Dia: 4 de março de 2026

  • Área ocupada por favelas quase triplicou em 40 anos no Brasil

    Área ocupada por favelas quase triplicou em 40 anos no Brasil

    São Paulo, Manaus e Belém são as cidades com maior extensão de favelas
    As favelas brasileiras cresceram e ocuparam uma área de 92,3 mil hectares nos últimos 40 anos, aponta o Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no Brasil, do Mapbiomas, divulgado nesta quarta-feira (4).

    De acordo com o estudo, as favelas quase triplicaram de tamanho em quatro décadas, e se tornaram 2,75 vezes maiores, enquanto as cidades, de forma geral, cresceram 2,5 vezes.

    O aumento foi observado entre os anos de 1985 e 2024, quando a área urbana de favelas saltou de 53,7 mil hectares para 146 mil hectares.

    Manaus foi a cidade brasileira em que as favelas mais cresceram em extensão se comparadas aos outros territórios urbanos nesse período. A área ocupada pelas favelas da capital amazonense aumentou 2,6 vezes.

    O estudo revelou ainda que a dinâmica de crescimento das favelas foi mais intensa nas regiões metropolitanas do país, que em 2024, abrigavam 82% das áreas urbanizadas em favelas.

    O geógrafo e coordenador do Mapiomas, Júlio Pedrassoli, considera que o crescimento mais acelerado das áreas de favelas em comparação com a média nacional e sua forte concentração em regiões metropolitanas sugerem uma tendência conhecida e preocupante.

    “As metrópoles concentram muita riqueza, mas também intensificam problemas estruturais. Frente às mudanças climáticas em curso, se acende um sinal de alerta”, reforça Pedrassoli.

    As regiões metropolitanas que abrigam as maiores áreas urbanizadas em favelas são as de São Paulo (SP), Manaus (AM) e Belém (PA), com territórios de 11,8 mil hectares, 11,4 mil hectares e 11,3 mil hectares, respectivamente.

    No recorte por favela, o Distrito Federal abriga as que mais cresceram no período entre 1985 e 2024. Esse crescimento posicionou as favelas Sol Nascente e 26 de Setembro em primeiro e segundo lugares das maiores favelas do Brasil, com 599 hectares e 577 hectares.

    Segurança hídrica
    As cidades brasileiras também ocuparam mais áreas ameaçadas pela disponibilidade de água para abastecimento das populações nos últimos.

    De acordo com os pesquisadores, 25% das áreas naturais que foram urbanizadas estão localizadas onde a capacidade de abastecimento hídrico é crítica. Essas áreas somam cerca de 167,5 mil hectares.

    Ao todo, esse montante inclui territórios em 1.325 municípios brasileiros, sendo que a cidade do Rio de Janeiro é a que concentra a maior área urbanizada em condições mínimas de segurança hídrica.

    Na capital fluminense 7,6 mil hectares a mais foram urbanizados em áreas nessas condições ao longo de 40 anos.

    “Existe um descompasso entre o crescimento das cidades e a disponibilidade de água. O fato de 1.325 municípios terem ampliado sua mancha urbana nessas condições revela que o problema é estrutural e nacional. Não é apenas uma questão de risco”, conclui Pedrassoli.

    Agência Brasil

  • Minas Gerais tem maior área urbana em encostas íngremes no país

    Minas Gerais tem maior área urbana em encostas íngremes no país

    Juiz de Fora é a 3ª cidade com maior ocupação de terrenos inclinados
    Minas Gerais é o estado brasileiro com a maior área urbanizada em alta declividade, isto é, construída em encostas íngremes que oferecem risco aos moradores. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo MapBiomas, no Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no Brasil.

    No estado, onde fortes chuvas deixaram 72 pessoas mortas e um desaparecido na semana passada, há quase 14,5 mil hectares de área com pessoas vivendo em locais de risco.

    Cada hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, área maior que um campo de futebol profissional, que tem pouco mais de 7 mil metros quadrados.

    Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina também têm grandes áreas urbanizadas em terrenos inclinados, com mais de 8,5 mil ha; 8,1 mil ha e 3,7mil ha, respectivamente.

    Município mais atingido pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais, com 65 mortos, Juiz de Fora é a terceira cidade brasileira com maior área urbanizada em declive. Em 2024, a cidade tinha 1.256 hectares construídos onde a inclinação representa risco maior de deslizamento.

    As capitais Rio de Janeiro, com 1,7 mil hectares, e São Paulo, com 1,5 mil hectares, ocupam os primeiros lugares da lista.

    Risco cada vez maior
    Com dados sobre a ocupação de cidades nos últimos 40 anos, o estudo revela ainda que a ocupação de áreas de risco cresceu em ritmo mais acelerado do que a urbanização em geral.

    Enquanto as áreas urbanas no Brasil cresceram 2,5 vezes, o aumento de construções em terrenos inclinados mais que triplicou no mesmo período.

    Entre os anos de 1985 e 2024, a área urbanizada no país cresceu de 1,8 milhão de hectares (ha) para 4,5 milhões de hectares. Isso significa um crescimento anual equivalente a 70 mil hectares, ou o tamanho de uma cidade de médio porte.

    Já as áreas construídas em regiões com declividade acentuada e maior risco de erosão e deslizamento aumentaram de 14 mil hectares, em 1985, para 43,4 mil ha, em 2024.

    Na avaliação da coordenadora do estudo, Mayumi Hirye, o contexto das mudanças climáticas e os riscos causados pelos episódios extremos são fatores a serem considerados na expansão das cidades.

    “Afetam a todos, mas, em especial, incidem de forma mais dramática em áreas mais sensíveis e vulneráveis, cuja ocupação tem acontecido de forma mais acelerada do que o ritmo da urbanização total”, reforça.

    Drenagem
    A proximidade de rios e córregos, onde ocorre a drenagem natural das cidades, também é considerada um fator de maior exposição às enxurradas.

    Em 2024, os pesquisadores identificaram que 1,2 milhão de hectares de áreas urbanas no Brasil apresentam risco maior de inundação por essa característica.

    Entre os estados com o maior território urbano em risco pela proximidade de áreas de drenagem natural, o Rio de Janeiro liderava em 2024, com 108,2 mil hectares nessa situação.

    A ocupação de áreas com essa característica no território fluminense quase dobrou ao longo de 40 anos.

    Já em Rondônia, a construção em áreas próximas da drenagem natural mais que duplicou. Em 1985, havia 7,3 mil hectares de área urbanizada com essa característica e, em 2024, o total chegou a 18,8 mil hectares.

    Segundo o engenheiro ambiental do Mapbiomas, Edmilson Rodrigues, historicamente, as cidades se estabeleceram junto a corpos d’água, mas as mudanças climáticas aumentam o risco desse tipo de proximidade.

    “Diante do aumento do número de eventos extremos e do conjunto de funções cumpridas por áreas de várzea e planícies alagáveis, é importante monitorar a expansão de áreas urbanizadas em margens fluviais, buscando conservar o ambiente e a qualidade de vida da população”, conclui.
    Agência Brasil

  • Aposta do CE acerta dezenas da Mega e leva prêmio de R$ 158 milhões

    Aposta do CE acerta dezenas da Mega e leva prêmio de R$ 158 milhões

    Números sorteados foram: 18 – 27 – 37 – 43 – 47 – 53

    Uma aposta de Eusébio (CE) acertou sozinha as seis dezenas do concurso 2.979 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (3). O vencedor irá receber o prêmio de R$ 158.039.482,14.

    Os números sorteados foram: 18 – 27 – 37 – 43 – 47 – 53

    128 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 38.728,95 cada.

    7.902 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.034,09 cada.

    O próximo concurso irá distribuir um prêmio de R$ 45 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado na quinta-feira (5).

    Agência Brasil

  • PF deflagra 3ª fase da Operação Compliance Zero

    PF deflagra 3ª fase da Operação Compliance Zero

    Policiais cumprem quatro mandados de prisão preventiva
    A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF). Os policiais investigam “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

    A PF cumpre, desde cedo, quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos endereços ligados aos investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. “As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil”.

    O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.

    A medida tem por objetivo interromper “a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”, informou a PF.
    Agência Brasil