Dia: 8 de abril de 2025

  • Saúde anuncia 80 municípios prioritários para ações contra dengue

    Saúde anuncia 80 municípios prioritários para ações contra dengue

    O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (8) uma lista de 80 municípios classificados como prioritários para ações de controle da dengue. Desses, 16 ainda não haviam sido incluídos na estratégia de vacinação contra a doença e devem passar a receber as doses. 

    Segundo a pasta, o estado de São Paulo concentra 55 municípios que integram a lista, seguido pelo Paraná, com 14 municípios, pela Bahia e pelo Pará, com três municípios cada, por Goiás e pelo Acre, com dois municípios cada, e pelo Rio Grande do Norte, com um município.

    A estimativa do ministério é que cerca de 68 milhões de pessoas vivam nesses 80 municípios, selecionados por registrarem alta transmissão de casos de dengue – mais de 50 casos por 100 mil habitantes – ou casos da doença em ascensão.

    Todos os municípios da lista, segundo a pasta, registram ainda uma população de mais de 80 mil habitantes e, portanto, maior possibilidade de sobrecarga assistencial em caso de surtos de dengue.

    Centros de hidratação

    De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, a proposta é reduzir os casos graves e os óbitos por dengue. A pasta planeja, por exemplo, mobilizar a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) no intuito de reorganizar a rede assistencial dos municípios selecionados.

    Segundo ela, o ministério está preparado para ofertar até 150 centros de hidratação com até 100 leitos cada nos municípios que integram a lista, com um investimento de até R$ 300 milhões.

    “A hidratação, no caso da dengue, é a diferença entre a vida e a morte”, ressaltou a secretária.

    Busca ativa por não-vacinados

    Mariângela destacou que a pasta pretende realizar ainda, em parceria com estados e municípios selecionados, uma busca ativa de não vacinados e de pessoas que não completaram o esquema vacinal contra a dengue e que seguem com a segunda dose pendente.

    O ministério também se comprometeu a monitorar os estoques da vacina contra a dengue nos municípios classificados como prioritários e garantiu o abastecimento de todas as 80 cidades que integram a lista.

    “Reforçamos a orientação para não haver perda de vacina”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se referindo às datas de vencimento das doses, não descartando um planejamento de ampliação da faixa etária, a depender da situação epidemiológica de cada município.

    “Quero reforçar a importância de se ter duas doses. Uma dose só não dá cobertura. Tem vacina suficiente para os municípios completarem duas doses por pessoa”, disse.

    Agência Brasil

  • Milhares de indígenas marcham em Brasília em defesa de seus direitos

    Milhares de indígenas marcham em Brasília em defesa de seus direitos

    Milhares de indígenas de diferentes etnias tomaram a área central de Brasília na manhã desta terça-feira (8). 

    Usando adereços tradicionais, inclusive as pinturas corporais típicas dos povos indígenas, os participantes da 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) percorreram os cerca de 4 quilômetros que separam o antigo Complexo Funarte, no Eixo Monumental, entoando cânticos e palavras de ordem para cobrar das autoridades públicas o cumprimento de seus direitos.

    “A gente vem lutar por nossos direitos. E não porque a gente queira [receber] nada de graça. É porque, se a gente não fizer isso, ninguém mais vai fazer por nós”, disse à Agência Brasil Netuno Borum, que viajou de São Paulo para a capital federal com mais 360 indígenas. O grupo foi mobilizado pela Articulação dos Povos Indígenas (Apib) para representar a Região Sudeste – de onde muitos outros indígenas vieram espontaneamente.

    “Exigimos que cumpram nossos direitos. E que reconheçam tudo o que roubaram de nossos povos, o extermínio indígena”, acrescentou Netuno, enquanto caminhava ao lado de dos dois filhos, Potyra e Kretã Borum. “Desde que nasceram, os dois nos acompanham nas manifestações indígenas. Não sei qual será o resultado da nossa luta, mas estamos tentando fazer o possível para que a situação das novas gerações melhore, com a conquista dos direitos que ainda nos são negados.”

    Também acompanhada pelo filho, Kayla Pataxó Hã-Hã-Hãe, participa do ATL pela quinta vez.

    “Estou sempre junto do meu povo, na luta pela demarcação de nossas terras. E carrego meu filho junto para que ele saiba dar valor a tudo pelo que estamos lutando. É cansativo, mas é preciso. E vale a pena. Porque temos a esperança de que ele e as outras crianças indígenas de hoje não sofram o tanto que nós e nossos antepassados sofremos.”

    As faixas e cartazes expostos durante a caminhada sob o sol forte do Planalto Central ilustravam as principais reivindicações do movimento indígena: Demarcação das Terras Indígenas Já!Terras Indígenas Demarcadas é Futuro GarantidoRespeitem a Constituição FederalNosso Futuro Não Está à Venda Pelo Fortalecimento da Educação e da Saúde Indígena.

     

    Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) de Cuiabá, Vanildo Ariabô Quezo enfatizou a necessidade de mais recursos públicos para a saúde indígena. “Precisamos de viaturas”, afirmou Vanildo. Ele lembrou que, recentemente, em Cuiabá, houve uma crise que resultou na exoneração do antigo coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei). “E conseguimos que fosse substituído por um indígena [Osmar Boé Bororo], que já foi presidente do Condisi e sempre caminhou com o movimento.”

    Apoio à manifestação

    Parte da programação da 21ª edição do Acampamento Terra Livre, organizado anualmente pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a marcha ganhou nesta terça-feira apoio de organizações sociais, como a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), cujos 23 representantes caminharam ao lado dos indígenas.

    “Estamos aqui para garantir que os respeitos constitucionais dos indígenas sejam respeitados. E estamos monitorando o acampamento e a marcha para o caso de alguma agressão ou conflito”, explicou a advogada Erica Ferrer, da Comissão dos Povos Indígenas da OAB-DF.

    Maior mobilização indígena do país, o Acampamento Terra Livre, que começou segunda-feira (7), termina na sexta-feira (11). A Apib espera reunir de 6 mil e 8 mil indígenas de pelo menos 135 etnias de todo o país, além de apoiadores da causa e indigenistas. Sob o lema Apib Somos Todos Nós: Nosso Futuro Não Está à Venda”, o evento tem extensa programação de debates, atos e atividades culturais.

    Agência Brasil

  • Acidente de ônibus deixa ao menos 10 mortos em Minas Gerais

    Acidente de ônibus deixa ao menos 10 mortos em Minas Gerais

    Um acidente de ônibus, na madrugada desta terça-feira (8) na MG-223, entre os municípios mineiros de Araguari e Tupaciguara, deixou ao menos dez mortos, sendo duas crianças, segundo informações do Corpo de Bombeiros.

    O veículo, que tinha 46 ocupantes, saiu de Anápolis (GO) com destino a Ribeirão Preto (SP). “Sobre a dinâmica do acidente, o motorista teria perdido o controle da direção do veículo, atravessando o canteiro central do entroncamento que liga as rodovias MG-223 e a LMG-413 e capotando na alça de acesso”, diz nota dos bombeiros.

    Segundo a corporação, 18 passageiros foram socorridos e conduzidos a hospitais, sendo alguns com quadros de maior gravidade. Outros 18 tiveram lesões leves ou não se feriram e dispensaram o atendimento.

    Foram mobilizadas guarnições dos bombeiros de Araguari, Tupaciguara e Uberlândia, além de apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Rodoviária do estado.

    Agência Brasil

  • Barreiras travam aborto legal no Brasil, diz instituto ligado à OMS

    Barreiras travam aborto legal no Brasil, diz instituto ligado à OMS

    Por causa de uma série de barreiras estruturais, o Brasil viola “suas obrigações básicas”, indo contra a própria legislação e as leis internacionais, por não garantir a oferta de aborto legal no país, aponta o Instituto O’Neill, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

    Abrigado pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, o instituto é o único credenciado como colaborador direto da Organização Mundial da Saúde (OMS), auxiliando a instituição em questões legais relacionadas aos campos da saúde e dos direitos humanos.

    Na semana passada, o instituto pediu para ingressar como amicus curiae (amigo da Corte, apto a apresentar informações relevantes ao julgamento) na ação em que a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abraco) pede que seja reconhecido o estado de coisas inconstitucional em relação à oferta do aborto legal no país. O relator é o ministro Edson Fachin.

    No pedido encaminhado ao STF, o instituto destaca a escassez de serviços e equipes treinadas como uma das principais barreiras ao aborto legal no Brasil. Atualmente, há apenas 88 serviços de referência cadastrados para a interrupção da gravidez em todo o país, distribuídos por 55 cidades, o equivalente a 4% dos municípios brasileiros.

    Não há sequer um serviço do tipo por estado. O Pará, estado de dimensões continentais, por exemplo, tem apenas um serviço de aborto legal. Em todo o país, existe apenas um programa de telemedicina dedicado ao atendimento para o aborto legal, que funciona no Hospital Universitário de Uberlândia, em Minas Gerais, salienta o instituto.

    “Nesse sentido, ao dispor de tão poucas unidades de saúde que realizam o aborto legal, e somente uma que realiza o procedimento por telemedicina, o Brasil incorre em violação de suas obrigações básicas, e por consequência da interdependência dos direitos, ao direito à saúde, direito à vida, à não discriminação e à igualdade”, diz o texto apresentado ao Supremo.

    A falta de acesso ao aborto legal é discriminatória com mulheres e meninas, já que representa uma ameaça à vida desse público específico, denuncia o instituto. Conforme estabelecido pela OMS, estima-se que até 90% das mortes de gestantes no mundo poderiam ser evitadas pela oferta de serviços como os de aborto legal.

    Métodos ultrapassados

    Nos poucos serviços disponíveis no país, inexistem protocolos adequados para os casos de aborto legal, com a aplicação de métodos que não estão de acordo com as evidências científicas mais recentes.

    Desde 2005, uma portaria do Ministério da Saúde estabelece o passo a passo em caso de atendimento para o aborto legal. O problema é que a norma prevê procedimentos “vexatórios” e que “revitimizam” as mulheres. Isso porque, no caso de gravidez por estupro, por exemplo, a gestante é obrigada a relatar o acontecimento, além de ter que assinar um termo de responsabilidade, dando ciência que ela comete crime se mentir.

    “As falhas no atendimento decorrentes de protocolos e serviços inadequados tornam-se uma barreira para que a pessoa dê continuidade ao atendimento ou até mesmo para que outras pessoas busquem aquele serviço de antemão em razão da insegurança e medo gerados”, alerta o instituto.

    Outro ponto destacado no documento enviado ao Supremo, é que a grande maioria das mulheres que conseguem ter acesso ao serviço acabam sendo submetidas ao método de curetagem, considerado ultrapassado, e que deixou de ser recomendado em 2022 pela OMS por causar dor e sofrimento, violando os direitos humanos.

    O método mais seguro e adequado, conforme recomendado pela OMS, é o aborto por meio de medicamentos. “A prática brasileira destoa dessas recomendações, sendo o aborto medicamentoso praticamente inexistente no Brasil”, afirma o Instituto O’Neill.

    No país há apenas uma droga registrada para induzir o aborto, e ainda assim com uso estritamente restrito ao ambiente hospitalar. “A prática brasileira destoa dessas recomendações, sendo o aborto medicamentoso praticamente inexistente no Brasil”, diz o documento.

    “Infelizmente, a realidade brasileira está totalmente em descompasso com as recomendações estabelecidas pela OMS: ainda são realizadas práticas ultrapassadas, além da falta de materiais necessários para realização do aborto legal que estejam de acordo com as últimas evidências científicas ou da restrição excessiva em torno de alguns procedimentos”, denuncia o instituto no documento.

    Descriminalização

    Protocolada em 2022, a ação sobre a falta de acesso ao aborto legal no país segue parada ao menos desde 2023, quando oministro Edson Fachin proferiu o último despacho no caso.

    O presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, já deu declarações afirmando que o tema não está pronto para ser julgado.

    A legislação brasileira permite o aborto de forma legal nos casos de gravidez decorrente de violência sexual ou se a gestação ameaçar a vida da mãe. O Supremo também autorizou a interrupção da gravidez nos casos de anencefalia, a má formação do cérebro do feto.

    O Supremo já chegou a iniciar o julgamento no plenário virtual de uma outra ação, que pede a descriminalização do aborto em qualquer caso, em 2023, quando a ministra Rosa Weber, hoje aposentada, votou a favor da liberação do procedimento até a 12ª semana de gestação.

    Logo em seguida, entretanto, a análise do processo foi interrompida por um pedido de destaque do ministro Barroso. A ação então saiu da pauta do plenário virtual para ser remetida para debate no plenário físico da Corte. Não há data definida para a retomada do julgamento.

    Agência Brasil

  • IBGE: indústria recua em sete dos 15 locais pesquisados em fevereiro

    IBGE: indústria recua em sete dos 15 locais pesquisados em fevereiro

    Sete dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram recuo na produção industrial na passagem de janeiro para fevereiro, conforme aponta a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta terça-feira (8).

    O IBGE já havia divulgado na última quarta-feira (2) que a produção da indústria brasileira como um todo caiu 0,1% de janeiro para fevereiro. A divulgação desta terça-feira detalha um a um o comportamento dos locais pesquisados.

    Localidades com recuo na produção industrial:

    • Bahia: -2,6%
    • Ceará: -1,0%
    • São Paulo: -0,8%
    • Santa Catarina: -0,6%
    • Mato Grosso: -0,6%
    • Rio de Janeiro: -0,3%
    • Minas Gerais: -0,2%

    De acordo com Bernardo Almeida, analista da pesquisa, há uma perda de intensidade na produção industrial, influenciada pela política monetária contracionista (aumento dos juros), com o objetivo de combater a inflação.

    “Isso acaba estreitando mais as linhas de crédito, reduzindo os investimentos e fazendo com que as tomadas de decisão na produção sejam mais cautelosas”, afirma Almeida, acrescentando que esse cenário também impacta de forma negativa o consumo das famílias.

    Apesar de não ser a maior queda nominal, o resultado de São Paulo (-0,8%) foi o que exerceu maior influência no total da indústria brasileira, pois o estado representa quase um terço (32,9%) do parque industrial brasileiro. O segundo desempenho negativo mais influente no mês foi o da Bahia (-2,6%).

    Locais que expandiram a produção:

    • Pernambuco, 6,5%
    • Paraná, 2,0%
    • Pará, 1,6%
    • Espírito Santo, 1,1%
    • Amazonas, 0,9%
    • Rio Grande do Sul, 0,5%
    • Região Nordeste, 0,5%
    • Goiás, 0,2%

    Desses resultados, o que mais influenciou no índice nacional foi o Paraná, seguido por Pernambuco.

    No acumulado de 12 meses, o IBGE identificou alta em 15 dos 18 locais pesquisados. A produção nacional se expandiu 2,6%. A maior influência ficou com São Paulo, que cresceu a produção em 2,6% no período, seguido por Santa Catarina, 7,7%. Os maiores impactos de baixa vieram do Rio de Janeiro (-1,5%) e do Espírito Santo (-4,2%) respectivamente.

    Agência Brasil

  • Governo entrega PEC da Segurança Pública ao presidente da Câmara

    Governo entrega PEC da Segurança Pública ao presidente da Câmara

    A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública – preparada pelo governo federal – foi entregue hoje (8) pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República,

    Gleisi Hoffmann, ao presidente da Câmara dos  Deputados, Hugo Motta. O texto foi atualizado para a inclusão de sugestões dos governadores

    Assim que recebeu o documento em sua residência oficial, Motta disse, via redes sociais, que dará prioridade à matéria na Câmara.

    “Segurança pública é um tema que nos une. Há pouco, eu e os líderes da Câmara recebemos a PEC da Segurança Pública pelas mãos do ministro Ricardo Lewandowski e da ministra Gleisi Hoffmann. Daremos total prioridade para a discussão deste texto. Vamos analisar e propor as mudanças necessárias o quanto antes. O Brasil tem pressa para avançar com esta pauta”, declarou o presidente da Câmara.

    Principais pontos

    Entre os principais pontos da proposta figura o que poderá dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, criado em 2018 por lei ordinária. Segundo o governo, a ideia é, com as novas medidas, “estabelecer diretrizes para fortalecer o Estado no combate ao crime organizado”.

    Para tanto, será necessário padronizar protocolos, informações e dados estatísticos – algo difícil de ser feito em um contexto em que, com 27 unidades federativas, tem-se 27 certidões de antecedentes criminais distintas, 27 possibilidades de boletins de ocorrências e 27 formatos de mandados de prisão.

    “A padronização de dados e informações é fundamental para que se dê efetividade ao Sistema Único de Segurança Pública”, justificou, em nota, o governo federal ao garantir que essa normatização não significa que a União centralizará os sistemas de tecnologia da informação. Os estados não serão obrigados a usar plataformas distintas das que já são utilizadas”, destaca a nota.

    PF e PRF

    Além disso, a proposta atualiza as competências da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No caso da PF, garante a atuação no combate a crimes ambientais, bem como contra práticas cometidas por organizações criminosas e milícias privadas que tenham repercussão interestadual ou internacional e exijam repressão uniforme.

    Atualmente, a função de polícia ostensiva cabe às polícias militares dos estados e do Distrito Federal. “A partir da PEC da Segurança Pública, essa atribuição será estendida também à PRF, que passará a fazer o policiamento ostensivo em rodovias, ferrovias e hidrovias federais. A sugestão é que ela passe a ser chamada de Polícia Viária Federal”, explicou o governo.

    Para desempenhar suas atribuições, a PRF não exercerá funções próprias das polícias judiciárias, nem fará a apuração de infrações penais, cuja competência é exclusiva da Polícia Federal e das polícias civis.

    Segundo o governo, o novo texto não prevê ingerência nos comandos das polícias estaduais; tampouco modificará a atual competência dos estados e municípios na gestão da segurança pública.

    No entanto, a União poderá estabelecer diretrizes gerais quanto à política de segurança pública e defesa social, que compreenderá o sistema penitenciário.

    Fundos e guardas municipais

    A PEC prevê também a constitucionalização dos fundos nacionais de segurança pública e política penitenciária; e define as atribuições das guardas municipais, incluindo-as entre os órgãos de segurança pública que poderão atuar na segurança urbana, em ações de policiamento ostensivo e comunitário, além de fazer prisões em flagrante – desde que não se sobreponham às atribuições das polícias civil e militar.

    “O texto deixa claro, ainda, que as guardas municipais são instituições de natureza civil e não podem exercer qualquer atividade de polícia judiciária. Além disso, também está prevista sua submissão ao controle externo do Ministério Público”, informou o governo.

    Sociedade civil no Conselho de Segurança

    Outro ponto previsto pela PEC é a inclusão de representantes da sociedade civil na composição do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, que terá também representantes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

    Por fim, prevê a criação de corregedorias e ouvidorias dotadas de autonomia funcional para apurar a responsabilidade funcional dos profissionais de segurança pública e defesa social.

    Agência Brasil

  • Com mais uma vitória em Portugal, Bruno Brigido completa 300 jogos na carreira: ‘Muito contente’

    Com mais uma vitória em Portugal, Bruno Brigido completa 300 jogos na carreira: ‘Muito contente’

    Uma trajetória de muito trabalho, coroada com feitos, títulos e experiências inesquecíveis. E que acabou de completar mais uma marca de expressão. Brasileiro que faz sucesso nas metas em Portugal desde 2018, o goleiro Bruno Brigido acaba de completar 300 jogos como profissional.

    O jogo que coroou o feito veio da melhor maneira possível, com vitória. Titular do Académico Viseu, ele ajudou seus companheiros a despacharem o Mafra, em casa, por 3×1, fazendo a equipe subir para a nona colocação da LigaPro. No total da carreira, Bruno Brigido soma 169 partidas em Portugal, com mais 131 no futebol brasileiro.

    “Muito contente por chegar nessa marca dos 300 compromissos oficiais. Já vinha vendo os números desde o último ano e estava ansioso, é um feito de expressão. Fico acima de tudo muito orgulhoso, é uma trajetória longa, de muito trabalho, muito sacrifício. Não é fácil, mas todo o esforço é recompensado. E melhor ainda foi comemorar fazendo essa vitória importante aqui para o Académico”, afirmou o arqueiro, cria do Criciúma com boas passagens também por Guarani e Coritiba.

    O Académico Viseu é o terceiro clube consecutivo de Bruno Brigido em Portugal. Por lá, antes, fez sucesso em 86 compromissos oficiais pelo Estrela da Amadora e outros 74 pelo Feirense. Não à toa o goleiro é encantado pelo país europeu. “Eu nem escondo mais que amo Portugal, que minha família ama Portugal. É um país incrível, com um povo educado e que nos recebeu incrivelmente bem. Vivemos coisas fantásticas aqui e queremos mais, quero mais. Estou muito feliz com minha chegada aqui ao Académico e quero também conquistar feitos aqui”, finalizou o goleiro, que tem um acesso importante para a elite portuguesa com o Estrela da Amadora.

    O compromisso 301 de Bruno Brigido na carreira já acontece neste fim de semana. Fora de casa, no sábado, é momento de medir forças com o Leixões, às 7h, horário de Brasília.

  • Empresas que pretendem contratar no 2º trimestre somam 48%

    Para o segundo trimestre de 2025, 48% das empresas brasileiras pretendem elevar sua força de trabalho, o que significa aumento de quatro pontos percentuais em comparação com o trimestre anterior.

    É o que aponta a Pesquisa de Expectativa de Emprego, desenvolvida trimestralmente pelo ManpowerGroup, empresa de soluções de força de trabalho. No Brasil, foram entrevistados 1.050 empregadores.

    Atualmente, o Brasil ocupa o 12º lugar do ranking Expectativa Líquida de Emprego – calculada subtraindo-se empregadores que planejam fazer reduções na equipe daqueles que pretendem contratar.

    Para o período de abril a junho, essa taxa média é de 26% no país, apontando redução de 1% em relação ao trimestre passado.

    Entre os segmentos com expectativas mais altas, o de Tecnologia da Informação (TI) lidera com 39%. Em seguida, vem o setor de Serviços de Comunicação (38%). Antes, a segunda posição era ocupada pelo setor de Energia&Serviços de Utilidade Pública.

    Mesmo que o setor de TI esteja otimista com contratações, outra pesquisa de 2025 do ManpowerGroup sobre escassez de talentos indica que 84% dos empregadores de TI sinalizam ter dificuldade em encontrar talentos para as vagas.

    SP e Rio devem contratar mais

    Segundo o levantamento, as habilidades mais difíceis de se encontrar estão em TI&Dados (39%). A expectativa de contratação é alta, mas a demanda por profissionais também.

    O estudo sobre expectativa de emprego também aponta que os estados de São Paulo (50%) e Rio de Janeiro (34%) estão entre as regiões com maior intenção de contratação. Em relação ao trimestre passado, o Paraná saiu da liderança de 32% para uma expectativa de 23% para o segundo trimestre

    Já no cenário global, 40% das empresas pretendem contratar com uma Expectativa Líquida de Emprego média em 25%. Empregadores da Ásia-Pacífico destacam-se pelas intenções de contratação mais fortes (30%), seguidos pelas Américas (29%) e pela Europa e Oriente Médio (20%).

    Entre os países que lideram o ranking de expectativa de contratação estão Índia (43%), Estados Unidos (34%) e México (33%). Ao mesmo tempo, as intenções estão enfraquecidas em países como Grécia (7%), Romênia (6%) e Argentina (0%)

    Segundo o diretor do ManpowerGroup Brasil, Nilson Pereira, o início do ano costuma ser marcado por incertezas econômicas e 2025 não foi diferente. No entanto, à medida em que o cenário vai se consolidando ao longo do primeiro trimestre, as empresas começam a ter uma visão mais clara sobre o que esperar e, consequentemente, aumentam os investimentos em contratações.

    “Como já observamos há algum tempo, o setor de TI segue sendo um dos principais responsáveis por essas contratações, e essa tendência deve continuar, especialmente com a consolidação da Inteligência Artificial e também o aumento dos ataques cibernéticos. De acordo com a Avanade (empresa global de serviços digitais), 51% das empresas brasileiras planejam aumentar os orçamentos destinados à Inteligência Artificial Generativa”, finaliza.

    Agência Brasil

  • Motta diz que Câmara vai priorizar PEC da Segurança Pública

    Motta diz que Câmara vai priorizar PEC da Segurança Pública

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que vai priorizar as discussões sobre a Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública. Segundo ele, já é percebida uma convergência entre as lideranças de partidos, no sentido de dar urgência aos debates sobre o tema.

    A declaração foi feita na residência oficial de Motta, nesta terça-feira (8), após receber das mãos do ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, a nova versão da PEC.

    “A impressão é de que há convergência e unanimidade para discussão do projeto na Câmara, com as lideranças concordando com urgência para darmos uma resposta”, disse Motta ao receber o texto elaborado pelo governo, após consulta a governadores.

    Segundo Motta, todos partidos presentes na reunião concordaram com a urgência da Câmara para dar resposta à questão da segurança pública. “Precisamos ser energéticos nessa resposta. Não faltará resposta à sociedade”, acrescentou.

    O presidente da Câmara fez comparação da situação da segurança com a de um paciente com câncer. “Se o Brasil fosse um paciente, nosso paciente estaria com câncer grave. Seu tratamento não poderá ser com remédios leves. Daremos o remédio preciso para salvar o Brasil”, disse o presidente da Câmara ao garantir que “não faltará resposta que a sociedade nos cobra”.

    “Daremos total prioridade para a discussão deste texto. Vamos analisar e propor as mudanças necessárias o quanto antes, porque o Brasil tem pressa para avançar com esta pauta”, completou. Segundo Motta, a Câmara instituirá um grupo de trabalho permanente para discutir a segurança.

    Ao deixar a residência da presidência da Câmara dos Deputados, Lewandowski classificou como “extremamente proveitosa” a reunião, da qual participaram também as lideranças partidárias. Na avaliação do ministro, já é percebida unanimidade com relação ao debate visando dar urgência à matéria, uma vez que “segurança, educação e saúde preocupam o cidadão comum”.

    Agência Brasil

  • Custo da cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em março

    Apenas três capitais brasileiras não apresentaram aumento no custo médio da cesta básica no mês de março. Das 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, somente Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%) apresentaram redução no custo médio da cesta.

    Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), responsável pela pesquisa, as maiores elevações observadas no mês de março ocorreram nas capitais da Região Sul do país: Curitiba (3,61%), Florianópolis (3%) e Porto Alegre (2,85%).

    Entre os maiores vilões para o aumento da cesta no mês passado estão o café, que subiu em todas as capitais analisadas, o tomate e o leite integral. Por outro lado, o preço do quilo da carne bovina de primeira caiu em 15 capitais, com exceção de João Pessoa e do Recife.

    A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 880,72. Em seguida vêm Rio de Janeiro (R$ 835,50), Florianópolis (R$ 831,92) e Porto Alegre (R$ 791,64).

    Já a cesta mais barata foi observada nas capitais das regiões Norte e Nordeste do país, onde a composição de produtos é diferente. Os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 569,48), João Pessoa (R$ 626,89), no Recife (R$ 627,14) e em Salvador (R$ 633,58).

    Com base na cesta mais cara, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo em fevereiro deveria ser de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.518,00.

    Agência Brasil