Dia: 5 de janeiro de 2026

  • Serrinha: mulher é presa após esfaquear o irmão durante briga por sofá

    Serrinha: mulher é presa após esfaquear o irmão durante briga por sofá

    Uma mulher foi presa após esfaquear o próprio irmão durante uma briga familiar na cidade de Serrinha, no interior da Bahia, neste domingo (4). As informações foram confirmadas pela Polícia Civil da Bahia.

    De acordo com a polícia, o caso ocorreu no povoado de Entrude, na zona rural do município. A suspeita utilizou uma faca para atingir o irmão no tórax após uma discussão envolvendo um sofá que ficava na residência onde ambos moravam, junto com a mãe, o marido da suspeita e os filhos.

    Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher havia construído uma casa ao lado do imóvel da mãe e pretendia levar o móvel como parte da mudança. O irmão, no entanto, teria impedido a retirada do sofá, o que deu início ao desentendimento.

    Conforme o relato policial, a suspeita se exaltou e, em meio a outras desavenças familiares, desferiu o golpe contra o irmão. O caso foi registrado e segue sob apuração da Polícia Civil.

    Bahia Notícias

  • Operação Paredão: Suspeito é preso por tráfico de drogas

    Operação Paredão: Suspeito é preso por tráfico de drogas

    A Polícia Militar da Bahia realizou, na noite deste domingo (4), mais uma ação da Operação Paredão, voltada ao combate à perturbação do sossego e a crimes associados, reforçando a segurança e a tranquilidade da população. A ocorrência foi registrada no bairro de Brotas, durante rondas em áreas com recorrência de denúncias relacionadas ao uso de equipamentos sonoros do tipo “paredão”.

    Guarnições do CPRC-A que atuavam na Alameda Ogunjá, foram recebidas a tiros ao adentrar a localidade. As equipes realizaram incursões e abordagens na área. Durante a ação, um homem foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Os autores dos disparos conseguiram fugir e não foram localizados.

    Com o suspeito, os policiais apreenderam 53 pinos de cocaína, uma porção de maconha, um aparelho celular, um relógio, dois isqueiros, duas tesouras e a quantia de R$ 2.032,00 em dinheiro.

    O indivíduo detido e todo o material apreendido foram encaminhados à Central de Flagrantes, em comboio, para adoção das medidas legais cabíveis, sendo a ocorrência devidamente registrada.

    A Polícia Militar da Bahia segue intensificando as ações da Operação Paredão em Salvador e em todo o estado, atuando de forma firme e integrada no enfrentamento à criminalidade e na preservação da ordem pública.

    Bahia Notícias

  • Peça fundamental para o acesso da Chapecoense à Série A, zagueiro Victor Caetano projeta estreia na temporada 2026

    Peça fundamental para o acesso da Chapecoense à Série A, zagueiro Victor Caetano projeta estreia na temporada 2026

    O jogo que abrirá o Campeonato Catarinense 2026 será Chapecoense e Brusque nesta terça-feira, às 19h, na Arena Condá. Atual vice-campeã estadual, a Chape pinta como uma das grandes favoritas a brigar pelo título na competição deste ano, principalmente por ser o único representante de Santa Catarina na elite do futebol brasileiro após o acesso conquistado em 2025.

    Um dos alicerces alviverde é o sistema defensivo que conta com o zagueiro Victor Caetano. Ele foi um dos jogadores mais regulares da equipe comandada por Gilmar Dal Pozzo na última Série B atuando em 28 partidas e ficando 13 jogos seguidos sem derrota. Além disso, marcou um gol, deu uma assistência e com ele em campo a Chape sofreu apenas 21 tentos, média inferior a um gol por jogo (0,75).

    A Chapecoense se reapresentou no último dia 26 de dezembro. Com pouco tempo de pré-temporada, Victor Caetano sabe que a equipe ainda não estará no seu melhor nível físico. Mesmo assim, acredita numa boa estreia diante do Brusque. “Sabemos que o grupo ainda não estará 100% na parte física. Porém, estamos muito confiantes nesse novo ciclo que se inicia, principalmente porque os treinos foram muito intensos e mantivemos uma base do ano passado. Esse entrosamento será importante na largada do ano”, opinou o zagueiro.

    Com um calendário de cinco competições (Campeonato Catarinense, Série A, Copa do Brasil, Copa Sul-Sudeste e Copa Santa Catarina), Victor Caetano prevê um 2026 desgastante, porém, novamente de sucesso. “Estou muito feliz por mais uma temporada iniciada. Treinei nas férias e sinto que posso ajudar a equipe da melhor maneira. Será um ano puxado, mas especial na minha carreira. Lutei muito para chegar até aqui e quero aproveitar essa oportunidade de disputar títulos e enfrentar os grandes jogadores do futebol brasileiro”, finalizou.

  • Primeira vara de atenção a idosos faz um ano e é referência no país

    Primeira vara de atenção a idosos faz um ano e é referência no país

    Unidade, no Rio, trata demandas que exigem atendimento humanizado
    Perto de completar seu primeiro ano, a 1ª Vara Especializada em Pessoas Idosas (Vepi), inaugurada em janeiro do ano passado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), tornou-se referência no tratamento de demandas cíveis que exigem atendimento humanizado, atenção, respostas mais rápidas e cuidadosas. De janeiro até o dia 30 de novembro de 2025, a Vara emitiu 1.522 sentenças, 3.410 decisões e 9.012 despachos, chegando ao total de 13.944 decisões. Além disso, 655 novos processos foram distribuídos após a criação da vara e 1.229 tiveram baixa.

    O conhecimento, a troca de ideias, e, principalmente, a aproximação do Judiciário com os demais poderes instituídos marcou o primeiro ano da Vara. O juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, que atua na Vepi desde a sua instalação, disse que “varas especializadas precisam de ação conjunta e, por isso, é de extrema importância que haja aproximação entre o Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e demais poderes.

    E a gente está falando das clínicas da Família, dos centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), dos centros de Referência de Assistência Social (Cras), dos abrigos, das casas de envelhecimento saudável que o município tem. Todo esse aparato contribui para uma prestação jurisdicional melhor, porque de nada adianta o juiz dar uma sentença determinando o acolhimento de um idoso se não tiver um local para acolhê-lo”, explicou o magistrado.

    Reunião
    Em agosto de 2025, o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro, se reuniu com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a presidente da Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso (Cevij), desembargadora Daniela Brandão Ferreira, magistrados e secretários municipais. A interação e articulação histórica entre os órgãos internos do Judiciário e do município do Rio não ficou só neste encontro e vem apresentados resultados.

    Além do aumento do valor pago pela prefeitura do Rio por idoso a instituições de acolhimento ter passado de R$ 1.746,00 para R$ 2.618,00, o Judiciário e o Executivo mantiveram a comunicação.

    “Conseguir aproximar esse diálogo e ter as portas abertas para conversar com os secretários, com as pessoas que estão à frente, é fundamental. Na ocasião, trocamos nossos telefones para conversar e o contato continua. Inclusive teve um caso recente, em que o secretário de Envelhecimento Saudável do Rio, Felipe Michel, me ligou por causa de uma operação que estava sendo realizada para fechar um abrigo de idosos clandestino. Com a ordem judicial, conseguimos fechar o abrigo com urgência”, disse o juiz Carlos Eduardo.
    Agência Brasil

  • Ações dos EUA na Venezuela representam riscos à ordem multilateral

    Ações dos EUA na Venezuela representam riscos à ordem multilateral

    Pesquisadores apontam desrespeito a sistema criado após a 2ª Guerra
    Os ataques feitos pelos Estados Unidos à Venezuela no sábado (3) para derrubar o presidente, Nicolás Maduro, representam, na avaliação de especialistas entrevistados pela Agência Brasil, riscos para organismos multilaterais e para os países da América Latina.

    Militares americanos retiraram à força Maduro e sua mulher, Cilia Flores, de território venezuelano, em uma ação que matou forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação ao tráfico internacional de drogas.

    Cientista político e professor de relações internacionais da Faculdade São Francisco de Assis (Unifin), Bruno Lima Rocha diz que o ocorrido na madrugada de sábado, quando se deu a incursão, é, antes de tudo, um ataque dos Estados Unidos à soberania de um país.

    “Primeiro, porque não existe, no direito internacional, um atestado para que os Estados Unidos operem como polícia do mundo”, diz Rocha.

    “Em segundo lugar, porque, mesmo que as acusações contra Nicolás Maduro fossem verdadeiras – o que, de fato não são –, a ONU ou o sistema de instituições internacionais não delegaram para os Estados Unidos poder para sequestrar, capturar ou intervir em um país soberano”, argumenta o professor.

    Entre as justificativas apresentadas pelo governo estadunidense para os ataques contra a Venezuela está a de que Maduro estaria ligado a grupos narcoterroristas que abastecem com drogas o mercado interno dos EUA.

    “Do ponto de vista legal, isso foi um absurdo. Uma agressão imperialista pura e simples”, disse Bruno Rocha, que classifica como “sequestro” a ação contra Nicolás Maduro e alerta que os EUA ameaçam roubar o petróleo da Venezuela, cujas reservas são as maiores do mundo.

    Venezuela’s President Nicolas Maduro is led in custody from a U.S. federal airplane before his scheduled court appearance at Manhattan federal court, at Stewart Air National Guard Base in Newburgh, New York, U.S. January 3, 2026. ABC Affiliate WABC via REUTERS
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    Nicolás Maduro desembarca detido em Nova York, onde é mantido preso pelos EUA ABC Affiliate WABC/Reuters/Proibida reprodução
    Riscos
    Para o pesquisador, outros países da região que detêm riquezas minerais do interesse estadunidense correm riscos.

    No caso do Brasil, Rocha avalia que, na hipótese de o país decidir pelo monopólio estatal na exploração dos minerais críticos nacionais, esse risco poderia aumentar. Outros fatores que poderiam pesar para aumentar a tensão, na visão dele, seriam firmar acordos nessa área com a Rússia e China e utilizar moedas diferentes do dólar nessas transações.

    No entanto, ele acredita que a legislação brasileira não tende a ir por esse caminho, uma vez que o país não detém o monopólio real de minerais estratégicos e das terras raras, além de permitir que empresas estrangeiras explorem minerais e petróleo sob regulação de agências nacionais.

    Posição delicada
    Docente no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Gustavo Menon acredtia que o Brasil se encontra em uma “posição muito delicada” neste atual contexto geopolítico.

    Na avaliação de Menon, a tendência é de que o Brasil mantenha a a estratégia de fortalecer a via da diplomacia e da cooperação, seguindo sua tradição de defender os direitos humanos, a não intervenção e a resolução pacífica dos conflitos.

    “O Brasil vê com muita preocupação essa intervenção armada direta em solo sul-americano”, disse o especialista. “Em termos do posicionamento, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro vem sinalizando exatamente pela legitimidade de Delcy Rodrigues [vice-presidente da Venezuela] como presidente interina”, diz o especialista em América Latina.

    “Essa ação sem precedentes por parte dos EUA acaba quebrando a América do Sul como uma região de paz”, acrescentou.

    Gustavo Menon diz que a ação estadunidense configura violação tanto dos princípios que regem o direito internacional como das normas domésticas daquele país. Ele aponta que não houve aprovação do Congresso dos Estados Unidos para essa incursão militar, nem expedição de norma ou mandado visando à captura de Nicolás Maduro.

    Instituições multilaterais
    Do ponto de vista internacional, os pesquisadores destacam que os sistemas multilaterais concebidos após a Segunda Guerra Mundial, com a criação do sistema ONU, saem feridos do episódio.

    “No fundo, estamos presenciando o colapso desse sistema multilateral. Essa institucionalidade simplesmente virou pó”, argumentou Menon.

    Para Bruno Rocha, a agressão dos EUA mostra que Donald Trump “colocou na lata do lixo” instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial.

    “Do ponto de vista do Século 21, é um momento novo. O sistema ONU, uma tentativa de arranjo pós-Segunda Guerra, vem sendo desmontado pelos próprios Estados Unidos”.

    U.S. President Donald Trump holds a press conference as Secretary of Defense Pete Hegseth, U.S. Secretary of State Marco Rubio and General Dan Caine, Chairman of the Joint Chiefs of Staff, look on following a U.S. strike on Venezuela where President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, were captured, from Trump’s Mar-a-Lago club in Palm Beach, Florida, U.S., January 3, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
    Trump e ministros concedem coletiva de imprensa sobre ataque à Venezuela REUTERS/Jonathan Ernst/Proibida reprodução
    Próximos passos
    Menon chama atenção para a necessidade de se ficar atento aos próximos passos dos EUA na região. “Até porque sabemos que a questão do petróleo é elemento essencial, e que a Venezuela é o país com a maior reserva de petróleo no planeta, além de ser também um país amazônico”.

    O pesquisador destaca que é preciso pensar a América do Sul como uma região privilegiada do ponto de vista de recursos naturais, que entrou de forma mais intensa nesta que é uma corrida geopolítica e geoeconômica da contemporaneidade.

    O professor da USP e da UCB diz ainda não ser possível saber como será a tutela sobre a Venezuela anunciada por Donald Trump, no sentido de controlar os recursos petrolíferos venezuelanos.

    “O que vejo, por enquanto, são os EUA enviando uma mensagem clara a Pequim e a Moscou, no sentido de que a América Latina é uma região historicamente influenciada pelos EUA. E, mais do que isso, no sentido de prevalecer cada vez mais a lei do mais forte”, acrescentou Menon.

    Bruno Rocha diz ser preocupante ver uma superpotência com um governante de extrema direita invadir um país soberano na América Latina.

    “Isso representa ameaça a todos os demais países. Seja por uma interferência direta militar, como na Venezuela; seja por uma ameaça de prêmio financeiro, como na eleição legislativa da Argentina; ou seja por uma operação de fraude, como em Honduras”.
    Agência Brasil