Dia: 13 de maio de 2026

  • Com prova noturna, 2ª Corrida da Classe Trabalhadora acontece no sábado

    Com prova noturna, 2ª Corrida da Classe Trabalhadora acontece no sábado

    A contagem regressiva para a 2ª Corrida da Classe Trabalhadora já começou. Promovida pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude de Camaçari (Sejuv), a iniciativa acontece no sábado (16), reunindo atletas, trabalhadores e entusiastas da prática esportiva em um momento de incentivo à saúde, integração e qualidade de vida.

    Com concentração marcada para às 18h, em frente ao Centro Universitário Famec (Unifamec), na Avenida Jorge Amado, a corrida contará com percurso de 5 km, passando por importantes pontos da cidade, como Assaí Atacadista, Reserva Camassarys e Avenida das Palmeiras, com retorno pela própria avenida até o ponto de chegada. Ao longo do trajeto, os participantes terão acesso a três pontos de hidratação.

    A competição contempla categorias masculina e feminina, distribuídas entre classificação geral, sindicato, faixas etárias e pessoas com deficiência (PcD), incluindo andantes e cadeirantes. Os três primeiros colocados de cada categoria receberão troféus, enquanto todos os atletas que concluírem a prova serão contemplados com medalha de participação.

    A entrega dos kits para os cerca de 2 mil inscritos será realizada no Horto Florestal de Camaçari, na quinta-feira (14), das 9h às 17h. No momento da retirada é necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de inscrição e 2 kg de alimento não perecível, dentro do prazo de validade e em boas condições de consumo. A retirada por terceiros será permitida mediante apresentação de cópia do documento oficial do participante inscrito e entrega da contrapartida solidária.

    O kit do atleta inclui camiseta oficial de uso obrigatório durante a prova e premiação, número de peito, chip descartável de cronometragem, neobag, além de medalha e kit lanche, que serão entregues após a corrida.

  • Estimulação precoce pode mudar trajetórias: por que os primeiros anos são decisivos na paralisia cerebral

    Estimulação precoce pode mudar trajetórias: por que os primeiros anos são decisivos na paralisia cerebral

    A fisioterapeuta Jamaica Araújo, fundadora da Espaço Kids, reforça que diagnóstico ágil e estímulos adequados podem transformar o prognóstico desde a infância
    Os primeiros anos de vida representam um período determinante para o desenvolvimento neurológico — especialmente em crianças com paralisia cerebral. Nessa fase, o cérebro apresenta elevada capacidade de adaptação, conhecida como neuroplasticidade, o que permite a reorganização de funções e a criação de novas conexões neurais diante de estímulos adequados.
    É justamente esse potencial que torna a estimulação precoce uma das estratégias mais relevantes no cuidado dessas crianças. “A intervenção nos primeiros anos não se limita à reabilitação. Estamos falando de ensinar o sistema nervoso a desenvolver caminhos alternativos para funções que foram comprometidas”, explica a fisioterapeuta Jamaica Araújo, fundadora da Espaço Kids.
    A paralisia cerebral é uma condição neurológica não progressiva que afeta movimento, postura e tônus muscular, podendo se manifestar em diferentes graus, desde quadros mais leves até limitações motoras importantes. Embora a lesão cerebral não evolua, as repercussões funcionais podem se agravar ao longo do tempo se não houver intervenção adequada.
    Estimativas atuais apontam que a prevalência da condição pode chegar a cerca de 3 casos a cada 1.000 crianças, e que, anualmente, até 10 mil bebês podem vir a ser diagnosticados com paralisia cerebral. Os números reforçam a importância de estratégias de identificação e intervenção precoces.
    Nesse cenário, a estimulação precoce atua diretamente na prevenção de deformidades, no ganho de funcionalidade e no estímulo ao desenvolvimento global. Abordagens como fisioterapia neurológica, terapia ocupacional e fonoaudiologia são fundamentais para trabalhar habilidades motoras, coordenação, comunicação e independência nas atividades diárias.
    “O acompanhamento multiprofissional permite intervenções integradas, respeitando as necessidades individuais de cada criança. Quando iniciamos cedo, conseguimos favorecer não apenas o desenvolvimento motor, mas também aspectos cognitivos, sociais e emocionais”, reforça Jamaica.
    Na prática, isso pode significar avanços importantes, como melhor controle postural, evolução na linguagem, maior interação com o ambiente e mais autonomia nas tarefas do dia a dia, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida da criança e de toda a família.
    Apesar dos avanços no diagnóstico e nas terapias, o início tardio do acompanhamento ainda é uma realidade frequente. A falta de informação, a dificuldade de acesso a serviços especializados e, em alguns casos, a demora na identificação dos sinais iniciais contribuem para esse cenário. Entre os principais sinais de alerta estão atraso no controle cervical, dificuldade para sentar ou engatinhar, alterações no tônus muscular (rigidez ou flacidez), movimentos involuntários e atraso no desenvolvimento da fala.
    “Mais do que tratar limitações, a estimulação precoce amplia possibilidades permitindo que cada criança desenvolva seu potencial dentro das suas particularidades e tenha mais oportunidades de participação, autonomia e inclusão ao longo da vida”, destaca a especialista.

    Clínica Espaço Kids
    Especializada no atendimento a crianças com deficiência, a Clínica Espaço Kids oferece um cuidado integrado que vai além das terapias convencionais. Em um ambiente acolhedor, profissionais de diversas áreas trabalham juntos para estimular o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social dos pequenos.

    Fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, musicoterapeutas, psicomotricistas e psicólogos unem esforços para criar planos personalizados que atendam às necessidades únicas de cada criança e adolescente.

    O diferencial da Espaço Kids está também no olhar atento às famílias. O suporte não termina com as sessões: a equipe promove orientação e acompanhamento contínuo, formando uma rede de apoio que ajuda pais e responsáveis a enfrentar os desafios do dia a dia com mais segurança e qualidade de vida.

  • Fim da “taxa das blusinhas” preocupa indústria; plataformas apoiam

    Fim da “taxa das blusinhas” preocupa indústria; plataformas apoiam

    Setor defende isonomia e plataformas falam em volta do poder de compra
    A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional.

    A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.

    Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.

    A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.

    Em nota, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou que a revogação amplia a desigualdade tributária entre produtos nacionais e importados. A entidade alertou para o risco de redução nas vendas do varejo brasileiro, sobretudo entre pequenas e médias empresas, diante da concorrência com produtos importados. De acordo com o IDV, a medida pode provocar queda na reposição de estoques, afetar a indústria nacional e levar ao fechamento de fábricas ou transferência de produção para países vizinhos.

    Segundo a entidade, após a criação da tributação sobre compras internacionais, o varejo registrou a abertura de 107 mil empregos no primeiro ano, além de aumento de investimentos e produtividade. “O fim do Imposto de Importação na venda cross border acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores”, concluiu o instituto.

    A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais.

    “É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit.

    A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

    A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode “penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”.

    A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.

    A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão.

    “Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

    Apoio das plataformas
    Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança.

    A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E.

    Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional.

    Fim da cobrança
    A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

    Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%.

    No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

    *Matéria alterada às 6h44 do dia 13/5 para incluir o posicionamento do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).

    Agência Brasil

  • Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 60 milhões

    Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 60 milhões

    Números sorteados são: 17 – 19 – 27 – 32 – 38 – 44
    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.007 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (12). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 60 milhões para o próximo sorteio.

    Os números sorteados são: 17 – 19 – 27 – 32 – 38 – 44

    89 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 23.778,68 cada
    5.035 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 692,83 cada

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    Apostas
    Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (14), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    Agência Brasil

  • Carol Santiago é ouro, o 37º pódio do país no Internacional de Berlim

    Carol Santiago é ouro, o 37º pódio do país no Internacional de Berlim

    Medalhista paralímpica subiu ao pódio outras três vezes na competição
    A equipe brasileira paralímpica garantiu mais 14 pódios – nove de atletas adultos e o restante de jovens – nesta terça-feira (12), último dia do Campeonato Alemão Internacional de natação, em Berlim. Ao todo, o país somou 37 medalhas durante os três dias de evento: entre adultos foram 11 ouros, cinco pratas e oito bronzes; e os jovens somaram oito ouros, quatro pratas e um bronze.

    O Brasil emplacou dobradinhas em quatro pódios. Nos 50 metros livre a medalhista paralímpica Carol Santiago, da classe S10 (comprometimento físico-motor) assegurou o quarto ouro dela na competição ao concluir os 50 metros livre com tempo de 26s98. A compatriota Mariana Gesteira (27s87), também S10, ficou com o bronze e a britânica Georgia Sheffield (27s01), da classe S14 (deficiência intelectual) completou o pódio com a prata.

    “É muito natural chegar no último dia depois de tantas provas se sentindo mais cansada. Mas consegui ajustar tudo o que eu precisava”, comemorou Santiago, que já vencera os 100m costas no domingo (10) e arrematou outros dois ouros na segunda (11), nos 100m livre e nos 50m costas.
    O segundo pódio duplo Amarelinho reuniu a paulista Beatriz Flausino, da classe S14 – ela ganhou com sobra a prova dos 50m peito como tempo de 23s68 – e a mineira Patrícia Pereira (56s93), da classe SB3 (comprometimento físico-motor), que foi bronze. A prata ficou com a italiana Monica Boggioni, da classe SB3.

    Outro pódio com dois brasileiros foi o da prova dos 400m livre. Bicampeão paralímpico, o catarinense Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor) venceu com o tempo de 4min59s45 e o carioca Thomaz Matera (4min36s80), da classe S11 (cegos) levou o bronze. A prata ficou com o britânico William Ellard (4min08s80).

    Após o bronze, Matera subiu ao topo do pódio após vencer os 50m livre em 26s26, superando o italiano Luca Da Prato (29s34), da classe S6. O britânico Mark Tompsett (24s34), da classe S14, foi bronze.

    “Muito bonito chegar a esta medalha de ouro. Fico muito feliz e satisfeito. Classifiquei em terceiro para a final e consegui nadar mais rápido agora para buscar este ouro, quando estava valendo mesmo”, disse Thomaz.

    O último pódio duplo brasileiro foi nos 50m borboleta, com a prata da catarinense Mayara Petzold (37s14), da classe S6, e o bronze da paranaense Laura Sanches (30s34). A vencedora da prova foi a britânica Poppy Maskill (27s68), da classe S14.

    O Campeonato Internacional de Berlim é disputado no formato multiclasse, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série.

    Pódios de jovens nadadores
    O dia foi bom para o paulista Enzo Rafael Martins, da classe S10 que enfileirou três medalhas: foi ouro nos nos 400m livre (tempo de 4min49s04), prata nos 50m livre (25s58) e prata nos 50m borboleta (29s87).

    Outros dois jovens paulistas garantiram o topo do pódio nesta terça (12): Aldrey de Oliveira, da classe S14, nos 50m borboleta com o tempo de 31s75 e Luiz Fernando Rodrigues (47s96), da classe SB4 (comprometimento físico-motor) nos 50m peito.

    “Eu estou muito feliz. É minha primeira vez em uma competição internacional. Muito gratificante, porque estou lutando cada vez mais para buscar medalhas e melhorar meus tempos”, festejou Luiz Fernando.

    Agência Brasil

  • Saj escolhe música tema do São João e apresenta a grade oficial de shows na próxima sexta (15/05)

    Saj escolhe música tema do São João e apresenta a grade oficial de shows na próxima sexta (15/05)

    No ritmo do forró, 10 músicas participam do concurso

    O festejo junino de Santo Antônio de Jesus 2026 terá música oficial escolhida na próxima sexta-feira (15/05), às 19h, no Teatro Assis Amâncio, no Centro Cultural de SAJ, no Centro da cidade. No ritmo do forró, os finalistas do Concurso Cultural do São João criaram canções inspiradas no tema “São João de Saj – Tradição que pulsa no coração”, escolhido para promover o evento em 2026. Além do concurso, outro momento muito aguardado da noite é a divulgação da programação oficial do São João, de 19 a 24 de junho, no Espaço São João.

    A música vencedora irá tocar durante o extenso calendário junino da cidade, que inicia com o Arrastão Forró em SAJ (16/05) e encerra com a festa São Pedro do Benfica (12/07). O concurso, organizado pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Juventude, tem como objetivo manter as tradições juninas e valorizar a criatividade e os talentos locais.

    Durante o concurso, o prefeito de SAJ, Genival Deolino, e a secretária de Cultura, Turismo e Juventude, Silvia Brito, irão anunciar a grade completa de shows de artistas nacionais e locais, que se apresentarão entre os dias 19 e 24 de junho. Já estão confirmados João Gomes, Bruno & Marrone, Maiara & Maraisa, Solange Almeida, Matheus & Kauan, Mari Fernandes e Dorgival Dantas.

    Músicas concorrentes

    As músicas concorrentes são: “Tradição e magia na capital do Recôncavo”, de Elias Evangelista; “Bonito se ver”, de Fábio Bittencourt; “Tradição que pulsa o coração”, de Fernando Borges; “Vem viver a tradição”, de Fred Lima; “Isso sim é São João”, de José Mendes; “SAJ tem o meu coração”, de Juliette da Silva; “Convite”, de Luan Nascimento; “Pra ver pulsar o coração”, de Reginaldo Silva; “Tum tum tum”, de Uelson Oliveira; e “Em SAJ é São João de verdade”, de Vinícius Diniz.

    Entre dezenas de canções inscritas, foram selecionadas 10 músicas de forró que melhor representam os aspectos culturais do período junino em Santo Antônio de Jesus. A canção vencedora será veiculada nas mídias locais e oficiais da Prefeitura Municipal, através da cessão dos direitos autorais que garantem a sua execução em áudio, vídeo e nas apresentações e divulgações da festa.

    O tema “São João de Saj – Tradição que pulsa no coração” inspira as canções selecionadas, mas sem obrigatoriedade de os autores citarem a frase na letra. O tema remete aos sentimentos de esperança e alegria pela festa mais esperada do ano, que envolve toda a comunidade a participar da maior celebração junina da Bahia, o São João de Santo Antônio de Jesus.

    Desde 2016, o concurso mantém tradição do forró na festa popular, mas reconhece e estimula a mistura de ritmos no gênero musical. Na valorização das letras, os compositores devem ser criativos ao misturar as referências contemporâneas com as típicas do interior do Nordeste.

    A MAIOR FESTA DA BAHIA

    Um dos principais destinos do turismo junino no Estado, a cidade do autêntico forró pé de serra e do moderno forró universitário, está aberta para todos os ritmos nordestinos e brasileiros, como o arrocha e o piseiro. Estilos musicais vão predominar em mais de 40 horas de shows, divididos em dois palcos principais, onde se apresentarão artistas locais e reconhecidos nacionalmente.

    Distante 190 km de Salvador, a maior cidade do Recôncavo baiano, com 110 mil habitantes, aposta na criatividade e no resgate das tradições juninas para produzir a sua grande festa de São João. A cidade se enfeita por completo, com as bandeirolas coloridas e temas juninos decorando o Espaço do São João, as principais ruas, bairros e a feira livre. Nas áreas em torno da festa, a gastronomia se destaca nas barracas personalizadas que comercializarão as tradicionais comidas e bebidas típicas, além de oferecerem um delicioso cardápio com a culinária baiana, nordestina e a comida de rua.

    PROGRAMAÇÃO DO SÃO JOÃO

    15/05 – Concurso de Música Tema do São João 2026

    16/05 – Arrastão Forró em SAJ

    17/05 – Corrida do Padroeiro

    29/05 – Show de aniversário da cidade

    31/05 a 13/06 – Forró no Coreto (Vila de Santo Antônio) e Trezenário de Santo Antônio

    07/06 – Festival Regional de Quadrilhas Juninas do Recôncavo

    13/06 – Procissão do Padroeiro pelas ruas da cidade

    19 a 24/06 – Festival São João 2026

    20/96 – Arrastão Anarriê Elétrico com Canários do Reino

    20/06 – Forró dos Idosos

    21/06 – Arrastão Vô Num Vô

    21/06 – Forró das Crianças

    24/06 – Arrastão Anarriê Saj com Fulô de Mandacaru

    24/06 – Forró da Inclusão

    04 e 05/07 – São Pedro da Sapucaia

    11 e 12/07 – São Pedro do Benfica

  • Forró no Parque com Jeanne Lima recebe Ricardo Buruá, Thaise Lanusa e Julinha Sanfoneira no Pelourinho

    Forró no Parque com Jeanne Lima recebe Ricardo Buruá, Thaise Lanusa e Julinha Sanfoneira no Pelourinho

    Projeto realizado na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba tem Jeanne Lima como cantora residente e mantém homenagem a Zelito Miranda

    O Forró no Parque acontece no dia 17 de maio, às 11h, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho, com show de Jeanne Lima e participações de Ricardo Buruá, Thaise Lanusa e Julinha Sanfoneira. O evento tem entrada gratuita e integra o projeto em tributo a Zelito Miranda.

    Criado por Telma Miranda, o Forró no Parque mantém apresentações abertas e regulares, reunindo artistas e público em torno do forró ao longo do ano. O projeto ocupa o Centro Histórico de Salvador com shows voltados à valorização do gênero e à continuidade das atividades para além do período junino.

    Cantora residente do projeto, Jeanne Lima conduz os encontros musicais do Forró no Parque desde a retomada da iniciativa. Com trajetória ligada ao forró, a artista reúne no repertório canções conhecidas do público, além de músicas que marcaram sua carreira. Jeanne mantém atuação constante em festas populares, projetos culturais e eventos juninos em diferentes cidades da Bahia.

    Entre os convidados desta edição está Ricardo Buruá, multi-instrumentista, cantor e compositor que inicia uma nova fase na carreira solo após 14 anos à frente do Trio Buruá. O artista lançou recentemente o single “Dança Nordestina”, reafirmando sua ligação com o forró pé de serra e ampliando o diálogo com outras sonoridades. Suas composições já foram gravadas por nomes como Targino Gondim.

    A programação também terá Julinha Sanfoneira, artista baiana que vem conquistando espaço com apresentações voltadas ao forró e repertório que mistura clássicos do gênero e releituras atuais. Thaise Lanusa completa a lista de convidados da edição.

    Agenda Cultural
    Forró no Parque – Tributo a Zelito Miranda
    3ª Temporada – show de Jeanne Lima e participações Ricardo Buruá, Thaise Lanusa e Julinha Sanfoneira
    Data: 17 de maiol(domingo)
    Horário: 11h
    Local: Praça das Artes Neguinho do Samba – Pelourinho
    Entrada gratuita

  • Cuidados com a pele 50+: especialista traz dicas no combate às rugas e flacidez do rosto

    Cuidados com a pele 50+: especialista traz dicas no combate às rugas e flacidez do rosto

    Segundo a biomédica esteta Jéssica Magalhães, a fineza e vulnerabilidade da pele 50+ deve ser tratado com protocolos individualizados, avaliando as particularidades de cada paciente.

    A rotina de cuidados com a pele e bem-estar tem ganhado força entre a nova cena 50+, trazendo um novo protocolo de limpeza, hidratação e fotoproteção para as mamães e avós.

    De acordo com a Harvard Health Publishing, a redução gradual do ‘colágeno’ e da elastina são as maiores vilãs para o aparecimento de rugas e flacidez, somada à aspereza da pele, visto que o corpo naturalmente diminui a ‘produção de óleo’ das glândulas sebáceas ao longo dos anos, conforme aponta o estudo.

    Muito embora os protocolos para ‘peles maduras’ destinem uma atenção redobrada para a fineza e vulnerabilidade do rosto e do corpo, é necessário que o tratamento, nesta idade, seja individualizado – principalmente no que diz respeito à pele negra. Essa é a orientação da biomédica esteta Jéssica Magalhães, que atua há mais de uma década na área, desenvolvendo protocolos e rotinas para pele preta.

    Em meio ao Mês das Mães e à alta procura por cosméticos e hidratantes, Jéssica explica que a pele negra madura exige uma rotina contínua e estratégica, devido ao surgimento de manchas após processos inflamatórios, exposição solar e alterações hormonais comuns após os 50 anos. “Isso significa que nem todo ativo, ainda mais aqueles que possuem ‘substâncias agressivas’, que podem ser aplicados na pele”, comenta.

    Para que não haja um ‘efeito rebote’, Jéssica afirma que o primeiro passo é investir em uma higienização suave, evitando os sabonetes agressivos que sensibilizam ou ressecam ainda mais a pele. A especialista também recomenda o uso de séruns antioxidantes, ativos hidratantes e produtos voltados para a uniformização do tom, no combate ao lentigo solar, além da aplicação diária de protetor solar, inclusive dentro de casa.

    “Eu acredito que muitas mulheres negras chegam à maturidade (50+) sem entender completamente as necessidades da própria pele, afinal, durante muito tempo, os protocolos estéticos não foram pensados para elas, principalmente para mulheres mais experientes”, complementa.

    Segundo a profissional, dentro dos protocolos desenvolvidos para peles maduras, alguns cuidados se tornam indispensáveis, como manter uma rotina de hidratação reforçada, evitar esfoliações frequentes, utilizar os ativos clareadores seguros para peles negras e associar procedimentos que estimulem colágeno sem causar inflamação excessiva.

    “Para mim, o envelhecimento da pele negra precisa ser tratado com consciência e equilíbrio. O lentigo solar, que são as ‘manchas senis’ ou ‘manchas solares’, são as maiores dores do público nesta idade. Por isso que o protocolo é individualizado, em sua grande maioria, pois há casos e casos em que podemos e devemos tratar com determinados ativos, como Vitamina C ou retinóides, para atenuar as marcas do tempo. A partir daí, os resultados aparecem de forma muito mais saudável e duradoura”, conclui.

  • Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

    Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

    Conflito no Oriente Médio abalou economia global

    A visita do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, à China, para encontro com o presidente Xi Jinping, na noite desta quarta-feira (13), no horário de Brasília, captura a atenção do planeta em meio a guerra no Irã que segue abalando as relações internacionais e a economia global.

    Vista por Washington como ameaça à liderança econômica e tecnológica que os EUA tentam preservar no mundo, a China foi alvo prioritário da guerra tarifária iniciada por Trump logo no início do 2ª mandato, em abril de 2025.

    A reação da China às tarifas, incluindo restrições à exportação de terras raras, minerais essenciais para setores da tecnologia e de defesa dos EUA, fez Trump recuar na imposição de altas tarifas aos produtos chinesas.

    Ao lançar a ofensiva contra o Irã, no final de fevereiro, Trump prejudicou também os interesses de Pequim, principal consumidora do petróleo de Teerã e que deseja ver reaberto o Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra.

    Para analistas consultados pela Agência Brasil, a disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim pode ser aproveitada pelo Brasil para melhorar a posição do país no cenário global, em especial, devido ao fato de o país ter a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, com cerca de 22%, atrás apenas da China.

    Trump desmoralizado
    O encontro entre Trump e Xi Jinping estava marcado para o final de março, mas foi adiado devido à guerra no Oriente Médio, que teria, entre os objetivos, além de projetar Israel, barrar a expansão econômica da China na Ásia Ocidental.

    O analista geopolítico Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do Brics, avaliou que Trump calculou errado que conseguiria derrubar o governo no Irã rapidamente, chegando em Pequim em condições de impor a Xi Jinping acordos mais favoráveis à Washington.

    “Ele achou que chegaria a Pequim com todas as cartas na mão para pressionar Xi, mas faltou combinar com os iranianos. Agora, Trump está chegando derrotado. Nunca um presidente dos EUA chegou em uma reunião com um presidente da China tão enfraquecido e desmoralizado como Trump agora”, disse.

    O também analista geopolítico da publicação Brasil de Fato destacou que, mesmo um dos principais ideólogos do imperialismo dos EUA, o neoconservador Robert Kagan, reconheceu, dias atrás, em artigo, que Trump saiu derrotado após tentar derrubar o regime político iraniano.

    Fernandes destaca, no entanto, que Xi Jinping conseguiu manter o crescimento das exportações chinesas mesmo após o tarifaço de Trump. Ainda assim, a China deve tentar pressionar Trump para pôr um fim definitivo à guerra no Oriente Médio.

    “Há, claramente, uma triangulação sendo feita, nesse momento, entre Pequim, Moscou e Teerã. Não foi à toa que Araghchi [ministro das Relações Exteriores do Irã] esteve em Pequim na semana passada, e já esteve em Moscou. Rússia e China estão intermediando, pelo Irã, para que haja uma solução pacífica e a guerra termine. Isso seria o principal ponto do encontro para Xi Jinping”, completou.

    Taiwan
    Em conversas com jornalistas no início da semana, Donald Trump informou que deve tratar com Xi Jinping sobre a venda de armas dos EUA para Taiwan, província autônoma da China com aspirações de independência política.

    Pequim não aceita o reconhecimento de Taiwan independente, o que costuma ser expressado na política de “uma só China”.

    “A firme oposição da China à venda de armas americanas para a região de Taiwan, território chinês, é consistente e clara”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, ao responder aos jornalistas nesta semana.

    O professor de Relações Internacionais do Ibmec José Luiz Niemeyer, avalia que a China vai cobrar os EUA para não incentivar, de qualquer forma, uma Taiwan independente.

    “Eles vão ficar discutindo o que cada um poderia fazer nos espaços considerados vitais de cada um. Vão discutir o limite até onde o outro pode ir. Essa vai ser a discussão principal. E os EUA definiram a América Latina como área de defesa de Washington”, explicou.

    A doutrina do governo Trump tem pregado a proeminência de Washington na América Latina, assim como o combate à influência da China no continente. Pequim é o principal parceiro comercial da maioria dos países na América do Sul, incluindo o Brasil. Até os anos 2000, eram os EUA o principal parceiro das economias sul-americanas.

    Para o especialista do Ibmec, a China está em uma posição mais confortável nas negociações, tanto que foi Trump que foi a Pequim, e não Xi Jinping que foi a Washington.

    “Tenho a impressão que essa visita mostra uma necessidade de aproximação dos EUA com a China. Me parece que o encontro tende a dar mais frutos para a agenda chinesa do que para a norte-americana”, completou José Luiz Niemeyer.

    Terras raras
    O tema das terras raras também deve estar no centro dos debates entre Trump e Xi Jinping, na avaliação do professor do Ibmec José Niemeyer. Esses minerais são essenciais para as indústrias militar, da tecnologia e da transição energética, com a China liderando a produção desses insumos.

    “Os EUA precisam muito de dois minerais de terras raras, que é o samário e o neodímio, fundamentais para indústria bélica, para construção de ímãs usados em mísseis. E os EUA não dispõem desses materiais, a China sim”, lembrou.

    O analista Marco Fernandes ressalta que a indústria dos EUA já tem acesso aos minerais críticos da China, mas pondera que Pequim pode impor novas restrições, como fez durante o tarifaço, que prejudicam os negócios norte-americanos.

    Na última semana, a China começou a aplicar a lei anti-sanções do país. Aprovada em 2021, ela proíbe que empresas no país reconheçam as sanções dos EUA. A medida foi uma reação a sanções recentes de Washington contra empresas na China que fazem negócios com os iranianos.

    “Isso é uma novidade na postura da China de ser assertiva em relação aos EUA. Cada vez que os EUA subirem o tom, apostando em sanções e outras medidas anti-chinesas, eles vão dar o troco. Isso é importante porque é um capítulo novo na relação sino-americana”, completou Marco.

    Brasil entre China e EUA
    As relações entre China e EUA são importantes para o Brasil porque, além de serem os dois principais parceiros comerciais do país, a disputa pelo controle das terras raras pode ser usada por Brasília para extrair ganhos políticos e econômicos das duas superpotências do planeta.

    O professor José Luiz Niemeyer avalia que o Brasil pode aproveitar as disputas entre Pequim e Washington por meio de uma posição “passiva estratégica”.

    “Cada vez que há mais crise do ponto de vista de fornecimento de produtos entre os EUA e China, o Brasil pode aproveitar para exportar os produtos que estão em litígio entre os dois países, como por exemplo, minerais de terras raras”, afirmou.

    Para o analista do Conselho Popular do Brics Marco Fernandes, o Brasil está no centro da disputa entre EUA e China por conta das terras raras.

    “O Brasil vai precisar saber se colocar no meio dessa disputa de uma maneira soberana e que acumule para nossos interesses”, defende.

    Agência Brasil

  • Estratégias de consumo aumentam volume de endividamento

    Estratégias de consumo aumentam volume de endividamento

    Especialistas alertam para uso excessivo de crédito com parcelamento

    Em uma compra habitual no supermercado, posto de gasolina ou na farmácia, o atendente oferece ao consumidor a possibilidade de parcelar a despesa em até três vezes sem juros. O comprador avalia como vantajosa a oferta e concorda em deixar a prazo aquilo que costumava a pagar de uma vez – à vista ou no cartão de crédito.

    A cena acima é cada vez mais comum, como observa a socióloga Adriana Marcolino, diretora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Estamos vendo muitas pessoas utilizando o crediário para pagar contas do orçamento mensal.”

    O risco de usar o crédito para despesas ordinárias é desorganizar as contas e fazer do crédito um complemento à renda, quando deveria ser um recurso para produtos de vida longa e grande utilidade.

    “O crédito é importante porque financia bens de consumo duráveis e bens de maior valor”, pondera Adriana Marcolino que tem por ofício defender políticas públicas e iniciativas financeiras que resultem em maior poder de compra do trabalhador.

    Ansiedade de consumo
    A oferta fácil de crédito pode agravar a “ansiedade de consumo”, alerta a economista Katherine Hennings, pesquisadora associada da Fundação Getulio Vargas (FGV) e analista da BRCG Consultoria. “Nós temos um comportamento que é de tentar antecipar ao máximo o que a gente consegue consumir”, diagnostica.

    Segundo ela, o modo de agir não é restrito a determinada faixa de renda nem está ligado ao consumo de produtos indispensáveis. A decisão de comprar acaba por responder aos “estímulos” da propaganda, seja nos anúncios dos meios tradicionais ou nas recomendações dos influencers na internet.

    “Há diversos apelos à compra, e as pessoas têm acesso ao crédito, o que viabiliza anteciparem o consumo”, descreve a economista. Diante da TV ou da tela do computador sobra oferta, mas falta explicação sobre os efeitos da ansiedade de comprar. “Essa parte, menos glamourosa, de fazer as contas não está sendo feita.”

    Parcelas cabem no orçamento?
    A consequência de não fazer as contas é se comprometer com mais do que pode e ter que utilizar formas de financiamento com os juros mais altos do mercado, como o cheque especial, o parcelamento direto na operadora de cartão de crédito ou o rotativo do cartão – quando o cliente paga apenas parte da fatura.

    De acordo com o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, o consumidor precisa levar em consideração os custos de assumir essas dívidas antes da decisão de comprar. Precisa verificar quanto vai pagar de juros ao comprar parcelado.

    “O brasileiro sabe pesquisar o preço de um produto no comércio. Consegue comparar o preço de um item de vestuário, de um eletrodoméstico, ou de um produtor eletroeletrônico. Mas, na hora de tomar o financiamento, tem o hábito de simplesmente verificar se é possível acomodar a prestação dentro do orçamento.”

    Crédito não é renda
    Outro erro do consumidor brasileiro é raciocinar que o limite do cheque especial ou do cartão de crédito se soma a sua renda, acrescenta a economista Isabela Tavares, responsável pelo acompanhamento de crédito e endividamento da Consultoria Tendências.

    “Precisamos entender que o limite do cartão de crédito não é uma renda extra. Temos que conseguir pagar o cartão de crédito com o salário que recebemos no final do mês. Quem ganha R$ 5 mil e tem um limite também de R$ 5 mil não tem renda de R$ 10 mil”, lembra a economista.

    Educação financeira
    Isabela Tavares, assim como Fabio Bentes e Katherine Hennings, acha necessário que haja mais educação financeira da população para decidir sobre o que, quando e como gastar.

    Esse é o trabalho do planejador financeiro Carlos Castro, que criou uma plataforma na internet para fazer educação financeira (SuperRico) e atua em uma associação (Planejar) que forma profissionais para fazer o trabalho de orientação pessoalmente.

    Castro elaborou uma cartilha e criou uma calculadora para ajudar as pessoas decidirem como aderir ao Desenrola 2, e se devem usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fazer o refinanciamento proposto no programa do governo federal (veja serviço abaixo).

    Para ele, o programa é de emergência, “uma medida de curto prazo”, mas a solução do problema é mais estrutural: “Evitar que o brasileiro volte a se endividar, e continue no mesmo nível de endividamento que temos hoje.”

    Inadimplência de 81,7 milhões
    De acordo com o Banco Central, a inadimplência das famílias em março no Sistema Financeiro Nacional chegava a R$ 238,5 bilhões – 5,3% do crédito total cedido a elas (R$ 4,5 trilhões). O dado não contempla todos os credores como o comércio e prestadores de serviço.

    Na proporção, o percentual do volume do pagamento de empréstimos em atraso pode parecer pequeno. Mas, quando são considerados indicadores sobre a quantidade de pessoas com dívidas não quitadas, os números se tornam mais superlativos.

    Conforme a Serasa Experian, 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. Segundo a empresa, a maior parte da dívida em atraso (47,1%) é para bancos e financeiras. De cada 100 devedores, 78 recebem até dois salários mínimos como faixa de renda.

    As pessoas com salários mais baixos estão mais vulneráveis a tomar empréstimos ou a fazer dívidas mais caras.

    “São pessoas que têm notas de crédito de score mais baixo. Não conseguem, por exemplo, crédito consignado [de juros menores porque é descontado em folha] pois não têm um emprego formal. Assim acabam recorrendo a empréstimos não consignados, cheque especial, ou o rotativo do cartão”, explica Isabel Tavares, da Consultoria Tendências.

    Para Adriana Marcolino, diretora técnica do Dieese, o efeito dessas opções de crédito é “drenar uma parte da renda do trabalho para o sistema financeiro. Quanto maiores os juros, maior a parte que vai ficar para o banco.”
    Agência Brasil