Dia: 5 de agosto de 2025

  • BC acompanha tarifaço e vê juro alto por tempo “bastante prolongado”

    Incertezas provocadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e as expectativas de inflação não caminhando para a meta são elementos que fizeram com que o Banco Central (BC) veja a taxa básica de juros em patamar alto por “período prolongado de tempo”.

    A explicação está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada nesta terça-feira (5). O colegiado decidiu, na quarta-feira (30), manter a taxa básica da economia, a Selic, em 15% ao ano, nível mais alto desde julho de 2006 (15,25%).

    A meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    Atualmente, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está em 5,35% em 12 meses.

    No documento que fundamenta a decisão do Copom, o colegiado afirma que o cenário de inflação segue desafiador em diversas dimensões e cita o ambiente externo, “mais adverso e incerto”.

    “A elevação por parte dos Estados Unidos das tarifas comerciais para o Brasil tem impactos setoriais relevantes e impactos agregados ainda incertos a depender de como se encaminharão os próximos passos da negociação e a percepção de risco inerente ao processo”, registra a ata.

    A reunião da quarta-feira passada terminou horas depois de o governo americano impor tarifa de 50% a grande parte dos itens que o Brasil vende para os americanos.

    Para o Copom, essa incerteza faz o colegiado “preservar uma postura de cautela”.

    Somadas à incerteza internacional, o Copom enfatiza que as expectativas de inflação no Brasil estão desancoradas, isto é, não caminhando para o centro da meta do governo.

    A ata lembra que a alta no preço dos alimentos perde ritmo, mas aponta que, no primeiro trimestre de 2027, o IPCA de 12 meses projetado é de 3,4%, ainda acima do centro da meta.

    “Os núcleos de inflação têm se mantido acima do valor compatível com o atingimento da meta há meses, corroborando a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista por um período bastante prolongado”, afirma o colegiado.

    Fatores internos

    Ao descrever o cenário interno, os diretores do Banco Central reconhecem que a escalada dos juros, iniciada em setembro de 2024, já produz efeitos de esfriamento na economia.

    “O mercado de crédito, mais sensível às condições financeiras, tem apresentado uma moderação mais nítida”, diz a ata, acrescentando que o consignado privado “têm tido menor impacto do que era esperado por muitos participantes do mercado”.

    Consignado privado é o chamado Crédito do Trabalhador, sancionado no fim de julho, que visa baratear o crédito para empregados da iniciativa privada com carteira assinada (CLT) e motoristas e entregadores de aplicativo.

    O Copom reconhece, no entanto, que o mercado de trabalho segue aquecido, com recorde de taxa mínima de ocupação e de renda dos trabalhadores, o que alimenta a inflação.

    “O mercado de trabalho segue dinâmico. Tanto do ponto de vista de renda, com ganhos reais consistentemente acima da produtividade, como do emprego, com redução expressiva da taxa de desemprego para níveis historicamente baixos, o mercado de trabalho tem dado bastante suporte ao consumo e à renda”, frisa o BC.

    Os diretores apontaram também desafios provocados pela política fiscal do governo (gastos públicos).

    “O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”.

    Os diretores do BC ressaltam que o momento atual é de “interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.

    Política monetária

    A taxa Selic é decidida a cada 45 dias pelo Copom e consiste na principal forma de a instituição fazer a inflação convergir para a meta. Desde setembro de 2024, o IPCA está acima do teto da meta (4,5%).

    A trajetória ascendente dos juros começou em setembro do ano passado, a Selic saiu de 10,5% e, gradativamente, chegou aos atuais 15%.

    Uma face do juro alto é o efeito contracionista, que combate a inflação. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e desestimula investimentos, uma vez que pode valer mais a pena manter o dinheiro investido, rendendo juro alto, do que arriscar em atividades produtivas.

    Esse conjunto de efeitos freia a economia. Daí vem o reflexo negativo: menos atividade tende a ser sinônimo de menos emprego e renda. De acordo com o BC, o efeito da Selic na inflação leva de seis a nove meses para se tornar significativo.

    Agência Brasil

  • Oposição ocupa plenários por anistia a 8/1 e impeachment de Moraes

    Oposição ocupa plenários por anistia a 8/1 e impeachment de Moraes

    Após decretada ontem (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, a oposição reunida no Congresso Nacional ocupou as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara nesta terça-feira (5).

    Os senadores e deputados envolvidos na ação prometem permanecer nos locais até que os presidentes das casas legislativas cancelem a sessão prevista ou aceitem pautar a anistia geral e irrestrita para os condenados por tentativa de golpe de Estado. Eles também reivindicam que seja pautado o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

    Em coletiva de imprensa em frente ao Congresso Nacional, parlamentares da oposição criticaram a decisão de Moraes que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), explicou que as medidas exigidas pela oposição visam “pacificar” o Brasil.

    “A primeira medida desse pacote de paz que queremos propor é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes que não tem nenhuma capacidade de representar a mais alta Corte do país”, informou o parlamentar.

    O líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o impeachment de Moraes.

    “Ocupamos as mesas diretoras das duas Casas, no Senado e na Câmara, e vamos obstruir as sessões. O Senado já está com cinco senadores sentados na mesa. É uma medida extrema, nós entendemos, mas já fazem mais de 15 dias que eu, como líder da oposição, não consigo interlocução com Davi Alcolumbre”, comentou.

    Além da anistia e do impeachment de Moraes, a oposição exige ainda a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim do foro privilegiadoDessa forma, o ex-presidente Bolsonaro não seria mais julgado pelo Supremo, mas pela primeira instância. Apesar de exigirem as medidas para “pacificar o Brasil”, como disseram os parlamentares, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que o grupo estava “se apresentando para a guerra”. “Não haverá paz no Brasil enquanto não houver discurso de conciliação, que passa pela anistia, pela mudança do fim do foro e pelo impeachment de Moraes”, afirmou.

    Motta e Alcolumbre ainda não se manifestaram sobre a ação da oposição até a publicação desta reportagem.

    Câmara

    O vice-presidente da Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), prometeu pautar o projeto da anistia caso o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), se ausente do país. Dessa forma, Côrtes assumira a presidência da Casa.

    “Diante dos fatos que se apresentam, quero registrar e já comuniquei ao presidente Hugo Motta que, no primeiro momento que eu exercer a presidência plena da Câmara dos Deputados, ou seja, quando o presidente Motta se ausentar do país, eu irei pautar a anistia. Essa é a única forma de pacificar o país”, afirmou o parlamentar.

    Entenda o caso

    A oposição espera barrar o processo no STF por tentativa de golpe de Estado, que alega ser uma perseguição política. Além de enfrentar esse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado no inquérito que apura a atuação dele e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo dos EUA, para promover medidas de retaliação aos ministros do STF em razão do julgamento sobre a trama golpista.

    Segundo a denúncia, o ex-presidente Bolsonaro pressionou os comandantes militares para suspender o processo eleitoral em que perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A polícia ainda apreendeu planos para assassinar e prender autoridades públicas. Bolsonaro nega as acusações.

    Diante do julgamento, o filho Eduardo se licenciou do cargo de deputado e foi aos Estados Unidos, passando a defender sanções contra ministros do STF e ações contra o Brasil. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de nova investigação para apurar tentativa de obstrução do processo penal contra Eduardo e o pai, Jair.

    O Supremo determinou medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas, a restrição ao uso das redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Como o ex-presidente descumpriu a decisão do STF nesse domingo (3) ao se manifestar por meio do perfil do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

    Agência Brasil

  • EUA listam países com caução de até US$ 15 mil para obtenção de visto

    EUA listam países com caução de até US$ 15 mil para obtenção de visto

    A partir do próximo dia 20, cidadãos com passaporte da Zâmbia e do Malaui que solicitarem visto para viagens temporárias aos Estados Unidos, incluindo turismo ou negócios, deverão arcar com uma caução que varia de US$ 5 mil a US$ 15 mil. A medida foi divulgada nesta terça-feira (5) pelo Departamento do Estado norte-americano.

    “Qualquer cidadão ou nacional viajando com passaporte emitido por um desses países e considerado elegível para um visto B1/B2 [turismo e negócios] deverá apresentar uma caução nos valores de US$ 5 mil, US$ 10 mil ou US$ 15 mil, determinados no momento da entrevista para o visto”, informou o governo dos Estados Unidos em nota.

    “O requerente também deverá apresentar um Formulário I-352, do Departamento de Segurança Interna, concordando com os termos da caução, por meio da plataforma de pagamento online do Departamento do Tesouro, Pay.gov. Este requisito se aplica independentemente do local de solicitação”, completou o departamento.

    De acordo com o comunicado, o pagamento da caução, nos valores estipulados pelo governo norte-americano, não garante a emissão do visto aos viajantes que fizeram a solicitação do documento. “Se qualquer indivíduo pagar taxas sem ser instruído a fazê-lo por um agente consular, esse dinheiro não será devolvido”.

    A nota cita ainda que todos os portadores de visto nas condições previstas para pagamento da caução devem desembarcar nos Estados Unidos por meio dos seguintes terminais: Aeroporto Internacional de Boston, Aeroporto Internacional John F. Kennedy e Aeroporto Internacional de Washington Dulles.

    O valor integral da caução, de acordo com o comunicado, será devolvido ao requerente caso ele cumpra todos os termos previstos para a retirada do visto de não imigrante e também os termos estabelecidos no Formulário I-352. A caução será cancelada e o valor será automaticamente devolvido nas seguintes circunstâncias:

    • o titular do visto deixar os Estados Unidos na data limite em que está autorizado a permanecer no país ou antes dela;
    • o titular do visto não viajar para os Estados Unidos até o vencimento do visto;
    • o titular do visto solicitar e for impedido de entrar no porto de entrada dos Estados Unidos.

    Já as condições que, segundo o Departamento de Estado norte-americano, configuram violação dos termos previstos e, consequentemente, levarão à não devolução da quantia paga como caução incluem:

    • o titular do visto deixar os Estados Unidos após a data em que está autorizado a permanecer no país;
    • o titular do visto permanecer nos Estados Unidos após a data em que está autorizado a permanecer no país;
    • o titular do visto solicitar ajuste de status de não imigrante, incluindo pedidos de asilo.

    Entenda

    Na última segunda-feira (4), o governo dos Estados Unidos anunciou um projeto-piloto que prevê a cobrança de caução de até US$ 15 mil para a obtenção de vistos de turismo ou de negócios ao país. Até o momento, apenas Zâmbia e Malaui foram citados, deixando o Brasil fora da lista inicial.

    O Departamento de Estado informou que a medida ficará em teste por um período de 12 meses e atinge solicitantes do visto B-1, destinado a atividades temporárias de negócios, incluindo a participação em reuniões e conferências, e do visto B-2, para viagens de turismo, visita a familiares e amigos ou tratamento médico.

    Agência Brasil

  • Governador e presidente da Fieb se reúnem com Alckmin e defendem retirada de produtos baianos da lista de taxação dos EUA

    Governador e presidente da Fieb se reúnem com Alckmin e defendem retirada de produtos baianos da lista de taxação dos EUA

    O governador Jerônimo Rodrigues se reuniu nesta segunda-feira (4) com o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, e representantes dos setores produtivos, na sede da instituição, em Salvador, para discutir medidas que possam reduzir o impacto da tarifa comercial de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, em especial os produzidos na Bahia. O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também participou da reunião de forma remota.
    Durante o encontro, foram defendidas a inclusão de produtos baianos da lista de exceção anunciada pela nova política tarifária americana, e a adoção, junto ao Governo Federal, de crédito diferenciado e devolução de créditos de ICMS para alguns setores mais duramente prejudicados. As exportações baianas ao mercado dos EUA representam atualmente 8,3% do total do estado, com destaque para produtos como celulose, derivados de cacau e pneus. No primeiro semestre de 2025, a Bahia exportou mais de U$S 45 milhões em manteiga, gordura e óleo de cacau para os Estados Unidos.
    De acordo com o governador Jerônimo Rodrigues, foi apresentado um documento com propostas a Alckmin. “Nessa reunião, ele apresentou a expectativa do Governo Federal ainda em retirada de outros produtos. Então, vamos trabalhar para que esses produtos que impactam na Bahia possam ser retirados da lista”, explicou.
    O vice-presidente disse durante a reunião que é preciso que o governo e o setor privado trabalhem juntos pela exclusão de mais setores e a redução das alíquotas. Alckmin também destacou que nos próximos dias o presidente Lula deve anunciar as medidas que vão ser tomadas de apoio ao emprego, à produção e às empresas que são mais atingidas.
    Na semana passada, o presidente americano Trump assinou o decreto que oficializou a nova tarifa, que exclui quase 700 produtos brasileiros e passa a valer nesta quarta-feira (6).
    Dados da FIEB apontam que as exportações baianas continuam sendo duramente afetadas e representam 332 dos 389 produtos sujeitos a sobretaxas e impacto de 81% da pauta industrial. Estima-se uma perda de até R$ 1,3 bilhão na economia estadual (0,27% do PIB), com o risco de aumento da ociosidade industrial e ameaça indireta a empregos em polos como Camaçari, Candeias, Campo Formoso, Feira de Santana, Ilhéus, Jequié, Itapetinga, Vitória da Conquista, Eunápolis, Nova Soure, Brumado e Maracás, entre outros, onde setores industriais empregam cerca de 211 mil trabalhadores.
    Esta foi a segunda reunião realizada entre o Governo do Estado e a FIEB, que formaram um grupo de trabalho mês passado para propor medidas contra as tarifas americanas.
    O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, reforçou a importância do envolvimento do Estado e da União, para que a economia baiana seja preservada e continue se desenvolvendo gerando emprego e renda, e a necessidade da construção de uma agenda continuada para garantir o enfrentamento dessa e de outras pautas. “Vamos buscar reduzir essa tarifa, através de negociação diplomática, do envolvimento do comercial, representada pelo Governo Federal. A outra, além da redução da tarifa, é a exclusão de mais produtos dessa medida”.Fotos: Matheus Landim/GOVBA
  • Governo dos EUA usa as redes sociais para reagir à prisão de Bolsonaro

    Governo dos EUA usa as redes sociais para reagir à prisão de Bolsonaro

    O governo dos Estados Unidos (EUA) de Donald Trump voltou a interferir em assuntos internos do Brasil após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por ele descumprir as medidas cautelares determinadas pelo Judiciário.

    Pelas redes sociais, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão do Departamento de Estados dos EUA, ameaçou quem colaborar com o trabalho do ministro do STF.

    “Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas”, afirmou o Escritório ligado ao governo Trump.

    Nesta terça-feira (5), o perfil do governo norte-americano voltou a comentar o caso publicando uma postagem do funcionário do Departamento de Estado, Cristopher Landau.

    “Os impulsos orwellianos [em referência ao autor inglês George Orwell, que escreveu o livro 1984, que retrata uma ditadura totalitária] desenfreados do Ministro estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial”, afirmou secretário-adjunto da instituição.

    A manifestação do governo dos EUA foi tida como “inaceitável” pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Para ele, o Escritório ultrapassou todos os limites ao atacar o STF e Moraes.

    “O Brasil não será protetorado de luxo nem neocolônia da extrema direita internacional. A independência conquistada em 1822 não será revogada por pressão estrangeira nem por sanções ideológicas articuladas por Eduardo Bolsonaro e seus aliados no exterior”, afirmou em uma rede social.

    Entenda

    O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado no inquérito que apura a atuação dele e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo dos EUA, para promover medidas de retaliação aos ministros do STF em função da acusação que Bolsonaro enfrenta no Supremo de liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    Segundo a denúncia, o ex-presidente pressionou os comandantes militares para suspender o processo eleitoral em que perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A polícia ainda apreendeu planos para assassinar e prender autoridades públicas. Bolsonaro nega as acusações.

    Diante do julgamento, o filho Eduardo se licenciou do cargo e foi aos Estados Unidos, passando a defender sanções contra ministros do STF e ações contra o Brasil. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de nova investigação para apurar tentativa de obstrução do processo penal.

    Com as sanções dos EUA contra Moraes pela sua atuação na ação penal da tentativa de golpe, o Supremo determinou medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas, a restrição do uso das redes sociais.

    Após o ex-presidente descumprir a decisão do STF nesse domingo (3) ao se manifestar por meio do perfil do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

    “A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares – pela segunda vez- deve sofrer as consequências legais”, afirmou o magistrado na decisão.

    A defesa de Bolsonaro alegou que foi surpreendida pela decisão de prisão domiciliar, prometeu recorrer e sustentou que Bolsonaro não descumpriu qualquer decisão da Corte.

    “A frase ‘Boa tarde, Copacabana. Boa tarde meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos’ não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso”, alegam os advogados.

    O vídeo da frase citada pela defesa foi divulgado por Flávio Bolsonaro aos manifestantes reunidos nesse domingo (3) no Rio, em ato contra o julgamento no STF e a favor do presidente Donald Trump.

    Agência Brasil

  • PND: prazo para pagar taxa de inscrição termina nesta quarta-feira

    PND: prazo para pagar taxa de inscrição termina nesta quarta-feira

    Inscritos na Prova Nacional Docente (PND) não isentos ou que tiveram o pedido de isenção reprovado têm até esta quarta-feira (6) para pagar a taxa de inscrição. O novo prazo foi anunciado na última sexta-feira (1º).

    A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para pagamento da taxa de inscrição foi gerada no momento da inscrição do participante. Quem precisar baixar novamente a GRU deve acessar a Página do Participante do  Sistema PND, com login do portal Gov.br.0

    O valor da taxa é de R$ 85 e pode ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou aplicativos de bancos.

    Finalidades

    A prova anual oferece uma oportunidade padronizada de ingresso na carreira docente porque avalia o conhecimento e as habilidades dos docentes, auxiliando na seleção de profissionais para redes estaduais e municipais de ensino.

    Para as redes de ensino, especialmente as municipais e estaduais, a prova reduz os custos e a complexidade dos processos seletivos, permitindo a contratação de profissionais mais qualificados e preparados para a docência.

    A edição de 2025 do exame teve a adesão de 22 estados e 1.508 municípios de todas as regiões do país, dos quais 18 são capitais.

    Prova

    A data de aplicação da prova apelidada de CNU dos Professores será no dia 26 de outubro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), conforme o edital.

    Oficialmente, a PND terá como base a avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas. O exame será aplicado a cursos de licenciaturas de 17 áreas de conhecimento. Veja abaixo:

    1.      artes visuais

    2.      ciências biológicas

    3.      ciências sociais

    4.      computação

    5.      educação física

    6.      filosofia

    7.      física

    8.      geografia

    9.      história

    10.  letras – inglês

    11.  letras – português

    12.  letras – português e espanhol

    13.  letras – português e inglês

    14.  matemática

    15.  música

    16.  pedagogia

    17.  química

    A prova é composta por questões, divididas entre a formação geral e a formação específica da área de avaliação, ambas combinando itens de múltipla escolha questões discursivas.

    O que é a PND

    A Prova Nacional Docente (PND) foi criada em 2025 para melhorar a qualidade da formação dos professores e estimular a realização de concursos públicos e demais processos seletivos pelas redes de ensino estaduais, do Distrito Federal e dos municípios e, desta forma, estimular o ingresso de profissionais qualificados no magistério público.

    A prova não é um concurso público e não é uma seleção unificada.

    A partir de 2026, os gestores das redes estaduais e municipais de ensino podem usar a nota da prova obtida pelo candidato como etapa única ou complementar de concursos públicos e em seleções  simplificadas de contratação destes profissionais para educação básica.

    A adesão, porém, não obriga os estados e municípios a usar os resultados da PND em todos os seus processos seletivos.

    O exame é parte do programa Mais Professores para o Brasil, criado em 2024 para fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério. A iniciativa pretende atender 2,3 milhões de docentes em todo o país.

    Agência Brasil

  • SJDH participa de seminário sobre impactos do racismo na primeira infância

    SJDH participa de seminário sobre impactos do racismo na primeira infância

    Uma infância protegida, com dignidade e sem discriminação racial é um direito fundamental, estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Este é o eixo central das discussões do seminário “Infâncias sem Racismo”, iniciado nesta segunda-feira (4), em Salvador, com participação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A atividade visa avaliar impactos negativos do racismo na primeira infância e como enfrentar as desigualdades sociais nessa etapa da vida.
    O seminário é promovido pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência). Na programação, painéis temáticos, rodas de conversas, atividades culturais e feira literária. Pela SJDH, participam a Coordenação Estadual da Criança e do Adolescente da Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (CPCA/SUDH) e o Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (CECA).
    O Coral Hora da Criança, projeto social homônimo formado por crianças de até 7 anos,  fez a apresentação inicial do seminário, que segue até esta terça-feira (5), no Gran Hotel Stella Maris.
    O titular da SJDH, Felipe Freitas, integrou a mesa de abertura e defendeu a necessidade de construir ações estratégicas para reduzir as desigualdades e promover o desenvolvimento social. “Qualquer agenda pública dirigida ao tema da primeira infância é fundamental, porque agrega um conjunto de ações públicas para uma fase da vida na qual o sucesso das políticas públicas é determinante. Investir na primeira infância é interromper a transmissão intergeracional da pobreza, trajetórias de exclusão e de desigualdades na nossa sociedade”, afirmou Freitas.
    “O racismo é, hoje, a principal causa que atrapalha e retarda o desenvolvimento do nosso país, porque ele impede que o país possa contar com toda a sua população para as dimensões positivas do seu desenvolvimento, além de fazer com que a maioria da população seja exposta às piores condições de vida e de participação no desenvolvimento social”, reforçou o secretário.
    Infância segura
    O seminário tem a proposta de capacitar e qualificar a atuação dos profissionais que atuam no Sistema Único da Assistência Social (SUAS). Além disso, o evento busca reafirmar o compromisso com a política da proteção social e de enfrentamento às violações de direitos que atingem, sobretudo, crianças negras e periféricas, na perspectiva da construção de soluções para uma infância mais segura, inclusiva e antirracista. “Mais de 80% da população baiana é negra. Devemos nos inspirar nessas crianças, que elas possam sonhar e ser o que elas quiserem; que possam ter sua autoestima preservada e nutrida para que elas possam ser fortes e cresçam com dignidade. Queremos garantir essa proteção integral para a nossa primeira infância”, destacou a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis.
    Já a secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, ressaltou a criação de políticas socioassistenciais que levem em conta questões raciais. “Precisamos promover iniciativas, integrar ações e agir nessa intercessão, em que a desigualdade econômica se encontra com o racismo, para fazer com que essa população, essa Bahia tão plural e diversa, saia dessa condição de pobreza e consiga acessar os degraus de cidadania”, reiterou Guimarães.
    A mesa de abertura contou também com a presença do diretor do Departamento de Proteção Social Básica do MDS, Elias Oliveira; da deputada estadual, Olívia Santana; e da especialista em Desenvolvimento Infantil da Unicef, Maria Luísa Passos.
     
    Bahia pela Paz
    Dentro das estratégias de enfrentamento à violência, o secretário pontuou o Bahia pela Paz, iniciativa do Governo do Estado, como uma política pública importante para promover uma cultura de paz, equidade e direitos humanos desde a infância. “Nesse sentido, a SJDH mantém a coordenação do Bahia pela Paz, que atuará nas 16 cidades que têm os maiores índices de violência letal do nosso Estado, com o objetivo de promover, nessas cidades, alternativas para as famílias e para os jovens, de vida digna e de enfrentamento à violência a partir da construção de uma cultura da paz. Construir espaços de infância, sem racismo, é construir espaços de uma sociedade sem violência e sem discriminação”, ressaltou.
    Fotos: Cleomário Alves/ASCOM_SJDH
  • Breno Lopes vibra com gol, vê Fortaleza em evolução e projeta confronto com Botafogo

    Breno Lopes vibra com gol, vê Fortaleza em evolução e projeta confronto com Botafogo

    Buscando sua recuperação na Série A do Brasileirão, o Fortaleza acabou lamentando um pouco o resultado conquistado na última rodada. Diante do Corinthians, fora de casa, o time teve mais uma nova boa apresentação e saiu na frente, mas acabou sofrendo o empate no fim e voltou para casa com um ponto somado, após o 1×1. Quem novamente deixou sua marca pelo Leão foi o atacante Breno Lopes.

    Assim como em 2024, o homem de frente novamente colhe bons números pelo clube. Breno Lopes chegou ao sexto gol na temporada, marcando em todas as cinco competições disputadas pelo Fortaleza no ano: Cearense, Copa do Nordeste, Libertadores, Copa do Brasil e Série A. Um detalhe importante: nos seis compromissos que marcou, nada de derrota para o Laion: quatro vitórias e dois empates.

    “É sempre bom marcar, ainda mais num jogo difícil, fora de casa. Começamos muito bem contra o Corinthians, entramos acesos e por pouco a gente não sai de lá com os três pontos que queríamos tanto. Mas faz parte, é do jogo. Agora é foco em fazer mais uma vez uma grande semana de trabalho”, afirmou o atacante.

    O Fortaleza agora se prepara para encarar mais um time alvinegro. No próximo sábado, em casa, é a vez de receber o Botafogo. Para Breno Lopes, que assumiu a vice-artilharia do clube no ano, mais um duelo daqueles pela frente.

    “O jogo do Corinthians já passou, mas nos serve também de lição para o restante da competição com certeza. Como eu falei, nosso objetivo agora é em focar muito nos treinamentos da semana, ver o que o professor nos vai pedir para mais um confronto difícil, o Botafogo também tem um bom time. Contamos com o nosso torcedor para buscarmos o resultado positivo”, finalizou.

    Fortaleza e Botafogo duelam às 20h30 de sábado, no Castelão, pela décima nona rodada da Série A 2025.

  • Neymar detona gramado sintético do Allianz

    Neymar detona gramado sintético do Allianz

    Voltando a atuar no estádio do Morumbi com a camisa do Santos após um hiato de 13 anos, Neymar teve atuação de destaque na noite de segunda-feira (4) com dois gols na vitória por 3 a 1 contra o Juventude, em resultado que tirou o time praiano da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
    Após a partida, o camisa 10 fez questão de elogiar o gramado do estádio e aproveitou para disparar críticas contra a grama sintética do Allianz Parque.
    “Jogar no Allianz, para mim, é impossível. Jogar em society é algo que incomoda qualquer jogador, independente das lesões. O Morumbi é muito bom e me sinto melhor. Me sinto bem nesse campo”, afirmou o jogador, que havia atuado pela última vez no estádio do São Paulo defendendo o Santos em abril de 2012, em vitória também por 3 a 1 contra o tricolor, pelas semifinais do Campeonato Paulista.
    O confronto entre Santos e Palmeiras no estádio do alviverde está programado para acontecer apenas no dia 30 de novembro, pela 32ª rodada do Brasileiro.
    Antes, o Santos de Neymar encara o Atlético-MG na Arena MRV, no dia 14 de setembro, e o Botafogo no Nilton Santos, em 19 de novembro, que também usam a grama sintética.
    No início do ano, Neymar foi um dos signatários de manifesto que já se colocava contra os gramados sintéticos no futebol brasileiro.
    “Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos”, dizia o texto intitulado “Futebol é natural, não sintético!”, que também foi assinado por nomes como Gabigol, Philippe Coutinho e Thiago Silva.
    “Objetivamente, com o tamanho e a representatividade que tem o nosso futebol, isso não deveria nem ser uma opção.”
    Embora muitos boleiros relatem que as travas das chuteiras ficam mais presas às fibras de gramado artificiais –o que contribuiria para lesões ligamentares–, ainda são inconsistentes as pesquisas sobre o assunto. Há uma série de estudos acadêmicos publicados o tema, com conclusões diferentes.
    “Não há qualquer comprovação científica de que o risco de lesão em campos artificiais seja maior do que em campos naturais. Pelo contrário: recente estudo publicado pela revista The Lancet Discovery Science aponta que a incidência de contusões em jogos de futebol disputados em gramados artificiais é inferior à de lesões em campos naturais”, disse o Palmeiras na ocasião, em resposta ao manifesto.
    O referido estudo da Lancet chegou a apontar que a incidência de lesões é 14% menor no gramado artificial. A superfície estável e homogênea pode contribuir para a prevenção, observaram os autores. O que os jogadores argumentam, no entanto, é que os campos de grama bons, como devem ser nos campeonatos de primeira linha, têm também superfície estável e homogênea.

    Bahia Notícias

  • Faustão fez depósito errado para conta de Alexandre Pires e se recusou a receber devolução

    Faustão fez depósito errado para conta de Alexandre Pires e se recusou a receber devolução

    Um erro do apresentador Fausto Silva acabou dando um dinheiro a mais para Alexandre Pires, de 49 anos.

     

    O artista, que foi contratado para fazer um show do ‘Baile do Nego Véio’ para o apresentador, recebeu o valor do cachê a mais do que o esperado.

     

    Em entrevista ao Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel, do SBT, no último domingo (3), o sambista contou que recebeu R$ 100 mil a mais do valor determinado pela equipe para pagar o show.

     

    Segundo Alexandre, Faustão se recusou a receber o valor de volta.

     

    “Eles depositaram R$ 100 mil a mais do nosso cachê. E eu falei: ‘mas como assim?’. Ele falou: ‘vou ligar para o rapaz e depois qualquer coisa eu te dou um retorno, mas você está sabendo de alguma coisa?’. Eu falei: ‘não’. E ele me retornou meia hora depois e disse: ‘olha, eu tentei aqui voltar esse valor para a conta do Fausto, mas ele não aceita porque ele acha que você fez dois shows na festa da Lu [Lu Cardoso, esposa do apresentador]”, contou.

     

    Para o artista, Faustão considerou que ele teria feito um show a mais no evento e por isso não quis receber o dinheiro de volta.

     

    “Só que ele não sabia que o meu show já duraria três horas. E ele pagou 100 mil reais a mais por essa apresentação que eu fiz no aniversário da Lu. Esse cara é excepcional”, disse.

    Bahia Notícias