Categoria: Empresas & Negócios

  • Sexta é o Novo Sábado: 41 empresas em Portugal reduzem escala para 4×3

    Sexta é o Novo Sábado: 41 empresas em Portugal reduzem escala para 4×3

    Especialista defende que modelo é viável e pode “salvar a economia”
    Com o livro Sexta-Feira é o Novo Sábado, o professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes, tem divulgado os casos de 41 empresas em Portugal que decidiram, por conta própria, reduzir a escala para quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3).

    O especialista da Escola de Negócios da universidade londrina sustenta que a redução da jornada não só é viável, como pode “salvar a economia”, sendo benéfica para o conjunto da economia e da sociedade.

    Em relação ao Brasil, o especialista avalia que o país tem condições de reduzir a jornada para 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1. A pesquisa de Gomes aponta que a mudança reduz as faltas ao trabalho, diminui a rotatividade nos empregos e incentiva a indústria do lazer e do entretenimento.

    “Há muito alarmismo econômico contra a redução da jornada de trabalho. Qualquer redução, em qualquer país que eu vou, dizem exatamente o mesmo: que é impossível reduzir, que vai aumentar os custos para a empresa”, comentou.

    À Agência Brasil, o economista português disse que o aumento da produtividade – quando a empresa consegue produzir mais com menos tempo de trabalho –, pode compensar os custos da redução da jornada.

    “O que, historicamente acontece, em todas as reduções do tempo de trabalho, é que há um aumento da produtividade por hora. Existem melhoras, na forma como estamos a produzir, que compensam em grande medida, do ponto de vista das empresas, essa redução do tempo de trabalho”, explicou.

    Sexta é o novo sábado
    O autor analisou a redução da jornada voluntária para 4×3 em 41 empresas portuguesas que somam mais de mil empregados, de diferentes setores e tamanhos.

    Dessas companhias, 52% afirmam que vão manter a jornada reduzida para quatro dias de trabalho; 23% dizem que vão manter a jornada reduzida, mas em uma escala menor; e apenas 19% disseram que vão retomar a jornada de 5×2.

    Para mais de 90% das empresas, a mudança não teve custos financeiros, com 86% informando que aumentaram as receitas em relação ao ano anterior, sendo que 14% tiveram receitas menores. Cerca de 70% delas ainda concordam que melhoraram os processos da companhia após a mudança.

    “A semana de trabalho de quatro dias é uma prática de gestão legítima e viável, que proporciona benefícios operacionais às empresas, como melhor ambiente de trabalho, redução do absentismo [faltas] e aumento da atratividade no mercado de trabalho. No entanto, para ser bem-sucedida, a sua implementação requer uma reorganização profunda”, escreveu Gomes.

    Entre as mudanças organizacionais realizadas pelas empresas portuguesas, a mais frequente foi a diminuição da duração das reuniões.

    Brasília (DF), 28/04/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Semana de 4 dias. O professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes. Foto: Pedro Gomes/Arquivo Pessoal
    Livro do professor de economia da Universidade de Londres Pedro Gomes traz experiências de mais de 40 empresas que reduziram a escala de trabalho para quatro dias, com três dias de folga – Pedro Gomes/Arquivo Pessoal
    Indústria do lazer
    O tempo que o empregado ganha com a redução da jornada tem também um valor econômico que incentiva as indústrias do lazer, do entretenimento, e que tem um efeito positivo para o conjunto da economia.

    “Os trabalhadores também são consumidores. Eles também são inovadores, também são cidadãos, têm estudantes e, portanto, o que eles fazem no tempo livre tem um impacto econômico”, explicou.

    Pedro Gomes cita o exemplo do industrial Henry Ford, dono da montadora Ford, nos Estados Unidos (EUA), que reduziu, em 1926, há 100 anos, a jornada de trabalho na sua empresa para 40 horas semanais, consolidando o final de semana de dois dias.

    “Quando os EUA reduziram para 40 horas, 70% das pessoas passaram a ir ao cinema. Isso fez consolidar Hollywood como uma das principais indústrias americanas. Foi muito positivo para empresas ligadas aos esportes, à música, aos livros, à cultura, aos hotéis”, disse Pedro.

    Ainda segundo o economista, “é um passo que já foi feito há 100 anos nos EUA e, portanto, está mais do que na hora do Brasil, e os outros países da América Latina, façam essa passagem para as 40 horas”.

    O economista cita ainda o caso da China, que, em 1995, adotou o final de semana de dois dias para parte dos trabalhadores do país.

    “Não foi para toda a gente, foi mais para uma classe média. Mas pouco depois, o mercado de turismo interno da China se tornou o maior do mundo porque eles tiveram tempo para viajar. E o Brasil tem um potencial enorme de turismo”, completou

    Em Portugal, a jornada de trabalho foi reduzida de 44 horas para 40 horas em 1996.

    Faltas e rotatividade
    Outro efeito positivo da jornada menor é a redução das faltas ao serviço e a menor rotatividade no emprego, o que aumenta a capacidade de conciliar trabalho com família, sendo especialmente benéfico para as mulheres.

    “A rotatividade de trabalhadores e altos níveis de absentismo (faltas) tem um custo enorme para as empresas. Com menos horas trabalhadas, eles vão faltar menos e vão querer sair menos do trabalho, reduzindo a rotatividade”, disse.

    Comércio aos sábados
    O pesquisador Pedro Gomes acrescentou que algumas das empresas que ele pesquisou não precisaram fechar o comércio no sábado, ou em outro dia, por causa da redução da jornada. Muitas companhias passaram a adotar escalas com menos trabalhadores nos dias de fluxo mais baixo.

    “Se vê que tem menos fluxo de clientes nas terças e quartas, então dá mais dias livres aos trabalhadores naqueles dias de menor movimento. Ficam menos trabalhadores na loja, mas a loja fica aberta.”

    Para Gomes, as empresas têm a tendência de rejeitar mudanças na extensão da jornada de trabalho, ainda que ela traga benefícios.

    “Há muitas escolhas do lado das empresas, só que, muitas vezes, elas não querem pensar nisto. Vão pensar depois da legislação. Não conseguem perceber antes os benefícios que vão ter”, ponderou.

    PIB
    O economista rejeita a previsão de estudos que apontam para uma possível queda no Produto Interno Bruto (PIB) caso a redução da jornada e o fim da escala 6×1 seja aprovada no Brasil.

    O autor Pedro Gomes verificou 250 casos de redução de jornada pela via legislativa que ocorreram no mundo a partir de 1910. Nos cinco anos antes da reforma, a média de crescimento do PIB foi de 3,2%, subindo para 3,9%, em média, após a redução da jornada de trabalho.

    “Esses efeitos sobre a produtividade por hora foram muito significativos e compensaram amplamente a redução da jornada de trabalho. Além disso, todos esses outros efeitos macroeconômicos também tiveram impacto [no PIB]”, explicou.

    Para o professor de economia, a grande quantidade de horas que o trabalhador brasileiro passa no deslocamento para o serviço também justifica a redução da jornada de trabalho no Brasil.

    “É uma razão adicional. Os trabalhadores vão melhorar muito a qualidade de vida, vão valorizar muito, e os custos para as empresas são muito mais baixos do que eles costumam argumentar”, finalizou.

    Agência Brasil

  • Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando

    Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando

    Analistas de mercado acreditam na segunda redução seguida de juros

    Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (29) a terceira reunião do ano. Mesmo com a alta do petróleo, os analistas de mercado acreditam na segunda redução seguida de juros.

    Atualmente em 14,75% ao ano, a Selic ficou em 15%, no maior nível em quase 20 anos, de junho de 2025 a março deste ano.

    A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

    Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por falecimento de um parente de primeiro grau.

    Na ata da reunião de março, o Copom deixou de indicar se continuará a cortar os juros. Com a Guerra no Oriente Médio, o BC afirmou que a magnitude e o “ciclo de calibração” (para cima ou para baixo) da Selic serão determinados “ao longo do tempo”, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

    Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano.

    Inflação
    O comportamento da inflação continua uma incógnita. A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril, pressionada por combustíveis e alimentos. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março.

    Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%, por causa do conflito no Oriente Médio. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Oficialmente, a meta está em 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

    Taxa Selic
    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

    O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

    Meta contínua
    Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou de 3,5% para 3,6% a previsão para o IPCA em 2026, mas a estimativa deve ser revista se a guerra no Oriente Médio se prolongar. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho.
    Agência Brasil

  • Após prêmios internacionais, marca baiana de laticínios investe em ampliação da produção

    Após prêmios internacionais, marca baiana de laticínios investe em ampliação da produção

    A Morrinhos Artesanais, marca baiana de laticínios que vem acumulando reconhecimento em premiações internacionais, inicia uma nova fase de crescimento com investimentos voltados à ampliação de sua capacidade produtiva. O movimento marca um avanço na trajetória da empresa, que busca acompanhar a crescente demanda pelos seus produtos e fortalecer sua presença no mercado. Com origem em Tanquinho, no interior da Bahia, a produção da Morrinhos Artesanais nasceu a partir de uma iniciativa familiar e, ao longo dos últimos anos, se estruturou como um negócio em expansão, mantendo o compromisso com processos artesanais e o uso de ingredientes regionais.

    Agora, a empresa se prepara para dar um novo salto operacional, com a incorporação de equipamentos que devem permitir um ganho significativo de escala nos próximos meses. A ampliação acompanha um histórico consistente de reconhecimento fora do país. A marca já conquistou medalhas em edições internacionais do Mondial du Fromage, na França, com destaque para o iogurte de licuri, carro-chefe da produção, além de sabores como umbu. As premiações ajudaram a consolidar o posicionamento da empresa como representante da produção baiana de qualidade no cenário global.

    Sem abrir mão das características que marcaram sua origem, a Morrinhos Artesanais aposta em um crescimento estruturado, capaz de equilibrar escala e identidade. “Esse novo momento representa um passo importante para a gente. É uma ampliação que vem com responsabilidade, respeitando nossos processos e a qualidade que sempre buscamos entregar. Nosso objetivo é crescer de forma consistente, levando nossos produtos a mais pessoas, sem perder a essência do que construímos até aqui”, afirma o produtor e médico veterinário, Lívio Mascarenhas.

    Atualmente, a linha da marca inclui iogurtes artesanais em diferentes sabores, como licuri, umbu, maracujá e ameixa, além do iogurte natural e queijos frescal e coalho. Sem uso de conservantes ou aditivos, os produtos seguem valorizando a matéria-prima local e reforçando a conexão com o território baiano, agora com fôlego renovado para ampliar sua produção e alcance.

  • Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste

    Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste

    Mulheres recebem 21,3% a menos que os homens, segundo relatório do MTE
    A participação feminina no mercado de trabalho aumentou 11%, com ampliação das oportunidades para mulheres negras e pardas. Apesar do aumento, as mulheres continuam recebendo, em média, salário 21,3% menor do que os homens nas empresas privadas com pelo menos 100 empregados.

    Esta é uma das conclusões do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    De acordo com o levantamento, a participação das mulheres no mercado de trabalho passou de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 800 mil postos.

    O avanço foi ainda mais expressivo entre mulheres negras (pretas e pardas), cujo número de ocupadas aumentou 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões.

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    Desigualdade salarial
    Apesar do aumento do emprego, a desigualdade salarial entre homens e mulheres praticamente não se alterou em relação ao relatório anterior. Em 2023, as mulheres recebiam 20,7% menos que os homens; agora, a diferença passou para 21,3%.

    Já no salário mediano de contratação, a diferença subiu de 13,7% para 14,3%, variação considerada estatisticamente estável.

    O relatório se baseia em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e reúne dados de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados.

    Segundo o levantamento, o salário médio no país, que reúne todos os salários e divide pelo número de trabalhadores, é de R$ 4.594,89. Já o salário contratual mediano, que fica no meio da escala que considera desde o salário mais baixo até o mais alto, é de R$ 2.295,36.

    Massa de rendimentos
    A participação das mulheres na massa de rendimentos também avançou, passando de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, o percentual segue abaixo da presença feminina no emprego, que é de 41,4%. Para alcançar esse patamar, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras.

    “Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, informou, por meio de nota, a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE.

    O levantamento também aponta avanços nas políticas internas das empresas, como ampliação de jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários. Cresceu ainda o número de estabelecimentos com menor desigualdade salarial.

    Diferenças regionais
    Por outro lado, persistem diferenças regionais. Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%).

    Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

    O relatório integra a aplicação da Lei nº 14.611/2023, que estabelece a transparência salarial como instrumento para promover a igualdade de remuneração entre homens e mulheres.

    A legislação estabelece a obrigatoriedade da transparência salarial em empresas com 100 ou mais empregados e prevê medidas para combater a discriminação e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.

    Agência Brasil

  • Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas

    Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas

    Programa deve ser anunciado esta semana pelo governo, diz ministro
    O novo programa Desenrola, que vem sendo chamado de Desenrola 2.0, deve ser anunciado esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vai permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a renegociação das dívidas.

    A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em São Paulo, após participar de reuniões com banqueiros.

    “A gente segue trabalhando com a possibilidade de usar o fundo de garantia”, disse o ministro.

    Durigan adiantou, no entanto, que haverá um limite para o uso do FGTS no Desenrola.

    “A limitação que vai ter para garantia do próprio fundo é um percentual do saque. Então é um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas do programa, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida”, explicou.

    Nesta manhã, o ministro esteve reunido na capital paulista com banqueiros e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney. Estiveram presentes os presidentes dos bancos BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank. À tarde, ele também se reuniu com representantes do Citibank.

    “Estamos hoje concluindo as conversas com as instituições financeiras para entregar ao presidente, essa semana, o programa de renegociação das dívidas das famílias brasileiras. Estou voltando para Brasília amanhã e falarei com o presidente para que o anúncio seja feito, possivelmente, ainda esta semana pelo presidente”, disse ele a jornalistas.

    De acordo com o ministro, o novo programa Desenrola pretende reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda nos próximos meses. “O programa tem aquela linha geral de exigir reduções de uma dívida que as famílias brasileiras mais sofrem hoje como o cartão de crédito, o CDC (crédito direto ao consumidor) e o cheque especial”, explicou.

    Ele também adiantou que o Desenrola vai ter um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO). “Vai ter um aporte no FGO também, isso está previsto nas medidas que a gente vai colocar. Vai ser o suficiente para a gente garantir a renegociação de quem quiser fazer essa renegociação”, declarou.

    Embora não tenha fornecido mais detalhes sobre o novo programa, o ministro disse esperar que os descontos possam alcançar até 90%.

    “O que a gente está exigindo, com a contrapartida dos bancos, é que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos [CDC, cartão de crédito e cheque especial], que são créditos caros que as pessoas têm que tomar no Brasil. Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês. Então, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, no mês seguinte, ela possivelmente vai ser uma dívida de R$ 11 mil. Uma família brasileira que recebe um salário médio, possivelmente não sairá desse ciclo de atualização da sua dívida. Então, com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, estimou.

    Ele ressaltou, no entanto, que o programa não será um “Refis periódico” e ocorrerá apenas como uma medida excepcional.

    “Tanto no Desenrola que aconteceu em 2023 quanto no de agora, tratam-se de medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema, estamos vendo uma guerra e vendo alguns impactos que muitas vezes fogem ao nosso controle. Mas é importante dizer que não se trata de um Refis recorrente”, ressaltou.

    Quanto ao número de beneficiados, o ministro declarou que a expectativa do governo é de que milhões de pessoas possam ser atingidas pela nova medida. “Eu espero que a gente atinja dezenas de milhões de pessoas pelo país”, limitou-se a dizer. No primeiro programa Desenrola Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas foram beneficiadas com a negociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas.

    Hoje à tarde o ministro ainda deve se reunir com executivos das empresas Equinor Brasil, Petrogal Brasil, Repsol Sinopec Brasil, Shell Brasil e TotalEnergies EP Brasil. Todas são do setor de petróleo e gás.
    Agência Brasil

  • Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Expectativa é que economia do país cresça 1,85%
    O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.

    Na edição anterior do boletim divulgado pelo Banco Central, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.

    Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028.

    Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Taxa Selic
    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.

    Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.

    PIB e Câmbio
    Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.

    A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.

    O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.

    Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.
    Agência Brasil

  • Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities

    Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities

    Ferramenta ajudará empresas e governos a atender exigências europeias
    Começa a funcionar nesta segunda-feira (27) a plataforma digital do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que reúne e cruza dados socioambientais de diversas fontes, com recorte municipal e estadual, permitindo identificar impactos locais associados à produção de commodities.

    A Plataforma Socioambiental é uma iniciativa que busca viabilizar a rastreabilidade das cadeias de commodities, especialmente em relação ao que prevê o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

    Esse regulamento proíbe a importação, no bloco europeu, de produtos oriundos de áreas desmatadas. A expectativa é de que o EUDR passe a ter maior impacto nos próximos anos, diante da aproximação comercial entre Mercosul e a União Europeia.

    As cadeias de produtos acompanhados pela plataforma são as de soja, café, cacau, palma, borracha e produtos de origem bovina.

    Segundo o instituto, a ferramenta ajudará, por exemplo, empresas voltadas às demandas por consumo consciente, nas quais os consumidores dão preferência a produtos que não prejudiquem comunidades locais ou o meio ambiente.

    A plataforma, explica o ISPN, pode ser usada por empresas estrangeiras, governos locais, empresários e pelo poder público, contribuindo para a transparência no campo, o estímulo ao consumo consciente e a formulação de políticas públicas mais eficientes.

    Disponível no site do instituto, a ferramenta é baseada em bancos de dados de 15 entidades nacionais e estrangeiras das áreas de direitos humanos, meio ambiente e sociedade civil.

    As informações abrangem o período a partir de 2002 e poderão ser atualizadas anualmente, segundo o ISPN. Há também a expectativa de incorporação gradual de novas bases de dados.

    Cruzamento de dados
    Os cruzamentos permitem análises específicas sobre disputas por água e terra, bem como sobre ocorrências de trabalho escravo, violência, contaminação ambiental e uso de recursos hídricos.

    A base de conflitos sociais é fornecida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

    Segundo o instituto, análises preliminares mostram que poucos municípios brasileiros não registram conflitos, e que violações de direitos humanos ocorrem em praticamente todo o país.

    Os cruzamentos de dados indicam, ainda, que desmatamento e produção de commodities frequentemente caminham juntos, associados a conflitos por terra, água e diferentes formas de violência.

    Mostra também que, em áreas com mineração, é comum a ocorrência de conflitos por água.

    A ferramenta possibilita também identificar alguns tipos de irregularidades fundiárias, como a chamada grilagem verde, quando áreas conservadas ocupadas por comunidades tradicionais são declaradas como reserva legal de grandes propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é declaratório.

    A ferramenta será apresentada no dia 28 de abril a representantes das embaixadas de França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, em encontro presencial. Outros países participarão de forma remota.
    Agência Brasil

  • 99Food desafia os consumidores em nova campanha

    99Food desafia os consumidores em nova campanha

    Com o conceito “Quem pede pra ver, pede 99Food”, a plataforma desafia os consumidores céticos a testarem o aplicativo e comprovarem uma experiência de delivery mais eficiente, com pedidos que chegam no horário combinado
    A 99Food, plataforma de delivery da 99, lança sua primeira campanha nacional de 2026 com uma narrativa provocativa que convida o público a “pedir para ver”. A campanha traz Ivete Sangalo no papel central de voz da consciência, desafiando os consumidores a saírem do automático. De forma direta, a embaixadora instiga o público a “pedir para ver” e comprovar, na prática, o novo padrão de agilidade e qualidade que define a experiência de entrega da marca.

    Para maximizar a notoriedade da campanha, a marca traz a “Mini Ivete” como a voz do inconsciente para tirar o consumidor da inércia e ressignificar os traumas do delivery comum, como a demora e a baixa qualidade. A estratégia utiliza a celebridade para provocar a ação no momento da fome, substituindo esses pontos de fricção pela certeza de um serviço que entrega o que o usuário realmente busca: algo rápido, genuinamente bom e livre dos erros das plataformas convencionais.

    Segundo pesquisa da Orbit Data Science, 47% dos brasileiros demonstram desconfiança em relação às marcas como um todo, enquanto 30% passam a confiar após vivenciarem boas experiências. É nesse contexto que a 99Food posiciona sua nova campanha de forma mais ousada, a partir da desconfiança do consumidor para se apresentar como uma marca disposta a sustentar, na prática, aquilo que promete.

    A campanha mostra a evolução da assinatura da 99Food, que chegou no ano passado com a proposta de transformar o mercado de delivery. “Com presença em mais de 70 cidades, conectamos uma legião de usuários a uma nova experiência de pedir comida por aplicativo. Agora, estamos chamando os consumidores apreensivos, que ainda não testaram o aplicativo e também nunca receberam uma experiência completa, para conhecer nosso aplicativo e pedirem para verem que somos a melhor opção de delivery”, afirma Ana Verroni, CMO da 99.

    Para incentivar o uso da plataforma, a 99Food aposta na garantia de entrega no prazo como seu grande diferencial competitivo. Através de uma jornada otimizada por tecnologia, a marca rompe com o padrão do mercado e entrega pedidos em tempo recorde.

    “Sabemos que a desconfiança ainda faz parte da relação dos consumidores com a categoria, especialmente diante de expectativas que nem sempre são atendidas. Por isso, nossa proposta com a campanha é assumir esse cenário de forma transparente e mostrar que estamos preparados para sustentar, na prática, aquilo que prometemos”, finaliza a CMO.

    Presença multifacetada de Ivete Sangalo

    O filme estrelado por Ivete Sangalo foi ao ar na última terça-feira (21) e será desdobrado em peças para a TV, redes sociais e OOH. A campanha ainda contará com parcerias com influenciadores, ativações in-app e em eventos populares ao longo do ano.

    O vídeo completo está no YouTube.

    Como desdobramento da campanha, a 99Food também lançará nas redes sociais um filtro interativo que traz a “Ivetinha” – versão miniatura de Ivete Sangalo – como uma espécie de “voz da consciência” dos consumidores. No formato, a personagem aparece no ombro dos usuários, incentivando-os, de forma leve e bem-humorada, a “pedir para ver” e experimentar a plataforma. O asset também ficará disponível para uso do público, ampliando o engajamento e a interação com a campanha.

    Sobre a 99Food
    A 99Food, plataforma de delivery da 99, segue avançando em seu plano nacional de expansão, sustentado por um investimento de R$2 bilhões até junho de 2026. Em março deste ano, o serviço já alcançava mais de 70 cidades e mantém ritmo acelerado de crescimento, com a meta de atingir 100 localidades nos próximos dois meses.

  • iFood lançará Canarinhos colecionáveis e estreia campanha com filme que convoca a torcida brasileira

    iFood lançará Canarinhos colecionáveis e estreia campanha com filme que convoca a torcida brasileira

    – O iFood, patrocinador oficial das Seleções Brasileiras de Futebol, lançará em maio os Canarinhos iFood, uma linha exclusiva de pelúcias colecionáveis que reproduzem o mascote oficial da Seleção Brasileira. A iniciativa celebra a trajetória única da seleção pentacampeã mundial e resgata a memória afetiva dos brasileiros por itens colecionáveis, que fizeram sucesso durante os anos 90.
    A novidade faz parte da campanha “iFood. É do Brasil. É tudo pra mim”, que reafirma a trajetória de investimento consistente da empresa brasileira de tecnologia no país nos últimos 15 anos e com os milhões de brasileiros que brilham dentro e fora de campo. Serão cinco versões do personagem, cada uma inspirada em momentos icônicos das conquistas da Seleção, com camisas que remetem aos anos em que o Brasil foi campeão.
    Os Canarinhos iFood estarão disponíveis em todo o Brasil a partir de maio. Mais informações sobre a mecânica para adquirir os mascotes serão divulgadas em breve.

    Campanha iFood. É do Brasil. É tudo pra mim

    O iFood escolheu a final do BBB 26 para lançar sua nova campanha “iFood. É do Brasil. É tudo pra mim”, posicionamento de marca que conecta a plataforma aos grandes momentos da cultura brasileira e celebra o orgulho de ser brasileiro e o comprometimento da empresa, ao longo dos 15 anos, com o país. A estreia acontece com um filme publicitário inspirado no vídeo viral que tomou as redes sociais em 2018, quando torcedores brasileiros cantam em coro o hino não oficial das cinco estrelas antes de um jogo da Seleção.

    “Essa campanha traduz a forma como o iFood se conecta com o Brasil. Temos orgulho de estarmos presentes no dia a dia de milhões de brasileiros, levando conveniência para os consumidores, transformando o negócio dos nossos parceiros e gerando renda para os entregadores. São 15 anos de história e uma conexão direta com o que significa ser brasileiro: garra, criatividade, empreendedorismo, momentos em família e tudo mais que nos faz ser um país sem igual. Agora, estamos levando essa conexão para um território de paixão e orgulho nacional, que é o futebol, celebrando a história da nossa seleção pentacampeã e, principalmente, dos 200 milhões de brasileiros que brilham dentro e fora de campo”, afirma Ana Gabriela, vice-presidente de Marketing do iFood.

    Na narrativa criada pelas agências N.Ideias e You Dare, entregadores reais do iFood chegam ao ponto de encontro dos torcedores levando os Canarinhos colecionáveis, pelúcias que representam cada uma das conquistas mundiais do Brasil. À medida que os mascotes são entregues, a energia da torcida cresce até culminar em todos cantando juntos o hino, conduzidos pelo próprio Canarinho. O filme traduz a emoção coletiva que envolve o futebol no país e posiciona o iFood como parte desse ritual de celebração.

    iFood é patrocinador oficial da CBF

    O iFood firmou uma parceria inédita com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e se tornou patrocinador oficial das Seleções Brasileiras de Futebol até 2027, com presença nas equipes masculinas e femininas, profissionais e de base. Como Delivery Oficial das Seleções, a marca passa a integrar um dos principais ativos de paixão nacional, ampliando sua visibilidade em grandes competições e fortalecendo a conexão com os brasileiros. O acordo também se articula com a parceria com a CazéTV nas transmissões de 2026, criando uma plataforma estratégica para ativações que unem cultura, entretenimento e experiência, além de reforçar o posicionamento do iFood como uma empresa que investe continuamente no Brasil.

    Sobre o iFood

    O iFood, empresa brasileira de tecnologia com 14 anos de história, é hoje a plataforma líder e referência no setor de delivery na América Latina. Conectando estabelecimentos, consumidores e entregadores em um único ecossistema, o iFood oferece soluções práticas que vão além da entrega de refeições, atendendo diferentes necessidades e promovendo transformação social por meio da educação e da tecnologia.

    A tecnologia, a inovação e a sua cultura são os principais ativos da empresa, que movimenta mensalmente 180 milhões de pedidos feitos por mais de 60 milhões de clientes, sustentando um ecossistema que conta com 500 mil entregadores conectados e 460 mil estabelecimentos parceiros em cerca de 1.500 cidades brasileiras. Além de impulsionar avanços e conveniência em áreas como mercados, farmácias, fintech e benefícios, o iFood impacta a economia, com o “Efeito iFood” e é responsável pela geração de mais de 1 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos, além de impulsionar o PIB brasileiro em 0,64%.
    Para saber mais sobre o iFood, visite: www.institucional.ifood.com.br

  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

    Com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 678,22

    A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (27) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,22. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,8 bilhões.

    Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Pagamento unificado
    Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento no último dia 16, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e cinco municípios mineiros atingidos por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6).

    Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Regra de proteção
    Cerca de 2,34 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706.

    Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

    Agência Brasil