Dia: 26 de março de 2024

  • Governador Jerônimo Rodrigues certifica 83 empresas baianas em prol da igualdade de gênero no ambiente de trabalho, com o Selo Lilás

    Governador Jerônimo Rodrigues certifica 83 empresas baianas em prol da igualdade de gênero no ambiente de trabalho, com o Selo Lilás

    Ações e políticas de valorização da mulher no espaço de trabalho levaram 83 empresas privadas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil baianas a receberem a certificação Selo Lilás. O ato solene aconteceu nesta segunda-feira (17), na Associação Comercial da Bahia, em Salvador, com a participação do governador Jerônimo Rodrigues e autoridades. A iniciativa é parte das atividades em comemoração ao Março Mulher, desenvolvidas pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), para atender aos compromissos assumidos na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), relacionados à igualdade de gênero.

    Em sua primeira edição, 196 empresas se inscreveram através de edital lançado em 2023 no Diário Oficial do Estado, que identificou e selecionou as organizações mais comprometidas com a causa. A gerente administrativa da cooperativa de dentistas de Paulo Afonso (Uniodonto), Tatiana Santos, falou sobre a importância de atender aos critérios e receber a certificação.

    “Buscamos mostrar a representatividade das mulheres aqui, especialmente por ser uma cooperativa. Valorizar e reconhecer o trabalho das mulheres, independentemente de suas funções, é essencial para promover um ambiente de trabalho mais inclusivo e igualitário. Algumas das nossas políticas adotadas são salários iguais, incentivo à saúde da mulher, capacitações e eventos voltados para as funcionárias e maior contratação de mulheres”, pontuou a gerente, revelando o desejo de que outras empresas se inspirem e busquem promover a igualdade de gênero em seus ambientes de trabalho.

    De acordo com a secretária de Política para as Mulheres, Elisângela Araújo, a intenção é ampliar ainda mais a certificação de empresas baianas. “A exigência de ações concretas relacionadas à prevenção do assédio e da violência, juntamente com a promoção e valorização das mulheres, é fundamental para garantir que as empresas estejam verdadeiramente comprometidas com a igualdade de gênero. Além disso, a composição do grupo de trabalho, envolvendo diversas secretarias de governo, representação da Assembleia Legislativa e setores empresariais, demonstra um esforço conjunto para avaliar e reconhecer as práticas das empresas de maneira abrangente e criteriosa”.

    Durante a solenidade, o governador Jerônimo Rodrigues foi recebido pela orquestra sinfônica Neojibá, composta apenas por mulheres. Na ocasião, Jerônimo destacou a importância de fazer o reconhecimento das políticas para as mulheres e o compromisso do Estado em incentivar ações de valorização da mulher no espaço de trabalho.

    “Na semana passada o Estado publicou um decreto que estabelece que as empresas que forem contratar mão de obra, reservem pelo menos 8% das vagas contratadas para mulheres que sofreram violência. Eu tenho certeza que isso vai amadurecendo dentro das empresas, na consciência dos empregadores, para que tantas vagas sejam garantidas, e em lugares estratégicos de importância da mulher no trabalho no dia a dia”, pontuou o governador.

    Selo Lilás

    Baseado no Projeto da Lei Estadual 14.343 de 10/08/2021, o Selo Lilás foi proposto pela deputada Neusa Cadore e desenvolvido pela Superintendência de Promoção e Inclusão Socioprodutiva, da SPM.

    Comissão

    Representantes da SPM, Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação de Comércio de Bens, Serviços, e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb-BA), Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a mulher, compõem a Comissão Avaliadora do biênio 2023-2025. A Ordem dos Advogados do Brasil Secção Bahia (OAB-BA) e pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE); do Trabalho, Renda, Emprego e Esporte (Setre) e de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) também destacam membros para a comissão.

    São consideradas ações de valorização da mulher e enfrentamento da desigualdade de gênero no ambiente de trabalho, conforme edital, em que se incluem implantação de políticas antidiscriminatórias, de promoção da diversidade e de redução da desigualdade de gênero dentro da empresa. Iniciativas de criação de canal de denúncia sobre assédio sexual, moral e outras formas de violência, além da realização de campanhas de sensibilização em relação a estes temas também são consideradas para que empresas concorram ao selo.

    Políticas de garantia da licença maternidade e paternidade, conforme a lei e sua extensão, além da promoção e incentivo para que mulheres assumam cargos de liderança dentro do quadro funcional da empresa são algumas das iniciativas avaliadas para certificar instituições com o Selo Lilás.

    Certificação

    Entre os órgãos estaduais que garantiram a certificação estão a Bahia Pesca, Bahiagás, Companhia De Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), Conder, e Embasa. A concessão ocorrerá sempre no mês de março de cada ano e terá validade de dois anos, podendo ser renovado por igual período, se mantido o padrão requerido. Para o novo requerimento, a empresa que já foi certificada com o Selo deverá comprovar o aumento de pelo menos 20% de mulheres no quadro funcional ou apresentar nova ação distinta das que foram apresentadas na inscrição anterior.

    O evento contou ainda com as presenças do vice-governador Geraldo Júnior, da deputada estadual Neusa Cadore, do presidente da Associação Comercial da Bahia, Paulo Sérgio Pinto Cavalcanti e secretárias estaduais.

  • Banda A Mulherada faz show gratuito no Espaço Cultural da Barroquinha

    Banda A Mulherada faz show gratuito no Espaço Cultural da Barroquinha

    Encerrando o projeto “Tambores pelo Fim da Violência – Tocar Pode Bater Não”, o Instituto A Mulherada realiza show gratuito no Espaço Cultural da Barroquinha, no dia 5 de abril, sexta-feira, às 19h. Com a Banda A Mulherada e convidadas, o show marcará a série de atividades do projeto, que iniciou com Oficinas de Percussão e Música Afro para mulheres, na sede do Instituto, no Pelourinho.

    Ao longo do mês de março, o Março Mulher, o Instituto realizou também duas Rodas de Conversa com convidadas que trataram de temas como violência doméstica e empoderamento, direitos das mulheres, igualdade de gênero e cultura afro-brasileira. As ações tiveram o intuito de capacitar jovens mulheres e LGBTQIAPN+ na arte.

    O projeto “Tambores pelo Fim da Violência – Tocar Pode Bater Não”, nos Territórios Criativos do Centro Histórico de Salvador, visa a equidade de gênero, engajando mulheres, lésbicas, bissexuais, transsexuais, travestis e pessoas não-binárias, promovendo a união de diferentes identidades de gênero.

    Os espaços proporcionaram diálogos abertos, compartilhamento de histórias e troca de experiências.

    Para o show, os ingressos podem ser retirados gratuitamente na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/banda-a-mulherada-faz–gratuito-no-espaco-cultural-da-barroquinha__2389602 ).

     

    O Instituto

    O Instituto A Mulherada tem por missão lutar pela defesa dos direitos das mulheres vítimas de violência, sem oportunidade de emprego e pela inclusão educacional e profissional das mesmas. Criado em 2001, a partir da identificação das demandas e necessidades da população feminina de Salvador, especialmente mulheres negras em situação de vulnerabilidade, o Instituto vem intervindo na realidade do cotidiano, colaborando para que as mulheres rompam com o ciclo do silêncio que se inicia com a submissão e dependência, culminando muitas vezes no óbito dessas vítimas.

    Este projeto foi contemplado pelo edital Territórios Criativos, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal.

    SERVIÇO

    Show A Mulherada

    Quando: 5 de abril (sexta-feira), às 19h

    Onde:  Espaço Cultural da Barroquinha

    Quanto: Gratuito

    Mais informações: (71) 98820-9529 | Instagram: @institutoamulherada @bandaamulherada

    Fotos: Akva Souza

  • Menos de 40 horas após chegar em São Luís, João Felipe já estreia pelo Sampaio Corrêa e mostra confiança em título e acesso

    Menos de 40 horas após chegar em São Luís, João Felipe já estreia pelo Sampaio Corrêa e mostra confiança em título e acesso

    Um dos destaques na bela campanha da Internacional de Limeira no Paulistão 2024, o atacante João Felipe foi contratado pelo Sampaio Corrêa visando a sequência deste ano. Ele desembarcou em São Luís nas primeiras horas da manhã da última sexta-feira. No período da tarde fez o seu primeiro treino com os novos companheiros e agradou a comissão técnica, tanto que foi relacionado para o duelo do sábado diante do Moto Club.

    João Felipe não foi apenas convocado. Ele entrou no decorrer do clássico maranhense e, por pouco, não marcou o gol da vitória do Sampaio Corrêa. A partida terminou empatada em 0x0. Apesar da rapidez dos fatos, João Felipe elogiou a estreia pelo Tubarão. “Foi uma sensação muito boa. Por mais que tenha acontecido tudo rápido, estar aqui, vestir a camisa do Sampaio e já estrear em um clássico dá para dizer que foi algo único. Digo que só não perfeito, pois não conquistamos a vitória. Tivemos um controle muito bom do jogo. Acredito que consegui entrar e ajudar da melhor forma possível”, destacou o camisa 18.

    Vice-líder do Campeonato Maranhense com 24 pontos e já classificado para as semifinais, o Sampaio Corrêa volta a campo amanhã (quarta-feira), fora de casa, às 15h30, contra o Chapadinha. João Felipe projeta uma sequência de ano vitoriosa pela Bolívia Querida. O clube já está na terceira fase da Copa do Brasil e buscará no segundo semestre o retorno à Série B. “O Sampaio é um clube de tradição e tem uma camisa de peso. Sei da responsabilidade que é vestir esse uniforme. Espero ajudar a equipe da melhor forma possível e creio que vamos brigar pelo título estadual e pelo acesso à Série B”, finalizou.

  • Procedimento cirúrgico garante recuperação do contorno corporal após gestação; conheça o Mommy Makeover

    Procedimento cirúrgico garante recuperação do contorno corporal após gestação; conheça o Mommy Makeover

    A jornada da maternidade é repleta de mudanças físicas e emocionais, e muitas mulheres buscam recuperar sua aparência e autoconfiança pós-parto através do Mommy Makeover. O procedimento, que combina abdominoplastia, mastopexia e lipoaspiração, oferece às pacientes uma abordagem que atende às necessidades individuais após a maternidade. É cada vez mais comum famosas exibirem um corpo chapado em pouco tempo após ganharem bebê graças a esse tipo de procedimento.

     

    Alexandre Lopes, cirurgião plástico, explica que o conjunto de cirurgias plásticas personalizadas consegue restaurar e aprimorar áreas específicas do corpo afetadas pela gravidez e amamentação. O médico ressalta que uma das vantagens primordiais do Mommy Makeover é a capacidade de abordar várias preocupações estéticas em uma única cirurgia, reduzindo o tempo de recuperação e os custos.

     

    Muitas mulheres buscam restaurar sua autoconfiança com seus corpos após a gestação com necessidades muito particulares. Haroldo Sampaio, médico especialista em cirurgia plástica, ressalta que o procedimento deve ser realizado por cirurgiões plásticos qualificados e experientes para que essas intervenções possam alcançar resultados naturais e harmoniosos.

     

    “Cada mulher enfrenta mudanças corporais únicas durante a gravidez e o Mommy Makeover pode ser personalizado para abordar áreas específicas de preocupação, como excesso de pele abdominal, flacidez mamária ou acúmulo de gordura indesejada em várias regiões do corpo, com uma abordagem personalizada que garanta resultados satisfatórios e uma recuperação mais tranquila”, explica o especialista.

     

    Embora o Mommy Makeover ofereça muitas vantagens, a segurança é uma prioridade crucial. Para Diego Gonzalez, cirurgião plástico, a paciente deve passar por uma avaliação completa da saúde antes de quaisquer procedimentos. Isso inclui discutir histórico médico, expectativas realistas e potenciais complicações. Durante a cirurgia, são tomadas precauções rigorosas para minimizar os riscos, e as pacientes são instruídas sobre cuidados pós-operatórios adequados, com recuperação que varia de 12 dias a 3 semanas.

     

    Diego Gonzalez chama atenção para o fato de a cirurgia não ser uma solução instantânea, pois exige comprometimento com um estilo de vida saudável para manter os resultados a longo prazo. Uma dieta equilibrada, exercícios regulares e hábitos saudáveis são essenciais para preservar a nova forma corporal conquistada com o procedimento. Além disso, as pacientes devem entender que os resultados finais podem levar tempo para se manifestar completamente, conforme o inchaço diminui e os tecidos se recuperam totalmente.

  • Acervo Galeria de Arte expõe artistas nordestinos na SP-Arte 2024 em São Paulo

    Acervo Galeria de Arte expõe artistas nordestinos na SP-Arte 2024 em São Paulo

    Acervo Galeria de Arte é, mais uma vez, uma das galerias de Salvador a participar da SP-Arte 2024, maior evento do setor na América Latina, de 3 a 7 de abril, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. O evento completa 20 anos, reforçando seu papel fundamental na profissionalização, crescimento e promoção do mercado artístico nacional.

    Nesta edição, os galeristas Ricardo Portela e Denny Venegeroles apresentam parte do portfólio da Acervo, em especial obras concretistas dos artistas baianos Almandrade, Aurelino dos Santos, Dedé Lins e Juraci Dórea.

    Entre as cerca de 40 obras expostas em seu stand, a galeria soteropolitana, instalada no bairro do Caminho das Árvores, também apresentará trabalhos de mais um notável talento nordestino, o pernambucano Montez Magno.

  • Jogador de 17 anos morre ao levar chute no abdome durante partida

    Jogador de 17 anos morre ao levar chute no abdome durante partida

    O jovem Wassim Jazzar, de apenas 17 anos, morreu após receber um chute de um adversário na região do abdome durante uma partida de futebol amador na Argélia. A tragédia aconteceu durante o último final de semana. O lance foi gravado das arquibancadas. A Federação Argelina de Futebol e seu presidente Walid Sadi lamentaram a tragédia através de comunicado divulgado nas redes sociais.

     

    “Foi com grande tristeza e pesar que o presidente da Federação Argelina de Futebol, Walid Sadi, recebeu a notícia da morte do jovem jogador Wassim Jazar, do time sub-17 do Najem Wadi El Mater. Após essa grande perda, o presidente, em seu nome, dos membros do Bureau Federal e da família do futebol argelino, estende suas mais profundas condolências e orações à família de Jazar, aos seus entes queridos e ao clube, rogando a Deus Todo-Poderoso que tenha misericórdia do falecido e conceda à sua família e parentes paciência e consolo”, diz a nota.

     

    No vídeo, Jazzar está de uniforme vermelho e corre para tentar recuperar a bola perto da grande área. Um jogador adversário ergue a perna para tentar desviar a pelota, mas acaba acertando o atleta, que caiu com os braços erguidos como se pedisse ajuda. Companheiros e jogadores da equipe adversária mostram extrema preocupação com o estado de saúde com o colega. Após a chegada da ajuda, um carro atravessou o campo, onde o jovem foi colocado e levado para um hospital. De acordo com o diário espanhol Mundo Deportivo e o inglês The Sun, não havia ambulância ou médicos no estádio. Segundo declarações preliminares, Jazzar teria morrido logo após levar o chute.

     

    Bahia Notícias

  • Mortes de idosos por queda na Bahia supera média nacional; veja números

    Mortes de idosos por queda na Bahia supera média nacional; veja números

    Um levantamento de 2022 revelou um aumento alarmante no número de mortes de idosos devido a quedas no Brasil. De acordo com informações do Ministério da Saúde, passou de 4.816, em 2013, para 9.592, em 2022. As estatísticas são referentes às quedas da própria altura, quando a vítima está com os pés no nível do solo e acaba caindo. 

     

    Na Bahia, houve um registro de um aumento significativo também, no entanto, em proporção um pouco maior do que a média nacional. Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) indicam um total de 311 óbitos por queda do mesmo nível, em 2013, e 680, em 2022, um acréscimo de 118% em uma década. 

     

    Em 2022, aproximadamente 17% dessas mortes foram decorrentes de escorregões, tropeções ou passos falsos. Já em 2013, o número de mortes pelas mesmas causas chegou a 10,9%. Esse tipo de acidente é a terceira causa de mortalidade entre pessoas acima de 65 anos. Em todo país, foram 70.516 óbitos em uma década (2013 a 2022), 5.052 delas ocorreram na Bahia.

     

    Durante o período entre janeiro e novembro de 2023, a Sesab divulgou um total de 5.231 casos de idosos que foram hospitalizados devido a quedas, tropeções ou passos em falso. A análise dos dados revela uma tendência decrescente desses incidentes a partir do ano de 2016, mantendo-se um cenário relativamente estável até o ano de 2020. No entanto, houve um retorno a um aumento significativo dessas ocorrências a partir desse mesmo ano. Já em 2022, na Bahia, o número de idosos internados devido a esse tipo de acidente alcançou a marca de 5.727 casos.

     

    Esse crescimento levanta preocupações sobre a segurança e o cuidado com a população idosa, especialmente em um país onde o envelhecimento da população é uma realidade crescente. Angelina Oliveira, enfermeira da Ammo Enfermagem, empresa especializada em serviços de cuidadores e de enfermagem, alerta para o fato de que esse aumento pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo a falta de adaptação dos ambientes domésticos para a mobilidade dos idosos, a ausência de medidas preventivas adequadas e a falta de conscientização sobre os riscos de quedas nessa faixa etária. 

     

    Segundo Angelina de Oliveira, outro ponto importante que deve ser considerado é a fragilidade física, com a perda de massa muscular, a diminuição da capacidade sensorial que contribuem para torná-los mais suscetíveis a acidentes desse tipo.

     

    Especialistas intensificam esforços para implementar medidas preventivas e educativas. Campanhas de conscientização sobre a prevenção de quedas, com foco na adaptação dos ambientes domésticos, prática regular de exercícios físicos para fortalecimento muscular e equilíbrio, além da assistência de um cuidador são essenciais para a prevenção desses acidentes.

  • Marília Albiero no Giro Nordeste desta terça-feira

    Marília Albiero no Giro Nordeste desta terça-feira

    A nova política tributária unifica os cinco principais impostos sobre o consumo em apenas dois novos – entre eles, o Imposto Seletivo para taxar bens e serviços que o poder público pretende desestimular o uso. Para falar sobre a taxação dos alimentos ultraprocessados e a importância do acesso a uma dieta saudável pela população, Marília Sobral Albiero é a entrevistada do Giro Nordeste desta terça-feira (26), às 19h. Ela é coordenadora de Inovação e Estratégia da ONG ACT Promoção da Saúde e possui experiência na área de inovação, inteligência de mercado e estratégia tendo atuado em empresas privadas e como consultora de negócios de impacto social.

    A atração semanal da TVE começa às 19 horas e entrevista personalidades nordestinas e nacionais com a participação de jornalistas das emissoras públicas de TV e rádio do Nordeste. Ao vivo, o programa Giro Nordeste será ancorado por Juraci Santana, jornalista da TVE. Além da Bahia, o Giro Nordeste também é exibido em Sergipe, Ceará, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Espírito Santo.

    O espectador pode acompanhar o programa ao vivo também pela internet através do Youtube, Facebook e Twitter da TVE Bahia. Para interagir nas redes sociais, basta utilizar a hashtag #GiroNordeste.

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    Serviço:

    Marília Albiero no Giro Nordeste desta terça-feira

    Quando: Terça-feira, 26 de março, às 19h

    Onde: Ao vivo na TVE e youtube.com/tvebahia

  • Salvador Contra a Dengue: SMS promove ações em todos os Distritos Sanitários nesta terça (26)

    Salvador Contra a Dengue: SMS promove ações em todos os Distritos Sanitários nesta terça (26)

    A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), prossegue com a mobilização Salvador Contra a Dengue nesta terça-feira (26). Os agentes vão promover ações preventivas, corretivas e educacionais com UBV pesada, inspeções, bloqueio espacial e focal, e atendimentos de solicitações em diversas localidades da capital baiana.

     

    Haverá inspeção para controle vetorial e bloqueio de transmissão focal em todos os Distritos Sanitários (DS) de Salvador; remoção de ovitrampas nos DSs Centro Histórico, Brotas, Boca do Rio, Cajazeiras; aplicação de inseticida a UBV pesado em Pernambués – Saramandaia; e aplicação de inseticida por UBV costal e inseticida de efeito residual no Distrito Sanitário Cabula/Beiru.

     

    Além dessas, o Setor de Educação e Mobilização Social em Zoonoses (Semzo) do CCZ também segue em diversos locais promovendo a conscientização através da educação. A estratégia envolve ações e atividades lúdicas, distribuição de materiais educativos, panfletos e orientações em escolas municipais da cidade, em Prefeituras-Bairro, unidades de saúde e locais de grande circulação de pessoas.

     

    A vice-prefeita e titular da SMS, Ana Paula Matos, reitera a importância da participação dos moradores, em cada bairro e comunidade de Salvador. “Cada morador ou moradora que faz sua parte nos ajuda na mobilização ‘Salvador Contra a Dengue’, e ajuda também a manter o seu território e sua família mais protegida. Por isso temos reforçado o quão importante é a conscientização de que apenas juntos podemos vencer o Aedes aegypti. Lembrando que esse clima extremamente quente e com chuvas isoladas é facilitador para proliferação dos focos e criadouros dos mosquitos, então, é fundamental que todos tenham um cuidado mais do que redobrado”, orientou a gestora.

    Foto: Lucas Moura/Secom PMS

  • Demarcação para Avá-canoeiro é reparação histórica, diz antropóloga

    Demarcação para Avá-canoeiro é reparação histórica, diz antropóloga

    A decisão da Justiça Federal que estabelece prazo de 15 meses para conclusão da demarcação da Terra Indígena (TI) Taego Ãwa, do povo Avá-canoeiro do Araguaia, representa uma reparação histórica das violações sofridas por este povo. A avaliação é da antropóloga Patrícia de Mendonça Rodrigues, responsável pelo relatório que identificou e delimitou a TI. A etnia tem sido vítima de deslocamentos forçados ao longo da história. Atualmente, os cerca de 40 sobreviventes ainda vivem fora do território tradicional.

    “É um dos casos mais graves de violência genocídica, que tem destaque no relatório da Comissão Nacional da Verdade, está lá com destaque o caso dos Avá-canoeiro do Araguaia. Na época dos governos militares, chegou à beira da extinção, chegaram a ser cinco pessoas e foram removidas para a terra dos seus antigos inimigos, onde sofreram todo tipo de marginalização”, lamentou a antropóloga, destacando que a decisão judicial foi um passo importante para se fazer justiça em prol da etnia.

    O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reverteu decisão da Justiça Federal de Gurupi (TO) que havia reduzido em cerca de 30% a TI Taego Ãwa. Essa fatia de quase um terço do território tinha sido reservada para assentados da reforma agrária e fazendeiros que atualmente estão sobrepostos à TI. A decisão do TRF1, que ocorreu no fim do mês passado, teve assinatura do acórdão no último dia 15.

    O território está em processo de demarcação há mais de dez anos, no entanto, a decisão judicial determinou prazo de 15 meses para que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) conclua a ação, a fim de que o grupo possa retornar à região, de onde foram capturados e expulsos durante a ditadura militar.

    A antropóloga ressalta que a decisão anterior, proferida em 2022, além da diminuição em quase um terço das terras, havia retirado também o acesso da TI Taego Ãwa ao rio Javaés, que é o principal rio da região, dá passagem a outras comunidades indígenas e é o principal meio para navegação e pescaria. “Eles haviam ficado com 70%, a maior parte de áreas inundáveis. A melhor parte da área foi retirada, então foi uma decisão considerada absurda”, disse.

    O juiz relator do caso, Emmanuel Mascena de Medeiros, escreveu ainda que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), juntamente com a Funai, deve fazer a desintrusão das terras, reassentar as pessoas do Projeto de Assentamento Caracol diretamente afetados pela formação da TI Taego Ãwa e o pagamento de benfeitorias estabelecidas no território.

    O relatório de identificação e delimitação da terra indígena, com cerca de 29 mil hectares, foi publicado pela Funai em 2012 e, em 2016 o Ministério da Justiça publicou a portaria declaratória reconhecendo-a como terra de ocupação tradicional do povo indígena Avá-canoeiro. A TI Taego Ãwa está localizada na região do médio curso do Rio Araguaia, no Tocantins. O território fica localizado à margem direita do Rio Javaés, a leste da Ilha do Bananal.

    No entanto, diante da estagnação do processo, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública, em 2018, contra a União, a Funai e o Incra, para que fosse finalizada a demarcação. O MPF apontou que limitações materiais, financeiras e de pessoal não legitimam o retardo no processo demarcatório, acrescentando “que o controle judicial pleiteado na presente ação pública visa corrigir vício de ilegalidade na atuação do órgão indigenista”. A decisão do TRF1 é uma resposta à ação do MPF.

    Após a ação, houve levantamento fundiário pela Funai e a terra foi demarcada fisicamente. Segundo a antropóloga, falta a desintrusão do território, retorno dos Avá-canoeiro e homologação pelo presidente da República.

    Assentados do Incra

    Em entrevista à Agência Brasil, o procurador regional da República, Felício Pontes Jr., representante do MPF no processo, ressaltou que a desintrusão é uma das grandes dificuldades em casos como este.

    “Esse é o ponto mais difícil, avisar as pessoas que estão lá que elas não poderiam estar. Quando se tem clientes da reforma agrária, que também são pessoas que devem ser defendidas pelo Ministério Público Federal, tem que fazer isso com base em muita negociação”, relatou.

    “Nós já avisamos para que eles não fiquem preocupados, que eles não iriam sair e ficar na beira da estrada, nós não fazemos isso. Nós temos um compromisso em não fazer a desintrusão antes que isso seja negociado. Normalmente o Incra faz a disponibilidade da terra, mas a gente exige também que eles aceitem a terra, porque eles conhecem, sabem se a terra pode ser produtiva ou não”, explicou o promotor.

    A sobreposição de assentamentos da reforma agrária com territórios que vieram a ser reconhecidos como tradicionais não é particularidade da TI Taego Ãwa. “Nós temos vários casos em que isso aconteceu. Nós acabamos de ter a desintrusão no Alto Rio Guamá, que era um assentamento do Incra. Nesses casos, a gente negocia com o Incra e com os assentados. Nós defendemos os sem terra também, assim como defendemos os indígenas”, contou o promotor.

    Patrícia Rodrigues aponta que o grupo de reassentados, na ocasião, também foi vítima de erro histórico do estado brasileiro, já que foram transferidos de uma terra indígena localizada na Ilha do Bananal para outro território considerado tradicional, de onde terão que ser removidos novamente. “Desejamos que eles sejam reassentados num lugar digno, onde eles possam desenvolver as suas atividades com dignidade e justiça também.”

    A antropóloga conta que, na década de 1990, o Incra adquiriu áreas na região da Mata Azul, local onde os Avá-canoeiro foram contatados forçadamente na ditadura militar, para o reassentamento de famílias que ocupavam áreas protegidas na Ilha do Bananal.

    “Apesar de estarem morando na aldeia dos Javaé, os Avá-canoeiro continuaram caçando, coletando nessa área da Mata Azul, que é do outro lado do rio. A Funai ignorou sumariamente que ali era uma terra indígena, que o povo continuava frequentando aquele lugar”, afirmou Patrícia. Segundo ela, quando fizeram a identificação da terra indígena, o assentamento do Incra ocupava metade da área total demarcada.

    A região da Mata Azul  foi a última morada dos Avá-canoeiro do Araguaia, onde seus mortos foram enterrados e onde se deu o contato com outros povos. Ela enfatizou que os indígenas conheciam ainda cada centímetro do território, quando foi feita a identificação das terras. “Apesar dos desmatamentos que estão sendo feitos, eles conhecem cada árvore, cada lugar que tem ali dentro dessa terra indígena, mas estão fora dessa terra até hoje, até hoje eles estão morando na terra do Javaé, aguardando o momento de voltar”, disse Patrícia Rodrigues.

    Para o procurador Pontes, os Avá-canoeiro do Araguaia não têm ainda seus direitos garantidos pelo estado brasileiro. “Enquanto eles não estiverem na terra deles, é um estado constante de violação de direitos fundamentais.”

    História dos Avá-canoeiro

    Estima-se que a população dos Avá-Canoeiro, no século XVIII, era de 4 mil pessoas. Patrícia Rodrigues relata que o grupo foi se refugiando ao longo da história, a partir da colonização portuguesa, e que resistiram ao contato externo.

    “Eles eram um povo guerreiro e ficaram conhecidos na literatura como o povo do Brasil central que mais resistiu à colonização. Eles nunca aceitaram o contato pacífico. Houve um primeiro momento de embates fortes com os colonizadores, no século XVIII até meados do século XIX, e a partir de então, como eles foram massacrados, eles se dividiram em dois grupos de refugiados”, contou.

    Parte do grupo que vivia nas cabeceiras do Rio Tocantins se deslocou para a região do médio Rio Araguaia, onde passou a disputar o mesmo território com os Karajá e Javaé, que já habitavam a região há séculos. Com isso, houve a separação dos Avá-canoeiro em dois grupos, do Rio Araguaia e do Rio Tocantins. O deslocamento dos Avá-canoeiro do Araguaia para o território, especialmente, dos Javaé gerou conflitos e disputas entre eles, o que também resultou em mortes de ambos os lados, segundo memória oral citada por Patrícia.

    Na primeira metade do século XX, houve massacres de aldeias inteiras dos Avá-Canoeiro do Araguaia, incêndios e perseguição, por parte de novos invasores de terras. Isso levou a mais deslocamentos, até que chegaram à localização da Fazenda Canuanã, região da Mata Azul.

    Depois de massacres e deslocamentos forçados em sua história, o grupo chegou a 14 sobreviventes nos anos 1960, habitando um local chamado de Mata Azul. O local estava inserido no latifúndio Fazenda Canuanã, de propriedade da família Pazzanese, de São Paulo. Quando houve o contato forçado pela Funai em 1973, depois de reclamações de fazendeiros, eram 11 indígenas nos acampamentos da etnia.

    “Foi nesse período [década de 1970] que o governo militar determinou o contato forçado com os Avá-Canoeiro. A Funai chegou ao local atirando e soltando fogos de artifício. Uma menina chamada Typyire foi baleada, falecendo dias depois na mata”, diz a ação do MPF. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reafirmou que, sob o regime autoritário da ditadura militar, a Funai protagonizou um contato forçado que resultou em um quase extermínio dos Avá-Canoeiro.

    “A equipe [da Funai] entrou atirando nesse acampamento, essa é a memória oral dos Avá-canoeiros. Eles conseguiram capturar seis pessoas, porque o grande líder do grupo se entregou quando a mulher dele foi capturada com uma criança”, contou Patrícia. Os outros cinco fugiram, incluindo uma menina que foi baleada e morreu dias depois.

    Os capturados foram levados para a sede da Fazenda Canuanã, onde eles foram expostos à visitação pública, situação que foi registrada em fotos na época. Aqueles que tinham fugido, foram contatados seis meses depois e, junto aos outros seis, o grupo ficou sob supervisão da Funai, que colocou os Javaé – inimigos tradicionais dos Avá-canoeiro do Araguaia – como supervisores desse acampamento.

    “Relatos tanto dos Javaé como dos Avá-canoeiro e dos moradores regionais é de que as pessoas vieram de vários lugares para ver os ‘índios presos’, assim que eles falavam, ‘os índios pelados’, me falaram desse jeito. E esses Avá capturados ficaram lá numa casa, num cercado, sendo observados por gente que vinha de todo lugar”, lembrou a antropóloga. Os indígenas foram expostos também à contaminação de vírus, para os quais eles não tinham imunidade, o que a antropóloga aponta como outra negligência da Funai.

    Um dos capturados morreu três meses depois do contato forçado de pneumonia. “Ele foi levado para Goiânia, morreu lá e nunca devolveram o corpo para os seus parentes. Agora, dois anos atrás, nós conseguimos encontrar um documento que fala onde ele foi internado, a causa da morte dele, onde ele foi enterrado como um lavrador. Nem como indígena foi enterrado”, contou.

    Sobreviventes

    Por fim, o grupo restante foi transferido, ainda na década de 70, para uma aldeia dos Javaé, onde passaram a viver uma situação de marginalidade. Pouco tempo depois dessa transferência, alguns morreram e os Avá-canoeiro ficaram reduzidos a cinco pessoas apenas.

    “Foi um grande marco na vida deles, eles dividem a história entre antes e depois do contato, o momento em que eles foram capturados [pela Funai]. Antes, eles eram fugitivos, mas pelo menos tinham a autonomia deles. E, depois, passaram a viver como marginalizados na aldeia dos seus antigos inimigos”, pontuou Patrícia.

    Os Avá-canoeiro do Araguaia sobreviveram graças a uniões interétnicas. Hoje são mais de 40 pessoas, após casamentos e uniões com as etnias Javaé, Karajá e Tuxá. Segundo a antropóloga, a maioria do grupo atualmente são filhos dessas uniões. Há apenas uma sobrevivente do episódio em que houve o contato forçado, na década de 1970.

    O grupo aguarda pelo reconhecimento e desintrusão da Terra Indígena Taego Ãwa e, segundo confirma a ação do MPF, ainda vivem dispersos em territórios dos Javaé e Karajá. O MPF ressalta que a imprescindibilidade das terras indígenas para a sobrevivência física e cultural dos índios já foi inclusive objeto de reconhecimento expresso por parte do Supremo Tribunal Federal.

    Patrícia ressalta a importância do processo de demarcação para reverter a invisibilidade deste grupo. “Desde que a gente começou esse trabalho com a identificação da terra, eles estão vivendo um processo também de reafirmação, de busca de revitalização da língua, de inserção no movimento indígena, de participar dos debates políticos. Porque, até então, eles estavam absolutamente à margem de tudo, eles tinham esse desejo de voltar para o seu território, mas não eram ouvidos.”

    Em relação a Terra Indígena Taego Ãwa, o Incra informou que aguarda a análise do inteiro teor do acórdão para definir as ações que adotará e que atuará em parceria com a Funai nessa questão.

    Agência Brasil entrou em contato com a Funai e aguarda posicionamento.

    Agência Brasil