Dia: 25 de março de 2026

  • Sindsefaz promove desta de 30 anos com shows de Luiz Caldas e Xande de Pilares

    Sindsefaz promove desta de 30 anos com shows de Luiz Caldas e Xande de Pilares

    O Sindicato dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia (Sindsefaz) celebra, em 2026, três décadas de atuação em defesa das carreiras fazendárias e do serviço público baiano. Como parte da programação comemorativa, a entidade promove, nesta semana, dois grandes eventos em Salvador: o Seminário “Reinventando o Futuro”, no dia 27 de março (sexta), e a festa de aniversário dos 30 anos, no dia 28 de março (sábado), com shows de Luiz Caldas e Xande de Pilares. Os eventos acontecem na Chácara Baluarte, no Santo Antonio Além do Carmo, em Salvador.

    O seminário, que acontece na sexta (27), ao longo de todo o dia (9h ÀS 18H), reunirá especialistas para debater temas estratégicos que dialogam com os desafios contemporâneos do serviço público e da sociedade. A programação inclui:
    • Trabalho em Transformação: Sindicatos, Equidade e Respeito, com Marcos Verlaine da Silva Pinto, jornalista e assessor parlamentar do DIAP;
    • Inteligência Artificial: Impactos da Transformação Digital no Futuro das Sociedades, com Juliano Maurício de Carvalho, doutor em Comunicação e professor da UNESP;
    • Longevidade Ativa associada a novos propósitos de vida, com Egídio Lima Dórea, médico e doutor em Nefrologia pela USP;
    • Lei Orgânica da Administração Tributária – LOAT, com Adriana da Costa Ricardo Schier, advogada, doutora em Direito Público e professora da UNIBRASIL;
    • Reforma Administrativa, com Giulia de Rossi Andrade, advogada e presidente da Comissão de Gestão Pública e Controle da Administração da OAB/PR;
    • Políticas de Desenvolvimento Industrial e seus reflexos na Economia Baiana, com Juliano Goularti, doutor em Economia pela UNICAMP, autor do livro “Política Fiscal e Desoneração Tributária no Brasil (2020).

    Festa

    Já no sábado (28), a partir das 16h, a Chácara Baluarte será palco da festa oficial dos 30 anos do Sindsefaz, que reunirá a categoria em um grande momento de confraternização. A celebração contará com shows de Luiz Caldas, ícone da música baiana, e Xande de Pilares, um dos grandes nomes do samba brasileiro.

    A programação comemorativa teve início com atividades culturais, como a apresentação da peça teatral “Eu de Você”, com Denise Fraga, e sessões de cinema realizadas em Salvador, incluindo a apresentação do filme O Agente Secreto, reforçando a proposta do Sindicato de celebrar a data com uma agenda plural, que integra cultura, reflexão e convivência.

    As comemorações seguem no mês de abril, com a exibição do documentário “30 anos de Sindsefaz”, que resgata a trajetória de lutas e conquistas da entidade, e com a entrega do Prêmio de Jornalismo “Tributação e Justiça Social”, iniciativa que valoriza produções voltadas ao debate público sobre justiça fiscal e cidadania.

    Fundado em 1996, o Sindsefaz consolidou-se como uma das principais entidades do Fisco estadual no país, com atuação destacada na defesa da valorização dos servidores, do fortalecimento da administração tributária e da construção de um sistema mais justo para a sociedade.

    Serviço
    – Seminário “Reinventando o Futuro” – Sexta (27 de março), 9h
    – Show com Luiz Caldas e Xande de Pilares – Sábado (28 de março), 16h
    Local: Chácara Baluarte (Salvador)

  • Amizades na vida adulta: o que muda quando a vida muda

    Amizades na vida adulta: o que muda quando a vida muda

    O mito da “baixa manutenção” e o que realmente sustenta um vínculo

    *Gabriela Pointis

    Quando se cresce assistindo a séries como Friends, How I Met Your Mother, Sex and the City e até mesmo Doces Magnólias, é quase inevitável criar uma expectativa muito específica sobre a vida adulta. Nessas histórias, a amizade ocupa um lugar central e constante: os encontros são frequentes e a rotina gira em torno daquele grupo que parece sempre disponível, como se o tempo e as responsabilidades nunca fossem grandes obstáculos. A impressão que fica é a de que a vida adulta seria uma espécie de continuação da escola — com a diferença de que, agora, todos são independentes, trabalham, têm seu próprio dinheiro e, justamente por isso, podem sair mais, aproveitar mais e viver essa amizade de forma ainda mais intensa.

    Não demora muito para o baque vir e você perceber que você e seus amigos não vão se ver todos os dias. Aos poucos, a rotina compartilhada dá lugar a agendas desencontradas: vocês estudam em lugares diferentes, moram distantes uns dos outros e, principalmente, nenhum de vocês tem dinheiro. Aquela ideia de encontros espontâneos começa a esbarrar na realidade — tudo precisa ser combinado, planejado, encaixado.

    Depois que você passa dos 18 anos, as chances de você e seus amigos estarem vivendo momentos completamente diferentes da vida aumentam consideravelmente, a ponto de ser quase inevitável. Durante a escola, existe uma sensação de estabilidade: vocês estão no mesmo lugar, seguindo o mesmo ritmo, dividindo os mesmos horários. A convivência é quase automática. Mas, fora desse ambiente, cada um passa a trilhar um caminho próprio — e é aí que as diferenças começam a aparecer.

    Hoje, aos 21, isso fica ainda mais evidente para mim. Enquanto eu ainda estou no meio da minha graduação, tenho uma amiga que já está finalizando o TCC, outra que foi estudar no exterior e outra que já começou a construir sua carreira no mercado de trabalho. Apesar de compartilharmos uma história em comum, nossas rotinas já não se encaixam com a mesma facilidade. Os horários não batem, as prioridades mudam e o tempo livre — quando existe — raramente coincide.

    Entre atividades acadêmicas, empregos e todas as outras responsabilidades que vêm com a vida adulta — obrigações em casa, manter uma rotina de exercícios, não negligenciar a própria saúde — parece que o dia simplesmente não tem horas suficientes. E é nesse ponto que surge uma pergunta inevitável: onde as amizades entram nisso tudo?

    Falar sobre amizade na vida adulta é, inevitavelmente, falar sobre ausência, adaptação e escolha. Diferente da adolescência — quando o tempo parecia infinito e a convivência era constante — crescer nos coloca diante de agendas cheias, caminhos diferentes e silêncios que nem sempre são fáceis de interpretar. É nesse cenário que surge a dúvida: até que ponto dá para manter vínculos sem presença constante? E mais — será que estamos cuidando das nossas amizades ou apenas presumindo que elas vão sobreviver ao tempo sozinhas?

    O mito da baixa manutenção
    Caso esse termo ainda não tenha chegado até você, ele se refere àquelas relações em que duas pessoas raramente se veem, quase não trocam mensagens, mas ainda assim sustentam um vínculo que, em teoria, não muda — mesmo sem um cuidado ativo para mantê-lo.

    Para quem defende esse tipo de relação, ela pode parecer uma forma mais confortável de afeto: não é preciso acompanhar tudo o que acontece na vida do outro para que o carinho continue existindo. Às vezes, passam-se três, seis meses sem qualquer contato — e, ainda assim, a relação segue sendo considerada uma amizade.

    Mas será que continua mesmo?

    O termo “amizade de baixa manutenção” tem sido cada vez mais usado para descrever relações que acabam ficando em segundo plano — pessoas que estão ali para quando você precisa, mas que não exigem, necessariamente, presença ou cuidado constante.

    Nesse tipo de dinâmica, a pessoa se diz sua amiga, mas já não sabe quase nada sobre a sua vida atual. Não sabe sobre aquele trabalho da faculdade que está acabando com a sua saúde mental, nem sobre o drama entre seus colegas de trabalho, ou até mesmo sobre o novo crush que você tem. E, ainda assim, existe uma justificativa silenciosa: um dia vocês foram próximos. Um dia essa pessoa sabia de tudo. Vocês não brigaram, não se odeiam — então, claro, continuam sendo amigos. Certo?

    Eu diria que não. Existe um limite para o quanto é possível manter alguém na sua vida sem que ainda existam trocas reais. Se vocês quase não se falam, não se veem, já não compartilham interesses e, na prática, essa pessoa deixou de fazer parte do seu cotidiano, até que ponto dá para chamar isso de amizade? Ou será que, na verdade, vocês são apenas duas pessoas que já foram amigas e hoje, no máximo, se dão bem?

    “Amizades saudáveis não exigem presença constante, mas sim presença emocional. Reconhecer as limitações da rotina adulta é um sinal de maturidade, mas isso não significa ausência de cuidado. O vínculo se fortalece por meio de gestos simples, como uma mensagem ou demonstrações de lembrança e apoio” – Larissa Fonseca, psicóloga clínica especialista em terapia cognitivo-comportamental (TCC).

    Para mim, o que seria uma boa prática desse tipo de amizade seriam duas pessoas com vidas agitadas, claro, mas que se esforçam para permanecer na vida uma da outra. Elas podem não se ver todos os dias, nem se falar com tanta frequência, mas fazem questão de manter algum tipo de contato — seja mandando uma mensagem de vez em quando ou tentando marcar um encontro sempre que possível.

    Não precisa ser algo constante ou exaustivo. Às vezes, um simples “amiga, vi isso e lembrei de você”, um “como você tá?” ou até um “tô com saudade, vamos fazer alguma coisa?” já diz muito. São gestos pequenos, mas que mostram que existe interesse, que existe vontade de continuar presente, mesmo que a rotina não facilite.

    E, nesse sentido, vale a pergunta: sair com seus amigos — mesmo que seja algo simples, como um encontro na casa de alguém — é mesmo um grande sacrifício?

    Não estou falando de encontrar todo mundo toda semana, nem de transformar isso em mais uma obrigação na agenda. É mais sobre intenção do que frequência. Sobre querer estar perto, querer compartilhar um tempo, ainda que seja pouco. No fim, são essas pequenas manutenções, quase invisíveis, que fazem com que alguém continue fazendo parte da sua vida — sem que isso exija um esforço impossível

    “Quando aparece um show quase relâmpago de uma artista que você ama e você tem meios de ir, você vai. Eu mesma me desdobro para ir. Mas e aquele café com a amiga que você não vê há mais de um ano?[…]. Ainda assim, sinto que existe, sim, uma certa falta de esforço e de demonstração de afeto nas nossas amizades — e elas são muito do que nos sustenta nesse mundo.” – ativista Vitória Rodrigues

    É irrealista esperar que, agora, nossas amizades tenham a mesma dinâmica de quando estávamos no ensino médio — que nossos amigos estejam sempre disponíveis ou que a gente vá se ver sempre que quiser. A vida muda, as rotinas mudam, e as relações acabam precisando se adaptar a isso também.

    Mas, ao mesmo tempo, existem formas simples de manter essa conexão viva. Mandar um TikTok engraçado, compartilhar algo que você viu no Instagram e que te fez lembrar daquela pessoa, enviar o trailer de um filme que vocês *precisam* ver juntos… tudo isso leva poucos segundos e não exige esforço real.

    São pequenas demonstrações, quase cotidianas, mas que fazem diferença. Elas mantêm vocês presentes na vida um do outro, sinalizam que ainda existe interesse e criam uma ponte até o próximo encontro — por mais distante que ele pareça. No fim, são esses gestos mínimos que ajudam a sustentar a amizade, mesmo quando a rotina não colabora.

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    “Não caia nessa de amizade de baixa manutenção. Quando você deixa de conversar ou de encontrar seus amigos, você não tá prejudicando apenas a sua vida social, mas sua saúde” – Drauzio Varella

    Amizade também é saúde

    As amizades ocupam um lugar essencial na nossa vida — não apenas no campo emocional, mas também na nossa saúde física e mental. Quando compreendemos a profundidade dessa relação, fica mais fácil entender por que cuidar dos nossos vínculos não é um luxo, e sim uma necessidade. Amizades, assim como qualquer outra relação importante, precisam de manutenção, presença e atenção ao longo do tempo.

    Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) ajudam a colocar tudo isso em perspectiva — e mostram que esse assunto vai além de uma sensação individual. O isolamento social e a solidão estão cada vez mais comuns: 1 em cada 4 idosos vive em situação de isolamento, e, entre adolescentes, cerca de 5% a 15% dizem se sentir sozinhos com frequência.

    Mais do que só números, isso revela um impacto bem real. A falta de conexão com outras pessoas não afeta só o emocional, mas também a qualidade de vida, a saúde mental e até a longevidade. Em alguns casos, os efeitos podem ser comparáveis a fatores como tabagismo, obesidade e sedentarismo — o que só reforça o quanto manter relações, mesmo que de forma simples, faz diferença.

    Isso acontece porque as relações humanas têm um papel direto no funcionamento do nosso cérebro. Estar perto de pessoas que nos acolhem e nos fazem bem ativa uma série de respostas químicas importantes para o nosso equilíbrio emocional. Entre elas, destacam-se:

    Ocitocina: fortalece os vínculos afetivos e a sensação de conexão

    Dopamina: está associada ao prazer e à motivação

    Serotonina: contribui para a estabilidade do humor

    Endorfinas: ajudam a aliviar o estresse e promovem bem-estar

    Essas reações explicam por que, na presença de amigos verdadeiros, a vida parece mais leve e suportável. Não se trata apenas de companhia, mas de um efeito real no nosso corpo e na forma como percebemos o mundo.

    Por outro lado, a falta dessas conexões também tem seu peso — e ele não é pequeno. A solidão não fica só no emocional, ela acaba transbordando para o corpo também. É comum que pessoas mais solitárias lidem com ansiedade, tristeza constante, uma sensação de desesperança ou até uma autoestima mais baixa.

    E é justamente por isso que cultivar amizades na vida adulta, mesmo sendo desafiador, se torna tão importante. Não precisa ser perfeito, nem constante o tempo todo — mas faz diferença. Amigos funcionam como uma rede de apoio nos momentos difíceis, ajudam a aliviar o estresse do dia a dia e, principalmente, reforçam aquele sentimento de pertencimento que, no fim, todo mundo precisa para se sentir bem.

    Além disso, diversas pesquisas mostram que pessoas com laços afetivos mais sólidos tendem a ter menos chances de desenvolver transtornos como depressão e ansiedade, além de apresentarem uma melhor qualidade de vida. Um dos estudos mais longos já feitos sobre o tema, conduzido pela Universidade de Harvard, chegou a uma conclusão simples, mas muito significativa: são as relações próximas e de qualidade que mais influenciam nossa saúde e felicidade ao longo da vida — mais até do que dinheiro ou sucesso profissional.

    No fim das contas, investir em amizades é investir em si mesmo. É construir, pouco a pouco, uma rede de afeto que sustenta, acolhe e dá sentido à experiência de estar vivo.

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    “Mande uma mensagem, chame aquele seu amigo da escola para um café, ou um happy hour com o pessoal do trabalho. Ou se você preferir conhecer gente nova, comece um curso. Procure uma atividade que te permita encontrar com outras pessoas. Coloque a cara a tapa. Tem gente que não vai dar abertura mesmo, mas outras vão virar amigos para o resto da vida”. – Drauzio Varella

    Nem todo vínculo continua

    Ainda que esse texto seja sobre a importância das amizades e sobre entender como suas dinâmicas mudam ao longo do tempo, acho importante reservar um espaço para falar sobre o outro lado disso: às vezes, também é preciso deixar ir.

    Aceitar que uma amizade foi importante, que marcou uma fase da sua vida e significou muito, é tão essencial quanto tentar mantê-la. Porque, quando a gente se apega apenas ao que aquela relação já foi um dia, corre o risco de continuar preso a alguém que já não faz mais parte da sua vida de verdade.

    E, com o tempo, isso deixa de ser confortável e passa a ser frustrante — até angustiante.

    “Sweet tea in the summer
    Cross your heart, won’t tell no other
    And though I can’t recall your face
    I still got love for you” – seven, Taylor Swift

    Em seven, música do álbum folklore, Taylor Swift canta sobre a saudade de um tempo que já passou — sobre uma amizade sincera, profunda e, ao mesmo tempo, distante. A canção funciona quase como uma lembrança fragmentada: mais do que reviver exatamente o que foi vivido, ela resgata o que aquela relação significou em um determinado momento da vida.

    Acho que todos nós temos alguém assim. Uma pessoa com quem já não temos mais contato, mas que, em algum momento, foi essencial.

    Na música, mesmo que o rosto da amiga já apareça meio nebuloso na memória, os sentimentos permanecem. A narradora provavelmente não vê mais essa amiga de infância, talvez nem fale mais com ela. Ainda assim, o vínculo que existiu entre elas foi tão marcante que o afeto continua ali, mesmo sem presença, mesmo sem convivência.

    E talvez exista uma certa beleza em aceitar isso. Em reconhecer o que alguém foi para você, sem precisar forçar que essa pessoa continue fazendo parte da sua vida.

    O carinho ainda está lá.
    O afeto ainda está lá.
    Mas a amizade chegou ao fim.

    Nessa mesma nota, temos dorothea, do álbum evermore, onde ela canta:

    “Hey, Dorothea, do you ever stop and think about me?
    When we were younger, down in the park
    Honey, making a lark of the misery” – dorothea, Taylor Swift

    Diferente de seven, em dorothea vemos uma amizade atravessada pela distância. A música conta a história de duas amigas que seguiram caminhos completamente diferentes: uma permaneceu na cidade natal, enquanto a outra foi para Hollywood e se tornou uma estrela. Com o tempo, o contato entre elas se torna cada vez mais raro. A narrativa é construída a partir do ponto de vista de quem ficou e para ela o carinho ainda está ali, mas acompanhado de uma dúvida silenciosa: será que ela ainda se lembra de mim?

    Ouvir essa música inevitavelmente me faz pensar nos amigos que fui perdendo pelo caminho — não por brigas ou rompimentos, mas simplesmente porque seguimos direções diferentes. Aqueles de quem eu era inseparável, mas de quem me afastei porque passamos a querer e priorizar coisas distintas. Aqueles que deixaram de ser presença constante para se tornarem alguém com quem eu quase nunca mais falo.

    E, ainda assim, de alguma forma, eles continuam ali. Mesmo sem fazerem mais parte da minha vida, eu acompanho de longe — pelos stories, por pequenas atualizações — e torço, de verdade, para que conquistem tudo o que desejam.

    “You got shiny friends since you left town
    A tiny screen’s the only place I see you now
    And I got nothing but well wishes for ya” – dorothea, Taylor Swift

    O ponto é: amizades são, sim, muito importantes — mas também é importante aceitar que alguns ciclos simplesmente chegam ao fim.

    Você não se faz nenhum favor ao se prender a pessoas que já seguiram em frente e estão vivendo outras fases da vida. Isso não invalida o que vocês tiveram. Você ainda pode gostar dessas pessoas, continuar desejando o bem delas e, sempre que se encontrarem, pode até ser incrível.

    Mas existe uma diferença entre manter um carinho e insistir em ocupar um espaço que já não é mais seu. Não se obrigue a continuar se colocando na rotina de alguém se isso não for recíproco.

    Conclusão

    Dá para manter vínculos sem presença constante — mas não sem algum tipo de cuidado. Talvez essa seja justamente a parte que as séries como Friends e How I Met Your Mother não mostram tão bem. Nelas, a amizade parece sobreviver quase que automaticamente: as pessoas estão sempre ali, sempre disponíveis, como se a conexão não dependesse de esforço, tempo ou escolha.

    Na vida real, não é bem assim.

    Nós, infelizmente, não sempre somos vizinhos ou moramos perto de nossos amigos mais próximos. Nem sempre há disponibilidade, energia ou até mesmo dinheiro para encontros frequentes. Nesse cenário, manter uma amizade já não depende tanto da proximidade física, mas, antes de tudo, da intenção.

    Amizades podem, sim, sobreviver sem a frequência de interações que tínhamos na infância e na adolescência. Até porque a vida adulta não vem com “hora do recreio”: não existe mais aquele intervalo natural e garantido em que todos se encontram, conversam e compartilham o cotidiano.

    A realidade, é que agora, todas nossas amizades são sim de “baixa manutenção” em comparação com o que tivemos um dia, mas o importante é que a manutenção continue existindo. Que continue existindo esse cuidado entre vocês, essas pequenas interações que mantenham vocês na vida um do outro e demonstrem a intenção de querer estar perto.

    Pequenas demonstrações de interesse fazem diferença: uma mensagem, uma tentativa de marcar um encontro, um simples sinal de que aquela pessoa continua ocupando um espaço na sua vida. Sem isso, o vínculo não se sustenta sozinho. Aos poucos, quase sem perceber, ele começa a se transformar em outra coisa — menos presente, mais distante — até virar apenas uma lembrança do que um dia foi.

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    • Gabriela Pointis é estudante de Jornalismo
  • Brasileiro Thiago Leitão é anunciado como novo técnico do Independiente Petrolero, adversário do Botafogo na Copa Sul-Americana

    Brasileiro Thiago Leitão é anunciado como novo técnico do Independiente Petrolero, adversário do Botafogo na Copa Sul-Americana

    O Independiente Petrolero anunciou a contratação do treinador brasileiro Thiago Leitão para a sequência da temporada. Com ampla experiência no futebol boliviano, o profissional chega para comandar a equipe em um momento importante, que inclui a disputa da Copa Sul-Americana, no grupo do Botafogo.

    Natural de Campinas, Thiago Leitão construiu uma sólida trajetória no país andino, tanto como jogador quanto como treinador. Dentro de campo, iniciou sua carreira na Ponte Preta e se tornou um dos maiores artilheiros da história do Jorge Wilstermann, onde deixou seu nome marcado.

    Já como técnico, acumulou conquistas importantes, com destaque o acesso em 2023 e o título do Torneio Apertura da Bolívia em 2024, pelo San Antonio de Bulo Bulo, reforçando sua capacidade de liderar equipes competitivas e vitoriosas no cenário local.

    “Conheço bem o futebol boliviano e estou muito motivado para esse novo desafio. Sou um treinador jovem e com muita ambição. Quero fazer um trabalho de qualidade no clube e, quem sabe, mostrar meu trabalho no futebol brasileiro com os confrontos que teremos contra o Botafogo”, destacou.

    Em sua primeira declaração como comandante do Independiente Petrolero, Thiago Leitão destacou a motivação para o novo desafio.

    “É uma honra assumir o comando de um clube com a história do Independiente Petrolero. Conheço bem o futebol boliviano e sei do potencial que existe aqui. Vamos trabalhar com muita dedicação para montar uma equipe competitiva, que represente bem o clube tanto no campeonato nacional quanto na Copa Sul-Americana”, afirmou.

    Com conhecimento do ambiente e histórico de sucesso no país, Thiago Leitão chega com a missão de fortalecer o Independiente Petrolero, que possui seis jogadores brasileiros no elenco, e buscar protagonismo nas competições da temporada.

  • Cléber contribui com assistência em goleada do Yunnan Yukun e mantém bom início de temporada na China

    Cléber contribui com assistência em goleada do Yunnan Yukun e mantém bom início de temporada na China

    O atacante Cléber segue sendo decisivo neste início de temporada pelo Yunnan Yukun. Na mais recente rodada, a equipe conquistou uma vitória convincente por 4 a 0, com participação direta do brasileiro, que contribuiu com uma assistência.

    O bom desempenho dá sequência ao que Cléber já havia apresentado na estreia, quando balançou as redes e mostrou seu poder ofensivo logo no primeiro jogo. Com os resultados positivos, o Yunnan Yukun ocupa atualmente a vice-liderança da competição, consolidando um início promissor na temporada.

    Após a partida, o atacante destacou a importância do coletivo e celebrou o momento da equipe. “Fico feliz em poder ajudar, seja com gol ou assistência. O mais importante é ver o time performando bem e conquistando vitórias. Estamos trabalhando forte para manter essa regularidade e seguir brigando na parte de cima da tabela”, afirmou.

    Vivendo boa fase, Cléber reforça sua importância no setor ofensivo e se firma como uma das peças-chave do Yunnan Yukun na busca pelos objetivos na temporada.

    O próximo confronto acontece no dia 04 de abril, às 08h35 (horário de Brasília), contra o Port, fora de casa.

  • Ferry boat

    Ferry boat

    A Internacional Travessias Salvador (ITS), administradora do Ferry-Boat, informa que o serviço funciona de segunda a sábado das 5h às 23h30. Aos domingos e feriados, das 6h às 23h30.

    Nesta quarta-feira, operam os ferries Zumbi dos Palmares, Anna Nery, Rio Paraguaçu e Ivete Sangalo, com movimento tranquilo para veículos e pedestres nos terminais São Joaquim e Bom Despacho. Para verificar a movimentação nos terminais São Joaquim e Bom Despacho em qualquer horário, consulte o filômetro.

    Novas tarifas: As tarifas do serviço de transporte do Sistema Ferry-Boat passam a vigorar com reajuste de 3,61% a partir desta sexta-feira (6), tanto para passageiros quanto para veículos. O percentual foi divulgado pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) na última terça-feira (3).

    Com a atualização, a tarifa para passageiros em dias úteis passa de R$ 6,90 para R$ 7,20. Aos fins de semana e feriados, o valor passa a ser de R$ 9,50.

    Para carros de pequeno porte, a tarifa de segunda a sexta-feira passa de R$ 62,50 para R$ 64,70. Aos fins de semana e feriados, o valor passa de R$ 88,50 para R$ 91,70.

    Veículos pesados: Suspender, em caráter emergencial, no sentido São Joaquim x Bom Despacho, das 5h das vésperas de feriados até as 15h do dia posterior ao feriado; e, no sentido Bom Despacho x São Joaquim, das 5h do dia do feriado até as 15h do dia seguinte ao feriado, a travessia/ embarque de ônibus, jamanta, caminhão simples, caminhão trucado e micro-ônibus, como também reboque e utilitário com capacidade de carga a partir de 1.500kg (Hum mil e quinhentos quilos).

    Hora Marcada: Para verificar a disponibilidade de vagas do serviço exclusivo de veículos, é necessário acessar o site www.internacionaltravessias.com.br. As passagens são disponibilizadas no site com 30 dias de antecedência.

    Filômetro: Os clientes podem consultar o movimento nas filas do sistema Ferry-Boat através do site da Concessionária, na aba filômetro. O fluxo é atualizado diariamente, após cada embarque: www.internacionaltravessias.com.br/filometro/.

    Canal de Atendimento ao Cliente: O contato com a ITS para dúvidas, sugestões ou reclamações sobre o sistema Ferry-Boat pode ser feito pelo e-mail: demandas@internacionaltravessias.com.br. Para cancelamentos e reembolsos: atendimentoarrecadacao@internacionaltravessias.com.br; outras solicitações: através do telefone (71) 3103-2050, com funcionamento de segunda a sábado, de 7:00 às 19:00.

    Outro meio de agendamento: Veículos de passeio podem realizar agendamento por meio do ba.gov.br, plataforma eletrônica de serviços do Estado. Diferente do serviço Hora Marcada, nesta modalidade de agendamento não é necessário efetuar o pagamento antecipado e também não há taxa de serviço. O motorista só paga pelo bilhete da passagem ao se apresentar no guichê, momentos antes de realizar a viagem.

    O cliente deve comparecer com 60 minutos de antecedência ao horário agendado para embarque.

    Bilheteria: A bilheteria do Sistema Ferry-Boat é eletrônica, considerando as capacidades das embarcações a cada viagem. São aceitos pagamentos em dinheiro, cartões de crédito e débito diretamente na Bilheteria.

    Para o Ferry-Card com saldo, o cliente poderá utilizar até 05 passagens por trecho em cada terminal. Orientamos que a compra de créditos ocorra com antecedência do seu embarque, nos guichês de venda, nas bilheterias de pedestres dos terminais.

    O usuário ainda tem a opção de realizar o acesso na catraca através da tecnologia EMV, sistema de aproximação (com os cartões de crédito e débito liberados para esta modalidade). As transações de compra de passagens nesta categoria são de responsabilidade das operadoras de cartões.

    Os terminais contam com sistema eletrônico nas catracas que encerram o acesso de pedestres após atingir a capacidade de cada embarcação, independente da modalidade de pagamento utilizada. O sistema de vendas e acessos encerram com 10 minutos de antecedência para as devidas logísticas de embarque do horário previsto.

    Atendimento preferencial: O atendimento a passageiros com passe livre e gratuidades por lei, é feito por meio de guichês exclusivos. O beneficiário deve apresentar documento oficial com foto para identificação. A regra obedece também para os acompanhantes.

  • SEC publica lista final da concessão de licença-prêmio em pecúnia, nesta quarta (25)

    SEC publica lista final da concessão de licença-prêmio em pecúnia, nesta quarta (25)

    A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou, no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (25), a lista final da concessão de licença-prêmio em pecúnia e o afastamento para fruição, relacionada aos professores da carreira do Magistério Público Estadual dos ensinos Fundamental e Médio. Tempo de serviço e idade são os critérios de desempate para classificação. No caso de pecúnia, o último colocado tem 26 anos, um mês e 17 dias de serviço e idade de 50 anos, 11 meses e 26 dias. Já para fruição, o tempo de serviço é de 24 anos, 11 meses e oito dias e a idade, 49 anos e 20 dias.

    A licença-prêmio constitui um direito funcional assegurado aos servidores públicos ocupantes de cargos efetivos do Estado da Bahia, concedido após cada período de cinco anos de efetivo e ininterrupto exercício, podendo corresponder a até três meses de afastamento remunerado, conforme legislação vigente. A Secretaria da Educação do Estado prevê a abertura de um novo período para a concessão de licenças-prêmio para fruição e conversão em pecúnia no segundo semestre de 2026, ampliando as oportunidades para os docentes da rede estadual.

    Entre os critérios de prioridade para a concessão da licença-prêmio estão maior tempo de serviço no Estado, não ter sido beneficiado com a conversão em pecúnia há pelo menos um ano e estar em efetiva regência de classe. O processo é realizado pela SEC, com participações da Superintendência de Recursos Humanos, da Coordenação de Afastamentos Temporários, dos Núcleos Territoriais de Educação e das unidades escolares da rede estadual.

    A conversão em pecúnia ocorre quando a fruição da licença possa comprometer o regular funcionamento das atividades pedagógicas e o cumprimento do calendário escolar, sendo uma medida administrativa voltada à manutenção da continuidade do ensino na rede pública estadual. No âmbito da carreira do Magistério Público Estadual, a concessão e eventual conversão da licença‑prêmio em pecúnia encontram fundamento na Lei nº 7.937, de 11 de outubro de 2001, e no Decreto nº 8.573/2003, que regulamentam os critérios para fruição ou conversão do benefício pelos professores da rede estadual.

    Investimento e requerimento

    Para o exercício de 2026, foi fixado o quantitativo máximo de mil licenças-prêmio para conversão em pecúnia e 200 licenças-prêmio para fruição, referentes ao primeiro semestre do ano em curso. Estima-se um investimento da ordem de R$ 48 milhões, considerando a manutenção da folha de pagamento dos servidores afastados e as eventuais necessidades de substituição temporária.

    Os requerimentos de licença-prêmio para fruição ou conversão em pecúnia precisam ser protocolados exclusivamente por meio do Portal de Serviços RH Bahia, através do endereço eletrônico: https://rhbahia.ba.gov.br/login. Conforme a SEC, a definição do quantitativo visa garantir o equilíbrio entre o reconhecimento dos direitos funcionais dos servidores e a manutenção da regularidade das atividades pedagógicas da rede estadual de ensino. Os recursos financeiros destinados ao pagamento do benefício são previstos no orçamento do Estado.

  • Travessia Salvador–Morro de São Paulo opera normalmente e conta com passagens disponíveis em todos os horários

    Travessia Salvador–Morro de São Paulo opera normalmente e conta com passagens disponíveis em todos os horários

    A Travessia Salvador–Morro de São Paulo apresenta movimento moderado de procura e venda de passagens nesta quarta-feira (25), com disponibilidade de bilhetes para todos os horários, em ambos os sentidos.

    As operações seguem com embarque regular no Terminal Náutico da Bahia. O primeiro catamarã partiu às 9h, com saídas adicionais programadas para 10h30 e 14h30.

    No sentido inverso, partindo de Morro de São Paulo, os horários disponíveis são: 11h30, 13h30 e 15h.

    A viagem direta de catamarã tem duração média de 2 horas e 20 minutos.

    Os passageiros podem adquirir passagens presencialmente, nos guichês das concessionárias Biotur e Ilha Bela, localizados no Terminal Náutico, ou por meio dos sites:

    www.biotur.com.br
    www.ilhabelatm.com.br

  • Salvador inicia Operação Chuva 2026 e reforça ações para prevenir desastres no período chuvoso

    Salvador inicia Operação Chuva 2026 e reforça ações para prevenir desastres no período chuvoso

    A Prefeitura de Salvador inicia oficialmente, em abril, a Operação Chuva 2026, ação anual voltada à prevenção e resposta a desastres naturais durante o período mais chuvoso do ano, entre abril e junho. A medida foi formalizada por decreto do prefeito Bruno Reis, assinado em 20 de março.

    Coordenada pela Defesa Civil de Salvador (Codesal), a operação mobiliza todos os órgãos do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC), com o objetivo de garantir respostas rápidas e eficazes, especialmente nas áreas de maior risco da capital. Para a etapa de alerta, estão previstos investimentos de R$ 1,42 milhão em despesas de custeio.

    Entre as principais ações estão a remoção preventiva de moradores em áreas de alto risco, a demolição de imóveis condenados, o atendimento emergencial à população, a avaliação de danos, a retirada de escombros, a limpeza de áreas afetadas e a intensificação das vistorias técnicas. Também será ampliado o monitoramento das condições meteorológicas pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec).

    O diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, destaca que os investimentos realizados nos últimos anos aumentaram a capacidade de resposta da cidade. “Nosso objetivo, contudo, é manter o estado de alerta diante da intensificação das mudanças climáticas, visando à segurança da população”, afirmou.

    Como parte dos preparativos, será realizada, na Codesal, uma reunião com o Comitê Interinstitucional de Ações Emergenciais, responsável por alinhar as estratégias entre os órgãos envolvidos. De acordo com o Cemadec, a previsão para o outono, período que coincide com a operação, indica probabilidade de chuvas acima da média histórica. Em conjunto com a Codesal, o órgão opera em regime de plantão ininterrupto, monitorando o clima em tempo real e emitindo alertas por SMS e por meio de sirenes instaladas em áreas de risco, auxiliando na tomada de decisões e na proteção da população.

    Etapas da operação – A Operação Chuva é dividida em duas fases: a preparatória, realizada ao longo do ano e intensificada em março, e a de alerta, entre abril e junho, quando são executadas ações de monitoramento, prevenção e resposta.

    Na etapa preparatória, a Prefeitura já beneficiou 580 áreas com tecnologia de proteção de encostas, intervenções iniciadas ainda na gestão de ACM Neto e continuadas pelo prefeito Bruno Reis, com novas estruturas em execução e em fase de implantação. Entre janeiro e março deste ano, também foram instaladas lonas plásticas em áreas de risco, além da realização de serviços como limpeza de canais e bueiros, drenagem, remoção de resíduos e manutenção de escadarias.

    A Codesal também desenvolve ações educativas em comunidades, como a formação de voluntários nos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), o Nupdec Mirim, o Mobiliza Defesa Civil e o projeto Defesa Civil nas Escolas, com foco na conscientização sobre riscos e na formação de multiplicadores. Simulados de evacuação vêm sendo realizados ao longo de março em áreas de risco, com o objetivo de treinar moradores para agir em situações de emergência, especialmente em casos de deslizamentos de terra.

    Vistorias e monitoramento – As vistorias técnicas em imóveis e áreas de risco também foram intensificadas, com notificações aos moradores quando necessário, além do monitoramento de pontos críticos de alagamento. Atualmente, 186 áreas de risco estão mapeadas e monitoradas em Salvador, cidade marcada por relevo acidentado e ocupação irregular do solo.

    A população pode se cadastrar gratuitamente para receber alertas meteorológicos e de risco enviando o CEP por SMS para o número 40199. Em situações de emergência, a Codesal atende 24 horas por meio do telefone 199.

    A operação conta ainda com a participação de diversos órgãos municipais e instituições parceiras integrantes do SMPDC, como Seman (Secretaria de Manutenção da Cidade), Sempre (Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza), Sedur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano), Guarda Civil Municipal, Desal (Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador), Secretaria Municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Secretaria de Governo (Segov), Limpurb, Samu e Corpo de Bombeiros Militar, além de concessionárias como Embasa, Coelba e Bahia Gás. Em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, também são realizadas ações de prevenção a doenças, como as arboviroses, incluindo a dengue.

  • BB vai criar pontos de apoio para entregadores de aplicativos

    BB vai criar pontos de apoio para entregadores de aplicativos

    Objetivo é dar condições de dignidade a esses trabalhadores
    O Banco do Brasil, por meio da Fundação BB, firmou nessa terça-feira (24) parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República para a implantação de pontos de apoio destinados a entregadores de aplicativos. A iniciativa é voltada à ampliação das condições de dignidade, saúde, segurança, inclusão produtiva e bem-estar desses trabalhadores em todas as regiões do país.

    O acordo prevê a criação de espaços físicos padronizados, com infraestrutura essencial para apoiar o trabalho de entrega urbana e fortalecer o desenvolvimento social e econômico nos territórios. Cada unidade desses pontos de apoio terá infraestrutura sanitária, áreas de descanso, pontos de hidratação e recarga elétrica. O cenário de expansão nacional prevê a expectativa de implementar cerca de 100 pontos desses, com investimento estimado de R$ 24 milhões.

    “Muitas vezes os trabalhadores não têm um local para parar, ir ao banheiro, carregar o celular, por exemplo. Os pontos de apoio terão impacto real e concreto no dia a dia desses profissionais”, afirma o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

    O projeto incorpora recortes de equidade e cidadania, considerando vulnerabilidades específicas enfrentadas por mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e pela população negra, majoritária no setor e, em grande parte, residente em periferias urbanas.

    Para a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, “apoiar iniciativas que promovem condições dignas de trabalho, em todas as regiões do Brasil, é parte essencial do trabalho da instituição como conglomerado financeiro comprometido com a melhoria das condições sociais e econômicas dos territórios onde está presente, afirmou.

    Na fase inicial, o projeto será implementado por meio de um piloto, com recomendação técnica da Fundação BB para a instalação de até 20 pontos de apoio, permitindo a calibração do modelo de gestão, operação e monitoramento antes de uma eventual expansão nacional.

    Cada unidade contará, obrigatoriamente, com banheiros adequados — incluindo estrutura para higiene menstrual —, água potável gratuita, área de descanso protegida, estações de recarga de celulares, mobiliário interno e externo, além de iluminação e ambiente seguro.

    Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, o acordo tem caráter estruturante.

    “Trata-se de iniciativa de grande impacto social, que amplia o acesso a direitos básicos, fortalece a inclusão e contribui para a construção de políticas públicas permanentes voltadas a esses trabalhadores”, destacou.

    O acordo de cooperação terá duração inicial de 24 meses. Com essa iniciativa, o Banco do Brasil, por meio da Fundação BB, reafirma seu compromisso com projetos estruturantes de impacto social, que contribuem para a promoção da cidadania, da inclusão produtiva e do desenvolvimento econômico sustentável no Brasil.

    Agência Brasil

  • Doenças autoimunes atingem quatro vezes mais mulheres; entenda os motivos

    Doenças autoimunes atingem quatro vezes mais mulheres; entenda os motivos

    Efeitos dos cromossomos X e do estrógeno podem ser partes da resposta

    Cerca de 80% dos pacientes diagnosticados com doenças autoimunes em todo o mundo são mulheres. O dado revela uma disparidade de gênero marcante, já que o público feminino é, em média, quatro vezes mais suscetível a condições como lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatoide e outras doenças em que o sistema imunológico ataca erroneamente as próprias células e tecidos do corpo. Atualmente, as doenças autoimunes estão entre as 10 principais causas de morte em mulheres com menos de 65 anos em todo o mundo, segundo o Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI).

    “A própria evolução biológica que conferiu às mulheres um sistema imunológico mais aguerrido para enfrentar ciclos reprodutivos e partos, por exemplo, é o que as torna mais propensas a ataques do próprio organismo contra si mesmo”, conta o Dr. Luís Eduardo Coelho Andrade, médico reumatologista e assessor médico da área de Imunologia do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia.

    A disparidade em números: do lúpus à tireoide

    Embora a média geral seja de 80%, a incidência varia drasticamente dependendo da patologia. No caso do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a proporção chega a nove mulheres para cada um homem. Estatística semelhante é observada na Colangite Biliar Primária e na Doença de Sjögren (que causa secura ocular e bucal), ambas com proporção de 9 para 1. Em um nível intermediário, a esclerodermia afeta seis mulheres para cada homem, enquanto doenças da tireoide, como a Tiroidite de Hashimoto, e a Artrite Reumatoide apresentam proporções de 5:1 e 4:1, respectivamente.

    A “contradição” da força feminina

    A explicação para essa vulnerabilidade reside em uma aparente contradição evolutiva. Historicamente, a mulher precisou de um sistema imune mais robusto para sobreviver a exposições críticas, como a menstruação e, principalmente, o parto, que na natureza representam grandes janelas para infecções potencialmente graves. A maior propensão para doenças autoimunes em mulheres pode estar relacionada a uma adaptação evolutiva para proteger a vida de seus filhos. Já que tendem a produzir mais anticorpos do que os homens, são capazes de proteger tanto a elas mesmas quanto a seus bebês desde a gestação e até por meio do leite materno.

    Ademais, o sistema imunitário feminino tem aspectos complexos únicos. Por exemplo, o feto em crescimento no útero tem grande proporção de componentes do pai, ou seja, componentes estranhos que deveriam ser atacados pelo sistema imunitário materno. No entanto, ocorre tolerância a esses componentes e o sistema imunitário acaba contribuindo para a nutrição e crescimento do feto. “Essa força feminina, desenvolvida para ser mais resistente a infecções e tolerar componentes estranhos do feto, pode ser a mesma que torna a mulher propensa à autoimunidade. O preço por esse sistema mais robusto e complexo é que às vezes ele arruma “encrenca” com o próprio corpo”, explica o especialista.

    Possivelmente inseridos na própria herança evolutiva, destacam-se dois fatores biológicos determinantes:

    Hormônios: o estrógeno é um potente estimulador do sistema imune, aumentando a proliferação de células de defesa e a produção de anticorpos. Não à toa, a maior discrepância entre os sexos ocorre justamente na fase hormonalmente ativa (entre a puberdade e a menopausa).
    Genética: mulheres possuem dois cromossomos X, que carregam uma vasta quantidade de genes reguladores da imunidade. Mesmo com a inativação de um deles na maioria das células, muitas células ainda mantêm alguns genes do segundo cromossomo ativos, podendo gerar uma “dose dupla” de estímulo imunitário.

    Para o ecossistema de saúde, o diagnóstico precoce é o maior desafio, pois essas doenças frequentemente se iniciam de forma insidiosa e com sinais e sintomas inespecíficos. Embora os autoanticorpos (biomarcadores dessas enfermidades) possam circular no sangue anos antes dos primeiros sintomas, eles também podem ser encontrados em indivíduos que não necessariamente vão desenvolver a doença. No cotidiano das pacientes, o manejo exige equilíbrio, hábitos de vida saudáveis e disciplina em seguir as consultas médicas, tomar os medicamentos e fazer os exames periódicos. Dessa forma, uma jovem com diagnóstico recente de uma doença autoimune pode manter seus planos de vida familiares e profissionais. Uma vez que o estrógeno natural participa da predisposição à doença, a reposição hormonal ou o uso de anticoncepcionais devem ser cuidadosamente considerados. Embora não sejam proibidos de forma generalizada, seu uso e dose devem ser criteriosamente avaliados pelo médico, considerando-se o tipo de enfermidade e o grau de atividade da doença.

    Recomendações e cenário atual

    Atualmente, a medicina ainda não consegue prevenir a eclosão da autoimunidade em quem tem predisposição genética, mas hábitos de vida saudáveis contribuem para reduzir as chances de surgimento da doença e mesmo para o seu controle. O estresse psicológico é um gatilho documentado para crises de lúpus e artrite reumatoide, por exemplo.

    “Uma vez feito o diagnóstico, além do tratamento medicamentoso, é fundamental manter a ‘condição higiênica’ de vida com atividade física, sono de qualidade, controle de peso e evitar o estresse excessivo. Se o paciente consegue uma vida equilibrada, isso contribui diretamente para o controle da doença”, conclui o Dr. Andrade.