Dia: 12 de fevereiro de 2025

  • Relacionamento de Wanessa Camargo e Dado Dolabella chega ao fim; cantora confirma a informação

    Relacionamento de Wanessa Camargo e Dado Dolabella chega ao fim; cantora confirma a informação

    A cantora Wanessa Camargo confirmou o fim de seu relacionamento com o ator Dado Dolabella. A revelação ocorreu após o show de Shakira, realizado na noite da última terça-feira (11), no Rio de Janeiro. A artista assistiu a apresentação com amigos, mas sem Dado.

     

    “É isso, sim, mas ninguém está pronto para saber ainda”, declarou Wanessa ao portal Leo Dias. Segundo ela, a decisão era de conhecimento apenas do casal. “Ninguém da minha família sabe, meus filhos”, acrescentou.

     

    Este é o segundo término do casal desde a retomada do relacionamento, que aconteceu em 2022, após 18 anos separados. No início deste ano, pouco depois da saída da cantora do “BBB 24”, eles chegaram a se afastar temporariamente.

     

    “Tive essa atitude (de pedir um tempo no relacionamento) pelo turbilhão de informações que recebi (ao sair do ‘BBB’). Não conseguia processar. Precisava ter tempo para olhar o que foi dito e tomar minha própria decisão”, explicou Wanessa em entrevista ao jornal Extra na época. Após um período de afastamento, os dois decidiram reatar.

     

    O casal viveu um longo intervalo antes da reconciliação. Durante esse período, ambos tiveram novos relacionamentos e constituíram famílias. “Foram 18 anos sem contato. É muito louco para nós dois também. O reencontro trouxe sentimentos adormecidos e que voltaram com uma força surreal”, relatou a cantora.

     

    Dado Dolabella e Wanessa Camargo assumiram publicamente a retomada do romance em outubro de 2022. 

    Bahia Notícias

  • Justiça é negligente em casos de tortura a adolescentes, diz CNJ

    Justiça é negligente em casos de tortura a adolescentes, diz CNJ

    Um adolescente de 15 anos é acusado de roubo, com uso de arma falsa. Ele participa de audiência na Justiça de maneira virtual. E diz à juíza responsável que, no momento da apreensão, um sargento da Polícia Militar (PM) o agrediu com uma garrafada na cabeça e um tapa no rosto.

    O adolescente mostra o hematoma e afirma que não entrou em luta corporal com o PM, nem tentou resistir à apreensão. “Ele disse que não gostou da minha cara e começou a me bater.”

    Apesar de o adolescente dizer que pode reconhecer o agressor, de as lesões serem visíveis e de existir um laudo do Instituto Médico-Legal (IML), nenhum dos atores do sistema de justiça presentes – juíza, promotor, defensora e assessora da juíza – mobilizou-se para investigar o policial.

    O caso é destacado na pesquisa Caminhos da Tortura na Justiça Juvenil Brasileira: O Papel do Poder Judiciário, feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre setembro de 2023 e setembro de 2024 em seis unidades federativas representativas das cinco regiões do país. Segundo a assessoria de imprensa do CNJ, as unidades federativas não foram identificadas na pesquisa por conta da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    A pesquisa busca compreender como ocorre a tortura contra adolescentes acusados de cometer delitos, quem são os responsáveis pelas agressões e como agem os magistrados nesses casos. A pesquisa focou nas audiências de apresentação, que funcionam da mesma maneira como as audiências de custódia para os adultos.

    Os pesquisadores observaram 185 audiências de apresentação nas seis unidades federativas. Em apenas 38% das audiências, os magistrados perguntaram aos adolescentes como foram feitas as abordagens e apreensões. E, em 18,9% dos casos, perguntaram diretamente sobre tortura ou maus-tratos. Ou seja, a minoria segue os procedimentos da Resolução 414/2021 do CNJ. Desse total de audiências, foram feitas 23 denúncias de tortura.

    “Os adolescentes se sentem à vontade para falar que houve algum tipo de violência policial quando os magistrados (as) dão espaço para o adolescente falar. Espontaneamente, é muito raro o adolescente falar de tortura e/ou maus-tratos (apenas cinco casos em todas as 185 audiências observadas, o que corresponde a 2,7% dos casos)”, diz um trecho da pesquisa.

    Segundo a pesquisa, o tema da tortura aparece muito pouco nas audiências de apresentação porque os juízes não perguntam diretamente ao adolescente, não há preocupação em estabelecer escuta ativa e acolhedora, com vocabulário acessível, e porque os jovens têm medo de retaliações e perseguições.

    A pesquisa revela que, em 91,3% das denúncias, os autores da violência foram policiais militares e que, em apenas nove das 23 denúncias de tortura, o caso foi encaminhado às autoridades, como o Ministério Público, a Polícia Judiciária e órgãos administrativos de correição.

    Pela Lei 9.455/97, que trata da criminalização efetiva da tortura, a pena para esse crime é reclusão de dois a oito anos. A pena pode ser aumentada de um sexto até um terço, se o crime for cometido por agente público e se for contra criança ou adolescente. O crime de tortura é inafiançável, não pode ser alvo de graça ou anistia, e a pena deve ser cumprida em regime fechado.

    Torturas e maus-tratos

    Os pesquisadores verificaram situações de tortura que deixaram marcas aparentes nos corpos dos adolescentes, além de consequências no estado de saúde mental. Na maioria dos casos, as agressões ocorrem durante abordagem ou apreensão do jovem e no deslocamento até a delegacia.

    Os tipos de violência relatadas pelos adolescentes foram socos, chutes, asfixia, tapas, choques, afogamentos e atropelamentos. Foram usados mãos, pés, cassetetes, armas de fogo, alicates, teasersspray de pimenta, paus e veículos automotores. Alguns disseram ter ficado longos períodos dentro do porta-malas da viatura, mesmo depois de chegar à delegacia, e ter passado mal com o calor e a falta de ar. Além das ameaças diretas de morte, eles denunciaram de ameaças contra familiares, perseguições e flagrantes forjados.

    Nas delegacias, foram relatadas condições insalubres das celas, ausência de banheiro, colchão ou cobertas, falta de alimentação e água potável. Também houve longos períodos sem comer, com a proibição de receber alimentos dos familiares. Adolescentes do sexo feminino relataram condições precárias em relação à higiene menstrual e a proibição de usar o banheiro na delegacia, além de revista íntima vexatória.

    Mesmo com esses relatos, em apenas uma das 185 audiências, os magistrados analisaram o exame de corpo de delito. De acordo com o estudo, isso ocorre porque o juiz não pergunta sobre o exame, que pode não ter sido realizado ou não chegou a tempo para os autos do processo. E, mesmo com o relato de tortura por parte dos adolescentes, “não há garantia de que o (a) magistrado (a) analisará o laudo, ou mesmo requererá acesso ao laudo”.

    Das 23 denúncias de tortura, em apenas oito, o juiz solicitou durante a audiência que o caso fosse registrado em ata de forma explícita. Em dez casos, a denúncia de tortura não foi encaminhada aos órgãos competentes.

    Perfil

    Em 88,1% das 185 audiências de apresentação pesquisadas, o adolescente era do gênero masculino, em 11,4%, feminino, e 0,5% (um caso) era trans. Quanto à raça ou cor, 51,9% eram pretos, 36,2%, pardos; e 10,3%, brancos. Somando pretos e pardos, são 88,1% adolescentes negros. Em 60% dos casos, os jovens tinham de 15 a 17 anos no momento da audiência.

    Em 16,8% das audiências, os acusados estavam desacompanhados de responsáveis. A mãe foi a principal acompanhante (58,9%), seguida do pai (14%). Outros parentes do gênero feminino (avós, tias, irmãs, e curadoras especiais) aparecem na sequência. As acompanhantes do sexo feminino são a maioria: 67,6%. Em 8,6% dos casos, o adolescente tinha mais de um acompanhante.

    Sobre a forma de apreensão, em 69,2% das situações, houve flagrante. Em 15,7%, os adolescentes foram liberados na delegacia com data marcada para a audiência e 8,6% foram apreendidos por mandado de busca e apreensão.

    As principais acusações foram roubo (35,7%), atos associados à Lei de Drogas (Lei 11.343/2006 (17,3%) e furtos (11,9%). No momento das audiências de apresentação, 38,4% dos adolescentes confessaram o ato infracional, 51,9% negaram e 9,7% ficaram em silêncio.

    Audiências de apresentação

    Após a apreensão do adolescente, são previstas apenas duas audiências e, em regra, em apenas uma, ele é ouvido: na primeira fase do processo de apuração do ato infracional, quando se apresenta ao juiz. Nesse momento, é decidida a decretação ou manutenção da internação, e o adolescente tem o direito de ser acompanhado dos pais e de um advogado.

    As regras referentes à audiência de apresentação são estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O momento é considerado o ideal para verificar legalidade da apreensão e se houve respeito aos direitos fundamentais do adolescente, mas muitos problemas foram verificados pela pesquisa nessa etapa.

    O primeiro problema diz respeito à data da audiência, cuja marcação pode variar de 48 horas até 20 dias depois do momento da apreensão. Enquanto, em alguns lugares, o adolescente é apresentado imediatamente ao juiz, em outros, fica vários dias na delegacia antes disso.

    Outra questão é o tempo de duração. Em 38% das audiências, a duração foi de menos de 10 minutos; em 33%, de 10 a 20 minutos; em 28%, mais de 20 minutos. Para os pesquisadores, menos de 20 minutos (o que corresponde a 71% dos casos) é um tempo inviável para cumprir a proteção integral do adolescente e do processo.

    Também é questionado o formato das audiências: 80% ocorreram de forma virtual. A modalidade é permitida desde 2020, por causa da pandemia da covid-19, mas atualmente não é considerada a ideal pelos pesquisadores. “Percebemos, ao longo das observações, que a audiência virtual prejudica a garantia de defesa do (a) adolescente, principalmente no contato com a defensoria pública e na compreensão da audiência por parte dele (a) e de sua família”, diz o estudo. Problemas de conexão e de perda de privacidade do adolescente também foram observados.

    Conclusões

    A pesquisa do Conselho Nacional de Justiça conclui que a tortura no sistema de justiça juvenil é rotineira, mas silenciada por falta de apuração e responsabilização dos agressores, o que indica omissão e conivência da Justiça.

    “É imperativo que o Estado brasileiro, em especial o Poder Judiciário, abandone a inércia e adote uma postura ativa e incisiva na proteção dos direitos fundamentais de adolescentes a quem se imputa a prática de atos infracionais”, diz trecho do estudo.

    “A negligência institucional diante dessa realidade compromete não apenas a integridade física e psicológica dos (as) adolescentes como também a própria missão constitucional de proteção integral que deve guiar a atuação da magistratura brasileira. A Justiça Juvenil precisa ser reformada de maneira que a tortura deixe de ser tolerada e se torne inadmissível em todas as suas formas”, concluem os pesquisadores.

    Agência Brasil

  • Confira a numeração fixa do Vitória para a temporada 2025

    Confira a numeração fixa do Vitória para a temporada 2025

    O Vitória adotou a numeração fixa para a temporada 2025. Desde o jogo contra Sousa-PB, pela 2ª rodada da Copa do Nordeste, os jogadores do Leão estão usando os números que os acompanharão durante as disputas da Copa Sul-Americana, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, além do Nordestão. Apenas no Campeonato Baiano o Rubro-Negro não adotará numeração fixa.

     

    A lista conta com jogadores que seguem os mesmos números que já usavam no ano passado, como Matheuzinho vestindo a 30, Lucas Arcanjo com a 1, Neris com a 77, entre outros. A 10 ficou com Wellington Rato e a camisa 9 ainda não tem dono. Jogadores que atuaram como centroavante do Vitória neste ano foram Janderson, que está com a 39, Fabri, que está com a 23, e Carlinhos, número 99.

     

    Confira a numeração fixa do Vitória para 2025

     

    1 – Lucas Arcanjo
    2 – Claudinho
    3 – Zé Marcos
    4 – Wagner Leonardo
    5 – Lucas Halter
    6 – Hugo
    7 – Gustavo Mosquito
    8 – Ronald
    10 – Wellington Rato
    11 – Osvaldo
    14 – Dionísio
    17 – Thiaguinho
    18 – Kauan
    21 – Gabriel
    22 – Lucas Braga
    23 – Fabri
    26 – Edenílson
    27 – Raúl Cáceres
    28 – Ricardo Ryller
    29 – Willian Oliveira
    30 – Matheuzinho
    35 – Fintelman
    37 – Bruno Xavier
    39 – Janderson
    43 – Edu
    44 – Gabriel Baralhas
    62 – Pablo
    77 – Neris
    83 – Jamerson
    88 – Emerson Buiu
    96 – Carlos Eduardo
    97 – Val Soares
    99 – Carlinhos

    Bahia Notícias
  • TCU decide liberar pagamentos do programa Pé-de-Meia

    TCU decide liberar pagamentos do programa Pé-de-Meia

    O plenário do Tribunal de Contas de União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (12) liberar os pagamentos do programa Pé-de-Meia que estavam bloqueados. O programa é promovido pelo governo federal para estimular a permanência de estudantes do ensino médio na escola.

    O tribunal também concedeu ao governo federal prazo de 120 dias para regularizar o programa e inserir os gastos no Orçamento de 2025, que ainda está em tramitação no Congresso.

    O TCU aceitou um recurso do governo federal para liberar os repasses. Em janeiro deste ano, o ministro Augusto Nardes determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões dos R$ 13 bilhões previstos para o programa em 2025. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a revisão da decisão.

    Durante a sessão, Nardes manteve o entendimento de que os recursos devem estar no Orçamento da União e disse que a falta de previsão afronta os “princípios legais que regem as contas públicas”.  Contudo, o ministro reconheceu que o programa não pode continuar suspenso e prejudicar os beneficiários. O entendimento pela liberação foi seguido pelos demais ministros.

    A legislação que criou o Pé-de-Meia estabelece que o programa seja financiado por meio do Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem), gerido pela Caixa Econômica Federal. O fundo pode ser abastecido tanto com recursos do Orçamento do ano vigente como por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).

    Na liminar proferida em janeiro, Nardes acatou ação do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), que alegava que os valores utilizados para o crédito do programa estavam fora do Orçamento porque, ao não passarem pela conta única do Tesouro Nacional, os recursos dos fundos burlavam o limite de gastos do arcabouço fiscal, que restringe o crescimento dos gastos a 70% do crescimento real (acima da inflação) da receita no ano anterior. Em sessão plenária ainda em janeiro, o TCU manteve decisão do ministro Augusto Nardes.

    Pé-de-meia

    Lançado em novembro de 2023, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional voltado a estudantes matriculados no ensino médio público beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

    Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante recebe o pagamento de incentivo mensal, no valor de R$ 200, dinheiro que pode ser sacado a qualquer momento.

    No caso da educação de jovens e adultos, ao comprovar matrícula, o estudante recebe um incentivo de R$ 200, além de incentivo mensal de R$ 225 pela frequência, ambos disponíveis para saque.

    O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído. O dinheiro só pode ser retirado da poupança após a formatura no ensino médio.

    Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores chegam a R$ 9,2 mil por aluno.

    Agência Brasil

  • Relatório indica que RJ vive escalada da violência neste início de ano

    Relatório indica que RJ vive escalada da violência neste início de ano

    Um novo relatório divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Fogo Cruzado revela que municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro tiveram um aumento no número de tiroteios, mortos, feridos, vítimas de balas perdidas e baleados em roubos no primeiro mês do ano de 2025. O documento descreve a situação como “uma explosão na violência armada”.

    No mês passado, 181 pessoas foram baleadas, dos quais 79 morreram. É um cenário significativamente mais violento do que o registrado em janeiro de 2024. O número de baleados cresceu 79% em relação aos 101 contabilizados no início do último ano. Já os óbitos tiveram alta de 36% frente 58 registros de janeiro de 2024.

    Já na comparação com o mês anterior, observou-se aumento de 42% nos tiroteios, de 1% nas mortes e 70% na quantidade de feridos: dezembro de 2024 acumulou 195 tiroteios, 78 mortos e 60 feridos.

    Um dos dados que chama atenção é o elevado número de vítimas de balas perdidas: foram 26, das quais sete morreram. É um recorde quando se compara com os meses de janeiro dos últimos nove anos.

    O número de baleados em roubos ou tentativas de roubo na região metropolitana do Rio de Janeiro é outro indício de uma escalada na violência. Foram 25, o maior registro desde 2020. Entre essas vítimas, oito morreram.

    Brasília (DF), 12/02/2025 - Arte para a matéria Relatório indica que RJ vive escalada da violência nesse início de ano. Arte/Agência Brasil
    Arte/Agência Brasil

    “Ainda que seja necessário ter certa cautela para analisar os dados do primeiro mês do ano, por ser um período curto de tempo, nós vemos com grande preocupação a alta nos indicadores”, afirma Carlos Nhanga, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro. Segundo ele, a violência armada é dinâmica e alterações no volume das ocorrências não podem ser atribuídas a um único fator.

    Nhanga, no entanto, vê falhas nas políticas de segurança pública. “Enquanto os grupos armados diversificam suas formas de atuação, o poder público insiste na velha e falha tática de confronto, colocando a população na linha de tiro”, acrescenta. Ele pontua que os dados levantados contribuem para uma melhor compreensão do cenário e uma busca por soluções para preservar a vida da população.

    O Fogo Cruzado surgiu inicialmente como um aplicativo desenvolvido pela Anistia Internacional e lançado em 2016 para monitoramento de tiroteios e os impactos deles na região metropolitana do Rio de Janeiro. Foi sendo aprimorado, convertendo-se em uma plataforma capaz de reunir diversos indicadores sobre violência armada. Em 2018, o projeto passou a ter uma gestão independente, e, com o tempo, o monitoramento se estendeu para algumas outras regiões do país. Para fornecer informações que possam auxiliar o planejamento de políticas de segurança pública eficazes, o Fogo Cruzado apresenta relatórios periódicos e levantamentos eventuais.

    Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Sesp) informou em nota que não fará comentários sobre dados não oficiais. A pasta afirmou não ter conhecimento sobre a metodologia utilizada para a elaboração do relatório. “A fonte das informações oficiais é o Instituto de Segurança Pública (ISP). Em relação à letalidade violenta, segundo o ISP, o Rio de Janeiro tem registrado uma queda nos índices, reflexo das ações estratégicas implementadas pelas autoridades de segurança pública”, registra a nota.

    A Sesp disse ainda que tem intensificado as ações no combate ao crime organizado para impedir o crescimento territorial de facções criminosas. “O objetivo é conter o avanço desses grupos, que buscam conquistar novos territórios para expandir suas atividades ilícitas, como tráfico de drogas, extorsão e controle sobre comunidades. Além disso, a Secretaria busca apoio do governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, para monitorar o deslocamento de criminosos de outros estados e a entrada de armamentos ilegais no Rio de Janeiro”, acrescenta o texto.

    Outros indicadores

    O relatório do Fogo Cruzado também contabiliza oito agentes de segurança mortos no mês passado. É o maior número registrado para o mês de janeiro desde 2018, quando houve 12 óbitos.

    Ao todo, foram registrados pelo Instituto Fogo Cruzado 277 tiroteios ou disparos de arma de fogo no último mês na região metropolitana do Rio. O número revela aumento de 30% nos registros em comparação com janeiro de 2024, quando foram contabilizadas 213 ocorrências.

    A proporção de tiroteios ocorridos em ações e operações policiais também cresceu. Foram 42% no mês passado, acima dos 34% registrados em janeiro de 2024.

    No recorte por municípios, a capital fluminense respondeu por 193 tiroteios (69,8% do total), 43 mortos (54,4% do total) e 67 feridos (65,7% do total). As ocorrências nas cidades de São Gonçalo, São João de Meriti, Duque de Caxias e Nova Iguaçu contribuíram para incrementar os registros. Em cada uma delas, houve ao menos nove tiroteios e juntas elas responderam por 26,6% dos óbitos. Na capital, os bairros mais afetados pela violência armada foram Complexo do Alemão, Vila Isabel, Penha, Bangu e Santa Cruz.

    Agência Brasil

  • Começa convocação de estudantes em lista de espera do Sisu

    Começa convocação de estudantes em lista de espera do Sisu

    Os candidatos selecionados pela lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025 começaram a ser convocados nesta quarta-feira (12) pelas instituições públicas de ensino superior participantes do programa. A maioria das instituições é da rede federal (universidades públicas e institutos federais), o que significa que o estudante não precisa pagar mensalidade para estudar no local.

    O Ministério da Educação (MEC) esclarece que não publica lista de espera do programa. A convocação para efetiva matrícula dos candidatos é de responsabilidade das próprias instituições de ensino, que devem publicar, na internet, a lista de espera, por curso, turno, local de oferta e modalidade de concorrência. Por isso, os candidatos devem acompanhar a sequência das convocações dessa lista de espera diretamente na instituição de ensino pela qual manifestaram interesse.

    Cada universidade participante deverá publicar um edital próprio com a definição sobre o preenchimento das vagas restantes e sobre os próprios calendários acadêmicos.  As regras da lista de espera estão no edital do Sisu 2025.

    De acordo com Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Sisu, as convocações dos inscritos na lista de espera podem ser feitas até 30 de setembro deste ano. O prazo estendido tem o objetivo de viabilizar as convocações tanto para cursos com início de aulas no primeiro semestre, como para aqueles previstos para o segundo semestre de 2025.

    Quem pôde se inscrever

    Somente puderam se inscrever nesta lista do Sisu os estudantes não foram selecionados na chamada regular em nenhuma das duas opções de cursos e universidades, feitas no período regular de inscrição do Sisu, encerrado em janeiro.

    Agora, na fase iniciada nesta quarta-feira, a convocação da lista segue a ordem de classificação da chamada regular, mas considera apenas os candidatos que manifestaram interesse na lista de espera até 31 de janeiro.

    O Sisu

    O Sistema de Seleção Unificada permite que os candidatos escolham e concorram gratuitamente, com uma única inscrição, a vagas em diversas universidades de forma gratuita, a partir dos resultados obtidos pelo estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo da política pública é ampliar o acesso a universidades públicas de qualidade.

    Antes de 2024, o MEC realizava duas edições do Sisu a cada ano. Desde o ano passado, o Sisu passou a ser realizado em edição única. No processo seletivo único anual, as instituições públicas de ensino superior podem disponibilizar vagas para cursos de graduação cujo início das aulas seja no primeiro ou segundo semestre do ano.

    Em 2025, estão sendo ofertadas 261.779 vagas para 6.851 cursos de graduação em 124 instituições públicas de ensino superior de todo o país.

    O MEC esclarece, ainda, que a edição do Sisu de 2025 teve 254.899 candidatos aprovados, sendo 128.691 na ampla concorrência, 111.655 na modalidade de cotas e 14.553 por meio de ações afirmativas das próprias instituições de ensino superior.

    Agência Brasil

  • Bahia amplia Educação Integral da rede estadual com novos investimentos em 2025

    Bahia amplia Educação Integral da rede estadual com novos investimentos em 2025

    A Educação em Tempo Integral tem se consolidado como uma das principais estratégias da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) para fortalecer o ensino público. Este ano, a rede estadual conta com mais de 135 mil estudantes matriculados nessa modalidade de ensino, o que representa um aumento de 42% em relação a 2024.  Os números refletem o avanço da política educacional que visa ampliar as oportunidades de aprendizagem e garantir um ensino mais qualificado.
    A superintendente de Política para a Educação Básica, Helaine Souza, destaca a importância dessa oferta na rede estadual. “A política da Educação Integral fala diretamente da vida das pessoas. Quando ampliamos a jornada escolar com o tempo integral, aumentamos as oportunidades dos estudantes aprenderem e se desenvolverem de forma plena. Este ano, as matrículas no Tempo Integral tiveram um acréscimo significativo. Este é um pacto com a sociedade que melhora o desenvolvimento da Bahia, a vida das pessoas e garante a esses estudantes todas as potencialidades que a educação e a escola pública têm”.
    Para garantir a ampliação da Educação Integral, o Governo do Estado tem investido fortemente na infraestrutura escolar. Para o período de 2023 a 2025, o orçamento destinado à Educação é estimado em R$ 9,2 bilhões, possibilitando uma série de melhorias na rede estadual, incluindo a construção de 244 novas unidades escolares, sendo 76 já entregues; 58 em fase de conclusão; 90 em execução ou a iniciar e; 20 em fase de licitação. Além disso, 146 unidades escolares foram ampliadas e 155, modernizadas. São intervenções que contribuem para a melhoria das condições de ensino, proporcionando aos estudantes um ambiente mais adequado ao aprendizado e à permanência na escola.
    Sobre a Educação Integral – A expansão desse modelo educacional está alinhada ao Programa Escola em Tempo Integral, lançado em 2023 pelo Governo Federal, que busca fomentar a ampliação das matrículas na Educação Básica com apoios técnico e financeiro, beneficiando principalmente os estudantes em maior situação de vulnerabilidade social. Na Bahia a Educação em Tempo Integral é regida pela Lei Estadual nº 14.359/2022 e regulamentada pelo Decreto Estadual nº 21.469/2022 e Portaria nº 1.475/2022. A implementação dessa política ocorre por meio do Programa de Educação Integral (ProEI), que faz parte dos dez compromissos para fortalecer a escola pública, dentro do Programa Todos pela Escola.
    Fotos: Emerson Santos
  • Referência em alta complexidade, Hospital Ana Nery amplia atendimento com novos leitos de UTI

    Referência em alta complexidade, Hospital Ana Nery amplia atendimento com novos leitos de UTI

    A partir desta quarta-feira (12), os pacientes atendidos no Hospital Ana Nery, um dos principais centros de referência em cardiologia, nefrologia e transplantes do Nordeste, contarão com 10 novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) especializados em cuidados cardiovasculares. A ampliação da unidade, que deve chegar a 244 leitos, sendo que 60 UTIs, e também é referência em procedimentos de alta complexidade, como transplantes de rim e coração, foi inaugurada pelo governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado pela secretária de Saúde, Roberta Santana, e outras autoridades.
    “Agora, com esses novos leitos que chegaram, eu fico até emocionada em ver como as coisas estão mudando. Antes, tinha que esperar muito tempo, não tinha a mesma estrutura, e muitas vezes as pessoas que precisavam de cuidados mais intensivos não conseguiam nem ter a chance de um tratamento melhor. Agora, com esses novos leitos, a gente sente um pouco mais de esperança, sabe? Parece que a saúde aqui no interior está sendo mais valorizada. Espero que cada vez mais pessoas possam ser atendidas com mais dignidade, como merecem”, pontuou a dona de casa, Aurenita  Silva, moradora do município Monte Santo.
    Localizado no bairro da Caixa D’Água, em Salvador, com investimento de mais de R$ 3 milhões entre obras e equipamentos, de acordo com a secretária de saúde, Roberta Santana, “são 60 leitos de UTI numa grande e importante unidade de referência para o país, para o Brasil, um reforço importante para a demanda da regulação. Importante também para a expansão na rede em Salvador, mas sobretudo para a região, porque é uma unidade que não só atende Salvador e a região metropolitana, mas todo o estado”, completa.
     “Um reforço dos nossos esforços em investimentos na área de saúde aqui na Bahia. Temos muitos leitos de hospitais particulares que a gente agrega esses leitos ou serviços na rede, para que a gente possa dar vazão à demanda e atender melhor à demanda da população. Esta entrega é um marco da continuidade das ações que estamos realizando na Bahia neste ano. Em abril, retornaremos para entregar mais uma etapa dessa importante ampliação”, ressaltou o governador Jerônimo Rodrigues.
    O Ana Nery é um dos principais centros de referência em cardiologia, nefrologia e transplantes no Nordeste, realizando procedimentos de alta complexidade, como cateterismo, angioplastia, arteriografia e arritmologia, além de transplantes de rim e coração. A unidade atende pacientes de toda a Bahia e, com a nova ampliação, poderá absorver ainda mais casos que necessitam de atendimento intensivo. De acordo com o diretor-geral do Ana Nery, Luiz Carlos Passos, “a partir de hoje a gente aumenta muito a capacidade de receber pacientes para os procedimentos que eles precisam ser realizados. Felizmente, os procedimentos que nós realizamos têm um tempo de internação relativamente curto, dois dias para a hemodinâmica, cinco dias para a cirurgia cardíaca. Então, os procedimentos são fundamentais para aumentar a capacidade instalada que nós temos. Aliás, a gente está sempre atendendo e fazendo a regulação do Estado”, ressalta.
    Além dos novos leitos, a unidade está em fase final de requalificação da hemodinâmica, que deve ser concluída em abril de 2025, ampliando ainda mais a capacidade de diagnóstico e tratamento cardiovascular. Para isso, foram investidos mais de R$ 1,2 milhão em obras, o que reforça ainda mais o compromisso do hospital em oferecer uma infraestrutura moderna e eficiente para o cuidado da saúde da população.
    Balanço na saúde
    O Governo do Estado tem se destacado no setor da saúde com investimentos expressivos, totalizando R$ 22,9 bilhões, entre 2023 e 2025, destinados à construção de novas unidades de saúde, como os oito novos hospitais nos municípios de Jaguaquara, Itaberaba, Jacobina, Salvador e Teixeira de Freitas, além da inauguração de um Centro de Parto Normal (CPN) na Maternidade Albert Sabin, em Salvador.
    A capital baiana também foi palco de importantes inaugurações, como o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, entregue em março de 2024, com um investimento de R$ 1,5 bilhão. Outra grande obra foi a ampliação e reforma do Hospital da Mulher, também entregue em 2024, com um investimento de R$ 53,8 milhões. Além disso, Salvador ganhou o Hospital Estadual Mont Serrat, o primeiro hospital público de cuidados paliativos no Brasil, inaugurado no início desse ano e um investimento de R$ 66 milhões.
    No interior do estado, o investimento também é significativo. Em Teixeira de Freitas, foi inaugurado o Hospital Costa das Baleias em 10 de maio de 2024, com um aporte de R$ 193,3 milhões. Em Juazeiro, a ampliação e reforma do Hospital Regional foi concluída no ano passado, com R$ 70,7 milhões destinados à obra. A cidade de Valença teve no inicio desse ano a autorização da licitação para a construção do Hospital e Maternidade Costa do Dendê, um investimento estimado em R$ 181,2 milhões, sendo R$ 60 milhões provenientes do Governo Federal (Novo PAC) e R$ 121,2 milhões do Governo Estadual.
    Em Camaçari, foi assinada em 2024 a ordem de serviço para a construção da Policlínica Regional de Saúde, com um investimento de R$ 24,4 milhões, sendo R$ 7,4 milhões do estado e R$ 17 milhões do PAC III federal. Além disso, o estado tem investido na melhoria da infraestrutura de ambulâncias, com um total de 514 ambulâncias, somando R$ 134 milhões, e atendendo 317 municípios com 467 entregas para 25 unidades de saúde e 08 entidades. Foram adquiridas também 44 vans TFD (Tratamento Fora de Domicílio), com investimento de R$ 11,8 milhões.
    As policlínicas também têm sido prioridade, com um investimento aproximado de R$ 1,3 bilhão nas unidades já inauguradas. Atualmente, 26 policlínicas regionais de saúde estão em funcionamento, contemplando todas as 28 regiões de saúde e atendendo 11.3 milhões de habitantes em 411 municípios.
  • Federação Baiana de Desportos Aquáticos realiza cerimônia de Melhores do Ano

    Federação Baiana de Desportos Aquáticos realiza cerimônia de Melhores do Ano

    A Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA) realiza nesta sexta-feira (14), às 19h, a tradicional cerimônia de premiação dos Melhores do Ano. O evento ocorrerá no Salesiano Dom Bosco – Paralela, em Salvador, reunindo atletas, treinadores, dirigentes e entusiastas do esporte aquático baiano para homenagear os grandes destaques da temporada.

    Os troféus contemplarão atletas de natação, águas abertas, polo aquático e nado artístico que se destacaram nas competições ao longo do ano de 2024. Além disso, serão reconhecidos treinadores, clubes e personalidades que contribuíram significativamente para o desenvolvimento do esporte no estado.

    Destaques da premiação

    Entre os indicados, destaca-se Celine Souza Bispo, do Yacht Clube da Bahia, que poderá ser nomeada melhor atleta feminina de natação. No masculino, o título de melhor atleta está em disputa entre os principais nomes das competições regionais.

    Nas águas abertas, Ronaldo Zambrano Sánchez e Lizian Simões Sobral são os favoritos para serem reconhecidos como melhores atletas, devido às suas conquistas expressivas ao longo do último ano.

    No polo aquático, Matheus Azoubel é apontado como provável vencedor do prêmio de melhor atleta da modalidade. Já no nado artístico, Maria Eduarda Lemos Oliveira e Ana Júlia Santos Lomba são as principais candidatas a receberem os holofotes.

    Novo presidente da FBDA

    Esta edição marcará a primeira premiação sob a gestão do novo presidente da FBDA, Marco Antônio Lemos. Com mais de 20 anos de experiência na área de comunicação e sete anos como diretor financeiro da FBDA, Lemos assumiu a presidência com uma visão estratégica voltada para a inovação e o crescimento dos desportos aquáticos na Bahia.

    Homenagens e agradecimentos

    Além das premiações esportivas, a FBDA homenageará entidades e empresas que contribuíram para o desenvolvimento dos esportes aquáticos no estado. Entre os parceiros reconhecidos estão a PetroBahia, Embasa, Marinha do Brasil, Saltur (Empresa Salvador Turismo) e a Sudesb (Superintendência dos Desportos da Bahia).

    “Será um momento de celebração e reconhecimento pelo esforço dos atletas, treinadores e clubes ao longo do ano. Esperamos que esta premiação sirva como incentivo para uma temporada ainda mais vitoriosa em 2025”, destacou Marco Antônio Lemos.

  • Setur apresentará demandas de Camaçari ao Estado

    Setur apresentará demandas de Camaçari ao Estado

    Para realizar apresentações institucionais e discutir ações futuras para o desenvolvimento da região da Costa dos Coqueiros, a Secretaria de Turismo (Setur) participará de uma reunião na manhã desta quinta-feira (13), em Salvador, com a Secretaria do Turismo do Estado (Setur-BA).

    Durante o encontro, o titular da Setur, Patrício Oliveira, vai poder falar sobre as demandas de Camaçari e conhecer o planejamento da pasta estadual para o município, que será apresentado pelo gestor, Maurício Bacelar.

    Camaçari faz parte da Câmara Técnica de Turismo da Costa dos Coqueiros, que reúne os municípios de: Camaçari, Lauro de Freitas, Mata de São João, Entre Rios, Conde, Esplanada, Jandaíra, Dias d’Ávila e Pojuca. O momento será uma oportunidade para os novos gestores se conhecerem e também contará com a participação de dois municípios, que desejam integrar o grupo.