Dia: 5 de junho de 2024

  • Lula defende turismo sustentável e bioeconomia para áreas de floresta

    Lula defende turismo sustentável e bioeconomia para áreas de floresta

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (5), que o desenvolvimento do turismo ambiental e da bioeconomia é a chave para preservação das florestas e para a economia de estados que têm reservas.

    “Temos uma riqueza imensa, entretanto nós não temos uma política de desenvolvimento do turismo para visitar essas nossas florestas. Nós fizemos tantas reservas aqui, agora é importante que, junto com isso, a gente pense no desenvolvimento dos estados”, disse durante evento pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto.

    Na ocasião, foram assinados diversos decretos, entre eles, os que criam as unidades de conservação Reserva de Vida Silvestre do Sauim-de-Coleira, no município de Itacoatiara (AM), e o Monumento Natural das Cavernas, em São Desidério (BA). Foi instituída ainda a Estratégia Nacional de Bioeconomia, que prevê a elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia.

    Lula criticou aqueles que são contrários à demarcação de reservas ambientais. “Tem muita gente que fica com raiva quando a gente faz um decreto desse, tem muita gente que acha que isso aqui [reservas] era preciso passar uma motosserra e acabar com essa floresta para plantar qualquer coisa, quando hoje está claro que manter uma floresta em pé e bem cuidada, ela pode ser tão rentável para o estado e para os povos que moram na floresta do que qualquer outro investimento”, disse, argumentando que o turismo deve ser uma opção.

    “A gente poderia fazer dessa riqueza que a humanidade tem, hoje, uma coisa extraordinária, poder desenvolver economicamente os estados do Norte do país, porque eles não querem ser eternamente extrativistas, eles querem continuar tendo acesso ao desenvolvimento, à exploração financeira não apenas na produção agrícola, na criação de gado, mas na questão do turismo”, afirmou.

    “O coração só sente aquilo que a gente enxerga. É importante que a gente, então, crie condições de fazer com que os nossos jornalistas, os nossos empresários, os nossos estudantes, os nossos viajantes conheçam a Amazônia, conheçam a riqueza da biodiversidade da Amazônia, para que tenham noção da importância de todas essas terras que a gente está demarcando aqui”, acrescentou, lembrando ainda das potencialidades dos outros biomas brasileiros.

    Por fim, o presidente fez um chamamento à sociedade para a preservação do meio ambiente.

    “Não é mais uma questão de ativista, não é mais uma questão universitária, não é mais uma questão, como se dizia antigamente, de bicho grilo. A questão ambiental é um chamamento à responsabilidade dos seres humanos, que são considerados de todas as espécies animais os mais inteligentes do planeta, para que não destruam a sua casa, para que não destruam o seu barco, para que não destruam o ar que respiram, para que não destruam a água que bebem”, disse.

    “Nenhum animal do planeta Terra mata o outro por vingança, mata o outro sem uma causa, destrói o seu ninho, destrói sua casa, somente o humano é capaz de fazer isso”, afirmou Lula.

    No evento, no Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apresentou um balanço de ações do governo na área e, junto com governadores dos estados que compõe a Amazônia e o Pantanal, assinou o Pacto pela Prevenção e Controle de Incêndios.

    Agência Brasil

  • Médico baiano arremata partida de pôquer em leilão promovido por Neymar por R$ 450 mil

    Médico baiano arremata partida de pôquer em leilão promovido por Neymar por R$ 450 mil

    O médico baiano Gabriel Almeida desembolsou R$ 450 mil e arrematou uma partida de pôquer com o jogador de futebol Neymar, em um leilão promovido pelo atleta do clube árabe Al-Hilal, na segunda-feira (3).

    A partida foi o lote oito do leilão, teve lance inicial de R$ 100 mil e foi anunciada como uma “oportunidade exclusiva e imperdível para amantes do pôquer”. A “experiência que vai além de cartas e fichas”, como foi definida, recebeu oito lances até chegar ao valor pela qual foi arrematada.

    “Estou muito entusiasmado em participar desse jogo de pôquer com uma lenda viva do futebol”, afirmou o cirurgião baiano que tem consultórios em Salvador, Feira de Santana (BA), São Paulo e Petrolina (PE) e que já atendeu nomes como a dançarina e influenciadora Lore Improta e o cantor Léo Santana.

    A partida ainda não tem data para acontecer, mas será realizada na mansão do jogador em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. Junto ao atleta e ao médico baiano, também estará o empresário e influenciador digital Pablo Marçal, que arrematou outra vaga para participar do jogo.

    “Joguei pôquer por muito tempo, mas na época da faculdade de Medicina tive que me afastar para me dedicar aos estudos. Acredito que essa paixão pode ser reacendida e vou me dedicar ao estudo de estratégias para ganhar esse jogo”, afirmou o baiano.

    Essa foi a quarta edição do Leilão Beneficente do Projeto Instituto Neymar, que reuniu celebridades do entretenimento e do esporte. Em uma publicação nas redes sociais, ao fim do evento, o Instituto Neymar Junior revelou que o valor arrecado nesta edição chegou a R$ 21 milhões.

    LEIA TAMBÉM:

     

    Os valores arrecadados serão destinados ao Instituto Neymar Jr, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, onde cerca de três mil crianças são assistidas. Em 2023, o leilão arrecadou cerca de R$ 9 milhões. Em 2017, na primeira edição, o leilão rendeu R$ 2,5 milhões, e em 2018, R$ 3,9 milhões.

    O leilão contou com 24 lotes, que variaram desde camisas autografadas do Barcelona (com assinaturas de Neymar, Messi e Suárez) e PSG (assinadas por Neymar, Messi e Mbappé) até experiências como a partida de pôquer com o atacante brasileiro ou um jogo de tênis com Ronaldo Fenômeno, passando por eventos como um jantar com o elenco do Flamengo e churrasco na casa do zagueiro Léo Pereira.

    G1

  • Plataforma garantirá participação social no Plano Clima

    Plataforma garantirá participação social no Plano Clima

    Neste 5 de maio, Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo federal lançou uma plataforma para participação social na construção do Plano Nacional para o Enfrentamento da Emergência Climática – Plano Clima. A medida é uma das 14 ações decretadas e pactuadas com governadores e vice-governadores de seis estados, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

    “A questão ambiental é um chamamento à responsabilidade dos nossos humanos que são considerados os mais inteligentes de todas as espécies animais, que são chamados os mais inteligentes do planeta, para que não destruam a sua casa”, reforçou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A plataforma Brasil Participativo vai abrir debates com a população sobre os temas e propostas para o Plano Clima. De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, uma das propostas é decretar emergência climática nos mais de 1.942 mil municípios mais vulneráveis, com ações de prevenção, preparação e de adaptação, sem prejuízo às ações de mitigação.

    “Todos os esforços que são feitos na hora que acontece o desastre ainda são incomparavelmente mais insuficientes e mais caros”, justifica.

    O Plano Clima tem previsão de ser lançado em 2025 e orientará as políticas públicas brasileiras até 2030 com os objetivos de conter o aquecimento global, prevenir e diminuir impactos causados pela mudança climática.

    O trabalho de elaboração tem sido coordenado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), que teve sua competência ampliada em outro decreto assinado hoje pelo presidente Lula. Entre as mudanças estão a atribuição de aprovar o Plano Nacional de Mudança do Clima e maior atuação na política nacional que trata do tema.

    Controle de Incêndios

    Também durante a cerimônia, os governadores Helder Barbalho, do Pará; Gladson Cameli, do Acre; Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul; Antônio Denárium, de Roraima e os vice-governadores Sérgio Gonçalves, de Rondônia, e Otaviano Pimenta, do Mato Grosso assinaram um pacto para planejamento e implementação de ações colaborativas para prevenção e combate aos incêndios florestais e destruição de vegetações nativas no Pantanal e Amazônia.

    “Não importa o governo, não importa a ideologia, a gente pode trabalhar juntos, quando se tem uma visão de futuro e a gente quer que esse futuro seja cada vez melhor para os nossos filhos e netos”, destacou Marina Silva.

    Servidores

    Uma portaria de nomeação de 98 analistas ambientais também foi assinada em um esforço de recompor o quadro de servidores do MMA e das instituições associadas como o Serviço Florestal Brasileiro, onde atuarão parte dos novos servidores.

    Também foram convocados mais 49 aprovados no último concurso, para complementar o cadastro de reserva.“Ter um concurso, ter uma valorização justa é também um esforço de valorização profissional.”

    Unidades de Conservação

    Foram assinados ainda um decreto que cria a Unidade de Conservação Refúgio da Vida Silvestre, com 15,3 mil hectares, no município de Itacoatiara (AM) e outro estabelecendo a Unidade de Conservação, com 16 mil hectares, para proteção das cavidades naturais e do patrimônio espeleológico no município de São Desidério (BA).

    Foi criada também a Estratégia Nacional de Bioeconomia, com diretrizes para as políticas públicas para o setor e instituída a Comissão Nacional de Bioeconomia, que deverá elaborar um plano nacional de ações, em 180 dias após ser instituída.

    COP30

    No âmbito da 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), foi criada uma assessoria extraordinária na estrutura do MMA, para apoio à secretaria da Casa Civil responsável por articular e organizar a conferência. E ainda foi assinado um protocolo entre o MMA o Ministério das Mulheres para ampliar a participação feminina nas políticas ambientais, os esforços para a implementação de ações na Política Nacional de Clima e da Justiça Climática.

    Outros dois decretos promoveram alterações na regulamentação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, no Programa Cidades Verdes Resilientes.

    Agência Brasil

  • Jardim Botânico planta mudas de cinco espécies em Dia do Ambiente

    Jardim Botânico planta mudas de cinco espécies em Dia do Ambiente

    Um grupo de cerca de 30 pessoas aguardava ansiosa na manhã desta quarta-feira (5), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Eles foram alguns dos primeiros visitantes a entrar no parque e esperavam ser sorteados para plantar uma muda no arboreto, uma coleção viva que reúne cerca de 3,8 mil espécies vegetais e foi criada por Dom João VI, em 1808.

    Acompanhada por alguns funcionários do JBRJ, a guia de turismo Liana Siag foi a primeira a ser sorteada, ganhando o direito de plantar uma jovem Pinanga speciosa, palmeira nativa das Filipinas.

    “Estou quase todo dia aqui. Isso aqui é a minha casa e trago pessoas também para passear. Estou sempre aumentando meu conhecimento. Já tinha plantado uma árvore-de-contas, em 2008”, afirma Liana. “Estou deixando minha marca aqui, de muito amor”.

    A Pinanga, assim as outras quatro espécies plantas no Jardim Botânico neste Dia Mundial do Meio Ambiente (as palmeiras Burretiokentia hapala e Copernicia macroglossa e as leguminosas são Brownea macrophylla e Calliandra dysantha var. macrocephala), são novidades para o arboreto da instituição.

    “Essas cinco espécies vão se somar às cerca 3,8 mil espécies de árvores, arbustos, ervas, orquídeas, cactos. Dentre elas, 330 são ameaçadas. Esse processo de plantio é uma rotina do Jardim Botânico para aumentar a diversidade de plantas aqui. O Jardim tem esse papel de conservação, em que você planta aqui espécies ameaçadas de extinção e também tem o objetivo de produzir mudas para reflorestamento e de difundir conhecimento”, disse o coordenador de Coleções Vivas do JBRJ, Marcus Nadruz.

    Além de manter uma coleção viva, o JBRJ também possui um herbário (onde são depositadas amostras secas de plantas para identificação taxonômica), banco de sementes e cursos de formação na área de botânica.

    O Jardim Botânico é também uma das principais instituições de pesquisa botânica do país e a instituição governamental responsável pelo monitoramento do nível de ameaça das espécies da flora brasileira.

    Todos os anos, centenas de milhares de pessoas visitam o JBRJ. Em 2023, foram 540 mil visitantes, entre turistas e moradores da cidade do Rio de Janeiro.

    Agência Brasil

  • Faustão passa por tratamento após transplante de rim com máquina de hemodiálise portátil

    Faustão passa por tratamento após transplante de rim com máquina de hemodiálise portátil

    O apresentador Fausto Silva, o Faustão, segue em tratamento após um transplante de rim realizado em fevereiro deste ano. De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’, o veterano tem utilizado uma máquina de hemodiálise portátil para dar continuidade ao tratamento.

     

    A escolha do aparelho foi feita para dar mais liberdade e mobilidade para o comunicador, que passou 53 dias internado no Hospital Albert Einstein após o procedimento cirúrgico devido a complicações, já que o corpo demorou a aceitar o novo órgão.

     

    Ao colunista Lauro Jardim, dias antes de receber alta médica, Faustão já havia declarado que faria todo o tratamento de fisioterapia em casa. Na segunda-feira (3), o filho do apresentador, João Guilherme, atualizou o quadro do pai e afirmou que ele já estava voltando a se exercitar.

     

    “Ele está bem, graças a Deus. Eu acho que tá num momento que agora as coisas estão evoluindo, ele tá pegando firme na ginástica”, contou ao site Leo Dias.

     

    O transplante de rim feito por Fausto aconteceu seis meses depois de Faustão receber um coração devido ao quadro delicado de insuficiência cardíaca. Em maio, o apresentador fez a primeira aparição pública desde o transplante de rim. Na ocasião, Faustão celebrou o aniversário de 16 anos do filho caçula.

    Bahia Notícias

  • Indústria recua 0,5% em abril, mas acumula alta em 2024

    Indústria recua 0,5% em abril, mas acumula alta em 2024

    A produção da indústria brasileira recuou 0,5% em abril na comparação com março, interrompendo dois meses de resultados positivos. Apesar da queda, o setor apresenta crescimento de 3,5% no ano e de 1,5% em 12 meses.

    Em relação a abril do ano passado, houve alta de 8,4%, sendo notado que abril de 2024 teve quatro dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado, o que influencia a comparação.

    Com esses resultados, a indústria brasileira se encontra 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 16,8% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Na comparação de abril com março de 2024, apesar da queda de 0,5%, a produção industrial apresentou predominância de resultados positivos. Três das quatro grandes categorias apuradas tiveram expansão, o mesmo vale para 18 das 25 atividades pesquisadas.

    Entre os segmentos que mostram recuo na produção, há alguns com pesos importantes, como o setor extrativo, que recuou 3,4% nesse mês, devido à queda na produção tanto do minério de ferro como do petróleo; além do setor de alimentos, que também teve queda de 0,6% em abril.

    “Esses dois setores representam cerca de 30% da estrutura industrial”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

    “Há quedas em alguns produtos importantes, como carne bovina, mas é tão somente um movimento específico para o mês de abril. No campo positivo, por exemplo, há crescimento em carnes de aves e de suínos e no açúcar”, completa Macedo.

    Para o analista, o resultado negativo foi provocado por questões pontuais, e em uma maneira geral, os dados sobre o panorama industrial são positivos.

    Um dos fatores que apontam a visão otimista é o comportamento da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

    “A indústria de transformação teve o quinto mês seguido com resultado positivo. Em abril, o crescimento foi de 0,3%. Em sete meses, a alta é 2,6%”, detalha, acrescentando que esse ramo está no mesmo nível pré-pandemia.

    Indústria automobilística

    Um destaque da pesquisa em abril foi o comportamento da indústria automobilística. “Há uma melhora na produção recente de automóveis, caminhões, autopeças e ônibus. Esse movimento está relacionado ao mercado doméstico, influenciado pelo comportamento positivo do mercado de trabalho, com o aumento de pessoas ocupadas e da massa de rendimentos”, explica o analista do IBGE.

    O setor específico de veículos automotores, reboques e carrocerias expandiu 13,2% ante março.

    Entre os fatores que deram dinamismo ao setor automobilístico, Macedo acrescenta a redução da taxa de juros e queda da inadimplência. “Vale ressaltar que o setor ainda está abaixo do patamar pré-pandemia”, completa.

    Resultados positivos

    Apesar de a comparação de abril 2024 com abril de 2023 (alta de 8,4%) ter sido influenciada pelo fato de o mês de 2024 ter tido mais duas úteis, André Macedo avalia que os resultados acumulados no primeiro quadrimestre de 2024 apontam expansão generalizado e são explicados por cenários macroeconômicos, que passam por nível de emprego e aumento da renda dos trabalhadores e massa salarial.

    Enquanto de janeiro a abril a indústria cresceu 3,5%, o último quadrimestre de 2023 registrou expansão de 1%.

    “O acumulado do ano, para além de se situar no campo positivo, mostra uma aceleração do movimento de crescimento que se dá de forma generalizada: bens de capital, associado a investimentos, crescendo; bens consumos avançando; bens intermediários, que concentra a matéria prima, também mostrando taxa positiva. Comparando o último quadrimestre de 2023 com o primeiro de 2024 podemos verificar esse maior dinamismo da produção industrial”, conclui.

    Agência Brasil

  • Pero Vaz: quatro pessoas são presas durante a 4ª fase da Operação Proteger

    Pero Vaz: quatro pessoas são presas durante a 4ª fase da Operação Proteger

    Quatro pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas no Pero Vaz foram presas nesta quarta-feira (5), durante a 4ª fase da Operação Proteger, deflagrada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Um dos flagranteados é investigado por envolvimento no incêndio de seis carros, em março deste ano, naquele bairro.

     

    Porções de crack, cocaína, balanças, máquinas de cartão, munições e embalagens para acondicionar entorpecentes foram apreendidas com os criminosos. Das cinco pessoas conduzidas ao Denarc para averiguação, três foram autuadas por tráfico de drogas, associação criminosa e posse ilegal de munições.

     

    Setenta policiais civis participaram da ação, que contou com o apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). Os flagranteados passaram pelos exames de lesões de praxe e estão à disposição da Justiça.

    Bahia Notícias

  • Serviços de requalificação da Cidade do Saber seguem avançando

    Serviços de requalificação da Cidade do Saber seguem avançando

    Com diversas frentes de trabalho, as obras de requalificação da Cidade do Saber continuam avançando nos espaços externos e internos do complexo. Entre as intervenções em andamento, estão a reforma da guarita principal e a troca do piso externo das entradas. No ambiente do teatro, acontece a substituição de portas, de luminárias e carpetes, bem como a reforma das poltronas.

    Também seguem em execução a pintura da parte externa e interna dos prédios; a construção de dois novos vestiários, sendo um masculino e um feminino; a substituição de esquadria e colocação de películas; a requalificação da estrutura do ginásio de esportes, com a troca de peças danificadas e recuperação de outras; além da reforma da piscina e do deck.

    As equipes de trabalho atuam ainda com a troca de revestimentos, de forros e luminárias; a construção dos quiosques multiuso; a drenagem externa; a requalificação do estacionamento; a revisão do sistema hidrossanitário; a substituição de vasos sanitários, com inclusão de vasos para pessoas com deficiência (PcD); além da requalificação geral do sistema elétrico.

    Como parte das obras de intervenção, já foram concluídos serviços, como a edificação do muro; instalação de piso intertravado, com guia de pavimento direcional; além das substituições das divisórias por mármore nos banheiros, e das pias por bancadas.

    Realizadas pela Prefeitura de Camaçari, ao todo, são mais de 10.500 metros quadrados (m²) de área total construída a receber as obras, incluindo espaços, como o teatro; o ginásio poliesportivo; a piscina semiolímpica; as guaritas; os ambientes de visitação, a exemplo do museu, memorial, biblioteca, brinquedoteca e espaço infantil; bem como das 28 salas, que compõem os dois prédios, que são utilizadas para a realização de atividades educativas e o funcionamento administrativo da Secretaria da Cultura (Secult), pasta que gere a Cidade do Saber.

    A fim de proporcionar ambientes mais acolhedores e qualificados para alunos, pais, servidores, bem como todos que frequentam o complexo, as obras, que incluem serviços de requalificação, adequação e recuperação, contam com investimento de R$ 13 milhões.

    As obras, executadas por meio da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), foram iniciadas em novembro de 2023, através de licitação, tendo contrato de execução de 12 meses.

    Foto: Tiago Pacheco

  • Semu abre inscrição para curso de informática básica nesta quinta (6)

    Semu abre inscrição para curso de informática básica nesta quinta (6)

    A partir desta quinta-feira (6/6), estão abertas inscrições para nova turma do curso de informática básica destinado para mulheres. A iniciativa, que é realizada pela Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria da Mulher (Semu), visa, através do Projeto Mulheres Conectadas, promover a inclusão digital e o empoderamento feminino.

    Gratuita, as inscrições acontecem através dos telefones (71) 3617- 2818/ 3617-2819, de segunda a sexta-feira, nos horários das 8h às 12h e das 13h às 16h. Com vagas limitadas, o encerramento ocorrerá após o preenchimento das vagas.

    O curso acontece no laboratório de informática da Semu, localizado na Rua Goiás, n.º 79, Edifício Abrantes, no Centro, com aulas iniciando no dia 11 (terça), realizadas no período matutino, das 9h às 12h, totalizando uma carga horária de 30 horas/aula.

    De acordo com a Semu, a iniciativa tem o objetivo de ampliar as possibilidades de inserção e desenvolvimento das mulheres no mercado de trabalho, além de produzir meios para desenvolver a autonomia deste público.

  • Trabalho de Bruno Pereira mostra importância dos povos indígenas

    Trabalho de Bruno Pereira mostra importância dos povos indígenas

    A viúva do indigenista Bruno Pereira, Beatriz Matos, defendeu, em entrevista à TV Brasil, que a sociedade brasileira precisa conhecer melhor o trabalho do indigenista para entender a importância dos povos indígenas, em especial, os povos isolados e de recente contato, para a proteção da floresta e da biodiversidade brasileira. Ela é diretora de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Bruno Pereira foi assassinado há dois anos, no dia 5 de junho, juntamente com o jornalista britânico Dom Phillips, no Vale do Javari, na Amazônia.

    Dom planejava entrevistar lideranças indígenas e ribeirinhos para escrever um livro reportagem, que pretendia intitular Como Salvar a Amazônia, e se reuniu com Bruno em Atalaia do Norte (AM), no início de junho de 2022.

    Indigenista experiente, Bruno havia se licenciado da Funai em fevereiro de 2020, por discordar das novas orientações quanto à execução da política nacional indigenista. Desde então, atuava como consultor técnico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Além de guiar Dom, Bruno viajaria para se reunir com lideranças de comunidades do entorno da Terra Indígena Vale do Javari, a segunda maior área do país destinada ao usufruto exclusivo indígena e a que abriga a maior concentração de povos isolados em todo o mundo.

    A dupla foi vista pela última vez na manhã do dia 5 de junho de 2022. Seus corpos só foram localizados em 15 de junho, quando policiais já tinham detido ao menos cinco suspeitos de participar do crime.

    Beatriz lembra que a família sofreu muito com a falta de informação sobre os dois e que viveu momentos de insegurança até a confirmação das mortes. “Eles ficaram desaparecidos 10 dias e foi uma insegurança muito grande, porque a gente não tinha nenhuma confiança em quem deveria estar buscando as vítimas, deveria estar apoiando as famílias, a gente não teve esse apoio”, relatou.

    A morte dos dois profissionais se converteu em um marco da luta pelos direitos dos povos indígenas e da preservação do meio ambiente. Segundo Beatriz, em 2023, com a virada do governo, surgiu “uma esperança renovada, uma ideia de que a gente ia ter tanto em relação à proteção ali dos povos da região, quanto também a reparação em relação às famílias do Bruno e do Dom”.

    Logo no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela foi convidada para trabalhar no MPI, na mesma área em que seu marido trabalhava. Segundo ela, foi um momento difícil, mas também de reconstrução familiar e profissional, de possibilidade de estancar a política de sucateamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e também de resgate do trabalho de Bruno.

    Povos isolados

    Beatriz ressalta a importância de esclarecer a falsa ideia de que os povos isolados não tiveram ou não têm algum contato com não indígenas e mesmo com indígenas. Em geral, segundo a antropóloga, esses povos já tiveram contato, mas que passaram por situações difíceis, sofreram violência, foram acometidos por doenças, e que, por esses motivos, optaram por não ter mais relação com não indígenas.

    A diretora da Funai lembra que no final da década de 1980, o Estado brasileiro começou a adotar medidas para respeitar esse posicionamento e tentar garantir a segurança dos territórios ocupados por esses povos. Essa iniciativa de proteção, segundo ela, ocorreu com o processo de redemocratização e após as frentes expansionistas, patrocinadas pela ditadura civil-militar na década de 1970, quando diversos povos indígenas foram forçados ao contato com não indígenas, resultando em mortes, perda de território e descaracterização da sua cultura.

    “Todo esse processo de realizar esse contato é marcado por traumas e violências, e também pela questão imunológica, a mesma questão das doenças. Então, muitos povos, por exemplo, na década de 70, com a expansão da ocupação da Amazônia, por frentes do Sul e do Sudeste do país, morreram nesses atos de contato, e em alguns povos sobraram pouquíssimos indivíduos. Ao longo da história, foi se vendo o quanto era violento esse contato forçado, o quanto era violento forçar esses povos a reduzir a sua mobilidade, a sua forma de vida, a um lugar específico para uma ocupação não indígena”, explica.

    Segundo Beatriz, com a política brasileira de respeitar o direito à recusa ao contato e de não contato, o Estado teve que começar a adotar medidas para assegurar a manutenção das formas de vida dos povos isolados.

    “Quando a gente fala de povos isolados, a gente está falando desse direito a essa recusa. Como é que o Estado brasileiro se relaciona com isso? Protege o território. Você tem aquele território tradicional, que aquele povo sempre ocupou, sempre viveu ali, e ele deve ser protegido. Isso através de estudos, são especialistas da Funai que fazem estudos para entender qual é esse território daquele povo, sem necessariamente realizar o contato”, explica.

    Dados da Funai de 2021, apontam para 114 registros da presença de índios isolados em toda a Amazônia Legal. O órgão coordena e apoia ações de proteção e promoção em 19 terras indígenas habitadas por grupos indígenas de recente contato, como os Zo’é, Awá Guajá, Avá Canoeiro, Akun’tsu, Canôe, Piripkura, Arara da TI Cachoeira Seca, Araweté, Suruwahá e Yanomami, entre outros.

    “Você tem toda uma política específica, que a gente sabe que boa parte da população brasileira desconhece e entende que esse isolamento é como se fosse “a eles nunca tiveram, não têm conhecimento sobre o homem branco”. Não se trata disso. Muitas vezes, eles têm um conhecimento profundo, e que, de fato, recusam essa convivência. Às vezes, eles têm muitas relações com outros povos indígenas, que eles consideram, inclusive, parentes ou não, ou às vezes são relações com povos indígenas que eram inimigos no passado e, também, eles recusam o contato com esses povos indígenas por isso”, ressaltou.

    A política adotada para a proteção desses povos tem, entre outros mecanismos, a restrição de uso de determinado território, com a restrição de entrada de não indígenas, a não ser para os especialistas. Um exemplo é a Terra Indígena do Vale do Javari, onde Bruno e Dom foram executados. A extensão da demarcação da terra, além dos povos de contato mais antigo, também levou em consideração a presença de povos isolados.

    “Porque os interflúvios, as regiões entre as calhas dos rios, são territórios de ocupação dos isolados. Então decidiu-se demarcar a área contínua, que dá possibilidade dessa mobilidade, dá possibilidade desses povos estarem ali e os povos indígenas não isolados, digamos assim, também os protegem, porque eles sabem também onde esses parentes estão, eles sabem o lugar que eles vão caçar, vão pescar, o lugar que eles plantam, as suas roças, e eles respeitam esse território e fazem como que uma proteção do entorno desse território dos isolados”, explicou.

    Clima

    Com o cenário cada vez mais crítico de mudanças climáticas, Beatriz avalia que a sociedade começa a entender a importância que os povos indígenas têm para a mitigação desses efeitos e preservação da biodiversidade.

    “Por exemplo, você pega mapas de satélite no Brasil. Veja as áreas devastadas que o Amazonas sofreu nos últimos 20 anos, a floresta mesmo. Se você pegar os mapas de satélite, você vai ver que onde tem terra indígena está verdinho. Isso é evidente, os fatos falam por si. As pessoas estão percebendo que valorizar e cuidar para que as culturas indígenas possam existir é também estar cuidando desse ambiente, é estar cuidando da floresta, ou seja, do nosso próprio futuro. Isso que a gente vem falando há tanto tempo, não é retórica. Eu acho que as pessoas estão cada vez mais tomando consciência disso”, frisou.

    Ao lembrar que Bruno e Dom Phillips foram assassinados no dia em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, Beatriz disse que agora o governo federal tem demonstrado compromisso com a defesa dos povos indígenas e do meio ambiente. Mas defende que é preciso avançar mais, com o incremento no orçamento das pastas que tratam das temáticas e a valorização dos servidores públicos que atuam nessas áreas

    “A gente vê a sinalização desse compromisso e a gente tem que trabalhar para que esse compromisso vire condições de trabalho e políticas reais. Porque você sabe que há uma pressão muito grande também pelo outro lado. Há uma pressão grande de quem quer explorar, infelizmente, mas há uma pressão gigantesca até hoje em pleno 2024, de gente que quer explorar a Amazônia para desmatar tudo e botar gado, plantação de soja”.

    A antropóloga alertou para a devastação dos biomas brasileiros, principalmente em razão da exploração das terras para a plantação de monoculturas e criação de gado em extensão.

    “Na verdade, são resquícios de uma economia que, claro, sustenta muita coisa, mas a gente sabe que não vai sustentar por muito tempo. Há que se pensar nessa questão do futuro, e não é um futuro daqui a 40 anos, nós estamos falando do futuro muito próximo”, provocou.

    Segundo ela, o cenário melhorou, mas os desafios são permanentes. “Não é como antes. No governo passado não havia compromisso nenhum, inclusive o ministro do Meio Ambiente falava que ia ficar passando a boiada. Nós não temos essa situação hoje. Nós temos uma situação completamente diferente, mas ainda temos esse resquício, nós temos pressão de todos lados. Então fortalecer a política ambiental, a política indigenista, é uma briga constante e diária até hoje, sempre vai ser. Ninguém pode dormir nessa causa, nesse trabalho, na verdade é um trabalho contínuo”, avaliou.

    “Por isso que é importante para a gente rememorar, valorizar o trabalho do Bruno, do Dom, dos jornalistas que divulgam essa causa, que divulgam essa questão. E, dos funcionários do Ibama [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis], da Funai, quem está na linha de frente, defendendo, de fato, territórios indígenas, as lideranças indígenas, os povos indígenas, sobretudo suas lideranças representadas aí pelo Ministério [dos Povos Indígenas]. Por isso, para a gente é muito importante também fazer esse trabalho de memória, de divulgação, para que as pessoas conheçam [a realidade dos povos indígenas]”, afirma.

    Agência Brasil