Dia: 8 de julho de 2024

  • Raí Lopes, ex-Fluminense, acumula oito partidas de invencibilidade na Bielorrússia e vive expectativa de estreia na Champions League

    Raí Lopes, ex-Fluminense, acumula oito partidas de invencibilidade na Bielorrússia e vive expectativa de estreia na Champions League

    Espetacular. Assim pode se resumir o início do lateral-esquerdo Raí Lopes com a camisa do Dinamo Minsk, da Bielorrússia. Até então, o jogador brasileiro tem 15 jogos pela nova equipe com: 10 vitórias, quatro empates, uma derrota, um gol marcado e duas assistências. Ele soma oito partidas de invencibilidade.

    Raí Lopes chegou ao Dinamo Minsk após destacar-se na edição 2024 do Campeonato Gaúcho pelo Novo Hamburgo, quando participou de todos os jogos do clube na competição estadual. Aos 24 anos, o lateral-esquerdo vive sua primeira experiência no exterior e valorizou o ótimo começo. “Os números são extremamente positivos. Tudo que vem acontecendo é fruto de muita dedicação e disciplina. Todo esse esforço vem valendo a pena. Quero seguir construindo uma bonita história e conquistar títulos”, declarou o jogador, que foi revelado pelo Americano e teve passagens por: Fluminense, Figueirense, Remo e Confiança.

    O Dinamo Minsk lidera o Campeonato Bielorrusso, após 15 rodadas, com 10 vitórias e cinco empates. Nesta semana, porém, o foco da equipe será outro. Nesta quarta-feira, Raí Lopes realizará um sonho: disputar uma partida da Champions League. Isso porque ele e os seus companheiros medirão forças em casa contra o Pyunik Yerevan, da Armênia. “Sem dúvida é gratificante participar da competição mais valorizada do mundo. Estamos embalados por sete vitórias seguidas e, logicamente, isso nos dá confiança. Não será um jogo fácil. Se o nosso rival está na Champions League é porque tem qualidade. Mas, somos fortes dentro de casa e vamos nos impor para irmos até a Armênia, na partida da volta, com um bom resultado”, finalizou Raí Lopes.

  • Comunidades tradicionais pedem ao governo e Congresso melhoria no Pnae

    Comunidades tradicionais pedem ao governo e Congresso melhoria no Pnae

    O governo federal e o Congresso Nacional receberam carta nesta segunda-feira (8) com 23 propostas de melhorias para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Assinam o documento 52 organizações e pessoas, que incluem: entidades da sociedade civil, associações comunitárias, indígenas, quilombolas, nutricionistas, centros de pesquisa, secretarias de Educação e prefeituras.

    O objetivo geral do documento é ampliar o acesso de comunidades tradicionais do país ao Pnae. No lugar de ultraprocessados e produtos com agrotóxicos, seriam valorizados no cardápio escolar alimentos agroecológicos e sem pesticidas. Além de mais saudáveis, também seriam mais adequados aos hábitos culturais de cada região.

    “A produção desses alimentos já ocorre nessas comunidades. O que precisamos é de uma organização para que seja ampliada a compra desses produtos. Se isso não acontecer, escolas indígenas e quilombolas vão continuar recebendo Coca-Cola, produto de caixinha, linguiça, salsicha, presunto, ultraprocessados com alto teor de sódio e açúcar. Ou seja, coisas que não têm nada a ver com a cultura alimentar dessas populações”, diz a secretária executiva do Observatório das Economias da Sociobiodiversidade (ÓSocioBio), Laura Souza.

    Brasília (DF) 08/07/2024 - Comunidades tradicionais pedem ao governo e Congresso melhorias no Pnae.
Foto: Marcelo Coutinho/FIAN Brasil/Divulgação
    Brasília – Comunidades tradicionais pedem ao governo e Congresso melhorias no Pnae – Foto Marcelo Coutinho/FIAN Brasil/Divulgação

    É o caso do que é produzido pela Associação de Mulheres Produtoras de Polpa de Frutas (AMPPF) de São Félix do Xingu, no Pará, que existe desde 2014. São mais de 60 sócios, 80% mulheres, que produzem e distribuem as polpas de frutas pela região. As entregas para as escolas são coletivas. Cada pessoa fica responsável por direcionar, em média, 50 quilos.

    Uma delas é Joelma Meneses, de 27 anos, que mora na Colônia Manguari, a 25 quilômetros (km) do centro da cidade e está na associação há dois anos e meio. Apesar de já fornecer alimentos para o Pnae, a associação espera mudanças

    “A gente trabalha, tem os gastos, as dificuldades, mas nem por isso desiste. Mesmo com preços lá embaixo, com normas que não concordamos. Mas vivemos da agricultura e mantemos nossa esperança de que tudo isso venha a mudar”, diz Joelma. “Temos fé que eles [governo federal e Congresso] vão olhar com carinho especial e ver o que é melhor para os produtores, valorizar a agricultura familiar”.

    Carta de propostas

    O encontro que deu origem à carta foi realizado nos dias 27 e 28 de maio em Brasília, sob o nome “Compras públicas para a alimentação escolar entre povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais: por onde avançar?”. As propostas cobram a execução das diretrizes estabelecidas há 15 anos na Lei da Alimentação Escolar (11.947/2009). Segundo os organizadores, ainda há muitos desafios para que todos os objetivos dela e do Pnae sejam cumpridos.

    Das 23 propostas presentes no documento, 18 são direcionadas ao governo federal e cinco ao Congresso Nacional. A carta também foi entregue para representantes do Judiciário e do Ministério Público. Os pontos apresentados ao Executivo Federal são direcionados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e outros órgãos que fazem parte do Comitê Gestor do Pnae.

    “Temos uma boa perspectiva sobre a entrega dessas propostas. Estamos abertos para o diálogo. A carta foi construída com participação de uma base muito forte. São pessoas que já trabalham com os alimentos, que estão tentando acessar melhor o Pnae. A carta não foi criada simplesmente por ONGs [organizações não governamentais], mas tem envolvimento de produtores dos povos tradicionais, que conhecem muito sobre o assunto. E queremos melhorar esse processo para todo mundo”, diz Laura Souza.

    O documento pede a criação de um marco normativo específico para as compras públicas, orientado para o reconhecimento do autoconsumo e da autodeterminação dos povos. O que demandaria adequação das chamadas públicas, do cadastro dos agricultores, das exigências sanitárias, das necessidades logísticas e de mecanismos de mitigação dos eventos climáticos.

    Entre as outras propostas direcionadas ao Executivo, destacam-se: incluir todas as categorias com assento no Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e no Cadastro Único das Políticas Sociais (CadÚnico); incluir no Censo Escolar a identificação de escolas e estudantes de povos e comunidades tradicionais em geral; aprimorar o desenho de financiamento e de repasses do Pnae, com reajuste anual automático; elaborar um novo modelo de chamada pública específica; criar um programa de agentes de apoio ao Pnae e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); criar um aplicativo para a automatização dos processos de assinaturas de contratos, emissão de guias de entrega e notas e pagamentos; instituir um plano de carreira para as nutricionistas e cozinheiras; estruturar e equipar as cozinhas escolares; capacitar servidores dos órgãos gestores dos territórios tradicionais; integrar as diferentes políticas voltadas à agricultura familiar e aos povos indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais.

    As propostas apresentadas ao Legislativo são: incluir como prioridade na lei do Pnae todos os grupos sociais que têm assento no Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT); rejeitar projetos de lei que proponham a retirada da prioridade de povos indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária e mulheres nas compras públicas do Pnae; ampliar o orçamento do programa e do PAA; criar mecanismo de reajuste anual dos valores per capita na lei do Pnae; e avançar na proposta de uma Política Nacional de Promoção da Alimentação e dos Produtos da Sociobiodiversidade de Povos e Comunidades Tradicionais, prevista no Projeto de Lei (PL) 880/2021.

    Quebradeiras de coco babaçu

    Maria de Jesus, de 33 anos, mora na comunidade Jatobá, no município de Joca Marques, norte do Piauí. Ela integra o Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), grupo coordenador por 24 mulheres no Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins. A maior parte da produção vai para os programas de alimentação estaduais e federal. Além do comércio de produtos feitos à base do babaçu, elas se organizam para defender os direitos das mulheres, lutar por terras e combater diferentes tipos de violência, como a patrimonial, física e psicológica.

    Por parte de pai, Maria é filha e neta de agricultores. Por parte de mãe, filha e neta de quebradeiras de coco. Ela entrou para o MIQCB em 2014, o que representou um reencontro com as próprias origens e a afirmação de uma nova luta.

    “Tenho orgulho muito grande de ser quebradeira de coco. É um trabalho físico, mas tem a questão da identidade. É o que eu sou e de onde eu vim. Na minha infância, era a nossa única fonte de renda junto com a agricultura familiar”, lembra Maria. “Quando se é jovem, há a ideia de ir para a cidade grande para ter um emprego e qualidade de vida melhor. A gente pensa que na comunidade não tem nenhuma perspectiva de geração de renda. Passei por esse processo de êxodo rural e, quando voltei, encontrei um grupo de mulheres bastante organizado, com uma unidade produtiva funcional de azeite, farinha, bolos, biscoitos, goma”.

    Ela defende a necessidade de maior regulação e incentivo do governo federal diante das dificuldades em ampliar o acesso aos cardápios escolares dos municípios. Lembra que muitos gestores ainda dão preferência a produtos de grandes redes.

    “Queremos reivindicar mais políticas públicas e dialogar diretamente com o governo. Para que os alimentos que nossas crianças consomem diariamente em casa também estejam presentes no cardápio escolar. Hoje, a merenda comprada no comércio vem cheia de agrotóxicos. E o que a gente consome no dia a dia, a gente sabe de onde vem, como plantou, sabe que é um produto saudável. E é isso que queremos que nossos filhos consumam nas escolas. E como é produto das nossas comunidades, precisa ser valorizado, ter mais incentivo, para ajudar a preservar os nossos modos de vida”.

    Brasília (DF) 08/07/2024 - Comunidades tradicionais pedem ao governo e Congresso melhorias no Pnae.
Foto: Marcelo Coutinho/FIAN Brasil/Divulgação
    Brasília – Comunidades tradicionais pedem ao governo e Congresso melhorias no Pnae – Foto Marcelo Coutinho/FIAN Brasil/Divulgação

    Agricultura quilombola

    Jorge Henrique Gonçalves Flores, 56 anos, segue os passos dos antepassados e trabalha como agricultor no Quilombo São Miguel, no município de Maracaju, Mato Grosso do Sul. Em 2009, o quilombo começou a fornecer alimentos para as escolas das redondezas por meio do Pnae. Os principais alimentos são as frutas e verduras, mas também são produzidos pão, macarrão, polpas, doces e mel. Pelo menos 56 escolas recebem esses produtos, que envolvem o trabalho de 18 pessoas.

    A comunidade espera que a carta de propostas seja acolhida pelo governo e o Congresso, e lista as principais questões hoje que impedem maior desenvolvimento do trabalho.

    “Hoje, a dificuldade dos pequenos agricultores familiar é o acesso ao Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar] e ao CAF [Cadastro Nacional da Agricultura Familiar]. Gostaríamos que fossem eliminados alguns entraves que encontramos para acessar esses créditos e poder desenvolver uma agricultura melhor. E gostaríamos também que os líderes do país tivessem um olhar especial para os pequenos agricultores. Precisamos ter mais acesso a tecnologias e conhecimentos técnicos para ter a valorização dos nossos produtos”, diz Jorge Henrique.

    Agência Brasil

  • Desenrola Pequenos Negócios: contratos ultrapassam R$ 2,4 bilhões

    Desenrola Pequenos Negócios: contratos ultrapassam R$ 2,4 bilhões

    O programa Desenrola Pequenos Negócios registrou, até o último dia 2, um volume financeiro renegociado de R$ 2.483.579.215. Ao todo, 69.635 contratos foram renegociados, beneficiando 42.216 clientes. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Ministério do Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas.

    Segundo a pasta, o volume financeiro negociado registrou “crescimento expressivo” ao longo de junho. No levantamento do dia 12 de junho, o total renegociado era de R$ 1,25 bilhão. No dia 24 de junho, o valor aumentou para R$ 1,68 bilhão. Nos últimos dias do mês, o total renegociado chegou a R$ 2,48 bilhões – aumento de 70% desde o início do programa.

    Dentre as regiões do país, o Sudeste acumula maior volume negociado: R$ 1.043.097.842. Em seguida estão Nordeste, com R$ 466.222.187; Sul, com R$ 340.383.388; Centro-Oeste, com R$ 237.706.948; e Norte, com R$ 104.611.156.

    O estado que mais renegociou dívidas, até o momento, foi São Paulo, com 11.016 clientes (26%), 20.917 contratos (30%) e volume financeiro renegociado de R$ 694.055.097 (28%). Em seguida aparece Rio de Janeiro, com 3.548 clientes (8%), 6.218 contratos (9%) e volume financeiro renegociado de R$ 203.832.168 (8%).

    Entenda

    Com a proposta de auxiliar pequenos negócios a superarem dificuldades financeiras, o programa conta com a participação de sete bancos, que representam 73% do total da carteira de crédito de micro e pequenas empresas nacionais: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, Sicredi e Mercantil do Brasil

    Como participar

    Para aderir ao Desenrola Pequenos Negócios, o microempreendedor ou pequeno empresário deve entrar em contato com a instituição financeira onde tem a dívida. As renegociações podem ser realizadas por intermédio de canais de atendimento oficiais, como agências, internet ou aplicativos móveis. Cada banco participante define suas próprias condições e prazos para a renegociação.

    A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que somente bancos cadastrados no programa podem oferecer as condições especiais de renegociação. Em caso de dúvidas ou suspeitas sobre ofertas de renegociação, os empresários são aconselhados a contatar seus bancos pelos canais oficiais e a não aceitar propostas fora dessas plataformas.

    As oportunidades para renegociação de dívidas bancárias são válidas para microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Já as dívidas elegíveis são aquelas não pagas até 23 de janeiro de 2024, sob a proposta de permitir que os empresários obtenham recursos necessários para manter suas atividades.

    Agência Brasil

  • Projeto Cata Bagulho contempla Burissatuba nesta quarta (10)

    Projeto Cata Bagulho contempla Burissatuba nesta quarta (10)

    A Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria dos Serviços Públicos (Sesp), leva ao bairro Burissatuba a coleta do Projeto Cata Bagulho nesta quarta-feira (10/7), a partir das 9h. A atividade recolhe, além de recicláveis em geral, como plástico, vidro e metais, móveis e eletrodomésticos sem utilidades.

    A iniciativa da Sesp não aceita podas de árvores e nem entulho de obras. Para dispensar esses tipos de materiais o cidadão deve procurar um Ponto Ecológico de Entrega Voluntária (EcoPEV) mais próximo da residência. Na sede, estão localizados nos bairros Gleba C, na Rua Corpo Santo; Ponto Certo, na Avenida Industrial Urbana; Natal, na Rua Bela Vista; e no Nova Vitória, na Rua Padre Paulo Maria Tonucci.

    Com o lixo domiciliar, que também não é retirado pela coleta seletiva, o morador deve acondicioná-lo adequadamente, de modo a não proporcionar risco aos agentes de limpeza para, só então, descartá-lo na coleta diária realizada pelo caminhão da apanha, que, na sede, circula a partir das 19h, e é feita pela Naturalle Resíduos, empresa responsável pelo serviço no município.

    Informações ou esclarecimentos relativos à limpeza urbana na cidade, ou sobre o Projeto Cata Bagulho, podem ser obtidos pelo Disque Limpeza Urbana. O canal de comunicação atende pelo aplicativo WhatsApp, somente por mensagem de texto, através do número (71) 99951-0191, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

  • Mercado espera que dólar caia para R$ 5,20 até o fim do ano

    A previsão do mercado financeiro é de que o dólar terminará o ano de 2024 cotado a R$ 5,20. A informação faz parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central (BC), em Brasília. O estudo semanal traz a mediana das estimativas de instituições financeiras para a economia do país no ano e também para os próximos três anos.

    Há quatro semanas, a expectativa era de uma taxa de R$ 5,05 no fim do ano. Já a previsão atual de R$ 5,20 repete o indicado na edição do Focus divulgada na segunda-feira passada (1º) e situa o valor da moeda americana abaixo do patamar atual de negociação. Na semana passada, o dólar fechou cotado a R$ 5,46. Poucos dias antes, em 2 de julho, o dólar tinha fechado o pregão em R$ 5,66.

    O comportamento da moeda americana frente ao real influencia diretamente o desempenho da economia brasileira. Com o câmbio desvalorizado, ou seja, alta da moeda estrangeira, bens importados ficam mais caros, o que pressiona a inflação para cima. No entanto, favorece as exportações porque deixa os produtos brasileiros mais em conta no exterior.

    Por outro lado, a moeda valorizada – queda na taxa – faz com que produtos importados fiquem mais baratos no país, o que pode ser um alívio para a inflação. Mas pode ser prejudicial à indústria nacional, que precisa concorrer com produtos estrangeiros que ficam com os preços mais competitivos.

    De acordo com o Boletim Focus, as instituições financeiras esperam que 2024 e 2025 também terminem com dólar cotado a R$ 5,20.

    Inflação

    Em relação à inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado o índice oficial de inflação do país – os agentes econômicos ouvidos pelo BC aumentaram a previsão pela nona vez seguida. A estimativa é de o IPCA fechar 2024 em 4,02%. A projeção da semana passada era de 4%; e há quatro semanas, 3,90%.

    Para 2025, o Focus desta semana aponta elevação na projeção de 3,87% para 3,88%. Os dados de 2024 e de 2025 estão dentro do intervalo da meta de inflação do Banco Central, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Atualmente o IPCA acumulado em 12 meses é de 3,93%. A próxima divulgação, referente a junho, acontece na quarta-feira (10).

    Juros

    A inflação projetada pelo Focus é um dos fatores observados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir a taxa básica de juros do país – a Selic – que serve de referência para todas as demais operações de crédito.

    O Copom faz reuniões a cada 45 dias para decidir sobre a taxa básica de juros. A última reunião foi em 19 de junho. Este ano acontecem mais quatro encontros do órgão.

    Atualmente, a Selic está em 10,5%. O mercado acredita que seguirá nesse patamar até o fim do ano. Para 2025, a estimativa é a Selic terminar em 9,50%. Para 2026 e 2027, o Focus projeta 9%.

    O nível da Selic é um dos fatores mais importantes para o desempenho da economia. A taxa em patamar elevado é considerada anti-inflacionária, pois deixa as operações de crédito mais custosas, desestimulando o consumo. No entanto, o freio na atividade econômica tem potencial para esfriar a economia e desestimular a geração de emprego.

    Já a taxa em níveis reduzidos é um incentivo para a obtenção de crédito e favorece o investimento, gerando emprego e renda. Porém, esse incremento de renda pode se refletir em pressão inflacionária.

    PIB

    Pela segunda semana seguida, o mercado elevou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país). As instituições ouvidas pelo Boletim Focus acreditam que 2024 terá crescimento do PIB de 2,10%. Na semana passada, a estimativa era de 2,09%, mesmo nível de quatro semanas atrás.

    Para o ano que vem, o mercado espera crescimento de 1,97%, projeção abaixo da semana passada (1,98%) e de quatro semanas atrás (2%).

    Agência Brasil

  • Petrobras reajusta em 7,12% preço da gasolina para distribuidoras

    A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) que aumentará em R$ 0,20 o preço do litro da gasolina a partir desta terça-feira (9). Com o reajuste, de 7,12%, o preço de venda da gasolina para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,01 por litro.

    O impacto no preço da gasolina vendida ao consumidor final, que tem 27% de etanol em sua composição, deverá ser de R$ 0,15 por litro. No entanto, o valor cobrado pelos postos de combustível depende de cada varejista, uma vez que ainda são incluídos no valor as margens de lucro do comerciante e da distribuidora, além dos custos associados ao transporte.

    Segundo a Petrobras, esse é o primeiro reajuste da gasolina neste ano. A última vez que a estatal havia modificado o preço do produto havia sido em 21 de outubro de 2023, quando houve redução de 4%. O último aumento ocorreu em 16 de agosto daquele ano (16%).

    GLP

    A Petrobras também anunciou aumento do preço do gás de cozinha (GLP), que subirá R$ 3,10 por botijão de 13h kg (9,81%) e passará a custar R$ 34,70. O último ajuste no preço do gás de botijão havia sido feito em 1º de julho de 2023, quando houve queda (-3,9%). O último aumento (24,9%) havia sido feito em 11 de março de 2022.

    Agência Brasil

  • Cajazeiras recebe 3ª edição do Tabuleiro Cultural neste sábado (13)

    Cajazeiras recebe 3ª edição do Tabuleiro Cultural neste sábado (13)

    Com o objetivo de promover a arte e a cultura do bairro de Cajazeiras, o Tabuleiro Cultural celebra sua 3ª edição no Espaço Cultural Boca de Brasa Cajazeiras, neste sábado (13) com uma variedade de linguagens artísticas a partir das 18 horas.
    “O Tabuleiro Cultural é uma proposta do segmento Artes Integradas para a montagem de uma mostra artística, em três edições. As duas primeiras foram realizadas no mês de junho e agora teremos a terceira edição que é a culminância de nosso projeto. Ao longo das edições contamos com Mestre de Cerimônias, Musicistas, Poetas e Artistas Visuais.  Tabuleiro Cultural é uma iniciativa que tem a intenção de valorizar as artes e os artistas de Cajazeiras e promover a democratização do acesso à arte e cultura”, afirma o produtor Davi Assunção.
    O Tabuleiro Cultural foi contemplado pelo edital Territórios Criativos, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal.
    “Com o objetivo de criar um circuito de arte na periferia, em especial no bairro de Cajazeiras, a programação conta com performances musicais, visuais e a poesia tem um papel. A noite de sábado (13) vai contar com a participação dos artistas Naira Bispo, A Soma, JACA (Juventude Ativista de Cajazeiras), Cairo Poeta e Maria Rita Gomes”, acrescenta a diretora artística Manuela Sampaio.
    A entrada é gratuita e você pode conferir tudo no perfil @tabuleiro.cultural
    Fotos: Manuela Ferreira
  • Polícia do Rio investiga crimes cibernéticos contra bancos

    Polícia do Rio investiga crimes cibernéticos contra bancos

    Policiais civis do Rio de Janeiro prenderam, nesta segunda-feira (8), três pessoas suspeitas de praticar crimes cibernéticos contra agências bancárias. Segundo a Polícia Civil, eles seriam integrantes de uma organização criminosa que age em todo o país.

    O esquema funcionava com o apoio de funcionários de agências bancárias e trabalhadores terceirizados, que instalavam dispositivos eletrônicos falsificados na rede do banco.

    Com isso, o grupo criminoso conseguia acessar o sistema bancário e realizar operações como trocas de biometria, de foto e de documentos dos clientes, para que pudessem furtar dinheiro.

    Agência Brasil

  • Temperaturas baixas faz aumentar em 25% cirurgias de catarata e refrativas

    Temperaturas baixas faz aumentar em 25% cirurgias de catarata e refrativas

    O frio chegou e no inverno deste ano promete ter frentes frias mais intensas, segundo o site do Climatempo. Além de agasalhos e alimentos quentes, outra busca costuma aumentar nessa estação: procedimentos cirúrgicos. Levantamento realizado pelo Oftalmos – Hospital de Olhos, em Santa Catarina, revela que o número de cirurgias de catarata e refrativas no inverno aumentam em 25%, em comparação ao verão.

    ”O aumento se dá devido às condições climáticas serem mais favoráveis para a recuperação dos pacientes nessa época do ano”, explica médico Dr. Fernando Ramalho, especialista em cirurgia refrativa no Oftalmos – Hospital de Olhos, em Santa Catarina. “No inverno, as pessoas costumam ficar mais em casa e, com isso, procuram corrigir problemas que, fenotipicamente, deixam a autoestima baixa, isso quando não afeta a saúde do indivíduo, como doenças oculares”, complementa o médico.

     

    Cirurgia de catarata
    A catarata, caracterizada pela opacificação do cristalino do olho, é uma das principais causas de cegueira no mundo. A cirurgia é indicada para todos os estágios da doença e consiste na retirada do cristalino (lente natural do olho), para implantação de uma lente intraocular. O método de facoemulsificação é o mais utilizado, no qual é feita uma pequena incisão no olho, fragmentando o cristalino opaco em pequenos pedaços, que são aspirados imediatamente. O Oftalmos é o único hospital da região que também realiza cirurgia de catarata com laser de femtossegundos, responsável por enviar imagens em tempo real, que faz as incisões necessárias e a fragmentação da parte interna do cristalino. Em seguida, o cristalino é retirado e substituído por uma lente.
    “A recuperação em climas mais frios tende a ser mais confortável para o paciente, além da menor exposição ao sol permitir a redução do desconforto e a sensibilidade pós-operatória”, diz Ramalho.

     

    Cirurgias refrativas
    As cirurgias refrativas corrigem erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, proporcionando uma alternativa aos óculos e lentes de contato. Nessa cirurgia, o método mais eficaz é feito com a utilização do excimer laser, que possui duas técnicas básicas de aplicação: PRK e LASIK. Na PRK, é feita a remoção do epitélio, para ser aplicado o laser. Já na técnica LASIK, é feita uma incisão na córnea que permite levantá-la, como uma tampa, facilitando o acesso do laser à aplicação direta na córnea. No Oftalmos, esse método é realizado com o laser de femtossegundos.
    “A redução nas atividades ao ar livre e a menor exposição à luz intensa tornam o período de inverno ideal para a recuperação pós-cirúrgica. No frio os pacientes tendem a ter menos complicações”, finaliza Ramalho.

     

  • Obesidade: em 20 anos, o problema pode afetar metade dos brasileiros, diz estudo

    Obesidade: em 20 anos, o problema pode afetar metade dos brasileiros, diz estudo

    De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a obesidade deve fazer parte da vida de quase metade da população brasileira adulta nos próximos 20 anos. Segundo os pesquisadores, se as tendências atuais forem mantidas, 48% dos adultos serão obesos até 2044 (83 milhões de pessoas), e outros 27% terão sobrepeso (47 milhões). O estudo mostra que a obesidade quase dobrou de 2006 para 2019, atingindo 20,3% da população adulta do país. Hoje, 34% dos brasileiros têm obesidade e 22% estão acima do peso. “Infelizmente ainda estamos vivendo um estilo de vida que não favorece a atividade física e contribui para o aumento da obesidade. As pessoas passam o dia sentadas, no computador, usando telefone para tudo. O estilo mais virtual retirou da rotina alguns pequenos hábitos, que representavam atividades de gasto energético. Coisas que na maioria das vezes poderíamos fazer caminhando, ou até pedalando”, explica Luiz Evandro, Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness.

    O estudo aponta uma série de medidas que podem ser tomadas para enfrentar essa crescente epidemia de obesidade. A primeira delas é o tratamento de casos existentes de obesidade dentro do sistema de saúde, evitando também que casos de sobrepeso evoluam para obesidade. As orientações também incluem a prevenção do sobrepeso e da obesidade em todas as faixas etárias por meio de escolhas alimentares saudáveis. Escolhas alimentares saudáveis incluem o consumo de alimentos frescos e minimamente processados.

    “Para quem quer começar a se exercitar, a dica é iniciar por uma modalidade menos intensa e com um acompanhamento profissional, para familiarização e aprendizagem, além de exercícios de fortalecimento muscular. Cuidar da alimentação também é fundamental”, finaliza o especialista da Rede Alpha Fitness.

    Crédito foto obesidade: Freepik