Dia: 15 de abril de 2024

  • BTCA apresenta duas sessões gratuitas do espetáculo infanto-juvenil “Você Sabia?”

    BTCA apresenta duas sessões gratuitas do espetáculo infanto-juvenil “Você Sabia?”

    Sucesso com o público infanto-juvenil, o espetáculo “Você Sabia?”, do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), está de volta com duas apresentações gratuitas na Esplanada do Teatro Castro Alves (TCA), nos próximos dias 19 e 26 de abril (sexta-feira), sempre às 15h. Inspirada nas diversas infâncias e na efervescência criativa dessa etapa de vida, a obra teve sua estreia em 2023 no dia 12 de outubro, data em que é celebrada o Dia das Crianças. Montagem tem assinatura da coreógrafa convidada Dudude 

     

    O espetáculo é direcionado para o público infanto-juvenil e para todas as crianças, inclusive aquelas que vivem dentro de pessoas adultas, onde podem permanecer perguntadoras e desejosas de entender o mundo. Em “Você Sabia?”, o elenco da companhia pública de dança da Bahia performa em local aberto, destacando a força do imaginário inventivo da criança e a necessidade da manutenção de um espaço de livre criação na formação e envolvimento humano.  

     

    A dramaturgia do espetáculo se pauta no ser brincante e no imaginário do quintal, da rua, dos espaços de convívio – pontos de encontro com os iguais e com os diferentes, lugares das descobertas, do susto e do medo, dos desafios, das vitórias e derrotas, do risco, da curiosidade. Atravessando povos, épocas, classes sociais, cidades, bairros e comunidades, através das diferentes brincadeiras de rua e da oralidade na contação de histórias, essa é a ignição da obra “Você Sabia?”. 

     

    O espetáculo tem assistência de coreografia de Ticiana Garrido e Anna Paula Drehmer, partitura final de Agnaldo Fonseca, trilha sonora de Lucas de Gal, produção musical de Benin Ortiz e fotografias de Fábio Bouzas. O figurino de Zuarte Junior e a cenografia de Erick Saboya também junto com Zuarte contam com a parceria executiva do Centro Técnico do TCA. O elenco atualmente é formado por: Adriana Bamberg, Agnaldo Fonsêca, Douglas Amaral, Fátima Berenguer, Luíza Meireles, Maria Ângela Tochilovsky, Mônica Nascimento, Paullo Fonseca, Renivaldo Nascimento (Flexa II) e Rosa Barreto. 

     

    “VOCÊ SABIA?”  

    Balé Teatro Castro Alves 

    Quando: 19 e 26 de abril (sexta-feira), 15h 

    Onde: Esplanada do Teatro Castro Alves (Campo Grande) 

    Quanto: Gratuito 

    Classificação Indicativa: Livre 

  • Sedap realiza 4ª compra de alimentos do ano pelo PAA nesta terça (16)

    A Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pesca (Sedap), realiza, nesta terça-feira (16/4), a 4ª compra deste ano, de alimentos produzidos pela agricultura familiar do município, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

    Na oportunidade, o valor investido será de R$ 76 mil, beneficiando seis instituições socioassistenciais sediadas na cidade, e 25 produtores rurais, por meio da aquisição aproximada de 15 toneladas (t) de verduras, legumes, frutas e hortaliças.

    Serão beneficiadas com a doação dos alimentos os centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), de Oncologia de Camaçari (Ceonc), Especializado de Atendimento Social ao Usuário do SUS (Ceasus) e de Referência de Especialidades em Saúde (Cres), além da Unidade de Apoio às Pessoas com Doença Falciforme (Unifal), e do Banco de Alimentos.

    A ação acontece a partir das 7h, na central de distribuição e recebimento do programa, localizada no galpão da pasta na Rua Tomázia Josefina Mesquita Montenegro, s/n, na Estrada da Cascalheira (BA-531).

    Como parte da proposta 2022-2023, que foi prorrogada para este ano, em função da ampliação do aporte de recursos feito pelo governo federal, essa é a 4ª e última compra de alimentos.

    Foto: Jean Victor

  • Célia Xakriabá no Giro Nordeste desta terça-feira

    Célia Xakriabá no Giro Nordeste desta terça-feira

    O combate à violência contra aos povos originários no Brasil, protagonismo e resistência das mulheres indígenas, a defesa das causas ambientais e a representatividade indígena na política são alguns dos temas do próximo Giro Nordeste. A entrevistada desta terça-feira (16) é Célia Xakriabá, deputada federal e presidente da Comissão da Amazônia e Povos Originários.

    Célia é educadora e ativista, e a primeira indígena eleita para a Câmara dos Deputados por Minas Gerais. Formou-se na primeira turma de Educação Indígena da Universidade Federal de Minas Gerais, além de ser mestra em desenvolvimento sustentável pela Universidade de Brasília. É fundadora da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade e membra da Articulação Rosalino Gomes, além de ser liderança na luta pelos direitos dos povos indígenas do Brasil, especialmente nas causas ambientais, educacionais e de justiça social.

    A atração semanal da TVE começa às 19 horas e entrevista personalidades nordestinas e nacionais com a participação de jornalistas das emissoras públicas de TV e rádio do Nordeste. Ao vivo, o programa Giro Nordeste será ancorado por Juraci Santana, jornalista da TVE. Além da Bahia, o Giro Nordeste também é exibido em Sergipe, Ceará, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Espírito Santo.

    O espectador pode acompanhar o programa ao vivo também pela internet através do Youtube, Facebook e Twitter da TVE Bahia. Para interagir nas redes sociais, basta utilizar a hashtag #GiroNordeste.

    Acompanhe a TVE Bahia nas redes sociais:

    instagram.com/tvebahia

    tiktok.com/@tvebahia

    facebook.com/tvebahia

    youtube.com/tvebahia

    twitter.com/tvebahia

    Serviço:

    Célia Xakriabá no Giro Nordeste

    Quando: Terça-feira, 16 de abril, às 19h

    Onde: Ao vivo na TVE e youtube.com/tvebahia

  • Neste domingo (21) tem ‘Chame Jão’ com Filhos de Jorge, Bailinho de Quinta e Tico, na Chácara Baluarte

    Neste domingo (21) tem ‘Chame Jão’ com Filhos de Jorge, Bailinho de Quinta e Tico, na Chácara Baluarte

    Neste domingo, dia 21 de abril, o público vai curtir umas das festas mais esperadas do período pré-junino, em Salvador: Chame Jão! E o time escalado para o evento é de peso! Filhos de Jorge e Bailinho de Quinta com repertórios pensados exclusivamente no São João; e o cantor e sanfoneiro, Tico. Eles prometem fazer a alegria do público presente e vão receber convidados especiais ao longo da festa. Adelmário Coelho, França (ex-Mastruz com leite), Berguinho (ex-Seu Maxixe), Danniel Vieira, Rode Torres e Kiko Sally são participações já confirmadas pela produção. O evento terá um palco 360º para que as atrações interajam com o público todo o tempo. O evento será realizado na Chácara Baluarte, no Santo Antônio Além do Carmo, a partir das 17 horas, com direito a welcome drink de licor, para já entrar no clima do São João, vila junina com brincadeiras, touro mecânico, comidas e bebidas típicas. Os ingressos ainda estão à venda através do www.zig.tickets/eventos/chame-jao. Com certeza, uma festa imperdível!

     

    Serviço:
    Chame Jão – Filhos de Jorge + Bailinho de Quinta + Forró do Tico + Participações de Adelmário Coelho, França (ex- Mastruz com Leite), Berguinho, Danniel Vieira, Rode Torres e Kiko Sally
    Chácara Baluarte – Ladeira do Baluarte, 20 – Santo Antônio Além do Carmo
    Domingo, dia 21 de abril de 2024, a partir das 14 horas.
    Ingressos: www.zig.tickets/eventos/chame-jao
    Produção: DMS+ Produções e Eventos
    Informações: @dmsproducoes_

  • Livraria Leitura celebra a diversidade literária brasileira com a campanha “Leia Escritores Indígenas”

    Livraria Leitura celebra a diversidade literária brasileira com a campanha “Leia Escritores Indígenas”

    Em comemoração ao Dia do Povos Indígenas, em 19 de abril, a Livraria Leitura lança a campanha “Leia Escritores Indígenas”, uma iniciativa dedicada a celebrar e amplificar as vozes dos escritores indígenas brasileiros, enquanto reconhece e honra a importância de suas narrativas.

     

    A jornada de ação proposta por esta campanha vai além de uma simples imersão literária, é um ato de reconhecimento, respeito e conexão com as raízes culturais do Brasil. Cada obra escrita por um autor indígena é enfatizada como uma contribuição cultural fundamental para a compreensão da riqueza e complexidade da identidade desses povos.

     

    Somando mais de 496 mil seguidores em suas redes sociais (Instagram, Facebook, TikTok e LinkedIn), a campanha da Leitura busca trazer visibilidade para a data com um “blackout” em seus perfis, substituindo a sua tradicional logo por outras versões com palavras em línguas indígenas, todas relacionadas ao ato de ler e ao segmento literário.

     

    Além disso, por acreditar que a diversidade literária é fundamental para promover a inclusão, no período da campanha, entre o dia 14 e 19 de abril, as pessoas interessadas terão a oportunidade de descobrir uma seleção cuidadosamente curada de livros escritos por autores indígenas brasileiros, recomendados tanto pelas redes sociais da Livraria Leitura quanto pelos livreiros nas lojas físicas.

     

    Ao lançar esta campanha em uma data tão importante, a Livraria Leitura reafirma seu slogan, “Muito mais que uma livraria”, destacando seu compromisso em oferecer um espaço inclusivo e representativo para todas as vozes literárias.

     

    Para mais informações sobre a campanha “Leia Escritores Indígenas” e para adquirir os livros recomendados, visite uma das lojas físicas em sua região ou acesse o site oficial e as redes sociais da Livraria Leitura.

  • Comando Vermelho expande controle no Grande Rio

    Comando Vermelho expande controle no Grande Rio

    O Comando Vermelho (CV) foi a única facção criminosa a expandir seu controle territorial de 2022 para 2023, no Grande Rio. Com o aumento de 8,4%, a organização ultrapassou as milícias e passou a responder por 51,9% das áreas controladas por criminosos na região.

    A constatação é de uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF) e pelo Instituto Fogo Cruzado.

    Segundo o estudo, as milícias reduziram suas áreas em 19,3% de 2022 para 2023 e passaram a responder por apenas 38,9% dos territórios controlados por grupos criminosos.

    A pesquisa mostrou que o CV retomou a liderança de 242 km2 que tinham sido perdidos para as milícias em 2021. Naquele ano, 46,5% das áreas sob controle criminoso pertenciam às milícias e 42,9% ao Comando Vermelho.

    Os lugares onde o CV mais cresceu foram a Baixada Fluminense e o Leste Metropolitano. Já as milícias tiveram as maiores perdas na Baixada e na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

    “Com a morte de Ecko [Wellington da Silva Braga, uma das principais lideranças das milícias até sua morte, em 2021], a gente tem uma instabilidade nesse grupo. E outros grupos, sejam de outros milicianos, seja do Comando Vermelho, se aproveitam para avançar sob essas áreas”, explica o pesquisador do Geni/UFF Daniel Hirata.

    Outras duas facções criminosas, Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigos dos Amigos (ADA), também tiveram recuos, de 13% e 16,7%, respectivamente, de 2022 para 2023.

    A pesquisa também avaliou a evolução do controle territorial armado ilegal ao longo dos últimos 15 anos no Grande Rio. Segundo o estudo, 8,8% da área construída na região metropolitana eram controlados por algum grupo criminoso em 2008. Em 2023, o percentual mais do que duplicou, passando a ser de 18,2%.

    Nesse período mais longo de comparação, que envolve os últimos 15 anos, a milícia foi o grupo armado que mais cresceu no Grande Rio, triplicando sua área de controle entre 2008 e 2023.

    Enquanto não houver política pública voltada para desarticulação efetiva das redes econômicas que sustentam os grupos armados e para proteção de funcionários públicos que prestam serviços essenciais em todos os bairros do Grande Rio, conviveremos com essa oscilação onde um ano a milícia cresce mais e no outro CV lidera”, afirma a diretora de Dados e Transparência do Fogo Cruzado, Maria Isabel Couto.

    Agência Brasil

  • Santo Amaro: mulher morre após ser esfaqueada e levada para hospital com faca cravada no pescoço

    Santo Amaro: mulher morre após ser esfaqueada e levada para hospital com faca cravada no pescoço

    Uma mulher de 44 anos foi morta a facadas em Santo Amaro, no recôncavo baiano, neste domingo (14). De acordo com a Polícia Civil da cidade, a vítima foi socorrida para uma unidade de saúde com a faca cravada no pescoço e o principal suspeito de cometer o crime é o companheiro dela, que fugiu.

    A vítima foi identificada como Vânia da Silva Cardoso. Conforme o relatório da polícia, ela estava fora de casa há três dias, justamente por causa de brigas com o companheiro.

    Neste domingo, o suspeito a encontrou e a esfaqueou em via pública, no bairro Trapiche. A filha da vítima, que não teve a idade divulgada, presenciou o crime.

    A delegacia de Santa Amaro investiga o caso e o suspeito é procurado.

    A prefeitura da cidade emitiu uma nota de repúdio nas redes sociais, através de uma arte com a frase “parem de nos matar”.

    G1

  • Cinema do Salvador Norte tem meia entrada para todos às quartas-feiras

    Cinema do Salvador Norte tem meia entrada para todos às quartas-feiras

    A partir de 17/04, a Cinépolis do Salvador Norte conta com uma promoção especial: às quartas-feiras todos os clientes pagarão meia-entrada em todas as salas e sessões de cinema, com exceção de feriados e pré-estreias. Para usufruir da Quarta Cinépolis, os clientes precisam apenas estar cadastrados no Clube de Vantagens, um serviço gratuito que oferece uma série de benefícios exclusivos aos seus membros. O cadastro pode ser realizado de forma rápida e simples através do site oficial da Cinépolis ou diretamente na bilheteria. Mais informações sobre filmes em cartaz e horários das sessões no App Salvador Norte ou em www.salvadornorteshopping.com.br

  • Dor nas costas após exercício físico? Saiba o que fazer

    Dor nas costas após exercício físico? Saiba o que fazer

    Em meio à rotina de exercícios físicos, há quem passe por alguns desconfortos no corpo, como a dor nas costas. Apesar de ser um sinal de que algo não correu bem, os incômodos na região das costas costumam ser muito negligenciados pelas pessoas. Segundo o ortopedista especialista em coluna e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)Djalma Amorim Jr., o sintoma não pode ser normalizado pois pode indicar complicações graves e, se não tratado, pode irradiar para outras regiões do corpo.

    “A dor nas costas por exercício físico pode ocorrer na cervical, dorsal ou lombossacra, e ser um indício de doenças ou instabilidade na região da coluna. Mas também pode ser um sinal de mau condicionamento físico ou realização inadequada de algum movimento. É importante que o paciente entenda que o desconforto, limitação e contratura após os exercícios não são normais e busque ajuda o quanto antes”, explica Djalma.

    O que fazer quando sentir dor nas costas

    Ao sentir dor ou desconforto durante ou após a prática da atividade física, o paciente deve cessar, de forma imediata, o exercício que causou a dor, orienta o ortopedista. Além disso, de acordo com ele, “antes de iniciar qualquer terapia, é importante realizar uma avaliação ortopédica para que a gravidade do problema seja entendida e o tratamento adequado seja indicado”.

    “Após a análise do quadro clínico, conseguimos entender se a dor foi ocasionada pela realização errada do exercício. Nesses casos, os desconfortos costumam ser passageiros. No entanto, se a dor perdurar por mais de três semanas, um problema mais sério pode ser a causa. Sendo assim, uma investigação mais profunda, por parte do especialista, é feita”, diz o médico.

    Além disso, Djalma ressalta que as atividades físicas são ótimas para prevenir doenças de coluna, uma vez que fortalecem a musculatura. “Os exercícios alongam os músculos das costas e ajudam a dar sustentação ao corpo, o que diminui os riscos de lesões. Porém, caso haja dores na realização, é importante sempre investigar o problema”, afirma o ortopedista.

    O ortopedista especialista em coluna, Djalma Amorim Jr., atende na Clínica CICV, Centro Médico Hospital Aliança, Itaigara Memorial, Clínica Ortoped e Hospital Português.

  • Como ataque do Irã a Israel foi visto pelos iranianos

    Como ataque do Irã a Israel foi visto pelos iranianos

    O Irã realizou pela primeira vez na sua história um ataque contra Israel diretamente a partir do seu território.

    Para iranianos, o ato foi considerado importante para que a Guarda Revolucionária da República Islâmica do Irã mantivesse a sua credibilidade junto dos seus aliados na região e seus simpatizantes internos. O seu objetivo era demonstrar a disposição do Irã para o confronto e a capacidade dos seus mísseis e drones.

    A Guarda Revolucionária foi criada há 45 anos para defender o sistema islâmico do país e servir de contrapeso às forças armadas normais. Desde então, ela se tornou uma importante força militar, política e econômica dentro do país e na região.

    Após o ataque de sábado (13/4) à noite, muitos apoiadores da República Islâmica do Irã saíram às ruas de Teerã para comemorar. Muitos traziam símbolos palestinos.

    “Acho que foi a decisão certa atacar Israel para evitar novos assassinatos de comandantes iranianos na Síria e em outros lugares”, disse uma mulher com cerca de 20 anos, que apoia o governo do Irã, em mensagem de voz enviada à BBC Persian — serviço de notícias da BBC em farsi.

    No entanto, muitos críticos afirmam que o regime não representa necessariamente as opiniões de toda a população iraniana.

    “Não somos a República Islâmica, somos o verdadeiro Irã. Os próprios iranianos estão em guerra com o regime atual. Não guardamos rancor de nenhuma nação, incluindo Israel”, disse um homem de 40 anos em mensagem de voz enviada para a BBC Persian.

    Outra mulher na casa dos 50 anos se disse preocupada com a possibilidade de o ataque desencadear uma guerra regional do Irã contra Israel e seus aliados ocidentais.

    Este sentimento se refletiu em uma nova queda na cotação da moeda iraniana contra o dólar americano.

    Filas e pânico no Irã

     

    Os iranianos agora temem retaliação de Israel e dos seus aliados após o ataque do fim de semana. Houve pânico entre iranianos, com cidadãos correndo para estocar alimentos e combustível.

    Longas filas se formaram em postos de gasolina em Teerã e em outras grandes cidades. Os supermercados ficaram lotados.

    Embora Israel afirme ter interceptado com sucesso 99% dos 300 mísseis e drones lançados contra o seu território, as autoridades iranianas celebraram o ataque como um sucesso, destacando o seu impacto simbólico, independentemente das vítimas reais causadas.

    O chefe do Estado-Maior iraniano, major-general Mohammad Bagheri, afirmou que entre os alvos dentro de Israel estava a base aérea israelense de Notam, de onde voaram os aviões F35 israelenses que causaram a morte de 7 comandantes da Guarda revolucionária iraniana há duas semanas no consulado iraiano em Damasco.

    Ele também garantiu que o Irã alcançou o seu objetivo e não tem intenção de continuar as operações. O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, advertiu, no entanto, que qualquer novo ataque provocaria uma resposta muito mais forte do Irã.

    Aparentemente, militares e autoridades governamentais estão satisfeitos com o ataque de sábado, e o clima no Irã agora é de redução das tensões.

    “O Irã nunca pretende contribuir para as repercussões do conflito na região, nem para escalar ou prolongar a tensão”, disse no domingo (14/4) o embaixador do Irã na ONU em uma sessão de emergência do Conselho de Segurança.

    E há uma leitura de que o Irã, ao dar a Israel tempo suficiente para montar as suas medidas defensivas, não tinha intenção de causar maiores danos ou vítimas.

    Crise de legitimidade

     

    Muitos iranianos são contra as intervenções da Guarda Revolucionária Iraniana na região.

    Vários iranianos afirmam que os bilhões de dólares gastos na organização, treinamento e armamento de milícias no exterior poderiam ter sido usados no desenvolvimento do país.

    A intromissão do Irã na região levou a sanções e ao isolamento, o que prejudicou a economia do país. A inflação está disparando e até a classe média iraniana tem cada vez mais dificuldades econômicas.

    As vozes que ouvimos do Irã indicam que o regime não tem apoio da maioria da população, especialmente em caso de guerra.

    É um cenário radicalmente diferente daquele observado durante os oito anos de conflito com o Iraque na década de 1980, quando milhões de jovens iranianos defenderam fervorosamente o seu país contra o regime de Saddam Hussein.

    Um veterano da guerra Irã-Iraque manifestou sua oposição ao governo e sua dura repressão aos críticos. “Eu nunca mais lutaria por eles”, disse ele.

    As políticas do regime mudaram a opinião até dos antigos apoiadores e alteraram significativamente o cenário político.

    O Irã tem capacidade de lançar uma combinação poderosa de ataques com mísseis e drones, reforçada pelo forte apoio das milícias xiitas no Líbano, Síria e Iraque, bem como dos Houthis no Iêmen. Mas parece que o ataque foi projetado para causar o mínimo de baixas a Israel.

    Em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã não está apenas preocupada com a capacidade militar de Israel e do seu aliado, os Estados Unidos, mas também com uma possível agitação interna.

    Os protestos de 2022 após a morte de Mahsa Amini sob custódia policial expuseram a vulnerabilidade do regime.

    Muitos líderes da República Islâmica do Irã temem que ataques aos centros de comando e comunicação das forças de segurança iranianas e da Guarda Revolucionária, em caso de uma guerra com Israel e os Estados Unidos, poderia reacender os protestos e animar os opositores do regime.

     

    G1