Dia: 19 de abril de 2026

  • Com Aline Bei, Andréa Del Fuego, Luciany Aparecida e Socorro Acioli, Bienal do Livro Bahia reúne mulheres que renovam a literatura brasileira

    Com Aline Bei, Andréa Del Fuego, Luciany Aparecida e Socorro Acioli, Bienal do Livro Bahia reúne mulheres que renovam a literatura brasileira

    Regina Luz, Bárbara Carine, Carla Akotirene e mais vozes baianas também estão entre as escritoras que protagonizam a programação da edição 2026

    As mulheres estarão no seio de algumas das conversas mais potentes da Bienal do Livro Bahia 2026, que acontece de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador. Em uma programação marcada pela pluralidade de vozes e pela força da literatura produzida por mulheres, a Bienal reunirá autoras baianas e nacionais que têm renovado a cena literária brasileira, conquistado novos leitores e colocado em voga temas como ancestralidade, racismo, feminismo, sexualidade, maternidade, memória, afeto e pertencimento.

    Em um momento em que as mulheres dominam listas de mais vendidos, premiações e comunidades de leitura no ambiente digital, a Bienal do Livro Bahia reforça a centralidade dessas vozes na cena literária atual. Da prosa intimista ao realismo fantástico, da poesia falada às narrativas young adult, as vozes confirmadas para esta edição representam diferentes gerações e estilos, mas têm em comum a capacidade de transformar experiências individuais em relatos universais.

    Entre os nomes centrais da agenda está a cearense Socorro Acioli, reconhecida como uma das vozes mais originais da ficção brasileira de hoje. Com uma trajetória construída a partir do diálogo entre religiosidade popular, realismo fantástico e tradição nordestina, Acioli participa, no dia 18 de abril, às 17h, do painel “Rádio Companhia ao vivo apresenta: especial 40 anos Companhia das Letras”, com mediação da editora Stéphanie Roque.

    Autora de mais de vinte livros, entre eles “A cabeça do santo”, “Oração para Desaparecer” e “Ela tem olhos de céu”, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, Socorro Acioli tem ganhado os corações dos leitores mais jovens. Seus romances voltaram a figurar entre os títulos mais procurados nas livrarias após ganharem força nas redes sociais. Para leitores e especialistas, o fenômeno está ligado à potência simbólica de sua escrita, que mistura o extraordinário ao cotidiano e constrói uma espécie de realismo mágico com sotaque nordestino.

    Foi sob a orientação do escritor colombiano Gabriel García Márquez que Socorro escreveu “A cabeça do santo”, romance publicado em 2014 e traduzido para uma gama de idiomas. A obra acompanha um jovem errante que encontra abrigo dentro da cabeça oca de uma estátua de santo, em um vilarejo do sertão, e se tornou uma das principais referências contemporâneas da literatura fantástica brasileira.

    Ao lado de Socorro Acioli, outros nomes de projeção nacional também aportam na Bahia e integram a grade da Bienal. No dia 19 de abril, às 14h, no Café Literário, a mesa “Evocar memórias, recriar mundos: do que é feita a literatura” reunirá Aline Bei e Andréa del Fuego, duas autoras que vêm escancarando as possibilidades da ficção contemporânea. A atividade terá mediação da jornalista e educadora Edma de Góis.

    Aline Bei está entre os mais célebres nomes da geração emergente de romancistas brasileiras. E não é de se espantar que as obras da autora paulista encantem tanto outras mulheres, com suas personagens majoritariamente femininas e uma escrita bordada pela delicadeza, pela fragmentação e por uma elaboração poética das lembranças.

    Aline alcançou expressiva repercussão com “O peso do pássaro morto”, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, e “Pequena coreografia do adeus”, romance finalista do Jabuti e já adaptado para o teatro. Em 2025, concluiu sua trilogia com “Uma delicada coleção de ausências”, eleito um dos melhores romances do ano pela revista Quatro Cinco Um e já negociado para publicação no exterior.

    Em 2026, Aline retorna à Bienal do Livro Bahia. “Sim, eu participei da Bienal passada e foi uma experiência muito marcante. É um público muito interessado, muito carinhoso, muito presente de escuta. Foi super especial poder abraçar e estar com as pessoas. A Bienal da Bahia é sempre muito especial e eu estou super feliz de voltar”, afirma.

    Aline também reflete sobre o jeito como o silêncio se acomoda em suas páginas e ajuda a dar contorno às dores de suas personagens. “O silêncio é um dos meus grandes temas, e ele também é, para além do tema, uma presença plástica no meu trabalho. De alguma maneira, eu convoco a presença da folha para a linguagem, e nesse espaço que salta, nesse ar que respira entre as palavras, nesses fragmentos que avançam em direção a um abismo, eu consigo lidar melhor com a minha própria linguagem e com os meus assuntos, com essas minhas personagens que são mulheres muitas vezes quebradas, traumatizadas, mas que ainda assim conservam em si alguma esperança, alguma luminosidade.”

    Também integrante da mesa, Andréa del Fuego é autora de “Os Malaquias”, vencedor do Prêmio José Saramago, e de romances que transitam entre o fantástico, a filosofia e as relações familiares. Andréa tem obras publicadas em 12 países, como Alemanha, França e Argentina. Seu livro mais recente, “A Pediatra”, protagonizado por uma médica manipuladora que não gosta de crianças, reafirma um estilo pautado pela inventividade e pela reflexão sobre os papéis historicamente atribuídos às mulheres.

    “Fazer uma mesa com Aline Bei na Bahia me parece unir duas maravilhas: a poética e a alma do país”, resume Del Fuego. A autora reitera que sua escrita nasce da sua avidez pelas ambiguidades humanas. “Me interessa investigar as contradições nas relações humanas, por exemplo: como é possível amar odiar alguém, ou odiar estar amando?”, indaga.

    No dia 21 de abril, às 16h, no Café Literário, a mesa “A trama e o tempo: horizontes da literatura brasileira” contará com a presença de Luciany Aparecida, baiana do Vale do Jiquiriçá e uma das escritoras mais elogiadas da atualidade. Compõem a mesa a escritora Bianca Santana e Denise Carrascosa, professora e mediadora da conversa.

    Autora de “Mata Doce”, romance finalista do Prêmio Jabuti e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2024, Luciany Aparecida escreve histórias que perpassam a memória, violência, linguagem e território, em uma narrativa sofisticada e profundamente ligada às experiências femininas.

    A presença de Luciany na Bienal ganha mais imprtância no momento em que “Mata Doce” passa a circular intensamente entre leitores baianos. É que o romance foi escolhido como obra do vestibular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e, recentemente, apareceu também em um concurso público da Secretaria da Saúde do Estado. “Saber que estarei com esse romance na Bienal da Bahia, em proximidade ao público, me anima muitíssimo. Penso que é indispensável que possibilitemos espaços de encontros para conversas sobre o livro e a leitura”, avalia.

    A autora acentua a influência decisiva da Bahia em sua escrita. “Ser baiana é a melhor parte da minha biografia. Quando escrevo, me agrada deixar que a água-memória desse território mate a sede das histórias que quero contar. A Bahia é um espaço geográfico e cultural complexo. A história desse território conta sobre a formação do Brasil. Por isso, pensar o mundo a partir daqui é também compreender as estruturas que constituíram a formação das Américas. A Bahia nos ensina que o grande acontecimento pode ser o encontro.”

    Tais qual Luciany, outras escritoras da Bahia ocupam posição de relevo na agenda da Bienal. No dia 15 de abril, às 16h, a professora e pesquisadora Bárbara Carine participa da mesa “Festas, feiras e festivais literários – Programa Bahia Literária”, ao lado do jornalista e escritor Ricardo Ishmael. Mediado por Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon – instituição também responsável pela curadoria desse painel –, o encontro propõe uma reflexão sobre a efervescência literária que atravessa a Bahia, impulsionada pelo programa do Governo do Estado, realizado por meio da Secult e da Fundação Pedro Calmon, que prevê o apoio a mais de 80 feiras e festivais em 2026, nos 27 Territórios de Identidade baianos.

    Referência nacional em educação antirracista, Bárbara é autora do best-seller “Como ser um educador antirracista”, vencedor do Prêmio Jabuti 2024 na categoria Educação, e uma das intelectuais baianas que têm ampliado o debate sobre raça, educação e formação de leitores.

    Também integra esse conjunto de vozes Carla Akotirene, que participa, no dia 21 de abril, às 13h, da mesa “Afeto e Resiliência nas Relações”. Doutora em Estudos Feministas pela UFBA e autora de livros fundamentais para o pensamento contemporâneo, como “O que é interseccionalidade?”, Carla é uma das vozes mais respeitadas do feminismo negro brasileiro e leva para a Bienal discussões inadiáveis sobre racismo estrutural, gênero e desigualdade.

    Novas vozes baianas também ganham palco na programação. Multiartista, poeta e idealizadora do Slam das Minas – Bahia, NegaFyah participa, no dia 21 de abril, na Arena Farol, às 11h, do “Sarau Corpos que Dizem”. Em sua obra e em suas performances, a artista transforma em poesia questões amargas como racismo, machismo, feminicídio e a solidão da mulher negra, articulando denúncia e resistência. Seu livro “Fyah: Do Ódio ao Amor” faz ressoar os tambores das quebradas de Salvador e dialoga com a tradição da literatura negra, feminina e diaspórica, porque transita entre oralidade, escrita e performance.

    Na mesma atividade estará Ryane Leão, poeta best-seller que reúne mais de 600 mil leitores nas redes sociais, na página “Onde jazz meu coração”. Autora de “Tudo nela brilha e queima” e “Jamais peço desculpas por me derramar”, foi justamente na internet onde a cuiabana se tornou popular por meio da partilha de seus textos. Ryane representa uma geração de mulheres que encontrou nesse meio, assim como na rua – com os slams –, uma nova forma de fazer circular a literatura e criar comunidades por meio e em torno da escrita.

    Entre essas criadoras em ascensão está Regina Luz, escritora soteropolitana que assina cinco livros – destes, três para o público infantil. Mesmo que para leitores mirins, Regina trata de temas como ancestralidade, protagonismo negro e memória. Em “Alika”, ela aborda o racismo vivido pela personagem e apresenta uma perspectiva antirracista à crianças. Para a autora, é justamente na infância que essas mensagens encontram terreno mais fértil.

    “Acredito na necessidade de deixar bem claras as nossas dores logo na infância, porque é um período no qual se forma o adulto consciente de sua potência. Falar da exclusão na infância fortalece o nosso povo para enfrentar as dificuldades que são complexas”, enfatiza Regina.

    Regina estará, no dia 15 de abril, às 13h30, no Espaço Infantil Colgate – Portais da Palavra, com o livro “Meu sonho, cor do luar”. A história desperta sensibilidade, valores e reflexões sobre a necessidade de realizar os seus sonhos e enaltecer a beleza interior e sobre a coragem para conhecer a sua origem. A autora reconhece a importância de conectar estudantes de escolas públicas, público cativo da Bienal do Livro Bahia, aos seus títulos. “Saber que a minha obra vai chegar às crianças de escola pública, onde a maioria é negra, me alimenta de coragem e responsabilidade”, diz.

    Para além dessas autoras, a Bienal promove, no espaço Café Literário, dois encontros de literatura contemporânea de autoria feminina, ambos com curadoria da escritora e roteirista Josélia Aguiar. No dia 18 de abril, ao meio-dia, “Meninas, mulheres” aproxima duas romancistas de extremos do país: Verenilde Santos Pereira, da Amazônia, e Julia Dantas, de Porto Alegre, em uma conversa sobre histórias de meninas e mulheres em situações de deslocamento, risco, luto e busca de autonomia. Mais tarde, às 18h, “A casa e a rua” une a gaúcha Eliane Marques e a mineira Nara Vidal, radicada na Inglaterra, autoras que transitam entre prosa e poesia e investigam, em seus livros, as tensões entre a intimidade e o mundo, assim como os vínculos afetivos e suas violências.

  • Destaque da Bienal do Livro Bahia, autora de Bridgerton revela curiosidades sobre Lady Whistledown

    Destaque da Bienal do Livro Bahia, autora de Bridgerton revela curiosidades sobre Lady Whistledown

    A escritora norte-americana Julia Quinn, criadora da série de livros Os Bridgerton, é um dos principais nomes confirmados na Bienal do Livro Bahia 2026. A autora participa do evento neste sábado (18), em Salvador, onde deve interagir com fãs brasileiros e discutir as adaptações de sua obra para o streaming.

    Embora o nome da escritora possa não ser familiar para todos, o universo que ela criou ganhou projeção mundial com a adaptação da Netflix, que já conta com quatro temporadas disponíveis e uma quinta em produção.

    Ambientada na alta sociedade londrina do início do século XIX, a saga acompanha a família Bridgerton, formada por oito irmãos, em meio a bailes, casamentos arranjados e escândalos. Cada livro da série narra a trajetória amorosa de um dos personagens.

    A adaptação televisiva foi desenvolvida pela produtora Shondaland, comandada por Shonda Rhimes, conhecida por sucessos como Grey’s Anatomy e Scandal. Segundo Julia Quinn, a equipe teve liberdade para realizar mudanças na narrativa original, incluindo maior diversidade racial no elenco.

    Entre as alterações que mais repercutiram está a mudança na história de Francesca Bridgerton. Nos livros, a personagem se envolve com Michael Stirling após a morte do marido. Já na série, o personagem foi adaptado para Michaela, configurando um relacionamento homoafetivo — apelidado por fãs de “Franchaela”.

    Em entrevista, a autora afirmou que não vê problemas na mudança e destacou que compreende a necessidade de adaptações para diferentes formatos. Ela também comentou aspectos da construção de Lady Whistledown, figura central na trama conhecida por divulgar segredos da elite londrina.

    A presença de Julia Quinn é uma das atrações mais aguardadas da Bienal, que ocorre entre os dias 15 e 21 de abril na capital baiana.

  • Com aumento da área de exposição, Bienal do Livro Bahia é uma das apostas do mercado editorial em 2026

    Com aumento da área de exposição, Bienal do Livro Bahia é uma das apostas do mercado editorial em 2026

    Em comparação com a edição de 2024, já se sabe que a edição 2026 da Bienal do Livro Bahia terá um dia a mais, com sete dias no total, e uma programação cultural ainda mais extensa, com mais de 170 convidados. Os números que apontam para o crescimento robusto do evento, no entanto, vão muito além.
    O projeto de Visitação Escolar – que acontece em parceria com as Secretarias de Educação do Governo do Estado da Bahia e da Prefeitura Municipal de Salvador, levando alunos das redes públicas de ensino para a Bienal, contará com um investimento financeiro de 45% a mais nos vale-livros.

    Para a rede pública estadual, serão 10 mil cartões vale-livros para alunos e 5 mil cartões para professores, todos no valor unitário de R$ 100. A ação envolve 250 unidades de ensino, com cerca de 40 estudantes por escola. Já a rede pública municipal, terá 10 mil cartões vale-livros para alunos, no valor unitário de R$ 40,00 e 9.028 vales de R$ 60 para professores.

    A movimentação financeira total será da ordem de R$ 2.441.680,00. Para além do giro econômico tão importante para os expositores, tal aumento representa, sobretudo, a possibilidade de ampliar o contato entre os jovens e o universo da literatura estimulando o hábito da leitura entre eles.

    Outro índice de crescimento da Bienal do Livro Bahia é o aumento da área de exposição em mais de 25%, com incremento tanto na quantidade de expositores – 108 editoras em 2024 x 122 em 2026 – como também no tamanho médio dos estandes. A Editora Malê é um dos exemplos de parceiros que voltam à Bahia com espaço de exposição maior. Grandes marcas editoriais como Companhia das Letras, HarperCollins Brasil, Ciranda Cultural e Aleph também retornam ao evento, fortalecendo a parceria nessa praça relevante para o mercado.

    Entre as novidades está a vinda da Editora Planeta.Também estreantes esse ano são as dezesseis editoras do Coletivo Compiladas: Arquipélago Editorial, Dublinense (Porto Alegre); Bazar do Tempo, Editora Cobogó, Ímã Editorial, Mórula, Editora Oficina Raquel, Seiva, Tabla (Rio de Janeiro); Editora Ercolano, Editora Fósforo, Lote 42, Nós, Ubu (São Paulo); Relicário (Belo Horizonte); e Solisluna (Salvador).

    O evento ainda reforça seu vínculo com o mercado editorial local, ao garantir a presença, entre os expositores, de editoras e livrarias baianas, como LDM, Escariz, Letra A, P55, Caramurê, Paulinas, Arpillera, Raiz, Trem Fantasma, Orama, Studio Palma, Cogito, Leia Bahia, Crazy Animes e Paulus além dos grupos editoriais universitários da UFBA, da UNEB e da UCSAL, e das editoras que estarão presentes através das iniciativas da Fundação Pedro Calmon no estande do Estado e da Fundação Gregório de Mattos no estande do município. Dessa forma, a pluralidade e a bibliodiversidade seguem sendo norteadores em todas as esferas da Bienal Bahia.

    “Desde 2022, quando pudemos retornar com o evento em Salvador, a Bienal Bahia vem numa sequência de crescimento muito interessante, atraindo novas marcas a cada edição, e hoje é a terceira maior Bienal do Livro do país, ficando atrás somente das Bienais de São Paulo e do Rio. Esse crescimento é algo que nos deixa muito felizes e seguros de que o nosso trabalho está dando certo, e que o mercado tem progressivamente percebido a importância do evento para se conectar ainda mais com o seu público do Nordeste. E podemos falar o mesmo em relação ao público, que vem crescendo a cada edição. Estamos confiantes de que vem aí mais uma edição histórica!”, analisa Tatiana Zaccaro, diretora-geral da GL events Exhibitions, empresa que organiza a Bienal do Livro Bahia e que também é responsável pela Bienal do Livro Rio.

    A Bienal do Livro Bahia é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado da Bahia, tem patrocínio master da Prefeitura Municipal de Salvador e conta com o patrocínio social da Colgate e os patrocínios de Tik Tok, Acelen, PetroReconcavo e Bahiagás. Há ainda o apoio institucional do Sindicato dos Editores de Livros (Snel) e os apoios de BIC e Salvador Shopping. A GL events Exhibitions – divisão da multinacional francesa GL events – é a responsável pela realização do evento.

  • Policial militar é ferido durante ataque a tiros no bairro do Curuzu, em Salvador

    Policial militar é ferido durante ataque a tiros no bairro do Curuzu, em Salvador

    Um policial militar foi ferido durante um ataque a tiros na madrugada deste domingo (19), no bairro do Curuzu, em Salvador.

    De acordo com a Polícia Militar, equipes da 37ª Companhia Independente (CIPM/Liberdade) e do Batalhão de Policiamento Tático da Região BTS (BPT-BTS) realizavam policiamento ostensivo por volta das 4h55, na Rua da Contenda, quando foram surpreendidas por disparos efetuados por um grupo de homens armados.

    Durante a ação, um dos agentes foi atingido de raspão na cabeça e também sofreu um ferimento no joelho. Ele foi socorrido imediatamente e encaminhado a uma unidade hospitalar.

    Segundo avaliação médica, o policial apresenta quadro clínico estável. A lesão na cabeça foi considerada superficial, sem comprometimento neurológico, enquanto o ferimento no joelho atingiu apenas o tecido muscular, sem danos ósseos ou vasculares. O militar está consciente, orientado e não corre risco de morte, com expectativa de alta.

    A Polícia Civil da Bahia informou que o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS) como tentativa de homicídio contra agente de segurança pública. Diligências estão em andamento para identificar e localizar os suspeitos.

    Após o ataque, a Polícia Militar da Bahia intensificou o policiamento na região, com reforço de equipes .

  • Governo entrega Salas de Acolhimento às Mulheres, em Souto Soares e São Gabriel

    Governo entrega Salas de Acolhimento às Mulheres, em Souto Soares e São Gabriel

    Souto Soares e São Gabriel estão entre os municípios onde as mulheres em situação de violência, vulnerabilidade e risco social poderão ter acesso a serviços multidisciplinares por meio das Salas de Acolhimento. A entrega destes equipamentos foi realizada pelo Governo do Estado, nestes dois municípios, neste domingo (18), em uma ação integrada entre a Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), em parceria com as respectivas prefeituras.

    A secretária das Mulheres do Estado, Camilla Batista, destacou que essas Salas integram o Programa Especial Elas à Frente, que é coordenado pela SPM e envolve a execução de políticas para as mulheres na transversalidade do governo. “Essa é uma ação integrada que coloca as mulheres no centro das políticas públicas e fortalece, de maneira contínua, os mecanismos de prevenção e enfrentamento à violência nos territórios. Importante destacar também a parceria decisiva com os municípios, que serão responsáveis pela operacionalização das Salas de Acolhimento, desde a disponibilização do espaço físico, à manutenção e conservação até o pleno funcionamento do equipamento”, afirmou.

    As Salas são destinadas ao acolhimento qualificado e escuta sensível das mulheres. Nas salas, serão realizadas diversas atividades voltadas à prevenção e enfrentamento das violências baseadas em gênero, com orientações e encaminhamentos para a rede de serviços do atendimento psicossocial.

    Além disso, estas Salas serão espaços de cuidado que fortalecem a autonomia, a autoestima e o protagonismo das mulheres, podendo sediar rodas de conversa, atividades formativas e ações voltadas à saúde mental, promovendo a construção de vínculos, o fortalecimento de redes de apoio e a valorização das experiências das mulheres em seus territórios.

    As Salas funcionarão em diferentes equipamentos da rede de atendimento, como os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) e os Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs). Essa estratégia possibilita a integração entre serviços e áreas distintas, promovendo um atendimento mais articulado, contínuo e eficiente.

    Em Souto de Soares, a Sala de Acolhimento às Mulheres fica dentro do Creas e funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Em São Gabriel, a Sala está instalada na Secretaria Municipal de Assistência Social e funcionará de segunda sexta, das 8h às 14h.

  • Professores da rede estadual celebram a Literatura na reta final da Bienal do Livro da Bahia 2026

    Professores da rede estadual celebram a Literatura na reta final da Bienal do Livro da Bahia 2026

    A coordenadora pedagógica Maria Helena Gomes Lobo, do Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão de Negócios e Turismo Navarro de Brito, localizado no bairro da Lapinha, em Salvador, e a professora de inglês Eliane Santana protagonizam, neste domingo (19), um dos momentos mais simbólicos da Bienal do Livro da Bahia 2026, que acontece no Centro de Convenções Salvador. Como educadoras da rede estadual, elas integram o grupo de docentes que vivenciam o evento não apenas como visitantes, mas como agentes ativos na difusão da leitura, fortalecendo o tema desta edição: “Bahia: identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”.

    O incentivo à leitura também se materializa na distribuição do vale-livro no valor de R$100, destinado a estudantes e professores. Maria Helena destacou a importância da ação. “Considero a iniciativa excelente, pois os profissionais da educação necessitam ter acesso a livros, algo que, atualmente, pode ser difícil devido a questões econômicas. Portanto, acredito que essa iniciativa merece destaque”. Ela ainda ressaltou o propósito da visita. “Estamos aqui hoje com o desejo de adquirir livros e conhecer novos lançamentos”.

    Para Eliane, a experiência reforça o vínculo com a literatura e amplia possibilidades. “Achei fantástica! Adoro ler, mas nem sempre temos condições financeiras, e os livros estão caros. Se não fosse por essa iniciativa, talvez eu não pudesse comparecer”. A educadora também reconhece a evolução da política pública. “Espero que na próxima edição o valor seja ainda maior. É sempre bom observar melhorias”.

    A participação dos docentes ganha ainda mais relevância com a presença de 19 professores da rede estadual que lançaram livros ao longo da programação, entre os dias 15 e 17. A iniciativa evidencia a escola pública como espaço de produção intelectual e artística, valorizando o trabalho pedagógico e ampliando o alcance das narrativas construídas dentro das unidades escolares. No estande do Governo do Estado, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) promove atividades que aproximam literatura, ensino e identidade cultural.

    Neste domingo (19), último dia para utilização do vale-livro pelos professores, o movimento no estande segue intenso, com educadores aproveitando a oportunidade para renovar acervos e ampliar repertórios. A Bienal continua até terça-feira (21), mantendo uma programação diversa que integra cultura, educação e cidadania, consolidando-se como uma experiência transformadora para a comunidade escolar e reafirmando o compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento.

  • Oito crianças morrem em ataque a tiros nos EUA; polícia aponta caso como violência doméstica

    Oito crianças morrem em ataque a tiros nos EUA; polícia aponta caso como violência doméstica

    Oito crianças, com idades entre 1 e 14 anos, morreram após um ataque a tiros na cidade de Shreveport, no estado da Louisiana, na manhã deste domingo. De acordo com a polícia, o caso foi classificado como uma ocorrência de natureza doméstica.
    Segundo as autoridades, os disparos ocorreram por volta das 5h (horário local), quando um homem atirou contra um grupo de 10 pessoas. As vítimas estavam em três locais diferentes: duas residências situadas no mesmo quarteirão e uma terceira casa em outra área do bairro.
    Equipes policiais foram acionadas pouco antes das 6h e, ao chegarem a uma das casas, encontraram as vítimas. “Todas as vítimas neste caso são crianças”, afirmou o cabo Chris Bordelon.
    Durante o ataque, uma das pessoas baleadas conseguiu fugir para uma residência próxima, ainda conforme a polícia. Após os disparos, o suspeito roubou um veículo e tentou escapar.
    O homem foi perseguido por agentes até outro bairro da cidade. Durante a ação, os policiais atiraram contra o suspeito, que não resistiu aos ferimentos e morreu.
    As identidades das vítimas e do autor dos disparos ainda não foram divulgadas. A polícia informou que aguarda a notificação oficial dos familiares antes de tornar os nomes públicos. Autoridades também indicaram que algumas das crianças eram parentes do atirador.
    O prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux, lamentou o ocorrido e destacou o impacto da tragédia na comunidade. “Temos famílias sofrendo, policiais e funcionários do instituto médico legal abalados. Isso afeta toda a cidade”, afirmou.
    Já o chefe de polícia, Wayne Smith, disse não conseguir compreender a dimensão do crime. “Não consigo imaginar como um evento como esse pode acontecer”, declarou.
    A investigação segue em andamento, com apoio da polícia estadual da Louisiana e de outras agências. As autoridades afirmam que irão trabalhar para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

  • No Dia dos Povos Indígenas, organizações cobram demarcações e proteção

    No Dia dos Povos Indígenas, organizações cobram demarcações e proteção

    “Sem demarcação não há vida”, disse Apib

    Organizações indígenas se manifestaram neste domingo (19), data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, pedindo a demarcação de suas terras. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) destacou que a demarcação é uma reparação histórica e que territórios são imprescindíveis para a vida do indígena.

    “Seguimos resistindo porque nossos territórios continuam sob ataque e nossos corpos continuam sendo alvo. Precisamos dos nossos territórios demarcados e protegidos. Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro. Território é onde plantamos, onde rezamos, onde enterramos nossos ancestrais e onde nossos filhos vão crescer”, disse a organização nas redes sociais.

    A Apib ainda ressaltou a violência à qual os povos indígenas são submetidos e a exploração ilegal de territórios.

    “Precisamos que parem de violentar nossos corpos e territórios. Garimpo ilegal, madeireiro, invasão, assédio, feminicídio: nada disso é tradição. Violência não é cultura. Demarcar é reparar. Não há soberania nem democracia sem território demarcado”.

    A Apib é organizadora do Acampamento Terra Livre, em Brasília, considerado a maior e mais importante mobilização indígena no país. O evento ocorreu no início de abril e reuniu representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas.

    A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) pediu também a proteção e a demarcação dos territórios indígenas. A organização destacou que a destruição dessas áreas causa impacto diretamente no equilíbrio da Amazônia Brasileira, evidenciado nas secas extremas, queimadas e degradação ambiental.

    “Os territórios indígenas estão sob ataque permanente, com o garimpo ilegal, desmatamento, grilagem e grandes empreendimentos que avançam sobre a Amazônia, invadindo terras que deveriam estar protegidas. E isso não é um conflito isolado, mas sim um projeto contínuo de exploração sobre os nossos territórios”, disse a entidade nas redes sociais.

    A Anistia Internacional também se manifestou no Dia dos Povos Indígenas e pediu urgência na devolução de terras e demarcação. “Só será possível falar em celebração quando os direitos de todos os povos originários no Brasil e no mundo forem plenamente garantidos”.

    “Demarcar terras, proteger comunidades e respeitar modos de vida que mantêm vivas culturas, saberes e tecnologias ancestrais não é apenas uma reparação histórica. É garantir futuro. Quando esses direitos são violados, não se perde apenas o passado, perde-se também a possibilidade de amanhã”.

    A Anistia ressaltou que os povos indígenas protegem cerca de 80% da biodiversidade global, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). “A resposta para a crise do presente já existe e ela vem de quem sempre esteve aqui. Defender os direitos dos povos indígenas é defender os direitos humanos”.

    A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) defendeu a valorização e reconhecimento dessas populações. “Os povos indígenas estão presentes em diversos espaços, assim como na Funai, seja diante das ações da política indigenista, seja na gestão da Fundação”.

    “Com essa gestão indígena, avançamos na demarcação e na proteção dos territórios indígenas, além do fortalecimento dos direitos e na autonomia da gestão das terras indígenas”, acrescentou, nas redes sociais.

  • Bahia dá testa, mas perde para o Flamengo, no Maracanã

    Bahia dá testa, mas perde para o Flamengo, no Maracanã

    Melhor visitante do Brasileirão, vencendo quatro dos seis jogos realizados fora de casa, o Bahia não teve forças suficientes para superar o vice-lider Flamengo, dentro do Maracanã. O tricolor foi envolvido pelo rubro-negro carioca na primeira etapa e por pouco não sofre mais do que um gol, esse marcado por Arrascaeta. O goleiro Léo Vieira foi um dos melhores em campo e salvou o Bahia em diversas situações.

    Já na segunda etapa, Gilberto deixou a lateral esquerda para que a posição fosse assumida por Acevedo e Everaldo entrou em lugar de Willian JOsé. O tricolor ganhou em movimentação, acertou a troca de passe e chegou a colocar uma bola no travessão com Jean Lucas. Mas o milionário banco do Flamengo acabou por resolver a situação, com Paquetá fechando o placar em 2×0 para o time da casa. O resultado só não foi pior porque o time manteve-se na quinta colocação, mas agora três pontos a menos que Flamengo e Fluminense, que também venceu o Santos, na rodada.

    O Bahia volta a campo na quarta-feira, dessa feita, pela Copa do Brasil, para enfrentar, na Arena Fonte Nova, o Remo. Vale lembrar que no primeiro encontro do ano entre as duas equipes, o Bahia foi goleado, no Mangueirão, por 4×1.

    Pelo Brasileirão, o Bahia retorna a campo no sábado, para enfrentar o Santos, na Arena Fonte Nova.

  • Anvisa discute norma para manipulação de canetas emagrecedoras

    Anvisa discute norma para manipulação de canetas emagrecedoras

    Diretoria debaterá proposta de novas normas no dia 29 de abril

    A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute, no próximo dia 29, uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

    A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

    Segundo a agência, a instrução normativa deve definir procedimentos e requisitos técnicos específicos relativos à importação, qualificação de fornecedores, realização de ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte aplicáveis aos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).

    A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, ampliou o mercado ilegal desses medicamentos, que atualmente só podem ser adquiridos com receita médica retida. Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa têm tomado uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização.

    A minuta que será discutida pela diretoria colegiada pode ser acessada pelo site da Anvisa.

    Grupos de trabalho
    Esta semana, a Anvisa publicou portarias que criam dois grupos de trabalho (GTs) para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

    O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

    Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

    Parceria com conselhos
    Também esta semana, a Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

    A proposta, segundo a agência, é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.

    “A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência no comunicado.

    Proibição
    Na última quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.

    “Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.

    Em nota, o órgão destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

    Paraguai
    Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

    O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.

    Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu (PR) foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.