Dia: 13 de maio de 2026

  • Deu o óbvio: Bahia volta a perder para o Remo e se despede de forma amarga da Copa do Brasil

    Deu o óbvio: Bahia volta a perder para o Remo e se despede de forma amarga da Copa do Brasil

    De forma melancólica, tricolor – que teve três anulados na segunda etapa – caiu de virada no Mangueirão e assume a condição de saco de pancadas do Remo na temporada

    O Bahia já chegou no Mangueirão com uma missão quase impossível. Após um vacilo imenso para se arrepender pelo resto do ano, quando foi derrotado em plena Fonte Nova por 3×1. O tricolor foi ao Pará para tentar reverter a situação. Precisava vencer por pelo menos dois gols de diferença para levar a definição da vaga para as penalidades. Rogério Ceni surpreendeu (negativamente mais uma vez) e lançou Iago Borduchi, na esquerda, Marco Victor em lugar de Mingo e deslocou Juba para uma posição que ninguém, nem ele mesmo deve ter entendido qual era, anulando o principal jogador do time na temporada. No primeiro tempo deu tudo errado, mas o tricolor ainda conseguiu abrir o placar com Erick. O empate tardou mas não falhou, com Patrick. Fim de primeiro tempo, tudo igual no placar.

    Segundo tempo e o Bahia voltou a campo se jogando ao ataque, mas sem mostrar o futebol organizado que identificava o Bahia até algumas semanas atrás. Chegou a fazer três gols anulados pelo VAR e pelo juiz e acabou no finalzinho da partida sofrendo a virada, com Picco, confirmando o Remo como grande algoz do Bahia na temporada. Terceira derrota para o clube paraense – e foi na escadinha: 4×1; 3×1 e 2×1) que no Brasileirão continua na zona de rebaixamento, mas que chega agora às oitavas de final da Copa do Brasil.

    No segundo tempo o Bahia ainda se esbarrou nas ótimas defesas de Marcelo Rangel e a torcida do Remo vibrou como nunca diante de um adversário que virou saco de pancada da temporada. Ceni ainda tentou tirar uma carta da manga e colocou em campo até o artilheiro do sub-20 Suassuna – deixando Dell mais uma vez comendo banco -, mas o garoto nada pôde acrescentar à uma queda já desenhada desde a partida de Salvador.

    Léo Conde ganha mais uma vez em cima de Ceni que continua com o cargo ameaçadíssimo e terá que enfrentar os ânimos da torcida no retorno a Salvador. No final de semana, o tricolor volta a campo pelo Brasileirão, única competição que resta à equipe na temporada, diante do Grêmio, na Arena Fonte Nova. O Bahia mantém a sexta colocação, mas está há quatro rodadas sem vencer uma partida.

    Vale lembrar que o Bahia foi eliminado na pré-Libertadores, não conseguiu sequer se classificar para a Sulamericana, e cai no primeiro mata-mata da Copa do Brasil.

    (Chico Araújo)

    Remo 2×1 Bahia
    Local: Mangueirão, em Belém
    Bahia: Léo Vieira; Acevedo, Marcos Victor (Caio Suassuna), David Duarte e Luciano Juba; Erick, Jean Lucas (Nestor) e Everton Ribeiro (Ramos Mingo); Iago Borduchi (Ademir), Kike Olivera (Pulga) e Everaldo. Técnico: Rogério Ceni.

    Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho (Matheus Alexandre), Marllon, Tchamba e Mayk (Cufré); Zé Welison (Picco), Zé Ricardo (Vitor Bueno), Patrick; Yago Pikachu, Jajá (Hernández) e Alef Manga.Técnico: Léo Condé.

     

     

  • No Dia Mundial da Reciclagem, mais de 5 toneladas de resíduos ganham destino social em Salvador

    No Dia Mundial da Reciclagem, mais de 5 toneladas de resíduos ganham destino social em Salvador

    Parceria entre a Civil Pedreira e a COOPERES une sustentabilidade e geração de renda para famílias do Subúrbio Ferroviário da capital baiana

    Celebrado no dia 17 de maio, o Dia Mundial da Reciclagem foi instituído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da destinação correta dos resíduos e incentivar práticas sustentáveis voltadas à preservação ambiental. Em Salvador, a data também reforça iniciativas que unem sustentabilidade e impacto social positivo.

    Atentos a essa realidade, a Civil Pedreira vem fortalecendo ações voltadas à transformação social por meio da gestão responsável de resíduos. Em uma decisão que reafirma seu compromisso ambiental e comunitário, a empresa optou por renunciar ao valor econômico gerado pelos resíduos recicláveis produzidos em sua operação, destinando integralmente esses materiais à Cooperativa de Reciclagem e Serviços do Estado da Bahia (COOPERES), localizada em Ilha Amarela, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

    Desde 2025, aproximadamente 5,14 toneladas de resíduos recicláveis já foram doadas à cooperativa, contribuindo diretamente para a geração de renda e a manutenção das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores da instituição. Papel, plástico e outros materiais passaram a representar uma fonte de sustento para dezenas de famílias da comunidade.

    A COOPERES integra o quadro de empresas recicladoras licenciadas e certificadas pela Prefeitura Municipal de Salvador, garantindo que todas as etapas de coleta, separação e destinação dos resíduos ocorram dentro das normas ambientais e de responsabilidade social.

    Para Roberto Matos, diretor da Civil Pedreira, iniciativas como essa mostram que sustentabilidade vai além das práticas ambientais. “Entendemos que o nosso papel enquanto empresa também passa pela responsabilidade social. Quando escolhemos destinar esses resíduos para a cooperativa, estamos fortalecendo famílias, gerando oportunidades e contribuindo para uma cadeia mais humana e sustentável. A mineração é um agente de transformação positiva, principalmente quando enxerga a comunidade no seu entorno como parceira”, destaca.

    A iniciativa também reforça a importância da economia circular e do reaproveitamento de materiais como estratégias fundamentais para reduzir impactos ambientais, promover inclusão social, além do desenvolvimento sustentável, responsável por aliar o crescimento econômico, a responsabilidade ambiental e a valorização das pessoas.

  • Atropelamentos de fauna silvestre avançam no Brasil e aprovação de plano nacional acende alerta no Mato Grosso do Sul

    Atropelamentos de fauna silvestre avançam no Brasil e aprovação de plano nacional acende alerta no Mato Grosso do Sul

    A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto que institui o Plano Nacional de Segurança Viária para Fauna Silvestre reforçou a urgência de enfrentar uma das maiores crises silenciosas da biodiversidade brasileira: o atropelamento de animais silvestres em rodovias e ferrovias. A proposta, aprovada nesta semana e agora encaminhada ao Senado, prevê ações de planejamento, monitoramento e implantação de estruturas voltadas à travessia segura da fauna, além da criação de um Cadastro Nacional de Acidentes com Animais Silvestres.

    O Brasil enfrenta um cenário alarmante. Estudos conduzidos pela bióloga Fernanda Abra, referência em ecologia de estradas no país, indicam que centenas de milhões de animais podem morrer anualmente em rodovias brasileiras, um impacto direto sobre a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.

    Dados atualizados de instituições como o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) apontam que cerca de 475 milhões de animais silvestres são atropelados todos os anos no Brasil — o equivalente a aproximadamente 15 animais por segundo. Além disso, informações do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD) reforçam a gravidade do cenário: quase 9 milhões de mamíferos de médio e grande porte são vítimas de atropelamentos anualmente, representando uma perda superior a 10 mil toneladas de biomassa. Espécies como lobo-guará, tamanduá-bandeira e anta estão entre as mais afetadas, justamente por apresentarem baixa taxa reprodutiva e necessidade de grandes áreas para sobreviver.

    O problema ganha contornos ainda mais preocupantes no Mato Grosso do Sul, estado que abriga parte do Pantanal — um dos biomas mais ricos do planeta — e que também concentra importantes corredores rodoviários que atravessam áreas de alta biodiversidade. Espécies como tamanduás, capivaras, jaguatiricas e até onças-pardas estão entre as vítimas frequentes.

    Apenas em um trecho da BR-262, entre Campo Grande e o Pantanal, foram registrados milhares de animais atropelados em poucos anos, evidenciando a gravidade regional do problema.

    De acordo com os estudos de Fernanda Abra, as estradas não apenas causam mortes diretas, mas também fragmentam habitats, isolam populações e reduzem a diversidade genética das espécies. A especialista aponta que o atropelamento de fauna é hoje uma das principais causas de perda crônica de biodiversidade no país, agravada por fatores como alta velocidade nas rodovias, falta de sinalização adequada e planejamento insuficiente — pontos também destacados pelo GRAD como determinantes para o aumento das colisões com animais silvestres.

    O projeto aprovado pela Câmara estabelece que os responsáveis pelas rodovias e ferrovias deverão implementar medidas para reduzir atropelamentos em trechos críticos, incluindo passagens de fauna aéreas e subterrâneas, cercas direcionadoras, pontes e redutores de velocidade. O texto também prevê campanhas educativas e monitoramento permanente das áreas de risco. A proposta segue agora para análise do Senado. (camara.leg.br)

    No Mato Grosso do Sul, iniciativas pontuais já demonstram a urgência de ampliar soluções como passagens de fauna subterrâneas, cercas direcionadoras e sinalização adequada. Rodovias que cortam áreas próximas ao Pantanal e ao Cerrado registram índices elevados de atropelamento, especialmente em períodos de seca e queimadas, quando os animais se deslocam em busca de alimento e água.

    Para o Instituto Líbio, que atua na reabilitação de animais vítimas de tráfico, atropelamentos e outras ameaças, o cenário exige ação coordenada entre poder público, concessionárias e sociedade.

    “É um sofrimento evitável, que escancara a falta de planejamento ambiental nas nossas rodovias”, afirma Raquel Machado, CEO do Instituto Líbio. “Quando um animal é atropelado, não estamos perdendo apenas um indivíduo, mas comprometendo toda uma cadeia ecológica. Precisamos tratar esse tema como prioridade nacional.”

    Raquel também destaca que a reabilitação é apenas a etapa final de um problema muito maior. “Precisamos investir em prevenção — como passagens de fauna, cercamentos, sinalização eficiente e educação dos motoristas. Sem isso, continuaremos enxugando gelo.”

    Especialistas reforçam que o Brasil já possui conhecimento técnico e científico suficiente para mitigar o problema. O desafio agora é transformar esse conhecimento em política pública efetiva, com investimentos estruturais, planejamento ambiental e fiscalização contínua.

    De acordo com o GRAD, existem diversas estratégias eficazes para reduzir o atropelamento de fauna silvestre, desde que aplicadas com base em estudos técnicos específicos para cada região. Entre as principais soluções estão a implementação de infraestruturas voltadas à fauna, como passagens subterrâneas para pequenos e médios animais, viadutos verdes que permitem a travessia de grandes mamíferos e passagens aéreas destinadas a espécies arborícolas; o uso de tecnologia, incluindo sensores, inteligência artificial e repelentes sonoros e olfativos para alertar motoristas e afastar animais das rodovias; o fortalecimento de legislação e políticas públicas, com destaque para instrumentos como o Código Florestal e a criação de unidades de conservação, aliados a investimentos em infraestrutura sustentável e parcerias com instituições de pesquisa; e, por fim, ações de educação e conscientização, como campanhas para redução de velocidade em áreas críticas e iniciativas participativas.

    Enquanto isso, os atropelamentos seguem invisíveis para grande parte da população — mas com consequências profundas e, muitas vezes, irreversíveis para a biodiversidade brasileira.

  • Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec

    Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec

    Entidade diz que taxação não atingiu objetivo de geração de empregos

    A decisão de revogar a tributação sobre compras internacionais de pequeno valor – a chamada taxa das blusinhas – corrige uma política que não atingiu os objetivos propostos quando foi criada, segundo avaliação da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).

    Em vigor desde agosto de 2024, a taxa de 20% foi aplicada em compras internacionais online de até US$ 50. O governo federal, no entanto, voltou atrás e anunciou, na terça-feira (12), a decisão de zerar esse imposto.

    Na avaliação da Amobitec, a aplicação da taxa resultou em aumento de preços ao consumidor no varejo nacional, “sem contrapartidas claras em geração de emprego e renda”.

    De acordo com o diretor-executivo da associação, André Porto, a taxa das blusinhas foi justificada, à época, como uma medida para estimular a indústria nacional, gerar empregos e aumentar a renda nos setores protegidos.

    No entanto, esses efeitos não foram verificados ao longo do período de vigência.

    Aumento de preços
    “O que vimos foi aumento de preços e lucros, sem contrapartida. Estudos comprovaram que não houve geração de emprego nem aumento de renda nos setores beneficiados”, disse à Agência Brasil o dirigente da entidade.

    A avaliação se apoia em estudos de consultorias da Global Intelligence Analytics, que apontam ausência de ganhos em nível de emprego e indícios de reajustes acima da inflação.

    Encomendado pela Amobitec, o estudo mostra que “os benefícios da medida foram absorvidos principalmente pelas empresas do varejo nacional por meio do aumento de preços em bens de consumo”.

    Além disso, a medida reduziu a demanda por produtos importados de menor valor no e-commerce internacional, com impacto negativo especialmente sobre o consumo e o poder de compra das classes de menor renda.

    A análise considera, segundo a associação, dados públicos de diferentes bases oficiais, como Receita Federal e PNAD, de 2018 a 2025, e os compara ao comportamento desses setores antes e após a implementação da taxação.

    Acesso ao consumo
    Com a retirada do tributo, a expectativa da Amobitec é de ampliação do acesso ao consumo, especialmente entre a população de menor renda.

    Segundo André Porto, o modelo anterior criava uma desigualdade, já que consumidores de maior renda têm melhores condições para adquirir, durante viagens internacionais, bens no exterior, livres de taxações, enquanto os mais pobres dependem das compras online.

    “A classe alta viaja e tem isenção de até US$ 1 mil. A medida justifica isenção para quem não pode viajar ao exterior”, argumentou.

    Para André Porto, a revogação representa o retorno a um modelo mais alinhado a práticas internacionais, sem prejuízo relevante para a economia. “Estamos retornando a um status do qual não deveríamos ter saído”, afirmou.

    A Amobitec, enquanto representante de plataformas de comércio online, reúne empresas como Amazon, 99, Alibaba, Buser, iFood, Flixbus, Lalamove, nocnoc, Shein, Uber e Zé Delivery

    Críticas à revogação
    A Amobitec é uma das poucas entidades que manifestaram publicamente apoio à decisão do governo federal em zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

    Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) são algumas das entidades que se disseram preocupadas com as consequências da revogação da taxa.

    Em termos gerais, as argumentações apresentadas por essas entidades contrárias à revogação da taxa sugerem que a medida representa vantagem para empresas estrangeiras, na concorrência com o setor produtivo nacional.

    As companhias dizem que, nesse contexto, as empresas brasileiras ficariam sujeitas a tributações mais altas, o que acaba por promover desigualdade tributária na concorrência com plataformas internacionais.

  • Anvisa adia análise de recurso da Ypê contra suspensão de produtos

    Anvisa adia análise de recurso da Ypê contra suspensão de produtos

    Recurso será analisado na próxima sexta-feira (15)

    A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou nesta quarta-feira (13) a análise do recurso apresentado pela Química Amparo, responsável pela marca Ypê, contra a suspensão da fabricação, venda e uso de produtos da marca.

    Na abertura da 8º Reunião Ordinária, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação. O item voltará a ser analisado pela diretoria na próxima sexta-feira (15).

    Safatle afirmou que a Anvisa e a empresa têm realizado reuniões técnicas para “mitigação dos riscos sanitários”. A previsão, segundo o presidente, é que a empresa apresente nesta quinta-feira (14) medidas para correção das irregularidades encontradas na fábrica.

    De acordo com Safatle, em fiscalização realizada em abril deste ano, as equipes da Anvisa, em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Municipal de Amparo, encontraram 76 irregularidades na unidade, como a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes.

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    O presidente da agência reguladora manteve o alerta para que os consumidores não utilizem os lotes terminados em 1, por causa de contaminação.

    “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, disse.

    Em nota, a Ypê informou que está em colaboração com a Anvisa “na busca por uma solução definitiva para a situação envolvendo a suspensão da venda, comercialização e uso dos seus lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes de fabricação final 1, conforme dispõe a RE 1.834/2026”.

    Representantes da empresa se reuniram ontem com diretores da agência “e apresentaram uma atualização do plano de ação com a evolução do seu processo fabril, reafirmando sua observância integral às recomendações pontuadas pela Anvisa”.

    “A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor”, disse a empresa, acrescentando que solicitou a manutenção da suspensão até que todas as medidas estejam concluídas.

    Sobre a reunião, a Anvisa informou, também em um comunicado divulgado ontem, que a fábrica de Amparo intensificou “o trabalho para atender a 239 ações corretivas elencadas pela Ypê, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária. As medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025”.

    Participaram da reunião o diretor-presidente, Leandro Safatle; o diretor Daniel Pereira, responsável pela supervisão da fiscalização; o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e COO da empresa, Jorge Eduardo Beira.

    Entenda o caso
    No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes.

    A agência informou ter verificado “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”.

    Um dos principais problemas é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária a infecção respiratória em pessoas que têm problemas de pulmão crônicos, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.

    A empresa recorreu da decisão e a fabricação e comercialização dos produtos passaram a ficar liberados. No entanto, a Ypê não retomou a produção ainda.

    >> Veja os produtos com os lotes que terminam com o número 1:

    Lava Louças Ypê Clear Care
    Lava Louças com enzimas ativas Ipê
    Lava Louças Ypê
    Lava Louças Ypê Clear Care
    Lava Louças Ypê Toque Suave
    Lava Louças concentrado Ypê Green
    Lava Louças Ypê Clear
    Lava Louças Ypê Green
    Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
    Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
    Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
    Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
    Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
    Lava Roupas Líquido Ypê Express
    Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
    Lava Roupas Líquido Ypê Premium
    Lava Roupas Tixan Maciez
    Lava Roupas Tixan Primavera
    Desinfetante Bak Ypê
    Desinfetante de uso geral Atol
    Desinfetante Perfumado Atol
    Desinfetante Pinho Ypê
    Lava roupas Tixan Power ACT

  • Aluno terá que pagar R$ 720 mil por ocupação indevida de cota racial

    Aluno terá que pagar R$ 720 mil por ocupação indevida de cota racial

    Estudante entrou na Unirio sem preencher requisitos do edital

    O Ministério Público Federal (MPF) celebrou, nesta semana, o terceiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com estudantes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) para reparar a ocupação indevida de vagas destinadas a cotas raciais.

    O acordo foi assinado nessa terça-feira (12) entre o MPF, a Unirio e um estudante do curso de medicina que ingressou na instituição em 2016 por meio de vaga reservada a candidatos pretos, pardos ou indígenas, sem preencher os requisitos previstos no edital.

    De acordo com o MPF, pelo TAC, o estudante deverá pagar R$ 720 mil, divididos em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil, além de participar de curso de letramento racial com carga horária teórica e prática oferecido pela própria universidade.

    Esses recursos serão integralmente revertidos ao custeio de bolsas destinadas a estudantes negros do curso de medicina da Unirio e à manutenção de programas educativos voltados às relações étnico-raciais e ao combate ao racismo estrutural.

    O MPF ressalta que a assinatura do novo TAC faz parte de uma atuação sistêmica desenvolvida pelo órgão para corrigir distorções históricas relacionadas à política de cotas na Unirio.

    Com o novo compromisso, o valor total já assegurado em acordos firmados pelo órgão ultrapassa R$ 2 milhões.

    Acordos anteriores
    Em dezembro de 2025, o MPF celebrou o primeiro acordo de reparação com uma estudante de medicina que havia ocupado indevidamente uma vaga reservada para pessoas negras, pardas ou indígenas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2018.

    O TAC também estabeleceu o pagamento de R$ 720 mil e a participação obrigatória em curso de letramento racial, com destinação dos recursos para bolsas de estudantes cotistas.

    O segundo foi assinado em abril de 2026, firmado entre o MPF e outro estudante do mesmo curso, prevendo a reparação financeira de R$ 720 mil e as mesmas medidas educativas.

    Compensação
    O MPF apurou também que há um déficit histórico de pessoas negras no corpo docente da instituição. Segundo o órgão, para viabilizar a compensação histórica, a Unirio passou a reservar 35% das vagas dos próximos certames para candidatos negros até que o passivo seja integralmente reparado.

    A universidade também se comprometeu a adotar concursos unificados e novos critérios de distribuição das vagas, com o objetivo de impedir o fracionamento de editais que, na prática, inviabilizava a aplicação das ações afirmativas.

  • Flávio Bolsonaro admite cobrança a Vorcaro, mas nega crime

    Flávio Bolsonaro admite cobrança a Vorcaro, mas nega crime

    Senador disse que relação com banqueiro preso é “patrocínio privado”

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, admitiu ter mantido contato por quase um ano com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, período durante o qual articulou um apoio de R$ 134 milhões para a realização de um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O caso foi revelado nesta quarta-feira (13) em uma reportagem do portal The Intercept Brasil.

    Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de recurso e a relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma questão privada.

    “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, disse o parlamentar na manifestação, horas após a publicação da matéria.

    Ainda na nota, Flávio Bolsonaro nega ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.

    “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, completou.

    Após a nota, um vídeo de Flávio repetindo os mesmos argumentos também está sendo divulgado nas redes sociais. Nessa gravação, ele diz que Vorcaro parou de honrar com as parcelas pendentes do patrocínio e informa que havia um contrato assinado a respeito desses repasses prometidos.

    Áudio revelado
    Ao revelar o envolvimento entre Flávio e Vorcaro, a reportagem do Intercept divulgou um áudio do próprio senador que menciona a importância do filme sobre o pai e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.

    “Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme”, disse o senador na mensagem trocada com o banqueiro.

    A reportagem revela também, com base em outras mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025.

    Prisão
    As últimas conversas entre ambos, reveladas pela reportagem, datam do início de novembro do ano passado, um período crítico para o Banco Master e Vorcaro. Pouco mais de uma semana depois dessa troca de mensagens, o Banco Central decretou a liquidação do Master e a Polícia Federal (PF) prendeu o banqueiro em um dos desdobramentos da operação sobre fruades financeiras.

    Atualmente, ele está preso na Superintendência da PF em Brasília e negocia um possível acordo de delação premiada.

    O filme estaria sendo realizado por uma produtora no exterior, com atores e equipes estrangeiros, e tem previsão de ser lançado ainda este ano. Segundo a matéria, o apoio envolveu transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

    Leia Mais: Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

  • Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

    Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

    Reportagem divulgou áudio em que senador cobra pagamento de banqueiro

    Deputados federais do PT, PSOL e PCdoB anunciaram nesta quarta-feira (13) que vão apresentar uma denúncia à Polícia Federal (PF), bem como um requerimento à Receita Federal e um pedido de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), para investigar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    O pedido se baseia em uma reportagem do site The Intercept Brasil que revelou que o senador Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Vorcaro um aporte milionário para financiar um filme sobre a família Bolsonaro. Vorcaro está preso suspeito de liderar uma organização criminosa que praticava fraudes financeiras.

    Trocas de mensagens e documentos obtidos pelo veículo mostram Flávio cobrando Vorcaro pelos pagamentos. O valor mencionado na negociação seria de, aproximadamente, R$ 134 milhões, segundo o Intercept. O apoio do banqueiro viabilizaria a realização do filme, que estava sendo realizado no exterior, com atores e equipe estrangeiros.

    Em um dos áudios, Flávio menciona a importância do filme e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.

    “Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme”, diz o senador, em áudio.

    A matéria revela, com base em áudios e mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025. O suposto apoio envolve transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

    Investigação
    Brasília – DF – 13/05/2026 – O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, durante entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara. Lula Marques/Agência Brasil
    O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, durante entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara. Lula Marques/Agência Brasil.
    O líder do PT na Câmara, deputado federal Pedro Uczai (SC), apontou uma possível ilegalidade na transferência.

    “Esse recurso encaminhado lá nos EUA para o fundo que tem relação com o advogado de Eduardo Bolsonaro, passou pela Receita, teve cobrança tributária, foi declarado, é ilegal?”, questionou.

    De acordo com Uczai, um requerimento com essas indagações será encaminhado à Receita Federal. Os parlamentares também anunciaram que vão apresentar uma denúncia à Polícia Federal (PF), para que abra o inquérito e investigue possíveis crimes no envolvimento entre Vorcaro e Flávio.

    “Ninguém doa o valor de R$ 134 milhões se não tiver relação pessoal, política e até afetiva”, disse o deputado.

    Nas mensagens reveladas pela reportagem, o senador trata o banqueiro como “irmão” e chega a proferir frases como: “Estou e estarei contigo sempre”. As conversas vazadas, segundo o Intercpet, teriam ocorrido dias antes da primeira prisão de Vorcaro e da liquidação do Banco Master por decisão do Banco Central.

    “Lavagem de dinheiro, corrupção passiva, tráfico de influência e financiamento ilegal. Há indícios fortes desses quatro crimes, que precisam ser investigados, na relação entre o senador Flávio Vorcaro e o banqueiro Daniel Bolsonaro. Porque agora os nomes começam a se misturar”, acusou o líder da federação PSOL/Rede na Câmara, deputado federal Tarcísio Motta (RJ).

    Já a atual líder da bancada do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), apontou que o suposto valor de R$ 134 milhões é muito acima do que custaria um filme, o que abre questionamentos sobre a real finalidade do recurso. De forma irônica, ela comparou o orçamento de Dark Horse, o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o de obras brasileiras premiados recentemente, como Ainda Estou Aqui e Agente Secreto.

    “O Ainda Estou Aqui não passou de R$ 50 milhões. O Agente Secreto foi R$ 28 milhões de orçamento. Qual é a biografia que tem o senhor Jair Bolsonaro para ter um filme de R$ 134 milhões? É importante que a gente também apure para onde de fato, foi esse dinheiro. Para o bolso de quem foi, nós precisamos saber”, afirmou.

    Outro lado
    Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de dinheiro para financiar o filme e a relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma relação privada.

    “É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou.

    Flávio disse que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024,”quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”

    “O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, disse o parlamentar na manifestação.

    Ainda na nota, Flávio Bolsonaro nega ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.

    “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, completou.

  • Espaços culturais de Salvador têm oficinas, música e visitas mediadas até domingo (17)

    Espaços culturais de Salvador têm oficinas, música e visitas mediadas até domingo (17)

    Os espaços culturais administrados pela Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult) terão programação especial até o próximo domingo (17), com oficinas, visitas mediadas, apresentações musicais, atividades interativas e ações educativas voltadas para públicos de todas as idades.

    Vale reforçar que, às quartas-feiras, a entrada é gratuita em todos os equipamentos culturais, permitindo que moradores e turistas conheçam gratuitamente parte do patrimônio histórico e artístico da capital baiana.

    Entre os locais que podem ser visitados estão a Casa das Histórias de Salvador, Casa do Carnaval da Bahia, Casa do Rio Vermelho, Cidade da Música da Bahia, Espaço Carybé de Artes, Espaço Pierre Verger e a Galeria Mercado.

    “Ao oportunizar o acesso do público aos equipamentos culturais da cidade, possibilitamos que o cidadão mergulhe em sua própria cultura. Mais do que a garantia do direito à cultura, estamos contribuindo para o fortalecimento das elaborações identitárias, para o exercício da cidadania cultural”, destaca o diretor de Cidadania Cultural da Secult, Chicco Assis.

    Na Casa do Carnaval da Bahia, no Pelourinho, a programação desta semana inclui oficina de pandeiro nesta quarta-feira (13), às 14h. Já no sábado (16), o público poderá participar da oficina criativa de mosaico, às 14h, seguida do bloco de mediação, às 15h. No domingo (17), haverá o percurso sensorial “Do batuque ao trio”, às 14h, além de mais uma edição do bloco de mediação, às 15h.

    A Cidade da Música da Bahia, no Comércio, promove nesta quarta-feira (13) uma batalha de Rap/Trap, às 14h. No sábado (16), a agenda terá pílulas musicais e roda de conversa sobre jornais, ambas às 11h, além do lançamento do livro “Empelicada”, da escritora Nádia Cerqueira, às 14h. No domingo (17), o espaço recebe novamente as pílulas musicais, às 11h, e a atividade “Música Viva – Canta Mariene de Castro”, às 14h.

    Já a Casa do Rio Vermelho, antiga residência dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, contará com atividades lúdicas, oficinas e visitas mediadas. Nesta quarta (13), ocorrem o “Memorial do Amor”, às 15h. No sábado (16), a programação inclui “Mulheres de Jorge”, às 10h, oficina de mosaico do Atelier de Zélia, às 15h, além de visitas mediadas às 11h e 15h30. No domingo (17), o destaque será a atividade “Caçadores de Sapo”, às 10h, e a oficina “Atelier de Zélia – Indumentárias”, às 15h.

    No Forte São Diogo, na Barra, o Espaço Carybé de Artes realizará visitas mediadas diariamente, além de atividades interativas. Nesta quarta (13), haverá a ação “Artista por um dia – Desenho coletivo”, às 14h. Já no sábado (16), o público poderá acompanhar uma contação de histórias, às 14h, enquanto o domingo (17) terá quiz de mediação no mesmo horário.

    O Espaço Pierre Verger, no Forte de Santa Maria (Barra), também promoverá visitas mediadas e atividades educativas. Entre os destaques estão a contação de histórias no sábado (16), às 14h, e o quiz de mediação no domingo (17), também às 14h.

    A Casa das Histórias de Salvador e a Galeria Mercado seguem com programação integrada durante todo o mês de maio, reunindo oficinas, bate-papos e atividades ligadas ao cinema, dança e gastronomia. Um único ingresso dá acesso aos dois espaços culturais.

    As entradas custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada), sendo que moradores de Salvador têm direito à meia mediante apresentação de comprovante de residência. Às quartas-feiras, a entrada é gratuita em todos os equipamentos culturais administrados pelo município.

  • Prefeitura destaca desafio técnico e ambiental do plantio de árvores adultas no Corredor Verde da Av. Manoel Dias

    Prefeitura destaca desafio técnico e ambiental do plantio de árvores adultas no Corredor Verde da Av. Manoel Dias

    A implantação do Corredor Verde na Avenida Manoel Dias da Silva, na Pituba, tem representado um dos grandes desafios técnicos enfrentados pela Prefeitura de Salvador na área de arborização urbana. Com o plantio de mais de 100 árvores adultas ao longo de uma via densamente urbanizada e fortemente impactada pelo spray marinho vindo da orla, a iniciativa exigiu planejamento detalhado, estudos e acompanhamento técnico permanente desde a fase inicial.

    Coordenado pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), o projeto integra o maior programa de arborização da história da capital baiana, que incluiu o plantio ao longo dos 2,5 quilômetros da avenida. Antes do início das intervenções, equipes técnicas realizaram análises do subsolo, redes de água, gás, esgoto e energia.

    “O grande desafio foi justamente implantar mais de 100 árvores adultas em uma calçada urbana, em uma avenida que recebe forte influência do spray marinho. Antes de qualquer plantio, houve muito estudo técnico para garantir que as espécies escolhidas tivessem capacidade de adaptação e desenvolvimento saudável nesse ambiente”, afirmou o secretário da Secis, Ivan Euler.

    Segundo o titular da pasta, duas espécies já existentes na própria avenida serviram como referência inicial para o projeto, mas o maior desafio foi ampliar a diversidade vegetal com árvores de maior porte e copas mais amplas, capazes de proporcionar sombreamento e conforto térmico à população.

    “Nós utilizamos espécies que já demonstravam adaptação ao ambiente da Manoel Dias, mas avançamos também no plantio de árvores maiores, com copas mais robustas, como oitis de praia, algodoeiros de praia, guanandis, uvas-da-praia e abricós-da-praia. Esse foi um dos pontos mais desafiadores do projeto”,

    destacou Euler.

    Além das condições ambientais adversas, a logística da ação também exigiu operação complexa, com uso de caminhões, equipamentos específicos para transporte de árvores adultas e abertura controlada das calçadas. O plantio foi realizado em etapas, respeitando critérios urbanísticos e ambientais, além de

    ajustes técnicos necessários por conta da presença de tubulações subterrâneas.

    Mesmo com os desafios, o Corredor Verde já apresenta resultados positivos. As árvores seguem em processo de adaptação, com monitoramento contínuo realizado pela equipe técnica da Secis. Algumas espécies passaram por estresse pós-transplante, comportamento considerado natural nesse tipo de

    intervenção urbana, mas já apresentam novas brotações e evolução saudável.

    “Arborizar uma cidade é um trabalho técnico, paciente e baseado em ciência. Cada muda é acompanhada individualmente para que possamos garantir um projeto duradouro e sustentável. Estamos plantando hoje a Salvador mais verde que todos vamos colher amanhã”, concluiu Ivan Euler.

    Inspirado em experiências internacionais, como os corredores verdes implantados em Medellín, na Colômbia, o programa busca ampliar a cobertura vegetal da cidade, reduzir ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar, atrair fauna e tornar os espaços urbanos mais confortáveis e sustentáveis. Até 2028, a Prefeitura prevê a implantação de novos corredores verdes em importantes vias da capital baiana.