Dia: 11 de março de 2024

  • Árbitro salva a vida de jogador do Mainz dentro de campo

    Árbitro salva a vida de jogador do Mainz dentro de campo

    Na partida realizada no último sábado (9), entre Bayern de Munique e Mainz 05, o árbitro Patrick Ittrich agiu rapidamente em um ato heroico que salvou a vida de Josuha Guilavogui. O jogo terminou com o placar de 8 a 1 para os Bárvaros, entretanto, quando a partida ainda estava no placar de 2 a 1, aos 30 minutos de jogo, o francês bateu a cabeça no joelho do companheiro Anthony Caci, em uma disputa de bola com Thomas Müller.

     

    Guilavogui caiu no chão desacordado e sem respirar. O árbitro Ittrich então saiu correndo, deitou o centroavante de lado e em um rápido movimento tirou a língua do jogador que estava embolada e o impedia de respirar.

    A ação foi providencial para que o jogador ficasse bem, e Josuha saiu de campo andando depois do atendimento da equipe médica. O atleta foi substituído aos 35 minutos de jogo.

    Nas redes sociais, Guilavogui agradeceu a intervenção de Patrick Ittrich e dos médicos do Mainz. O árbitro Ittrich, que também é policial, falou sobre o ocorrido “Se alguém está assim, tem que agir rápido. expira e depois você respira de novo “, explicou após o jogo.

    G1

  • Tênis: Bia Haddad perde de virada e é eliminada na terceira rodada de Indian Wells

    Tênis: Bia Haddad perde de virada e é eliminada na terceira rodada de Indian Wells

    A tenista Beatriz Haddad Maia foi eliminada na madrugada desta segunda-feira (11) do WTA 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos. Décima colocada no ranking, a brasileira sofreu uma virada e acabou derrotada pela russa  Anastasia Pavlyuchenkova (23ª) por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 4/6 e 3/6, em 2h38, caindo na terceira rodada do torneio.

     

    Bia segue sem vencer Pavlyuchenkova. As duas tenistas já se enfrentaram três vezes e a russa sempre levou a melhor. Classificada para as oitavas de final, ela vai encarar a ucraniana Marta Kostyuk.

     

    Eliminada do torneio de simples, Bia ainda segue na disputa de duplas de Indian Wells. Ao lado da americana Taylor Townsend, ela entrará em quadra para medir forças com as japonesas Eri Hozumi e Makoto Ninomiya pelas oitavas de final. A partida está programada para acontecer na noite desta segunda.

    Bahia Notícias

  • Especialista esclarece mitos e verdades sobre endometriose e fertilidade

    Doença que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a endometriose é frequentemente cercada de dúvidas e informações desencontradas. Uma das principais preocupações das mulheres com a doença é a sua relação com a infertilidade. Para esclarecer os mitos e verdades sobre esse tema, a Organon convidou o Dr. Carlos Alberto Petta, professor livre docente de ginecologia pela Unicamp, para abordar questões como fertilidade, sintomas e tratamentos relacionados à endometriose. Confira.
    1 – A endometriose é uma causa comum de infertilidade feminina? 

    Verdade. A endometriose é provavelmente a maior causa de infertilidade feminina nos dias de hoje. Embora a idade também desempenhe um papel importante, especialmente em mulheres com mais de 40 anos, a endometriose é identificada como a principal causa de infertilidade em pacientes abaixo dos 40 anos.

     

    2 – Todas as mulheres com endometriose terão dificuldades para conceber? 

    Mito. Nem todas as mulheres com endometriose têm infertilidade. Estatisticamente, cerca da metade das mulheres nesta condição pode enfrentar dificuldades para engravidar. No entanto, esse dado ressalta a alta probabilidade de infertilidade associada à endometriose e a possibilidade de necessidade de intervenções como a fertilização in vitro para conceber.

    3 – A gravidade da endometriose está diretamente correlacionada com o grau de infertilidade? 

    É um mito e verdade. Existem algumas classificações que não demonstram realmente se o grau está ruim, porque depende muito do envolvimento das tubas. Por exemplo, uma mulher com endometriose grau 2 pode ter uma chance de concepção menor do que alguém com estágio 3, dependendo do comprometimento tubário. No entanto, geralmente, nos casos mais graves, como o 4, a incidência de infertilidade tende a ser maior devido ao dano mais significativo nas tubas uterinas (trompas).

    4 – Tratamentos de fertilidade, como a fertilização in vitro (FIV), são eficazes para mulheres com endometriose? 

    Verdade. A fertilização in vitro (FIV) é uma opção eficaz para mulheres com endometriose e infertilidade. Há duas maneiras para a mulher com infertilidade em decorrência da endometriose engravidar: cirurgia ou FIV. A decisão entre uma ou outra é determinada pela gravidade dos sintomas, se há lesões que põem essa paciente em risco e pela idade da mulher. Para a maioria delas, a FIV é a abordagem mais indicada para alcançar a gravidez desejada.

    5 – A gravidez pode aliviar os sintomas da endometriose e melhorar a fertilidade a longo prazo? 

    Mito. A gravidez melhora os sintomas, diminui a dor, mas não trata a doença. Durante a gravidez, os níveis hormonais alterados, especialmente a progesterona aumentada, podem contribuir para a redução da dor associada à endometriose. No entanto, esse efeito só ocorre durante a gestação e não aumenta a fertilidade da mulher.

    No entanto, é importante entender que a gravidez não é um tratamento para a endometriose, um mito muito comum entre as mulheres.

    6 – Mulheres com endometriose devem engravidar o mais rápido possível para evitar complicações futuras? 

    Mito. Não é uma recomendação geral que as mulheres com endometriose devam engravidar imediatamente, pois isso depende de vários fatores pessoais. Mas, é altamente recomendado considerar a preservação da fertilidade por meio do congelamento de óvulos o mais cedo possível. Atualmente, aconselha-se que as mulheres comecem a pensar em congelar óvulos por volta dos 30 anos.

     

    7 – A cirurgia para tratar a endometriose pode melhorar as chances de concepção natural? 

    Verdade. A cirurgia pode, de fato, aumentar a chance de concepção natural em mulheres com endometriose. Em geral, para mulheres abaixo dos 36 anos, a taxa de gravidez após a cirurgia é de cerca de 40%. Mas, atualmente, muitos especialistas tendem a optar pela FIV, devido às suas taxas de sucesso mais altas, entre 55% e 60% nesta faixa etária. O problema é que ela não trata a doença. Assim, a cirurgia é recomendada para mulheres que sofrem de dor intensa ou correm um risco maior de complicações por causa da doença.

    8 – A endometriose é uma condição que afeta apenas mulheres mais velhas, diminuindo assim o risco de infertilidade em mulheres mais jovens? 

    Mito. A ideia de que a endometriose é uma condição que surge apenas em mulheres mais velhas não é verdadeira. Os sintomas muitas vezes se manifestam na adolescência, e é comum que meninas que experimentem dor menstrual intensa recorram a contraceptivos hormonais para aliviar o desconforto. O uso de contraceptivos pode mascarar temporariamente os sintomas, enquanto a doença continua a progredir silenciosamente.

     

    Sobre Organon 

    A Organon é uma empresa global de saúde com foco no desenvolvimento de medicamentos para mulheres. Seu propósito é contribuir para que as mulheres tenham mais saúde e bem-estar em todas as fases da vida. A companhia possui um portfólio de mais de 60 medicações em diversas áreas terapêuticas, como saúde reprodutiva, contracepção, doenças cardíacas e câncer de mama. Entre esses produtos, constam também biossimilares e medicamentos estabelecidos no mercado. Oriunda da farmacêutica MSD, a Organon tem atuação autônoma e cerca de 9 mil trabalhadores espalhados pelo planeta.

  • Novo teste de HPV no SUS pode antecipar diagnóstico em até 10 anos

    Novo teste de HPV no SUS pode antecipar diagnóstico em até 10 anos

    O Ministério da Saúde anunciou esta semana a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de um teste para detecção de HPV em mulheres classificado pela própria pasta como inovador. A tecnologia utiliza testagem molecular para a detecção do vírus e o rastreamento do câncer do colo do útero. Professor e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o ginecologista Júlio César Teixeira conduz, há quase sete anos, um programa de rastreamento de HPV que utiliza o teste agora será disponibilizado na rede pública.

    Em entrevista à Agência Brasil, o médico confirmou o caráter inovador do teste e explicou que a proposta é que ele passe a substituir o exame popularmente conhecido como Papanicolau.

    “É um teste feito por máquina, ou seja, tem um erro próximo de zero, enquanto o Papanicolau tem muitas etapas onde há muita interferência humana”.

    Ainda de acordo com o ginecologista, a tecnologia permite que a testagem seja feita apenas de cinco em cinco anos, enquanto o rastreio do HPV pelo Papanicolau deve ser realizado a cada três anos.

    Teixeira também detalhou a relação da infecção por HPV com alguns tipos de câncer que vão além do câncer de colo de útero, como o de boca, na vulva, no pênis e no canal anal. Para o especialista, a testagem do HPV, somada à vacinação precoce em adolescentes com até 15 anos, pode mudar o cenário de saúde pública no país.

    Atualmente, 16 mulheres morrem por câncer de colo de útero no Brasil – uma a cada 82 minutos, com idade média de 45 anos. “Isso poderia ser evitado. Esse é o nosso foco”.

    Confira os principais trechos da entrevista:

    Agência Brasil: Nesta sexta-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou a incorporação ao SUS de um teste para detecção de HPV. O que o senhor tem a dizer sobre essa nova testagem no país?

    Júlio César Teixeira: O teste, em si, é realmente inovador no sentido de que ele acaba detectando mais lesões pré-câncer que o antigo Papanicolau. Então, você acaba não deixando passar mulheres que têm lesões e você antecipa os diagnósticos em até 10 anos. É um teste feito por máquina, ou seja, tem um erro próximo de zero, enquanto o Papanicolau tem muitas etapas onde há muita interferência humana e, por isso, acaba tendo um pouco mais de dificuldade.

    Essa dificuldade do Papanicolau faz com que ele seja feito a cada três anos nas consultas de rotina. O teste de HPV, por ser mais eficiente, é feito a cada cinco anos. Quando ele dá negativo, a mulher pode ficar 100% tranquila por cinco anos.

    Agência Brasil: Esse teste já vinha sendo usado no Brasil na rede particular e agora passa a ser incorporado na rede pública?

    Teixeira: Sim, ele já existe há alguns anos. Está disponível na rede particular, mas nem todos os planos de saúde cobrem até hoje. O pessoal que tem acesso utiliza porque ele tem uma facilidade e uma vantagem: de partida, ele é mais caro que o Papanicolau, mas, na verdade, acaba compensando porque você acaba prevenindo mais e, naquelas mulheres que teriam lesões, você detecta em fase bem Inicial, ou seja, com tratamento bem mais barato.

    Ao final, na hora em que você coloca para gestão de um plano ou de um programa, ele acaba sendo mais econômico do que o que já se gasta com o Papanicolau.

    Agência Brasil: Do ponto de vista do tratamento e da possibilidade de cura, qual é a diferença de se detectar uma lesão de HPV bem no início e outra já em estágio mais avançado?

    Teixeira: O Papanicolau também detecta as lesões no início, mas, proporcionalmente, o número de casos detectados é menor. Então, a gente está falando em quantidade de casos, ou seja, em não deixar escapar uma mulher que tem uma lesão significativa, que pode não ser detectada e que vai ser detectada só dali três anos. Com o teste de HPV, isso tende a não acontecer. E, quanto menor a gravidade da lesão, mais fácil, inclusive, dela se curar sem tratamento.

    Às vezes, a gente só acompanha e, quando existe uma lesão que precisa de tratamento, os tratamentos são os mesmos. A diferença é que realmente o teste de HPV antecipa esse diagnóstico.

    A gente utiliza essa tecnologia no SUS de Indaiatuba desde 2017. Já estamos no sexto ano desse programa e nós identificamos que, quando a gente faz, com alta cobertura, nas mulheres de Indaiatuba, aumentamos a detecção dos cânceres que iriam aparecer nos próximos 10 anos na cidade e trouxemos esses cânceres para fase microscópica, ou seja, com tratamentos mais fáceis e próximos de 100% de cura. Essa é a vantagem do teste.

    Comparando teste por teste, ele tem essas vantagens pontuais. Mas só vai funcionar se ele estiver inserido em um programa organizado, onde você tem o controle da população que está fazendo os testes de prevenção e, principalmente, daquelas que não estão fazendo, para chamar e fazer.

    Agência Brasil: O senhor acredita que, com essa incorporação de tecnologia, podemos pensar em aposentar o Papanicolau? Ou ele segue como método preventivo para outras doenças?

    Teixeira: O Papanicolau vai ser substituído pelo teste de HPV como primeira abordagem, como um primeiro teste. Vai ser um pelo outro sim. É assim que é feito. É uma substituição mesmo. Só que, em 10% dos casos, vai ser detectado algum tipo de HPV que não é tão grave, mas também não é tão leve.

    Nesses casos, a gente faz o teste de Papanicolau no mesmo material já colhido. Então, o teste de Papanicolau vai ser utilizado, com uma outra tecnologia um pouco mais moderna, mas no mesmo material já colhido, em 10% dos casos.

    Ou seja, uma de cada 10 mulheres que vai fazer o teste de HPV vai acusar uma situação intermediária e aí vai ser feito um Papanicolau para auxiliar com mais informações e indicar qual o melhor caminho para a condução desse caso.

    Agência Brasil: Falando especificamente sobre o HPV, a gente conhecia antigamente como um tipo de doença sexualmente transmissível (DST) e hoje é classificado como uma infecção sexualmente transmissível (IST)?

    Teixeira: Isso, mas é apenas uma nomenclatura. De todas as pessoas, homens mulheres, todas, até o fim da vida, 80% vão ter contato com algum dos HPV. São vários tipos, você tem aí uns 25 que acometem a região genital e alguns deles são relacionados ao câncer. Então, o que acontece? Quase todo mundo vai ter. Oitenta por cento é um número alto. Vai ter contato sim, vai ter essa IST. Só que a grande maioria, 90%, elimina em até 24 meses o vírus, por meio da resposta imunológica da pessoa.

    A maioria das pessoas têm uma infecção transitória e vai se curar. O problema é aquela infecção que fica persistente por anos, sem dar sintomas. Aí, vai dando lesões ali no colo do útero, por exemplo, mas pode dar também no canal anal, na vulva, no pênis, na boca. Há vários locais onde pode haver lesões pré-câncer. O colo de útero é o principal.  Basicamente, ali é o foco principal porque há muitos casos e a proporção de câncer por HPV no colo do outro é de 99,9%, ou seja, praticamente não há câncer no colo do útero se não houver HPV. Aí, entra a vacinação precoce.

    Se a gente vacinar a população inteira abaixo dos 15 anos, esse câncer vai sumir. Só que, enquanto isso não acontece, porque demoraria de 20 a 30 anos após a vacinação nessa faixa etária para isso para acontecer, a gente continua fazendo esses programas de rastreamento preventivos periódicos. Porque tem uma transição longa.

    Agência Brasil: É importante destacar que precisa vacinar não só a menina como o menino também?

    Teixeira: Todo mundo. Porque você tem cânceres provocados pelo HPV em outros pontos do corpo e você tem que bloquear a circulação do vírus na população. A gente deve vacinar todo mundo abaixo dos 15 anos e isso está disponível no sistema público gratuitamente. Essa vacina, hoje, está com duas doses, com intervalo de seis meses para essa faixa de idade, abaixo dos 15 anos.

    Em vários países que começaram a vacinar 10 anos antes do Brasil, já não há mais casos e eles já estão utilizando uma única dose de vacina. Ou seja, você vai reduzir até que se limite tudo, o câncer, as lesões pré-câncer, a necessidade mais de uma dose de vacina. O câncer vai sumindo e nós vamos poder investir o dinheiro economizado e as vidas economizadas em outras ações para o país.

    Agência Brasil: Essa vacina, à época do lançamento no Brasil, gerou uma certa polêmica. Hoje, a gente ainda percebe resistência por parte dos pais em imunizar as crianças. O que o senhor tem a dizer em relação a isso?

    Teixeira: Quase todo mundo vai ter esse contato com o vírus durante a vida. Então, a gente tem que se prevenir. Não tem como você evitar. Mas veja bem:

    O objetivo da vacinação não é prevenir uma infecção sexual ou liberar um adolescente para o início da vida sexual. O objetivo é prevenir câncer. É uma vacina que previne câncer. Eu sou da Unicamp e estou tratando gente internada, mulheres de 30 a 35 anos, com câncer avançado, em estágio bem avançado e muito ruins, que estão para morrer. Toda semana a gente vê isso. E poderia ser evitado com essas ações de vacinação e de rastreamento periódico.

    Olha um paralelo importante: a hepatite B causa câncer de fígado e a pessoa adquire o vírus por relação sexual e por transfusão de sangue. Na vacinação contra a hepatite B, a criança, quando nasce, já sai com a primeira dose aplicada na maternidade desde 2004 no Brasil. Com isso, nós já não estamos mais tendo câncer de fígado relacionado à hepatite B nos grupos abaixo de 20 anos no Brasil. Porque todo mundo está vacinado.

    E ninguém fala nada que é um vírus que se pega por relação sexual. Então, o que que falta é orientação, educação do povo e conscientização.

    Agência Brasil

  • Médicos, clínicas e hospitais devem seguir novas regras de publicidade

    Médicos, clínicas e hospitais devem seguir novas regras de publicidade

    Entram em vigor nesta segunda-feira (11) as novas regras da publicidade médica estabelecidas na Resolução 2.336/2023 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que foram aprovadas depois de três anos de estudos. O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), o advogado Raul Canal, alerta que, ao mesmo tempo que garante segurança jurídica aos médicos, o novo texto cria também pontos de atenção para suas condutas publicitárias nas esferas cível e criminal.

    Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que a principal inovação foi a autorização para os médicos e, sobretudo, aqueles que trabalham na área estética, como cirurgia plástica e dermatologia, exibirem imagens e fotografias com os resultados antes e depois. “Isso até agora era proibido. O médico, mesmo com consentimento do paciente, não poderia fazer isso. Agora, ele pode fazer”.

    Canal advertiu que, nesse caso, o médico não pode “tratar ou maquiar” a fotografia, nem fazer um ‘photoshop’ (edição) na imagem. “Tem que ser a fotografia natural; mas, com consentimento do paciente, ele pode publicar isso na sua propaganda, nas suas mídias sociais. Esse foi o maior avanço”, indicou. Outro avanço foi a divulgação de preços de cirurgias, procedimentos e tratamentos. Antes, o médico não podia divulgar isso porque era considerado mercantilização da medicina. “A partir de agora, isso está autorizado a ser feito”.

    Cuidado

    Para evitar processos na Justiça, o presidente da Anadem destacou que o profissional da saúde deve prestar atenção para não tratar uma fotografia e prometer um resultado fantástico que poderá não ser alcançado. O profissional deve deixar claro na propaganda e nas mídias sociais que nem todo paciente vai atingir o mesmo resultado porque isso depende de predisposições orgânicas e até de questões comportamentais do paciente e de reações inflamatórias.

    “Cada organismo reage de uma forma diferente. Se não, ele estaria prometendo um resultado e, se o paciente não atingir aquele resultado, poderá processá-lo por ter sido enganado. Ou seja, induziu o consumidor, e não mais o paciente, a um erro. Tem que deixar claro que aquele é um resultado específico e que nem todas as cirurgias atingirão o mesmo resultado. Esse é o principal cuidado que o médico deve ter. E sempre ele deve obter por escrito a autorização do uso da imagem do paciente. Porque não se trata apenas do Código de Ética Médica. Ele tem a Lei Geral de Proteção de Dados”, explica Canal.

    Por isso, para divulgar um dado do paciente, inclusive um dado biométrico ou uma imagem, deve haver o consentimento, ou autorização, por escrito. “Esse é um cuidado fundamental”, sustentou.

    Clínicas e hospitais

    As mesmas regras valem para clínicas ou hospitais. As novas normas permitem que um médico ou clínica divulgue a aquisição de um aparelho importado que não tem similar no Brasil. Antes, isso não era permitido porque gerava concorrência desleal em relação aos demais. “Hoje pode -se divulgar uma técnica, um equipamento, que só o médico possui, que é de última geração”.

    O médico, em sua propaganda, deve preservar o caráter informativo e educativo da informação. Na publicidade feita, os médicos deverão incluir o nome; o número do Conselho Regional de Medicina (CRM); e, se for especialista, informar também o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Caso o profissional seja pós-graduado, poderá indicar o aperfeiçoamento profissional, desde que inclua a inscrição “não especialista”.

    Já para clínicas e hospitais, serão exigidos o nome do diretor técnico médico, responsável pelo estabelecimento, com o respectivo CRM e do diretor técnico com o RQE, caso haja oferta de especialidades médicas. “Mesmo que seja uma pessoa jurídica, tem que ter uma pessoa física com CRM que responda tecnicamente por aquele Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), concluiu Raul Canal.

    Agência Brasil

  • Renda habitual média dos brasileiros cresceu 3,1% de 2022 para 2023

    Renda habitual média dos brasileiros cresceu 3,1% de 2022 para 2023

    Estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta um crescimento de 3,1% na renda habitual média do trabalhador brasileiro em 2023 frente a 2022. A pesquisa, divulgada nessa sexta-feira (8), tem como base os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).

    As estimativas mostram que o rendimento habitual médio real em dezembro de 2023 (R$ 3.100) foi 0,7% maior que o observado no mês anterior (R$ 3.078) e 3,9% superior ao valor de dezembro de 2022 (R$ 2.985). Em janeiro de 2024, a estimativa mensal avançou para R$ 3.118.

    De acordo com o Ipea, no segundo trimestre de 2023, a renda média ficou acima da observada no mesmo trimestre de 2019 pela primeira vez desde a pandemia (0,6%). Já no quarto trimestre de 2023, superou o mesmo trimestre de 2019 em 2,1%.

    “O rendimento habitual refere-se à remuneração recebida por empregados, empregadores e trabalhadores por conta própria, mensalmente, sem acréscimos extraordinários ou descontos esporádicos, ou seja, sem parcelas que não tenham caráter contínuo”, informou o instituto.

    Perfil

    Os maiores aumentos na renda em comparação ao quarto trimestre de 2022 foram registrados nas regiões Norte (4,1%) e Nordeste (4%), entre os trabalhadores de 40 a 59 anos (4,1%), com ensino médio completo (3,2%).

    Apenas os trabalhadores que têm no máximo o ensino fundamental completo apresentaram queda na renda. O crescimento foi menor para os que vivem no Sul e Centro-Oeste, os maiores de 60 anos, homens e chefes de família.

    Ainda de acordo com o estudo, os rendimentos habituais recebidos pelas mulheres registraram crescimento interanual maior que os dos homens ao longo de todos os trimestres de 2023 – revertendo o desempenho de anos anteriores. No quarto trimestre, o aumento entre as mulheres foi de 4,2%, contra 2,5% de alta na renda média habitual dos homens.

    Setores

    Empregados do setor privado sem carteira apresentaram um maior crescimento interanual da renda no quarto trimestre de 2023 (6,9%). Depois de alguns trimestres com forte elevação nos rendimentos, os trabalhadores autônomos obtiveram um aumento de 0,3% em relação ao mesmo trimestre de 2022. Já os trabalhadores do setor público e os empregados com carteira assinada registraram altas de 3,9% e 2,1%, respectivamente.

    No recorte por setor, no quarto trimestre de 2023, houve queda da renda no transporte (-1,7%) e na construção (-3,8%), em relação ao mesmo período de 2022. Já os trabalhadores da indústria (5,7%), do comércio (5,9%) e da administração pública (4,6%) obtiveram as maiores altas no último trimestre do ano passado.

    “Outro ponto positivo foi a recuperação da renda na agricultura (0,9%), após uma forte queda de 4,6% no trimestre anterior”, destacou o Ipea.

    Agência Brasil

  • Dia Mundial da Saúde Bucal: especialistas compartilham 5 dicas para ter um sorriso saudável

    Dia Mundial da Saúde Bucal: especialistas compartilham 5 dicas para ter um sorriso saudável

    Em 20 de março, comemora-se o Dia Mundial da Saúde Bucal, uma data voltada para conscientizar a população sobre a importância de cuidar da saúde dos dentes, prevenindo uma série de problemas que variam desde cáries, aftas e outras lesões até condições mais sérias como periodontite, gengivite, halitose e câncer bucal. Para os cirurgiões dentistas e sócios do Ateliê Cangussu & Ferraz, Raphael Cangussu, Davi Ferraz e Danilo Ferraz, o hábito diário de escovação dental não apenas melhora a qualidade de vida, mas também assegura uma aparência agradável. “Da mesma maneira que é fundamental manter um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação equilibrada, um sono adequado e a prática regular de exercícios físicos para garantir o correto funcionamento do corpo, é igualmente indispensável dedicar atenção à saúde bucal”, ressaltam os especialistas.

    Eles listam 5 dicas para ter um sorriso saudável:

     

    1. Faça uma escovação eficiente

    Para prevenir problemas bucais, como cáries e tártaros, é essencial realizar a higienização dos dentes de maneira correta e abrangente. “Escove os dentes de cima para baixo, com delicadeza e sem aplicar muita força, pois isso pode resultar em danos ou desgaste nos dentes. Além disso, é necessário escovar a língua, utilizando a escova dentária ou um raspador específico”, explica Danilo.

    1. Use fio dental e enxaguante bucal

    A utilização do fio dental proporciona a remoção mecânica de resíduos alimentares entre os dentes, prevenindo o surgimento de doenças decorrentes do acúmulo de placa bacteriana, como a doença periodontal. “Além disso, o enxaguante bucal complementa a higienização oral, atingindo áreas de difícil acesso e auxiliando na redução das bactérias causadoras de mau hálito”, esclarece Raphael.

     

    1. Troque a escova regularmente

    Substituir a escova dental, no mínimo, a cada três meses é mais uma recomendação dos dentistas para manter a saúde dos dentes. Isso ocorre porque as cerdas da escova se desgastam ao longo do tempo, perdendo a eficácia na limpeza adequada. “Além disso, a escova desgastada possui uma quantidade reduzida de cerdas, e quanto menor o número de cerdas, menor é a eficácia da escovação, aumentando o acúmulo de placa bacteriana nos dentes”, alerta Davi.

     

    1. Tenha uma alimentação adequada

    Manter uma dieta equilibrada desempenha um papel fundamental na promoção da saúde oral. Evite o excesso de ingestão de açúcares e alimentos ácidos, como refrigerantes e sucos cítricos, pois podem ocasionar danos aos dentes. “Escolha uma alimentação que inclua uma variedade de frutas, vegetais, produtos lácteos e alimentos com alto teor de cálcio para fortalecer a estrutura dos dentes”, indica Danilo.

     

    1. Visite seu dentista regularmente

    Para manter a saúde bucal em dia, é importante realizar consultas odontológicas regularmente, preferencialmente a cada seis meses, embora a frequência possa variar conforme a avaliação do profissional. “Dessa forma, é possível identificar e solucionar precocemente eventuais problemas bucais, evitando complicações mais sérias”, destaca Raphael.

  • R$ 32 milhões em negócios: Barco Show Bahia reforça potencial náutico do Estado

    R$ 32 milhões em negócios: Barco Show Bahia reforça potencial náutico do Estado

    Chegou ao final, neste domingo (10), a 3ª edição da Barco Show Bahia, no Terminal Turístico Náutico de Salvador, no bairro do Comércio. A primeira e maior feira náutica do Norte-Nordeste, que começou na quinta-feira (7), busca maior inserção do público baiano na cultura náutica e gerou R$ 32 milhões em negócios. Ao longo dos 4 dias, 4.200 pessoas, entre autoridades, representantes do setor e entusiastas, visitaram o evento.

    A edição 2024 manteve o esforço de apresentar a Baía de Todos os Santos como um importante polo de negócios náuticos e reforçou a “vocação natural” da Bahia para o segmento, com seus 1.200 km de litoral e com a baía mais navegável do mundo.

    “O evento valoriza o empresariado do segmento, para fazer com que os recursos movimentados na atividade se multipliquem, gerando mais empregos e renda. É uma iniciativa eminentemente baiana, na realização de uma feira de grande dimensão, que já ultrapassou os limites da Bahia”, declarou Maurício Bacelar, secretário de Turismo, que ganhou coro também da gestão municipal.

    “A Barco Show Bahia é um caminho importante e fundamental para o desenvolvimento da cidade, banhada por uma baía que tem capacidade de navegabilidade o ano todo. Mudar a realidade econômica de Salvador passa pelo crescimento da economia do mar”, destacou Mila Paes, secretária de Desenvolvimento Econômico.

    “O apoio tanto da gestão estadual quanto da municipal é fundamental, pois nos dá credibilidade na atração de empresas sérias para o evento. Este ano, contamos com 40 expositores, com a novidade de um banco oficial, que faz as simulações de crédito em tempo real, para quem quis adquirir embarcações”, destacou o CEO da Barco Show Eventos, Hugo Leonardo de Assis, idealizador e realizador do evento, que, esse ano, ainda voltará a Aracaju (19 e 20 de abril) e Manaus (25 a 28 de julho) e estreia em Recife (31 de outubro a 3 de novembro).

    BARCO SHOW BAHIA – Além da programação diária, com exposições, apresentações e experiências náuticas reais, novidades do mercado e a possibilidade da negociação de embarcações novas e seminovas, o evento contou com o sorteio de uma cota de jet ski e um desfile de barcos.

    A Barco Show Bahia reuniu expositores como a Armatti Yachts, que apresentou três novos modelos, e a Fishing Raptor, fabricante de lanchas de lazer, esportes náuticos e pesca oceânica. Além delas, participaram expositores como Kapazi Náutica, Valette Boats, Scat Estaleiro, Vittacar, Focker, Fishing, Inova Náutica, Murano Yachts, Boatlux Cotas Náuticas, Mi Marine, ALVI, Onboard Details, TK Náutica, Simmons, MaqFiltros, Cutelaria D’Ávila, SAC Náutico, Chegado ao Mar, Salvador Autos, CRS Group, Fundação Baía Viva, Divisão Industrial e Marítimo, COPPA – Companhia de Polícia de Proteção Ambiental, ADEMICON, Marinha do Brasil, Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda da Bahia e Secretária de Turismo de Aracaju (SE).

  • Barra: segurança de pizzaria é atingido por tiros durante trabalho

    Barra: segurança de pizzaria é atingido por tiros durante trabalho

    O segurança de uma pizzaria localizada na Barra, bairro turístico de Salvador, foi baleado enquanto trabalhava. Segundo a Polícia Civil, o homem sobreviveu após os ferimentos e a tentativa de homicídio aconteceu na noite de domingo (10). Ninguém foi preso até esta segunda-feira (11).

    A vítima tem 42 anos e foi atingida na perna. O homem, que não teve o nome divulgado, foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não há informações sobre o estado de saúde dele.

    Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos estavam dentro de um carro, passaram na frente da pizzaria e um deles atirou na direção da vítima.

    Testemunhas contaram que foram pelo menos três disparos, mas não informaram se todos eles atingiram o segurança.

    Ainda não há informações sobre a motivação, nem sobre a autoria do crime.

    G1

  • Voo da Latam apresenta problema técnico no ar e deixa 50 feridos

    Voo da Latam apresenta problema técnico no ar e deixa 50 feridos

    Um problema técnico fez com que um voo da Latam, entre Sydney (Austrália) e Auckland (Nova Zelândia), fizesse um movimento no ar que deixou pelo menos 50 passageiros feridos. Há relatos de pessoas que chegaram a bater no teto da aeronave.

     

    De acordo com as informações, a maioria apresentou ferimentos leves, mas 13 pessoas precisaram ser levadas ao hospital quando o avião pousou na Nova Zelândia. Uma delas, segundo informações de um porta-voz da ambulância Hato Hone St John, encontra-se em estado mais grave.

     

    O Boeing 787-9 Dreamliner pousou no aeroporto de Auckland, conforme programação inicial, de onde seguiria para Santiago, no Chile.

     

    “Como resultado do incidente, alguns passageiros e tripulantes de cabine foram afetados. Eles receberam assistência imediata e foram avaliados ou tratados pela equipe médica no aeroporto, conforme necessário”, diz o comunicado divulgado pela Latam.

    Bahia Notícias