Dia: 17 de março de 2026

  • Movimento Boca de Brasa celebra a potência das periferias com três dias de programação aberta ao público

    Movimento Boca de Brasa celebra a potência das periferias com três dias de programação aberta ao público

    Salvador realiza, entre os dias 26 e 28 de março, a 9ª edição do Movimento Boca de Brasa, iniciativa que reúne artistas das periferias em uma programação gratuita com shows, oficinas, exposições e atividades culturais. O evento terá como palco principal o Quarteirão das Artes Moraes Moreira, no Centro, além de outros espaços da região, como parte das comemorações pelos 477 anos da capital baiana.

    A agenda inclui cerca de 30 horas de atividades distribuídas por locais como a Rua do Couro (Ladeira da Barroquinha), o Espaço Cultural da Barroquinha (Pátio Iyá Nassô), o Teatro Gregório de Mattos e o Café-Teatro Nilda Spencer. Entre os destaques estão apresentações de nomes como Larissa Luz, ÀTTØØXXÁ e Duquesa, além de encontros culturais, podcasts, feiras criativas e intervenções artísticas.

    Além disso, alunos e ex-alunos das Escolas Criativas Boca de Brasa integrarão os três dias da programação cultural. Mais de 500 agentes culturais formados são aguardados nos circuitos, vindos dos polos de Pau da Lima, Centro, Cajazeiras, Valéria, Liberdade/São Caetano e Cidade Baixa.

    A 9ª edição do evento também marcará o retorno de um de seus símbolos históricos. Em 2026, volta às ruas o caminhão-palco itinerante, inspirado no primeiro formato do Boca de Brasa, quando um trailer percorria diversos bairros da capital levando arte e mobilização cultural às comunidades afastadas do Centro.

    Programação – O início oficial da 9ª edição do Movimento Boca de Brasa está programado para o dia 26, com Feira Elabore, às 17h. Na sequência, a abertura do movimento leva multilinguagens à Escadaria da Barroquinha, fazendo um percurso pela Rua do Couro e pelo Pátio Iyá Nassô, seguido das apresentações institucionais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que completou quatro décadas de existência.

    A noite segue com o show de Larissa Luz, o “Rock In Gil”, às 19h, homenageando o primeiro presidente da FGM, Gilberto Gil. Para encerrar o primeiro dia, acontece a ocupação artística Côro Comeu no Café-Teatro Nilda Spencer, que comanda o ‘after’ do circuito ao longo dos três dias de programação.

    Já no dia 27, o público poderá aproveitar as visitas guiadas à exposição “Cultura 40 +: FGM por toda Salvador” e dois encontros do “Pod Potências” no Teatro Gregório de Mattos, a partir das 14h30, reunindo Larissa Luz, José Eduardo, Alberto Pitta, Nildinha Fonseca e diversas outras vozes da cena artístico-cultural.

    À noite, o “Desfile Performance: ÒKÙNKÙN – Boca, Corpo e Território” ganha as ruas junto ao Slam das Minas, Periferia do Futuro e May Rodrigues às 18h30, enquanto ÀTTØØXXÁ apresenta seu show no Pátio Iyá Nassô, a partir das 20h30.

    No dia 28, o aulão “Mete Dança” vai ferver o Espaço Cultural da Barroquinha, a partir das 9h30, acompanhado pela oficina de grafite “Boquinha de Brasa”, às 10h. Durante a tarde, a Escola Criativa Boca de Brasa revela talentos para o mundo no Teatro Gregório de Mattos e no Espaço Cultural da Barroquinha, enquanto a exposição “Cultura 40 +” retorna para mais uma visitação guiada.

    Na sequência, o Café Teatro Nilda Spencer recebe o stand-up do Clube Dazminina com participação de Magali Moraes, seguido pela Batalha dos DJs B2B, Belle e Gabi da OXE, direto do Pátio Iyá Nassô, às 19h.

    A 9ª edição do Movimento Boca de Brasa encerra em grande estilo com o show da rapper Duquesa, das 21h às 22h, no Pátio Iyá Nassô; seguido pela ocupação artística Côro Comeu, no Café-Teatro Nilda Spencer.

  • Chefe do antiterrorismo dos EUA renuncia: “Irã não é ameaça iminente”

    Chefe do antiterrorismo dos EUA renuncia: “Irã não é ameaça iminente”

    Joe Kent publicou carta atribuindo guerra ao lobby israelense
    O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos (EUA), Joseph Kent, renunciou ao cargo, nesta terça-feira (17), por não concordar com a guerra no Irã promovida pelo governo de Donald Trump em parceria com Israel.

    “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã. O Irã não representava uma ameaça iminente à nossa nação, e é claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e seu poderoso lobby”, afirmou o agora ex-diretor ligado ao Escritório Nacional de Inteligência dos EUA (DNI).

    Kent destacou que apoiou os “valores” e políticas que Trump defendeu nas suas campanhas eleitorais quando o então candidato afirmava que as guerras no Oriente Médio “eram uma armadilha que roubava da América as preciosas vidas de nossos patriotas”.

    Porém, para o então assessor da Casa Branca, Trump teria sido influenciado, no atual mandato, por altos funcionários israelenses e membros influentes da mídia que o teriam empurrado para a guerra no Irã.

    “Essa câmara de eco foi usada para enganá-lo, fazendo-o acreditar que o Irã representava uma ameaça iminente aos EUA e que, se você atacasse agora, haveria um caminho claro para uma vitória rápida. Isso foi uma mentira e é a mesma tática que os israelenses usaram para nos arrastar para a desastrosa guerra do Iraque”, completou o veterano de guerra.

    Trump se elegeu criticando as guerras dos EUA no Oriente Médio e a participação da Casa Branca na Ucrânia, motivo que tem levado parte da base de apoio do presidente republicano a condenar a agressão militar contra o Irã.

    Veterano de guerra
    Joseph Kent serviu o Exército dos EUA por 20 anos, tendo atuado em 11 destacamentos em combates no Oriente Médio. Ele se aposentou das Forças Armadas em 2018. Kent ainda perdeu a esposa, Shannon Kent, militar da Marinha estadunidense, em um atentado na Síria.

    “[Perdi] minha amada esposa Shannon em uma guerra fabricada por Israel, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em uma guerra que não traz nenhum benefício ao povo americano”, completou o ex-assessor da Casa Branca.

    O então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA estava sob a coordenação da diretora do Escritório Nacional de Inteligência (DNI) da Casa Branca, Tulsi Gabbard. O DNI reúne toda a comunidade de inteligência dos EUA que assessora a Casa Branca e demais instituições de segurança e inteligência do país.

    Motivos da guerra
    Em março de 2025, antes do primeiro ataque dos EUA e Israel contra o Irã, a chefe do DNI negou que o Irã estivesse construindo uma arma nuclear, como alegam Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    Analistas consultados pela Agência Brasil têm alertado que a acusação de que o Irã desenvolve armas nucleares seria um “pretexto” para derrubar o governo de Teerã.

    A mudança de regime no Irã teria, como objetivo, acabar com a oposição do país persa à política de Washington e de Tel Aviv no Oriente Médio, além de ser uma forma de conter a expansão econômica da China na região em meio à guerra comercial travada com os EUA
    Agência Brasil

  • ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

    ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

    Legislação busca regular acesso online para proteger crianças e jovens
    A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

    Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

    Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.

    A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

    Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

    “Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

    Lei Felca
    São Paulo (SP), 13/08/2025 – Youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira (Felca) participa do Influent Summit 2025. Foto: Paulo Pinto/Agência
    Vídeo do influenciador Felca trouxe o tema adultização para o debate e motivou aprovação do ECA Digital- Paulo Pinto/Agência Brasil
    A aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

    O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

    A Lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

    Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

    “O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

    Impactos
    Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

    Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

    A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias como a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

    Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

    “Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela”, explicou o pai.

    Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

    “Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos.”

    A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.
    A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

    Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

    Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.

    A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

    Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

    “Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

    Lei Felca
    São Paulo (SP), 13/08/2025 – Youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira (Felca) participa do Influent Summit 2025. Foto: Paulo Pinto/Agência
    Vídeo do influenciador Felca trouxe o tema adultização para o debate e motivou aprovação do ECA Digital- Paulo Pinto/Agência Brasil
    A aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

    O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

    A Lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

    Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

    “O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

    Impactos
    Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

    Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

    A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias como a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

    Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

    “Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela”, explicou o pai.

    Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

    “Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos.”

    A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.
    Agência Brasil

  • Governo cria Cadastro Geral das Comunidades Quilombolas

    Governo cria Cadastro Geral das Comunidades Quilombolas

    Diário Oficial traz portaria assinada pela Fundação Palmares

    A Fundação Palmares publica nesta terça-feira (17), no Diário Oficial da União (DOU), portaria que cria o Cadastro Geral das Comunidades Quilombolas.

    O documento prevê procedimentos para expedição da Certidão de Autodefinição no âmbito da Fundação. O cadastro geral é único e pertencerá ao patrimônio da Palmares.

    De acordo com a Portaria NCP n°85/2026, as informações correspondentes às comunidades deverão ser registradas em banco de dados, para efeito de informação, controle administrativo e estudo.

    Prazo
    A Fundação Palmares terá o prazo de 180 dias para análise e conclusão do processo de expedição de certidão, podendo ser prorrogado, por igual período, uma única vez.

    A entidade encaminhará à comunidade, sem qualquer ônus, a Certidão de Autodefinição, que é válida por tempo indeterminado.

    O reconhecimento da comunidade como Remanescente de Quilombo ocorrerá por meio de portaria publicada no DOU pela Fundação Palmares.

    Conceito
    Segundo a portaria, são consideradas comunidades quilombolas os grupos étnicos raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com formas de resistência à opressão histórica sofrida.

    As Comunidades Quilombolas também são conhecidas como Terras de Preto, Comunidades Negras, Mocambos, Quilombos, entre outros nomes semelhantes.

    O texto publicado nesta terça-feira (17) revoga a Portaria n.º 98, de 26 de novembro de 2007 e entra em vigor na data de sua publicação.
    Agência Brasil

  • Mulheres são 31% dos empregadores na Bahia, terceira maior proporção do Nordeste

    Mulheres são 31% dos empregadores na Bahia, terceira maior proporção do Nordeste

    Cerca de 80 mil mulheres geram empregos no estado, o equivalente a 2,2 homens para cada mulher entre empregadores formais

    As mulheres representam 31% dos empregadores na Bahia, segundo dados do IBGE de novembro de 2025. Em números absolutos, cerca de 80 mil mulheres estão à frente de negócios que geram empregos no estado. A proporção coloca a Bahia como a terceira maior do Nordeste e 11ª do país neste indicador.

    O percentual revela uma diferença ainda significativa entre homens e mulheres no comando de empresas: para cada mulher empregadora, existem aproximadamente 2,2 homens na mesma condição.

    A presença feminina entre empregadores costuma ampliar a inserção de outras mulheres no mercado de trabalho. Levantamento do Sebrae indica que cerca de 73% dos negócios liderados por mulheres possuem força de trabalho majoritariamente feminina.

    “Na prática, isso significa que o empreendedorismo feminino tende a gerar oportunidades para outras mulheres, criando redes de trabalho e renda dentro das próprias comunidades e ampliando possibilidades de mobilidade social”, afirma Joana Macêdo, assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste.

    Esse movimento aparece em diferentes setores da economia e em cidades de diversos portes no estado. Em todo o país, o empreendedorismo feminino tem ganhado espaço nos últimos anos, impulsionado por iniciativas voltadas à capacitação, à ampliação do acesso ao crédito e ao fortalecimento de redes de apoio entre as empresárias.

    Em âmbito nacional, o movimento também aparece nos números da instituição financeira cooperativa Sicredi. Em 2025, a instituição encerrou o ano com uma carteira de crédito superior a R$ 17,5 bilhões direcionada a empresas lideradas por mulheres. O valor representa um crescimento de mais de 12% em relação a 2024.

    Além das linhas de financiamento, o Sicredi também mantém iniciativas voltadas à formação e à liderança feminina. Entre elas está o Curso Mulher Empreendedora, criado em 2023 para apoiar o desenvolvimento de pequenos negócios. Outra iniciativa é o Comitê Mulher, que reúne participantes em atividades voltadas à liderança e à participação feminina em espaços de decisão dentro das cooperativas.

    Para a assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste, o empreendedorismo feminino possui um efeito multiplicador dentro das economias locais, especialmente quando as empresas passam a gerar empregos.

    “Quando uma mulher empreende e começa a contratar, ela não está apenas ampliando um negócio. Em muitos casos, está criando oportunidades para outras mulheres que, por diferentes razões, encontram mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho”, afirma.

    Segundo ela, o acesso a crédito e a programas de capacitação tem sido um dos caminhos para reduzir as barreiras que ainda limitam a presença feminina entre empregadores. “A oferta de crédito, aliada à orientação e à educação financeira, ajuda a transformar ideias em negócios estruturados. Isso cria condições para que essas empresas cresçam e passem a gerar emprego e renda nas comunidades onde estão inseridas”, explica.

    Diante dos dados que mostram a participação feminina entre empregadores na Bahia, Joana avalia que o cenário revela tanto avanços quanto desafios para ampliar a presença das mulheres no comando de empresas.

    “Os números mostram que ainda existe um caminho importante a percorrer para fortalecer o empreendedorismo feminino. Ao mesmo tempo, indicam o potencial de transformação que existe quando elas recebem apoio concreto para desenvolver seus projetos e expandir seus negócios”, afirma.

  • Após manutenção do Noroeste na elite do Paulistão, Denner destaca permanência da base do time visando à Série D

    Após manutenção do Noroeste na elite do Paulistão, Denner destaca permanência da base do time visando à Série D

    O Noroeste está no grupo 14 da Série D juntamente com: Nova Iguaçu, Sampaio Corrêa-RJ, Maricá, XV de Piracicaba e Velo Clube. A competição nacional está prevista para iniciar no primeiro final de semana de abril. Faltando três semanas para o início da quarta divisão, o Norusca está em ritmo acelerado de preparação.

    A equipe alvirrubra atingiu o seu primeiro objetivo do ano que foi a permanência na elite do Campeonato Paulista. Agora, o desejo é brigar pelo acesso à Série C. Para isso, um dos trunfos da equipe comandada por Guilherme Alves é a manutenção da base da equipe que disputou o último estadual, na opinião do meia Denner, um dos remanescentes. “Temos uma equipe competitiva e que manteve uma boa base do Paulistão. Isso ajuda porque temos já um entrosamento e uma união grande do elenco. Além disso, os reforços que chegaram, certamente, agregarão. O nosso torcedor pode ter certeza que teremos um time forte e que brigará pelo tão sonhado acesso”, ressaltou o meia de 26 anos.

    Tendo contrato com o Noroeste até o final de 2027 e destaque da equipe nas últimas edições do Campeonato Paulista, Denner recebeu algumas sondagens, porém, garantiu o foco no Norusca. “Não deixo essas sondagens me afetarem. Tenho contrato longo com Noroeste e para sair precisamos ter o acordo com o clube. Estou focado no projeto da equipe e permanecendo para a Série D darei o meu máximo para ajudar na disputa pelo acesso”, concluiu.

  • Salvador é considerada o destino mais acessível para se visitar em 2026, aponta Expedia

    Salvador é considerada o destino mais acessível para se visitar em 2026, aponta Expedia

    Salvador conquistou o primeiro lugar no ranking internacional de Destinos Acessíveis para 2026, divulgado pela Expedia, empresa norte-americana de tecnologia e viagens. O levantamento mostra uma lista das cidades mais econômicas que oferecem diárias em hotéis com preços médios abaixo de US$ 150 (cerca de R$ 789 na cotação atual), tornando as viagens acessíveis sem abrir mão da qualidade.

    Em seu site, a Expedia apresenta a capital baiana como “uma cidade com magnífico cenário combinado com uma atmosfera agitada e energética”, indicando programações diversas, como visitas ao Centro Histórico, museus e praias, além de sugestões de onde se hospedar.

    “Temperaturas consistentemente amenas fazem de Salvador um destino para visitar o ano inteiro. Visite no começo de dezembro para curtir o Dia Nacional do Samba e fique até fevereiro ou março para ver o extravagante carnaval de Salvador”, afirma a Expedia.

    Para a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos, esse reconhecimento é fruto de um trabalho planejado, integrado e estratégico, reforçando Salvador como uma cidade que oferece uma experiência turística diversa e democrática.

    “Somos uma cidade com uma potência cultural única, com história, música, gastronomia e um povo que sabe acolher. Quando um ranking internacional como o da Expedia coloca Salvador em destaque, isso mostra que estamos no caminho certo ao fortalecer o turismo como vetor de desenvolvimento, gerando oportunidades e movimentando a economia da cidade sem perder a nossa identidade cultural.”

    O diretor de Turismo da Secult, Gegê Magalhães, acrescenta que Salvador é um destino completo. “Temos história, cultura, fé, gastronomia, música e um povo acolhedor. Estar em primeiro lugar em um ranking internacional de destinos acessíveis mostra que, além de oferecer experiências inesquecíveis, nossa cidade também se apresenta ao mundo como um destino competitivo e atrativo para visitantes de diversos mercados.”

    O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Seção Bahia (ABIH-BA), Wilson Spagnol, acredita que o fato de a capital baiana ser a primeira no ranking da Expedia demonstra a riqueza do produto turístico do município.

    “Temos uma cultura histórica e uma qualidade de experiência que a cidade propicia. E, com todos os investimentos sendo feitos, é um reconhecimento de um trabalho feito por pessoas de visão, promovendo espaços melhores no ambiente urbano, dando valor a todas as comunidades culturais e à hotelaria. É um esforço conjunto entre o público e o privado. Ficamos felizes, mas não surpresos, porque o que vem sendo feito é digno de um reconhecimento mundial como esse”, avaliou.

    Confira a lista completa dos 10 destinos mais acessíveis para 2026, de acordo com a Expedia:

    Salvador, Brasil

    Guadalajara, México

    Bogotá, Colômbia

    Mérida, México

    Cidade de Ho Chi Minh, Vietnã

    São Paulo, Brasil

    Bangkok, Tailândia

    Edmonton, Canadá

    Kuala Lumpur, Malásia

    Santo Domingo, República Dominicana

  • Irã negocia com a Fifa para disputar jogos da Copa de 2026 no México

    Irã negocia com a Fifa para disputar jogos da Copa de 2026 no México

    A Seleção do Irã manifestou nesta semana o interesse em disputar a Copa do Mundo de 2026, porém solicita atuar fora dos Estados Unidos. A federação iraniana negocia junto à FIFA a possibilidade de transferir seus jogos para o México, visando evitar possíveis desdobramentos negativos oriundos dos conflitos diplomáticos entre os dois países.

    A sugestão da transferência partiu do embaixador do Irã, Abolfazl Psedniddeh, e a proposta formal foi enviada por meio do Ministério das Relações Exteriores iraniano. No ofício, destaca-se a preocupação com a segurança e o clima político diante das tensões históricas entre Washington e Teerã.

    Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, que é tratado com cautela pelo presidente Gianni Infantino. O mandatário da entidade máxima do futebol afirmou ter discutido o cenário geral com o presidente dos EUA, Donald Trump.

    “Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo”, declarou Infantino em nota anterior.

    Caso o Irã desista da competição por não ter o pedido atendido, a definição do substituto ficaria a cargo de um critério exclusivo da FIFA, conforme estabelece o regulamento do torneio. Além disso, a multa para desistências ocorridas a menos de 30 dias do início do mundial é de 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão).

    A seleção iraniana garantiu sua vaga após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. No sorteio realizado em dezembro, o país foi alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

    Originalmente, o cronograma da equipe previa duas partidas em Los Angeles e uma em Seattle, todas em território norte-americano.

    Bahia Notícias

  • Limpurb realiza ação de conscientização ambiental na Praia da Preguiça

    Limpurb realiza ação de conscientização ambiental na Praia da Preguiça

    Lixos esquecidos por banhistas nas praias podem levar anos para se decompor e, em alguns casos, até um milênio, a exemplo das garrafas de vidro, um dos objetos mais “esquecidos” nas areias. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) foi nesta segunda-feira (16) até a Praia da Preguiça justamente para conscientizar os seus frequentadores sobre a importância de recolher e descartar corretamente o próprio lixo. A ação faz parte do projeto A Onda é Preservar, Praia Boa é Praia Limpa.

    Agentes da Limpurb abordaram banhistas, mas alguns deles também procuraram, por iniciativa própria, o estande montado pela empresa, onde era possível obter informações sobre o tempo que diferentes objetos levam para se decompor na natureza. No local, os visitantes também receberam orientações sobre o descarte correto dos resíduos, além de poder observar animais marinhos empalhados e conhecer as consequências que o lixo pode causar à vida marinha.

    A coordenadora de educação comunitária da Limpurb, Rosemary Mascarenhas, explicou que a ação ocorre durante todo o Verão e em diferentes praias da capital baiana, mas sempre levando em consideração aquelas mais movimentadas e as que possuem maior incidência de lixo acumulado por banhistas.

    “Realizamos ações com o objetivo de conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância do descarte correto do lixo. Isso porque muitos resíduos gerados na praia e deixados, por exemplo, na faixa de areia, não ficam ali. Eles acabam sendo levados pelas ondas para o mar, causando diversos impactos para a fauna e a flora marinha”, afirmou a coordenadora.

    Durante a ação, frequentadores da Praia da Preguiça foram incentivados a levar um saquinho para recolher seus resíduos e descartá-los nos kits de praia ou nos contentores mais próximos. Também foram realizadas atividades educativas, como um jogo que ensina os participantes a diferenciar resíduos secos e úmidos, além de orientações sobre como fazer a separação correta e encaminhar esses materiais para a coleta seletiva.

    “Além dessas ações nas praias, também realizamos projetos em escolas e instituições públicas e privadas, sempre levando a temática da educação ambiental, com foco na sensibilização da população e na importância do descarte adequado dos resíduos”, completou Rosemary.

    Um dos participantes da ação foi o agente de limpeza Lucas Santos, que atua na Praia da Preguiça. De acordo com ele, durante a semana são recolhidos, em média, 40 sacos de lixo por dia. Já nos finais de semana, a média é de 100 sacos, mas em dias de grande movimentação é possível recolher até 120 sacos.

    “Aqui aparece lixo de todo tipo, mas o que a gente mais encontra são garrafas de vidro. Muitas mesmo. Também tem muito palito de espetinho, latas e outros resíduos que acabam ficando espalhados pela areia”, comentou o profissional.

    Descarte regular – Mas a ação de conscientização não se limitou aos banhistas. Comerciantes também foram orientados sobre a importância de alertar os clientes e até mesmo disponibilizar lixeiras para facilitar o descarte correto dos resíduos. Os próprios permissionários também já se mobilizam para manter o espaço limpo.

    Lorena Lago, responsável pelo clube de canoagem Kaiaulu Va’a, afirma que ações recorrentes e permanentes de limpeza são realizadas na Praia da Preguiça. “Sempre que vemos lixo no mar, seja um canudo, uma lata ou qualquer outro resíduo, recolhemos. Também participamos do Dia Mundial da Limpeza, quando promovemos uma grande mobilização na praia. Nessa ação reunimos toda a comunidade esportiva que utiliza a praia, tanto dos esportes aquáticos quanto dos esportes de areia. Apesar do nome, a Praia da Preguiça não tem nada de preguiça. Pelo contrário: hoje é uma praia extremamente ativa”, disse.

    Ainda conforme Lorena, mesmo diante de todos os esforços, os banhistas continuam sujando o espaço. Ela lembra que a Praia da Preguiça se tornou uma das praias mais frequentadas durante o Verão na capital baiana, pelo fácil acesso à região central da cidade e pela ausência de ondas no mar.

    “A Praia da Preguiça, que antes era pouco conhecida, hoje ganhou visibilidade e passou a receber muito mais frequentadores, não só esportistas, mas também banhistas e turistas. Com isso, naturalmente também aumentou o volume de lixo […] Limpar, limpamos. O grande desafio é não sujar. Por isso essa ação é importante para sensibilizar banhistas, ambulantes, permissionários, esportistas e turistas para que todos tenham compromisso com o descarte correto dos resíduos”, completou.

    Alessandra Lira é moradora do bairro de Nazaré. Frequentadora da Praia da Preguiça, ela afirma que sempre que vai à praia se atenta para não deixar nenhum resíduo nas areias, mas nota a irresponsabilidade de outros banhistas. A moradora aprovou a ação da Limpurb.

    “Acho que essa ação é importante para conscientizar as pessoas que frequentam a praia, porque eu venho muito aqui com meus filhos e percebo que o movimento é grande. Eu, por exemplo, sempre levo o meu lixo para casa, mas a maioria das pessoas acaba descartando no chão mesmo. O que a gente mais vê aqui são palitos de espetinho e de queijo. Isso pode até machucar alguém”, lembrou.

  • VLT impulsiona transformação urbana e amplia espaços de esporte e lazer no Subúrbio Ferroviário

    VLT impulsiona transformação urbana e amplia espaços de esporte e lazer no Subúrbio Ferroviário

    A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana abre caminho para um amplo processo de requalificação urbana no Subúrbio Ferroviário, integrando mobilidade, lazer, esporte e valorização das belezas naturais da região. Com cerca de 60% de avanço físico, o Trecho 1 do sistema já começa a transformar a área em um espaço pensado para a convivência e a prática de atividades esportivas. O projeto prevê quadras de beach tennis, campo de futebol, skate park e áreas de circulação mais seguras para moradores e visitantes.

    Morador do Subúrbio Ferroviário desde 1977, Josevaldo Evangelista acompanha de perto essa transformação. O aposentado viu o antigo trem circular pelos trilhos e agora aguarda com expectativa a chegada do novo modal. “Esperávamos melhorias no bairro há muitos anos. A esperança voltou quando começaram a falar dos planos do VLT. O subúrbio vai mudar sim. Tenho certeza de que nossa região vai ser muito mais valorizada. Vão olhar para a gente de outra forma”, disse Seu Val, como é conhecido pelos vizinhos.

    O presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, destaca que as intervenções vão além da mobilidade urbana e contribuem para fortalecer a autoestima de quem vive no Subúrbio Ferroviário. “Está sendo construído o maior parque linear da cidade, com paisagismo e intervenções urbanísticas. Estamos removendo antigos muros para criar passagens seguras e novos passeios ao longo do trilho. As paradas do VLT também contarão com equipamentos de urbanização, como playground e academias ao ar livre, pensados para o bem-estar da comunidade”, explicou.

    Skate e juventude ganham espaço no projeto
    Além da mobilidade, o projeto abre espaço para o esporte e para a juventude. A região ganhará a maior pista de skate de Salvador, projetada com dimensões e características adequadas para sediar competições nacionais e internacionais.
    “Essa pista terá o mesmo padrão de qualidade de outras estruturas de referência no país. A ideia é que ela não seja apenas palco de grandes eventos, mas também um espaço de lazer e convivência para a população”, afirmou Bruno Pires, consultor do projeto.

    O arquiteto Ian de Aragão, responsável pelo projeto das pistas, explica que a proposta também valoriza a identidade local. “Pensamos em um espaço que dialogue com o cenário do Subúrbio Ferroviário, com o mar ao fundo e a atmosfera litorânea que é tão marcante nessa parte da cidade.”

    Para quem vive o skate no dia a dia, a construção da pista representa novas oportunidades. A skatista Tifany Brasil, de 17 anos, acredita que o equipamento pode transformar a rotina de muitos jovens. “Quando soube que a pista seria construída aqui, fiquei muito feliz. A casa da minha avó é pertinho, então não vou precisar pegar ônibus ou metrô para treinar. Estou muito ansiosa para ver essa pista pronta”, contou a adolescente, que pratica o esporte há cinco anos.

    A implantação do skate park inclui pavimentação, nova iluminação e melhorias no sistema viário do entorno. O espaço também deve atrair eventos esportivos e visitantes, conectando a cidade à faixa de areia e reforçando o potencial paisagístico do bairro, onde o mar e o pôr do sol fazem parte da paisagem cotidiana da comunidade.

    Avanço das obras
    O Trecho 2 do VLT, que conecta Paripe a Águas Claras, já alcança cerca de 40% de avanço físico. O sistema vai ligar áreas estratégicas de Salvador e da Região Metropolitana (RMS), com integração ao metrô e a outros modais de transporte público. A previsão é que a operação assistida do Trecho 1 comece no segundo semestre de 2026.