Dia: 28 de março de 2024

  • Ações realizadas pela gestão para amenizar impactos da chuva são tratadas em reunião

    Ações realizadas pela gestão para amenizar impactos da chuva são tratadas em reunião

    As fortes chuvas que atingiram o município nos últimos dias, e as ações realizadas pela administração municipal para amenizar os impactos para a população, foram tema de reunião nesta quinta-feira (28/3), entre o prefeito Elinaldo Araújo e o gestor da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) de Camaçari, Ivanaldo Soares.

    De acordo com o coordenador da Defesa Civil, o trabalho preventivo trouxe resultados positivos. “A gestão realizou investimentos nos serviços de micro e macrodrenagem; na troca de manilhas por aduelas que permitem um fluxo melhor da água pluvial em vários bairros de Camaçari; na retirada dos imóveis das margens do rio Camaçari, no Jardim Brasília, Nova Aliança e Renascer (Phoc I e Phoc II); além da limpeza de córregos. Ou seja, essas e outras ações promoveram uma redução de 76% das ocorrências de alagamentos e inundações registradas pela Defesa Civil, no que se refere ao mesmo período do ano passado”.

    Na oportunidade, o chefe do Executivo ressaltou a importância de sempre acompanhar, junto a Defesa Civil, as ocorrências causadas pela chuva, a fim de continuar prestando assistência à população que necessita, quando for preciso. “A gestão continua trabalhando para minimizar os impactos e os estragos causados pela chuva. Nós seguimos realizando várias ações preventivas na nossa cidade, para reduzir os resultados de fenômenos naturais, como, por exemplo, deslizamentos de terra. E isso tem dado resultado, mas não podemos relaxar”, afirmou.

    Ivanaldo Soares aproveitou para orientar a população sobre como se proteger para evitar acidentes em dias chuvosos. “Em caso de chuvas fortes, com rajadas de vento, as pessoas devem evitar se abrigar debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas”. Ele também recomendou não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, além de evitar circular em ruas alagadas.

    O coordenador da Defesa Civil ressaltou, ainda, que as pessoas que moram em lugares de risco, como morros e áreas ribeirinhas, devem manter os documentos em locais de fácil acesso, para o caso de evacuação emergencial.

    Para outras informações, e em casos de emergência, a Defesa Civil pode ser contatada pelos números 199, (71) 3622-7799 ou (71) 99981-3641, este último, exclusivamente, por mensagem de texto via WhatsApp. Outra opção são os perfis do órgão nas redes sociais Facebook e Instagram.

    Foto: Jean Victor

  • Refeições com alimentos da agricultura familiar da Bahia estão garantidas para 316 mil estudantes

    Refeições com alimentos da agricultura familiar da Bahia estão garantidas para 316 mil estudantes

    Alimentos da agricultura familiar vão compor o plano alimentar de 444 colégios estaduais de 56 municípios baianos. Nesta quinta-feira (28), o governador Jerônimo Rodrigues assinou 11 contratos do Edital da Chamada Pública nº 01/2023, para Aquisição de Gêneros Alimentícios da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural, através da Secretaria de Educação (SEC) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

    Os contratos vão possibilitar, até o próximo mês de abril, uma alimentação sem veneno e que atenda à cultura alimentar de cada região beneficiada. Cerca de 316 mil estudantes serão assistidos pela política alimentar.

    “A gente quer garantir que o feijão, o arroz, o flocão de milho que a gente coloca no prato dos nossos estudantes não precise vir de longe, de outro estado, se temos produção nossa, dos nossos agricultores familiares. Mas é também sobre uma comida de qualidade, que a gente sabe de onde vem, que não tem veneno, que vai deixar nossos meninos e meninas fortes e saudáveis”, afirmou o governador, durante reunião para as assinaturas.

    Serão R$ 36 milhões destinados pela SEC e pela SDR para aquisição dos alimentos de nove associações e cooperativas rurais de pequenos produtores. Mais R$ 15 milhões do Governo Federal vão se somar ao recurso que vai atender à rede estadual de ensino.

    A parceria entre a educação e o desenvolvimento rural faz parte das ações para erradicação da fome na Bahia, em parceria com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pane), do Governo Federal. Também integra a agenda estadual de desenvolvimento sustentável, que incentiva a produção local em três territórios de identidade: Salvador e Região Metropolitana, Portal do Sertão e Litoral Sul.

    Vão fazer parte da alimentação dos estudantes arroz, feijão, farinha, flocão, aipim e polpas de frutas da época produzidos pela agricultura familiar baiana. Estão no projeto de segurança alimentar e nutricional nas escolas cidades como Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Feira de Santana, Santa Bárbara, Camaçari, Itaparica, Lauro de Freitas e São Francisco do Conde.

  • Ação em combate à dengue da Bahia Norte

    Ação em combate à dengue da Bahia Norte

    Com aumento expressivo de casos da dengue no Estado da Bahia, a Bahia Norte iniciou uma campanha de combate ao mosquito transmissor da doença com o reforço especial da presença dos seus colaboradores em uma força tarefa, conduzida pela área de saúde e segurança do trabalho da Monte Rodovias – empresa que administra a concessionária.

    Para isso, o engajamento dos colaboradores tem sido fundamental para detectar possíveis criadouros do mosquito nas redondezas. Além disso, estão sendo realizadas palestras de conscientização e blitz presenciais em todas as praças de pedágio para erradicar os focos de reprodução do mosquito. Os colaboradores também receberam repelentes para proteção.

    A melhor arma contra a dengue é a prevenção, através da eliminação dos criadouros para impedir o nascimento do mosquito. Uma ação que depende da colaboração de toda a sociedade. Somente na Bahia, de acordo com a SESAB – Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, 81.428 casos prováveis da doença foram notificados até o último dia 23 de março de 2024. No total, 285 municípios da Bahia estão em estado de epidemia de dengue. Salvador está entre os municípios que lideram o ranking estadual com maior número de casos prováveis de dengue.

  • Salvador 475 anos: O legado do Epucs, órgão que planejou avenidas de vale, bairros e moldou a cidade que conhecemos hoje

    Salvador 475 anos: O legado do Epucs, órgão que planejou avenidas de vale, bairros e moldou a cidade que conhecemos hoje

    Quem vai ao terceiro piso da Casa das Histórias, onde ela se conjuga ao prédio do Arquivo Público Municipal, se depara com uma mostra de mapas de Salvador trazendo sugestões de novas vias e avenidas, projetos para regiões da cidade com várias diferenças em relação às que conhecemos e plantas de edifícios que não chegaram a ser construídos. É bem fácil se perder no tempo procurando o seu bairro, identificando prédios tombados e, sobretudo, comparando a capital baiana do passado com a atual.
    As plantas, feitas a mão, são, por si só, obras de arte, tamanho o cuidado empregado nas cores e tintas escolhidas e na precisão dos traços. Nelas, aparecem equipamentos como a Fonte Nova e lugares históricos como a Praça Castro Alves e a Ladeira da Montanha. Tudo isso integra o acervo do Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade do Salvador (Epucs), um dos mais completos e pioneiros trabalhos de planejamento urbano da história do Brasil.
    Coordenado por Mário Leal Ferreira e Diógenes Rebouças, o Epucs levantou na década de 1940 todos os dados imagináveis sobre Salvador: o relevo da cidade, o caminho das águas da chuva, o transporte coletivo, a circulação de automóveis, as características da habitação proletária e onde deveriam ficar escolas e hospitais. Foi o primeiro plano de urbanismo de Salvador e um dos mais importantes feitos no país na primeira metade do Século XX.
    Precisamos de um plano
    Àquela época, Salvador precisava de algo que a tirasse da estagnação. A cidade estava em crise, sem desenvolvimento econômico, enfrentando problemas sanitários e com a crescente população cada vez mais pobre. Era preciso um plano. O Brasil vivia a era Getúlio Vargas, em que a ordem era a modernização do Estado brasileiro e das cidades.
    Criado em 1942 por Mário Leal Ferreira, o Epucs lançou bases do que vemos ainda hoje na cidade: a Centenário e outras tantas avenidas de vale; a harmonia da área universitária da Ufba com o relevo do Vale do Canela; as equidistâncias entre a Escola-Parque na Caixa D’Água e as várias escolas-classe ao redor, segundo o modelo de Anísio Teixeira. Todos os projetos dos anos seguintes adotaram – alguns muito, outros pouco – as ideias do plano.
    O Epucs lançou um método pioneiro de trabalho na área, com uma equipe multidisciplinar. Além de engenheiros e arquitetos, havia advogados, historiadores, botânicos, topógrafos, médicos e fotógrafos. “Mário Leal ativou uma rede imensa de pessoas para obter informações. Ele estuda muito as avenidas de São Paulo, entra em contato com Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, pega também o plano de Porto Alegre…”, conta Ana Maria Fernandes, professora de Arquitetura e Urbanismo da Ufba.
    “Eles contrataram pessoas muito qualificadas. Tem estudos sobre meio-ambiente, espécies vegetais, ventilação e insolação. Também estudos sobre o desenvolvimento do Recôncavo, ou seja, já tinham uma preocupação regional, com o olhar de que uma cidade nunca vive sozinha, mas sim da rede urbana à qual ela pertence. Então, era realmente um plano muito abrangente, que reuniu muita gente boa de Salvador”, completa Ana Maria.
    As avenidas de vale
    Mário Leal era engenheiro, mas era fascinado pela topografia. Diógenes Rebouças, seu braço direito, também. Assim, o Epucs nasceu com muito respeito ao relevo de Salvador. O escritório identifica que, até a década de 1940, a cidade estava toda na parte alta dos morros, onde as pessoas moravam. Os vales entre eles não eram ocupados: eram em sua maioria hortas, uma espécie de zona rural urbana.
    Desse conjunto, surge o legado talvez mais perceptível do Epucs nos dias atuais: o conceito de vias de vale e vias de cumeadas. A ideia é que as avenidas de fluxo rápido sejam pelos vales, enquanto as ruas ligando os bairros fiquem sobre os morros. É quase um sistema de circulação em dois andares: um por cima, mais lento, para o cotidiano; outro por baixo, de velocidade, para vencer grandes distâncias.
    É a relação, por exemplo, entre as atuais avenidas Anita Garibaldi e Cardeal da Silva, ou da Reitor Miguel Calmon com as ruas Padre Feijó e Caetano Moura. O conceito das avenidas de vale é um dos mais importantes lançados pelo Epucs, e foi – mais ou menos – adotado por todas as gestões a partir dele: Vale de Nazaré, Vale dos Barris, Ogunjá, Vasco da Gama e a Bonocô – que, não à toa, leva o nome de Av. Mário Leal Ferreira.
    Avenida Centenário
    O exemplar mais fiel ao conceito lançado pelo Epucs está na Avenida Centenário, na Barra. Ela é, de fato, uma ‘parkway’, ou avenida-parque, como sugeriram Mário e Diógenes para os vales de Salvador: uma pista com vias marginais de acesso às cumeadas, que não prejudicam as faixas centrais, que são expressas e de alta velocidade.
    A avenida começou a ser implantada em 1949, nas comemorações do quarto centenário da fundação de Salvador. Mário, porém, não viu o principal exemplar da sua ideia, pois faleceu de forma repentina em março de 1947. Diógenes então assumiu a direção, completando o plano. É ele quem assina o projeto da Centenário.
    Ali, vemos aplicado um traço fundamental do conceito: as ‘parkway’ correm em diferentes níveis, sendo que, ao centro, na cota mais baixa de todas, há um rio canalizado, que recebe as águas das chuvas que vêm dos arredores. Eis um marco: pelas avenidas de vale correriam também os principais sistemas de drenagem e de esgotamento da cidade.
    Era o respeito à topografia, afinal, a água da chuva sempre escorre para o ponto mais baixo. Temos aí um legado mais técnico, mas de enorme impacto para quem é da área, já que o escritório levantou em detalhes a topografia da cidade,mapeando todo o seu sistema de drenagem. Essas bases são utilizadas até hoje.
    A Escola-Parque
    No final dos anos 1940, Anísio Teixeira, secretário de Educação da Bahia, propôs a criação das Escolas-Parque, projeto revolucionário de ensino em tempo integral no país. Num turno, um grupo grande de alunos se concentraria na Escola-Parque, com atividades de esporte e cultura, enquanto vários grupos menores seriam distribuídos em Escolas-Classe, com aulas de português, matemática e outras matérias. No outro turno, os alunos trocariam de lugar, sempre concentrando na Escola-Parque e dispersando pelas Escolas-Classe.
    Anísio e Diógenes, então, sentaram para desenvolver o projeto e pensaram na Liberdade, já um bairro populoso de Salvador. Definiram que a Escola-Parque ficaria perto do Largo do Tamarineiro, que centralizava quatro zonas urbanas, ou sub-bairros, cada uma com a sua Escola-Classe. Tudo foi pensado: para que funcionasse, a distância entre as escolas não poderia ser grande, de forma que os alunos pudessem caminhar após o almoço.
    A ideia era implantar até 10 Escolas-Parque na cidade, mas o único exemplar a sair do papel foi o original, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, na Caixa D’Água. O projeto não prosperou em Salvador, mas a genialidade de Anísio e Diógenes virou modelo para o Brasil.
    “Anísio foi trabalhar no Governo Federal e adotou esse projeto na construção de Brasília. O Rio de Janeiro criou mais tarde os ‘Ciep’, baseados na Escola-Parque. Mais recentemente, quando foi prefeita de São Paulo, Marta Suplicy criou os ‘Ceu’ inspirados nessa ideia. Ou seja, é um conceito extremamente importante, criado na Bahia e que até hoje está em pauta na educação”, explica Nivaldo Andrade, professor de Arquitetura e Urbanismo da Ufba.
    Centros cívicos
    O Largo do Tamarineiro, por sinal, remonta a outro modelo proposto pelo Epucs: os Centros Cívicos. A ideia era que cada conjunto de três ou quatro bairros nas cumeadas tivesse um núcleo central, onde estariam concentrados os serviços essenciais para os moradores como comércio, delegacia, hospital, bancos etc. Nos mapas, esse esquema remonta aos trevos, sendo os bairros as quatro folhas e o Centro Cívico o miolo.
    Interligando as ‘folhas’ estariam as vias de cumeadas, num desenho orgânico. A ideia traria facilidade para o cotidiano das pessoas, tornando os afazeres do dia a dia mais acessíveis. “Como Salvador tem uma topografia acidentada, esses morros ficam isolados uns dos outros, então cada conjunto de bairros criou uma identidade própria. Então, para cada um deles, haveria um Centro Cívico respeitando essa marca”, explica Nivaldo Andrade.
    Outros marcos foram legados do Epucs. Até 1950, Salvador não tinha hotel e teatro modernos, e o plano orientou a implantação do Hotel da Bahia e do Teatro Castro Alves no Campo Grande. Antes mesmo da criação da Ufba, em 1946, o escritório já havia estudado a melhor localização para o campus.
    Alguns loteamentos foram criados seguindo a visão urbana do órgão, de aproveitamento do relevo e muitas áreas verdes: o Parque Cruz Aguiar, no Rio Vermelho, o Jardim Apipema, o Chame-Chame e o Morro do Ipiranga, todos na Barra, são exemplos. A habitação proletária também foi pensada: o escritório defendia que o Estado deveria intervir adquirindo terras e subsidiando a moradia popular para regular o mercado.
     
    Mário e Diógenes
    O mais curioso de tudo é que Mário Leal Ferreira não era urbanista e não tinha histórico de trabalhos na área. Quando a Prefeitura estava em busca de um escritório, o favorito era o Coimbra Bueno, com a grife de Alfred Agache, francês autor do plano de modernização do Rio de Janeiro. Mário fica sabendo, vê a oportunidade e começa a trabalhar para que ele mesmo seja o escolhido. Engenheiro nascido em Santo Amaro, ele já tinha contratos com o Estado e conhecia o governador Landulfo Alves.
    Mário havia participado da concepção da Fonte Nova, onde se impressionou com Diógenes Rebouças. Com apenas 28 anos, o engenheiro sugeriu mudar o estádio de lugar e apoiá-lo na encosta de Nazaré, o que diminuiria custos e criaria um elemento menos impactante na paisagem. É dele também a ideia do formato de ferradura, com a abertura para o Dique do Tororó. Mário pensa ‘esse jovem tem talento’ e o chama para ser o seu braço direito.
    Talvez esteja aí o segredo de Mário, que acabou sendo contratado: sem uma fórmula de urbanismo pronta, ele decidiu criar um método novo e próprio de trabalho. “Era aquele tipo de pessoa que, quando se destina a fazer algo, estuda tudo, levanta tudo, ouve a todo mundo. Era obstinado, queria dominar o assunto a fundo”, explica Ana Maria Fernandes.
    “Tinha também uma coisa de abrir o escritório para a discussão pública. Isso é algo muito legal de Mário, pois ele falava que o plano não pode ser o resultado do trabalho de uma só pessoa, ele tem que ser submetido à crítica da sociedade. Então, havia um compromisso dele muito forte com o bem público e com essa vontade de tornar a coisa um pouco mais coletiva”, completa a professora.

    Fotos: Lucas Moura / Secom PMS

  • Restaurantes Populares Vida Nova garantem ceia da Semana Santa para mais de 1,5 mil assistidos

    Restaurantes Populares Vida Nova garantem ceia da Semana Santa para mais de 1,5 mil assistidos

    Para manter a tradição da Semana Santa, os Restaurantes Populares Vida Nova, localizados em Águas Claras, Pau da Lima e São Tomé de Paripe, ofereceram mais de 1,5 mil refeições gratuitas, nesta quinta-feira (28). A ceia especial contou com pratos típicos da celebração religiosa na cidade: caruru, vatapá, feijão fradinho, arroz, peixe ou xinxim de frango, acompanhados de suco e chocolate.

     

    Gabriely Vitória de Santos, de 22 anos, elogiou a refeição e o atendimento dos funcionários. “A gente estava mesmo precisando desse restaurante aqui. Para mim foi ótimo A comida é de qualidade. Tem momentos que a gente passa por dificuldades, que a gente está sem nada para comer dentro de casa, e precisa desse suporte. Contar com a atenção e o bom atendimento dos funcionários está sendo uma maravilha”, relatou.

     

    O secretário da Sempre, Júnior Magalhães, considerou como positivo o funcionamento das unidades. “Ver os Restaurantes Populares do município cheios nos faz ter a certeza de que decisão de manter o funcionamento hoje foi acertada. Estamos garantindo a tradição da Semana Santa, servindo comida baiana, respeitando a cultura da nossa cidade e a segurança alimentar dessas famílias atendidas, com uma refeição equilibrada nutricionalmente e feita com toda a higiene necessária para essa população que está em situação de vulnerabilidade socionutricional”, disse.

     

    Os Restaurantes Populares são espaços concebidos para garantir a segurança alimentar e nutricional de uma parcela da população em situação de vulnerabilidade social, decorrente da pobreza e/ou exclusão, fornecendo alimentação equilibrada, de qualidade e preço acessível, capacitação profissional e geração de renda. A intenção é promover a autossustentabilidade e o resgate da cidadania dos usuários do serviço, além da promoção da educação alimentar e nutricional.

    Fotos: Vitor Santos/Sempre PMS

  • Salvador mantém liderança em geração de empregos no Norte e Nordeste e é terceira no ranking nacional

    Salvador mantém liderança em geração de empregos no Norte e Nordeste e é terceira no ranking nacional

    Salvador registrou a criação de mais 4.741 empregos formais no mês de fevereiro, chegando a um acumulado de 10.751 novas vagas criadas desde o início do ano. Com isso, a capital baiana é a cidade que mais gerou postos de trabalho com carteira assinada nas regiões Norte e Nordeste no primeiro bimestre de 2024 e a terceira do Brasil nesse quesito.
    Os dados são do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na quarta-feira (27). O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 10.038 postos formais, seguido da construção, com 1.886.
    No país, a capital baiana ficou atrás apenas de São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Salvador, inclusive, gerou mais empregos formais neste primeiro bimestre do ano do que a Bahia, que tem um acumulado até agora de 9.548 vagas criadas.
    O desempenho de Salvador em fevereiro de 2024 é inclusive melhor do que o registrado pela capital baiana no mesmo mês do ano passado, quando criou 2.069 empregos. Ou seja: o aumento em fevereiro de 2024 comparado ao mesmo período do ano passado é de quase 130%.
    A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Mila Paes, afirmou que o resultado positivo da capital baiana é fruto das diversas políticas de atração de investimentos e capacitação da mão de obra. Ela citou iniciativas como o programa Invista Salvador, os cursos ofertados pelo programa Treinar para Empregar e ações voltadas para o setor de tecnologia, como o Salvador Tech.
    “O que estamos vendo é o resultado de uma série de políticas públicas voltadas para a geração de emprego em Salvador. Estas políticas vão desde a atração de novos negócios, passando pelas ações de treinamento e capacitação, até mesmo os robustos investimentos feitos pela Prefeitura na cidade, melhorando a infraestrutura e os serviços públicos essenciais”, salientou.
    Ela também destacou as iniciativas de desburocratização e de incentivos para a atração de negócios. “Salvador hoje está entre as três capitais com o melhor desempenho no Ranking Nacional de Dispensa de Alvarás e Licenças, com 767 atividades consideradas de ‘baixo risco A’. Além disso, o tempo médio de abertura de empresas em Salvador caiu de 6h para 4h. Vale citar ainda que nesta semana a Prefeitura regulamentou um programa para atrair empresas de logística através de novos incentivos fiscais. O resultado do Caged mostra que estamos no caminho certo”, frisou.

    Foto: Jefferson Peixoto/ Secom PMS
  • Lula concede a Macron a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul

    Lula concede a Macron a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul ao presidente da França, Emmanuel Macron, que cumpre visita de Estado ao país essa semana. O decreto de condecoração foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (28), dia que Macron está em Brasília para reunião e almoço com Lula e autoridades da República. Instituída pelo imperador D. Pedro I, ainda em 1822, como Ordem Imperial do Cruzeiro, a honraria é, desde 1932, destinada exclusivamente a personalidades estrangeiras, sendo a mais alta condecoração concedida a um cidadão não-brasileiro.

    Macron chegou ao Palácio do Planalto no início da tarde desta quinta. Recebido com honras de chefe de Estado, ele caminhou pela Praça dos Três Poderes e subiu à rampa da sede do governo federal, onde foi recebido por Lula e pela primeira-dama Janja da Silva. Em seguida, eles participaram de uma reunião bilateral. A imposição da honraria ocorreu logo após a reunião. Depois disso, foi o presidente francês que concedeu, desta vez à primeira-dama Janja da Silva, a insígnia da Legião de Honra no grau de oficial. A principal honraria francesa já foi recebida por Lula no passado. Na sequência, os dois presidentes fizeram uma declaração à imprensa. O compromisso seguinte de Macron e Lula é um almoço no Palácio do Itamaraty.

    Lula e Macron deverão assinar uma série de atos conjuntos. O líder francês chegou ao Brasil na terça-feira (26), em Belém, onde visitaram a Ilha do Combú, em plena Floresta Amazônica, e participaram de uma reunião com indígenas e uma cerimônia na qual o cacique Raoni Metuktire, líder do povo kayapó e um dos representantes indígenas mais reconhecidos internacionalmente, foi condecorado com a ordem do cavaleiro da Legião de Honra da França, principal honraria concedida pela França a seus cidadãos e a estrangeiros que se destacam no cenário global.

    No dia seguinte, os dois participaram da cerimônia de batismo e lançamento do submarino Toneleiro no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A embarcação é fruto de uma parceria entre Brasil e França, no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub).

    Na sequência, Macron foi à cidade São Paulo, onde participou do Fórum Econômico Brasil-França, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Após o evento, o presidente francês fez críticas à tentativa de acordo que vem sendo costurado entre os países do Mercosul e a União Europeia.

    Agencia Brasil

  • Macron elogia atuação brasileira em prol da democracia

    Macron elogia atuação brasileira em prol da democracia

    O presidente da França, Emmanuel Macron, elogiou a forma como o Brasil atuou, no sentido de desmontar o movimento antidemocrático que culminou na tentativa frustrada de golpe no 8 de janeiro de 2023.

    Em evento no Palácio do Planalto, Macron destacou que os dois países têm valores bastante comuns com relação à democracia, e compartilham de confiança mútua em suas respectivas áreas econômicas.

    “Estamos em um combate internacional imbuídos dos valores em comuns”, disse Macron após os dois presidentes assinarem uma série de acordos, neste último dia de visitas do presidente francês ao Brasil.

    Segundo ele, os dois países estão escrevendo uma nova página de parceria estratégica. “Com os textos e as fortes decisões que tomamos, intensificamos intercâmbio e aumentamos a luta contra todos tipos de crimes que afetam brasileiros e franceses”, acrescentou.

    O presidente francês elogiou a forma como o Brasil tem atuado para manter e revigorar a democracia. “Ninguém está a salvo de forças de sistemas que venham a estremecer a democracia. A força democrática do Brasil venceu e retomou todos equilíbrios. Quero agradecer pelo combate e resistência, bem como pela forma como restaurou a democracia no Brasil”.

    Macron reiterou que seu país “ama e acredita no Brasil”, e que há muito a ser comemorado no ano que vem, quando os dois países completam dois séculos de relações. O presidente francês lembrou que seu país não é apenas o terceiro maior investidor no Brasil, mas o primeiro em termos de geração de empregos no Brasil.

    “A confiança em nossas economias e democracia nos une”, acrescentou ao elogiar os modelos econômicos brasileiros voltados ao combate à inflação e à reposição de energia sustentável. “Temos todas as razões para acreditar que isso continuará”, complementou.

    Agencia Brasil

  • Lula critica impedimento de candidatura da oposição na Venezuela

    Lula critica impedimento de candidatura da oposição na Venezuela

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (28) que ficou surpreso com o impedimento do registro da candidatura de Corina Yoris nas eleições presidenciais da Venezuela, que ocorrerão no dia 28 de julho. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa de Lula e do presidente da França, Emmanuel Macron, após reunião bilateral no Palácio do Planalto. O líder francês cumpre visita de Estado ao Brasil essa semana.  

    “Eu fiquei surpreso com a decisão. Primeiro, a decisão boa de a candidata proibida pela Justiça indicar uma sucessora. Achei um passo importante. Agora, é grave que a candidata [sucessora] não possa ter sido registrada. Ela não foi proibida pela Justiça. Me parece que ela se dirigiu até o lugar, tentou usar o computador e não conseguiu entrar”, disse o presidente.

    Inicialmente, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), que reúne os principais partidos de oposição ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, queria registrar Corina Yoris, filósofa e professora universitária de 80 anos, como designada substituta de Maria Corina Machado, que era favorita nas pesquisas, mas foi condenada pela Justiça com a proibição de ocupar cargos públicos por 15 anos.

    “Então, foi uma coisa que causou prejuízo a uma candidata que, por coincidência, leva o mesmo nome da candidata que tinha sido proibida de ser candidata. O dado concreto é que não tem explicação jurídica, política, você proibir um adversário de ser candidato”, acrescentou o presidente, que lembrou ter sido impedido de concorrer em 2018, no Brasil, por, na época, estar condenado e preso em decorrência da Operação Lava Jato. Os processos acabaram sendo anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021, e o presidente concorreu e venceu as eleições do ano seguinte.

    A declaração de Lula ocorre após o Ministério das Relações Exteriores (MRE) ter manifestado preocupação com o processo eleitoral na Venezuela, em nota à imprensa divulgada na terça-feira (26). Até então, tinha sido a manifestação a mais contundente do governo brasileiro sobre o processo eleitoral no país vizinho.

    “Eu disse ao Maduro, garanta que [a eleição] seja mais democrática, porque é importante para a Venezuela voltar ao mundo, com normalidade”, reforçou Lula na coletiva de imprensa, citando uma recente reunião com o mandatário venezuelano na Cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), na Guiana.

    Respondendo à mesma pergunta, o presidente da França também condenou o impedimento de candidatura opositora na Venezuela e endossou as palavras de Lula.

    “O marco em que essas eleições estão a decorrer não pode ser considerado como democrático. Temos que fazer tudo o que o presidente Lula decidiu fazer, e nós também faremos mais esforços, para convencer o presidente Maduro e o sistema [venezuelano] para que reintegrem todos os candidatos, com observadores regionais e internacionais [nas eleições]. Condenamos firmemente terem retirado uma candidata desse processo, e espero que seja possível ter um novo marco reconstruído, nas próximas semanas, próximos meses. Não nos desesperemos, mas a situação é grave e piorou na última semana”, apontou Macron.

    Agencia Brasil

  • Vacinação pode levar até 8 anos para reduzir transmissão da dengue

    Vacinação pode levar até 8 anos para reduzir transmissão da dengue

    O diretor-geral da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, disse nesta quinta-feira (28) que a estratégia de vacinação para combater a dengue pode levar até oito anos para efetivamente reduzir a transmissão da doença em meio a epidemias como a enfrentada atualmente nas Américas.

    “É importante ressaltar que a vacina que está disponível é uma vacina de duas doses e que precisa de três meses entre uma dose e outra. Ou seja, a vacina não é uma ferramenta para controlar a transmissão neste momento”, detalhou. “A grande ferramenta de controle da transmissão da dengue segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito.”

    Em entrevista à imprensa, Jarbas lembrou que o laboratório japonês Tateka, responsável pela produção da vacina Qdenga, possui capacidade limitada de fabricação de doses. O Brasil, neste momento, segundo ele, é o país do continente que mais conta com doses disponíveis para a população em termos absolutos.

    O diretor-geral da Opas destacou que, por se tratar de uma vacina recém-aprovada por agências de vigilância sanitária, é importante que os sistemas de saúde nas Américas monitorem o cenário. Dados de eficácia da vacina para o sorotipo 3 da dengue, segundo ele, são limitados por terem sido levantados em um período em que quase não havia circulação do sorotipo.

    Jarbas também comentou os avanços da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, que se encontra na fase 3 de estudos clínicos. Para o diretor-geral, a vacina, em dose única, pode contribuir positivamente em cenários de transmissão acelerada da doença. “Mas, provavelmente, só estará disponível em 2025”.

    Agencia Brasil