Dia: 12 de agosto de 2025

  • Abacate é poder: fruta versátil que nutre, protege e surpreende

    Abacate é poder: fruta versátil que nutre, protege e surpreende

    Por muito tempo evitado por quem associava seu alto valor calórico ao ganho de peso, o abacate hoje é reconhecido como um dos alimentos mais completos e funcionais da alimentação saudável. Considerado um verdadeiro “superalimento”, ele se destaca por seu perfil nutricional único e por reunir benefícios que vão da saúde cardiovascular à beleza da pele e dos cabelos.

    A fruta é fonte de gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico, que ajuda no controle do colesterol e na proteção do coração. Também é rica em fibras, que promovem saciedade e regulam o funcionamento do intestino. Além disso, o abacate concentra vitaminas como E, C, K e as do complexo B, associadas à imunidade, ao metabolismo energético, à saúde óssea e à ação antioxidante.

    “O abacate oferece uma combinação poderosa de nutrientes. Ele ajuda a equilibrar a pressão arterial, melhora a sensibilidade à insulina e ainda contribui para a prevenção de doenças inflamatórias e cardiovasculares. É um alimento completo, seguro para todas as idades e que pode ser incluído na rotina de forma prática”, afirma a nutricionista e professora do curso de Nutrição do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Boa Viagem, Jussara Pessôa.

    Por ter baixo índice glicêmico, a fruta é uma excelente opção para diabéticos. Em crianças, colabora para o crescimento saudável. Já em idosos, pode auxiliar na saúde intestinal e no controle da pressão arterial. E os benefícios não param por aí: a presença de antioxidantes e vitamina E atua na hidratação e elasticidade da pele, além de fortalecer os cabelos.

    Apesar de todos os pontos positivos, a especialista reforça a importância da moderação. Por ser calórico, o consumo exagerado pode levar ao ganho de peso. A porção ideal gira em torno de duas a quatro colheres de sopa por refeição, variando conforme a necessidade energética de cada pessoa.

    Não há um horário certo para incluir o abacate na alimentação. Ele pode aparecer no café da manhã, em lanches, no almoço ou jantar. Amassado no pão com azeite e sementes, batido com leite vegetal e cacau ou servido em cubos nas saladas e guacamole, são muitas as formas de consumir.

    Alguns mitos ainda cercam o alimento, mas são facilmente desmentidos por dados científicos. “É mito dizer que o abacate engorda ou faz mal ao fígado. O que engorda é o excesso calórico da dieta como um todo. Também não é verdade que ele só combina com receitas doces, e muito menos que pessoas com diabetes não podem consumir. Pelo contrário, ele ajuda no controle glicêmico”, explica Jussara.

    Já o caroço e a casca não são recomendados para consumo humano, apesar de conterem compostos antioxidantes. Por segurança e digestibilidade, o uso mais indicado é em compostagem e jardinagem, evitando o desperdício e promovendo sustentabilidade.

    Com sabor suave, alta densidade nutricional e versatilidade na cozinha, o abacate mostra que está longe de ser apenas uma tendência, é um alimento potente, acessível e que pode transformar a saúde de forma simples e eficaz.

  • O Vila Ocupa o MAB apresenta nova temporada do espetáculo “Do Outro Lado do Mar” no Museu de Arte da Bahia

    O Vila Ocupa o MAB apresenta nova temporada do espetáculo “Do Outro Lado do Mar” no Museu de Arte da Bahia

    Do Outro Lado do Mar” continua seu fluxo de travessias com mais uma série de apresentações no projeto O Vila Ocupa o MAB, no Museu de Arte da Bahia. De 09 a 31 de agosto, aos sábados e domingos, às 19h. Com atuação de Andréa Elia e Edu Coutinho, o espetáculo narra a história de uma funcionária pública, isolada em um balcão de atendimento numa praia deserta, vivendo uma rotina de espera. Sua monotonia é interrompida por um jovem pescador que, sem nome ou sobrenome, busca um documento que comprove sua existência. A partir desse encontro, a obra tece uma reflexão poética sobre temas como o trabalho, a solidão, a amizade e a identidade. Primeira versão no Brasil da obra de Jorgelina Cerritos, premiada autora latino-americana – natural de El Salvador – a peça é uma reflexão poética sobre temas como identidade, trabalho e solidão. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do espaço ou através do site SYMPLA (LINK)

    Veja aqui um trecho (vídeo) do espetáculo: https://www.youtube.com/watch?v=HA78P-HhV2Q&t=18s

    A montagem foi assistida por mais de 5 mil espectadores e recebeu uma indicação ao Prêmio Shell de Teatro de melhor cenografia (para o encenador Marcio Meirelles), em 2022, por sua temporada no Rio de Janeiro. Entrou na lista dos melhores espetáculos do ano de 2021, segundo o crítico paulistano José Cetra, por sua temporada virtual; já o texto rendeu à autora Jorgelina Cerritos o prêmio internacional Casa de las Américas de melhor dramaturgia no ano de 2010. Primeira versão em língua portuguesa da obra, “Do outro lado do mar” é uma realização do Teatro Vila Velha, Teatro dos Novos e Toró Teatro.

    Essa é uma peça sobre a identidade que você tem e a identidade que você é obrigado a ter. As imposições sociais, as estruturas, o sistema que impõe identidades e o que isso provoca em pessoas diferentes. Uma peça que fala daquelas pessoas que estão à margem e daquelas que fazem parte do sistema de alguma forma, mesmo que dentro do sistema estejam em uma posição marginalizada, reflete Marcio Meirelles.

    Do outro lado do mar” tem trilha sonora ao vivo executada pelo músico Ramon Gonçalves. O espetáculo tem projeto audiovisual realizado por Rafael Grilo, com projeção de imagens e duas câmeras em captação ao vivo. A operação de luz é realizada por Marcos Dede, que também assina colaboração no desenho de luz, e a operação de som é executada por Thiago Vinicius. Além da direção, Marcio Meirelles assina desenho de luz, figurinos e cenário.

    Nesse ciclo 61+, o teatro segue em obra de reforma e requalificação, financiada pela Prefeitura de Salvador. Por essa razão, “O Vila Ocupa o MAB” (projeto que integra as ações do programa de ocupação artística “O Vila Ocupa a Cidade”) mantém o eterno movimento de expansão das atividades do teatro por diferentes espaços da capital.

    Para ficar atualizado e bem informado sobre todos os eventos e projetos, acesse o instagram @teatrovilavelha e o site www.teatrovilavelha.com.br e acompanhe as novidades da programação.

    O Teatro Vila Velha conta com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

    SERVIÇO:

    Espetáculo “Do Outro Lado do Mar”

    Dias: 09 a 31 de agosto (aos sábados e domingos)

    Horário: 19h

    Local: Museu de Arte da Bahia – Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória, Salvador – BA.

    Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)

    Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do espaço ou através do site SYMPLA (LINK)

    Classificação Indicativa: LIVRE

    Duração: 60 minutos

    Ficha Técnica:

    texto JORGELINA CERRITOS

    tradução EDU COUTINHO com a colaboração de MARCIO MEIRELLES

    revisão da tradução RITA ROCHA

    elenco ANDRÉA ELIA . EDU COUTINHO

    cenário . figurino . desenho de luz. encenação MARCIO MEIRELLES

    trilha sonora ao vivo RAMON GONÇALVES

    assistência de direção CAIO TERRA e CLARA TROCOLI

    colaboração no desenho de luz . operação de luz MARCOS DEDE

    música CAIO TERRA . RAMON GONÇALVES

    tema da sereia TATO TABORDA

    produção audiovisual . operação de vídeo RAFAEL GRILO

    técnico de som . THIAGO VINICIUS

    cenotécnico. JOY BATISTA

    gerente operacional. MENIKY MARLA

    arte gráfica. RAMON GONÇALVES

    coordenação de comunicação. GABRIELA WENZEL

    assessoria de imprensa. ARLON SOUZA

    social midia. MARLON CHAGAS E JEAN TEIXEIRA

    mediação. BEATRIZ ZACHARIAS

    produção EDU COUTINHO . CLARA TORRES

    assistência de produção. PÂMELA MALTA . JOSIE NOVAES

    realização TORÓ TEATRO . COMPANHIA TEATRO DOS NOVOS . TEATRO VILA VELHA

  • Empreendedorismo feminino: crédito é uma das principais demandas

    Empreendedorismo feminino: crédito é uma das principais demandas

    Linhas de crédito específicas para mulheres com condições especiais e juros reduzidos, cursos gratuitos para empreendedoras e garantia de participação em políticas públicas e instâncias de decisão estão entre as principais demandas das mulheres que participaram nessa segunda-feira (11) da Conferência Livre: Mulheres no centro – democracia econômica, empreendedorismo e direitos, realizada online e presencialmente, em Brasília. 

    As propostas destacadas pelo grupo serão encaminhadas para integrar o documento final da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será realizada, também em Brasília, entre 29 de setembro e 1º de outubro.

    De acordo com a coordenadora-geral de Gestão de Empreendedorismo do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Raquel Ribeiro, que participou do encontro, a Conferência Livre foi um espaço para discutir formas de melhorar as condições de trabalho para que as mulheres possam desenvolver os próprios negócios.

    “As pesquisas nos mostram que grande parte dessas mulheres empreendem por necessidade. E justamente por empreenderem por necessidade é que precisam de políticas públicas eficazes para dar conta de todo o sistema de apoio, tanto de acesso a crédito, de educação empreendedora, desenvolvimento de políticas para formalização e ampliação desses negócios, mas também da construção de rede de apoio, discussão sobre a dinâmica de cuidados da nossa sociedade, acesso à creche, acesso à segurança, à saúde, para que essas mulheres possam ter mais tempo de dedicação aos seus negócios”, diz.

    No Brasil, são mais de 10 milhões as mulheres empreendedoras. A maioria é mãe (70%) e tem faturamento médio de aproximadamente R$ 2 mil.

    “Os números apontam que as mulheres empreendem por necessidade, são melhores pagadoras, mas dedicam menos tempo para os seus negócios do que os homens e têm faturamento médio menor do que os homens. Então, em algum momento, essa conta não fecha”, acrescenta Raquel.

    Ao longo do dia, mulheres de diferentes regiões e de diferentes contextos sociais e econômicos discutiram as principais demandas para melhorar as condições do empreendedorismo feminino no país.

    Entre os pontos debatidos está a facilitação para a concessão de crédito, para que as mulheres possam iniciar ou mesmo manter os próprios negócios. A empreendedora Dora Gomes, líder do Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil, defendeu que, na concessão de crédito por instituições financeiras, especialmente para novas empreendedoras, seja considerado o risco social, pois muitas não preenchem os critérios exigidos, por exemplo, por grandes bancos. “A gente vive em um país muito desigual, economicamente falando, desigual não só em questão racial, mas também em questão social”, disse.

    Ela defendeu também maior participação de mulheres em conselhos consultivos para que os interesses delas sejam colocados em pauta. “A gente precisa ter mulheres negras, periféricas, quilombolas, mulheres indígenas, presentes em conselhos consultivos, porque se não estivermos lá, ninguém vai pensar em nós quando falar em educação empreendedora, em crédito”.

    Daise Rosas, representante do Instituto Reafro, destacou avanços e a necessidade de políticas voltadas pra o empreendedorismo feminino. “Nunca fomos atendidas, nunca fomos olhadas com esse olhar que está acontecendo agora. A gente precisa garantir que a política do Elas Empreendem permaneça, que a política do empreendedorismo feminino permaneça”, ressaltou.

    Após as discussões, foram definidas as seguintes prioridades, que serão levadas ao encontro nacional:

    Acesso ao crédito e financiamento inclusivo: criar linhas de crédito específicas para mulheres com juros reduzidos e critérios de análise que considerem garantias alternativas como confiança comunitária e histórico de pagamentos informais. A proposta inclui a implementação de fundos públicos e parcerias com Fintechs e bancos comunitários, priorizando a análise de risco social e histórico de atuação nas comunidades, além de oferecer capacitação financeira obrigatória e acompanhamento técnico durante a utilização do crédito.

    Capacitação, formação e educação empreendedora: implantar um Programa Nacional de Formação para Mulheres Empreendedoras, com cursos gratuitos em habilidades técnicas e socioemocionais, acesso a mentorias, oficinas itinerantes e consultorias especializadas. O programa deve considerar a diversidade e as interseccionalidades, garantindo materiais acessíveis e metodologias inclusivas, com foco na autonomia econômica e sustentabilidade dos negócios liderados por mulheres.

    Inclusão e Interseccionalidade: garantir que todas as políticas de fomento ao empreendedorismo feminino assegurem a inclusão de mulheres negras, indígenas e com deficiência, mães solos e moradoras de territórios periféricos e rurais. A proposta prevê a criação de programas específicos de aceleração, incubação e acesso a mercados, adaptados às barreiras simbólicas, estruturais e culturais enfrentadas por esses grupos, com representação obrigatória em conselhos e instâncias de decisão.

    Tanto Deise quanto Dora, junto com Scarlett Rodrigues, que integra a Rede Mulher Empreendedora, foram eleitas como delegadas que irão representar o grupo e levar a discussão que tiveram para a etapa nacional.

    Para a coordenadora-geral de Promoção da Igualdade Econômica das Mulheres do Ministério das Mulheres, Simone Schaffer, as três prioridades definidas no encontro estão na direção do debate nacional sobre empreendedorismo feminino. Ela destacou que o acesso ao crédito ainda é um gargalo para as mulheres.

    “Muitas vezes, elas não se sentem preparadas para solicitar crédito. Muitas vezes, precisam de microcrédito e as exigências são muito grandes. Estamos falando de mulheres, muitas vezes, em situação de vulnerabilidade, mulheres que já recebem um Bolsa Família e que não têm como dar as garantias exigidas. Então, é necessário crédito com baixos juros ou até mesmo garantia de fomento para essas mulheres”, diz.

    Conferência Nacional

    A última Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres foi realizada em 2016. O objetivo é promover a discussão e a formulação de políticas públicas que garantam a igualdade de gênero e a garantia de direitos femininos.

    Antes da etapa nacional estão sendo realizadas as conferências livres, que ocorrem desde 28 de abril e seguem até 15 de agosto. Tratam-se de espaços para garantir a participação e a discussão aprofundada de temas relevantes para essa parcela da sociedade. Além disso, foram realizadas as conferências municipais e regionais entre 28 de abril e 28 de julho. Já as conferências estaduais e distrital ocorrem entre 1º de julho e 31 de agosto.

    Agência Brasil

  • Inserção no mercado de trabalho tende a melhorar habilidade de leitura

    Inserção no mercado de trabalho tende a melhorar habilidade de leitura

    A inserção no mercado de trabalho melhora, principalmente se ocorre durante o estudo formal, os níveis de leitura entre jovens (na faixa de 15 a 29 anos), segundo o estudo Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF). Enquanto 65% dos jovens que estudam e trabalham têm condições de alfabetismo adequadas, esse nível cai para 36% entre aqueles que não estudam nem trabalham e se limita a 43% entre aqueles que somente estudam e a 45% entre os que somente trabalham.

    De acordo com o levantamento, apenas um terço da população acima de 15 anos é considerada com alfabetização consolidada no país – 35% dos brasileiros nessa faixa etária são capazes de localizar informações não explícitas e interpretar textos, além de lidar com números complexos. Outros 36% têm alfabetização elementar e conseguem lidar com textos de média extensão e com operações básicas na casa do milhar, enquanto 29% da população são considerados analfabetos funcionais. A pesquisa revela ainda que o ritmo de melhora desses índices é lento e estável nos últimos anos, o que indica a necessidade de mudança de políticas públicas para incluir populações vulneráveis, em especial os mais pobres, negros e indígenas.

    “Percebemos que o trabalho presencial também é uma oportunidade de aprendizado. É no trabalho que você convive com alguém que sabe mais que você, que tem um processo, um método, um caminho. Aí, há um colega que te ajuda, alguém que você ajuda e sabe mais do que ele, isso tudo são exercícios que te auxiliam a desenvolver habilidades de vários tipos, inclusive essas que a gente mede, que são de leitura escrita e matemática. O trabalho, o não presencial, remoto, ou até o não trabalho, porque muita gente não conseguiu dar continuidade às suas ocupações, também limitaram essa possibilidade de desenvolvimento”, diz Ana Lima, coordenadora do estudo.

    Embora a metodologia utilizada não consiga estabelecer uma relação de causa e efeito que determine se a empregabilidade é relacionada à proficiência ou se efetivamente melhora quando o jovem trabalha, Lima considera possível afirmar que os jovens se beneficiam em ambas as situações: aqueles que dominam rapidamente a capacidade de leitura consolidada têm maior inserção no mercado de trabalho, mas também aqueles que não a tem e passam a frequentar ambientes laborais tendem a melhorar sensivelmente as habilidades nesse quesito. O que preocupa, pondera, é que esse avanço ainda não é o necessário para um mercado de trabalho cada vez mais exigente em termos de capacitação e de uso de técnicas e equipamentos complexos.

    “A escolarização dessas pessoas é bem maior do que a geração anterior, e esse jovem está melhor qualificado do que estava na década passada, na geração passada. Ainda assim, ele chega com muitas limitações para atuar num mercado de trabalho cada vez mais sofisticado, que quer mais tecnologia e requer menos trabalho braçal. Esse avanço é insuficiente para atender à qualificação que o empregador espera e para trazer a realização que o trabalhador espera, pois ele também investiu mais tempo nos estudos. Há frustrações dos dois lados”, avalia Ana Lima. Para esse grupo, ela considera que cabe ao poder público fomentar ações de formação continuada e concentrada na relação com o mundo do trabalho, valorizando empregadores e redes educativas com horário flexível.

    Ana também considera que a reestruturação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), bastante impactada na última década, é um caminho importante, mas com um perfil diferente daquele da virada do século. No período, a valorização de trabalhadores em idade mais avançada e com exclusão histórica tinha um papel mais determinante, o que não percebemos no perfil atual dos estudantes. A EJA mais recente tem, cada vez mais, o papel de conciliar trabalho e a retomada do estudo para jovens que precisaram parar em algum momento. Para a pesquisadora, é natural que esse caminho inclua a formação profissionalizante e a parceria com empresas e entidades de representação dos trabalhadores, o que pode significar a diferença para o grupo, de inclusão mais complexa.

    Vulnerabilidades

    O estudo destaca a importância de políticas de combate às desigualdades, principalmente quando a análise considera critérios de gênero e raça. Entre as mulheres jovens com analfabetismo funcional, 42% não estudam nem trabalham, ao passo que os  homens na mesma condição representam 17% da amostra. Para os homens que são analfabetos funcionais, 56% apenas trabalhavam, o que o estudo atribui à responsabilidade e ao peso dos cuidados familiares como fator de perpetuação das dificuldades.

    No caso dos jovens negros, há maior incidência de analfabetismo funcional (17%) e menor presença no grupo com alfabetismo consolidado (40%), em comparação com os jovens brancos, com índices de 13% e 53%, respectivamente. O estudo não especificou a diferença entre mulheres e homens aliada ao fator raça, porém é comum em estudos de desigualdade a percepção de que a situação se agrava quando há pesquisa efetiva sobre o impacto em mulheres negras.

    Agência Brasil

  • Em 2 anos, 55 defensores de direitos humanos foram mortos, diz estudo

    Em 2 anos, 55 defensores de direitos humanos foram mortos, diz estudo

    Pelo menos 55 pessoas que atuam na defesa de direitos humanos no Brasil foram assassinadas nos anos de 2023 e 2024. A informação está no estudo “Na Linha de Frente”, divulgado nessa segunda-feira (11) pelas organizações Justiça Global e Terra de Direitos.

    Além dos assassinatos, o estudo mostra que houve 96 atentados, 175 ameaças e 120 episódios de criminalização. Ao todo, foram identificados 486 casos de violência (298 em 2023 e 188 no ano passado).

    “Percebemos, na realização desta segunda edição, que a violência contra defensoras e defensores persiste.  Não basta uma esfera do poder público atuar na defesa dos direitos humanos, no âmbito do Executivo federal, por exemplo”,  disse o coordenador da Terra de Direitos, Darci Frigo, na divulgação do estudo.

    Ele lembra que, de acordo com o levantamento, existem forças políticas regionais ou locais que se mobilizam para bloquear esses avanços, usando da criminalização por meio do Poder Judiciário ou da violência.

    Uma forma de violência, com essa característica, foi a da morte de Maria Bernadete Pacífico, assassinada dentro de casa na comunidade quilombola de Pitanga dos Palmares, na Bahia.

    A cada 36 horas

    O estudo ressalta o fato de que, mesmo com a redução no total de casos em 2024, a frequência é de um caso de violência a cada 36 horas no Brasil contra pessoas que defendem os direitos humanos.

    Um alerta feito pelos pesquisadores é que 80,9% dos casos registrados nesses dois anos foram contra quem atua na defesa ambiental e territorial – 87% dos assassinatos foram por essa motivação.

    Policiais militares foram acusados, em 45 episódios, de serem autores das violência, incluindo ao menos cinco mortes. Armas de fogo foram utilizadas em 78,2% desses crimes.

    Entre os 55 assassinatos, 78% das vítimas eram homens cisgêneros, 36,4% eram negras e 34,5% indígenas. O estudo identificou 12 assassinatos de mulheres defensoras de direitos humanos, sendo que duas eram trans.

    Sede da COP30 em novembro deste ano, o Pará lidera o ranking nacional de violência contra pessoas defensoras dos direitos humanos. Foram 103 casos registrados em dois anos. Desses, 94% foram contra pessoas que atuam na defesa do meio ambiente e dos territórios.

    Caminhos

    Na avaliação de Sandra Carvalho, cofundadora e coordenadora do programa de Proteção de Defensores/as de Direitos Humanos e da Democracia da Justiça Global, é importante que o Brasil fortaleça a política pública de proteção com a institucionalização de um sistema nacional.

    “Sobretudo, [é importante que] avance nas investigações e na responsabilização de pessoas que cometem crimes de ameaças, homicídios, atentados, entre outros, enfrentando o grave quadro de impunidade”, afirma.

    Diante do cenário de violência persistente, as organizações recomendam ações articuladas entre os poderes da República, estados e municípios. O estudo cobra do governo brasileiro o cumprimento integral do Acordo de Escazú, tratado internacional que trata do acesso à informação, à participação pública e à proteção de defensores ambientais na América Latina e no Caribe.

    Agência Brasil

  • Reabilitação pós-fratura melhora funcionalidade e evita sequelas

    Reabilitação pós-fratura melhora funcionalidade e evita sequelas

    A reabilitação é essencial na recuperação de pacientes após fraturas, voltada para a restauração da funcionalidade, independência e qualidade de vida. Conforme o fisioterapeuta e coordenador de Fisioterapia da Clínica Florence, Francimar Ferrari, fatores como idade, tipo e local da fratura, comorbidades (como osteoporose e diabetes), nível funcional prévio, início da reabilitação e grau de engajamento do paciente e da rede de cuidado influenciam no processo.

    “O plano terapêutico costuma ser dividido em fases, começando pela contenção da dor, do edema e da inflamação, com foco na preservação da amplitude articular e de complicações como rigidez, atrofia muscular e trombose”, esclarece. Além disso, a mobilização precoce, conforme os critérios de estabilidade clínica e ortopédica, é essencial para preservar a funcionalidade e evitar a perda de movimentos.

    Pacientes que apresentam uma disfunção funcional moderada ou grave pós-fratura, risco aumentado de complicações, múltiplas comorbidades, histórico de quedas recorrentes ou que vivem em ambiente familiar que não oferece suporte e segurança, devem realizar a reabilitação em uma clínica especializada.

    Tecnologia em favor do tratamento

    A tecnologia também é aliada na recuperação de pacientes pós-fratura. “Na Clínica Florence, por exemplo, a reabilitação pós-fratura é conduzida de forma personalizada e integrativa, utilizando recursos baseados em evidências para potencializar os ganhos terapêuticos não apenas na recuperação, como na prevenção de perda funcional”, explica Francimar Ferrari.

    O especialista cita ainda algumas dessas tecnologias, como: estimulação elétrica neuromuscular (NMES) para preservação da massa e força muscular em pacientes imobilizados; uso de eletroterapia analgésica e ultrassom terapêutico para controle da dor; biofeedback e realidade virtual como ferramentas de engajamento e controle motor fino.

    Dicas para prevenir novas fraturas

    A reabilitação não se encerra com a consolidação óssea. É importante manter o foco também na prevenção secundária, especialmente em casos relacionados à osteoporose ou quedas.

    Estratégias como rastreamento e tratamento da densidade mineral óssea, programas de exercícios multicomponentes (força, equilíbrio, coordenação e treino de marcha), educação sobre risco de quedas e revisão de medicações potencialmente sedativas devem ser incorporadas à alta funcional.

    “Vale reforçar também que cada fratura é única e a reabilitação deve ser adaptada às necessidades e objetivos de cada pessoa. O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao trabalho em equipe entre o paciente, os profissionais de saúde e a família”, finaliza o coordenador de Fisioterapia da Florence, hospital referência em cuidados paliativos e reabilitação.

    Sobre a Clínica Florence

    Primeiro hospital de transição de cuidados do Norte/Nordeste a Clínica Florence foi inaugurada em 2017, em Salvador (BA), apresentando uma proposta de internação segura e especializada no atendimento de pacientes em reabilitação intensiva e cuidados paliativos de fim de vida, sendo um marco no tratamento humanizado.

     

    Em 2021, a instituição iniciou suas operações na capital pernambucana, com capacidade para 76 leitos e seguindo os padrões de excelência reconhecidos pelas famílias que experimentaram o Jeito Florence de Cuidar e atestaram através dos indicadores de NPS (Net Promoter Score (NPS). Recentemente, a Unidade Salvador finalizou sua segunda ampliação, passando a ofertar 94 leitos para a população baiana e das regiões adjacentes.

     

    Com uma estrutura física completa e acessível, a instituição conta com um amplo jardim que possibilita terapias ao ar livre e estímulos sensoriais, estimulando a humanização do cuidado e interações diversas entre pacientes, familiares e amigos.

  • CineMaterna estreia na terça (12) em Lauro de Freitas

    CineMaterna estreia na terça (12) em Lauro de Freitas

    Presente nas principais cidades brasileiras, o CineMaterna chega em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, a partir desta terça-feira, dia 12 de agosto. A iniciativa, que oferece sessões de cinema mensais especialmente adaptadas para mães com bebês de até 18 meses, estreia no Parque Shopping Bahia com a exibição do filme “Amores Materialistas”, às 14h. Para a estreia, as 20 primeiras famílias com bebês de até 18 meses terão entrada gratuita (limitado a um ingresso por bebê).

    A proposta é simples, mas transformadora: permitir que mães no pós-parto possam sair de casa, assistir a um bom filme e viver um momento de lazer com conforto e acolhimento. Para isso, as salas são adaptadas com iluminação suave, som mais baixo, temperatura amena, trocadores dentro da sala e espaço com tapetinho para bebês que engatinham. Carrinhos de bebê também têm local reservado e o ambiente permite total liberdade para circular durante a sessão com segurança.

    Pais, avós, cuidadores e acompanhantes são muito bem-vindos, já que a proposta do CineMaterna é ser um espaço de encontro e de apoio à família nesse período tão especial e desafiador da maternidade.

    “O Parque Shopping Bahia é sinônimo de família e acolhimento, e por isso seremos, com muita emoção, o primeiro espaço em Lauro de Freitas a sediar essa iniciativa tão incrível e que já proporcionou momentos de alegria para famílias pelo Brasil. O CineMaterna oferece um aconchego e um respiro necessário no início da maternidade das famílias, uma pausa na rotina feita com carinho, conforto, amor e empatia. Temos certeza que as nossas sessões mensais serão um sucesso”, afirma Lulie Najar, superintendente do Parque Shopping Bahia.

    As sessões do CineMaterna são mensais e contam com o apoio de voluntárias, todas elas mães, que já passaram pela experiência e estão ali para acolher, orientar e promover o bem-estar desde a chegada até o fim do filme. A escolha do filme, aliás, também é democrática: a cada mês, uma votação no site cinematerna.org.br permite que o público escolha o título exibido.

    Estreia – Para o início do CineMaterna no Parque Shopping Bahia, as 20 primeiras famílias com bebês de até 18 meses terão entrada gratuita (limitado a um ingresso por bebê). Os ingressos são distribuídos sempre 30 minutos antes do início da sessão. Demais acompanhantes e quem não conseguir os ingressos, compram diretamente na bilheteria.

    A próxima data do CineMaterna após a estreia já está definida para o dia 09 de setembro, também às 14h, e com 10 cortesias para as primeiras famílias (limitado a um ingresso por bebê).

    CineMaterna – O CineMaterna é uma associação sem fins lucrativos criada por mães, em São Paulo, no ano de 2008. A partir de uma necessidade vivida na prática, elas idealizaram sessões de cinema com filmes adultos em salas adaptadas para acolher famílias com bebês de até 18 meses.

    Hoje, a iniciativa já está presente em mais de 78 cinemas, 47 cidades e 16 estados brasileiros, com quase 11 mil sessões realizadas e mais de 252 mil famílias impactadas.

    Além de exibições mensais, a iniciativa oferece apoio presencial de voluntárias, ambiente adaptado e a possibilidade de reencontrar o mundo fora de casa com leveza, segurança e empatia.

    Presente nas principais cidades brasileiras, o CineMaterna chega em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, a partir desta terça-feira, dia 12 de agosto. A iniciativa, que oferece sessões de cinema mensais especialmente adaptadas para mães com bebês de até 18 meses, estreia no Parque Shopping Bahia com a exibição do filme “Amores Materialistas”, às 14h. Para a estreia, as 20 primeiras famílias com bebês de até 18 meses terão entrada gratuita (limitado a um ingresso por bebê).

    A proposta é simples, mas transformadora: permitir que mães no pós-parto possam sair de casa, assistir a um bom filme e viver um momento de lazer com conforto e acolhimento. Para isso, as salas são adaptadas com iluminação suave, som mais baixo, temperatura amena, trocadores dentro da sala e espaço com tapetinho para bebês que engatinham. Carrinhos de bebê também têm local reservado e o ambiente permite total liberdade para circular durante a sessão com segurança.

    Pais, avós, cuidadores e acompanhantes são muito bem-vindos, já que a proposta do CineMaterna é ser um espaço de encontro e de apoio à família nesse período tão especial e desafiador da maternidade.

    “O Parque Shopping Bahia é sinônimo de família e acolhimento, e por isso seremos, com muita emoção, o primeiro espaço em Lauro de Freitas a sediar essa iniciativa tão incrível e que já proporcionou momentos de alegria para famílias pelo Brasil. O CineMaterna oferece um aconchego e um respiro necessário no início da maternidade das famílias, uma pausa na rotina feita com carinho, conforto, amor e empatia. Temos certeza que as nossas sessões mensais serão um sucesso”, afirma Lulie Najar, superintendente do Parque Shopping Bahia.

    As sessões do CineMaterna são mensais e contam com o apoio de voluntárias, todas elas mães, que já passaram pela experiência e estão ali para acolher, orientar e promover o bem-estar desde a chegada até o fim do filme. A escolha do filme, aliás, também é democrática: a cada mês, uma votação no site cinematerna.org.br permite que o público escolha o título exibido.

    Estreia – Para o início do CineMaterna no Parque Shopping Bahia, as 20 primeiras famílias com bebês de até 18 meses terão entrada gratuita (limitado a um ingresso por bebê). Os ingressos são distribuídos sempre 30 minutos antes do início da sessão. Demais acompanhantes e quem não conseguir os ingressos, compram diretamente na bilheteria.

    A próxima data do CineMaterna após a estreia já está definida para o dia 09 de setembro, também às 14h, e com 10 cortesias para as primeiras famílias (limitado a um ingresso por bebê).

    CineMaterna – O CineMaterna é uma associação sem fins lucrativos criada por mães, em São Paulo, no ano de 2008. A partir de uma necessidade vivida na prática, elas idealizaram sessões de cinema com filmes adultos em salas adaptadas para acolher famílias com bebês de até 18 meses.

    Hoje, a iniciativa já está presente em mais de 78 cinemas, 47 cidades e 16 estados brasileiros, com quase 11 mil sessões realizadas e mais de 252 mil famílias impactadas.

    Além de exibições mensais, a iniciativa oferece apoio presencial de voluntárias, ambiente adaptado e a possibilidade de reencontrar o mundo fora de casa com leveza, segurança e empatia

    SERVIÇO
    O quê: CineMaterna em Lauro de Freitas

    Quando: Primeira sessão no dia 12/08, às 14h
    Onde: Cinépolis, Piso L3, Parque Shopping Bahia, Lauro de Freitas

    Ingressos disponíveis na bilheteria Cinépolis

    Programação e mais informações: cinematerna.org.br

  • Criminoso ligado à quadrilha do Faraó dos Bitcoins é preso no Rio

    A Polícia Civil do Rio prendeu Thiago Julio Gadelha, ligado a quadrilha de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins. Os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital, realizada nessa segunda-feira (11), localizaram o criminoso em um imóvel no bairro Parque São Bento, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

    Thiago Gadelha, segundo as investigações, fazia parte do grupo envolvido em diversos delitos, desde crimes financeiros e contra a vida. Ele está envolvido em uma série de homicídios e tentativas de homicídio, ocorridos em 2021 na Região dos Lagos.

    As vítimas eram concorrentes da empresa do grupo ou pessoas que pudessem representar ameaça aos negócios ilícitos obtidos pela organização criminosa.

    Gadelha ficou preso no sistema penitenciário do Rio, por quase dois anos, mas passou a responder em liberdade, até que, no mês passado, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra ele.

    Faraó dos Bitcoins

    O Faraó dos Bitcoins, Glaidson dos Santos, está preso desde agosto de 2021. A operação que o levou à prisão, foi realizada pela Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro.

    A ação policial foi responsável por umas das maiores apreensões de criptomoedas e valores em espécie. Foram cerca de R$ 150 milhões em criptoativos e R$ 14 milhões em dinheiro, além de dezenas de veículos, relógios e joias.

    Transferência

    Em 2023, Glaidson Acácio dos Santos foi transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. A transferência contou com a participação da Coordenação de Aviação Operacional da Polícia Federal e de agentes da Delegacia de Repressão a Drogas da Superintendência da PF no Rio.

    Agência Brasil

  • Campanha Agosto Verde Claro alerta para o risco dos linfomas

    Campanha Agosto Verde Claro alerta para o risco dos linfomas

    O mês de agosto ganha um tom especial com a campanha Agosto Verde Claro, dedicada à conscientização sobre os linfomas — um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, parte fundamental da defesa do organismo. A iniciativa foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e mobiliza a sociedade para a doença, seus sintomas e a importância do diagnóstico precoce.

    De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 15.120 novos casos de linfoma por ano, entre 2023 e 2025. Isso representa uma parcela significativa dos 704 mil casos de câncer anuais previstos no país no período estipulado, excluindo o câncer de pele não melanoma. Cerca de 70% desses casos ocorrem nas regiões Sul e Sudeste.

    Os linfomas se desenvolvem quando os linfócitos, células do sistema linfático – que têm a função de retirar impurezas da circulação –, sofrem mutações e passam a se multiplicar de forma descontrolada. Eles são divididos em dois grupos principais: Linfoma de Hodgkin, caracterizado pela presença das células de Reed-Sternberg e propagação ordenada, e Linfoma não-Hodgkin, que apresenta múltiplos subtipos e pode ter evolução rápida ou lenta.

    Sintomas que merecem atenção:

    • Febre persistente, principalmente à tarde;

    • Suor noturno excessivo;

    • Perda de peso inexplicada;

    • Inchaço indolor nos gânglios linfáticos (ínguas), especialmente no pescoço, axilas e virilha;

    • Tosse, falta de ar e desconfortos abdominais, dependendo da localização do linfoma.

     

    Segundo o hematologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Felipe Magalhães Furtado, ao perceber os primeiros sintomas, especialmente as alterações dos gânglios, é requerido do paciente exames como a imunofenotipagem, além de estudo anamopatológico e  imonohistoquímico, oferecidos pelo Sabin, e que podem diagnosticar o linfoma.

     

    “O tempo é precioso nesses casos”, alerta o hematologista. A identificação da doença nos estágios iniciais aumenta significativamente as chances de cura. Segundo ele, “há linfomas de progressão tão lenta que dispensam tratamento. Mas, ao surgirem os sintomas, especialmente o inchaço dos gânglios, é essencial procurar um especialista”.

  • Simpósio reúne especialistas para debater lipedema, obesidade e estilo de vida em Salvador

    Simpósio reúne especialistas para debater lipedema, obesidade e estilo de vida em Salvador

    Mais do que um encontro técnico, o II Simpósio Baiano de Lipedema e o 1º Fórum Multidisciplinar de Obesidade e Estilo de Vida, que acontecem no dia 22 de agosto, das 13h às 19h, no auditório do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), prometem ampliar os horizontes de profissionais da saúde com uma abordagem integrada e prática sobre duas doenças distintas, mas frequentemente entrelaçadas: o lipedema e a obesidade. A participação é voltada a profissionais da saúde e estudantes da área, mediante inscrição prévia no site www.abmeducacaopermanente.org.br.

    Embora frequentemente confundidos, lipedema e obesidade são condições diferentes e exigem tratamentos específicos. O lipedema é uma doença crônica, progressiva e subdiagnosticada, que afeta quase exclusivamente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo anormal e doloroso de gordura, especialmente nas pernas e nos braços. A condição pode atingir até 11% das mulheres. Já a obesidade é um distúrbio metabólico caracterizado pelo excesso de gordura corporal e está associada a diversas comorbidades, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 56% da população brasileira adulta está com excesso de peso e 25% apresenta obesidade.

    A proposta do evento, promovido pela equipe do HMDS liderada pelo cirurgião plástico Franklin Mônaco, em parceria com a Clínica Santtare, é justamente romper com abordagens isoladas. “Este ano, além de reunir grandes nomes no tratamento do lipedema, como o Dr. Fábio Kamamoto, vamos ampliar a discussão com o 1º Fórum Multidisciplinar de Obesidade e Estilo de Vida. A proposta é enriquecer ainda mais o debate, trazendo uma visão mais completa sobre duas condições que caminham juntas com muita frequência”, afirma Mônaco.

    Diagnóstico precoce, tratamento adequado – Muitos pacientes percorrem um longo caminho até o diagnóstico de lipedema. Foi o caso da engenheira e empresária Tayná Paz, 28 anos, que já havia passado por uma cirurgia bariátrica antes de receber o diagnóstico correto. “Descobri o lipedema no final de 2024. Mesmo tendo uma vida ativa e acompanhamento nutricional, não conseguia entender por que sentia tanta dor e apresentava inchaços persistentes. O reganho de peso durante a pandemia agravou tudo”, relata.

    Tayná foi operada em maio de 2024. “Além do sucesso da cirurgia, retirar a gordura doente do meu corpo fez meu metabolismo reagir melhor às dietas e aos treinos. Comecei a enxergar a musculação como um remédio. Hoje tenho qualidade de vida, perdi 22 quilos e não sinto mais dores nas pernas”, conta. A mudança no estilo de vida, aliada a uma dieta anti-inflamatória e exercícios físicos regulares, foi decisiva para sua recuperação.

    Equipe multidisciplinar: a chave para o sucesso – Entre os destaques do simpósio estão nomes de peso da medicina nacional, como o cirurgião Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, e a endocrinologista Thaisa Trujilho, delegada da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) na Bahia. Também participam profissionais das áreas de psicologia, nutrição, fisioterapia, medicina do estilo de vida e educação física.

    Para a endocrinologista Drª Aline Pereira, da Clínica Santtare, a integração entre as especialidades é essencial. “Quando falamos em obesidade, não estamos falando só de peso, mas de saúde como um todo. A Medicina do Estilo de Vida ajuda a enxergar isso com mais clareza, porque mudar hábitos é um processo e ninguém faz isso sozinho. A atuação em equipe faz toda a diferença”, afirma.

    A oncologista e paliativista Drª Isabela Oliva, também Santtare, reforça o mesmo ponto de vista. “Cuidar de pacientes com doenças crônicas como lipedema e obesidade exige mais do que prescrever exames ou tratamentos. É preciso escuta, acolhimento e cooperação entre especialidades para garantir um cuidado contínuo e centrado na pessoa”, diz.

    Ciência, prática e empatia no centro do debate – Com uma programação que inclui palestras, debates e discussão de casos clínicos, o evento se propõe a fortalecer o vínculo entre teoria e prática, com foco na aplicabilidade no dia a dia dos profissionais da saúde. Entre os temas abordados estão: os novos critérios diagnósticos da obesidade; os impactos da saúde mental no tratamento; a experiência de pacientes; e os avanços na abordagem interdisciplinar do lipedema, incluindo nutrição, fisioterapia e cirurgia. “É um evento feito com muito cuidado, para profissionais que realmente querem entender essas doenças em profundidade e oferecer um tratamento mais completo e humanizado”, conclui o Dr. Franklin Mônaco.