Meirelles: reformas podem fazer PIB potencial crescer 4% em 4 anos

Postado em 13/10/2017 8:21
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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o potencial de crescimento do PIB do País, “num horizonte de três a quatro anos” é de 4%, com a adoção de reformas econômicas que permitirão um aumento do nível de atividade, consumo e investimentos.

Ele acrescentou que as mudanças estruturais no País permitirão que a taxa neutra de juros continue caindo, dando condições para um crescimento maior.

— Acredito que é possível, sim. Isso evidentemente depende de aprovação das reformas macroeconômicas, por exemplo da reforma da Previdência e da reforma tributária, que é muito importante, simplificando o sistema tributário brasileiro. […] Mas também [depende de] toda a série de reformas microeconômicas. Algumas delas já foram aprovadas, como a taxa de [juros de] longo prazo para o BNDES, que é muito importante.

Para Meirelles, todas essas mudanças estruturais no País, que incluem o teto de gastos públicos, permitirão que a taxa de juros neutra continue caindo, dando condições para que “o Brasil cresça mais com menos inflação e menos juros”.

O ministro também citou que a inflação nos últimos 12 meses no Brasil, de 2,5%, está nos índices mais baixos da história recente. Acrescentou que a taxa de juros real sobre a inflação de um ano “também está nos níveis mais baixos da história”. Segundo Meirelles, esses fatores mostram que a política econômica está funcionando em todas as áreas.

— Agora, é importante que tudo isso seja complementado pelas outras políticas que farão com que a taxa de crescimento potencial do Brasil aumente, o que eu acho que é possível.

2018

Meirelles ressaltou ainda que a estimativa do governo para o crescimento do PIB em 2018 é de 2%, com viés de alta e pode “até chegar a 3%”.

— O nosso cenário base que ainda está no Orçamento é um crescimento de 2% em 2018, mas já existem diversos analistas e economistas com previsões de crescimento maiores, até de 3% ou mais no ano que vem. […] Eu chamaria de um cenário otimista, mas é um cenário possível.

O ministro ressaltou que apesar de a economia global estar em processo de recuperação, há riscos “baixos” de bolhas financeiras globais, que podem dificultar a concretização de um crescimento mais acelerado do PIB no médio prazo.

— Uma recomendação que acredito importante que tenha sido feita agora aos formuladores de políticas dos países desenvolvidos que estão de fato atentos a isso é qual seria o risco da economia global. […] O risco seria um atraso, evidentemente do BC americano e do BC europeu na normalização das políticas monetárias que levassem a uma bolha nos mercados de ativos internacionais e cujo rompimento pudesse gerar um tipo de crise.

R7

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