Dia: 8 de março de 2024

  • Brasileiros ainda não sacaram R$ 7,97 bi de valores a receber

    Os brasileiros ainda não sacaram R$ 7,97 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de janeiro, divulgou nesta quinta-feira (7) o Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 5,99 bilhões, de um total de R$ 13,33 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.

    As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de janeiro, 18.513.533 correntistas haviam resgatado valores. Isso representa apenas 29,73% do total de 62.275.604 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.

    Entre os que já retiraram valores, 17.564.553 são pessoas físicas e 948.980 são pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 40.613.723 são pessoas físicas e 3.148.348 são pessoas jurídicas.

    A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,47% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,15% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,63% dos clientes. Só 1,75% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

    Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em janeiro, foram retirados R$ 243 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 193 milhões.

    Melhorias

    A atual fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no Whatsapp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.

    Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

    Fontes de recursos

    Também foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

    Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado. Eles são os seguintes: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.

    Golpes

    O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

    O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.

    Agência Brasil

  • Prazo de financiamento do Proex sobe para 15 anos

    Prazo de financiamento do Proex sobe para 15 anos

    As empresas que financiarem vendas acima de R$ 5 milhões ao exterior por meio do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) terão até 15 anos para quitar o empréstimo. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (7), em Brasília, pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).

    A mudança passará a valer assim que a decisão for publicada no Diário Oficial da União. Atualmente, o prazo máximo é de 12 anos para as exportações unitárias acima de R$ 5 milhões.

    O novo prazo também valerá para as linhas de crédito do Proex-Equalização. Nessa modalidade, o governo brasileiro arca com parte dos encargos financeiros no financiamento de exportações brasileiras, de forma a tornar os juros compatíveis com os cobrados no mercado internacional.

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida integra a agenda de melhorias da Camex para ampliar o acesso de empresas brasileiras ao programa, autorizado pelas regras internacionais da Organização Mundial do Comércio (OMC).

    Faturamento

    No ano passado, o governo aumentou o limite de faturamento bruto das empresas para a participação no Proex, de R$ 600 milhões para R$ 1,3 bilhão por ano. Em 2023, as exportações apoiadas pelo Proex Financiamento cresceram em torno de 6,5%, de US$ 140 milhões para US$ 149 milhões, segundo dados preliminares da Camex.

    Em 2024, o Proex Financiamento oferece R$ 2 bilhões para apoio às empresas exportadoras. Entre os bens que normalmente fazem uso dessa modalidade, estão calçados, madeira, couro e máquinas agrícolas. O Proex Equalização disponibiza R$ 1,2 bilhão este ano. Entre as exportações atendidas pela modalidade, estão as vendas de geradores de energia eólica, aeronaves, automóveis, caminhões e locomotivas.

    Agência Brasil

  • Março Mulher: Prefeitura realiza ações voltadas ao público feminino no Shopping Center Lapa

    Março Mulher: Prefeitura realiza ações voltadas ao público feminino no Shopping Center Lapa

    Espaço totalmente dedicado a orientar o público feminino, o Voz de Mulher está funcionando no piso L1 do Shopping Center Lapa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). A iniciativa é da Secretaria Municipal de Infância, Juventude e Política para Mulheres (SPMJ) e segue até o próximo sábado (9) promovendo palestras, discussões e oficinas para as mulheres da nossa cidade.

     

    Quem esteve por lá na quarta-feira (6) participou de uma oficina de turbantes, onde foram demonstradas técnicas para amarrações diversificadas do acessório. No local é possível acessar ainda uma minifeira de artesanato, com produtos idealizados, feitos e comercializados por participantes da Expo Mulher, valorizando e dando um espaço destacado para o empreendedorismo feminino. Além disso, há também a oferta de vacinas, distribuição de preservativos e aferição de pressão arterial e glicemia.

     

    “Este é um espaço para que a gente possa dialogar mais sobre o tema, apresentar para o público algumas demandas da causa da mulher e fomentar o empreendedorismo feminino. Além disso, apresentamos a rede de enfrentamento, mostrando os serviços municipais que existem nesse combate, e dizemos para esta mulher que ela não está só”, afirma a gestora da pasta, Fernanda Lordêlo.

     

    Moradora do bairro de Cosme de Farias, a artesã Francine Santos, de 35 anos, produz acessórios em tecido nigeriano e aproveitou a feira para expor seus produtos. “Essa é uma excelente oportunidade. Nunca pensei que pudesse chegar nesse nível de vender em um shopping e a feira me possibilitou isso”, disse.

     

    Francine parabenizou ainda a estrutura montada no Espaço Voz da Mulher. “O espaço abre portas e nos proporciona muitas trocas de experiências, a estrutura é impecável. Nós nos sentimos muito acolhidas por toda a equipe, conseguimos perceber que existe uma real preocupação em gerar um conforto para as expositoras. Só tenho a agradecer”, finalizou.

     

    Atividades – Até o dia 9 serão realizadas, na Praça de Eventos do shopping, rodas de conversa com temas variados, aulas de biodança, defesa pessoal e turbantes, além de orientações do Centro de Referência de Atenção à Mulher, exposição de empreendedoras femininas, oficinas de mudas e orientações de saúde, testagem e vacinação. A sala funciona sempre a partir das 17h.

    Espaço totalmente dedicado a orientar o público feminino, o Voz de Mulher está funcionando no piso L1 do Shopping Center Lapa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). A iniciativa é da Secretaria Municipal de Infância, Juventude e Política para Mulheres (SPMJ) e segue até o próximo sábado (9) promovendo palestras, discussões e oficinas para as mulheres da nossa cidade.

     

    Quem esteve por lá na quarta-feira (6) participou de uma oficina de turbantes, onde foram demonstradas técnicas para amarrações diversificadas do acessório. No local é possível acessar ainda uma minifeira de artesanato, com produtos idealizados, feitos e comercializados por participantes da Expo Mulher, valorizando e dando um espaço destacado para o empreendedorismo feminino. Além disso, há também a oferta de vacinas, distribuição de preservativos e aferição de pressão arterial e glicemia.

     

    “Este é um espaço para que a gente possa dialogar mais sobre o tema, apresentar para o público algumas demandas da causa da mulher e fomentar o empreendedorismo feminino. Além disso, apresentamos a rede de enfrentamento, mostrando os serviços municipais que existem nesse combate, e dizemos para esta mulher que ela não está só”, afirma a gestora da pasta, Fernanda Lordêlo.

     

    Moradora do bairro de Cosme de Farias, a artesã Francine Santos, de 35 anos, produz acessórios em tecido nigeriano e aproveitou a feira para expor seus produtos. “Essa é uma excelente oportunidade. Nunca pensei que pudesse chegar nesse nível de vender em um shopping e a feira me possibilitou isso”, disse.

     

    Francine parabenizou ainda a estrutura montada no Espaço Voz da Mulher. “O espaço abre portas e nos proporciona muitas trocas de experiências, a estrutura é impecável. Nós nos sentimos muito acolhidas por toda a equipe, conseguimos perceber que existe uma real preocupação em gerar um conforto para as expositoras. Só tenho a agradecer”, finalizou.

     

    Atividades – Até o dia 9 serão realizadas, na Praça de Eventos do shopping, rodas de conversa com temas variados, aulas de biodança, defesa pessoal e turbantes, além de orientações do Centro de Referência de Atenção à Mulher, exposição de empreendedoras femininas, oficinas de mudas e orientações de saúde, testagem e vacinação. A sala funciona sempre a partir das 17h.

  • Inema orienta população sobre o terceiro período de defeso do caranguejo-uçá

    Inema orienta população sobre o terceiro período de defeso do caranguejo-uçá

    A terceira e última etapa do defeso, em 2024, acontece nos dias 11 a 16 março, quando é proibido capturar, transportar ou comercializar o caranguejo-uçá em todo o estado. Equipes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estão percorrendo as principais cidades do litoral baiano, visitando as colônias e portos de pesca, restaurantes, feiras e barracas de praia, visando inspecionar o atendimento às restrições e distribuindo panfletos informativos com todas as orientações sobre o tema.
    Este é um momento essencial para a reprodução da espécie, assegurando um futuro de equilíbrio ambiental e garantia de renda para as famílias que vivem desta atividade econômica. “As operações conjuntas de fiscalização são realizadas em parceria com a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e, principalmente, com a adesão da sociedade, no momento que passam a respeitar as normas estabelecidas e denunciam as práticas ilegais. Os pescadores, marisqueiras e comerciantes tem, a cada ano, entendido que respeitar o defeso é também garantir do futuro desta atividade pesqueira”, explicou o diretor de Fiscalização Ambiental do Inema, Eduardo Topázio.
    Os comerciantes de caranguejos devem ficar atentos ao prazo para declarar seus estoques às Superintendências Federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que deve acontecer sempre antes do início de cada período de defeso. Quem não apresentar a declaração de seu estoque terá o material apreendido e estará sujeito ao pagamento de multa de R$ 700,00 (setecentos reais) por indivíduo da espécie protegida, conforme previsto no Decreto Estadual 14.024/2012.
    Presenciou pesca ilegal? Denuncie! Ligue para 0800-071-1400 ou envie e-mail para denuncia@inema.ba.gov.br. Sua identidade será preservada.
    Confira outras determinações importantes durante o defeso: até o dia 31 de maio, não é permitido capturar fêmeas de caranguejo-uçá. E não esqueça! É sempre proibido capturar fêmeas ovadas ou caranguejos menores de 6 cm de largura de carapaça.
  • Vila de Abrantes: policial militar é encontrado morto

    Vila de Abrantes: policial militar é encontrado morto

    Um policial militar foi encontrado morto dentro de seu apartamento em Vila de Abrantes, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), na noite desta quinta-feira. Identificado como cabo Silvano Gonçalves, ele era lotado na 48ª CIPM.

     

    De acordo com as informações, a esposa do policial encontrou o marido por volta das 20h. Guarnições da PM foram ao local e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) também foi acionado para realizar perícia.

    Bahia Notícias

  • Sussuarana: idosa é encontrada morta dentro da própria casa; corpo tinha manchas de sangue

    Sussuarana: idosa é encontrada morta dentro da própria casa; corpo tinha manchas de sangue

    Uma idosa de 64 anos foi encontrada morta dentro da própria casa, em Salvador, na quarta-feira (6). De acordo com a Polícia Civil, o corpo de Georgete Rebelo Santos estava com manchas de sangue.

    A mulher era professora de catequese e morava no bairro de Sussuarana, conforme informações apuradas pela TV Bahia.

    Como de praxe, as guias periciais e de remoção do corpo foram expedidas. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    O enterro de Georgete será na sexta-feira (8), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz.

  • Limpurb intensifica ações no combate à dengue

    Limpurb intensifica ações no combate à dengue

    Somente nos dois primeiros meses de 2024, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) realizou 11 ações de prevenção e erradicação do mosquito da dengue. Nas intervenções, foram recolhidas cerca de 37 toneladas de resíduos entre inservíveis, poda, domiciliar e construção civil.

     

    As atividades têm como base a vistoria de pontos focais de proliferação de mosquito e limpeza destes locais. Muitos destes pontos são acometidos pelo descarte de resíduos irregulares em espaços públicos como canteiros, praça ou terrenos baldios.

     

    O descarte irregular de resíduos impacta de diversas formas na cidade: mau cheiro, poluição do solo e até mesmo a incidência de vetores e doenças. Com antecipação do período chuvoso na cidade, aumenta ainda mais a incidência e proliferação de insetos como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya.

     

    Normalmente, o índice pluviométrico de Salvador aumenta no segundo trimestre, nos meses de abril a junho. Porém, este ano, as chuvas chegaram mais cedo na cidade, ocasionando também a antecipação da intensificação dos serviços e ações de limpeza urbana.

     

    “A gente segue executando essas ações com a finalidade de erradicar o crescimento do mosquito da dengue, mas o apoio da população é fundamental. Não deixar água parada, acondicionar corretamente os resíduos, colocar areia nos caqueiros de casa são algumas das pequenas ações que podemos fazer para evitar o surgimento do Aedes aegypti”, destaca o presidente da Limpurb, Omar Gordilho.

     

    Além disso a pasta, quando solicitada, atua em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com o acompanhamento da equipe, limpeza e recolhimento de resíduos que causem a proliferação do mosquito na cidade.

    Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

  • Saúde da mulher: doenças oculares atingem mais o público feminino e oftalmologistas explicam os motivos

    Saúde da mulher: doenças oculares atingem mais o público feminino e oftalmologistas explicam os motivos

    Mês dedicado às mulheres, março tem como objetivo celebrar as conquistas femininas, como também reforçar cuidados diversos quando o assunto é saúde. Isso porque, na Oftalmologia, as mulheres podem ser mais vulneráveis ao desenvolvimento de problemas oculares, se comparadas aos homens. Isso ocorre por fatores diversos, sobretudo por questões naturais femininas, a exemplo da menopausa e da gravidez, sem falar em hábitos comportamentais que também podem ser prejudiciais, como explica Carolina Daltro, médica oftalmologista da Oftalmoclin – unidade que integra o Grupo Opty em Salvador.

    “No universo biológico feminino, temos as alterações hormonais como principais motivos para o surgimento de problemas oculares. No caso da menopausa, que corresponde ao último ciclo menstrual da mulher, ocorre a interrupção da produção de estrogênio, hormônio que pode causar alterações no filme lacrimal, levando ao quadro de olho seco, por exemplo”, explica Carolina Daltro.

    A oftalmologista fala ainda da gravidez, que é um período marcado por mudanças físicas, emocionais e psicológicas nas mulheres. “A visão também pode ser afetada nessa fase da vida, pois há uma retenção natural de líquido no organismo, provocando não só inchaço nos pés, como pode alteração do formato e da espessura da córnea e do cristalino, ocasionando mudanças refracionais, ou seja, no grau dos óculos e/ou das lentes de contato. Além disso, a gestação pode potencializar a sensibilidade à luz (fotofobia) e o aparecimento de ‘moscas volantes’, que são manchas na visão que se parecem com pontos ou fios pretos que flutuam diante dos olhos”, detalha a médica.

    Carolina Daltro chama atenção para a pré-eclâmpsia — que provoca aumento da pressão arterial, que eventualmente ocorre a partir da 20ª semana de gravidez — e o diabetes gestacional, que também podem acarretar perdas graves de visão. “Os quadros geralmente regridem logo após o parto, mas existe a possibilidade de sequelas, a exemplo do surgimento ou agravamento da retinopatia diabética (doença que pode levar à cegueira). Por isso, o acompanhamento oftalmológico é fundamental em todas as fases, e isso inclui a menopausa, a gravidez e o pré-natal. Mulheres que já têm condições pré-existentes, como diabetes e glaucoma, os cuidados devem ser redobrados”, recomenda a oftalmologista.

    Envelhecimento da população

    Christine Sampaio, oftalmologista do DayHORC – outra unidade do Opty na capital baiana, destaca também a expectativa de vida no público feminino – cerca de 79 anos nas mulheres e 72 nos homens, segundo o IBGE. Dessa forma, a médica acredita que as mulheres estão ainda mais suscetíveis às doenças naturais do processo de envelhecimento, como a catarata, mais comum no público idoso, e a Degeneração Macular da Retina por Idade (DMRI) – que causa a perda gradual da visão central em pessoas acima de 50 anos.

    Além do envelhecimento natural, Christine Sampaio pontua outras possíveis causas para o surgimento de problemas oftalmológicos nas mulheres, “como diabetes e distúrbios autoimunes, questões genéticas, fragilidade do sistema imunológico, deficiência de vitaminas, além de hábitos não saudáveis de vida, como exposição excessiva ao sol e tabagismo, sem falar nas questões que envolvem estética, como uso frequente de maquiagem”, reforça.

     

    Cuidados

    Para Christine Sampaio, em todas as fases da vida, independentemente do gênero, além de consultas anuais ao oftalmologista, manter um estilo de vida saudável é o caminho para preservar a saúde dos olhos. “Não fumar, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente, conhecer o histórico familiar e usar óculos escuros com proteção ultravioleta são algumas recomendações, sobretudo às mulheres, para preservarem a visão”, finaliza a oftalmologista, fazendo a ressalva de que tratamentos e diagnósticos precoces podem, sim, reverter quadros de problemas oculares.

    Sobre o Grupo Opty

    O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas e concentra seu foco no exercício da medicina.

     

    Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 28 marcas, totalizando 85 unidades, aproximadamente 3000 colaboradores e 1400 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil (BA, DF, RJ e SP) e Centro Oftalmológico Dr. Vis (PE, RJ, SP e SC), fazem parte dos associados: o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), Hospital de Olhos INOB (DF), Hospital de Olhos do Gama (DF), Visão Hospital dos Olhos (DF), Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), Instituto de Olhos Villas (BA), Oftalmoclin (BA), Oftalmodiagnose (BA), Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), Sadalla.Smart (SC), HCLOE (SP), Visclin Oftalmologia (SP), Eye Center Oftalmologia (RJ), COSC (RJ), Oftalmax Hospital de Olhos (PE), UPO Oftalmologia – Unidade Paulista de Oftalmologia (SP), HMO – Hospital Medicina dos Olhos (SP), Instituto da Visão São José dos Campos (SP), Visão Center (PE), Íris Oftalmo (PE), SEOPE (PE) e CEOP – Centro de Olhos do Pará (PA). Visite www.opty.com.br

  • Indígena brasileira vira Barbie nos 65 anos da boneca

    Indígena brasileira vira Barbie nos 65 anos da boneca

    A indígena brasileira Maira Gomez, da etnia Tatuyo, no Amazonas, foi reproduzida em uma Barbie. Maira é criadora de conteúdo digital sobre cultura indígena onde mostra hábitos familiares, e nas redes sociais é conhecida como @cunhaporangaoficial. Somente na conta do aplicativo TikTok, Maira tem mais de 6,6 milhões de seguidores.

    O lançamento da boneca foi anunciado na rede social da Barbie, nessa quarta-feira (6), para comemorar os 65 anos da boneca, em 9 de março. “Em todo o mundo, as mulheres sempre se elevaram acima do status quo [estado das coisas] para imaginar maiores possibilidades para si mesmas e para as gerações futuras”, diz a publicação.  O lançamento marca também o Dia Internacional da Mulher, em 2024, neste 8 de março.

    Criada pela empresa Mattel em 1959, o brinquedo que virou ícone mundial representa diferentes profissões e estilos. A indústria já havia criado bonecas de indígenas nativas norte-americanas, mas é a primeira vez que homenageia uma indígena do Brasil.

    E, ao invés do universo cor-de-rosa, bastante retratado no filme Barbie, de 2023, e estereótipo da boneca fashion com cabelos loiros da personagem principal, a nova versão do brinquedo retrata pinturas gráficas no rosto com os frutos urucum e jenipapo, adornos ancestrais feitos de penas e sementes, como colares, brincos e tiaras e roupas que simulam palhas de tradição indígena do Brasil.

    Em sua conta do Instagram, a jovem indígena pergunta aos internautas se ela estaria vivendo um sonho. “Essa semana estivemos em São Paulo para receber essa bela homenagem da Mattel, representando o Brasil em Barbie Role Model, em comemoração aos 65 anos da Barbie e o Dia Internacional da Mulher. Obrigado, Mattel, por essa homenagem. É uma honra representar nosso país. Afinal, você pode ser o que quiser!”, agradeceu.

    Mulheres inspiradoras

    O novo modelo faz parte da coleção Role Models, da fabricante Mattel, inspirada em mulheres da vida real de todo o mundo, e celebra figuras importantes como forma de ressaltar modelos positivos de mulheres. A coleção tem o lema “Histórias de mulheres notáveis para mostrar às garotas que elas podem ser qualquer coisa”, informa a Mattel.

    Ao lado da primeira indígena brasileira, apontada pela Mattel, como criadora de conteúdo indígena, as novas integrantes escolhidas para a coleção Role Models são as representações de outras sete mulheres reconhecidas pelas atividades desempenhadas em seus segmentos: a atriz Dame Helen Mirren (Reino Unido);  a modelo Nicole Fujita (Nova Zelândia/Japão); a atriz, produtora e ativista Viola Davis (Estados Unidos); a cantora e compositora Shania Twain (Canadá); a comediante Enissa Amani (Alemanha), a artista Kylie Minogue (Austrália) e a cineasta Lila Avilés (México). As bonecas não estão à venda. Unidades delas foram confeccionadas para cada uma das homenageadas.

    Desde 2015, entre as Barbies de edições anteriores da coleção Role Models, consideradas referências femininas, estão a produtora e cineasta norte-americana Shonda Rhimes, a ex-diretora executiva do YouTube, Susan Wojcicki; a cantora cubana Celia Cruz, a skatista nipo-britânica Sky Brown e a tenista  japonesa Naomi Osaka. Conheça todas as Barbies da coleção Role Models.

    Há décadas, a Barbie ultrapassou a barreira de ser somente uma boneca fashion e virou ícone pop estrelando filmes, desenhos animados, jogos de videogame e milhares de produtos licenciados com a marca dela.

    Repercussão

    A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) disse à Agência Brasil que a boneca é uma importante sinalização e que, por trás, há a luta de lideranças indígenas. “Somos as brabas do Congresso Nacional, as brabas dos territórios, mas é importante também estar em uma coleção de Barbie, porque nós somos 305 povos, temos mais de 274 línguas no Brasil”, justificou.

    A parlamentar fala sobre este simbolismo no dia 8 de março: “Nesse Dia Internacional da Mulher, queremos também que a sociedade entenda que, além de ter visibilidade com essa possibilidade de uma nova Barbie indígena, também queremos estar na política, na universidade e, sobretudo, superar o fato de as mulheres morrerem tão cedo por feminicídio, o que nos impede de falar”, finalizou.

    Na opinião da presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, a iniciativa da Mattel é inovadora. “Tudo que possa visibilizar os povos indígenas creio ser uma oportunidade de mostrar a importância dos povos indígenas no mundo,mas deve levar em consideração a diversidade das mulheres indígenas”, disse.

    Joenia propõe outras formas de apoiar os povos originários do Brasil. “Seria até importante que empresa da Barbie crie um projeto para apoiar os povos indígenas, em especial, iniciativas de mulheres e meninas. Caso não as tenha, poderia ser gerado um fundo a partir de vendas da boneca para a proteção dos povos indígenas da Amazônia, suas terras e recursos naturais”, sugere a presidente da Funai.

    Agência Brasil

  • Doença silenciosa: endometriose atinge sete milhões de mulheres no Brasil

    Doença silenciosa: endometriose atinge sete milhões de mulheres no Brasil

    A saúde da mulher é algo fundamental para se tratar com frequência, pois abrange uma gama de questões médicas e culturais. Por muitos anos, falar sobre essa temática ainda era algo silenciado na sociedade por diversas questões, entre elas o próprio machismo que acaba por estereotipar e invalidar certas dores, como a cólica e até mesmo a endometriose, doença que por muitos anos foi ignorada por médicos e até mesmo pela sociedade.

    A endometriose é uma doença que se dá quando o endométrio, camada interna do útero, se localiza na região de fora. Geralmente, quando isso acontece, o corpo passa a entender o local errado, iniciando um processo de reação para destruí-lo, gerando uma reação inflamatória. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 176 milhões de mulheres sofrem da doença, sendo mais de sete milhões apenas no Brasil.

    Dessa forma, nos últimos anos, o assunto vem sendo debatido constantemente por diversas mulheres. Várias personalidades da mídia como Adriana Esteves, Larissa Manoela, Patrícia Poeta e Malu Mader já revelaram publicamente sofrer da doença que muitas vezes passa despercebida ou é mal compreendida.

    Sintomas

    Os sintomas da endometriose podem variar de mulher para mulher dependendo da localização, dos focos, e do grau da evolução. Geralmente, os fatores de riscos ligados à doença estão relacionados, principalmente, à questão genética.

    Glauce Casaes (@glaucecasaes), ginecologista e obstetra parceira do Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Feira de Santana (IHEF), destaca alguns sintomas ligados à endometriose, conhecida como a doença dos seis “D’s”, sendo eles:

    • Dismenorreia, que é cólica menstrual intensa;
    • Dispareunia, que é a dor causada na relação sexual profunda;
    • Dificuldade de engravidar ou infertilidade;
    • Dor abdominal frequente, essas mulheres geralmente têm “endo belly”, que é aquela barriga distendida e dolorosa;
    • Dor ou sangramento intestinal, que geralmente acontece quando o tecido endometriótico se instala no intestino, causando dificuldades para evacuar e sangramento retal durante a menstruação;
    • Dores urinárias frequentes no período menstrual ou fora dele, que se assemelham à infecção urinária, e quadros depressivos por neuro inflamação.

    A profissional ainda ressalta que os problemas enfrentados diante da doença também impactam na saúde da mulher, que precisa estar constantemente lidando com essas questões, às vezes de maneira sozinha, tendo que conviver com a dor até mesmo pela falta de empatia dos profissionais e falta de compreensão na família e no ambiente de trabalho.

    “O impacto psicológico dessas mulheres vem por dois motivos. Primeiro, pela maioria delas serem invalidadas nas suas queixas, seja no trabalho, seja na família, ou infelizmente por alguns profissionais de saúde. Algumas chegam até a nível de separação por não conseguirem ter vida sexual, outras de serem demitidas no seu emprego por incompreensão dos gestores e dos colegas de trabalho. Isso por si só já causaria uma doença psicológica, uma ansiedade, uma tristeza”, pontua a médica.

    Tratamento

    Segundo Glauce, o tratamento da endometriose começa, primeiramente, no tratamento de base, que consiste em respeitar os ciclos circadianos, não consumir alimentos inflamatórios, realizar atividades físicas e suplementação.

    A médica explica que após esse tratamento, o hormonal entra em sequência, uma vez que endometriose é uma doença inflamatória, progressiva e de caráter hormonal. “Como ela é uma doença de predominância estrogênica e que tem uma resistência à progesterona, o tratamento hormonal é muito importante. Ele tem que contemplar ou diminuir o excesso do estrogênio ou melhorar a resistência da progesterona”, ressalta.

    Além disso, a especialista destaca os tratamentos cirúrgicos, atualmente, feitos por videolaparoscopia ou por robótica. “Os tratamentos cirúrgicos hoje nós só temos de forma clássica, uns cinco ou seis indicações de cirurgia para endometriose. A videolaparoscopia, por exemplo, é indicada apenas em algumas situações em relação às intercorrências ou agravamento da doença da endometriose”, explica a especialista.

    Diagnóstico precoce é essencial para evitar progressão da doença

    A médica pontua que o diagnóstico precoce é uma das alternativas para evitar que a doença se propague ao ponto de precisar da utilização de medicamentos mais pesados e até mesmo do bloqueio hormonal. Além disso, a ginecologista também reforça a importância de levar para as adolescentes mais informações sobre a doença, os sintomas e as formas de tratamento.

    “O nosso grande objetivo é o diagnóstico precoce, tratamento adequado e acolhimento dessas mulheres. Elas precisam, acima de tudo, ter uma visão empática do profissional que vai acolhê-la. O profissional precisa entender que essas mulheres geralmente trazem retrato de dor, frustração, problemas familiares, conjugais, sexuais e que elas merecem ser tratadas e conduzidas por especialistas que sejam empáticos a essas mulheres”, esclarece a médica.

    Os exames indicados para diagnosticar endometriose é a ressonância magnética da pelve e um ultrassom para mapeamento da endometriose com preparo intestinal. Segundo Glauce, o IHEF é uma das clínicas de imagem que oferece esse tipo de exame em Feira de Santana. A médica também alerta que os ultrassons endovaginais simples não servem para dar o diagnóstico de endometriose, porque as lesões são pequenas, e precisam de um preparo intestinal.

    Além disso, com o objetivo de disseminar conhecimento e promover a saúde da mulher, Dra. Glauce Casaes utiliza seu Instagram (@glaucecasaes) como uma plataforma educativa e inspiradora. Nessa rede, a especialista compartilha informações valiosas não só sobre endometriose, mas também sobre menopausa, SOP, saúde hormonal e bem-estar feminino. Ao abordar questões relevantes e atuais, a ginecologista apresenta a sua missão de “empoderar mulheres através do conhecimento e promover uma vida mais saudável e equilibrada”.