Dia: 8 de outubro de 2025

  • Derrubada de MP é derrota imposta ao povo brasileiro, diz Lula

    Derrubada de MP é derrota imposta ao povo brasileiro, diz Lula

    Presidente diz que adversários querem limitar programas sociais

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na noite desta quarta-feira (8) a decisão do plenário da Câmara dos Deputados de retirar de pauta a votação da Medida Provisória (MP) 1303/2025, que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, o texto caducou.

    “A decisão da Câmara de derrubar a medida provisória que corrigia injustiças no sistema tributário não é uma derrota imposta ao governo, mas ao povo brasileiro. Essa medida reduzia distorções ao cobrar a parte justa de quem ganha e lucra mais. Dos mais ricos. Impedir essa correção é votar contra o equilíbrio das contas públicas e contra a justiça tributária”, escreveu o presidente em uma postagem nas redes sociais.

    Lula ainda atribuiu o revés sofrido a interesses da oposição e de partidos de centro em inviabilizar a manutenção de programas sociais do governo.

    “O que está por trás dessa decisão é a aposta de que o país vai arrecadar menos para limitar as políticas públicas e os programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros. É jogar contra o Brasil”.

    Considerada essencial para o equilíbrio fiscal de 2026, a MP previa a tributação de fundos de investimento e regras específicas para a tributação de ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros. Originalmente, a expectativa era que o texto elevasse a arrecadação do governo em R$ 20,8 bilhões e reduzisse outras despesas em mais de R$ 10 bilhões.

    No entanto, para avançar na comissão especial e poder seguir a plenário, o relator da medida, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), chegou a costurar acordos com diferentes bancadas para excluir a tributação de bets e aplicações em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD). A versão original da MP previa a taxação da receita bruta das bets regularizadas com alíquota entre 12% e 18%. Já as aplicações de LCI, LCA e LCD teriam alíquota de 5%. Nem assim, a MP prosperou.

    Na votação que retirou a MP de pauta, foram 251 votos favoráveis e 193 contrários ao pedido, apresentado pela oposição.

    Mais cedo, antes da votação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão já vinham se posicionando ostensivamente contra a medida e celebraram a derrubada da MP em plenário.

    “Hoje ficou claro que a pequena parcela muito rica do país não admite que seus privilégios sejam tocados. Não querem pagar impostos como a maioria dos cidadãos. E não querem que o governo tenha recursos para investir em políticas para a população. Quem votou na Câmara para derrubar a MP que taxava os super ricos votou contra o país e o povo”, criticou a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, responsável pela articulação política do governo.

    Câmara aprova retirada da MP alternativa ao IOF; texto caduca

  • Câmara aprova retirada da MP alternativa ao IOF; texto caduca

    Câmara aprova retirada da MP alternativa ao IOF; texto caduca

    Texto precisava ser aprovado até hoje para não perder validade

    A Câmara dos Deputados aprovou pedido de retirada da pauta de votação a Medida Provisória (MP) 1303/2025, que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, o texto caducou.

    Foram 251 votos favoráveis e 193 contrários ao pedido, apresentado pela oposição.

    Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão vinham se posicionando contra a medida.

    O relator da MP, Carlos Zarattini (PT-SP), argumentou ainda que atendeu a praticamente todos os pedidos dos parlamentares.

    “Trabalhamos nesses 120 dias para garantir a aprovação da MP. Avançamos em alguns pontos, atendemos muitas reivindicações, fizemos um texto que teria todas as condições de ser aprovado nessa Casa e de ser sancionado pelo presidente da República, um texto de consenso”, disse.

    MP do IOF
    A versão original da MP propunha a taxação de bilionários, bancos e bets como forma de aumentar a arrecadação. A ideia era taxar a receita bruta das bets com alíquota entre 12% e 18%, além da taxação de aplicações financeiras, como as Letras de Crédito Agrário (LCA), de Crédito Imobiliário (LCI) e de Desenvolvimento (LCD), bem como juros sobre capital próprio.

    A previsão inicial era arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões, em 2026. Com as negociações, a projeção caiu para R$ 17 bilhões.

    Os recursos irão para o Orçamento como forma de cumprimento da meta de superávit. A proposta de Orçamento de 2026 tem meta de superávit de R$ 34,3 bilhões.

    O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que houve quebra do acordo com a retirada da MP da pauta de votação.

    “Consideramos o que está acontecendo aqui hoje um ato de sabotagem contra o Brasil. Da parte do relator, houve toda a paciência para discutir um acordo de mérito, mas o que ficou claro para a gente é que aqui ficou claro a vontade de impor uma derrota politica para o Brasil, não para o presidente Lula”, afirmou Lindbergh durante coletiva no final da tarde no Salão Verde da Câmara.

    Segundo o líder do PT, o movimento teria sido encabeçado pelos presidentes do PP, Ciro Nogueira, do União Brasil, Antonio Rueda, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que querem antecipar o debate eleitoral do próximo ano.

    A líder da federação Rede-PSOL na Câmara, Talíria Petrone (PSOL-RJ), também acusou os políticos de tentarem derrubar a medida provisória para antecipar o debate eleitoral para presidente.

    “Ao pensarem que atacam o governo do presidente Lula, eles atacam o conjunto do povo brasileiro. A gente viu a população nas ruas exigindo um Congresso que se voltasse para o povo e vimos nas últimas semanas pautas contra o povo brasileiro, como a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Blindagem”, ponderou.

    O oposicionista Mendonça Filho (União-PE) afirmou que a proposta tinha a definição de MP da mentira.

    “Na origem dela era para substituir o aumento de IOF, que foi derrubado nessa Casa no Congresso Nacional, e que o governo recorreu e por decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal foi restabelecido”, disse o deputado, ao afirmar que o imposto arrecada R$ 30 bilhões por ano.

    Com a não aprovação da MP, o governo deve fazer um novo bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares. A perda na arrecadação estimada é de R$ 35 bilhões em 2026.

  • Trump anuncia acordo de paz entre Israel e Hamas e promete libertação de reféns

    Trump anuncia acordo de paz entre Israel e Hamas e promete libertação de reféns

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta quarta-feira, 8, que Israel e o grupo Hamas assinaram a primeira fase do plano de paz proposto por Washington para encerrar a guerra em Gaza. O comunicado foi feito por meio de sua rede social.

    Segundo Trump, o acordo prevê a libertação de todos os reféns e a retirada das tropas israelenses para uma linha definida em comum entre as partes. O local exato dessa linha, contudo, não foi detalhado.

    “Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz. Isso significa que TODOS os reféns serão libertados em breve e Israel retirará suas tropas para uma linha acordada, como os primeiros passos em direção a uma paz forte e duradoura. Todas as partes serão tratadas com justiça!”, escreveu o presidente.

    Trump agradeceu o apoio de Catar, Egito e Turquia, que atuaram como mediadores nas negociações. Mais cedo, durante uma conversa com jornalistas, o presidente recebeu um bilhete do secretário de Estado, Marco Rubio, e mencionou a possibilidade de viajar ao Oriente Médio no próximo fim de semana.

    No último sábado, o republicano já havia afirmado que o acordo seria “bom para todas as partes envolvidas”. “Eles começaram a negociar nos últimos dias e estão negociando agora. Ouvi dizer que está indo muito bem”, declarou.

    O plano de paz norte-americano foi apresentado no fim de setembro e inclui 20 pontos principais, entre eles a libertação dos reféns e a criação de um governo internacional para administrar Gaza. Ainda não há confirmação sobre quais itens foram aceitos no acordo assinado.

    O conflito entre Israel e Hamas teve início em 7 de outubro de 2023 e já deixou mais de 67 mil palestinos mortos e cerca de 9,5 mil desaparecidos, segundo o Ministério da Saúde do território palestino.

  • Haddad anuncia acordo para votar MP que substitui aumento do IOF

    Haddad anuncia acordo para votar MP que substitui aumento do IOF

    Fazenda estima perda de arrecadação de R$ 3 bi em 2026 após concessões

    O governo, o Senado e a Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para votação da Medida Provisória (MP) que substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), disse nesta terça-feira (7) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, todas as partes fizeram concessões, que devem resultar em perda de cerca de R$ 3 bilhões na arrecadação prevista para 2026.

    A negociação foi selada em reunião no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a presença do líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-PE). De acordo com Haddad, as divergências que travavam o avanço do texto foram superadas após os ajustes feitos pelo Executivo e pelos parlamentares.

    “Depois dos esclarecimentos feitos, parece que o calendário agora vai seguir o seu caminho, evidentemente com o aval do governo, que está dando apoio ao deputado Zarattini”, declarou Haddad ao sair da reunião no Senado.

    A Câmara dos Deputados havia costurado um acordo para votar o relatório, mas as negociações emperraram no Senado, em meio à resistência de setores econômicos que seriam afetados pelas novas regras.

    Reforço na regulamentação

    Entre as principais concessões, o governo decidiu manter a isenção sobre as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), recuando da proposta inicial de tributação. Haddad explicou que a mudança atendeu a um apelo do setor produtivo, que argumentou que a cobrança poderia ter impacto negativo em um cenário de juros elevados.

    Segundo Haddad, o governo precisará apertar a regulação para estancar a perda de arrecadação. O governo, explicou o ministro, deve reforçar os critérios para que os recursos investidos em LCI e LCA sejam aplicados nas operações de crédito ligadas ao agronegócio e ao mercado imobiliário.

    Bets

    Outro ponto negociado foi a tributação das casas de apostas eletrônicas. O governo desistiu de elevar o imposto sobre as bets, mas incluiu uma compensação. As empresas que operavam no país antes da regulamentação do setor deverão pagar 30% da receita obtida nesse período.

    Inicialmente, o Ministério da Fazenda previa arrecadar R$ 20 bilhões com a MP. Com as modificações, o valor foi reduzido para R$ 17 bilhões, o que representa uma queda de R$ 3 bilhões na estimativa de receita.

    A presença de Haddad no Senado nesta terça-feira reforça a pressa do governo em aprovar o texto. A MP precisa ser votada pelo Congresso até esta quarta-feira (8) para não perder validade.

     

    Agência Brasil

  • Lula sanciona MP que acelera atendimento de especialistas no SUS

    Lula sanciona MP que acelera atendimento de especialistas no SUS

    Convertido em lei, programa Agora Tem Especialistas deve ser ampliado

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (7) a Medida Provisória (MP) 1301/2025, que cria o Programa Agora Tem Especialistas, e agora se torna lei federal. O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no fim de setembro.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente validou integralmente a versão final aprovada pelos parlamentares, sem vetos.

    Anunciado em julho, o programa visa ampliar o número de médicos especialistas nas regiões mais necessitadas desses profissionais e reduzir o tempo de espera no atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da oferta de prestadores privados em troca de redução em tributos federais.

    A renúncia fiscal estimada será de R$ 2 bilhões ao ano a partir de 2026. Embora os procedimentos possam ser realizados já a partir deste ano, as deduções do imposto a pagar ou em débito começam em 2026.

    A iniciativa permite que os estabelecimentos que aderirem ao programa ofereçam atendimento especializado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), colaborando para reduzir o tempo de espera da população por cirurgias, exames e consultas na saúde pública. Pelo texto, o programa funcionará até 31 de dezembro de 2030.

    “Já tivemos inclusão de pacientes sendo atendidos pelos planos de saúde, pacientes ainda atendidos em hospitais privados. Já tivemos as ações de terceiro turno em várias gestões municipais. Os nossos hospitais federais já estão trabalhando em terceiro turno para fazer mais cirurgias, mais exames mais consultas”, destacou Padilha.

    “Colocamos mais de 300 médicos especialistas para atuar em várias regiões do país através de uma ação direta do governo federal. Tudo isso era permitido pela Medida Provisória, agora ela virando lei, tem mais força, mais segurança, inclusive para adesão de hospitais privados, de adesão do plano de saúde, de hospitais de saúde para atender a nossa população, dá mais sustentabilidade para o programa Agora Tem Especialistas”, acrescentou o ministro.

    A preocupação com a distribuição dos profissionais no país motivou o governo a criar o programa.

    Dados do Ministério da Saúde mostram que a maior parte dos médicos especialistas se concentra em três unidades da Federação: Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. No total, são 244.141 médicos generalistas (40,9%), enquanto os especialistas chegam a 353.287 (59,1%) sem atuar em regiões mais distantes e ainda se concentrar na iniciativa privada.

    Os novos contratados pelo programa atuarão em policlínicas e laboratórios especializados. A proposta permite que os atendimentos possam ser executados, total ou parcialmente, por telemedicina, respeitados os princípios do SUS, a confidencialidade das informações e o consentimento expresso do paciente.
    Agência Brasil

  • Plunct, plact, zum, não vai a lugar nenhum!

    Plunct, plact, zum, não vai a lugar nenhum!

    Chico Araújo*

    PEC da Blindagem (ou bandidagem), dosimetria, isenção de IR, carinhos de Trump para Lula, “quem matou Odete Roitman?”, cidades dominadas por facções… e o Natal se aproximando.

    O Brasil não é para amadores – ou principiantes, lembrando um ditado popularizado pelo saudoso (e tome saudoso em tempos de paredões) Tom Jobim.

    Incrível, como o Brasil consegue ao mesmo tempo ser um país de infinitas riquezas, tanto naturais como o fato de oferecer ao mundo a condição de um celeiro capaz de alimentar boa parte da humanidade, além de manter uma grande parte de seu território quase intocável (a luta constante contra o desmatamento, queimadas, exploração irregular de minérios…)
    Mas, ao mesmo tempo, é um país pobre, que ainda luta contra a extrema pobreza, dependente de programas sociais. Do outro lado, um pequeno percentual de ricos e extremamente ricos que sequer aceitam a possibilidade de reduzir o acúmulo de riqueza, mesmo que não consigam gastá-la por cinco gerações ou mais.
    Pior, os que defendem a manutenção dessa realidade e chamam qualquer inciativa de redução das diferenças de “comunismo”.

    O comunismo é uma utopia que só dá certo nos formigueiros, mas é uma falácia idiota citada nos discursos dos que preferem a manutenção de um status quo baseado nas diferenças de classes, na exploração.

    O Brasil é um país extremamente rico. É roubado, dilapidado, desde que os primeiros portugueses desembarcaram por aqui. Foi explorado ao extremo. Sofreu com ditaduras militares (com obras faraônicas em que recursos foram desviados para os bolsos dos que ainda hoje são parte do percentual de ricos), com a corrupção desenfreada, quase cultural, entranhada em todos os serviços públicos, em casas legislativas viciadas na famosa “Lei de Gerson” (tem que levar vantagem em tudo, certo?), escolhas erradas, como abandonar ferrovias e apostar em cortar o país em rodovias para agradar imperialistas… E ainda assim, tem recursos para sustentar quase 20 milhões de lares com o Bolsa Família.
    Nada contra, aliás, tudo a favor. Doar um mínimo de dignidade a quem passa fome, não tem emprego, passa necessidade é extremamente positivo. O problema é que nada se cria para tirar parte desse percentual de brasileiros dessa condição. ”Tá funcionando? Deixa como está!”. Infelizmente, programas sociais têm retorno em votos e todo mundo quer tirar proveito disso.
    Onde está o erro? Vamos começar falando sobre educação. O Brasil não tem, nunca teve, sem se preocupa em ter um projeto de país para a educação. Muita coisa melhorou, claro. Existem recursos para escolas, para salário de professores (mesmo que ínfimos, sem reconhecer a importância desse profissional), merenda escolar, transporte… Mas, a educação ainda continua uma colcha de retalhos.

    O Brasil continua tendo quase 30% da população entre 15 e 64 anos na condição de analfabetos funcionais. Ou seja, o modelo atual de educação fracassou com um terço dos brasileiros.

    O que se faz para mudar isso? Alguns estados constroem muitas escolas. Concreto. Mas, não pensam em como a educação pode ser atrativa, preferindo gastar os recursos em paredes. O investimento nos humanos que vão ser os responsáveis pela moldagem das novas gerações de brasileiros, é o de menos. Cimento, tijolos e ferragens são mais importantes.
    Custa tanto assim criar atrativos, como cursos profissionais rápidos, atividades voltadas ao empreendedorismo (que tanto querem nos empurrar), dotas as escolas de ferramentas para estimular cultura e o esporte?
    O esporte, inclusive, é um capítulo à parte. Pouco se tem no Brasil de formação de atletas – não que tudo seja a disputa esportiva, mas que a competitividade ajuda a desviar jovens de caminhos obscuros… sem sobra de dúvida. Os governos adoram fazer autopromoção em cima de resultados de atletas, mas ninguém se preocupa com formação, da base – isso só acontece no futebol e isoladamente, por região, em alguns esportes.
    Isso tudo para falar de como as coisas seriam melhores com políticos e gestores mais preocupados na formação das novas gerações, do que na geração de novos recursos para os próprios bolsos. Depois não venham reclamar da violência…!!!


    Chico Araújo é Jornalista e editor do Diga!

  • Cristiano Ronaldo entra para a história como o primeiro bilionário do futebol, revela portal

    Cristiano Ronaldo entra para a história como o primeiro bilionário do futebol, revela portal

    Cristiano Ronaldo segue quebrando recordes — dentro e fora de campo. De acordo com o site Bloomberg, especializado em finanças, o astro português se tornou o primeiro jogador de futebol bilionário da história, alcançando um patrimônio estimado em 1,4 bilhão de dólares (cerca de R$ 7,5 bilhões, na cotação atual).

    A marca foi atingida após a renovação do contrato do atacante com o Al-Nassr, clube da Arábia Saudita. O novo vínculo, válido até 2027, é avaliado em mais de 400 milhões de dólares (cerca de R$ 2,1 bilhões). Somado ao primeiro acordo com o clube saudita — que lhe rendeu aproximadamente 200 milhões de dólares.

    Entre 2002 e 2023, o craque já havia acumulado 550 milhões de dólares em salários, segundo o levantamento da Bloomberg. Mas não foram apenas os contratos esportivos que o levaram ao topo. O português construiu uma verdadeira marca global, com parcerias comerciais e investimentos pessoais em diferentes setores.

    Além dos ganhos com o futebol, Cristiano Ronaldo ampliou seu patrimônio por meio de acordos milionários de patrocínio com marcas como Nike, Armani e Castrol — estimados em 175 milhões de dólares. Fora do esporte, o jogador também investe em moda, hotelaria e turismo, com destaque para a rede de hotéis Pestana CR7, presente em cidades como Lisboa, Madri e Nova York.

    O atacante ainda mantém participações em negócios menores em Portugal, especialmente na capital portuguesa, onde investe com amigos e empresários locais.

    Embora seja o primeiro jogador de futebol a atingir o bilhão, Cristiano Ronaldo se junta a um grupo seleto de esportistas que já ultrapassaram essa marca. Roger Federer e Michael Jordan são dois dos exemplos mais notórios — mas por caminhos diferentes.

    De acordo com a Bloomberg, Federer se tornou bilionário principalmente graças à sua participação na empresa esportiva On, enquanto Jordan construiu sua fortuna com acordos comerciais, especialmente com a Nike e a marca Air Jordan.

    Bahia Notícias

  • Fábrica da BYD em Camaçari será inaugurada nesta quinta-feira

    Fábrica da BYD em Camaçari será inaugurada nesta quinta-feira

    Nesta quinta-feira (9), às 9h, será oficialmente inaugurada a fábrica da Build Your Dreams (BYD), instalada no Polo Industrial de Camaçari. A unidade, que representa o maior complexo da empresa fora da China, está estabelecida em uma área de 4,6 milhões de metros quadrados e constitui um dos maiores polos de produção de veículos elétricos da América Latina.

    A cerimônia contará com a presença do prefeito Luiz Caetano, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues, do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, secretários municipais e outras autoridades, além de representantes da montadora chinesa, a exemplo do CEO da empresa, Wang Chuanfu, do vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, e vice-presidente executiva, Stella Li.

    A implantação da BYD no município traz significativo impacto para a economia local, fomentando geração de empregos diretos e indiretos, fortalecimento da cadeia produtiva e atração de novos investimentos. O projeto consolida Camaçari como um importante centro de inovação e tecnologia sustentável no setor automotivo.

    Resultado de um investimento de cerca de R$ 5,5 bilhões, a unidade de Camaçari é a segunda maior da BYD no mundo. Durante o processo de instalação, a fábrica já mantinha cerca de 1.000 funcionários. A expectativa é de que, até o final do ano, o quadro seja formado por 3.000 profissionais, sempre mantendo a prioridade pela mão de obra local.

    Quanto à produção, a fábrica começa com capacidade anual de 150 mil veículos e previsão de expansão para 300 mil, no decorrer da segunda fase.

    No mês de julho, durante cerimônia em um dos galpões do complexo, a BDY apresentou o BYD Dolphin Mini – primeiro veículo fabricado no Brasil. O ato foi caracterizado como um marco histórico para a consolidação do país como protagonista de transição para a mobilidade elétrica.

    Foto: Juliano Sarraf

  • Travessias marítimas Salvador–Mar Grande e Salvador–Morro de São Paulo operam normalmente nesta quarta-feira (8)

    Travessias marítimas Salvador–Mar Grande e Salvador–Morro de São Paulo operam normalmente nesta quarta-feira (8)

    As travessias marítimas entre Salvador–Mar Grande e Salvador–Morro de São Paulo estão funcionando normalmente nesta quarta-feira (8), com movimento moderado de passageiros e sem qualquer tipo de restrição.

    Após cinco dias operando com conexão em Itaparica devido às condições adversas de navegação, os catamarãs que fazem a linha Salvador–Morro de São Paulo retomaram hoje a viagem direta entre os terminais.

    Na travessia Salvador–Mar Grande, o embarque segue tranquilo nos terminais do sistema. Estão em operação seis embarcações, com saídas regulares tanto do Terminal de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, quanto do Terminal Náutico da Bahia, localizado no bairro do Comércio, em Salvador. As embarcações navegam em boas condições na Baía de Todos-os-Santos.

    Últimos horários do dia:

    Do Terminal Náutico (Salvador): até às 19h30

    Do Terminal de Vera Cruz (Mar Grande): até às 18h

    Tarifas da Travessia Salvador–Mar Grande:

    Mar Grande → Salvador: R$ 8,60 (segunda a sábado) / R$ 11,60 (domingos e feriados)

    Salvador → Mar Grande: R$ 10,60 (segunda a sábado) / R$ 13,60 (domingos e feriados)

    Horários das saídas:

    De Salvador para Mar Grande:
    6h30, 7h, 8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 12h30, 13h, 13h30, 14h, 15h, 16h, 17h, 17h30, 18h, 18h30 e 19h30

    De Mar Grande para Salvador:
    5h, 5h30, 6h, 6h30, 7h, 8h, 9h, 10h, 10h30, 11h, 11h30, 12h, 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 17h30 e 18h

    Travessia Salvador–Morro de São Paulo
    A linha Salvador–Morro de São Paulo também opera normalmente, com viagens diretas entre os terminais. Os catamarãs partem do Terminal Náutico às 9h e 10h30, enquanto os retornos de Morro ocorrem às 11h30 e 13h30. O trajeto direto tem duração média de 2h20. Há disponibilidade de passagens em todos os horários nos guichês das concessionárias no Terminal Náutico.

    Tarifas:

    Salvador → Morro de São Paulo: R$ 152,51

    Morro de São Paulo → Salvador: R$ 138,71

    Escunas de turismo
    As escunas de turismo também estão operando normalmente nesta quarta-feira. Desde as 8h, partem do Terminal Náutico para o tradicional “Passeio às Ilhas”, na Baía de Todos-os-Santos, com paradas programadas na Ilha dos Frades e em Itaparica. O retorno para Salvador está previsto para as 17h.

  • Prefeitura de Salvador entrega mais 101 casas reformadas pelo Morar Melhor em Águas Claras

    Prefeitura de Salvador entrega mais 101 casas reformadas pelo Morar Melhor em Águas Claras

    A Prefeitura de Salvador entregou, na noite desta terça-feira (7), mais 101 casas reformadas pelo programa Morar Melhor no bairro de Águas Claras. Esta é a segunda vez que a iniciativa chega à localidade, totalizando 432 imóveis requalificados. O evento contou com a presença do prefeito Bruno Reis e do secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos de Souza, que celebraram mais uma etapa do maior programa habitacional já realizado pela capital baiana.

    Neste mês de outubro, o Morar Melhor completa 10 anos e já superou a marca de 60 mil casas reformadas. O programa é desenvolvido em toda a cidade, e as áreas mais contempladas foram o Subúrbio Ferroviário, Cabula, Tancredo Neves, Cajazeiras, Liberdade e São Caetano.

    Uma das beneficiadas em Águas Claras foi Janusia Souza Ramos, de 42 anos. Moradora há mais de duas décadas da comunidade, ela vive com a mãe, dona Josete, e os dois filhos, Arthur (9) e Raiana (22). Antes da reforma, a casa apresentava goteiras que danificavam móveis e comprometiam o conforto da família.

    “Eu estou muito feliz, muito grata pela oportunidade de ter sido escolhida para ter a reforma da minha casa, porque eu sonhava com isso todos os dias. E se eu fosse fazer, ia demandar um tempo. E ao mesmo tempo maravilhada como em pouco tempo eles fizeram a minha casa tão linda, e mais até do que eu esperava. Antes a gente tinha os quartos todos acoplados um no outro. E agora cada um tem seu quarto individual, tenho meu banheiro, a minha área de lavar que eu pedi, minha fachada, que todo mundo está dizendo que está linda, maravilhosa”, contou.

    A mãe dela, dona Josete, também celebrou o novo lar, especialmente às vésperas de seu aniversário, que será comemorado no próximo domingo (12). Já a neta Raiana faz aniversário no dia 31. “Eu estou muito feliz, agradecendo a Deus cada minuto. Já melhorou bastante o banheiro da gente, a cozinha da gente. Agora eu posso convidar alguém para vir aqui”, disse, emocionada.

    O prefeito Bruno Reis fez um histórico do programa ao ressaltar o aniversário de dez anos. “Quando iniciamos esse programa muitas pessoas duvidavam do seu sucesso. Na época, todos os programas que existiam de reformas tinham outros formatos. Muitos deles não cumpriram o objetivo que era de transformar de fato a vida das pessoas. Havia um desafio de se criar um programa ouvindo milhares de pessoas das ruas que precisavam de reformas em suas casas”, disse.

    No início, a iniciativa era bastante desafiadora, lembra o prefeito. “Imagine, como neste caso, realizar 101 reformas ao mesmo tempo. Quem trabalha com obras sabe a dificuldade que é”, disse, ao ressaltar a história de Janusia e dona Josete. “Dona Josete me contou há instantes atrás que sua casa tinha muitas dificuldades. Uma história muito emocionante, mas hoje é motivo de alegria. Dona Josete falou que o banheiro está top. Sem sombra de dúvidas é uma outra casa”, afirmou.

    Ele ainda fez um balanço do programa e disse que a meta é ampliar ainda mais o número de residências beneficiadas no ano que vem. “Levamos esse programa para 60 mil casas de Salvador. Virou um dos programas mais premiados, um case de sucesso e que outros estados estão copiando. Deixo aqui o meu agradecimento a todos envolvidos. Ano que vem, o Morar Melhor vai atender ainda mais famílias. Hoje é o programa que as pessoas mais pedem nas ruas de Salvador”, salientou.

    O secretário Luiz Carlos de Souza reforçou a importância do equilíbrio fiscal da gestão municipal para a execução do programa. “São 432 famílias que não tinham condições de fazer uma reforma, uma melhoria na sua casa, e a Prefeitura fez. Isso significa dizer que nós temos uma gestão fiscal excelente, o que permite fazer esse tipo de investimento. O programa Morar Melhor é um case de sucesso. São mais de 60 mil famílias beneficiadas, mas nenhuma delas tem uma história igual. Toda inauguração tem uma história diferente de superação, de paciência, de persistência, de fé”, destacou o secretário.

    Sobre o programa – Nessa década em atuação, os serviços mais realizados foram a troca de telhado, realização de reboco, colocação de esquadrias, instalação de kit sanitário e pintura. Algumas outras ações foram a construção de escadas, de rampas de acesso e colocação de corrimão. Os problemas mais recorrentes encontrados pelas equipes são imóveis em áreas de risco, casas com problemas estruturais, infiltrações, mofos e residências sem banheiro.

    O programa tem três objetivos definidos: resgatar a cidadania e a autoestima da população residente nas áreas contempladas; prestar assistência técnica nas áreas de Arquitetura e Construção Civil; e oferecer moradia mais digna para as pessoas.

    A escolha das localidades que serão contempladas leva em consideração dados do IBGE sobre regiões da cidade com maior predominância de domicílios com alvenaria sem revestimento, de pessoas abaixo da linha de pobreza e de mulheres chefes de família. Não podem ser contemplados imóveis em situação de risco, casas de aluguel e famílias com renda superior a três salários-mínimos.

    O Morar Melhor foi premiado, em 2017, com o Selo de Mérito Especial no Fórum Nacional de Habitação e Interesse Social, promovido pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos e pelo Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano. O selo é conferido a projetos que apresentam resultados de boas práticas em habitação. A meta é alcançar mais 15 mil casas até 2028.

    Fotos: Valter Pontes/ Secom PMS