Dia: 9 de abril de 2026

  • Estudantes da rede estadual vão participar pelo segundo ano do Festival de Música da Rádio Educadora, que teve sua 24ª edição lançada

    Estudantes da rede estadual vão participar pelo segundo ano do Festival de Música da Rádio Educadora, que teve sua 24ª edição lançada

    Com o propósito de fortalecer a conexão entre cultura e ensino público, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) enalteceu a participação dos estudantes da rede estadual no Festival de Música da Rádio Educadora FM, que teve sua 24ª edição lançada na noite desta quarta-feira (8), no Cineteatro 2 de Julho, com sede no Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), em Salvador. A cerimônia contou com as presenças de artistas premiados na edição anterior e representantes dos órgãos envolvidos. Ao todo, 50 canções serão selecionadas na categoria profissional e cinco, na categoria estudantil. A premiação envolverá um investimento total de R$ 530 mil.

    Durante o lançamento da nova edição do festival, o diretor-geral do IRDEB, Flávio Gonçalves, destacou a importância da participação estudantil no Festival de Música da Rádio Educadora e o alcance desta política cultural. “A música baiana é referência no Brasil. Quando se pensa em música brasileira, se pensa na música feita na Bahia. O nosso evento é o maior festival de música hoje do país. Nenhum outro festival premia com um volume de recursos que estamos premiando, sendo que ampliamos a premiação de R$ 100 mil para mais de meio milhão de reais. E nós ficamos muito felizes porque, desde o ano passado, criamos a categoria estudantil e, em 2026, estamos ampliando de três para cinco estudantes da rede estadual a serem premiados.”

    As inscrições para o festival, abertas nesta quarta, prosseguem até 8 de maio para a categoria profissional e até 8 de junho para a estudantil. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no site https://festivaleducadora.ba.gov.br. Para participar, os estudantes precisam estar devidamente matriculados no Sistema de Educação do Estado da Bahia, gerido pela Secretaria da Educação (SEC). Eles terão seus trabalhos musicais inscritos por meio da direção da escola em que estudam.

    Estudantes e escolas serão premiados

    A premiação na categoria estudantil vai variar de R$ 2 mil a R$ 10 mil e a música dos vencedores tocará na Rádio Educadora. “A escola também vai receber uma premiação de igual valor do estudante para comprar instrumentos musicais e equipamentos de sonorização, já que o ensino da música faz parte do processo de aprendizado dos nossos jovens, no ambiente escolar, onde eles estão produzindo música”, explicou Flávio Gonçalves. Ele destacou que, na edição passada, 150 jovens se inscreveram no festival e, em função do resultado e da repercussão positiva, este número será superado nesta 24ª edição.

    A coordenadora de Arte e Cultura Estudantil da Secretaria da Educação, Djenane Santos, destacou que o movimento artístico-cultural na rede estadual é impulsionado por ações como o Festival Anual da Canção Estudantil (FACE), que estimula a produção musical entre os jovens e os fortalece a participarem de eventos externos. “O Festival de Música da Educadora engrandece, qualifica o trabalho cultural que já vem sendo construído pedagogicamente, a exemplo do FACE, que é o momento de divulgação dos projetos que eles vêm construindo nas escolas. E a participação no Festival da Educadora amplia a formação cultural, valoriza identidades e fortalece o protagonismo juvenil por meio da música.”

    Também presente ao lançamento do 24º Festival de Música da Educadora FM, João Pedro Sales cursava o 3° ano no Colégio Estadual Eliel Martins, no município de Sapeaçu, quando venceu em primeiro lugar na categoria estudantil da 23ª edição do festival, em 2025, com a música de sua autoria “77.15.32 – Morreram de fome para matar a fome”, que fala da seca nordestina e de desigualdade social.

    “Incentivado pelo diretor da escola, fiz a inscrição, mas sem esperança. Quando recebi a notícia de que tinha ficado entre os três finalistas, fiquei muito feliz e, ao mesmo tempo, sem acreditar. Foi um momento muito bacana, agregou muito para mim, foi uma alegria muito grande, foi algo mágico”, relembrou João Pedro Sales, que hoje, aos 18 anos, cursa Direito, em Brasília. Ele aproveitou a ocasião para agradecer o estímulo que recebeu da SEC e incentivar a classe estudantil da rede estadual afinada com a música a não perder a oportunidade de se inscrever no festival.

    É o que pretende fazer o xará João Pedro Santos Almeida, 13 anos, aluno do 8º ano do Colégio Estadual Visconde de Mauá, no bairro de São Cristóvão, em Salvador. Ele conta que costuma tocar violão, ocarina e pandeiro, acompanhando a mãe na voz, Virgínia Lane, em apresentações caseiras.  “Agora, estou estimulado a inscrever uma música instrumental que ainda vou compor para esse festival. Minha expectativa é de ganhar um prêmio”, disse o garoto.

  • Governo realiza entregas e anuncia novos investimentos para Brotas de Macaúbas

    Governo realiza entregas e anuncia novos investimentos para Brotas de Macaúbas

    O governador Jerônimo Rodrigues realizou um pacote de entregas para fortalecer os setores da saúde, educação, agricultura e abastecimento de água. As ações foram formalizadas durante reunião com o prefeito do município, Antônio Kleber Ribeiro, nesta quarta-feira (8), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
    Ao todo, foram três veículos para a saúde: duas ambulâncias e uma van para pacientes do Tratamento Fora do Domicílio, além de um ônibus escolar, dois minitratores e outros equipamentos. “Tivemos uma agenda intensa sobre temas estratégicos. Debatemos o sistema de captação de água, esgotamento sanitário e a pavimentação asfáltica para a sede, o Cocal e outros povoados”, salientou Jerônimo.
    O chefe do Executivo estadual também autorizou a perfuração de poços artesianos nas localidades de Novo Horizonte e Cocal — este último deverá beneficiar diretamente mais de 110 famílias. Além das entregas e autorizações, a reunião abordou iniciativas estruturantes que devem impactar diretamente o cotidiano da população, como a construção de um hospital no município, com investimento estimado em R$ 24 milhões; a implantação de uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS); e obras de pavimentação.
    Para o prefeito Antônio Kleber, a reunião foi muito produtiva. “Debatemos muitos temas, como educação, saúde, saneamento básico, esgotamento sanitário e agricultura familiar. É importante. Esperamos ser atendidos nessas demandas e temos certeza de que vamos obter mais avanços, além dos que já temos conquistado em todos esses assuntos”, disse.
  • Jovens aprendizes do Parque Social participam de intercâmbio em São Paulo

    Jovens aprendizes do Parque Social participam de intercâmbio em São Paulo

    Seis egressos do projeto Jovem Aprendiz Empreendedor, desenvolvido pelo Parque Social, em parceria com a Secretaria de Gestão (Semge), participaram na última semana de um intercâmbio na capital paulista. A viagem, a oportunidade de aprendizado e as demais experiências foram conquistadas a partir do desempenho do sexteto ao longo do projeto, entre os 600 alunos que foram beneficiados pela iniciativa.

     

    Durante a viagem, foi estruturado um roteiro pedagógico intencional, integrando visitas técnicas e momentos de reflexão, com foco em potencializar o aprendizado. Cada atividade foi pensada não apenas como visita, mas como uma experiência formativa, estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e a conexão com os conteúdos trabalhados no programa. O roteiro incluiu visitas ao Museu Catavento, ao Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (Inova USP), à faculdade São Paulo Tech School e à Japan House, além do Parque Ibirapuera e da Casa do Cooperativismo de São Paulo.

     

    Com idades entre 17 e 22 anos, os estudantes Brena de Carvalho, Yasmin Barreto, Mirela de Almeida, Gabriel Albino, Evelyn Silva e Diana Almeida se destacaram durante as formações teóricas e práticas, em 18 meses de capacitação do Jovem Aprendiz Empreendedor.

     

    Katharina Pinheiro, coordenadora do projeto, explica que o intercâmbio se consolidou como uma estratégia formativa de alto impacto. “Antes da viagem, os jovens vinham sendo preparados ao longo de toda a trajetória, com foco no desenvolvimento de competências socioemocionais, senso de responsabilidade, protagonismo e desempenho, critérios que fundamentaram a seleção para a premiação.”

     

    A gestora reforça que a vivência prática proporcionada pelo intercâmbio ampliou significativamente esse repertório construído ao longo do projeto. “O contato direto com ambientes de inovação, tecnologia, cultura e modelos colaborativos permitiu que eles conectassem teoria e prática, compreendessem novas possibilidades de carreira e ampliassem sua visão de mundo.”

     

    Ainda para Katharina, os seis selecionados retornaram com uma visão mais estruturada sobre suas trajetórias profissionais e seu papel na sociedade.

     

    “Todo o processo foi cuidadosamente estruturado para garantir que os jovens não apenas participassem do intercâmbio, mas que extraíssem o máximo de aprendizado da experiência. Antes da viagem, foi realizada uma reunião preparatória com eles, com o objetivo de orientá-los sobre a programação, alinhar expectativas, trabalhar aspectos comportamentais e prepará-los para uma vivência formativa fora do seu contexto habitual”, destaca a gestora.

     

    Experiência – Para os participantes, a experiência foi transformadora. A estudante Brena de Carvalho relatou surpresa ao ser escolhida e destacou o aprendizado adquirido durante as visitas e interações ao longo do intercâmbio.

     

    No dia da formatura, havia 600 jovens do projeto Jovem Aprendiz Empreendedor, e tive a honra de ser uma das seis jovens selecionadas para o intercâmbio. Foi ali que tudo começou. Fiquei completamente surpresa, não estava esperando que seria selecionada; estava passando por uma fase emocional difícil, mas deu tudo tão certo. Me senti reconhecida e realizada profissionalmente. Em São Paulo, tive o prazer de conhecer pessoas incríveis e fazer conexões nesse intercâmbio. Durante este período, fizemos visitas a empresas startups, inovação e tecnologia, assim como também fomos a museus e apreciamos obras excepcionais de autores nacionais”, relatou.

    O colega dela, Gabriel Albino, lembrou que, inicialmente, os selecionados passaram por orientações sobre a programação da viagem, conhecendo os objetivos das atividades que seriam realizadas na capital paulista.

    “Outro ponto essencial foi o preparo emocional e o controle da ansiedade, já que essa seria a primeira viagem de avião de todos do grupo. Ao longo do intercâmbio, foram adquiridos conhecimentos técnicos específicos muito importantes. Por exemplo, durante a visita à Universidade de São Paulo (USP), tivemos a oportunidade de assistir a uma aula sobre eficiência energética, além de conhecer de perto a estrutura e os equipamentos utilizados no local, o que ampliou nossa visão sobre as possibilidades dentro da área profissional, principalmente de áreas relacionadas à tecnologia”, disse Albino.

    Potencial – A coordenadora do Steam Lab do Inova USP, Roseli Lopes, falou da importância de receber o grupo de alunos do Parque Social, jovens que se destacaram entre mais de 600 participantes. Ela ressalta que a experiência foi “extremamente enriquecedora”, principalmente por compartilhar o espaço com estudantes “dedicados e cheios de potencial”.

     

    “Acredito que a USP, aos poucos, vem se abrindo e se fortalecendo como uma ponte entre a universidade e diferentes realidades sociais, ampliando oportunidades e promovendo conexões que realmente transformam vidas. Foi especialmente marcante ver que os alunos destaques são jovens negros ocupando com mérito um espaço que historicamente lhes foi negado. Sabemos que essa ausência em ambientes como a engenharia não é reflexo de falta de capacidade, mas de um contexto histórico de desigualdade que ainda deixa marcas profundas. Momentos como esse mostram que esse cenário está mudando”, assegurou Roseli.

     

  • Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

    Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

    Preço da cesta básica subiu em 27 capitais

    Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45.

    Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.

    Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800.

    Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado.

    “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento.

    Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos.

    O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina.

    Regime de chuvas

    O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento.

    “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).

    Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano.

    “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados.

    O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.

    “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.

    A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos.

    Salário mínimo

    O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo necessário seria de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.

    Agência Brasil
  • Unicef mobiliza jovens de 16 e 17 anos a tirar título de eleitor

    Unicef mobiliza jovens de 16 e 17 anos a tirar título de eleitor

    Prazo para tirar ou regularizar o título termina em 6 de maio

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou campanha para incentivar os adolescentes de 16 e 17 anos a tirar o título de eleitor.

    Quem tem 15 anos e vai completar 16 anos até o primeiro turno das eleições de 2026, que será realizado em 4 de outubro, também pode solicitar o documento.

    O Brasil tem 5,8 milhões de adolescentes entre 16 e 17 anos. Até fevereiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , quase 1,8 milhão de adolescentes haviam feito o cadastro eleitoral. Isso significa que só dois em cada dez adolescentes aptos estão registrados para votar.

    O voto nessa faixa etária é facultativo, e não é obrigatório.

    “Tirar o título é o primeiro passo para garantir que as demandas de adolescentes sejam consideradas nas eleições de outubro. E ninguém melhor que os próprios adolescentes para mobilizar seus pares sobre a importância de participar do exercício democrático do país”, destaca a especialista em Desenvolvimento e Participação de Adolescente no Fundo, Gabriela Mora.

    Em parceria com o TSE, o fundo irá divulgar a iniciativa durante o mês de abril em redes sociais e meios de comunicação.

    O Unicef vai lançar ainda uma gincana digital que irá premiar grupos de adolescentes que conseguirem incentivar mais jovens a tirar o título de eleitor em suas regiões. A gincana envolverá Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs), presentes em mais de 2.300 municípios e ligados ao fundo das Nações Unidas.

    Conforme dados do TSE (fevereiro de 2026), citados pelo Unicef, Rondônia, Tocantins e Piauí são os estados com o maior número de adolescentes aptos a votar em outubro, 40,4%, 39,2% e 36,7% do total, respectivamente. Já Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro têm os menores percentuais.

    O prazo para tirar ou regularizar o título de eleitor termina em 6 de maio.

    O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiras e brasileiros a partir dos 18 anos e facultativos para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar.

     

    Agência Brasil

  • Indígenas pedem territórios livres da exploração de petróleo

    Indígenas pedem territórios livres da exploração de petróleo

    Marcha nesta quinta tem agenda com representantes do Executivo

    Os mais de 7 mil Indígenas que participam, nesta semana, do Acampamento Terra Livre, em Brasília, têm uma marcha agendada para a tarde desta quinta-feira (9), a partir das 14h.

    O grupo vai andar do Eixo Monumental até a Esplanada dos Ministérios para entregar reivindicações. As lideranças vão apresentar proposta sobre a exclusão de exploração de petróleo e gás em territórios indígenas.

    Na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em 2025 em Belém (PA), o Mapa do Caminho para afastamento da economia dependente de combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, não entrou na lista de consensos. No evento, porém, representantes ministeriais de mais de 80 países declararam apoio oficial à proposta, segundo o governo.

    “Como foi uma proposta do governo brasileiro para a construção do mapa do caminho e o desmatamento zero e também para a não exploração de petróleo e gás, nós estamos apresentando algumas propostas ao governo para ser incluída no texto”, disse  o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinaman Tuxá.

    O documento deve ser recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.  As reivindicações direcionadas ao Poder Executivo incluem também o pedido de mais demarcações e outras políticas públicas. “Nós vamos entregar documentações nos ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente, da Agricultura e Pecuária, e no Itamaraty”, afirmou o coordenador da Apib.

    Agência Brasil