Dia: 3 de março de 2026

  • Governo pode enviar projeto com urgência se escala 6×1 não avançar

    Governo pode enviar projeto com urgência se escala 6×1 não avançar

    Prioridade é a redução de jornada, diz Luiz Marinho

    O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse hoje (3), em São Paulo, que o governo poderá enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho, como o fim da escala 6×1 e a redução de horas semanais, não caminhem na”velocidade desejada”.

    A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.

    “Tem um debate importante com a direção das duas Casas [Câmara e Senado]. O presidente [da Câmara] Hugo Motta assumiu conosco de tocar as duas coisas: as PECs [Proposta de Emenda à Constituição] que estavam lá e também os projetos de lei [PL] vigentes que estão tramitando na Casa. Evidentemente que o PL pode ter uma velocidade maior que o da PEC. Mas o governo não descarta, a depender da conversa entre o presidente Hugo Mota e o presidente Lula, de mandar um projeto de lei em urgência. Se as coisas não caminharem na velocidade desejada, nós podemos encaminhar um projeto de lei com urgência que, acredito, seria a possibilidade dela evoluir”, disse o ministro, durante entrevista coletiva em que divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Uma das PECs que tramitam atualmente no Congresso aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos – e diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras. Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

    Durante entrevista a jornalistas, Marinho disse considerar viável o fim da jornada 6×1, mas ressaltou que a prioridade do governo é a redução de jornada que, em sua visão, já deveria ter ocorrido.

    “Nesta fase, acredito sinceramente que é plenamente possível reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. E, portanto, isso pode levar à condição de acabar com a escala 6×1, que é o grande sonho de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, em particular do comércio e serviço.”

    Ele também reiterou que não há discussão atualmente no governo sobre compensações fiscais às empresas como contrapartida para a mudança. Para ele, “o pressuposto para a compensação é o aumento da produtividade”.

    “Não faz sentido, na minha opinião, pensar em incentivos fiscais para a questão [da redução] da jornada parcial”, disse o ministro.

    “É preciso que o mundo empresarial, os trabalhadores e suas representações colaborem no sentido de melhorar o ambiente do mundo do trabalho. Se você evitou acidente, evitou doenças, você vai aumentar a produtividade. Se você investir em tecnologia, você vai garantir o aumento da produtividade. E o Brasil precisa melhorar a produtividade”, afirmou.

    Caged
    Em janeiro, o Brasil apresentou saldo positivo de 112.334 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Caged. O resultado foi obtido com a admissão de 2.208.030 pessoas e 2.095.696 desligamentos.

    Apesar do balanço positivo, este foi o pior janeiro desde 2024, com saldo de 173.127 novos postos de trabalho. Segundo o ministro, a queda que vem sendo observada ocorre por causa dos juros altos (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano.

    “Cantamos essa bola desde 2004. O ritmo do juro praticado [em patamar elevado] ia levar a uma diminuição da velocidade [da criação de novos empregos]. Então, o que aconteceu foi uma diminuição da velocidade”, explicou.

    Segundo o Caged, quatro setores tiveram um desempenho positivo em janeiro, com destaque para o da indústria, que teve um saldo positivo de 54.991 postos de trabalho. Em seguida aparece o da construção, com 50.545 de saldo; serviços (40.525) e agropecuária (23.073). Já o setor de comércio teve um desempenho negativo, com saldo de -56.800 postos de trabalho.

    No acumulado de doze meses (entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026), o saldo de novos vínculos celetistas foi de 1.228.483.

    Salário
    O Caged apontou ainda que o salário médio real de admissão em janeiro deste ano foi de R$ 2.289,78, o que representou uma variação positiva de R$ 77,02 em relação a dezembro do ano passado.

    Agência Brasil

  • ONU pede proteção de civis e apuração rápida de ataque a escola no Irã

    ONU pede proteção de civis e apuração rápida de ataque a escola no Irã

    Mais de 150 estudantes morreram e pelo menos 90 ficaram feridas
    O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou nesta terça-feira (3) a escalada dos conflitos entre Israel, Estados Unidos e Irã e pediu a adoção de “todas as medidas possíveis” para proteger civis. Türk destacou o ataque a uma escola primária em Minab, no sul do Irã, que matou dezenas de meninas, e pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido.

    “Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Apelamos para que tornem públicas as conclusões e assegurem responsabilização e reparação às vítimas”, afirmou a porta-voz do alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.

    No sábado (28), os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando mais de 150 estudantes mortas, segundo a agência estatal iraniana Irna. Mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias.

    Além da proteção dos civis, o alto comissário pediu o retorno à mesa de negociações, que, segundo ele, é a única maneira de “pôr fim às mortes, à destruição e ao desespero”.

    “O alto comissário implora a todas as partes que recuperem o bom senso e ponham fim a essa violência. Ele conclama os Estados a defenderem e respeitarem a Carta das Nações Unidas, o direito internacional dos direitos humanos e o direito internacional humanitário”, afirmou Ravina Shamdasani.
    Agência Brasil

  • Agro cresce 11,7%, impulsiona PIB e ganha participação na economia

    Agro cresce 11,7%, impulsiona PIB e ganha participação na economia

    Setor respondeu por um terço da expansão de 2025
    A agropecuária foi o grande destaque da economia brasileira em 2025. O setor cresceu 11,7% na comparação com 2024, o que impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país no ano passado.

    O desempenho fez com que a agropecuária representasse praticamente um terço (32,8%) da expansão de 2,3% que a economia brasileira teve no ano passado.

    Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Depois da agropecuária, a atividade econômica que mais contribuiu para o avanço do PIB anual foi a indústria extrativa, com salto de 15,3%. Ou seja, a participação da agropecuária foi mais que o dobro da segunda atividade de maior peso no crescimento.

    Ganho de participação
    A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destaca que a agropecuária conseguiu ser o principal motor do PIB mesmo tendo participação de apenas 7% na economia brasileira.

    “Apesar de ser uma atividade que não pesa tanto no PIB, a agropecuária cresceu tanto que foi a que contribuiu mais para o crescimento. Realmente chamou bastante atenção”, avalia Palis.

    Tal expansão, inclusive, fez o setor ganhar maior participação. Em 2024, o agro tinha peso de 6,7%, índice que fechou 2025 em 7,1%.

    Apesar do aumento de seu peso na economia brasileira, essa fatia já foi maior em anos recentes. Em 2021, a participação da agropecuária ficou em 7,7%. Em 2010 era apenas 4,8%.

    A atividade econômica com maior peso no PIB brasileiro em 2025 continuou a ser a de serviços, com 69,5%. Em 2024, o setor representava 68,9%.

    Na sequência, figura a indústria extrativa, que recuou de 24,4% para 23,4% na passagem de 2024 para 2025. Palis explica que a queda de participação é explicada pelo recuo do preço internacional do petróleo no ano passado.

    Força da lavoura
    A analista Rebeca Palis explica que o desempenho da agropecuária é resultado, principalmente, da agricultura.

    “A gente teve um ano recorde de safra de soja e milho, e essas safras têm um peso muito grande no primeiro trimestre”, cita.

    “Depois caiu um pouquinho, mas se vocês forem ver a média do ano, em relação à média do ano anterior, tem um crescimento bastante significativo”, completa.

    Segundo Palis, a soja e o milho representam cerca de 45% da lavoura nacional.

    “A gente teve uma safra muito alta também de laranja, e todas essas atividades também com o crescimento da produtividade”, acrescenta a pesquisadora do IBGE.

    Crescimento de produção agrícola em 2025:

    Soja: 14,6%
    Milho: 23,6%
    Laranja: 28,4%
    Apesar do destaque da agricultura, Palis ressalta que parte da pecuária também teve crescimento importante, principalmente bovinos e leite.

    Projeção para 2026
    Em um boletim publicado logo após a divulgação do IBGE, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estima que 2026 deve ter crescimento de 2,3%, ritmo similar ao observado em 2025.

    “A expectativa é de desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços”, aponta o texto.

    “A menor produção esperada de milho e arroz, bem como o menor abate de bovinos, devido à reversão do ciclo, devem limitar a expansão do setor agropecuário em 2026, apesar da perspectiva de nova colheita recorde de soja”, assinalam os técnicos do Ministério da Fazenda.
    Agência Brasil

  • Auxiliar do Camboriú, Matheus Batista celebra classificação na Taça Acesc e mira final com o Criciúma

    Auxiliar do Camboriú, Matheus Batista celebra classificação na Taça Acesc e mira final com o Criciúma

    O Camboriú vai disputar a final da Taça Acesc 70 anos. A classificação foi confirmada no último sábado (28), com a vitória nas semis sobre o Avaí, por 1 a 0. Agora, a equipe enfrenta o Criciúma para definir o campeão do torneio, que ocorre de forma paralela ao Campeonato Catarinense e dá uma vaga na Copa do Brasil de 2027 ao seu vencedor.

    Auxiliar técnico do Cambura, Matheus Batista valoriza o feito do time. “Essa classificação é reflexo de um trabalho sério e de um grupo muito comprometido com o projeto do clube. Ficamos felizes pela postura da equipe, a maturidade e a capacidade de competir em alto nível. Os atletas estão de parabéns”, destacou o profissional, de 35 anos.

    Camboriú e Criciúma se enfrentam nesta quarta-feira (4), no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela ida da decisão da Taça Acesc. A partida de volta está marcada para sábado (7), no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma.

    “O nosso maior desafio agora é seguir surpreendendo, sem abrir mão da organização, da intensidade e da coragem para jogar. Esse grupo já mostrou que pode ir além do que muitos imaginavam, e a final é mais uma oportunidade de provar que o Camboriú construiu um caminho sólido para estar nesse tipo de jogo”, finalizou Matheus Batista.

    Mais sobre Matheus Batista

    Natural de Imbituba (SC), Matheus Batista chegou ao Camboriú em 2025 e integrou a comissão técnica na disputa da Copa Santa Catarina. Na sequência, participou de toda a pré-temporada do clube, que teve parte da preparação realizada em Portugal. De volta à elite do Campeonato Catarinense, o Cambura garantiu a permanência na primeira divisão, conquistou uma vaga na Série D de 2027 e foi semifinalista do estadual. Agora, busca confirmar presença na Copa do Brasil através da Taça Acesc.

    Aos 35 anos, o auxiliar técnico é formado em Educação Física (Licenciatura e Bacharelado), com duas pós-graduações na área de treinamento esportivo e futebol/futsal, além de possuir a Licença B da CBF para treinadores. Antes de chegar ao Camboriú, Matheus trabalhou em equipes como Atlético Tubarão, Hercílio Luz e Barra em Santa Catarina, e Rio Preto e Penapolense no futebol paulista.

  • Diagnóstico confirma ruptura de ligamento e Rodrygo está fora da Copa do Mundo de 2026, diz jornal

    Diagnóstico confirma ruptura de ligamento e Rodrygo está fora da Copa do Mundo de 2026, diz jornal

    Exames médicos realizados na manhã desta terça-feira, (3), detectaram uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito do atacante Rodrygo, do Real Madrid. De acordo com informações publicadas pelo jornal espanhol Marca, a gravidade da contusão retira o jogador do restante da temporada europeia e da disputa da Copa do Mundo de 2026.

    O incidente ocorreu durante a partida contra o Getafe, pouco tempo após o brasileiro entrar em campo no segundo tempo. Rodrygo retornava aos gramados após quase um mês de afastamento devido a uma tendinite. Durante uma disputa na lateral do campo, o joelho do atacante ficou preso ao gramado. Apesar do incômodo, o camisa 11 permaneceu no jogo até o apito final, mas as avaliações iniciais feitas ainda no vestiário indicaram a necessidade de exames complementares que ratificaram a ruptura ligamentar.

    A ausência de Rodrygo agrava uma crise de opções ofensivas para o técnico Álvaro Arbeloa e sua comissão técnica. Com a confirmação da lesão, o Real Madrid conta atualmente com apenas dois atacantes disponíveis para o próximo compromisso contra o Celta de Vigo: Vinícius Júnior e o jovem Gonzalo García. O setor enfrenta outras baixas importantes, como o francês Kylian Mbappé, que permanece em recuperação médica, e o meia-atacante Mastantuono, que cumpre suspensão automática após receber um cartão vermelho.

    O departamento médico do clube madrilenho planeja os próximos passos para a intervenção cirúrgica necessária no joelho do atleta. A recuperação para este tipo de lesão costuma demandar um período de afastamento prolongado, impossibilitando qualquer tentativa de retorno antes do encerramento das competições oficiais de 2026. Ainda de acordo com o Marca, a notícia repercutiu nos bastidores da Seleção Brasileira, que contava com o jogador como um dos nomes centrais para o esquema tático do mundial.

    A 100 dias do início da Copa do Mundo, já é sabido que Rodrygo desfalcará a Seleção Brasileira. O jogador vinha consolidando sua posição como titular e referência técnica no ataque, ao lado de Vinicius Júnior, Matheus Cunha e Estêvão.

    O Real Madrid e a Confederação Brasileira de Futebol devem manter a colaboração nas etapas de fisioterapia e reabilitação do atacante após o procedimento cirúrgico. O foco do atleta agora se volta para o longo processo de recuperação nas instalações de Valdebebas.
    Bahia Notícias

  • Entenda relação entre a causa palestina e a guerra contra o Irã

    Entenda relação entre a causa palestina e a guerra contra o Irã

    EUA e Israel querem cortar apoio do Irã ao Eixo da Resistência

    O ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 inaugurou uma nova fase do conflito no Oriente Médio em torno dos territórios palestinos. Para alguns analistas, os ataques contra o Irã são também consequência da guerra na Faixa de Gaza e da colonização da Cisjordânia, ainda que indiretamente.

    Os governos de Israel e dos Estados Unidos (EUA) estariam aproveitando as fragilidades econômicas do Irã, motivadas em parte pelas sanções ocidentais, e os rachas políticos internos, evidenciados em protestos violentos no início do ano, para cortar o apoio ao Eixo da Resistência, dado por Teerã.

    Tal eixo é formado por grupos armados que resistem à política de Israel e dos EUA no Oriente Médio, como Hezbollah, Hamas ou os Huthis no Iêmen. A queda do governo de Bassar al-Assad na Síria, após 13 anos de guerra financiada por potências estrangeiras, também teria sido uma consequência da intensificação da guerra contra o Eixo da Resistência, uma vez que a Síria era uma aliada do Irã.

    O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo (SP) Bruno Huberman afirmou à Agência Brasil que as agressões contra o Irã são uma das consequências do 7 de Outubro, porque Teerã é a principal força de oposição a política de Washington e Tel-Aviv no Oriente Médio.

    “A solidariedade com a causa palestina sempre esteve no centro do projeto político iraniano desde 1979 [Ano da Revolução Iraniana]. Isso é uma das razões pelas quais o Irã tem sido confrontado.”

    Para o especialista, o Irã tem forte relevância para a questão palestina e para os grupos islâmicos de resistência armada que buscam revolução armada e libertação nacional radical na Palestina.

    Huberman acrescenta que a queda do Irã permitirá que os EUA e Israel reorganizem o Oriente Médio “como bem entendem”. Para ele, o conflito facilita o avanço da anexação da Cisjordânia por Israel.

    “Desde o cessar-fogo em Gaza, Israel tem avançado de forma significativa na colonização e na anexação de território na Cisjordânia. E, durante essa guerra no Irã, isso deve se fortalecer.”

    No mês passado, Israel aprovou novas regras para compra de terras palestinas por israelenses na Cisjordânia, medida denunciada como tentativa de avançar sobre o território palestino. Em 2025, pelo menos 40 mil palestinos foram expulsos de suas residências na região.

    Mudança de cenário
    Por outro lado, o professor avalia que a queda de Teerã não inviabiliza a causa palestina, apesar de mudar o cenário. “O Irã se envolveu mais no apoio à luta armada, assim como o Catar, enquanto outros países apoiam projetos humanitários, de desenvolvimento, ou só de forma retórica.”

    Os grupos xiitas Hezbollah, no Líbano, e os Huthis, do Iêmen, são exemplos de grupos armados do Eixo da Resistência, apoiados pelo Irã, que se lançaram em ataques contra Israel em apoio à Gaza.

    People run as a missile hits a building, following an escalation between Hezbollah and Israel amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Tyre, Lebanon, in this screen grab obtained from a social media video released March 2, 2026. Social Media/via REUTERS THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. MANDATORY CREDIT. NO RESALES. NO ARCHIVES.

    Verification:
    -Buildings, shopfronts, road layout and petrol station matched file and satellite imagery
    -Exact time could not be verified
    -However, Israel said it launched a wave of strikes in southern Lebanon on Monday (March 2)
    -No older versions of the video found before Monday (March 2)
    Pessoas correm no Líbano, após ataques entre Hezbollah e Israel em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã. Reuters – Proibido reprodução
    Direito internacional
    Para outros analistas, não é possível traçar uma relação direta entre o 7 de Outubro e as agressões contra o Irã, ainda que os dois acontecimentos estejam de alguma forma conectados. É o que defende a professora Rashmi Singh, da pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais.

    Para ela, a ação israelense em Gaza e na Cisjordânia serviu para normalizar, pelos países ocidentais, a aplicação seletiva do direito internacional.

    Rashmi cita, como exemplos, “o genocídio na Palestina, os bombardeios ilegais de hospitais, escolas, universidades, igrejas, mesquitas e outras infraestruturas civis” por parte de Israel, assim como “atos terroristas [de Israel] em outros países – como os ataques com pagers no Líbano –, que foram saudados pelo Ocidente não como terrorismo, mas como ‘estrategicamente brilhantes por parte de Israel’”.

    A professora da PUC de Minas acrescenta que todas essas violações do direito internacional ocorreram com o silêncio ou cumplicidade dos países europeus e norte-americanos.

    “Os ataques ilegais ao Irã, há oito meses, também foram elogiados. Portanto, a Palestina não está diretamente relacionada aos ataques ao Irã, mas estabeleceu o padrão do que é permitido nas relações internacionais. Estabeleceu o cenário para o que está acontecendo no Irã”.

    Rashmi Singh acrescenta que, apesar do apoio que o Irã fornece aos grupos de resistência palestinos, a causa palestina não depende exclusivamente do Irã, “ou de qualquer outro ator externo”. “O apoio externo é um fator, mas não é o único”, destacou.

    24/10/2023, Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas, durante entrevista a TV Assembleia MG. Foto: Frame/TV Assembleia MG
    Rashmi Singh, professora da PUC Minas, analisa consequências do conflito EUA-Irã. Frame/TV Assembleia MG
    Ao mesmo tempo, a professora alerta que Israel tem usado a guerra para “expandir seu roubo territorial ilegal de terras palestinas”.

    “Gaza foi completamente isolada novamente – contrariando o acordo de cessar-fogo – e os colonos, israelenses, na Cisjordânia estão ocupados aterrorizando os palestinos, matando e assediando, com o apoio total das Forças de Defesa de Israel.”

    Influencia o contexto
    Ao mesmo tempo, há analistas que atribuem uma influência do 7 de Outubro ao contexto geral do Oriente Médio, sem que o ataque do Hamas possa explicar, sozinho, a decisão de Israel e dos EUA de atacarem o Irã.

    Essa é a avaliação da professora de relações internacionais do Ibmec SP, Karina Stange Caladrin, que também é assessora do Instituto Brasil-Israel.

    “Desde 2023, a guerra em Gaza ‘regionalizou’ a dinâmica de segurança: Israel passou a tratar o chamado eixo de resistência – Hamas, Hezbollah, Houthis e milícias aliadas – como um tabuleiro integrado, e o Irã como o principal patrocinador, financeira, militar e politicamente, dessa rede.”

    Caladrin acrescenta que, nesse contexto, a guerra em Gaza e a escalada dos conflitos na Cisjordânia criaram incentivos para ampliar a pressão contra Teerã. Para ela, a guerra contra o Irã também tira a agenda palestina do noticiário e corta parte do respaldo que grupos palestinos recebem do Irã.

    “Paradoxalmente, uma escalada maior pode radicalizar narrativas, aumentar polarização e ampliar a mobilização transnacional em torno da Palestina, mas isso não se traduz automaticamente em ganhos políticos concretos para Gaza e Cisjordânia”, acrescentou.

    Por outro lado, Karina Caladrin pondera que, caso o regime do Irã sobreviva, o mais provável é que reafirme seu papel regional. “O que, de novo, não equivale a avanços políticos palestinos; pode significar apenas que a causa continua ‘útil’ como símbolo em uma competição geopolítica mais ampla.”

    A causa palestina
    Costuma-se fixar o início do conflito israel-palestino à criação do Estado de Israel, ainda em 1948. Naquele ano, ocorre a Nakba – catástrofe, em árabe – do povo palestino, quando mais de 700 mil palestinos são expulsos da suas terras, e cerca de 450 vilas são destruídas.

    Esses acontecimentos dariam início à “causa palestina”, como a conhecemos hoje, que é a defesa do retorno dos refugiados à suas casas e o estabelecimento da independência e criação do Estado Palestino.

    Em oposição, Israel rejeita qualquer medida que resulte na criação de um Estado Palestino em suas fronteiras, conforme exige o direito internacional e a maioria dos países do mundo.

    Agência Brasil

  • A um mês da Repescagem Mundial, boliviano Diego Medina celebra bom momento na Europa e mira vaga na Copa de 2026

    A um mês da Repescagem Mundial, boliviano Diego Medina celebra bom momento na Europa e mira vaga na Copa de 2026

    O boliviano Diego Medina vive uma fase positiva no futebol europeu. Presente em 19 jogos do CSKA 1948 na Parva Liga, a primeira divisão da Bulgária, o lateral-direito é capitão e uma das lideranças do time, e vem de assistência na vitória por 2 a 0 sobre o Slavia Sofia, na última sexta-feira (27).

    A boa atuação marca o início de uma “contagem regressiva” para o jogador. A menos de um mês do Torneio Classificatório para a Copa do Mundo de 2026, Medina aparece como destaque de uma geração que busca colocar a Bolívia em seu primeiro Mundial desde 1994.

    No próximo dia 26 de março, “La Verde” enfrenta o Suriname no México. Em caso de classificação, a seleção boliviana terá pela frente um duelo com o Iraque, que definirá quem vai disputar a Copa do Mundo de Canadá, Estados Unidos e México.

    “Sabemos da responsabilidade que carregamos. Ver a Bolívia em uma Copa do Mundo é o sonho de todo o país. Temos um grupo jovem, mas muito comprometido, que acredita no trabalho e no processo que vem sendo construído em busca dessa classificação”, ressaltou o atleta, de 24 anos.

    Enquanto a repescagem não chega, Medina foca as atenções em ajudar o CSKA 1948. O lateral vive a primeira temporada pela equipe, após destaque no futebol boliviano com a camisa do Always Ready.

    “Tenho trabalhado muito para manter esse bom momento aqui na Bulgária. Feliz por ajudar o time e conseguir evoluir em um futebol tão competitivo”, concluiu o jogador.

  • Caged: Brasil tem saldo de 112,3 mil postos de trabalho em janeiro

    Caged: Brasil tem saldo de 112,3 mil postos de trabalho em janeiro

    Destaque do mês foi a indústria, que gerou 54.991 postos de trabalho
    Dados divulgados hoje (3) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que, em janeiro, o Brasil apresentou um saldo de 112.334 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. O resultado foi obtido com a admissão de 2.208.030 pessoas e 2.095.696 desligamentos. O Caged é um indicador que mede a diferença entre contratações e demissões.

    Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o destaque do mês foi a indústria, que gerou 54.991 postos de trabalho.

    Os dados trazem ajustes, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores e que são retificadas pelo ministério.

    Setores
    Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em janeiro. Apenas o comércio apresentou queda de 56.800 postos, devido a sazonalidade. Os demais tiveram aumentos.

    Serviços: 40.525 postos

    Comércio: – 56.800 postos

    Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 54.991 postos

    Construção civil: 50.545 postos

    Agropecuária: 23.0373

    Regiões e estados
    Em janeiro foram registrados saldos positivos em 18 das 27 unidades federativas , com destaque para Santa Catarina, com 19 mil postos de trabalho, seguido por Mato Grosso, com 18.731, e Rio Grande do Sul, com 18.421.

    Agência Brasil

  • Câmara aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

    Câmara aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

    Texto segue agora para sanção presidencial
    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o Projeto de Lei 2158/23, que autoriza a instalação de um setor de farmácias no interior de supermercados – desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.

    A proposta agora segue para sanção presidencial.

    Para o relator, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a medida facilita o acesso da população a drogarias, sobretudo em cidades de pequeno porte.

    “Existem dificuldades de acesso enfrentadas pelos consumidores que residem em pequenos municípios, nas regiões mais remotas do Brasil, devido à ausência de farmácias nesses locais”, argumentou o parlamentar.

    Já para a deputada Maria do Rosário (PT-RS) a medida, além de representar um risco e um incentivo à automedicação, cede aos interesses da indústria farmacêutica.

    “A pessoa que pega o medicamento vai pegar também pão”, disse. “É um absurdo. É ceder ao interesse e lobby dos segmentos vinculados aos grandes laboratórios”, completou.

    Entenda
    De acordo com o texto, embora a farmácia em questão possa operar sob a mesma identidade fiscal do supermercado ou por meio de contrato com drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, ela terá que seguir as mesmas exigências sanitárias e técnicas vigentes, incluindo:

    presença obrigatória de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia;
    dimensionamento físico e estrutura de consultórios farmacêuticos;
    recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade adequados;
    rastreabilidade, assistência e cuidados farmacêuticos.
    O projeto de lei restringe a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.

    Controle especial
    Em casos de compra de medicamentos de controle especial, quando há retenção da receita médica, o texto determina que a entrega do remédio só aconteça após o pagamento.

    Tais medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento da drogaria até o local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e identificável.

    Comércio eletrônico
    O projeto permite às farmácias licenciadas e registradas pelos órgãos competentes contratarem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.

    Categoria
    Em nota, o Conselho Federal de Farmácia avaliou que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados reduz danos, mantendo as exigências sanitárias já previstas no Senado, além de atender a pontos classificados como centrais e defendidos pela entidade.

    “O parecer aprovado reafirma que a instalação de farmácias em supermercados somente poderá ocorrer se forem farmácias completas, com espaço físico segregado, presença obrigatória de farmacêutico responsável técnico, cumprimento integral das normas sanitárias e fiscalização sanitária.”

    O comunicado reforça que, conforme o texto, não há autorização para venda de medicamentos em gôndolas ou caixas comuns de supermercado.

    “Além disso, foram rejeitadas emendas que previam assistência farmacêutica remota em pequenos municípios, preservando a exigência de presença física do farmacêutico”.

    “O debate em Plenário concentrou-se na necessidade de equilibrar acesso, concorrência e proteção à saúde pública. Com a manutenção das exigências estruturais e da presença obrigatória do farmacêutico, o texto aprovado mantém o modelo sanitário defendido pelo conselho”, concluiu a entidade.

    Contraponto
    Dias antes da aprovação, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) recomendou a rejeição de qualquer proposta legislativa que disponha sobre a venda de medicamentos em supermercados.

    “O projeto autoriza supermercados e estabelecimentos similares a dispensarem medicamentos isentos de prescrição, o que, pela avaliação do plenário do CNS, pode desencadear interesses comerciais acima do cuidado à saúde das pessoas, do acesso racional e seguro dos medicamentos e à segurança e o bem-estar da população”, avaliou a entidade em nota.

    Em dezembro, o Ministério da Saúde também se posicionou contrário ao texto. Para a pasta, a medida compromete o alcance do eixo estratégico 13 da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que prevê a promoção do uso racional de medicamentos, por intermédio de ações que orientem a prescrição, a dispensação e o consumo.

    “Medicamentos, mesmo aqueles isentos de prescrição, possuem riscos. Seu uso sem orientação adequada pode levar a diversos problemas como a automedicação inadequada, resultando em interações medicamentosas, intoxicações, agravamento de doenças não diagnosticadas e mascaramento de sintomas importantes. Essa prática dificulta o tratamento adequado podendo colocar em risco a saúde do cidadão, comprometendo a saúde pública”.
    Agência Brasil

  • Flamengo demite Filipe Luís e encaminha contratação do português Leonardo Jardim, ex-Cruzeiro

    Flamengo demite Filipe Luís e encaminha contratação do português Leonardo Jardim, ex-Cruzeiro

    O Flamengo oficializou a saída do técnico Filipe Luís do comando da equipe profissional na madrugada desta terça-feira (3). O desligamento ocorreu poucas horas após a vitória do time rubro-negro por 8 a 0 sobre o Madureira, resultado que garantiu a classificação para a final do Campeonato Carioca.

    Informações da repórter Monique Danello, da TNT Sports Brasil, dão conta de que a decisão foi comunicada ao treinador em uma reunião com o diretor de futebol José Boto, pegando o profissional de surpresa após o encerramento da partida no Maracanã.

    Junto com o treinador, deixam o clube o auxiliar técnico Ivan Palanco e o preparador físico Diogo Linhares. O clube manifestou seu posicionamento por meio de uma nota em seus canais oficiais.

    “O Flamengo agradece ao ex-atleta e técnico Filipe Luís por tudo o que foi conquistado e compartilhado nesta jornada. O clube deseja sucesso e muita sorte na continuidade de sua trajetória profissional”, publicou a agremiação em seu site oficial, encerrando um ciclo que contabilizou 101 jogos, com 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas.

    A interrupção do trabalho acontece após um período de instabilidade nos torneios de tiro curto deste início de 2026. Sob a gestão de Filipe Luís, o Flamengo acumulou dois vice-campeonatos recentes: a Supercopa Rei, diante do Corinthians, e a Recopa Sul-Americana, para o Lanús. A justificativa interna para as oscilações residia no desgaste físico do elenco principal, que enfrentou uma pré-temporada curta devido à necessidade de antecipar o retorno dos titulares após resultados negativos da equipe alternativa no estadual.

    Apesar da saída recente, Filipe Luís encerra sua passagem com um currículo de seis títulos no time principal, incluindo Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Nas divisões de base, o profissional também registrou conquistas como o Mundial Sub-20 em 2024. O desempenho ofensivo da equipe sob seu comando registrou 183 gols marcados e 68 sofridos ao longo da trajetória no cargo.

    A diretoria do Flamengo já trabalha com um nome para a sucessão no banco de reservas. Informações dos jornalisas Bruno Braz, Igor Siqueira e Valentin Furlan, do UOL Esporte, indicam que o presidente Luiz Eduardo Baptista se reuniu com o técnico português Leonardo Jardim antes mesmo da goleada sobre o Madureira. O interesse no ex-treinador do Cruzeiro e do Monaco é antigo e ganhou força após a derrota para o Lanús na última quinta-feira, quando a cúpula flamenguista decidiu pela mudança na comissão técnica.

    Leonardo Jardim possui um histórico de títulos em diferentes centros do futebol mundial, com destaque para a conquista do Campeonato Francês na temporada 2016/17, quando interrompeu a sequência de troféus do Paris Saint-Germain. O treinador também soma passagens vitoriosas pela Grécia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A expectativa é que as negociações avancem ao longo do dia para que o novo comandante assuma a equipe antes das partidas decisivas do Campeonato Carioca e da retomada do Campeonato Brasileiro.
    Bahia Notícias