Dia: 18 de abril de 2024

  • Governador autoriza obra de pavimentação em Botuporã; estrada terá quase 18 km de extensão

    Governador autoriza obra de pavimentação em Botuporã; estrada terá quase 18 km de extensão

     

    A estrada que liga a BA-156 ao povoado de Boa Vista, no município de Botuporã, sudoeste da Bahia, vai receber, em breve, uma nova pavimentação. A autorização foi dada, na tarde desta quinta-feira (18), pelo governador Jerônimo Rodrigues, no Centro de Operações e Inteligência da Segurança Pública (COI), em Salvador, e contou com a presença de lideranças da região.

     

    Com um investimento de R$ 9,4 milhões de reais, a obra realizada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra), terá 17,5 km de extensão e vai contribuir para a mobilidade e escoamento da produção agrícola. O período de execução será de 10 meses.

     

    “A partir do dia 1º de maio, a empresa já estará em Botuporã para dar início aos trabalhos. Aproveitamos esta tarde de trabalho para fazer um balanço de outras demandas trazidas pelo grupo político nas áreas de educação, saúde, dentre outras, que vamos avaliar individualmente para atendê-las”, pontuou o governador.

     

    Na ocasião, também foi assinada a ordem de serviço para a reforma do Pelotão da Polícia Militar (PMBA) de Botuporã. “Quero agradecer ao governador por todo o apoio e por atender aos pedidos da nossa comunidade. É com união e muito trabalho que as transformações acontecem. Toda a população de Botuporã ganha com isso” comemorou o prefeito da cidade, Edmilson Saraiva.

  • Professor negro preso injustamente é solto na capital paulista

    Professor negro preso injustamente é solto na capital paulista

    O professor negro preso na terça-feira (16) sob suspeita de ter sequestrado e roubado uma idosa de 74 anos em Iguape, município litorâneo do Vale do Ribeira, no extremo sul do estado de São Paulo, foi solto há pouco, após a Justiça emitir um alvará de soltura.

    Ontem (17) o advogado de Clayton Ferreira Gomes dos Santos, Danilo Reis, impetrou o habeas corpus, que foi concedido pela Justiça em caráter liminar. O alvará de soltura foi expedido na tarde de hoje (18). Antes de voltar para casa para encontrar com a esposa, Clayton foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para passar por exame de corpo de delito.

    Já em casa, Clayton falou com a imprensa e disse não entender o motivo pelo qual teve a prisão temporária decretada, já que nunca esteve na cidade de Iguape, que fica a mais de 200 quilômetros (km) do local onde ele vive. “Eu achei que explicando tudo o que expliquei à polícia, que nunca estive lá, não conheço a pessoa, não conheço a região, não sei onde fica, eles iam me soltar na hora. E nunca achei que ia ter que ficar preso por três noites e dois dias. Foi muito difícil, mas, graças a Deus, tinha pessoas ali que me ajudaram muito a ficar forte, a não deixar o psicológico abalado”, contou o professor, em entrevista à Agência Brasil.

    Clayton disse que continuará colaborando com as investigações e que, quanto mais rápido a situação for resolvida, melhor para todos. O professor afirmou estar aliviado por estar em casa novamente e lembrou que já passou por diversas dificuldades na vida, mas jamais imaginou viver algo semelhante ao que houve nos últimos dias. “Mas você sair, ter sua liberdade, ficar com a sua família, as pessoas ao seu redor que lutam por você todos os dias, esposa, amigos, enteados, é um alívio. Minha esposa e meus amigos ajudaram muito, mas eu só soube da repercussão quando vi a imprensa, que também me ajudou bastante.”

    O professor afirmou que há ainda detalhes sobre a situação que não foram comentados, mas que ele prefere omitir do público neste momento, por receio de que os fatos sejam usados contra ele. Ele ainda não sabe se pedirá uma retratação do Estado. “Já conversei com o meu advogado e vou cumprir com todas as minhas obrigações. Assim que o inquérito terminar, vamos pensar no que fazer.”

    Bastante emocionado, Clayton disse que pretende descansar os dois dias de folga que tem por direito para “colocar a cabeça no lugar” e, depois disso, voltar retomar o quanto antes as atividades como professor de educação física.

    “O que espero agora é voltar para as minhas atividades o mais rápido possível. Eu levanto cedo para dar aula porque eu gosto. Eu vivi esse meio, sou atleta de futebol, então o que eu mais amo fazer é dar aula de educação física. Viver essa realidade e passar todo o meu conhecimento de vida profissional para os meus alunos. Até para que eles não passem pelas mesmas coisas que eu passei nesses últimos três dias.”

    Caso

    Segundo o boletim de ocorrência registrado pela idosa, no dia 31 de outubro de 2023, ela caminhava em uma calçada, quando foi abordada por duas mulheres que desceram de um carro. Segundo o relato, elas obrigaram-na a entrar no veículo, no qual o motorista esperava. De acordo com as informações do boletim de ocorrência, os criminosos circularam com a mulher, obrigando-a a fazer transferências bancárias que totalizaram R$ 11 mil. Na delegacia, a idosa teria reconhecido a foto de Clayton como sendo o motorista do carro.

    De acordo com o advogado Danilo Reis, o professor recebeu em casa uma intimação para comparecer à delegacia e, ao chegar ao local para verificar do que se tratava, foi surpreendido com um mandado de prisão temporária que ele nem sabia que existia. No mesmo momento, ele foi detido na 26ª DP, em uma região de divisa no bairro do Ipiranga, na capital paulista.

    “A prisão foi gerada única e exclusivamente baseada em uma fotografia na qual a vítima teria reconhecido Clayton. Nós não tivemos acesso a essa foto ainda porque o processo corre em sigilo de Justiça e não sabemos onde foi obtida. Acredito que pode ser de documentação pessoal, essas fotos que são alimentadas no sistema. Como ele não tem nenhum apontamento judicial ou criminal, pode ser foto de documentação mesmo”, explicou Reis.

    A direção da escola onde Clayton leciona forneceu todos os documentos e folhas de ponto que comprovam seu vínculo empregatício e sua presença em sala de aula no momento em que o crime acontecia em Iguape. “Ele foi sozinho à delegacia porque nunca teve problemas com a Justiça. Ele é personal trainer e professor de educação física em uma escola estadual em São Paulo. Nessa data e horário ele estava lecionando, sendo impossível estar em uma comarca de mais de 220 km de distância daqui, praticando qualquer ato ilícito”, disse o advogado.

    Agencia Brasil

  • Banco Central comunica o vazamento de dados de 3 mil chaves Pix

    Um total de 3.020 chaves Pix de clientes do Banco do Estado do Pará S.A. (Banpará) tiveram dados vazados, informou nesta quinta-feira (18) o Banco Central (BC). Esse foi o oitavo vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

    Segundo o BC, o vazamento ocorreu entre 20 de março e 13 de abril de 2024 e abrangeu as seguintes informações: nome do usuário, Cadastro de Pessoa Física (CPF) com máscara, instituição de relacionamento, agência e número da conta.

    O vazamento, apontou o BC, ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

    Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.

    Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

    A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

    Histórico

    Esse foi o oitavo incidente de vazamentos de dados do Pix desde a criação do sistema, em novembro de 2020. Em agosto de 2021, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese).  Inicialmente, o BC tinha divulgado que o vazamento no Banese tinha atingido 395 mil chaves, mas o número foi revisado mais tarde.

    Em janeiro de 2022, foi a vez de 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. No mês seguinte, 2,1 mil clientes da Logbank pagamentos também tiveram dados expostos.

    Em setembro de 2022, dados de 137,3 mil chaves Pix da Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí) foram vazados. Em setembro do ano passado, 238 chaves Pix da Phi Pagamentos tiveram informações expostas.

    Em março deste ano, ocorreram dois incidentes. Cerca de 46 mil clientes da Fidúcia Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte Limitada (Fidúcia) tiveram informações vazadas. Dias depois, o BC informou o vazamento de 87 mil chaves da Sumup Sociedade de Crédito.

    Em todos os casos, foram vazadas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

    Agencia Brasil

  • Bruno Reis realiza vistoria final das obras do segundo trecho do BRT

    Bruno Reis realiza vistoria final das obras do segundo trecho do BRT

    O prefeito Bruno Reis realizou nesta quinta-feira (18) a vistoria final das obras do segundo trecho do BRT, cujo trajeto possui 6 km de extensão entre Cidade Jardim até a Lapa. A estimativa é que a última etapa do sistema seja inaugurada na próxima semana, ampliando a mobilidade para a população numa das regiões mais movimentadas da cidade. A intervenção conta com investimento de R$205 milhões.
    “Esse é um modal que vai da Lapa até o Shopping da Bahia, sendo que no Cidade Jardim os usuários poderão ter acesso até a Pituba, chegando à orla de Salvador. Os serviços envolveram pavimento em concreto, recuperação de passeio e meio-fio do entorno e iluminação em LED. Além disso, só no entorno dessas obras, plantamos mais 5 mil novas árvores, melhorando a questão arborização e paisagismo da cidade”, disse o chefe do Executivo municipal.
    Acompanhado de secretários e gestores de diversos órgãos, o prefeito vistoriou as seis estações de embarque e desembarque que compõem o segundo trecho. São elas: Cidade Jardim, Vale das Pedrinhas, Rio Vermelho, HGE, Ogunjá e Lapa. Mais de 50 ônibus rodarão por esse trajeto do BRT quando a operação funcionar de forma plena.
    “A Prefeitura tem investido muito em mobilidade e infraestrutura. Esta obra resolveu diversos problemas de alagamentos que tinham tradicionalmente na cidade. O BRT tem um traçado diferente do metrô e vai trazer um transporte seguro, moderno e com muito mais conforto para os passageiros”, completou Bruno Reis.
    Segundo o secretário de Mobilidade (Semob), Fabrizzio Muller, o funcionamento do segundo trecho do BRT vai começar com uma operação assistida. “Isso vai ocorrer justamente para que a gente possa fazer os ajustes necessários no sistema. Nessa fase estará rodando uma linha com sete ônibus. Depois, serão mais duas linhas num total de 58 ônibus, que serão maiores e mais articulados. Mas isso é um trabalho que vai ser feito gradativamente”, explicou.
    Atualmente, o sistema BRT já funciona em dois trechos, sendo um deles entre a região do Shopping da Bahia até o Parque da Cidade e outro entre o Parque da Cidade até a Pituba. O modal transporta um milhão de passageiros por mês, número que pode dobrar quando a última etapa funcionar integralmente.

    Fotos: Valter Pontes / Secom PMS
  • IPTU Verde de Salvador é citado como caso de sucesso por Guia de Colaboração Internacional

    IPTU Verde de Salvador é citado como caso de sucesso por Guia de Colaboração Internacional

    O IPTU Verde de Salvador, instrumento municipal que incentiva empreendimentos imobiliários a adotarem práticas sustentáveis em suas edificações, concedendo descontos fiscais de até 10% no valor do imposto, foi mencionado como uma iniciativa de sucesso no Guia de Colaboração Público-privado para Acelerar o Desenvolvimento Urbano Sustentável. A publicação foi criada através do UrbanShift, programa que trabalha com mais de 23 cidades na Ásia, África e América Latina, com foco sobre abordagens integradas ao desenvolvimento urbano rumo a um futuro com emissões zero carbono.

     

    A apresentação foi realizada durante o Fórum América Latina SH/FT, que acontece durante esta semana em Belém (PA). O guia informativo foi elaborado para que as cidades do Sul Global entendam melhor como colaborar com o setor privado em questões de sustentabilidade urbana.

     

    O documento baseia-se em um conjunto de estudos de caso de 30 cidades do Sul Global onde está ocorrendo alguma colaboração inovadora entre cidades e empresas para impulsionar o desenvolvimento urbano sustentável. A publicação pode ser acessada no site https://pt-br.shiftcities.org/sites/default/files/2023-09/public-private_collab_guide_24092023.pdf.

     

    O secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, fala sobre a relevância dessa menção. “É uma honra saber que o IPTU Verde de Salvador foi escolhido como um case de sucesso para demonstrar a importância da colaboração entre setor público e privado para impulsionar o desenvolvimento urbano sustentável, servindo como modelo de inspiração para outras cidades no mundo”.

     

    O secretário exalta a relevância do IPTU Verde. “Com o Programa, o município sintoniza a cidade em um movimento mundial de estímulo às construções sustentáveis, minimizando os efeitos negativos e impactos decorrentes da urbanização, criando um modelo integrado de desenvolvimento e sustentabilidade”, finaliza Euler.

     

    Como funciona – O IPTU Verde de Salvador é destinado a imóveis residenciais, comerciais, institucionais e industriais da cidade, aplicando categorias de enquadramento (ouro, prata ou bronze), com validade de 5 anos, podendo ser renovado por igual período.

     

    Regulamentado pelo Decreto nº 36.288/2022, o Programa lista 82 iniciativas que podem ser adotadas pelos empreendimentos, como a instalação de sistemas de captação de água da chuva, utilização de energia solar, implantação de hortas comunitárias, plantio de espécies vegetais nativas, entre outras ações que promovam a preservação do meio ambiente.

     

    Outra ação associada ao IPTU Verde é a Outorga Verde, instituída no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Lei nº 9.096/2016), a qual prevê a concessão de até 40% de desconto na Outorga Onerosa para empreendimentos que obtiverem na fase construção, a pré-certificação IPTU Verde.

     

    Até o momento, 46 empreendimentos já foram contemplados com o Certificado IPTU Verde e mais de 60 deram entrada no pedido de adesão ao Programa por meio da Outorga Verde. Dos empreendimentos certificados, são 14 na Categoria Ouro, 18 na Categoria Prata e 14 na Categoria Bronze.

     

    UrbanShift – Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente, o UrbanShift traz como parceiros o C40 Cities, World Resources Institute (WRI), Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Muitos dos estudos de caso neste guia são de cidades que fazem parte do programa UrbanShift, enquanto outros são membros do C40 Cities, a exemplo de Salvador.

    Foto Salvador: Igor Santos/Secom PMS

  • Abril Laranja: Salvador alerta para conscientização e combate aos maus-tratos de animais

    Abril Laranja: Salvador alerta para conscientização e combate aos maus-tratos de animais

    A Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade aos Animais (ASPCA) criou, em 2006, a campanha Abril Laranja, com o objetivo de prevenir e conscientizar a população sobre o seu papel de combater a crueldade contra todos os animais. Em Salvador, a mobilização é realizada através das secretarias de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal (Secis) e da Saúde (SMS).

     

    A diretoria de Proteção Animal da Secis, Michelle Holanda, ressalta que uma das formas de contribuir para a coibição do abandono é a participação direta da população no combate a esse crime. “Quem presenciar o ato criminoso deve realizar denúncia à polícia, podendo o boletim de ocorrência ser feito pela internet ou presencialmente. Essa ação protege a saúde da comunidade e contribui diretamente para a redução do sofrimento animal e a manutenção do equilíbrio ecológico das espécies”, ressaltou.

     

    O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998) considera crime as práticas de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. No município, existe a Lei Municipal Nº 9.681/2023, que prevê que todo e qualquer cidadão que porventura cometer maus-tratos aos animais deverá pagar por todo o seu tratamento, sem excluir as sanções já previstas na Lei nº 9.605/1998, que podem chegar a até 5 anos de detenção em casos de lesões graves ou morte do animal, com o agravante de multa e proibição da guarda.

     

    Denúncia – A denúncia de maus-tratos a animais deve ser feita diretamente à polícia em qualquer delegacia ou pelo Delegacia Virtual, no site https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/. Também é possível fazer denúncias pelo Fala Salvador, no número 156, ou para o Ministério Público da Bahia (MP-BA), no número 127. Nestes casos, a diretoria da Dipa deve ir ao local com um veterinário para confirmar os maus-tratos e, em seguida, registrar um boletim de ocorrência, já que a entidade não tem poder policial.

     

    Para casos envolvendo animais selvagens, silvestres e espécies exóticas, é possível acionar o Ibama, seja presencialmente, pelo site www.ibama.gov.br/cadastro-ocorrencias, pelo telefone 0800 61 8080 ou pelo e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br.

     

    Direitos dos Animais – Os maus-tratos a animais são uma série de condutas prejudiciais que resultam em sofrimento físico ou psicológico para os mesmos. Isso inclui ferir, mutilar, praticar atos de abuso ou realizar experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos. Além dessas formas diretas de agressão, também é considerado maus-tratos o abandono, a negligência ao buscar assistência médico-veterinária quando necessária, submetê-los a atividades excessivas sem descanso, água e alimento adequados, dentre outros atos que intencionalmente violem os direitos do bem-estar animal.

     

    Entende-se pelo conceito de “bem-estar animal” a preocupação em garantir as necessidades básicas nutricionais, ambientais, sanitárias e comportamentais dos animais, os quais variam de acordo com a espécie e a situação em que se encontram. No entanto, todo animal tem direito às cinco liberdades: liberdade ao acesso a comida e água em quantidade, qualidade e frequência ideais; liberdade de dor, injúria e doença, o direito à prevenção, diagnóstico e vacinação; liberdade do desconforto, onde seu abrigo seja adequado às suas necessidades específicas; liberdade para expressar o seu comportamento natural; e a liberdade de medo e estresse, assegurando que vivam em ambientes de calma e tranquilidade, livres de sofrimento emocional, castigos ou punições.

    Foto: Bruno Concha/Secom PMS

  • Melhor goleiro da rodada, Luan Polli celebra primeiros momentos no Irã

    Melhor goleiro da rodada, Luan Polli celebra primeiros momentos no Irã

    Depois de defender o Coritiba por duas temporadas, o goleiro Luan Polli se aventurou e rumou para o futebol do Irã. Mesmo com pouco tempo de casa, já assumiu a titularidade e vem chamando a atenção por lá.

    É que apenas em seu segundo jogo pelo Nassaji FC, o brasileiro conseguiu ser uma das grandes figuras da rodada. O brasileiro fez cinco defesas difíceis e foi o principal jogador do seu time no empate sem gols com o Sepahan, que ocupa o G4 da competição. Com a atuação, Luan Polli entrou na seleção dos melhores com nota 7,99.

    “Foi tudo bem rápido a negociação e o desfecho positivo, mas não me arrependo de nada, muito pelo contrário. Claro que era um lugar que eu nunca havia pisado, é bem diferente, mas vem sendo muito bom. Todos no clube me trataram bem e fico feliz em retribuir. Muito legal aparecer aqui nos 11 melhores deles e vamos por mais”, afirmou o camisa 1.

    No Brasil, além do Coxa, Luan Polli também defendeu Figueirense, Flamengo, Sport, Boa Esporte e Fortaleza. Também jogou em Malta, em 2018. O objetivo no Irã é que o Nassaji FC decole na tabela de classificação. “O clube aqui trouxe reforços pensando justamente na manutenção, em ir bem na reta final da competição e evitar a queda. É o que estamos buscando. O time se portou melhor, arrancamos um empate contra um adversário forte e agora vamos buscar em casa uma vitória para subirmos na tabela”, finalizou.

    O Nassaji FC, novamente com Luan Polli entre os 11, recebe na sexta-feira o Tractor, terceiro colocado da competição.

  • Número de denúncias de violência contra idosos cresce em 2024

    O vídeo de uma mulher tentando sacar um empréstimo no nome de um idoso morto que ela trazia em uma cadeira de rodas circulou nas redes sociais e na imprensa e causou indignação até mesmo no exterior. Presa, Érika de Souza Vieira Nunes alega que estava tentando buscar o dinheiro para que o tio comprasse uma TV e reformasse a casa, mas a polícia trata o caso como tentativa de fraude porque Paulo Roberto Braga, de 68 anos, já estava morto no momento em que a sobrinha pedia para que ele assinasse. 

    Independentemente do desfecho do caso, as suspeitas chamam a atenção para a vulnerabilidade de idosos, e especialistas ouvidos pela Agência Brasil descrevem que o cenário no país é de aumento da exploração e agressão a essa população.

    Só nos três primeiros meses de 2024 já foram registradas 42.995 denúncias de violações contra pessoas de 60 anos de idade ou mais na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). Número bem maior do que os do mesmo período de 2023, com 33.546 registros, e de 2022, com 19.764. Entre os abusos mais comuns este ano, destaques para negligência (17,51%), exposição de risco à saúde (14,68%), tortura psíquica (12,89%), maus tratos (12,20%) e violência patrimonial (5,72%).

    E o que leva familiares a agredir ou a explorar os idosos? Cada caso tem particularidades, mas há fatores mais comuns como exaustão do cuidador, falta de preparo, desconhecimento da lei e condições socioeconômicas precárias. É o que explica Sandra Rabello, coordenadora de projetos de extensão do Núcleo de Envelhecimento Humano da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), e presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

    “As famílias podem cometer esses crimes por falta de conhecimento e de preparo ao cuidar de pessoas fragilizadas. A falta de informação, de divulgação sobre a legislação, traz dificuldades nesse cuidado. As condições de vida, como o desemprego, também favorecem as pessoas a cometerem determinados crimes, como empréstimos consignados, extorsão, pressão sobre os idosos, violência psicológica. Outra questão é a exaustão sobre o cuidado de idosos, fragilizados ou com síndrome demencial. Isso pode prejudicar muito os relacionamentos dentro das famílias”, explica Sandra Rabello.

    Para a especialista, é preciso olhar para além dos aspectos e responsabilidades individuais de cada crime. “E entender que há dimensões coletivas na violência contra os idosos, que começam com exclusão e invisibilidade. Falta um olhar mais atento da sociedade e ações mais concretas de órgãos públicos para fiscalizar o cuidado dos idosos”.

    “Os idosos tendem a proteger filhos, netos que, às vezes, são dependentes químicos ou estão desempregados. A identificação de abusos pode surgir através da convivência de um profissional com a pessoa idosa, que vai observar os sinais e fazer uma intervenção. Nos casos de exploração, o profissional deve estimular a pessoa idosa a fazer a denúncia ao Ministério Público”, disse Sandra Rabello.

    Entendimento semelhante tem Fatima Henriette de Miranda e Silva, presidente da Comissão de Atendimento à Pessoa Idosa da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ.

    “Para prevenir essas violências, entendo ser necessário investir em educação e conscientização sobre os direitos dos idosos, promover o diálogo e o apoio dentro das famílias, proporcionar serviços de assistência social e psicológica para os idosos em situação de vulnerabilidade”, defende Fatima. “Importante ter campanhas, políticas públicas, com participação de governantes, familiares e toda a sociedade”.

    Quando a violência acontece, aqueles que a presenciaram devem buscar os canais apropriados de denúncia. Em muitos casos, uma intervenção inicial é capaz de evitar problemas maiores, disse a advogada.

    “Vítimas, familiares ou qualquer pessoa que testemunhe casos de abusos, denuncie imediatamente às autoridades competentes, como delegacias especializadas em proteção do idoso, o Ministério Público ou o Disque 100. Também estão sendo recebidas queixas nas delegacias de bairro”, recomenda Fatima.

    O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reforça que o Disque 100 funciona 24 horas por dia, nos 7 dias da semana e registra denúncias de violações, dissemina informações e orienta a sociedade sobre a política de direitos humanos. O canal pode ser acionado por meio de ligação gratuita, discando 100 em qualquer aparelho telefônico. Pela internet, as denúncias podem ser feitas no site da Ouvidoria, pelo WhatsApp (61) 99611-0100) ou Telegram. O serviço também dispõe de atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras), no site da Ouvidoria.

    Agencia Brasil

  • Prefeito vistoria obras do segundo trecho do BRT

    Prefeito vistoria obras do segundo trecho do BRT

    O prefeito Bruno Reis realizou nesta quinta-feira (18) a vistoria final das obras do segundo trecho do BRT, cujo trajeto possui 6 km de extensão entre Cidade Jardim até a Lapa. A estimativa é que a última etapa do sistema seja inaugurada na próxima semana, ampliando a mobilidade para a população numa das regiões mais movimentadas da cidade. A intervenção conta com investimento de R$205 milhões.

    “Esse é um modal que vai da Lapa até o Shopping da Bahia, sendo que no Cidade Jardim os usuários poderão ter acesso até a Pituba, chegando à orla de Salvador. Os serviços envolveram pavimento em concreto, recuperação de passeio e meio-fio do entorno e iluminação em LED. Além disso, só no entorno dessas obras, plantamos mais 5 mil novas árvores, melhorando a questão arborização e paisagismo da cidade”, disse o chefe do Executivo municipal.

    Acompanhado de secretários e gestores de diversos órgãos, o prefeito vistoriou as seis estações de embarque e desembarque que compõem o segundo trecho. São elas: Cidade Jardim, Vale das Pedrinhas, Rio Vermelho, HGE, Ogunjá e Lapa. Mais de 50 ônibus rodarão por esse trajeto do BRT quando a operação funcionar de forma plena.

    “A Prefeitura tem investido muito em mobilidade e infraestrutura. Esta obra resolveu diversos problemas de alagamentos que tinham tradicionalmente na cidade. O BRT tem um traçado diferente do metrô e vai trazer um transporte seguro, moderno e com muito mais conforto para os passageiros”, completou Bruno Reis.

    Segundo o secretário de Mobilidade (Semob), Fabrizzio Muller, o funcionamento do segundo trecho do BRT vai começar com uma operação assistida. “Isso vai ocorrer justamente para que a gente possa fazer os ajustes necessários no sistema. Nessa fase estará rodando uma linha com sete ônibus. Depois, serão mais duas linhas num total de 58 ônibus, que serão maiores e mais articulados. Mas isso é um trabalho que vai ser feito gradativamente”, explicou.

    Atualmente, o sistema BRT já funciona em dois trechos, sendo um deles entre a região do Shopping da Bahia até o Parque da Cidade e outro entre o Parque da Cidade até a Pituba. O modal transporta um milhão de passageiros por mês, número que pode dobrar quando a última etapa funcionar integralmente.

  • Governo apresenta projeto de lei que reestrutura a carreira de professores indígenas

    Governo apresenta projeto de lei que reestrutura a carreira de professores indígenas

    O governador Jerônimo Rodrigues subiu a rampa da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta quinta-feira (18), acompanhado de representantes de comunidades indígenas, para entregar o projeto de lei que prevê a modernização da carreira dos professores originários. A proposta consolida um ciclo de valorização do magistério indígena, iniciado no ano passado, com a regulamentação da progressão por níveis de carreira e equiparação salarial ao piso nacional.

    “Estou muito emocionado com esse momento. Agradeço pela porta aberta para tratar de uma agenda de reparação e de justiça. Estamos aqui por um reconhecimento e celebrando a resistência. Quero que os deputados desta casa caminhem com a gente”, afirmou o governador da Bahia.

    O projeto, encaminhado na véspera do Dia Dos Povos Indígenas, prevê que professores e gestores indígenas efetivos recebam os mesmos estímulos e gratificações concedidos aos demais docentes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Estadual de Educação da Bahia. Atualmente, o Governo do Estado conta com 700 professores indígenas espalhados por toda a Bahia.

    “Esse é um marco histórico e impactante para a comunidade educacional indígena na Bahia. Com a aprovação desse projeto de lei, a carreira desses profissionais ganha uma nova estrutura e reconhecimento, possibilitando que eles tenham acesso ao ensino superior e todas as garantias e direitos necessários para exercerem seu trabalho com dignidade e qualidade. É uma conquista que, certamente, trará benefícios significativos para a educação indígena como um todo”, pontuou a secretária estadual da Educação em exercício, Rowenna Brito.

    O cacique e professor Reginaldo Akanawã Pataxó Hãhãhãe, presidente do Fórum de Educação Indígena (Forumeiba), comemorou a iniciativa do Governo da Bahia. “É emocionante ver que o governador, antes secretário de Educação, cumpriu sua promessa de resolver esse problema assim que tivesse poder para isso. Esse avanço chega como um presente antecipado pelo Dia dos Povos Indígenas, que é amanhã”, enfatizou.

    Foi um momento de celebração também para a primeira professora indígena da Comunidade Pataxó Hãhãhã, de Pau Brasil, no Sul do Estado, Maria José Muniz de Andrade, homenageada pelo cacique durante o ato: “sou professora há mais de 40 anos e é com muita emoção que recebo essa notícia. Vejo o quanto eles precisam dessa mudança, para trabalhar com mais dignidade e melhores condições de trabalho”.

    A previsão é de que a votação seja realizada em caráter de urgência, na próxima terça-feira (23). “Não há o que se discutir. São séculos à espera de uma reparação social como esta, que está sendo realizada por um indígena que sentou na cadeira de governador e tem ajudado o seu povo a se libertar do preconceito”, relatou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Menezes.

    Mais ações para os povos originários

    A valorização dos profissionais é parte de um conjunto de ações para fortalecer a educação dos povos originários na Bahia. O Governo do Estado está investindo cerca de R$ 60 milhões na infraestrutura escolar indígena, visando criar ambientes adequados para o aprendizado, com respeito à cultura e aos saberes tradicionais. Estão em andamento a construção de novas escolas indígenas nos municípios de Prado, Glória, Paulo Afonso, Rodelas e Euclides da Cunha, além da reforma e ampliação de unidades escolares que atendem povos originários de Ibotirama, Muquém do São Francisco, Buerarema e Santa Cruz Cabrália.

    De acordo com Patrícia Pataxó, superintendente Estadual de Políticas para os Povos Indígenas, as ações refletem o reconhecimento e a celebração da cultura e tradições indígenas. “A interculturalidade nas escolas estaduais também é uma iniciativa valiosa para promover o respeito e a diversidade”, disse.

    A secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães, destaca o caráter transversal das iniciativas da gestão estadual para melhorar as condições de vida dos indígenas. “Diversas obras e ações estão em andamento, abrangendo áreas como educação, saúde, infraestrutura e geração de renda, com o objetivo de promover a inclusão, autonomia e qualidade de vida das mais de 30 etnias indígenas baianas”, explica a titular da Sepromi.