Dia: 2 de março de 2026

  • Praia da Pipa e outras 5 razões incríveis para você conhecer Tibau do Sul

    Praia da Pipa e outras 5 razões incríveis para você conhecer Tibau do Sul

    Município a 70 km de Natal (RN) é famoso por suas belezas naturais. Passeio de bugy e observação de golfinhos são atrativos
    A apenas 70 km de Natal, capital do Rio Grande do Norte, o balneário de Tibau do Sul se destaca por suas belezas naturais e praias ensolaradas de águas quentes e cristalinas. Internacionalmente conhecido por acolher a famosa Praia da Pipa, eleita uma das mais cosmopolitas do Nordeste brasileiro, tem no turismo e na pesca duas das principais atividades econômicas da região. Desfrutar de uns dias de passeio por lá ou mesmo um bate e volta, explorando as riquezas da cultural local, é uma excelente forma de conhecer melhor os encantos do estado potiguar.
    A seguir, listamos seis atrações fantásticas que você não pode deixar de conhecer na cidade. Ao terminar o passeio, a sugestão é descansar em Natal (de carro, o trajeto dura menos de uma hora) no conforto de um hotel exclusivo à beira-mar. Na Praia de Ponta Negra, a sugestão é o Vogal Luxury Beach Hotel & SPA, com cinco piscinas, habitações com vista para o mar, spa L’Occitane, restaurantes, fitness center e beach service.
    Confira seis sugestões imperdíveis para aproveitar ao máximo sua visita.
    1. Praia da Pipa e Santuário Ecológico: Uma das praias mais famosas do Brasil, conta com falésias impressionantes e águas cristalinas. É o lugar perfeito para relaxar e praticar esportes aquáticos como surf e stand-up paddle. Na mesma região, fica o Santuário Ecológico de Pipa, uma reserva natural que abriga diversas espécies de fauna e flora. Os visitantes podem fazer trilhas e conhecer a rica biodiversidade da região.
    2. Lagoa de Guaraíras: É um dos pontos turísticos mais tranquilos de Tibau do Sul. Com suas águas calmas e cercadas por vegetação nativa, é o local ideal para um passeio de barco ou uma tarde de pesca. Os visitantes podem desfrutar de um piquenique à beira da lagoa, aproveitando a paz e a serenidade do ambiente.
    3. Passeio de buggy: Uma das atividades mais apaixonantes de Tibau do Sul é o passeio de buggy pelas dunas. É uma forma diferente de desfrutar das belezas naturais da localidade e ainda conhecer praias desertas. Trata-se de uma experiência cheia de adrenalina e diversão, ideal para quem busca aventura e contato com a natureza.
    4. Passeios de barco: São cerca de 10 km navegáveis, percorridos de barco ou lancha. As embarcações partem diariamente da Praia da Pipa ou da Lagoa Guaraíras. O trajeto passa pelas praias do Giz, Madeiro, Golfinhos, Cacimbinhas. As paisagens são deslumbrantes! Durante o percurso é possível avistar golfinhos e centenas de garças brancas e azuis por entre a vegetação dos manguezais.
    5. Praia do Amor: Situada ao sul da Praia da Pipa, está entre as preferidas dos surfistas. Depois, um pouco mais afastadas, mas não menos importantes estão: Praia do Giz (local romântico), Praia das Minas, Sibaúma (praia com piscinas naturais), Cacimbinhas e Lagoa Guaraíras.
    6. Praia do Madeiro: É um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza. Com suas águas mornas e tranquilas, é ideal para relaxar. Além disso, a praia é conhecida por ser um ponto de observação de tartarugas marinhas, que podem ser vistas em determinadas épocas do ano.

  • Março Lilás reforça prevenção ao câncer do colo do útero

    Março Lilás reforça prevenção ao câncer do colo do útero

    Campanha alerta para exame e vacina

    O Março Lilás chama a atenção para a prevenção do câncer do colo do útero, uma doença que ainda registra números expressivos no Brasil, apesar de ser amplamente evitável. A campanha reforça a importância do exame preventivo Papanicolau e da vacinação contra o HPV, principais estratégias para reduzir a incidência e a mortalidade.

    Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 19,3 mil novos casos por ano no triênio 2026–2028. Na Bahia, a estimativa é de aproximadamente 1.370 novos casos apenas em 2026, colocando a doença entre as mais incidentes entre as mulheres no estado. Os dados são oficiais e constam na publicação Estimativa 2026 – Incidência de Câncer no Brasil, do Ministério da Saúde.

    Doença evitável – De acordo com André Bouzas, cirurgião oncológico do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), o câncer do colo do útero está diretamente relacionado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), vírus sexualmente transmissível bastante comum. “A vacinação, oferecida gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes, é considerada uma das formas mais eficazes de prevenção”, destaca.

    Já o exame Papanicolau permite identificar alterações celulares ainda em fase inicial, antes mesmo do surgimento do câncer. Quando detectada precocemente, a doença apresenta altas chances de cura.

    Diagnóstico e tratamento – “O grande diferencial desse tipo de câncer é que ele pode ser prevenido e tratado de forma muito eficaz quando diagnosticado cedo”, afirma André Bouzas, que é especialista em cirurgia oncológica, laparoscópica e robótica. “O exame preventivo identifica lesões precursoras, o que evita que a doença evolua para estágios mais graves”, explica.

    Ainda de acordo com o especialista, o tratamento depende do estágio em que o câncer é identificado. “Nos casos iniciais, muitas vezes a cirurgia é suficiente, podendo ser realizada por técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia ou a cirurgia robótica. Em situações mais avançadas, pode ser necessário associar radioterapia e quimioterapia”, afirma. A individualização do tratamento é fundamental para melhores resultados clínicos e qualidade de vida das pacientes.

    Alerta para a Bahia – Os números estimados pelo INCA mostram que a Bahia concentra uma parcela significativa dos casos da região Nordeste, o que reforça a necessidade de ampliar o acesso ao rastreamento e à informação. Para os especialistas, campanhas como o Março Lilás têm papel essencial para estimular mulheres a manterem o acompanhamento ginecológico regular.

    “O câncer do colo do útero não pode mais ser encarado como uma sentença. Ele é, em grande parte, evitável”, destaca André Bouzas. “Vacina, exame preventivo e informação salvam vidas”, completa o médico do HMDS. Além da vacinação e do Papanicolau, o uso de preservativos ajuda a reduzir o risco de infecção pelo HPV, embora não ofereça proteção total. A orientação é que mulheres procurem regularmente os serviços de saúde, mesmo na ausência de sintomas.

    Assessoria de Imprensa:

  • Explosão abre grande buraco na Rua da Consolação em São Paulo

    Explosão abre grande buraco na Rua da Consolação em São Paulo

    Causa ainda não foi identificada
    Uma explosão abriu um grande buraco, na noite de domingo (1º), na Rua da Consolação, via de intensa circulação da região central da capital paulista. A causa da ocorrência ainda não foi identificada.

    Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão aconteceu por volta das 22h30. A via está interditada no sentido da Avenida Paulista para carros e motos. Apenas o corredor está liberado para o tráfego dos ônibus.

    Foram acionadas equipes da Enel, Comgás, Defesa Civil e CET com objetivo de identificar a causa da explosão, conforme informaram os bombeiros.

    Agência Brasil

  • Absorvente interno sem tabu: o que toda mulher precisa saber

    Absorvente interno sem tabu: o que toda mulher precisa saber

    Apesar de ser um método amplamente utilizado, o absorvente interno ainda gera muitas dúvidas — e até receios — entre mulheres e adolescentes. Perguntas simples, mas comuns, muitas vezes não são feitas por vergonha ou falta de informação adequada.

    Para esclarecer os principais mitos e orientações sobre o uso seguro do absorvente interno, a ginecologista Camila Bolonhezi explica o que é verdade, o que é mito e quais cuidados são essenciais.

    Preciso trocar o absorvente interno depois de fazer xixi?

    Segundo a médica, depende. “O absorvente interno fica posicionado dentro da vagina, enquanto a urina sai pela uretra. Portanto, ele não se molha diretamente durante o xixi”, explica.

    No entanto, a cordinha pode ficar úmida e causar desconforto ao longo do dia. A recomendação é segurá-la para o lado durante a micção ou protegê-la com papel higiênico. Caso fique molhada, o ideal é trocar o absorvente para evitar odores e desconforto.

    Posso ter relação sexual usando absorvente interno?

    Camila é enfática: não. “O absorvente interno ocupa o canal vaginal. A penetração com ele pode causar dor, sangramento e até aumentar o risco de infecção — o que, em casos mais graves, pode trazer impactos à saúde reprodutiva.”

    Caso a mulher esqueça de retirar antes da relação, é importante procurar atendimento ginecológico para avaliação.

    E se eu empurrar o absorvente muito fundo e perder a cordinha?

    A orientação principal é manter a calma. “O absorvente não vai se perder dentro do corpo. A vagina é um canal fechado”, explica a ginecologista.

    Se a cordinha não estiver visível, recomenda-se:

    Lavar bem as mãos

    Relaxar o corpo (a tensão dificulta a retirada)

    Agachar ou elevar uma das pernas

    Introduzir o dedo cuidadosamente para localizar e puxar

    Se não for possível remover, a retirada pode ser feita facilmente no consultório, sem complicações.

    Dormir com absorvente interno é seguro?

    Pode ser seguro, desde que o tempo de uso não ultrapasse oito horas. “O uso prolongado aumenta o risco de infecções e da síndrome do choque tóxico, embora seja raro”, esclarece Camila.

    Se houver dúvida sobre o tempo de sono, a recomendação é optar por métodos externos durante a noite.

    O absorvente interno pode causar secura vaginal?

    Sim. “Ele absorve o sangue menstrual, mas também parte da umidade natural da vagina. Mulheres que já têm tendência à secura, especialmente aquelas que usam anticoncepcional hormonal, podem perceber mais desconforto”, explica.

    Nesses casos, a orientação é alternar com outros métodos menstruais e observar como o corpo reage.

    Para Camila Bolonhezi, falar abertamente sobre saúde íntima é fundamental para que mulheres façam escolhas conscientes e seguras. “Informação reduz medo. Quando entendemos nosso corpo, usamos os métodos de forma mais tranquila e adequada”, conclui.

  • Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

    Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

    Ataque dos EUA e Israel deve continuar pelas próximas semanas
    Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, afirmou nesta segunda-feira (2), na Rede Social X, que o país não fará acordo com o presidente Donald Trump. “Não haverá negociação com os Estados Unidos”, escreveu ele.

    A mensagem de Larijani vai na contramão do que disse Trump neste domingo (1), quando afirmou que o novo líder do país estaria interessado em negociar.

    Larijani publicou outras mensagens na rede social e escreveu que “Trump traiu o ‘América Primeiro’ e adotou o ‘Israel Primeiro”. Em outra postagem, o chefe de Segurança iraniano escreveu que o presidente norte-americano “puxou toda a região para uma guerra desnecessária e agora está devidamente preocupado com as mortes de norte-americanos. É muito triste ele sacrificar o tesouro e o sangue americano para avançar nas ambições expansionistas ilegítimas de Netanyahu”.

    O ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, que teve início no sábado (28), não deve parar tão cedo. Segundo o próprio Trump, as agressões continuarão até que os objetivos militares dos EUA sejam atingidos.

    Trump também pediu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue as armas sob o risco de “encarar a morte.”

    Os bombardeios ao Irã causaram a morte do Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Hamenei. O ex-presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, também morreu.
    Agência Brasil

  • Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estupradas

    Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estupradas

    Em 2025, 82% das entrevistadas declararam muito medo de abuso sexual
    O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) à Agência Brasil.

    Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter “muito medo de ser vítimas de um estupro”. Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025.

    Além das que declararam ter muito medo, 15% disseram ter “um pouco de medo”, o que significa um total de 97% de mulheres que vivem com algum grau de temor da violência sexual.

    Em dois grupos, a proporção das que sentem “muito medo” é ainda maior, chegando a 87% no caso das jovens, entre 16 e 24 anos, e 88% entre as mulheres negras.

    A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu, ressalta que além de o medo ser constante, nenhum espaço é considerado, de fato, seguro.

    “O medo assombra as mulheres brasileiras o tempo todo, desde pequenas e em todos os lugares: a casa é insegura, assim como sair e voltar, esperar o transporte, enfrentar a condução lotada ou pedir um carro por aplicativo”, disse.

    “Esse medo constante faz com que elas desenvolvam suas próprias estratégias de proteção: evitam sair à noite ou usar alguns tipos de roupas e acessórios, procuram estar sempre acompanhadas e até escolhem trajetos mais longos para se sentirem um pouco mais seguras”.

    Violência dentro de casa
    Os institutos divulgam, nesta segunda-feira (2), a segunda onda de dados da pesquisa de 2025. A primeira onda, publicada em setembro de 2025, já havia mostrado que 15% das entrevistadas eram sobreviventes de estupro, e oito em cada dez vítimas sofreu a violência com 13 anos ou menos.

    Os dados divulgados hoje acrescentam que, entre as vítimas com até 13 anos, 72% foram violentadas dentro da própria casa. Em metade dos casos, o abusador foi um familiar e, em um terço dos relatos, foi um amigo ou conhecido da família.

    No total, 84% dos estupros foram cometidos por um homem do círculo social da vítima.

    Essa porcentagem diminui no caso das mulheres violentadas com 14 anos ou mais, porém os conhecidos ou membros da família se mantêm como a maioria: 76% dos abusadores eram pessoas conhecidas, incluindo amigos, parceiros íntimos, familiares e ex-companheiros. Além disso, 59% sofreram a violência dentro de casa.

    Apoio às vítimas
    A pesquisa Percepções sobre direitos de meninas e mulheres grávidas pós-estupro teve a participação de 1,2 mil pessoas, homens e mulheres, de todas as regiões do país.

    Além de perguntar para as mulheres sobre suas próprias experiências com a violência sexual, as entrevistas também ouviram a percepção geral dos entrevistados sobre o assunto.

    Nas respostas, foi praticamente unânime o entendimento de que as mulheres têm medo de estupro: 99% dos entrevistados concordam.

    Apesar disso, 80% das pessoas acreditam que as vítimas nunca, ou quase nunca, revelam para outras pessoas a violência sofrida, principalmente por sofrer ameaças do agressor, por terem medo de não serem ouvidas ou por sentirem vergonha.

    Os resultados gerais se assemelham ao que foi dito pelas entrevistadas que relataram ter sido vítimas, conforme a primeira divulgação da pesquisa.

    Cerca de 60% das mulheres que foram vítimas antes dos 14 anos não contaram para ninguém sobre o abuso. Além disso, apenas 15% foram levadas a uma delegacia, e 9%, a uma unidade de saúde.

    O apoio a políticas de apoio às vítimas também foi amplo: 93% concordam que o Estado deve fornecer acompanhamento psicológico imediato para meninas e mulheres vítimas de estupro, e a mesma porcentagem acredita que as prefeituras e governos devem aumentar a divulgação de serviços de saúde que atendem vítimas.

    Depoimentos
    Além dos percentuais obtidos com as respostas, os institutos também divulgam nesta segunda-feira depoimentos de mulheres que sofreram violência sexual.

    Uma mulher parda, moradora do Sudeste, com idade entre 25 e 44 anos, contou:

    “Comecei a ser abusada criança, com 6 anos, sem nem entender o que acontecia, e o abusador me fazia acreditar que eu era culpada e que, se eu contasse para alguém, ninguém acreditaria em mim. Meu abusador era o meu pai.”

    Já outra vítima, uma mulher preta, moradora da região Sudeste, com 45 anos ou mais, até tentou pedir socorro mas não foi acolhida.

    “Eu tinha apenas 11 anos, foi horrível, não entendia direito o que estava acontecendo. Tentei falar com a minha mãe, mas ela não acreditava em mim, dizia que eu queria acabar com o casamento dela. Ainda bem que minha avó percebeu algo estranho e me trouxe de volta pra casa dela”.

    A gravidez e a falta de suporte para o abortamento adequado também aparecem nos depoimentos, como o de uma jovem parda, moradora da região Sudeste, com idade entre 16 e 24 anos.

    “Eu sofri um abuso e engravidei por causa desse ato. Eu, com 13 anos, não poderia ser mãe e ia interromper minha vida, eu estava estudando, então, eu decidi não contar para os meus pais e pedir ajuda de uma amiga próxima minha. Então, ela me levou a um aborto clandestino e lá eu fiz o procedimento”.

    Acolhimento é garantido em lei
    A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão explica que o atendimento imediato e integral às vítimas de violência sexual em todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), sem exigência de boletim de ocorrência, é garantido por lei no Brasil desde 2013.

    “É fundamental que o Estado, em todos os níveis de governo, invista na divulgação de informações sobre os direitos da vítima de estupro e de como ela pode acessá-los para proteger sua saúde física e mental, para que essas meninas e mulheres possam retomar suas vidas após o trauma da violência”, complementa Marisa Sanematsu.

    A ampla maioria também foi favorável aos serviços que realizam a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, como o estupro. Nove em cada dez entrevistados concordam que todas as vítimas devem ser informadas, nas delegacias ou serviços médicos, sobre os protocolos para evitar infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

    Além disso, 86% acreditam que devem existir serviços públicos em todas as cidades para a interrupção da gestação em casos de estupro. No entanto, apenas metade dos entrevistados conhece algum serviço que promova esse atendimento.

    De acordo com a diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, María Saruê Machado, a pesquisa evidencia a necessidade de ampliar e preparar melhor os serviços de acolhimento.

    “Existe amplo apoio da população para que vítimas de estupro tenham acesso aos direitos garantidos por lei, mas essas informações ainda não chegam a quem mais precisa”.

    “O estupro é uma violência próxima da realidade da maioria das mulheres, e romper o silêncio por meio da informação é um passo fundamental para garantir proteção e acesso a direitos a todas as mulheres”, defendeu.

    Direitos em constante ameaça
    De acordo com a comunicadora social e ativista Angela Freitas, co-diretora da campanha “Nem Presa Nem Morta”, o cumprimento da legislação que prevê atendimento e proteção das vítimas ainda depende da disposição de gestores políticos.

    “A maior parte dos municípios não dispõe desse serviço, as pessoas têm que viajar longas distâncias e nem todo mundo pode fazer isso. É uma carência muito grande. O Brasil passou por um processo de democratização, fez a sua Constituinte, criou o Sistema Único de Saúde, o Sistema Único de Assistência Social, criou políticas públicas, mas todos esses avanços vivem ameaças constantes de retrocesso. Eles ainda não se consolidaram como direitos que são dados e que ninguém contesta”.

    Angela Freitas também foi uma das articuladoras da campanha “Criança não é mãe”, contra o projeto de lei que pretendia equiparar o aborto ao crime de homicídio, mesmo nos casos previstos por lei. Ela acrescenta que essas carências são particularmente danosas para as crianças e adolescentes que engravidam após a violência

    “Em grande parte, esses episódios não são revelados de imediato. Até porque elas não são preparadas para entender que o corpo delas deve ser respeitado, inclusive por pessoas da convivência familiar e comunitária. Há uma falta de diálogo e de informação e uma condescendência muito grande com essas situações”.

    “Com isso, muitas vezes, a gravidez não é percebida pela criança nem pelos familiares que estão em volta. Ela só vai ser percebida muito tarde e, quando essas meninas chegam ao serviço de saúde para buscar atendimento, e o direito de interromper aquela gravidez, elas encontram dificuldades dentro do próprio sistema”.
    Agência Brasil

  • Comunidade transforma cenário ambiental da Baía de Guanabara

    Comunidade transforma cenário ambiental da Baía de Guanabara

    Participação social quer resgatar fauna e flora de municípios ao redor
    A participação comunitária de povos tradicionais vem modificando o cenário ambiental de manguezais na Baía de Guanabara. Por meio de projetos de limpeza de resíduos sólidos, conscientização de pescadores e catadores de caranguejo, recuperação da fauna e flora locais, o cenário vem sendo recuperado em vários municípios ao redor.

    Em janeiro e fevereiro, ações do Projeto Andadas Ecológicas, da Organização Não governamental Guardiões do Mar, recolheram 4,5 toneladas de rejeitos em Magé. Pescadores artesanais, catadores de caranguejo, adolescentes e crianças da comunidade de Suruí e adjacências, no recôncavo da Baía de Guanabara, são os beneficiários diretos.

    Além da limpeza de manguezais, o Andadas Ecológicas desenvolve a formação do ecoclube. Nessa atividade, ocorre o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) por meio da utilização da Moeda Azul, a Mangal – uma tecnologia social inédita. Durante dois anos e dois meses, o projeto vai envolver escolas, espaços comunitários e moradores das margens do Rio Suruí, em Magé, na Baixada Fluminense.

    01/03/2026 – Projeto desenvolve educação ambiental de povos tradicionais em Magé. Limpeza de resíduos sólidos em manguezal de Magé. Foto: Rodrigo Campanário/ Divulgação ONG Guardiões do Mar
    Limpeza de resíduos em manguezal de Magé.
    Rodrigo Campanário/ Divulgação
    Eixos
    Para o presidente da Guardiões do Mar, Pedro Belga, o projeto Andadas Ecológicas tem diferenciais e não se limita a recolher o lixo do mangue e do mar. O ambientalista destacou a importância do trabalho de educação ambiental que vai ocorrer ao longo das duas margens do Rio Suruí, onde as comunidades moradoras vão ser incentivadas a recolher o seu resíduo sólido pós consumo, não só deixando de descartar de forma incorreta, como catar aqueles que têm condição de ser reciclados.

    Assim, famílias, crianças e jovens vão ser incentivados a trocar esses resíduos sólidos pelas moedas Mangal e, posteriormente, vão poder trocar as moedas por objetos em um bazar.

    Retorno financeiro
    O pagamento por serviços ambientais, segundo Belga, foi adotado pela Guardiões do Mar em 2001 na primeira ação que realizou na Baía de Guanabara, na comunidade da Ilha de Itaoca.

    “A partir daí, entendemos a importância de como vale a pena contratar essas comunidades para fazer a limpeza.”

    Segundo ele, ao incluir o termo de Pagamento Por Serviço ambiental, as comunidades se sensibilizam e se tornam agentes ambientais. Elas constatam depois que a limpeza traz mais produção de peixes e caranguejos e mais qualidade no manguezal.

    De acordo com o ambientalista, a limpeza dos mangues já é uma atividade esperada, principalmente, pelos catadores de caranguejo por causa do período de defeso, que no Rio de Janeiro ocorre de 1º de outubro a 30 de novembro. Nesse momento, não se pode coletar, transportar, comercializar o caranguejo- uçá. “Essa bolsa-auxílio, que é paga por serviço ambiental prestado pela comunidade, é de extrema importância.”

    O presidente da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé, Rafael dos Santos, destacou que o Turismo de Base Comunitária, que é outra atividade econômica desenvolvida pelos moradores, também é influenciado pela limpeza de resíduos sólidos. “O cenário do rio e do manguezal mais limpos atrai visitantes para a região.”

    01/03/2026 – Projeto desenvolve educação ambiental de povos tradicionais em Magé. Limpeza de resíduos sólidos em manguezal de Magé. Foto: Rodrigo Campanário/ Divulgação ONG Guardiões do Mar
    Projeto desenvolve educação ambiental de povos tradicionais em Magé.
    Rodrigo Campanário/ Divulgação
    LimpaOca
    O projeto vai ser ainda uma extensão da Operação LimpaOca, de acordo com o coordenador Rodrigo Gaião. Desde as primeiras ações de limpeza dos manguezais na região da APA de Guapimirim, na região Metropolitana do Rio, em 2012, a ação já recolheu mais de 100 toneladas de resíduos. No Andadas Ecológicas, pela primeira vez, se estenderá da foz à nascente do Rio Suruí.

    Gaião relatou que, entre os resíduos recolhidos estão sofás, tubos de imagem de televisão, lixo eletrônico, peças inteiras de madeira como portas, brinquedos, mas embora tenham mudança nos tipos de resíduos, sempre o plástico ou de algo de origem plástica é mais frequente no cenário.

    “[Entre os resíduos], o plástico domina, seja em forma de garrafa pet ou outros tipos de potes plásticos e sacolas em quantidade absurda. Dependendo do tempo que aquilo está no manguezal, é grande a quantidade de fragmentos.”

    Os projetos de limpeza dos mangues no entorno da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim começaram no ano 2000, após o rompimento de um duto da Petrobras que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao terminal Ilha d’Água, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Por causa do vazamento, a Petrobras pagou multa de R$ 35 milhões ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e aplicou R$ 15 milhões na revitalização da baía.

    Desde lá, o tema avançou até começarem as operações de limpeza em projetos da ONG Guardiões do Mar como o do Mar ao Mangue, Dia de Limpeza da Baía de Guanabara, Sou do Mangue, Guanabara Verde, o LimpaOca e o Uçá.

    “Não é um projeto que chegou de uma hora para outra. Ao contrário, foi construído com grandes passos deles e isso valoriza eles não só no território, mas na qualidade de vida”, observou. “Tem bastante pescador já ciente que a sua própria luta não está sendo em vão.”
    Agência Brasil

  • Povo Parakanã, do Pará, reocupa território após retirada de invasores

    Povo Parakanã, do Pará, reocupa território após retirada de invasores

    Desintrusão foi concluída em 2024, mas ainda há ameaças
    Dois anos depois da retirada de invasores da Terra Indígena (TI) Apyterewa, no sudeste do Pará, o povo Parakanã está reocupando os limites do território e fazendo planos para o futuro. Apesar disso, ainda enfrenta reflexos de anos de ocupação ilegal de produtores rurais e grileiros. O programa Caminhos da Reportagem mostrará, em sua edição desta segunda-feira (2), às 22h30, na TV Brasil, o trabalho dos órgãos governamentais para manter a TI Apyterewa livre de invasores e a organização dos Parakanã para manter o controle total de seu território.

    As ações de retirada dos invasores de terras indígenas, chamadas de desintrusão, foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023. Na TI Apyterewa, o processo começou em outubro do mesmo ano.

    De acordo com a Casa Civil da Presidência da República, que coordenou o trabalho conjunto de 20 órgãos e agências federais, as operações de desintrusão ocorreram em nove territórios da Amazônia Legal onde vivem 60 mil indígenas. Segundo Nilton Tubino, que esteve à frente das ações, o processo em Apyterewa foi o mais tenso de todos devido principalmente à interferência de políticos e fazendeiros que tentaram barrar a operação.

    “A grande pressão era a quantidade de gado. Nesse processo, foi construída uma vila que era utilizada próximo da base [da Funai]. No meio da terra tinha um posto de gasolina, vários comércios e igrejas”, explica Tubino.

    Segundo o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), os mais de 2 mil não indígenas que viviam no território foram retirados logo nos primeiros meses e, em março de 2024, a TI foi simbolicamente devolvida aos Parakanã.

    Apesar de não haver mais não indígenas vivendo ilegalmente em Apyterewa, as ações das agências governamentais continuam, já que parte do rebanho bovino de fazendeiros locais ainda pasta dentro da TI.

    Embora a maior parte das 50 mil cabeças de gado tenha sido retirada pelos próprios pecuaristas durante a desintrusão, ainda restaram cerca de 1.300 bovinos espalhados em 43 pontos do território, de acordo com monitoramento feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Uma equipe de reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) esteve na TI Apyterewa em dezembro e acompanhou de perto o trabalho para manter o território livre de invasores e do gado ilegal.

    Na ocasião, a operação para a retirada de animais remanescentes no território terminou de forma trágica, com o assassinato de Marcos Antônio Pereira da Cruz, um dos 12 vaqueiros contratados pelo Ibama para ajudar a tocar a boiada.

    Marcos tinha 38 anos, morava na cidade de Padre Bernardo, em Goiás, e tinha um filho de um ano. A irmã mais velha, Luciane Pereira, lembra que “ele sempre falou que era perigoso, que lá no Pará era perigoso. Só que ele confortava a gente, a minha mãe principalmente, falando que ele estava acompanhado por policiais, por pessoas que iriam garantir a segurança dele lá.”

    No fim de janeiro, a Polícia Federal anunciou a prisão de um suspeito do assassinato e de atentados contra os indígenas, mas afirmou que as investigações seguem em sigilo.

    “A morte do Marcos não pode ficar impune e não ter nenhum responsável identificado nessa ação porque foi um ataque contra o Estado brasileiro, porque ele estava a serviço de uma determinação judicial”, declara Marcos Kaingang, secretário nacional de Direitos Territoriais Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas (MPI).

    No mês seguinte, o carro da associação Tato’a, que representa o povo Parakanã, foi cravejado de balas e o assessor que conduzia o veículo escapou pela mata. Os parakanãs vêm denunciando ameaças, tentativas de invasão e ataques de pistoleiros. Segundo Mamá Parakanã, cacique-geral da TI Apyterewa, ocorreram oito ataques às aldeias depois da desintrusão e um indígena chegou a ser baleado na perna.

    “A gente recebia e recebe até hoje muita ameaça. Mas a gente está firme aqui porque essa terra foi demarcada, homologada, registrada. Então essa terra é nossa. Não é do fazendeiro, não é do deputado, não é do senador”, afirma o cacique.

    A área de 773 mil hectares, onde vivem cerca de 1.400 parakanãs, começou a ser demarcada no início dos anos 1990 e foi homologada em 2007. Mas continuou a ser invadida nas últimas décadas, principalmente por pecuaristas. Por causa da criação de gado ilegal, a terra indígena é a mais desmatada da Amazônia. Segundo monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a derrubada da floresta atingiu o ápice em 2022, com 102 quilômetros quadrados (km²) de desmatamento, e caiu mais de 90% após a desintrusão, chegando a 7,5 km² de desmatamento em 2025.

    Oaea Parakanã saía para caçar e voltava com as mãos vazias porque a destruição promovida pelos antigos ocupantes ilegais espantava os animais, mas já sente os efeitos positivos da retirada dos invasores. “Agora eu acho que está recuperando. Agora tem jabuti, porcão, dá pra gente ver mutum”, conta o indígena.

    “Positivamente, as desintrusões têm garantido que os povos indígenas consigam fazer a manutenção devida do seu território, principalmente na pauta de preservação, conservação e reprodução sociocultural”, afirma o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá. O maior desafio, segundo ele, é a manutenção da presença estatal para garantir que os povos indígenas continuem em posse dos seus territórios, o que é um direito constitucional.

    Marcos Kaingang garante que as medidas de proteção aos territórios vão continuar e que o MPI vem fazendo interlocuções com outros órgãos para aumentar a segurança na TI Apyterewa.

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, em nota, que “está promovendo o reforço do efetivo da Força Nacional de Segurança Pública na região, tendo reforçado a operação em dezembro de 2025 com o envio de efetivo especializado, incluindo profissionais com capacitação em pilotagem de drones, e prevendo novo reforço nos próximos dias, conforme as demandas operacionais”.
    Enquanto constroem um plano de proteção do território em conjunto com os órgãos governamentais, os parakanãs avançam na busca de parceiros que ajudem a reparar os danos causados pelos invasores e recuperar as matas perdidas.

    Wenatoa Parakanã, presidente da associação Tato’a, diz que o próximo passo é fazer o reflorestamento. “Inclusive, as mulheres já receberam capacitação, como secar a semente, como plantar”, conta Wenatoa.
    Agência Brasil

  • Grêmio faz 3 a 0 no Inter e está com uma mão na taça do Gauchão

    Grêmio faz 3 a 0 no Inter e está com uma mão na taça do Gauchão

    Tricolor domina completamente o rival e tem grande vantagem na final
    O Grêmio abriu grande vantagem na decisão do Gauchão 2026. Nesse domingo (1º), fez 3 a 0 no Internacional, na arena em Porto Alegre. Mesmo antes da expulsão do lateral-esquerdo Bernabei (do Inter), aos 32 minutos de jogo, o time da casa foi sempre melhor.

    Enamorado (aos 38 minutos) e Amuzu (aos 45 minutos) marcaram ainda na primeira etapa, e Carlos Vinicius (aos 22 minutos da etapa final) fechou o placar na etapa final.

    O resultado do Grenal 450 fez a festa total dos mais de 50 mil tricolores que lotaram a arena do Grêmio em Porto Alegre.

    Na partida decisiva, no próximo domingo (8), no Estádio Beira-Rio, o Grêmio volta a ser campeão estadual mesmo perdendo por dois gols de diferença. A repetição do placar a favor do Inter leva a disputa aos pênaltis. E o Colorado, que fez a melhor campanha em toda a competição, só comemora a conquista nos 90 minutos fazendo quatro ou mais gols de diferença.
    Agência Brasil

  • Março Azul: Hospital Regional da Chapada lidera um dos maiores mutirões de rastreamento do câncer colorretal do Brasil

    Março Azul: Hospital Regional da Chapada lidera um dos maiores mutirões de rastreamento do câncer colorretal do Brasil

    Entre os dias 1º e 6 de março, o Hospital Regional da Chapada (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Fabamed e localizada em Seabra, será o centro de uma das maiores ações de rastreamento do câncer colorretal já realizadas no país. A mobilização integra a campanha Março Azul 2026 e reunirá mais de 200 profissionais de saúde e voluntários de todo o Brasil, entre eles 70 médicos especialistas, em um grande mutirão de colonoscopias.

    A estratégia começa antes mesmo do início dos procedimentos. A população de 45 a 70 anos realiza o exame FIT (teste imunológico fecal), utilizado para detectar sangue oculto nas fezes. Os resultados positivos são encaminhados para triagem e posterior realização da colonoscopia durante o mutirão. A previsão é de que entre 400 e 500 exames sejam realizados ao longo do evento. A iniciativa é direcionada a pacientes previamente identificados a partir desse rastreamento. Para viabilizar a triagem, foram distribuídos mais de 8 mil kits de coleta.

    Durante os seis dias de campanha, o hospital contará com estrutura reforçada: seis torres de vídeo de alta definição, cada uma equipada com três aparelhos de colonoscopia, totalizando 18 equipamentos em funcionamento simultâneo. A ação também dispõe de bisturis elétricos de tecnologia alemã dedicados exclusivamente aos procedimentos, assegurando precisão e segurança.

    Todo o material coletado será encaminhado para análise histopatológica. Pacientes com diagnóstico de doença avançada, indicação cirúrgica ou necessidade de acompanhamento especializado serão direcionados a hospitais de referência. Em caso de complicações, as equipes locais e a UTI do hospital estarão disponíveis para suporte imediato.

    O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva na Bahia, Victor Rossi, gastroenterologista, destaca a capacidade estrutural do Hospital Regional da Chapada para sediar a mobilização. “A cidade de Seabra foi escolhida pela capacidade de organizar essa ação, tendo uma estrutura já montada, o que facilitou, junto à Fabamed, realizar a campanha em um hospital de porte como o Hospital Regional da Chapada. O paciente consegue fazer toda a jornada dentro da unidade. Seabra é o que chamamos de capital da Chapada, com cerca de 50 mil habitantes e com toda a estrutura necessária”, afirma.

    A ação conta com o apoio da Prefeitura de Seabra, da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e do Governo do Estado da Bahia, que atuam de forma integrada para viabilizar a campanha.

    De acordo com o gastroenterologista e especialista em endoscopia digestiva Sylon Ribeiro de Britto Júnior, o Março Azul nasceu da necessidade de enfrentar o avanço da doença no país. “Surgiu há 10 anos, motivado pelo avanço do câncer de intestino no nosso país. O câncer colorretal é o terceiro mais comum no mundo e o segundo que mais mata. A escolha da cidade que vai ser o centro de todo o trabalho não é aleatória. Serão 70 médicos de todo o Brasil que vêm para a cidade de Seabra participar dessa ação. Esses médicos vão trabalhar juntos realizando os exames de colonoscopia”, explica.

    Além da assistência direta à população, o mutirão também deixa um legado científico e educacional. Estudantes de medicina auxiliarão na coleta de dados para a produção de trabalhos científicos. À noite, a programação inclui seminários voltados à população, agentes comunitários de saúde e médicos da região, ampliando o alcance da informação e fortalecendo a prevenção.

    Cerca de 900 mil mortes por ano

    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica indicam que o câncer colorretal resulta em cerca de 900 mil mortes anuais no mundo, atrás apenas do câncer de pulmão. No Brasil, a doença é o segundo câncer mais comum entre homens e mulheres, com 45.630 novos casos por ano.

    A mortalidade por câncer colorretal deve crescer 36,3% nos próximos 15 anos no país, segundo o 9º volume do boletim da Fundação do Câncer. O aumento dos óbitos entre os homens poderá chegar a 35% até 2040 e, entre as mulheres, a 37,63%. Apesar dos números expressivos, o diagnóstico precoce altera significativamente esse cenário. Quando identificado em fase inicial, o câncer colorretal apresenta taxa de cura superior a 90%.

    Fotos: Leonardo Rattes/Saúde GovBA