Dia: 16 de dezembro de 2025

  • Hospital Ortopédico do Estado da Bahia implementa Centro de Controle Operacional para aprimorar a gestão de leitos e do fluxo do paciente na unidade

    Hospital Ortopédico do Estado da Bahia implementa Centro de Controle Operacional para aprimorar a gestão de leitos e do fluxo do paciente na unidade

    O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), unidade 100% SUS administrada pelo Einstein Hospital Israelita, avança mais uma vez na modernização da saúde pública ao lançar um Centro de Controle Operacional (CCO). A iniciativa reforça o compromisso da organização com a gestão eficiente, a inovação e a qualificação contínua do cuidado, incorporando tecnologia, monitoramento e análise de dados para aprimorar a jornada do paciente e assegurar a melhor experiência possível dentro da unidade.

    O CCO é um espaço estratégico dedicado ao acompanhamento em tempo real e à gestão integrada do fluxo do paciente, envolvendo todas as áreas assistenciais. Com isso, busca aprimorar a eficiência operacional, com foco na identificação de lacunas que impactem no giro de leitos, desospitalização e na ampliação do acesso.

    Com tecnologia, análise de dados e integração entre equipes, o Centro permite decisões mais ágeis e precisas, maior efetividade no cuidado e melhor uso dos recursos da unidade. Em outros hospitais públicos administrados pelo Einstein em São Paulo, por exemplo, o tempo médio de liberação de leitos já foi reduzido em 23%, em 2023, graças à introdução do CCO.

    “A criação do CCO surgiu da necessidade de termos uma visão mais ampla e sistêmica do hospital. A partir do acompanhamento em tempo real, conseguimos melhorar a comunicação entre as equipes, agilizar processos e garantir uma assistência mais segura e eficiente aos nossos pacientes”, explica Roger Monteiro, diretor do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia.

    Com a implantação do Centro de Controle Operacional, o HOEB dá um passo importante rumo à eficiência operacional e à melhoria contínua do cuidado ao paciente SUS — consolidando-se como um modelo de gestão e inovação em saúde pública no país.

  • Câncer de pulmão: especialista alerta que rastreamento não deve ser feito apenas por fumantes

    Câncer de pulmão: especialista alerta que rastreamento não deve ser feito apenas por fumantes

    O câncer de pulmão é uma das principais causas de morte por câncer no mundo. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), 1,8 milhão de mortes são registradas por ano decorrentes da doença. Embora o tabagismo seja o principal fator de risco, chegando a representar 80% a 90% dos casos, outros fatores também podem culminar na doença, mesmo entre não fumantes. Dados disponíveis no Registro de Câncer Hospitalar (RHC) de pacientes acima de 18 anos atendidos no SUS mostram que, em determinadas faixas etárias, especialmente acima dos 65 anos, o índice de pacientes não fumantes com câncer de pulmão chega a 26%.

    De acordo com a pneumologista Dra Larissa Abrahão, do Centro Integrado do Tórax, os fatores de risco além do tabagismo incluem: exposição ao gás radônio, histórico familiar da doença, tabagismo passivo, que pode elevar o risco em até 25%, poluição do ar e exposições ocupacionais, como asbesto e sílica e doenças pulmonares prévias, como DPOC e fibrose pulmonar. Ela destaca a necessidade de uma abordagem mais ampla: “É crucial expandir a discussão sobre quem deve realizar o rastreamento. O perfil de risco para câncer de pulmão é mais amplo do que se imagina, e não podemos limitar essa análise apenas aos fumantes.”

    O rastreamento é realizado por tomografia computadorizada de tórax de baixa dose (TCBD), um exame indolor e com baixa exposição à radiação. A recomendação é que fumantes ou ex-fumantes entre 50 e 80 anos realizem o exame anualmente.

    Atualmente, as diretrizes de rastreamento são voltadas para fumantes e ex-fumantes. “Para nunca fumantes, ainda não há recomendações para rastreamento populacional de rotina”, explica a Dra. Abrahão. Entretanto, ela sugere que o rastreamento individualizado deve ser discutido em casos de:

    – Idade igual ou superior a 50 anos.
    – Forte histórico familiar de câncer de pulmão.
    – Exposição ocupacional intensa a carcinógenos.
    – Radioterapia torácica prévia em dose significativa.
    – Doença pulmonar estrutural importante.

    No Brasil, os desafios para o diagnóstico precoce do câncer de pulmão incluem acesso desigual a exames e a alta prevalência de doenças que podem causar achados inespecíficos. “É essencial integrar o rastreamento a políticas de controle do tabagismo e capacitar as equipes de saúde”, conclui a médica.

  • Projeto Cacau com Florestas no Extremo Sul tem meta de contribuir com a retirada de mais de 800 pessoas da pobreza na Bahia

    Projeto Cacau com Florestas no Extremo Sul tem meta de contribuir com a retirada de mais de 800 pessoas da pobreza na Bahia

    Com apoio da Suzano e Instituto Arapyaú, projeto promove o acesso a assistência técnica e potenciais recursos a produtores locais

    Região forte na produção de cacau, o Extremo Sul da Bahia será contemplado pelo projeto Cacau com Florestas no Extremo Sul, uma iniciativa que visa transformar a realidade socioeconômica de agricultores familiares e cacauicultores em diferentes estágios de produção, por meio de assistência técnica com potencial combinação de acesso ao crédito. O projeto é uma parceria entre a Suzano – empresa referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto – e o Instituto Arapyaú – organização filantrópica que fomenta iniciativas de desenvolvimento sustentável.

    Conforme o gerente de Desenvolvimento Socioambiental da Suzano, André Becher, “a iniciativa surge para superar umas das barreiras que impede a maioria dos produtores de potencialmente acessar linhas de financiamento, uma vez que existe baixo acesso a assistência técnica e apenas 15% deles já conseguiram crédito, e as alternativas disponíveis hoje são inacessíveis ou inadequadas para pequenos produtores”.

    O projeto irá fornecer assistência técnica de qualidade para as famílias enquanto o crédito, quando possível e viável, será conectado via Fundo Kawá, um mecanismo que combina capitais de diversas fontes para oferecer crédito direcionado a pequenos produtores de cacau. A assistência técnica é orientada para apoiar os produtores na melhoria da produtividade (adubação, calagem, insumos); adensamento e manejo eficiente dos cultivos; beneficiamento de cacau e agregação de valor.

    O diferencial do projeto está no acompanhamento técnico direto aos produtores, que orienta decisões, organiza prioridades e garante resultados mais rápidos, sustentáveis e escaláveis. Somente no Extremo Sul da Bahia, a iniciativa espera retirar mais de 800 pessoas da pobreza com renda ampliada, produção fortalecida e cadeias sustentáveis de cacau.

    O projeto tem atuação nos municípios de Alcobaça, Caravelas, Ibirapurã, Itamaraju, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda. No entanto, há previsão de expansão para outros cinco municípios (Eunápolis, Belmonte, Itajimirim, Guaratinga e Porto Seguro).

    A implementação do projeto se dará até 2027, conciliando a implementação de práticas sustentáveis de baixo custo (biocalda, adubação orgânica, controle alternativo de pragas) e o incentivo do cultivo consorciado com mandioca e hortaliças para gerar renda imediata.

    O gerente da Suzano, André Becher, destaca que a empresa é parceira das comunidades e busca fortalecer o relacionamento ao construir, de forma participativa, soluções para geração de trabalho e renda. “Por meio dos nossos projetos com as comunidades vizinhas às nossas operações, buscamos promover geração de renda e fortalecer tecnicamente os produtores, criando oportunidades reais de autonomia financeira, qualidade de vida e empoderamento. Nosso compromisso é contribuir para a redução da pobreza e construir relações baseadas no diálogo aberto, respeito mútuo e parceria”, afirma.

  • Inédito! Centro Histórico é palco da exposição ‘CENAS’, tema que marca a 24ª edição do “calendário de final de ano” em homenagem ao teatro

    Inédito! Centro Histórico é palco da exposição ‘CENAS’, tema que marca a 24ª edição do “calendário de final de ano” em homenagem ao teatro

    Idealizado pelo fotógrafo baiano Mário Edson, com curadoria do escritor Marcos Cesário, o lançamento do calendário ‘CENAS’ (2026) será acompanhado pela exposição homônima no dia 17 de dezembro, quarta-feira, a partir das 19h, no ME Ateliê da Fotografia.
    No próximo dia 17 de dezembro, quarta-feira, o Centro Histórico de Salvador será palco da exposição ‘CENAS’ (2026), mostra que celebra o olhar fotográfico sob os espetáculos que fizeram história na cena teatral. Aberto ao público, a vernissage, prevista para acontecer às 19h, no ME Ateliê da Fotografia, marca o lançamento do calendário homônimo assinado pelo fotógrafo e idealizador do projeto, Mário Edson.

    Com curadoria especial, o público poderá conferir os retratos autorais de grandes espetáculos, em uma seleção inédita, que envolve recortes de figurinos, interpretações, luzes, contrastes e elementos visuais que marcam o teatro, através de dezesseis capturas que ilustram o calendário e uma exposição com 20 outras imagens. O projeto de 2026 vem juntar-se às comemorações pelos 70 anos da Escola de Teatro da Bahia, da Universidade Federal da Bahia e dos 20 anos do grupo Teatral Teatro NU, criado pelo dramaturgo Gil Vicente Tavares.

    Com montagens que marcaram época, o público poderá encontrar registros que buscam homenagear e perpetuar grandes nomes do teatro baiano e nacional, capturadas ao longo dos últimos 20 anos da carreira de Mário Edson. Entre elas, estão: As Velhas, Tom na Fazenda, Pássaros de Copacabana, Das “Coisa” da Vida, Bispo, O Galo, Surf no Caos e outras.

    “O conjunto de imagens que compõem esta edição do calendário reúne os registros realizados ao longo de anos de dedicação à memória das peças teatrais, em que acompanhei na Bahia, Brasil e no exterior. Esse carinho logo se transformou no tema de inspiração para o ‘calendário de 2026’. Através das CENAS (2026), meu desejo é que cada mês inspire, provoque e reafirme a importância da arte teatral na construção de memórias, afetos e olhares sobre o mundo”, afirma o fotógrafo.

    Junto ao lançamento do calendário ‘CENAS’ (2026), a exposição convida o público à revisitar momentos marcantes de cada ato teatral. A mostra, que se tornou um marco da tradição e da cultura do Centro Antigo, contempla 36 espetáculos itinerantes que já rodaram os teatros na Bahia, Rio de Janeiro e Brasil adentro, além do exterior.

    Há mais de duas décadas à frente dos tradicionais ‘calendários’ da cidade, Mário Édson apresenta a mais nova publicação após se destacar em edições anteriores, como: “Centro Histórico – Arte, cultura, memória e gastronomia” (2019); “Olorum” (2009); “Mães do Mundo – Mulheres de Axé” (2025); “Sagrada Irmandade” (2022); “Janelas Européias” (2011); e “Cuba – Um Olhar Brasileiro” (2016). Para 2026, a coleção recebe a curadoria do fotógrafo e escritor Marcos Cesário, coautor do livro Solidões (2025).

    “Mário Edson não procura registrar a intenção de cada espetáculo. Uma ideia, uma intenção, não pode ser fotografada. Ele procura aquele tempo que está entre seus sentimentos e seus enquadramentos. Aquele tempo individual e solitário que se move através do desejo de reter a cena fotografada e entre certeza de não saber, ao certo, o que seu olhar interpretou da interpretação de cada diretor, de cada ator que se move em cima do palco e dentro de sua cabeça. Estes retratos são a cenas interiores de Mário Edson; que, por acaso, estavam projetadas em cada espetáculo que ele pacientemente, instintivamente, registrou: interpretou”, comenta Cesário.

    De acordo com o escritor e blogueiro Hayton Rocha, o elemento em comum entre as imagens de ‘CENAS’ (2026) é a ‘luz’. “Não só a luz física, que recorta gestos e revela expressões, mas a luz simbólica que cria atmosfera, evoca sentimentos, traduz dualidades e devolve à cena sua beleza mais íntima. Desta vez, o teatro foi ‘O chamado’. Palco onde tantos fotógrafos registram apenas o acontecimento, ele (Mário Edson) o atravessa como quem busca a alma, não a superfície”, conclui.

  • Vaqueiro contratado pelo Ibama é morto em terra indígena no Pará

    Vaqueiro contratado pelo Ibama é morto em terra indígena no Pará

    Ele participava de operação de desintrusão determinada pelo STF
    Um vaqueiro contratado pelo Ibama foi assassinado em uma tocaia durante uma operação de desintrusão na Terra Indígena Apyterewa, no município de São Félix do Xingu, no Pará, nesta segunda-feira (15).

    Ele e outros vaqueiros tocavam cerca de 350 cabeças de gado por um ramal estreito na mata até um curral de onde o gado estava sendo retirado da área invadida. O vaqueiro foi atingido por um tiro na altura do pescoço.

    A emboscada ocorreu quando equipes de órgãos federais e estaduais cumpriam decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para a retirada dos invasores da região. Doze policiais militares e quatro policiais civis estão no local. A Polícia Federal já enviou vários agentes para a terra indígena.
    Agência Brasil

  • Dúvidas sobre onde deixar seu pet nas férias? Entenda o que importa na escolha da hospedagem

    Dúvidas sobre onde deixar seu pet nas férias? Entenda o que importa na escolha da hospedagem

    Infraestrutura adequada, equipes treinadas e rotina transparente são fatores decisivos para evitar estresse e riscos aos animais, aponta médica veterinária
    Com a chegada do período de férias, cresce também a procura por hotéis e hospedagens especializados para cães e gatos. Contudo, essa decisão exige, cada vez mais, atenção redobrada, já que a falta de planejamento pode transformar o descanso dos tutores em momentos de estresse para os animais, que ficam mais vulneráveis à riscos, doenças e desconfortos.

    A médica veterinária e professora da Universidade Salvador (UNIFACS), Juliary Correia, destaca que a infraestrutura da hospedagem é um dos primeiros pontos a serem avaliados para garantir uma estadia segura e tranquila para esses animais. “Ambientes limpos, ventilados, seguros e com áreas adequadas tanto para descanso quanto para atividades são essenciais para reduzir acidentes, evitar conflitos e facilitar a adaptação dos animais”, ressalta.

    Juliary Correia destaca ainda a qualificação da equipe como outro aspecto fundamental. Ela aponta que profissionais treinados em manejo de baixo estresse, reforço positivo e primeiros socorros veterinários fazem diferença na experiência do pet. “A forma como a equipe lida com os animais é um dos melhores indicadores de qualidade. Hospedagens que adotam práticas gentis e evitam punições tendem a proporcionar vivências mais seguras e confortáveis”, pontua a professora da UNIFACS.

    Saiba escolher a melhor hospedagem

    Na primeira visita ao local, é essencial que os tutores observem fatores como higiene, organização, enriquecimento ambiental e separação de animais por perfil e porte. Transparência sobre rotinas e procedimentos também é indispensável para reforçar a confiança no serviço prestado.

    Antes da estadia, Juliary Correia destaca que é fundamental garantir que vacinas e preventivos dos animais estejam atualizados, no caso dos cães, as vacinas V8 ou V10 e tosse dos canis; e para gatos, as vacinas V3, V4 ou V5. “O controle de pulgas, carrapatos e vermes também deve ser rigoroso. Além da consulta veterinária prévia e o repasse de informações detalhadas sobre rotina, medicação e alergias ajudam a evitar imprevistos”, alerta.

    A profissional também reforça algumas orientações para quem irá hospedar o pet pela primeira vez, entre elas:

    Visitar o local com antecedência;
    Acompanhar o manejo da equipe;
    Observar o comportamento dos animais que já estão hospedados no local escolhido;
    Enviar itens com o cheiro da casa;
    Realizar adaptações graduais na rotina dos pets;
    Solicitar atualizações diárias durante a estadia.

    A especialista lembra que nem todos os animais se adaptam bem a ambientes coletivos. Enquanto pets socializados costumam aproveitar melhor o convívio com outros, aqueles mais ansiosos, medrosos, reativos ou com saúde delicada podem precisar de hospedagens individualizadas. Por isso, um dia de adaptação, quando oferecido, é ideal para avaliar o comportamento do pet no novo ambiente.

    Cuidados para o retorno das férias

    Mesmo após o retorno para casa, os tutores devem ficar atentos. Sinais como apatia, alteração no apetite, vômitos, diarreia, lambedura excessiva, queda de pelos, vocalização intensa ou mudanças no comportamento social podem indicar estresse ou desconforto. Nessas situações, a recomendação da especialista é buscar orientação veterinária.

    “Com planejamento e escolha criteriosa, é possível garantir que as férias sejam tranquilas tanto para tutores quanto para pets, preservando sempre a saúde física e emocional dos bichinhos,” ressalta a médica veterinária.