Dia: 18 de fevereiro de 2026

  • Embaixador de Cuba chama de genocídio medidas de Trump sobre petróleo

    Embaixador de Cuba chama de genocídio medidas de Trump sobre petróleo

    Representante do governo cubano criticou endurecimento do bloqueio
    O embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, classifica o bloqueio econômico e energético dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha caribenha como uma “política genocida” que busca privar a população dos seus meios de subsistência. O representante do governo cubano recebeu a Agência Brasil na embaixada do país, em Brasília, para falar sobre o endurecimento do bloqueio econômico a ilha. O embargo já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.

    “Sem energia, tudo fica comprometido. O que eles fizeram foi condenar o povo cubano ao extermínio. Um país como Cuba, que precisa de petróleo para gerar eletricidade, simplesmente não pode importá-lo no exercício de seu direito soberano. A soberania do resto do mundo também foi violada pelos EUA, não apenas a de Cuba”, afirmou Curbelo.

    No último 29 de janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump editou nova Ordem Executiva classificando Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança de Washington, citando, como justificativa, o alinhamento de Havana com Rússia, China e Irã.

    A decisão prevê a imposição de tarifas comerciais aos produtos de qualquer país que forneça ou venda petróleo a Cuba. A ameaça tem agravado a crise energética do país, que dependia, até 2023, de derivados de petróleo para cerca de 80% da energia consumida, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

    Em 5 de fevereiro, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel denunciou a decisão de Trump como mais uma tentativa para derrotar a Revolução Cubana, que viria a instalar o primeiro governo de inspiração comunista na América Latina, desafiando a política de Washington para o continente.

    Durante a entrevista, o embaixador Adolfo Curbelo destacou que Cuba vive uma situação de guerra não convencional, o que explicaria as atuais dificuldades enfrentadas pela população. Para o diplomata, a nova medida tem efeitos “devastadores” sobre a ilha, que tem adotado medidas de austeridade extrema e tem apostado na ampliação da energia solar e na solidariedade internacional.

    Confira abaixo a entrevista exclusiva:

    12.02.2026 – Brasília – Entrevista exclusiva com o Embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, na Embaixada de Cuba em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Entrevista exclusiva com o Embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Agência Brasil: Como a nova medida dos EUA contra o comércio de petróleo prejudica a economia e a sociedade cubanas?

    Adolfo Curbelo: Há um acúmulo de fatores. Viemos de um bloqueio de 67 anos, reforçado durante o primeiro mandato de Trump, com mais 243 medidas adicionais que permaneceram em vigor durante toda a presidência de Biden.

    Nós vivemos sob um bloqueio rigoroso que incluiu, por muitos anos, medidas de guerra não convencional para atingir, por exemplo, navios que transportavam petróleo para Cuba, ou companhias de seguros para navios. Muitas embarcações foram abordadas para impedir que o petróleo chegasse a Cuba.

    Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA emitiu decreto que diz que qualquer país que vendesse petróleo a Cuba estaria sujeito a sanções. Eles já haviam garantido que nenhum petróleo da Venezuela chegaria a Cuba. Toda essa medida busca, precisamente, subjugar Cuba. Dizemos que é uma medida que constitui genocídio declarado.

    Agência Brasil: Por que é um genocídio?

    Adolfo Curbelo: Porque priva o povo cubano de seus meios de subsistência. A economia de um país depende de energia. Com energia, o país se move, cuida dos doentes nos hospitais, produz alimentos, movimenta e transporta a população. Sem energia, tudo isso fica comprometido. O que eles fizeram foi condenar o povo cubano ao extermínio. Acho que essas coisas precisam ser chamadas pelo nome.

    Um país como Cuba, que precisa de petróleo para gerar eletricidade, simplesmente não pode importá-lo no exercício de seu direito soberano. Agora, a soberania do resto do mundo também foi violada pelos EUA, não apenas a de Cuba. Os efeitos disso na economia e no país são devastadores. Agora, isso não significa que estejamos indefesos.

    Agência Brasil: Como Cuba pretende enfrentar esse momento?

    Adolfo Curbelo: A situação é muito tensa. O país teve que tomar medidas de austeridade extremas para priorizar a proteção do que é mais necessário. Em primeiro lugar, a população. Embora haja longos apagões em todo o país, foram adotadas medidas de organização do trabalho para que as pessoas trabalhem de casa, priorizando aqueles que mais precisam sair para trabalhar.

    Foram feitos trabalhos de eletrificação em áreas que exigem proteção especial: hospitais, escolas, e até casa com crianças que, devido às suas condições de saúde, precisam de eletricidade. Essas casas estão sendo priorizadas.

    Estamos trabalhando para aumentar a extração e o refino de petróleo no país. Temos trabalhado para aumentar a instalação de painéis solares no país para gerar eletricidade a partir de energia fotovoltaica. No ano passado, conseguimos instalar painéis solares para gerar 1.000 megawatts. Essa instalação nos permitiu ter agora quase 40% da geração de eletricidade diurna do país proveniente de painéis solares.

    Esse investimento permitiu aumentar a porcentagem da geração total de eletricidade nacional, a partir de energia solar fotovoltaica, de 3% para 10%. O sistema bancário, hospitais, escolas e centros de produção de alimentos estão sendo protegidos com painéis solares.

    Isso não quer dizer que estamos bem, pois ainda há um déficit muito agudo na geração de eletricidade, que está ligado à falta de combustível. Ainda não temos a capacidade de armazenamento necessária para distribuir essa eletricidade. A maior parte da infraestrutura de geração instalada no país consiste em usinas termelétricas e a maioria delas possui tecnologia obsoleta que não podemos modernizar porque é muito caro.

    Agência Brasil: Algumas empresas de aviação suspenderam os voos para Cuba por falta de combustível para retornar, como empresas do Canadá. Qual é o efeito desse bloqueio sobre o turismo?

    Adolfo Curbelo: O turismo é uma das principais atividades do país para obtenção de divisas. Com as divisas obtidas, importa-se inclusive petróleo. Quando não tem petróleo, não tem combustível para abastecer os aviões que transportam turistas.

    Os EUA também estão tentando interromper o fluxo turístico para o nosso país e impedir a entrada de dinheiro. É por isso que falei de genocídio, porque o objetivo dessa medida é justamente privar o povo cubano de seus meios de subsistência. O bloqueio é parte de uma política de genocídio.

    12.02.2026 – Brasília – Entrevista exclusiva com o Embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, na Embaixada de Cuba em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Entrevista exclusiva com o Embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Agência Brasil: Como você avalia a resposta da comunidade internacional a essa nova medida do governo Trump?

    Adolfo Curbelo: Há uma rejeição generalizada da política dos EUA no mundo. Ninguém aceita as tarifas, ninguém aceita a agressão, ninguém aceita nada disso, a política de chantagem.

    Também acredito que a solidariedade aumentará com a resistência do povo cubano. Houve uma significativa condenação internacional. O Movimento Não Alinhado, que engloba a maioria dos países do mundo — o chamado Sul Global — emitiu uma declaração rejeitando a ordem do governo do presidente dos EUA. Países importantes como a Rússia e a China, entre outros, emitiram fortes declarações de rejeição e solidariedade a Cuba, afirmando que prestarão auxílio ao país. A China doou 70 mil toneladas de arroz para Cuba.

    O México tem mantido uma posição firme, defendendo, digamos, seu direito de ajudar Cuba. Há dois dias, vários navios da Marinha mexicana enviaram mais de 900 toneladas de ajuda humanitária para Cuba. Enviados especiais de Cuba visitaram a China e o Vietnã, e Cuba recebeu importantes visitas da Rússia.

    Agência Brasil: Mas as medidas práticas de ajuda internacional não seriam ainda tímidas?

    Adolfo Curbelo: Acreditamos que a mobilização internacional é muito importante. A denúncia e o diálogo político são muito importantes, mas também acreditamos que a solidariedade prática é importante, a possibilidade de ajudar e apoiar o povo cubano a resistir.

    José Martí, o apóstolo da independência cubana, disse que fazer é a melhor maneira de falar. Todos nós podemos desempenhar um papel. Não devemos nos limitar a contar uma história, mas devemos agir para mudar essa história para derrotar a política dos EUA.

    Isso não tem apenas a ver com uma defesa de Cuba, mas como uma defesa da América Latina, de todos nós. O ataque contra Cuba não é apenas contra Cuba. O ataque contra Cuba e a Venezuela é um ataque contra todos nós. Declaramos a América Latina uma zona de paz. E eles querem transformar isso em um espaço de guerra, de conflito, da imposição da lei do mais forte. Nós resistiremos e venceremos.

    Agência Brasil: Até onde o governo cubano acredita que irá a política de bloqueio dos EUA?

    Adolfo Curbelo: A decisão de Cuba de defender sua soberania e independência, mesmo com o uso de armas se necessário, é inabalável. Somos uma nação pacífica. Sempre declaramos nossa disposição em manter uma relação respeitosa com os EUA, inclusive com o atual governo americano, e nossa disposição em dialogar em pé de igualdade.

    No entanto, não podem ser impostas condições, não pode haver interferência nos assuntos internos de Cuba, nem qualquer tentativa de subjugar ou subordinar nosso país aos interesses dos EUA. A independência e a soberania de Cuba são inegociáveis.
    Agência Brasil

  • Treino de Carnaval no Lago Guaíba reforça crescimento das águas abertas no Rio Grande do Sul

    Treino de Carnaval no Lago Guaíba reforça crescimento das águas abertas no Rio Grande do Sul

    O Lago Guaíba foi palco de um treino especial de Carnaval promovido pelo Grupo Tchê Travessias, reunindo nadadores de diferentes níveis técnicos em um encontro que combinou performance, integração e segurança. Em um dia de céu limpo, sol constante e condições ideais para a prática esportiva, os atletas aproveitaram o feriado para transformar a folia em resistência e técnica dentro d’água.

    Realizado em Belém Novo, na zona sul de Porto Alegre, o treino evidenciou a consolidação da natação em águas abertas na região metropolitana — atualmente um dos principais polos da modalidade no Sul do Brasil. A iniciativa reuniu desde praticantes em fase de iniciação até nadadores avançados, em uma dinâmica estruturada para promover evolução técnica e adaptação ao ambiente natural.

    O circuito de 2.000 metros, em formato de ida e volta, permitiu organização eficiente e acompanhamento constante dos participantes. A temperatura da água, em torno de 27°C, proporcionou conforto térmico semelhante ao de uma piscina aquecida, favorecendo desempenho e adaptação, especialmente para os iniciantes.

    Além do clima favorável — pouco vento e ausência de chuva — o treino reforçou um dos pilares do Grupo Tchê Travessias: segurança. O uso de boia individual é obrigatório em todas as atividades, prática que amplia a visibilidade dos atletas e oferece suporte adicional em caso de necessidade, alinhando a experiência esportiva a protocolos consolidados de prevenção.

    Para atletas habituados ao ambiente controlado da piscina, treinos em águas abertas são fundamentais para o desenvolvimento de competências específicas, como navegação, leitura de corrente e vento, orientação espacial e controle emocional. Essas habilidades são determinantes para a progressão técnica e para a participação segura em provas e travessias.

    O aumento consistente no número de participantes demonstra não apenas o interesse crescente pela modalidade, mas também o impacto do trabalho contínuo realizado pelo grupo na formação e no fortalecimento da comunidade de nadadores em águas abertas no Rio Grande do Sul.

    Mais do que um treino temático, a atividade de Carnaval consolidou-se como um momento de integração e desenvolvimento esportivo — unindo técnica, estrutura, condições naturais ideais e espírito coletivo. Uma experiência que reafirma o potencial do Guaíba como cenário estratégico para o crescimento das águas abertas no Estado.

    Para informações sobre treinos e atividades do Grupo Tchê Travessias, os interessados podem solicitar acesso ao grupo informativo pelo e-mail: francisswim@gmail.com.

  • Mais de 140 toneladas retiradas das ruas: reciclagem transforma Carnaval em renda e política pública ambiental

    Mais de 140 toneladas retiradas das ruas: reciclagem transforma Carnaval em renda e política pública ambiental

    Enquanto a festa se despede oficialmente das ruas de Salvador nesta terça-feira (17), último dia do Carnaval da Bahia, o trabalho nas Centrais de Apoio do projeto ‘Meu Corre Decente’ segue em ritmo intenso. Entre o som dos trios e a dinâmica da triagem, mais de 140 toneladas de resíduos recicláveis já foram coletadas desde o início da folia.

    É o resultado direto da atuação integrada do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além do apoio de outras secretarias e das cooperativas de catadores que sustentam, na prática, a economia circular durante a maior festa popular do estado.

    O alumínio, material com alto índice de reaproveitamento, segue como o mais valorizado financeiramente, enquanto o plástico e o PET garantem volume e constância, ampliando o retorno econômico para quem vive da reciclagem.

    Fiscalização, direitos e resultados

    Para o fiscal da Sema, Guido Brasileiro, o projeto ultrapassa a lógica da limpeza urbana e se consolida como política pública estruturante. “O Meu Corre Decente atua em duas frentes fundamentais: na mitigação ambiental, ao evitar que toneladas de resíduos sigam para aterros, reduzindo emissões de gases de efeito estufa, e na adaptação social, ao dar visibilidade, apoio e dignidade a trabalhadores que historicamente ficaram à margem”, afirma.

    A fiscal do Inema, Eliesandra dos Santos, lotada no ponto de apoio de Cajazeiras desde o início da operação, destaca que o projeto também tem sido porta de entrada para novos trabalhadores da reciclagem. “Até ontem, no final do meu expediente, já tinham 57 pessoas cadastradas aqui. São catadores da própria região, muitos que ainda não tinham vínculo com cooperativa e passaram a conhecer esse trabalho agora”, relata.

    Segundo Eliesandra, o fluxo maior acontece à noite, quando a festa ganha força, mas o desafio da visibilidade da Central, instalada pela primeira vez este ano no bairro de Cajazeiras, exigiu uma atuação ativa das equipes.

    A fiscalização também se estende à correta pesagem dos materiais, ao pagamento imediato e ao fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Observamos se a pesagem está correta, se os pagamentos estão sendo feitos na hora, se os EPIs foram entregues e se estão sendo utilizados. Também sistematizamos os dados de coleta por tipo de material, o que permite avaliar o impacto real do projeto”, detalha a assessora jurídica da Procuradoria da Sema, Daiana de Jesus.

  • ‘Arrastão’ da Quarta de Cinzas terá Léo Santana, Carlinhos Brown, Tony Salles, Fantasmão e Danniel Vieira

    ‘Arrastão’ da Quarta de Cinzas terá Léo Santana, Carlinhos Brown, Tony Salles, Fantasmão e Danniel Vieira

    O tradicional “Arrastão” da Quarta-feira de Cinzas terá um verdadeiro time de artistas como atrações, na quarta-feira (18), no circuito Dodô (Barra-Ondina), em Salvador.

    Além de Léo Santana, que confirmou a participação durante desfile nesta terça (17), também marcarão presença Carlinhos Brown, Tony Salles, Fantasmão e Danniel Vieira.

    “Fizemos um carnaval lindo e muito especial, e como já é tradição, na quarta de cinzas vamos comemorar junto com a galera e curtir os últimos momentos dessa festa que tanto amamos!”, comentou o cantor sobre as apresentações durante a folia de 2026.
    O evento, que marca o encerramento do carnaval de Salvador, tem início de desfile programado para acontecer a partir das 10h. Os trios elétricos são sem corda, mas não há detalhes sobre a ordem das atrações.
    Segundo informou o prefeito Bruno Reis em entrevista nesta terça, o arrastão de 2026 será a maior edição do encerramento da folia.

    “Vai ser o maior Arrastão comparado com os outros anos. Cinco grandes atrações, muita folia, diversão, alegria e felicidade até meio-dia nesta Quarta-Feira de Cinzas”, comentou o prefeito.

    Carnaval de 2027
    Bruno Reis também anunciou um dia extra na folia de carnaval de 2027. A adição foi feita devido a festa de Iemanjá, que acontece no dia 2 de fevereiro, uma terça-feira, dia em que Léo Santana sai na Avenida com o Pipoco. A data foi remanejada e a programação oficial do carnaval 2027 ficou:

    29 de janeiro – Pipoco com Léo Santana no circuito Orlando Tapajós (de Ondina para a Barra);
    30 de janeiro – Furdunço
    31 de janeiro – Fuzuê
    1º de fevereiro – Melhor Segunda com Xanddy Harmonia no circuito Orlando Tapajós (de Ondina para a Barra);
    2 fevereiro – Festa de Iemanjá;
    3 fevereiro – Habeas Corpus;
    4 a 10 de fevereiro – Carnaval;
    11 de fevereiro – Arrastão da quarta-feira de cinzas.
    G1

  • Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo pela 13ª vez

    Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo pela 13ª vez

    Gaviões da Fiel ficou em segundo lugar
    A Mocidade Alegre é a nova campeã do Carnaval de São Paulo. A apuração dos votos dos jurados aconteceu nesta tarde de terça-feira (17) e a vitória veio após uma disputa acirrada contra a Gaviões da Fiel e a Dragões da Real.

    A pontuação da campeã foi de 269.8 pontos. A Gaviões, vice-campeã, ficou com 269.7 pontos. A Dragões, terceira colocada, teve 269.6 pontos.

    A Mocidade Alegre desfilou no Sambódromo do Anhembi na segunda noite com o samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra” destacou o papel da atriz Léa Garcia pela igualdade racial no país e sua trajetória como militante e liderança a partir do teatro e do cinema. Ela morreu em 2023, aos 90 anos de idade.

    O desfile da Mocidade no Sambódromo do Anhembi fez referência a alguns dos principais trabalhos de Léa, como a a novela clássica Escrava Isaura, lançada pela Globo em 1976. Também foram citadas outras obras com a participação da atriz no cinema, como o filme Orfeu Negro, de 1959.

    Com esta conquista, a Mocidade Alegre chega ao seu 13º título do carnaval de São Paulo. O último título da escola havia sido em 2024.

    A Rosas de Ouro, campeã do Carnaval paulista de 2025, foi rebaixada. A escola foi penalizada e entrou no Sambódromo com meio ponto a menos. A Rosas conseguiu apenas 268,4 pontos, o que a levou para o Grupo de Acesso. A Águia de Ouro, com 268,2 pontos, também foi rebaixada.

    A Acadêmicos do Tucuruvi, campeã do Grupo de Acesso deste ano, estará do Grupo Especial em 2027.

    A Pérola Negra também sobe para o Grupo Especial. A escola terminou empatada com a Mancha Verde, ambas com 269,4 pontos, mas a Pérola levou a melhor no critério de desempate.
    Agência Brasil

  • “Ficamos um pouquinho tristes, mas valeu muito a pena”, afirma folião sobre o fim do Carnaval

    “Ficamos um pouquinho tristes, mas valeu muito a pena”, afirma folião sobre o fim do Carnaval

    O Carnaval de Salvador ainda não chegou ao fim, mas a saudade já pulsa no coração de baianos e turistas que tomam os circuitos oficiais. Ao longo dos dias de festa, o público marcou presença e reafirmou a força da folia de rua, traduzida em encontros, diversidade e celebração coletiva que tomam conta da cidade.

    Nesta terça-feira (17), último dia de Carnaval, deve-se registrar um número histórico de foliões nas ruas, especialmente no Circuito Osmar (Campo Grande), onde desfilam grandes atrações. Nomes como Ivete Sangalo, Léo Santana, Daniela Mercury e Margareth Menezes passam pela tradicional passarela da folia. Já a Barra/Ondina, por sua vez, recebe Bell Marques, Cláudia Leitte, Aline Rosa, entre outros.

    Presente no Circuito Osmar, o turismólogo Mário César, de 46 anos, demonstrou um misto de sentimentos ao falar sobre o fim do Carnaval 2026. Morador do bairro de Patamares, ele veio exclusivamente para acompanhar Ivete Sangalo, que desfila com apoio da Prefeitura.

    “O coração fica mais apertado, porque a gente espera um ano inteiro pelo Carnaval e sabe que está acabando. Ficamos um pouquinho tristes, mas valeu muito a pena. Foi muito bom”, disse.

    Natural de Guaratinguetá, Renata Santos, de 48 anos, estava radiante por curtir a folia pela primeira vez. Segundo ela, foram pouco mais de duas décadas planejando conhecer a maior festa popular do Brasil.

    “Estou super feliz de estar aqui. Essa é a minha primeira vez. Foram 22 anos combinando com o meu irmão, dizendo que viria, e tive essa oportunidade agora. Estou muito, muito feliz.”

    Turismo – Os números comprovam, mais uma vez, o sucesso do Carnaval de Salvador. No domingo (15), um dos dias de maior movimentação nos circuitos, a taxa de ocupação hoteleira atingiu 99,5%, índice superior ao registrado no mesmo dia em 2025, quando foi de 96,4%.

    Fotos: Fernando Peixoto/ Secom PMS