O cantor Xanddy Harmonia é uma das atrações confirmadas da Festa Baianeira, que celebra 10 anos de realização no dia 25 de abril, sábado, em Montes Claros, Minas Gerais. O evento acontecerá no Parque de Exposições João Alencar Athayde e promete reunir grandes nomes da música em uma maratona de 10 horas de festa. “É sempre especial levar a música da Bahia para outros estados e sentir essa troca com o público. Tenho certeza de que vai ser uma festa bonita, com muita energia do começo ao fim”, afirma Xanddy. No repertório, o cantor aposta em um show que reúne sucessos que marcam sua trajetória e os lançamentos mais recentes da carreira. Entre os destaques estão as faixas do recém-lançado “EP de Verão” (https://www.youtube.com/watch?v=nk_5BFFHKqM), gravadas durante a tradicional Melhor Segunda-feira do Mundo, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, as músicas carregam a energia do ao vivo e reforçam a conexão do artista com o público. A programação do evento em Montes Claros também conta com shows de É o Tchan, Durval Lelys e Claudia Leitte.
Categoria: Agenda
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Brenoski apresenta tributo acústico à obra de Bob Dylan em Salvador neste sábado (25)
“Hey, Mr. Dylan” propõe experiência intimista que atravessa diferentes fases do artista norte-americano. Show tem participação de Marcelo Gross, fundador da banda Cachorro Grande
O cantor, compositor e gaitista, Brenoski Libertae (@brenoski.libertae) apresenta, no dia 25 de abril, às 20h30, o espetáculo “Hey, Mr. Dylan”, na Varanda do Sesi Rio Vermelho, em Salvador. Em formato acústico, o show é estruturado em voz, gaita, violão, guitarra e baixo, e propõe um mergulho sensível na obra de Bob Dylan, articulando canções emblemáticas e faixas menos difundidas do repertório do artista norte-americano. Os ingressos estão à venda no symplaA proposta parte de uma escuta atenta e valoriza arranjos enxutos, conduzindo o público por uma travessia estética e narrativa que evidencia diferentes dimensões da obra de Dylan, do comentário social à lírica afetiva. Mais do que um tributo convencional, o projeto estabelece um diálogo contemporâneo com esse legado, apostando em uma interpretação autoral e intimista.
A apresentação conta ainda com a participação especial de Marcelo Gross, guitarrista e fundador da banda Cachorro Grande, reconhecido por sua trajetória no rock brasileiro e pela assinatura marcante de suas sonoridades.
Reconhecido como um dos nomes mais influentes da música popular contemporânea, Bob Dylan impactou gerações de compositores no Brasil e no mundo. A releitura proposta por Brenoski inclui também a versão em português de “One More Cup of Coffee”, criada especialmente para o projeto.
O show marca um momento importante na trajetória de Brenoski Libertae, que consolida uma transição significativa de carreira. Conhecido como um dos principais gaitistas da cena de Salvador, o artista amplia sua atuação como cantor, compositor e intérprete autoral.
Após o lançamento do álbum In Vitro (2025), o artista segue em uma fase em que seu trabalho artístico se expande, combinando blues, country e canção brasileira em uma abordagem contemporânea. Projetos como “Hey, Mr. Dylan” surgem como desdobramento dessa maturidade, conectando suas referências musicais a uma construção autoral da sua identidade artística.
SERVIÇO:
Show: Hey, Mr. Dylan – Tributo a Bob Dylan
Artista: Brenoski Libertae
Participação especial: Marcelo Gross
Data: 25 de abril
Horário: 20h30
Local: Varanda do Sesi Rio Vermelho – Salvador/BA
Ingressos: sympla
Valor: R$ 50
Acompanhe em:
Instagram: @brenoski.libertae
Spotify: Brenoski Libertae
Youtube: /@BrenoskiLibertae
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É o Tchan leva sua energia para Montes Claros, em Minas Gerais
A cidade de Montes Claros recebe, neste sábado, dia 25 de abril, a edição especial de 10 anos da Festa Baianeira, que será realizada no Parque de Exposições do município. O evento reúne, além do É o Tchan, nomes importantes da música baiana como Xanddy Harmonia, Durval Lelys e Claudia Leitte. “A ‘Festa Baianeira’ já é um evento que o público espera, e estar nessa edição de 10 anos, ao lado de artistas e amigos que fazem parte da história da música baiana, é motivo de alegria. Vamos chegar com um show que conversa com esse clima de celebração”, conta Beto Jamaica, vocalista. A apresentação também marca o início de uma fase de preparação mais intensa para o período junino, quando a agenda do grupo ganha ritmo acelerado em diversas cidades do país. “A gente já entra nesse clima de São João, que é uma época muito importante também, principalmente para o nordestino. Esses shows ajudam a alinhar tudo, testar músicas e sentir a resposta do público”, destaca Compadre Washigton, também vocalista da banda.
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Olodum celebra 47 anos com programação diversificada
Semana de aniversário inclui visitas guiadas, coletiva de imprensa, ações educativas, lançamento editorial e ensaio aberto ao público
O Olodum realiza entre os dias 22 e 26 de abril, no Pelourinho, a programação oficial pelos 47 anos de fundação da entidade, celebrados em 25 de abril. A agenda reúne visitas guiadas, atividades formativas, coletiva de imprensa, lançamento de materiais pedagógicos, inauguração de novo espaço cultural e o tradicional ensaio da banda no Largo do Pelourinho.
As ações começam nos dias 22 e 23 de abril, com visitas guiadas à exposição instalada no CDMO, voltadas para estudantes da Universidade Federal da Bahia e do Colégio Azevedo Fernandes. No segundo dia, a programação contará também com workshop educativo, ampliando o diálogo entre juventude, memória e produção cultural.
Na manhã do dia 24, às 10h, o Olodum promove coletiva de imprensa para anunciar oficialmente o tema do Carnaval 2027 e apresentar o calendário de ações previsto até o ano de 2027. No mesmo dia, será inaugurado o Estúdio Fela Kuti, novo equipamento voltado à produção artística e audiovisual da instituição.
No mesmo dia, às 18h, acontece o relançamento das cartilhas do Kit Revoltas Negras, com publicações dedicadas a episódios marcantes da história brasileira, como Búzios, Malês, Chibata e Zumbi, além de novo kit pedagógico voltado ao ambiente escolar.
No dia 25, data do aniversário da entidade, será realizada uma aula pública gratuita da Escola Olodum, às 14h, em frente à sede da instituição. A atividade reforça o trabalho social e educacional desenvolvido pelo grupo ao longo de sua trajetória.
Encerrando a programação, no domingo, 26, às 15h, o público poderá acompanhar o ensaio da banda Olodum no Largo do Pelourinho, evento que integra o calendário cultural permanente do Centro Histórico de Salvador e marca a celebração popular dos 47 anos do grupo.
Fundado em 1979, o Olodum consolidou-se como uma das principais referências da cultura afro-brasileira, com atuação artística, social e educacional reconhecida no Brasil e no exterior.
Agenda Cultural
Olodum celebra 47 anos
Data: 22 e 26 de abril
Local: PelourinhoDia: 22 e 23/04 às 10h
Onde: visitas guiadas à exposição instalada no CDMO (Centro Digital de Documentação e Memória Olodum)
Localização: Situado na Rua das Laranjeiras, 24, térreo, no PelourinhoDia: 25/04
Aniversário do Olodum
Aula pública gratuita
Onde: Escola Olodum, às 14h
Endereço: R. das Laranjeiras, 30 – PelourinhoDia 24/04, às 10h,
Onde: Casa do Olodum
Endereço: Rua Maciel de Baixo, 22, Pelourinho, Salvador – BA, CEP 40026-240
Assunto: Olodum promove coletiva de imprensa para anunciar oficialmente o tema do Carnaval 2027 e apresentar o calendário de ações previsto até o ano de 2027(exclusivo à Imprensa)Dia: 26/04 (domingo) às 15h
Onde: Largo do pelourinho
Endereço: Largo do Pelourinho, Pelourinho (Próximo à Fundação Casa de Jorge Amado)
Aberto ao Público -

Casa das História de Salvador e Galeria Mercado promovem encontro sobre bastidores do jornalismo cultural com inscrições gratuitas
Iniciativa reúne Val Benvindo, James Martins e Chico Castro Jr. para debater desafios e caminhos da cobertura cultural
Em um cenário de transformação do jornalismo, especialmente no campo da cultura, os equipamentos culturais Casa das Histórias de Salvador e da Galeria Mercado promovem, no dia 29 de abril, às 14h, um encontro voltado a estudantes de jornalismo interessados em compreender os bastidores da cobertura cultural e as possibilidades de atuação na área. A participação é gratuita, mediante inscrição pelo link (clique aqui).
Intitulado “Gancho Cultural: bastidores de quem conta histórias”, o encontro alusivo ao Dia do Jornalista – comemorado no dia 7 de abril -, propõe uma conversa direta entre profissionais e estudantes sobre como se constrói o jornalismo cultural na prática, da definição de pautas aos critérios editoriais, além de discutir os impactos das plataformas digitais e dos novos modelos de trabalho.
Participam do encontro a jornalista, produtora e consultora em diversidade racial Val Benvindo; o jornalista, poeta e pesquisador James Martins, apresentador do programa Bem na Hora, da Rádio Metrópole; e o jornalista Chico Castro Jr., editor do Caderno 2 do jornal A Tarde. A mediação será da jornalista Cristiana Fernandes.
Além da troca de experiências, a atividade busca aproximar os participantes das pautas ligadas à cultura e ao patrimônio da cidade, reforçando o papel dos equipamentos culturais como espaços de formação, reflexão e produção de conhecimento.
O encontro também será dedicado a uma homenagem à jornalista Wanda Chase, falecida em abril de 2025, cujo trabalho deixou uma marca relevante no jornalismo cultural. Reconhecida como uma voz do movimento negro, destacou-se pela defesa da cultura afro-brasileira, pela cobertura do Carnaval de Salvador e pela atuação no Movimento Negro Unificado. Ao longo da carreira, recebeu mais de 40 prêmios, incluindo o título de Cidadã Soteropolitana, em 2002.
O evento é uma correalização das equipes de Comunicação e do Programa Educativo da Casa das Histórias de Salvador e da Galeria Mercado, equipamentos da Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador, geridos pela Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI).
SERVIÇO
Evento: Gancho Cultural: bastidores de quem conta histórias
Data: 29 de abril
Horário: 14h
Local: Casa das Histórias de Salvador (Endereço: Rua da Bélgica, 2, Comércio)
Inscrição: Gratuita através do link (clique aqui)
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Com Aline Bei, Andréa Del Fuego, Luciany Aparecida e Socorro Acioli, Bienal do Livro Bahia reúne mulheres que renovam a literatura brasileira
Regina Luz, Bárbara Carine, Carla Akotirene e mais vozes baianas também estão entre as escritoras que protagonizam a programação da edição 2026
As mulheres estarão no seio de algumas das conversas mais potentes da Bienal do Livro Bahia 2026, que acontece de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador. Em uma programação marcada pela pluralidade de vozes e pela força da literatura produzida por mulheres, a Bienal reunirá autoras baianas e nacionais que têm renovado a cena literária brasileira, conquistado novos leitores e colocado em voga temas como ancestralidade, racismo, feminismo, sexualidade, maternidade, memória, afeto e pertencimento.
Em um momento em que as mulheres dominam listas de mais vendidos, premiações e comunidades de leitura no ambiente digital, a Bienal do Livro Bahia reforça a centralidade dessas vozes na cena literária atual. Da prosa intimista ao realismo fantástico, da poesia falada às narrativas young adult, as vozes confirmadas para esta edição representam diferentes gerações e estilos, mas têm em comum a capacidade de transformar experiências individuais em relatos universais.
Entre os nomes centrais da agenda está a cearense Socorro Acioli, reconhecida como uma das vozes mais originais da ficção brasileira de hoje. Com uma trajetória construída a partir do diálogo entre religiosidade popular, realismo fantástico e tradição nordestina, Acioli participa, no dia 18 de abril, às 17h, do painel “Rádio Companhia ao vivo apresenta: especial 40 anos Companhia das Letras”, com mediação da editora Stéphanie Roque.
Autora de mais de vinte livros, entre eles “A cabeça do santo”, “Oração para Desaparecer” e “Ela tem olhos de céu”, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, Socorro Acioli tem ganhado os corações dos leitores mais jovens. Seus romances voltaram a figurar entre os títulos mais procurados nas livrarias após ganharem força nas redes sociais. Para leitores e especialistas, o fenômeno está ligado à potência simbólica de sua escrita, que mistura o extraordinário ao cotidiano e constrói uma espécie de realismo mágico com sotaque nordestino.
Foi sob a orientação do escritor colombiano Gabriel García Márquez que Socorro escreveu “A cabeça do santo”, romance publicado em 2014 e traduzido para uma gama de idiomas. A obra acompanha um jovem errante que encontra abrigo dentro da cabeça oca de uma estátua de santo, em um vilarejo do sertão, e se tornou uma das principais referências contemporâneas da literatura fantástica brasileira.
Ao lado de Socorro Acioli, outros nomes de projeção nacional também aportam na Bahia e integram a grade da Bienal. No dia 19 de abril, às 14h, no Café Literário, a mesa “Evocar memórias, recriar mundos: do que é feita a literatura” reunirá Aline Bei e Andréa del Fuego, duas autoras que vêm escancarando as possibilidades da ficção contemporânea. A atividade terá mediação da jornalista e educadora Edma de Góis.
Aline Bei está entre os mais célebres nomes da geração emergente de romancistas brasileiras. E não é de se espantar que as obras da autora paulista encantem tanto outras mulheres, com suas personagens majoritariamente femininas e uma escrita bordada pela delicadeza, pela fragmentação e por uma elaboração poética das lembranças.
Aline alcançou expressiva repercussão com “O peso do pássaro morto”, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, e “Pequena coreografia do adeus”, romance finalista do Jabuti e já adaptado para o teatro. Em 2025, concluiu sua trilogia com “Uma delicada coleção de ausências”, eleito um dos melhores romances do ano pela revista Quatro Cinco Um e já negociado para publicação no exterior.
Em 2026, Aline retorna à Bienal do Livro Bahia. “Sim, eu participei da Bienal passada e foi uma experiência muito marcante. É um público muito interessado, muito carinhoso, muito presente de escuta. Foi super especial poder abraçar e estar com as pessoas. A Bienal da Bahia é sempre muito especial e eu estou super feliz de voltar”, afirma.
Aline também reflete sobre o jeito como o silêncio se acomoda em suas páginas e ajuda a dar contorno às dores de suas personagens. “O silêncio é um dos meus grandes temas, e ele também é, para além do tema, uma presença plástica no meu trabalho. De alguma maneira, eu convoco a presença da folha para a linguagem, e nesse espaço que salta, nesse ar que respira entre as palavras, nesses fragmentos que avançam em direção a um abismo, eu consigo lidar melhor com a minha própria linguagem e com os meus assuntos, com essas minhas personagens que são mulheres muitas vezes quebradas, traumatizadas, mas que ainda assim conservam em si alguma esperança, alguma luminosidade.”
Também integrante da mesa, Andréa del Fuego é autora de “Os Malaquias”, vencedor do Prêmio José Saramago, e de romances que transitam entre o fantástico, a filosofia e as relações familiares. Andréa tem obras publicadas em 12 países, como Alemanha, França e Argentina. Seu livro mais recente, “A Pediatra”, protagonizado por uma médica manipuladora que não gosta de crianças, reafirma um estilo pautado pela inventividade e pela reflexão sobre os papéis historicamente atribuídos às mulheres.
“Fazer uma mesa com Aline Bei na Bahia me parece unir duas maravilhas: a poética e a alma do país”, resume Del Fuego. A autora reitera que sua escrita nasce da sua avidez pelas ambiguidades humanas. “Me interessa investigar as contradições nas relações humanas, por exemplo: como é possível amar odiar alguém, ou odiar estar amando?”, indaga.
No dia 21 de abril, às 16h, no Café Literário, a mesa “A trama e o tempo: horizontes da literatura brasileira” contará com a presença de Luciany Aparecida, baiana do Vale do Jiquiriçá e uma das escritoras mais elogiadas da atualidade. Compõem a mesa a escritora Bianca Santana e Denise Carrascosa, professora e mediadora da conversa.
Autora de “Mata Doce”, romance finalista do Prêmio Jabuti e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2024, Luciany Aparecida escreve histórias que perpassam a memória, violência, linguagem e território, em uma narrativa sofisticada e profundamente ligada às experiências femininas.
A presença de Luciany na Bienal ganha mais imprtância no momento em que “Mata Doce” passa a circular intensamente entre leitores baianos. É que o romance foi escolhido como obra do vestibular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e, recentemente, apareceu também em um concurso público da Secretaria da Saúde do Estado. “Saber que estarei com esse romance na Bienal da Bahia, em proximidade ao público, me anima muitíssimo. Penso que é indispensável que possibilitemos espaços de encontros para conversas sobre o livro e a leitura”, avalia.
A autora acentua a influência decisiva da Bahia em sua escrita. “Ser baiana é a melhor parte da minha biografia. Quando escrevo, me agrada deixar que a água-memória desse território mate a sede das histórias que quero contar. A Bahia é um espaço geográfico e cultural complexo. A história desse território conta sobre a formação do Brasil. Por isso, pensar o mundo a partir daqui é também compreender as estruturas que constituíram a formação das Américas. A Bahia nos ensina que o grande acontecimento pode ser o encontro.”
Tais qual Luciany, outras escritoras da Bahia ocupam posição de relevo na agenda da Bienal. No dia 15 de abril, às 16h, a professora e pesquisadora Bárbara Carine participa da mesa “Festas, feiras e festivais literários – Programa Bahia Literária”, ao lado do jornalista e escritor Ricardo Ishmael. Mediado por Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon – instituição também responsável pela curadoria desse painel –, o encontro propõe uma reflexão sobre a efervescência literária que atravessa a Bahia, impulsionada pelo programa do Governo do Estado, realizado por meio da Secult e da Fundação Pedro Calmon, que prevê o apoio a mais de 80 feiras e festivais em 2026, nos 27 Territórios de Identidade baianos.
Referência nacional em educação antirracista, Bárbara é autora do best-seller “Como ser um educador antirracista”, vencedor do Prêmio Jabuti 2024 na categoria Educação, e uma das intelectuais baianas que têm ampliado o debate sobre raça, educação e formação de leitores.
Também integra esse conjunto de vozes Carla Akotirene, que participa, no dia 21 de abril, às 13h, da mesa “Afeto e Resiliência nas Relações”. Doutora em Estudos Feministas pela UFBA e autora de livros fundamentais para o pensamento contemporâneo, como “O que é interseccionalidade?”, Carla é uma das vozes mais respeitadas do feminismo negro brasileiro e leva para a Bienal discussões inadiáveis sobre racismo estrutural, gênero e desigualdade.
Novas vozes baianas também ganham palco na programação. Multiartista, poeta e idealizadora do Slam das Minas – Bahia, NegaFyah participa, no dia 21 de abril, na Arena Farol, às 11h, do “Sarau Corpos que Dizem”. Em sua obra e em suas performances, a artista transforma em poesia questões amargas como racismo, machismo, feminicídio e a solidão da mulher negra, articulando denúncia e resistência. Seu livro “Fyah: Do Ódio ao Amor” faz ressoar os tambores das quebradas de Salvador e dialoga com a tradição da literatura negra, feminina e diaspórica, porque transita entre oralidade, escrita e performance.
Na mesma atividade estará Ryane Leão, poeta best-seller que reúne mais de 600 mil leitores nas redes sociais, na página “Onde jazz meu coração”. Autora de “Tudo nela brilha e queima” e “Jamais peço desculpas por me derramar”, foi justamente na internet onde a cuiabana se tornou popular por meio da partilha de seus textos. Ryane representa uma geração de mulheres que encontrou nesse meio, assim como na rua – com os slams –, uma nova forma de fazer circular a literatura e criar comunidades por meio e em torno da escrita.
Entre essas criadoras em ascensão está Regina Luz, escritora soteropolitana que assina cinco livros – destes, três para o público infantil. Mesmo que para leitores mirins, Regina trata de temas como ancestralidade, protagonismo negro e memória. Em “Alika”, ela aborda o racismo vivido pela personagem e apresenta uma perspectiva antirracista à crianças. Para a autora, é justamente na infância que essas mensagens encontram terreno mais fértil.
“Acredito na necessidade de deixar bem claras as nossas dores logo na infância, porque é um período no qual se forma o adulto consciente de sua potência. Falar da exclusão na infância fortalece o nosso povo para enfrentar as dificuldades que são complexas”, enfatiza Regina.
Regina estará, no dia 15 de abril, às 13h30, no Espaço Infantil Colgate – Portais da Palavra, com o livro “Meu sonho, cor do luar”. A história desperta sensibilidade, valores e reflexões sobre a necessidade de realizar os seus sonhos e enaltecer a beleza interior e sobre a coragem para conhecer a sua origem. A autora reconhece a importância de conectar estudantes de escolas públicas, público cativo da Bienal do Livro Bahia, aos seus títulos. “Saber que a minha obra vai chegar às crianças de escola pública, onde a maioria é negra, me alimenta de coragem e responsabilidade”, diz.
Para além dessas autoras, a Bienal promove, no espaço Café Literário, dois encontros de literatura contemporânea de autoria feminina, ambos com curadoria da escritora e roteirista Josélia Aguiar. No dia 18 de abril, ao meio-dia, “Meninas, mulheres” aproxima duas romancistas de extremos do país: Verenilde Santos Pereira, da Amazônia, e Julia Dantas, de Porto Alegre, em uma conversa sobre histórias de meninas e mulheres em situações de deslocamento, risco, luto e busca de autonomia. Mais tarde, às 18h, “A casa e a rua” une a gaúcha Eliane Marques e a mineira Nara Vidal, radicada na Inglaterra, autoras que transitam entre prosa e poesia e investigam, em seus livros, as tensões entre a intimidade e o mundo, assim como os vínculos afetivos e suas violências.
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Destaque da Bienal do Livro Bahia, autora de Bridgerton revela curiosidades sobre Lady Whistledown
A escritora norte-americana Julia Quinn, criadora da série de livros Os Bridgerton, é um dos principais nomes confirmados na Bienal do Livro Bahia 2026. A autora participa do evento neste sábado (18), em Salvador, onde deve interagir com fãs brasileiros e discutir as adaptações de sua obra para o streaming.
Embora o nome da escritora possa não ser familiar para todos, o universo que ela criou ganhou projeção mundial com a adaptação da Netflix, que já conta com quatro temporadas disponíveis e uma quinta em produção.
Ambientada na alta sociedade londrina do início do século XIX, a saga acompanha a família Bridgerton, formada por oito irmãos, em meio a bailes, casamentos arranjados e escândalos. Cada livro da série narra a trajetória amorosa de um dos personagens.
A adaptação televisiva foi desenvolvida pela produtora Shondaland, comandada por Shonda Rhimes, conhecida por sucessos como Grey’s Anatomy e Scandal. Segundo Julia Quinn, a equipe teve liberdade para realizar mudanças na narrativa original, incluindo maior diversidade racial no elenco.
Entre as alterações que mais repercutiram está a mudança na história de Francesca Bridgerton. Nos livros, a personagem se envolve com Michael Stirling após a morte do marido. Já na série, o personagem foi adaptado para Michaela, configurando um relacionamento homoafetivo — apelidado por fãs de “Franchaela”.
Em entrevista, a autora afirmou que não vê problemas na mudança e destacou que compreende a necessidade de adaptações para diferentes formatos. Ela também comentou aspectos da construção de Lady Whistledown, figura central na trama conhecida por divulgar segredos da elite londrina.
A presença de Julia Quinn é uma das atrações mais aguardadas da Bienal, que ocorre entre os dias 15 e 21 de abril na capital baiana.
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Com aumento da área de exposição, Bienal do Livro Bahia é uma das apostas do mercado editorial em 2026
Em comparação com a edição de 2024, já se sabe que a edição 2026 da Bienal do Livro Bahia terá um dia a mais, com sete dias no total, e uma programação cultural ainda mais extensa, com mais de 170 convidados. Os números que apontam para o crescimento robusto do evento, no entanto, vão muito além.
O projeto de Visitação Escolar – que acontece em parceria com as Secretarias de Educação do Governo do Estado da Bahia e da Prefeitura Municipal de Salvador, levando alunos das redes públicas de ensino para a Bienal, contará com um investimento financeiro de 45% a mais nos vale-livros.Para a rede pública estadual, serão 10 mil cartões vale-livros para alunos e 5 mil cartões para professores, todos no valor unitário de R$ 100. A ação envolve 250 unidades de ensino, com cerca de 40 estudantes por escola. Já a rede pública municipal, terá 10 mil cartões vale-livros para alunos, no valor unitário de R$ 40,00 e 9.028 vales de R$ 60 para professores.
A movimentação financeira total será da ordem de R$ 2.441.680,00. Para além do giro econômico tão importante para os expositores, tal aumento representa, sobretudo, a possibilidade de ampliar o contato entre os jovens e o universo da literatura estimulando o hábito da leitura entre eles.
Outro índice de crescimento da Bienal do Livro Bahia é o aumento da área de exposição em mais de 25%, com incremento tanto na quantidade de expositores – 108 editoras em 2024 x 122 em 2026 – como também no tamanho médio dos estandes. A Editora Malê é um dos exemplos de parceiros que voltam à Bahia com espaço de exposição maior. Grandes marcas editoriais como Companhia das Letras, HarperCollins Brasil, Ciranda Cultural e Aleph também retornam ao evento, fortalecendo a parceria nessa praça relevante para o mercado.
Entre as novidades está a vinda da Editora Planeta.Também estreantes esse ano são as dezesseis editoras do Coletivo Compiladas: Arquipélago Editorial, Dublinense (Porto Alegre); Bazar do Tempo, Editora Cobogó, Ímã Editorial, Mórula, Editora Oficina Raquel, Seiva, Tabla (Rio de Janeiro); Editora Ercolano, Editora Fósforo, Lote 42, Nós, Ubu (São Paulo); Relicário (Belo Horizonte); e Solisluna (Salvador).
O evento ainda reforça seu vínculo com o mercado editorial local, ao garantir a presença, entre os expositores, de editoras e livrarias baianas, como LDM, Escariz, Letra A, P55, Caramurê, Paulinas, Arpillera, Raiz, Trem Fantasma, Orama, Studio Palma, Cogito, Leia Bahia, Crazy Animes e Paulus além dos grupos editoriais universitários da UFBA, da UNEB e da UCSAL, e das editoras que estarão presentes através das iniciativas da Fundação Pedro Calmon no estande do Estado e da Fundação Gregório de Mattos no estande do município. Dessa forma, a pluralidade e a bibliodiversidade seguem sendo norteadores em todas as esferas da Bienal Bahia.
“Desde 2022, quando pudemos retornar com o evento em Salvador, a Bienal Bahia vem numa sequência de crescimento muito interessante, atraindo novas marcas a cada edição, e hoje é a terceira maior Bienal do Livro do país, ficando atrás somente das Bienais de São Paulo e do Rio. Esse crescimento é algo que nos deixa muito felizes e seguros de que o nosso trabalho está dando certo, e que o mercado tem progressivamente percebido a importância do evento para se conectar ainda mais com o seu público do Nordeste. E podemos falar o mesmo em relação ao público, que vem crescendo a cada edição. Estamos confiantes de que vem aí mais uma edição histórica!”, analisa Tatiana Zaccaro, diretora-geral da GL events Exhibitions, empresa que organiza a Bienal do Livro Bahia e que também é responsável pela Bienal do Livro Rio.
A Bienal do Livro Bahia é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado da Bahia, tem patrocínio master da Prefeitura Municipal de Salvador e conta com o patrocínio social da Colgate e os patrocínios de Tik Tok, Acelen, PetroReconcavo e Bahiagás. Há ainda o apoio institucional do Sindicato dos Editores de Livros (Snel) e os apoios de BIC e Salvador Shopping. A GL events Exhibitions – divisão da multinacional francesa GL events – é a responsável pela realização do evento.
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Espetáculo “Além do arco-íris” avança para segunda semana após estreia emocionante
Sessões de casa cheia marcam o início da temporada no Teatro SESI Rio Vermelho e ampliam o debate sobre o acolhimento de crianças LGBTQIAPN+
Após uma estreia marcada por casa cheia e fortes emoções, o espetáculo “Além do arco-íris” segue para a segunda semana em cartaz no Teatro SESI Rio Vermelho e convida novos públicos a embarcar nessa experiência sensível e bem-humorada sobre as vivências de crianças LGBTQIAPN+. As apresentações acontecem de sexta-feira a domingo, às 20h, com sessão extra no sábado, às 17h, e os ingressos estão disponíveis no Sympla. Classificação: 14 anos.
“A receptividade superou todas as nossas expectativas. Foi realmente uma catarse. Ao longo do fim de semana, ficou claro que o espetáculo tem esse poder. No dia da estreia, chegou ao ponto de eu quase não conseguir ouvir a base musical, porque as pessoas estavam cantando a todo pulmão”, conta Marcos Barretto, que interpreta o protagonista Mike.
Marcos destaca ainda o impacto emocional da peça: “Eu pude receber o carinho de muitas pessoas emocionadas, inclusive algumas que eu nunca tinha visto chorar”. Para o ator, a montagem cumpre um papel fundamental ao propor uma reconexão com a criança interior e estimular reflexões necessárias. “É uma história que traz pontos importantes que precisam ser discutidos. É um convite para celebrar as crianças que fomos e preparar os adultos que somos para as crianças que virão, abraçando a diversidade e as múltiplas formas de existir”.
A partir de referências nostálgicas a programas como o da Xuxa, trilhas que tocam o coração de diferentes gerações e recursos de videomapping, a peça propõe uma visita às memórias afetivas da infância e abre espaço para que jovens e adultos que foram crianças LGBTQIAPN+ ou que conviveram com uma possam se reconhecer, compreender e exercitar a empatia. Em cena, a história se desenrola no quarto do pequeno Mike, onde a imaginação se torna refúgio diante de uma realidade atravessada por pressões sociais.
“Além do arco-íris” é uma realização da Multi Planejamento Cultural e conta com o patrocínio via Programa de Isenção Fiscal Viva Cultura – Salvador, da Prefeitura de Salvador, Secretaria Municipal da Fazenda – SEFAZ, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – SECULT e Fundação Gregório de Mattos – FGM.
SERVIÇO
Espetáculo “Além do arco-íris”
Local: Teatro SESI Rio Vermelho
Datas: 17, 18, 19, 24, 25, e 26/04 (sexta a domingo)
Horários:
Sexta a domingo, às 20h
Sessão extra aos sábados, às 17h
Valores de ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)
Classificação: 14 anosIngressos à venda pelo Sympla
Link: https://www.sympla.com.br/
evento/alem-dos-arco-iris/ 3370318 FICHA TÉCNICA
Texto: Claudio Simões
Direção: Celso Jr e Claudio Simões
Elenco: Marcos Barretto e artistas convidados em vídeo (Andrea Elia, Alethea Novaes, Frank Menezes e Paulo Reis)
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Espetáculo ‘Namíbia, Não!’ lota o ‘Teatro Sesc Casa do Comércio’ e retorna para nova sessão nesta quarta-feira, 15; confira o horário
Com direção de Lázaro Ramos, participação gravada de Wagner Moura e texto de Aldri Anunciação, os 15 anos de ‘Namíbia, Não!’ é celebrado com honrarias na cidade de Salvador. O retorno da peça traz aos palcos os primos Antônio (Aldri Anunciação) e André (Jhonny Salaberg) para o centro do confinamento.
Após conquistar mais de um milhão de espectadores no Brasil, Portugal, Londres e Alemanha, o espetáculo Namíbia, Não! retorna ao Teatro Sesc Casa do Comércio, – Av. Tancredo Neves, 1109, Caminho das Árvores – entre os dias 14 e 15 de abril, terça e quarta-feira, para sessões especiais a partir das 20h. O público vai poder acompanhar a trajetória dos primos Antônio (Aldri Anunciação) e André (Jhonny Salaberg) no centro do confinamento, arrancando boas risadas e reflexões durante a montagem.
Com direção de Lázaro Ramos, participação gravada de Wagner Moura e texto de Aldri Anunciação, a aclamada peça comemora os “15 anos de espetáculo” desde a sua montagem original nos teatros de Salvador. Em cena, o público é conduzido ao universo da Medida Provisória que atravessa a narrativa, propondo a deportação de pessoas negras para nações afrodiaspóricas sob o pretexto de combate ao racismo.
Sucesso de público e de crítica, referenciada pela ensaísta Bárbara Heliodora, o espetáculo traz nomes consagrados da cinematografia nacional, com a participação gravada de Suely Franco; Pedro Rangel; Ana Paula Bouzas; Antônio Fragoso; Filipe Pires; Caio Rodrigo; Marcelo Flores; Laura Castro; Francisco Pithon; e Evelin Buchegger; personagens em vídeo de Luis Miranda; Maria Beltrão; Cláudia Ventura; Edmilson Barros e Antônio Fragoso; contracenado por Jhonny Salaberg (Parto Pavilhão) e Aldri Anunciação nos palcos do Teatro Sesc Casa do Comércio.
Furando a bolha dos teatros, os 15 anos de “Namíbia, Não!” também marcam a expansão da obra para novas linguagens. Ao longo de sua trajetória, o espetáculo deu origem ao longa-metragem “Medida Provisória” (2022) e ao livro vencedor do Prêmio Jabuti (2013), consolidando uma narrativa que atravessa diferentes formatos e se mantém atual ao longo de quase duas décadas.
O espetáculo ‘Namíbia, Não!’ é uma realização da Melanina Acentuada Produções, com apoio do SESC Bahia.
SERVIÇO
[Espetáculo ‘Namíbia, Não!’ – 15 anos]
Onde: Teatro Sesc Casa do Comércio – Av. Tancredo Neves, 1109 – Caminho das Árvores, Salvador – BA, 41820-021
Quando: 14 e 15 de abril
Horário: a partir das 20h
Ingressos: EsgotadosFICHA TÉCNICA
Texto: Aldri Anunciação
Elenco: Jhonny Salaberg e Aldri Anunciação
Direção geral: Lázaro Ramos
Assistência de direção: Ana Paula Bouzas, Caio Rodrigo e Bárbara Barbará
Direção musical: Arto Lindsay, Wladimir Pinheiro e Rafael Rocha
Supervisão artística: Luiz Antônio Pilar
Produção musical: Rodrigo Coelho e Rafael Rocha
Desenho de luz: Jorginho Carvalho
Adaptador de Desenho de Luz e Técnico de luz: Caboclo de Cobre
Cenário: Rodrigo Frota
Assistência de Cenografia: Erik Saboya
Cenotécnico e contraregra: Leonardo Brito
Técnico de som e projeção: Raif Emerich
Figurino: Diana Moreira
Assistente de figurino: Mariane Lima
Modelista: Dora Moreira
Preparador de lutas: Felipe Khoury
Produção executiva: Fernanda Daltro
Coordenação de produção: Renata Peralva
Assessoria de imprensa: CRIATIVOS
Realização: Melanina Acentuada Produções
PERSONAGENS NOS VÍDEOS
Nóia Maria: Luis Miranda
Maria Beltrão: Maria Beltrão
Capitão Ricardo: Edmilson Barros
Apresentadora de TV: Cláudia Ventura
Repórter: Antônio Fragoso
VOZES DOS PERSONAGENS (EM OFF)
Mãe idosa: Léa Garcia
Ministro da Devolução: Wagner Moura
Socióloga: Ana Paula Bouzas
Policial 1: Caio Rodrigo
Policial 2: Marcelo Flores
Garota assaltada: Laura Castro
Moleque: Francisco Pithon
Dona Araci: Suely Franco
Seu Machado: Lázaro Ramos
Seu Nina (vizinho): Pedro Paulo Rangel
Advogado: Filipe Pires
Aeromoça: Evelin Buchegger
Repórter em Angola: Antônio Fragoso
