Em Novo Horizonte, na Chapada Diamantina, o governador Jerônimo Rodrigues inaugurou, neste sábado (27), a nova sede do Centro Educacional José Lopes dos Anjos, na sede do município. O investimento total, realizado em parceria com a Prefeitura o e Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), foi de mais de R$ 11,3 milhões para construção de 12 salas, laboratórios, quadra coberta, auditório, parque e banheiros. O Governo da Bahia aplicou R$ 2.663.484,87 na obra, através da Secretaria da Educação (SEC), para construção de um anexo com seis salas, piscina semiolímpica e urbanização da unidade escolar que oferta Ensino Fundamental I e II e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
“Novo Horizonte tem os melhores indicadores dessa região, e essa entrega simboliza isso. Entregamos essa escola para que iniciem o ano letivo com duas escolas, praticamente dois centros novos, com esse porte”, afirmou Jerônimo Rodrigues.
O governador também inaugurou as obras do Estádio Zequinha, que ganhou novo sistema de iluminação em LED e um alambrado. A ação foi executada pela Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb), órgão vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), no valor de R$ 1.035.954,80.
Ainda foi entregue a reforma do Mercado Municipal, que passou por manutenção civil, elétrica e hidrossanitária, recebeu nova cobertura, palco, camarim e ampliação de 18 para 21 boxes, além da cobertura da Feira Livre, com investimento de R$ 1,6 milhão por meio da Companhia de (CAR), órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
“A gente está muito feliz em ver essas políticas para desenvolver a agricultura familiar nos municípios. O Governo está preocupado desde o incentivo à produção, assistência técnica, comercialização, tecnificação. A ação no campo é um olhar sobre o conjunto do rural baiano”, ressaltou o secretário Osni Cardoso, da SDR.
Mais entregas
O governador inaugurou a Praça Ajuricaba Carvalho Lemos, que recebeu equipamentos de ginástica, assentamento de meio-fio, calçadas, canteiros, pisos táteis, pintura e jardinagem. As intervenções foram realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, através da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), no valor de mais de R$ 563 mil.
Foram dadas por entregue Unidade de Beneficiamento de Alho no Povoado de Alto do Brejo, além do Sistema Simplificado de Abastecimento de Água (SAA) nas localidades de Mutuca, Gameleira de Baixo, Gameleira de Cima e Cabeça D’Água e do SAA da localidade de Marcelino Gomes, realizados pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).
Autorizações
Jerônimo autorizou a SDR/CAR a doar 60 barracas para a Feira Livre e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) a dar início à licitação para as obras de pavimentação da BA-245, no trecho entre Jurema e Mercês. A previsão é de que sejam investidos R$ 9.646.849,46 para execução do projeto.
“São obras importantes para os municípios, que facilitam o escoamento da produção da região. É um investimento para crescer cada vez mais. É uma obra de suma importância e tenho certeza que vai haver um grande desenvolvimento nessa região”, ressaltou o titular da Seinfra, Sérgio Brito.
Macaúbas
Antes da agenda em Novo Horizonte, na manhã desse sábado (27), Jerônimo visitou o município de Macaúbas, no centro-sul baiano, onde realizou entregas e autorizou novos investimentos. Foi entregue um trator e um tanque pipa para a Associação dos Pequenos Agricultores da comunidade de Canabrava, em uma ação da SDR/CAR.
A Seinfra foi autorizada a elaborar o projeto para a execução das obras de pavimentação do trecho de 29,38km da BA-573, Distrito de Gameleira – Lagoa Clara. Também foi autorizada a 1ª etapa da pavimentação da BA- 573, entre Macaúbas e a comunidade de Gameleira. Juntas, as obras reúnem mais de R$ 53 milhões. A SIHS vai dar início às obras de locação e perfuração de poços, visando a implantação de Sistema Simplificado de Abastecimento de Água (SAA) na comunidade de Gameleira.
“Nessa agenda de hoje, assinei ordem de serviço para uma estrada importante. São 48 quilometros, divididos em duas etapas, somando quase R$ 60 milhões, sem contar com outros investimentos que faremos na
cidade. E quando voltar para entregar o colégio, vou dar mais ordens de serviço para Macaúbas”, acrescentou o governador.
Fotos Macaúbas (9 primeiras) – Mateus Pereira/GOVBA
Fotos Novo Horizonte – Feijão Almeida/GOVBA















“Quando eu passei no teste [de seleção de elenco], eu sabia que o Brasil era transfóbico, óbvio, eu sou uma travesti, mas eu não imaginava que tanto”, diz Renata. “Todo mundo pode ter a imagem semelhante à de Jesus, menos a travesti, porque é imoral, é sexualizante. Eu lembro que quando as pessoas iam assistir ao espetáculo, elas esperavam encontrar tudo, vilipêndio, coisas sexuais, e elas se surpreendiam porque eles encontravam uma atriz. A grande surpresa de Jesus é que as pessoas iam no teatro e encontravam uma atriz.”A obra é uma adaptação brasileira do texto da britânica Jo Clifford. Nela, é discutida uma das bases do discurso cristão, a aceitação de todas as pessoas independentemente de quem sejam. Renata foi duramente atacada e chegou a precisar usar colete à prova de balas. “Quando eu fui atacada com Jesus, as pessoas colocavam muitas cortinas de fumaça para poder atacar. E eu dizia, eu sei por que eu estou sendo atacada, é porque eu sou uma travesti, e eu conceituei isso. E era isso que eles não esperavam. Eles também não esperavam a intelectualidade de uma travesti. Eles não esperavam que eu pudesse conceituar meu corpo. Eles não esperavam que eu pudesse ter algo a acrescentar artisticamente, esteticamente dentro da arte”, diz.Renata Carvalho é atriz, dramaturga, diretora e também transpóloga – como ela mesma explica: “É uma travesti que estuda o corpo trans e travesti”. É ainda graduanda em ciências sociais, fundadora do Movimento Nacional de Artistas Trans (Monart), e, dentro dele, é criadora do Manifesto Representatividade Trans Já, Diga Sim ao Talento Trans. O objetivo do movimento é inclusão, a profissionalização, a permanência e a representatividade coletiva de artistas trans nos espaços de atuação e criação. Além disso, o movimento pede o fim do chamado transfake, ou seja, a representação de personagens trans por pessoas que não são trans e que geralmente é carregada de estereótipos.


