Dia: 2 de março de 2026

  • Técnicos da Câmara Legislativa recomendam rejeitar projeto sobre BRB

    Técnicos da Câmara Legislativa recomendam rejeitar projeto sobre BRB

    Presidente do banco diz que instituição para de funcionar sem socorro
    A Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recomendou a rejeição do projeto de lei que autoriza a capitalização do Banco de Brasília (BRB) pelo governo do Distrito Federal (GDF), incluindo a possibilidade de venda ou transferência de imóveis públicos ao banco. Em nota técnica de 112 páginas, os especialistas apontam ausência de informações essenciais para a admissibilidade da proposta e destacam riscos fiscais, jurídicos e patrimoniais.

    “À luz dos documentos apresentados e das lacunas de transparência identificadas, as salvaguardas mínimas que a CLDF deve adotar consistem na rejeição do PL em sua redação atual”, afirma trecho do documento.

    Entre as falhas listadas, estão a inexistência de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, a ausência de comprovação de compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual, o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias, além da falta de avaliação econômica prévia dos bens públicos que poderiam ser transferidos ao banco.

    A consultoria também cita o Artigo 51 da Lei Orgânica do DF, que exige autorização legislativa acompanhada de comprovação de interesse público e avaliação prévia dos ativos. Segundo os técnicos, a inexistência de laudos anexados torna a autorização “vulnerável a ações populares e de improbidade administrativa”.

    No mérito, o estudo alerta que a transferência de imóveis pertencentes a empresas públicas como a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Companhia Energética de Brasília (CEB) envolve “riscos fiscais, patrimoniais e jurídicos significativos”.

    Impacto sobre mercado imobiliário
    Os técnicos ainda mencionam o risco de “choque de oferta” no mercado imobiliário, caso vários terrenos sejam colocados à venda simultaneamente, o que poderia desvalorizar o patrimônio público. Também alertam para limites regulatórios do sistema bancário, como o Índice de Imobilização, que restringe a concentração de ativos imobilizados no patrimônio líquido do banco.

    Outro ponto sensível é a possibilidade de capitalização por meio de empréstimos. A nota técnica cita o Artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda operações de crédito entre instituição financeira estatal e o ente controlador. Ainda que o governo sustente tratar-se de troca de ativos, os técnicos mencionam entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) segundo o qual aportes destinados a cobrir prejuízos sem expectativa real de retorno podem configurar “socorro ilegal”.

    Limite ultrapassado
    Enviado à Câmara Legislativa no último dia 21, o projeto prevê a contratação de operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões. Esse valor, segundo a consultoria, pode ultrapassar o limite anual fixado pelo Senado Federal para o Distrito Federal. O estudo também aponta risco de “contágio fiscal”.

    A nota também cita um possível impacto do empréstimo na nota de capacidade de pagamento (Capag) do DF, atualmente classificada como nível C pelo Tesouro Nacional. Com essa nota, o governo do DF não pode contrair empréstimos com garantia da União, em que o Tesouro cobre eventuais inadimplências da unidade da Federação.

    Advertência
    Em meio à análise legislativa, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa Souza, reuniu-se na manhã desta segunda-feira (23) com deputados distritais. No encontro, ele afirmou que, sem a aprovação do projeto, “o banco para de funcionar”.

    Embora a reunião tenha ocorrido a portas fechadas, Souza entregou aos deputados distritais um documento com a cópia do discurso. Segundo ele, apesar do impacto reputacional e da identificação de irregularidades relacionadas às carteiras adquiridas, não houve paralisação das atividades nem omissão da atual gestão. O dirigente afirmou que, dos R$ 12 bilhões em ativos adquiridos com suspeita de fraude, R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos.

    Possíveis consequências
    Souza defendeu que o projeto “não é um cheque em branco”, mas instrumento para assegurar a sobrevivência da instituição. Ele listou possíveis consequências da não aprovação da proposta, como interrupção de transferências de renda de programas sociais, paralisação do sistema de bilhetagem do transporte público, suspensão de linhas de crédito imobiliário, rural e para micro e pequenas empresas, além de impacto sobre 6,8 mil empregados.

    “O que está em debate aqui não é o passado. É a estabilidade futura do DF”, declarou o presidente, segundo a cópia do discurso, ao advertir que a eventual descontinuidade do banco pode gerar risco sistêmico e comprometer décadas de atuação da instituição no desenvolvimento econômico do Distrito Federal.

    A versão mais recente do projeto foi protocolada pelo GDF após prejuízos decorrentes da compra de carteiras de crédito do Banco Master. A proposta autoriza o DF, como acionista controlador, a contratar operações de crédito com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras instituições financeiras. O projeto também prevê o aumento de capital do banco por meio da transferência de bens móveis ou imóveis e a eventual venda de ativos públicos, para levantar recursos para a instituição.
    Agência Brasil

  • Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais

    Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais

    Em 2025, foram registrados 6.904 casos
    O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país.

    Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que trás também o perfil das vítimas e dos agressores.

    O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

    A pesquisadora do Lesfem, Daiane Bertasso, integrante da equipe que elabora o relatório, explicou que a subnotificação dos casos de violência contra a mulher se reflete nessa diferença entre os dados. Tanto a ausência de denúncias quanto a falta de tipificação dos crimes no momento do registro contribuem para essa subnotificação.

    “Mesmo os nossos dados sendo acima dos dados da segurança pública [Sinesp], a gente acredita que há ainda subnotificação. Porque nem todo o crime de feminicídio é noticiado, divulgado nas mídias. Pelas nossas experiências e pesquisas, a gente acredita que esse registro ainda é inferior à realidade, infelizmente”, disse Daiane.

    Na metodologia adotada para o relatório, há a produção de contradados a partir do Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), do próprio Lesfem, responsável pelo monitoramento diário de fontes não estatais que tratam sobre as mortes violentas intencionais de mulheres, como sites de notícias. Além do tratamento quantitativo e qualitativo desses dados, há cotejamento com os registros oficiais.

    “As pesquisadoras que fazem esses registros sobre os casos, que leem nas notícias, elas têm um olhar mais acurado para identificar quando é uma tentativa de feminicídio. Já em relação aos registros da segurança pública, por exemplo, nem todos os municípios e estados têm um investimento numa formação específica dos profissionais para identificar esse tipo de crime”, disse a pesquisadora.

    A análise do Lesfem aponta que, entre os quase 7 mil casos consumados e tentados de feminicídio, predomina o crime no âmbito íntimo (75%), que são os casos em que o agressor faz ou fez parte de seu círculo de intimidade, como companheiros, ex-companheiros ou a pessoa com quem a vítima tem filhos. A maioria das mulheres foi morta ou agredida na própria casa (38%) ou na residência do casal (21%).

    A maior parte das vítimas (30%) estava na faixa etária dos 25 a 34 anos, com uma mediana de 33 anos. Ao menos 22% das mulheres, no total, realizaram denúncias contra os agressores anteriormente ao feminicídio.

    A parcela de 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinha filhos ou dependentes. Segundo o levantamento, 101 vítimas estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs pela ação dos criminosos.

    Em relação ao perfil do agressor, a idade média é 36 anos. A maioria agiu individualmente, com 94% dos feminicídios cometidos por uma única pessoa, ante 5% praticados por múltiplas. Sobre o meio utilizado, quase metade (48%) dos crimes foi cometida com arma branca, como faca, foice ou canivete.

    Foi registrada a morte do suspeito após o feminicídio em 7,91% dos casos com dados conhecidos, sendo que a maioria decorreu de suicídio. A prisão do suspeito foi confirmada em ao menos 67% das ocorrências com informações conhecidas.

    Violência negligenciada
    Segundo a pesquisadora, diversas são as situações que fazem com que o ciclo de violência sofrido por mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça.

    “O feminicídio não é um crime inesperado. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas. E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos”, disse.

    Ela acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que precedem os feminicídios. Casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram que, mesmo mulheres com medida protetiva contra seus agressores, não receberam efetivamente a proteção do estado e acabaram mortas por eles.

    A masculinidade tóxica é mais um elemento que gera violência contra as mulheres no país. Segundo Daiane, pesquisadora do Lesfem/UEL que estuda a chamada machosfera têm percebido que tais redes têm fortalecido ideais machistas e misóginos, inclusive influenciando jovens e crianças.

    Agência Brasil

  • Sistema permite emissão de certificado de conclusão do ensino médio

    Sistema permite emissão de certificado de conclusão do ensino médio

    Com nova plataforma do Inep, documento pode ser solicitado online
    Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 que usaram o exame como estratégia para concluir a educação básica vão pode solicitar, a partir desta segunda-feira (2), a emissão digital do certificado de conclusão do ensino médio.

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é responsável pelo desenvolvimento do novo sistema. O diploma digital do ensino médio pelo Enem terá validade nacional.

    Essa comprovação atesta a conclusão da educação básica é essencial para ingressar na educação superior, inscrever-se em concursos públicos que exigem nível médio, comprovar escolaridade em empregos, entre outros procedimentos.

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    Onde solicitar
    O processo é inédito e dever ser feito por meio do portal Certificação Digital do Inep. Inicialmente, o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) receberá a solicitação e será o responsável pela emissão dos certificados.

    Após a instituição registrar a solicitação, o certificado será fornecido em alguns minutos. O objetivo da mudança é dar mais agilidade à emissão do certificado de conclusão para quem tem direito.

    Historicamente, para conseguir o certificado de ensino médio, o candidato precisava levar seus resultados a uma unidade certificadora (como uma Secretaria de Educação ou Instituto Federal), esperar semanas e voltar ao local para buscar o documento físico.

    Quem pode solicitar
    Para ser apto a obter o certificado de conclusão do ensino médio, não basta apenas ter feito as prova do Enem. O Inep condiciona a emissão do documento ao cumprimento dos seguintes requisitos:

    Ter no mínimo 18 anos completos na data da primeira prova do Enem 2025;
    Ter alcançado, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento do Enem 2025;
    Ter obtido, pelo menos, 500 pontos na redação do Enem 2025.
    Passo a passo
    O Inep, vinculado ao Ministério da Educação (MEC) criou um passo a passo com explicações de como solicitar o certificado de conclusão do ensino médio, pelo novo sistema.

    1. acessar o site https://certificacaodigital.inep.gov.br e preencher os campos os campos da conta da plataforma Gov.br;
    2. no site principal, o usuário deverá novamente analisar seus dados e, se necessário, atualizá-los. Depois, clicar em “Salvar”;
    3. se o requerente for elegível, poderá solicitar o documento clicando em “Solicitar certificado”;
    4. a solicitação será registrada pela instituição certificadora
    5. o certificado será fornecido em alguns minutos;
    6. No menu, ao clicar em “Certificado”, o interessado poderá baixar o documento em PDF, basta clicar em “Baixar PDF”;
    7. A validação do certificado será a partir da leitura do QR Code, que abrirá o link https://certificacaodigital.inep.gov.br e validará o documento.
    Histórico
    Desde a edição de 2025, o desempenho alcançado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou a ser usado para a certificação de conclusão do ensino médio.

    A política tinha sido descontinuada em 2017. Naquele ano, o Enem teve a função exclusiva de seleção para o ensino superior.

    Em substituição, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) foi definido como a prova oficial para essa finalidade.

    O Enem de 2025 também voltou a declarar a proficiência parcial dos participantes, a partir do resultado conquistado no exame.
    Agência Brasil

  • José Martines celebra vitória fora de casa e destaca desempenho seguro do CSKA 1948 Sofia

    José Martines celebra vitória fora de casa e destaca desempenho seguro do CSKA 1948 Sofia

    O atacante José Martines foi peça importante na vitória do CSKA 1948 Sofia fora de casa na última rodada. Mesmo entrando no decorrer da partida, o jogador mostrou eficiência e segurança, terminando o confronto com 100% de aproveitamento nos passes.

    Com atuação consistente, Martines ajudou a equipe a manter o controle do jogo nos minutos finais, contribuindo para um resultado fundamental na briga pelas primeiras posições da tabela. Atualmente, o CSKA 1948 Sofia ocupa a terceira colocação, com 43 pontos, consolidando-se como um dos protagonistas da competição.

    Após o apito final, o atleta destacou a importância do resultado e valorizou o desempenho coletivo. “Estou muito feliz pela vitória. Sabíamos da dificuldade de jogar fora de casa, mas o grupo mostrou personalidade e maturidade. Fico satisfeito por ter ajudado a equipe e por ter conseguido aproveitar bem a oportunidade”, afirmou.

    De olho na sequência da temporada, Martines reforçou o objetivo do elenco. “Estamos em uma posição importante na tabela, mas queremos mais. Vamos seguir trabalhando forte para subir ainda mais na classificação e manter o clube entre os primeiros colocados”, completou.

    Com confiança elevada e foco total nos próximos desafios, o CSKA 1948 Sofia segue firme na busca por voos ainda maiores na competição.

  • Judoca brasileiro assume liderança do ranking mundial do judô até 60kg

    Judoca brasileiro assume liderança do ranking mundial do judô até 60kg

    O brasileiro Michel Augusto assumiu nesta segunda-feira (2) a liderança do ranking mundial da categoria até 60kg. A posição foi confirmada após a atualização dos pontos pela Federação Internacional de Judô (FIJ).

    A mudança ocorreu mesmo com o sétimo lugar do atleta no Grand Slam de Tashkent, disputado no Uzbequistão. Com o resultado, Michel alcançou 4.372 pontos e ultrapassou os concorrentes diretos, tornando-se o número 1 do mundo. Na competição, ele foi eliminado na repescagem pelo russo Kantemir Zambatov.

    O judoca brasileiro iniciou a campanha nas oitavas de final com vitória sobre o italiano Andrea Carlino. Nas quartas, foi derrotado pelo uzbeque Doston Ruziev. Na sequência, na repescagem, acabou superado pelo tadjique Sufiev Mehrzod, por waza-ari.

    A ascensão no ranking é resultado de uma sequência de bons desempenhos. Michel entrou no top 10 mundial em março de 2025, após conquistar a medalha de bronze no Grand Prix da Áustria. Em 2024, o atleta representou o Brasil nos Jogos de Paris, sendo eliminado nas oitavas de final pelo japonês Nagayama Ryuju, atual quinto colocado do ranking.

    Ainda em 2025, o brasileiro obteve duas medalhas de prata, nos Grand Prix de Lima, no Peru, e de Guadalajara, no México, resultados que o colocaram entre os três melhores do mundo antes de alcançar a liderança.

    Atualmente, Michel é o judoca brasileiro mais bem colocado no ranking da FIJ. Entre os homens, Daniel Cargnin aparece em terceiro lugar na categoria até 73kg; Leonardo Gonçalves é o quarto na categoria até 100kg; e Rafael Macedo ocupa a quinta posição até 90kg.

    No ranking feminino, Shirlen Nascimento está em quarto lugar até 57kg. Rafa Silva aparece na sétima colocação, seguida por Nauana Silva, nona colocada até 63kg. Já Bia Souza, campeã olímpica na categoria acima de 78kg, ocupa atualmente o sétimo lugar do ranking mundial.
    Bahia Notícias

  • Boxe brasileiro abre temporada com 5 pódios em competição na Bulgária

    Boxe brasileiro abre temporada com 5 pódios em competição na Bulgária

    Disputa serviu de preparação para 1ª etapa da Copa do Mundo, no Paraná
    O boxe brasileiro enfileirou quatro medalhas de prata e uma de bronze no tradicional Torneio Internacional Strandja, em Sófia (Bulgária), o primeiro da temporada 2026. Subiram ao pódio no domingo (1º), último dia da competição, Rebeca Lima (categoria até 60 quilos), Viviane Pereira (-70 kg), Luiz Oliveira, o Bolinha (-60 kg) e Yuri Falcão (-65 kg). No sábado (28), Kaian Reis (-70 kg) já subira ao pódio com o bronze.

    A 77ª edição do torneio na Bulgária contou coma participação de serviu de 17 atletas brasileiro e serviu preparação para a abertura do circuito mundial em Foz do Iguaçu (PR), em 20 de abril. Este será o segundo ano consecutivo que o país sediará a primeira etapa da Copa do Mundo, organizada pela Federação Internacional de Boxe (World Boxing), que reúne os principais pugilistas da atualidade.
    No domingo (1º) a primeira brasileira a subir ao pódio foi Rebeca Lima, atual campeã mundial na categoria até 60 kg. A carioca travou um embate acirrado contra a atleta Donjeta Sadiku (Kosovo), mas acabou superada por 3 a 2, na decisão do júri.

    Na sequência, a brasiliense Viviane Pereira foi dominada pela britânica Chantelle Reid na decisão dos 70 kg, em decisão unânime (5 a 0).

    Na primeira final masculina, o paulista Bolinha também perdeu por 5 a 0 a luta contra o búlgaro Rado Rosenov nos 60 kg. No último confronto, o capixaba Yuri Falcão travou um confronto equilibrado contra o ucraniano Elvin Alliev nos 65 kg. O brasileiro levou a melhor no primeiro round, mas perdeu o ritmo e deixou o ouro escapar com derrota de virada por 3 a 2.
    Agência Brasil

  • Moraes nega prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro

    Moraes nega prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro

    Para ministro, instalações da Papudinha oferecem atendimento adequado
    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Na decisão, o Moraes disse que as instalações da Papudinha, em Brasília, onde o ex-presidente está preso, oferecem atendimento médico adequado. Além disso, o ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um óbice ao deferimento do pedido.

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    Defesa
    A defesa alegou que as instalações da prisão não estão aptas para dar tratamento médico adequado a Bolsonaro, que passou recentemente por uma cirurgia de hérnia inguinal e tem diversas comorbidades em decorrência da facada desferida contra ele na campanha eleitoral de 2018.

    Ao analisar o pedido, Moraes disse que as instalações da Papudinha são adequadas para atender Bolsonaro em caso de emergência.

    “As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana”, disse o ministro.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

    Agência Brasil

  • Seagri e InpEV discutem novas estratégias para fortalecer o Programa Campo Limpo na Bahia

    Seagri e InpEV discutem novas estratégias para fortalecer o Programa Campo Limpo na Bahia

    As estratégias para tornar mais eficiente o recebimento de embalagens de defensivos agrícolas na Bahia, por meio do Programa Campo Limpo, foram discutidas em reunião realizada nesta segunda-feira (2), na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

    Participaram do encontro o secretário da Seagri, Pablo Barrozo; o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Sérgio Luz; e representantes do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), além de outros gestores.

    Na ocasião, foi apresentado o trabalho realizado pelo InpEV na Bahia na coleta de embalagens, especialmente na região Oeste do estado, onde, em 2025, o volume recolhido ultrapassou seis mil toneladas. A proposta é ampliar e otimizar o sistema de recebimento do material.

    “O trabalho do InpEV é fundamental para a agricultura baiana, sobretudo porque a destinação correta das embalagens reduz riscos e impactos ao meio ambiente. A Seagri, por meio da Adab e das políticas públicas necessárias, será parceira do InpEV nessa iniciativa”, afirmou o secretário Pablo Barrozo.

    Entre as propostas discutidas está a intensificação da fiscalização integrada para garantir a devolução das embalagens pelos produtores, em conjunto com a Adab, além da integração de sistemas com o objetivo de ampliar o volume de devoluções.

    O diretor-geral da Adab destacou que o trabalho de fiscalização sanitária ganhará mais agilidade e eficiência com a adoção de novas tecnologias, como o uso de tablets pelos fiscais. “Além disso, será realizado este ano concurso público para a contratação de 200 novos fiscais sanitários, o que ampliará significativamente a atuação do órgão em todo o estado”, pontuou Paulo Sérgio Luz.

    Segundo o coordenador regional institucional do InpEV, Jair Furlan Jr., o crescimento da agricultura na Bahia, especialmente no Oeste, com a ampliação da irrigação e da área plantada, tem impulsionado o uso de insumos. “Houve aumento significativo na utilização de fertilizantes e defensivos agrícolas, e a projeção é de crescimento nos próximos anos. Temos no radar a construção de mais quatro unidades na Bahia. Uma delas, em Barreiras, deverá se tornar a maior do país em capacidade de recebimento de embalagens”, declarou.

  • Hospital Regional da Chapada lidera um dos maiores mutirões de rastreamento do câncer colorretal do Brasil

    Hospital Regional da Chapada lidera um dos maiores mutirões de rastreamento do câncer colorretal do Brasil

    O Hospital Regional da Chapada, unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) em Seabra, está sendo o centro de uma das maiores ações de rastreamento do câncer colorretal já realizadas no país. A iniciativa, uma parceria entre a Sesab, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), integra a campanha Março Azul, dedicada à conscientização e à prevenção do câncer colorretal.

    Durante a ação, iniciada neste domingo (1º), serão realizadas cerca de 500 colonoscopias. Até o dia 6 de março, último dia do mutirão, o evento reunirá mais de 200 profissionais de saúde e voluntários de todo o Brasil, incluindo 70 médicos especialistas.

    A estratégia começou antes mesmo do início dos procedimentos. A população da região, com idades entre 45 e 70 anos, realizou o exame FIT (teste imunológico fecal), utilizado para detectar sangue oculto nas fezes. Os resultados positivos estão sendo encaminhados para triagem e posterior realização da colonoscopia durante o mutirão. A iniciativa é direcionada a pacientes previamente identificados a partir desse rastreamento. Para viabilizar a triagem, foram distribuídos mais de 8 mil kits de coleta.

    Durante os seis dias de campanha, o hospital conta com estrutura reforçada com seis torres de vídeo de alta definição, cada uma equipada com três aparelhos de colonoscopia, totalizando 18 equipamentos em funcionamento simultâneo. A ação também dispõe de bisturis elétricos de tecnologia alemã dedicados exclusivamente aos procedimentos, assegurando precisão e segurança.

    Todo o material coletado está sendo encaminhado para análise histopatológica. Pacientes com diagnóstico de doença avançada, indicação cirúrgica ou necessidade de acompanhamento especializado serão direcionados a hospitais de referência.

    O subsecretário da Saúde do Estado, Paulo Barbosa, que acompanhou a ação nesta segunda-feira (2), destacou que a iniciativa integra um processo de sensibilização para a prevenção do câncer colorretal. “Além da conscientização, temos uma ação concreta na identificação de casos de câncer ou de lesões suspeitas”, pontuou.

    A moradora de Ibicoara, Tânia Regina de Oliveira, foi uma das beneficiadas. “Tinha indicação para fazer o exame. Esse mutirão facilitou, pois consegui fazer em um menor tempo. Cuidar da saúde é muito importante para que consiga viver mais e melhor”, afirmou.

    Além da assistência direta à população, o mutirão também deixa um legado científico e educacional. Estudantes de medicina auxiliarão na coleta de dados para a produção de trabalhos científicos. À noite, a programação inclui seminários voltados à população, agentes comunitários de saúde e médicos da região, ampliando o alcance da informação e fortalecendo a prevenção.

    “É impossível fazer qualquer ação dessa sem a parceria com o Estado e o Município. Contamos com o trabalho dos agentes comunitários de saúde e também de toda equipe do hospital. Essa é a ação que tem dado maior resultado no rastreamento do câncer colorretal. Conseguimos identificar pacientes com uma lesão inicial que poderia evoluir para um câncer”, explicou Eduardo Guimarães, presidente da Sobed.

    Mais de mil mortes por ano na Bahia

    De acordo com dados disponíveis no Sistema de Informação sobre Mortalidade, na Bahia, no ano de 2025, 1.184 pessoas foram a óbito por conta de câncer colorretal. Em 2024, foram 1.204 mortes por conta da doença. A neoplasia ocasionou 3.538 internações em 2025 e 3.520 em 2024.

    A mortalidade por câncer colorretal deve crescer 36,3% nos próximos 15 anos no país, segundo o 9º volume do boletim da Fundação do Câncer. O aumento dos óbitos entre os homens poderá chegar a 35% até 2040 e, entre as mulheres, a 37,63%. Apesar dos números expressivos, o diagnóstico precoce altera significativamente esse cenário. Quando identificado em fase inicial, o câncer colorretal apresenta taxa de cura superior a 90%.

    Fotos: Leonardo Rattes / Saúde GovBA

  • Bahia recebe lançamento nacional do programa ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’ e amplia investimentos no setor

    Bahia recebe lançamento nacional do programa ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’ e amplia investimentos no setor

    Salvador foi a capital escolhida pelo Ministério do Turismo (MTur), para receber o lançamento nacional do programa “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, realizado nesta segunda-feira (2). Na ocasião, foi apresentado o Fundo Geral do Turismo (Fungetur), que oferece aos empresários do segmento, linhas de crédito especiais para investimentos em atividades turísticas, especialmente para micro e pequenas empresas, visando fortalecer a economia regional. Na Bahia, o Fungetur possui fundo de R$ 215 milhões em aporte e tem parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA).

    As linhas de crédito do Fungetur oferecem condições atrativas, com juros reduzidos, prazos longos e carência que pode chegar a cinco anos, a depender da modalidade. Para capital de giro, o prazo é de até 60 meses. Já para obras, construção, reforma e ampliação, o financiamento pode ser pago em até 240 meses. São 30 instituições financeiras credenciadas no país, sendo seis na Bahia.

    O governador Jerônimo Rodrigues destacou o protagonismo baiano no cenário nacional. “A Bahia vem se destacando. Temos um Sistema Nacional de Turismo que funciona bem, com Governo Federal, Estado e municípios atuando juntos. Nossa plataforma turística é ampla, vai do litoral à Chapada, com forte turismo religioso. Também investimos em segurança pública e infraestrutura, como rodovias e acesso à saúde, o que melhora o atendimento aos turistas e aos baianos”, afirmou.

    Presente no lançamento, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o recorde histórico registrado em janeiro deste ano, quando 730 milhões de dólares foram injetados na economia brasileira pelo turismo, o melhor resultado dos últimos 20 anos para o mês.

    O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, ressaltou o simbolismo da escolha da Bahia para o lançamento. “Essa é uma demonstração do momento virtuoso que o turismo vive na Bahia. Lançar o programa aqui reconhece nossa liderança no cenário nacional e reforça a parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado”, concluiu.

    Beneficiários

    Transportadores turísticos, pousadas, agências de viagem, locadoras de veículos, cafeterias, bares, restaurantes, organizadores de passeios e outros prestadores de serviços precisam se registrar gratuitamente no site de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) do MTur para acessar o fundo (www.cadastur.turismo.gov.br).

    Representações de municípios do interior do estado e de micro e pequenas empresas do setor registram presença expressiva no evento. O presidente do Conselho Baiano de Turismo, Pedro Costa, comemorou a novidade. “Vai possibilitar um oxigênio na vida dessas empresas. É um setor que contribui muito com a economia do país, que é o setor de serviços, envolve dezenas de segmentos da economia e faltava essa linha de crédito. Agora chegou”.