Mundo ainda tem 40,3 milhões de escravos. Veja países mais afetados

Postado em 21/07/2018 12:34

O Irã ocupa o 10º lugar entre os países onde existe a maior prevalência de escravidão moderna. O dado é do Índice Global da Escravidão, que foi divulgado nesta quinta-feira (19) e traz um ranking das nações com o maior número de pessoas trabalhando em regimes análogos à escravidão com base no tamanho de sua população. A análise ainda revela que, no mundo, há atualmente 40,3 milhões de escravos. A maioria se encontra na África e na Ásia.

De acordo com a pesquisa, cerca de 1.289.000 de pessoas são vítimas da escravidão moderna no Irã. O país tem uma população de 79.360.487 habitantes — o que revela que, a cada 1.000 pessoas, 16,24 trabalham em regimes análogos à escravidão.

Em nono lugar no ranking da escravidão moderna está o Camboja, onde pelo menos 261.000 pessoas trabalham nesse tipo de regime. Como o país tem uma população de 15.517.635 habitantes, a proporção é de 16,81 escravos modernos para cada 1.000 pessoas.

O Paquistão aparece na oitava colocação do ranking, com cerca de 3.186.000 pessoas trabalhando em regimes análogos à escravidão e uma população de 189.380.513 habitantes. A cada 1.000 paquistaneses, 16,82 são escravos modernos.

Na sétima posição figura o Sudão do Sul, onde há 20,5 pessoas trabalhando em regimes análogos à escravidão a cada 1.000 habitantes. O Índice Global da Escravidão ressalta que muitos dos países com a maior prevalência de escravidão moderna passam por conflitos que tornam a população mais vulnerável a este tipo de exploração.

Mauritânia ocupa o sexto lugar no ranking da escravidão moderna, com aproximadamente 90.000 pessoas trabalhando neste tipo de regime. O país tem uma população de 4.182.341 habitantes, o que significa que 21,43 são escravos a cada 1.000 pessoas.

Na quinta colocação do Índice Global da Escravidão está o Afeganistão, com 22,2 escravos a cada 1.000 pessoas. O país e assolado por grupos terroristas que atuam para estabelecer seu poder e enfraquecer a consolidação de um governo central.

O quarto lugar no ranking é ocupado pela República Centro-Africana, onde 101.000 pessoas trabalham em regime de escravidão moderna. A população no país é de 4.546.100 habitantes — o que significa que, a cada 1.000 pessoas, 22,5 são escravas.

O Burundi, que fica no leste da África, aparece em terceiro lugar no índice. São 408.000 pessoas trabalhando em regime de escravidão entre 10.199.270 habitantes. A proporção é de 39,95 trabalhadores sendo explorados a cada 1.000 pessoas.

O segundo país com o maior número de pessoas trabalhando em regimes análogos à escravidão atualmente é a Eritreia. A estimativa é de que 451.000 trabalhadores sejam explorados no país, que conta com 4.846.976 habitantes — a proporção é de 93,03 a cada 1.000.

O primeiro lugar no Índice Global da Escravidão é ocupado pela Coreia do Norte. Um em cada dez trabalhadores norte-coreanos é explorado. O estudo chama a atenção para a alta ocorrência de trabalho forçado pelo Estado no país — onde o governo obriga cidadãos a trabalharem nos setores da agricultura ou construção para fins de desenvolvimento econômico.

R7

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