendo”.

    Bolsonaro sempre negou que tenha tomado a vacina para covid-19. “Não existe adulteração da minha parte, não existe. Eu não tomei a vacina, ponto final”, disse Bolsonaro a jornalistas em maio de 2023, ao comentar as investigações.

    O deputado federal Gutemberg Reis disse que não irá se manifestar até que sua defesa tenha acesso integral ao processo.

    Em nota, a defesa de Camila Paulino Alves Soares, enfermeira indiciada por inserção de informação falsa no sistema da Saúde, disse que ela colaborou com a investigação e “aguardava uma possível nova declaração, ainda em sede de inquérito, para comprovar sua inocência”.

    O advogado Jairo Magalhães acrescentou que sua cliente “confia na Justiça e em sua inocência e afirma que não foi ela que inseriu dados no sistema. Caso Camila seja denunciada, demonstraremos sua inocência na ação penal, com provas documentais e testemunhais”.

    Agência Brasil entrou em contato com a defesa de João Carlos Brecha, e aguarda retorno, bem como tenta contato com as defesas dos demais citados.

    Confira abaixo a lista de indiciados no caso e os crimes imputados:

    Jair Messias Bolsonaro

    • Associação criminosa
    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;

     

    Mauro Cid

    • Falsidade ideológica de documento público;
    • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada;
    • Uso de documento ideologicamente falso;
    • Associação criminosa.

     

    Gabriela Cid

    • Falsidade ideológica de documento público;
    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
    • Falsidade ideológica de documento público com dados das filhas;
    • Uso de documento ideologicamente falso.

     

    Luiz Marcos dos Reis

    • Falsidade ideológica de documento público;
    • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

     

    Farley Vinicius de Alcântara

    • Falsidade ideológica de documento público;
    • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

     

    Eduardo Crespo Alves

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

     

    Paulo Sérgio da Costa Ferreira

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

     

    Ailton Gonçalves Barros

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
    • Falsidade ideológica de documento público;
    • Associação criminosa.

     

    Marcelo Fernandes Holanda

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações.

     

    Camila Paulino Alves Soares

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações.

     

    João Carlos de Sousa Brecha

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
    • Associação criminosa.

     

    Max Guilherme Machado de Moura

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
    • Uso de documento falso;
    • Associação criminosa.

     

    Sérgio Rocha Cordeiro

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
    • Uso de documento falso;
    • Associação criminosa.

     

    Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;

     

    Célia Serrano da Silva

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;

     

    Gutemberg Reis de Oliveira

    • Inserção de dados falsos em sistema de informações;

     

    Marcelo Costa Câmara

    • Crime de Inserção de dados falsos em sistema de informações

    Agencia Brasil

  • Estudantes de famílias pobres vão receber chips para acesso à internet

    Estudantes de famílias pobres vão receber chips para acesso à internet

    Estudantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) irão receber chips para acesso à internet por meio do programa Internet Brasil, dos ministérios das Comunicações e da Educação. O programa atende alunos da educação básica da rede pública de ensino e que são de famílias inscritas no CadÚnico.

    Segundo o Ministério das Comunicações, o objetivo do programa é proporcionar o acesso à informação de forma mais democrática, contribuindo com a retenção escolar e favorecendo a implementação de outros formatos de ensino.

    Inicialmente, foram atendidos, pelo Internet Brasil, estudantes de escolas públicas que integram o Programa Nordeste Conectado. Foram contempladas unidades de ensino de Caicó (RN), Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Juazeiro (BA), Mossoró (RN) e Petrolina (PE). Em outra etapa, a iniciativa foi expandida para atender alunos de outros seis municípios de Minas Gerais: Araguari, Conceição das Alagoas, Nova Serrana, Prata, Uberaba e Uberlândia.

    O programa foi ampliado na última terça-feira (12), passando a atender estudantes das redes estaduais de ensino do Amapá, da Bahia, do Maranhão, do Pará e do Rio Grande do Norte.

    Agencia Brasil

  • Apenas 2 em cada 10 cidades estão preparadas para mudanças climáticas

    Apenas 2 em cada 10 cidades estão preparadas para mudanças climáticas

    A gerente de sustentabilidade da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Cláudia Lins, afirmou, nesta terça-feira (19), em Brasília, que apenas 22% dos gestores consideram que seus municípios estão preparados para enfrentar as mudanças climáticas. O dado é resultado de um estudo, ainda em andamento, que ouviu representantes de mais de 3,6 mil cidades brasileiras.

    A afirmação foi feita durante a Oficina Federalismo Climático: integrando estados e municípios para a adaptação no Brasil, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Desde setembro de 2023, os encontros debatem com entes federados a agenda de transformação ecológica e as diretrizes do Plano Clima apresentadas pelo governo federal.

    Segundo Cláudia, a ausência de capacidade técnica e financeira seria a principal razão apontada por gestores para a falta de preparo. “Nós precisamos pensar lá na ponta a adaptação, mas precisamos agir também na prevenção. Os dados dessa pesquisa também relataram que 68% dos municípios afirmaram nunca terem recebido nenhum recurso de estados ou do governo federal para atuar na prevenção às mudanças climáticas”, disse.

    Gargalos financeiros

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (foto), reconheceu os gargalos financeiros enfrentados por municípios e disse que o governo federal está atento a essas demandas. “Eu concordo que financeiramente a gente precisa se fortalecer cada vez mais, mas eu tenho um PIB (Produto Interno Bruto) extra também, quando um outro ministério está cumprindo a agenda do desenvolvimento sustentável”, destacou.

    Marina ressaltou, ainda, as limitações legais sobre a descentralização de recursos no setor ambiental, já que a Constituição Federal não trata do tema, mas citou exemplos de sucesso quando há planejamento para que a descentralização aconteça, como o caso da compra de merenda escolar diretamente de produtores da agricultura familiar, onde governos de instâncias diferentes trabalham juntos.

    “O federalismo tem que ser acompanhado da capacidade de execução das políticas de governança e de articulação para que de fato a gente tenha um sistema federativo que possa se articular de forma integral” justificou.

    A ministra destacou as políticas públicas prioritárias que o governo federal vem implementando no país, a exemplo da meta de zerar o desmatamento e as queimadas e o combate às desigualdades. E destacou alianças com estados para atuar no setor. “O enfrentamento da crise ambiental global é uma luta generosa, inclusiva, em que todos podem participar”, finalizou.

    Agencia Brasil

  • Crianças de até 5 anos morrem mais de dengue, revela pesquisa

    Crianças de até 5 anos morrem mais de dengue, revela pesquisa

    No Brasil, crianças com menos de cinco anos morrem mais de dengue, seguidas pelas de cinco a nove anos. Já os adolescentes entre 10 e 14 anos apresentam o maior número de casos registrados este ano. Os números constam do levantamento do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediada no Rio de Janeiro.

    O Observa Infância avaliou os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde das primeiras 10 semanas epidemiológicas de 2024, até 9 de março.

    Segundo o coordenador do Observa Infância, Cristiano Boccolini, na pesquisa foi observado que, apesar de concentrar o menor número de casos entre as crianças, a faixa etária entre zero e cinco anos foi a que até agora mais concentrou vítimas fatais das formas mais graves da doença, seguida da faixa entre cinco e nove. Para ele, é importante que as famílias levem seus filhos para vacinar e que todos continuem tomando as medidas profiláticas possíveis.

    “O Ministério da Saúde acerta em vacinar o grupo onde estamos vendo mais casos. Nossa recomendação é que a imunização avance para as crianças mais novas, de cinco a nove anos, que, proporcionalmente, estão morrendo mais”, afirmou Boccolini.

    Segundo o estudo, foram notificados em todo o país 239.402 casos em crianças até 14 anos, com maior incidência entre adolescentes de 10 a 14 anos, sendo 24,5% em menores de cinco anos, 33,7% entre cinco e nove anos e 41,8% de 10 a 14 anos.

    Mortes

    Quanto às mortes, a situação se inverte: houve 52 óbitos – 16 deles confirmados e 36 em investigação – por dengue em crianças com menos de 14 anos no período. Deste total, 44,2% das vítimas tinham menos de cinco anos, enquanto a faixa de cinco a nove anos representou 32,7% dos óbitos e a faixa de 10 a 14 anos correspondeu a 23,1% das mortes, o que mostra uma gradativa diminuição da proporção de óbitos com o aumento da idade.

    O levantamento alerta para um aumento de 21,2% no número de óbitos na décima semana epidemiológica em relação à anterior, o que demonstra a necessidade de reforço nas medidas de prevenção à doença, segundo a Fiocruz.

    O Observa Infância também analisou a letalidade, que mede o número de óbitos em relação ao total de casos, entre as crianças de zero a 14 anos. Ao pesquisar somente os casos confirmados, a letalidade é de 6,7 óbitos para cada 100 mil casos de dengue no país.

    A letalidade para a faixa etária inferior a cinco anos é cinco vezes superior em comparação com a faixa de 10 a 14 anos. Além disso, a letalidade confirmada em crianças de cinco a nove anos é três vezes maior do que a observada entre adolescentes de 10 a 14 anos.

    Divulgação científica

    O Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância) é uma iniciativa de divulgação científica para levar ao conhecimento da sociedade dados e informações sobre a saúde de crianças de até cinco anos.

    A meta é ampliar o acesso à informação qualificada e facilitar a compreensão sobre dados obtidos junto aos sistemas nacionais de informação.

    arte dengue
     Arte/Agência Brasi

    Agencia Brasil

  • Anvisa adia decisão sobre comercialização de autotestes para dengue

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a decisão sobre a comercialização de autotestes no Brasil. O tema seria discutido na reunião desta terça-feira (19) da diretoria colegiada, mas foi retirado da pauta.

    Ao solicitar a retirada do item, o diretor Daniel Pereira argumentou que é preciso dar sequência aos “alinhamentos” que o tema envolve junto ao Ministério da Saúde.

    “Esse processo é um processo quase que conjunto, Anvisa e Ministério da Saúde. A gente precisa de um outro lado, de uma política relacionada a esse tipo de produto, por se tratar de um diagnóstico de uma doença de notificação compulsória. Tendo em vista ainda a fase desses alinhamentos, solicito a retirada de pauta do item.”

    Entenda

    Na semana passada, o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, já havia antecipado que as tratativas para a comercialização de autotestes para dengue estavam em andamento entre o ministério e a Anvisa

    “A dengue é uma doença de notificação compulsória. Então, é necessário que haja uma política pública gerada pelo Ministério da Saúde nesse sentido e que contemple, mesmo no caso do autoteste – aquele que o próprio cidadão poderá realizar – um mecanismo para que os sistemas de monitoramento sejam notificados, de modo que se possa justamente computar os casos em todo o Brasil.”

    Também na semana passada, a coordenadora-geral de Laboratórios de Saúde Pública do ministério, Marília Santini, confirmou tratativas com a Anvisa sobre o tema.

    “Tivemos duas reuniões com a Anvisa”, disse, ao detalhar que o teste rápido e o autoteste são essencialmente o mesmo dispositivo, sendo o primeiro é conduzido por um profissional de saúde e o segundo, pelo próprio paciente.

    A coordenadora-geral lembrou que, diferentemente do cenário de covid-19, em que o autoteste contribui para interromper a transmissão do vírus por meio do isolamento, o autoteste de dengue não possui esse papel, já que a doença só pode ser transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.

    Agencia Brasil

  • Morre Pedro Herz, dono da Livraria Cultura, aos 83 anos

    Morre Pedro Herz, dono da Livraria Cultura, aos 83 anos

    O empresário Pedro Herz, dono da Livraria Cultura, morreu nesta terça-feira (19) aos 83 anos.

     

    Por meio de um comunicado, a família do empresário informou que ele sofreu um ataque cardíaco durante a madrugada no apartamento em que vivia, no Edifício Copan, em São Paulo.

     

    Na nota, a família reforçou a paixão do empresário pela literatura e o compromisso que tinha em tornar os livros acessíveis.

     

    “É com profundo pesar que a família Herz comunica o falecimento do renomado livreiro Pedro Herz aos 83 anos, na madrugada de hoje, 19 de março. Pedro Herz foi um visionário no campo editorial, tendo desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento e promoção da literatura em nosso país. Sua paixão pela leitura e seu compromisso em tornar os livros acessíveis a todos deixaram uma marca indelével na comunidade literária e além. Sua ausência será profundamente sentida, mas seu legado perdurará através das páginas dos livros que tanto amou. Neste momento de luto, a família agradece o carinho e condolências”, afirmou a família, em comunicado.

    O falecimento de Herz foi lamentado pela jornalista Sandra Anenberg. “Amigo querido, você nos brindou com sua amizade. Eu, Ernesto Paglia e Elisa te amamos. Você faz parte da nossa família! Obrigada por tudo, Pedro Herz”.

     

    A unidade da Livraria Cultura em Salvador fechou as portas em julho de 2021 após 11 anos de funcionamento no Salvador Shopping. Na época, o CEO da empresa, Sérgio Herz, informou que a saída da loja da capital baiana havia sido motivada pela proposta de mudança do espaço no shopping.

     

    Bahia Notícias

  • Após demissão da Record, Jorge Araújo é o novo repórter da Band

    Após demissão da Record, Jorge Araújo é o novo repórter da Band

    Um pouco mais de um mês depois de ser demitido da Record Bahia, Jorge Araújo é o novo contratado da Band estadual. O repórter deve atuar nos programas Bora Nordeste e Brasil Urgente.

     

    Nas redes sociais, a emissora comemorou a contratação. “Bafafá, confusão e agonia com Jorge Araújo agora é na Band! Estreia nesta segunda-feira, 8H30, no Bora Nordeste, com Léo Bala, na tela da Band!”, escreveu na legenda de uma publicação.

    Na época em que o jornalista se desligou da emissora, a suspeita era que a motivação tinha ligação com a política. Em 2020, Jorge disputou as eleições em 2020 para deputado federal e conseguiu 32.780 votos, sendo primeiro suplente para o cargo. Araújo é natural de Tucano e tem vínculo partidário com o PP. 

    Bahia Notícias

  • Daniel Alves entra com pedido de liberdade provisória: “Não vou fugir”

    Daniel Alves entra com pedido de liberdade provisória: “Não vou fugir”

     

    Preso desde o começo de 2023, o ex-jogador baiano, Daniel Alves, entrou nesta terça-feira (19), com um pedido de liberdade provisória enquanto aguarda a sentença final sobre a condenação que recebeu de quatro anos e meio de prisão por abusar sexualmente de uma mulher em uma boate de Barcelona.

    “Ele [Daniel] diz que acredita na justiça. Serão tomadas medidas cautelares, como apreensão de passaportes e alguns documentos. Temos que esperar a decisão da justiça”, disse a Advogada de Daniel Alves.

    A 21ª seção do Tribunal de Barcelona realizou uma audiência para decidir sobre a liberdade provisória do ex-lateral-direito. Entretanto, o Ministério Público contestou o pedido, pois considera que o risco de fuga de Daniel da Espanha persiste, dada a sua condição financeira.

    O Tribunal de Barcelona agora decidirá se vai acatar ou não o pedido de liberdade provisória realizado pela defesa do jogador, enquanto analisa os recursos apresentados pelo Ministério Público interposto pela vítima e a defesa.

    Bahia Notícias

  • Falsa peneira é divulgada utilizando o nome da Federação Bahiana de Futebol; confira comunicado emitido

    Falsa peneira é divulgada utilizando o nome da Federação Bahiana de Futebol; confira comunicado emitido

    A Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulgou, nesta terça-feira (19) um comunicado oficial em que denuncia uma falsa peneira que alega ter o apoio da entidade. Segundo detalhes divulgados pela federação, a inscrição da peneira estava sendo realizada por meio de pagamento prévio.

     

    Confira nota divulgada pela FBF:

     

    “A Federação Bahiana de Futebol vem a público alertar sobre a circulação de uma falsa peneira com apoio da entidade, mediante pagamento prévio. A FBF não organiza e nem participa deste tipo de evento. A utilização do nome da entidade configura crime de estelionato.

     

    Alertamos, ainda, que qualquer evento promovido ou apoiado pela FBF é publicado no site e nas redes oficiais da entidade”

    Não é a primeira vez que essa denúncia acontece por parte da entidade. Alguns casos semelhantes ocorreram em 2023 e também foram repudiados pela FBF.

    Bahia Notícias