Categoria: Empresas & Negócios

  • ANP aprova estudos sobre bloco no pré-sal da Bacia de Santos

    ANP aprova estudos sobre bloco no pré-sal da Bacia de Santos

    Chamada de Sul de Sapinhoá, área tem 460 quilômetros quadrados

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou na última sexta-feira (24) estudos geoeconômicos sobre o bloco exploratório Sul de Sapinhoá, localizado no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Santos.

    Os estudos fazem parte do Calendário Estratégico de Avaliações Geológica e Econômica relativo ao biênio 2026/2027. Os documentos serão encaminhados ao Ministério de Minas e Energia (MME) para avaliação sobre a possibilidade de inclusão da área, de cerca de 460 quilômetros quadrados (km2), em futuras rodadas de licitações.

    Cabe ao MME propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a definição dos blocos que poderão ser objeto de rodadas de licitações de partilha de produção, bem como os parâmetros econômicos a serem adotados, ressaltou a ANP.

    Segundo a Agência, as estimativas preliminares apontam para a existência de condições efetivas de sustentação para projetos viáveis na região, dos pontos de vista técnico e financeiro.

    Oferta Permanente
    Blocos na área do pré-sal ou em áreas estratégicas podem ser arrematados por empresas petrolíferas na Oferta Permanente de Partilha de Produção, por meio da qual são assinados contratos de partilha de produção. Nesses contratos, parte do que é extraído é dividido com a União.

    Entretanto, para serem licitados no sistema da Oferta Permanente sob regime de partilha, os blocos têm que possuir autorização específica do CNPE, com definição de parâmetros a serem adotados para cada campo ou bloco a ser licitado.

    A ANP esclarece ainda que “os blocos são selecionados em bacias de elevado potencial de descobertas para petróleo e gás natural com o objetivo de recompor e ampliar as reservas nacionais e a produção brasileira de petróleo e gás natural e atendimento da crescente demanda interna”.

  • Dólar abaixo de R$ 5 impulsiona gastos no exterior e reabre janela para imigração nos EUA

    Dólar abaixo de R$ 5 impulsiona gastos no exterior e reabre janela para imigração nos EUA

    Brasileiros voltam a gastar mais fora do país — e cenário favorece vistos por talento e negócios

    Depois de um período marcado por forte valorização, o dólar voltou a operar abaixo de R$ 5 — e os efeitos já começam a aparecer de forma concreta no comportamento dos brasileiros.

    Imagem: IA

    Os gastos no exterior estão em alta e bateram níveis recordes recentes, refletindo uma retomada consistente do consumo internacional.

    Em 2025, brasileiros desembolsaram cerca de US$ 15,7 bilhões apenas em viagens pessoais fora do país, dentro de um volume total que ultrapassa US$ 20 bilhões — o maior patamar em mais de uma década.

    Esse movimento não se limita ao turismo. Ele sinaliza uma mudança mais ampla: o Brasil volta a olhar para fora — e isso inclui também decisões estruturais, como imigração e expansão de negócios.

    Câmbio mais previsível muda o jogo

    Nos últimos anos, especialmente em momentos de maior instabilidade global, o dólar chegou a encostar em R$ 6,00, pressionado por juros elevados nos Estados Unidos e fuga de capital de mercados emergentes.

    Agora, ao operar em uma faixa mais estável — próxima de R$ 4,90 a R$ 5,10 — o cenário se torna mais previsível e favorece o planejamento financeiro internacional.

    O advogado licenciado nos Estados Unidos, professor de pós-graduação de direito migratório e mestre pela Universidade do Sul da Califórnia, Vinícius Bicalho, explica que o câmbio é um dos principais gatilhos do movimento migratório brasileiro.

    “Quando o dólar sobe muito, muitos projetos entram em pausa. Com a estabilização, há uma retomada natural — principalmente em processos ligados à carreira e ao empreendedorismo”, afirma.

    Quais caminhos estão em alta

    Com o cenário mais favorável, cresce o interesse por modalidades migratórias baseadas em qualificação e estratégia:

    Segundo Bicalho, o momento favorece quem busca caminhos mais estruturados.

    “A imigração qualificada hoje é acessível para quem se posiciona corretamente. Existem vias sólidas tanto para profissionais quanto para empresários”, destaca.

    Mais do que custo, é previsibilidade

    Além do aumento do consumo no exterior, o que sustenta esse movimento é a previsibilidade.

    Com o dólar menos volátil, o risco de surpresas financeiras diminui — e isso favorece decisões mais robustas, como mudar de país ou expandir negócios.

    “Não é apenas pagar menos. É conseguir planejar melhor. Isso reduz o risco e dá mais segurança para avançar”, reforça o advogado.

    O custo — agora sob outra lógica

    Processos migratórios envolvem investimento, especialmente quando incluem planejamento jurídico e estruturação empresarial.

    Mas o atual patamar do dólar reduz significativamente essa barreira.

    Um processo que pode girar em torno de US$ 25 mil, por exemplo, representava cerca de R$ 150 mil com o dólar próximo de R$ 6. Hoje, com o dólar abaixo de R$ 5, esse valor cai para aproximadamente R$ 120 mil.

    A diferença pode ultrapassar R$ 25 mil — o suficiente para destravar decisões que antes estavam em espera.

    “O câmbio sempre foi um divisor de águas. Em momentos como este, quem já vinha se preparando encontra uma condição muito mais equilibrada para avançar”, conclui Vinícius Bicalho.

    O cenário agora é claro: o dólar deixa de ser um obstáculo imediato e passa a funcionar como um facilitador estratégico.

    Para muitos brasileiros, esse pode ser o momento de transformar intenção em movimento.

  • Mutirão do INSS prevê 19 mil atendimentos para reduzir fila da perícia

    Mutirão do INSS prevê 19 mil atendimentos para reduzir fila da perícia

    Ação acontece em 16 estados neste fim de semana
    O Ministério da Previdência e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizam, neste sábado (25) e domingo (26), mais um mutirão de perícias médicas para a concessão de benefícios assistenciais e por incapacidade. A ação ocorre em 16 estados, em 53 agências da Previdência Social.

    O objetivo é reduzir o tempo de espera por atendimento dos segurados do INSS. O total de processos em tramitação no órgão chega a 2,7 milhões. Em entrevista recente, a presidente INSS, Ana Cristina Silveira, explicou que, desse total, cerca de 1,3 milhão são pedidos de benefícios que entram todos os meses e cerca de 500 mil são processos que dependem de ação dos segurados, como apresentação de documentos ou ida às agências.

    Pela conta, o volume de processos em atraso está em torno de 900 mil.

    A expectativa para este fim de semana é que sejam realizadas mais de 19 mil perícias por meio de atendimentos presenciais ou conectadas, modalidade de teleatendimento que amplia o acesso da população aos benefícios, especialmente em regiões distantes e com escassez de profissionais.

    De acordo com o INSS, a perícia conectada tem a mesma segurança e os mesmos princípios do atendimento presencial, de privacidade e sigilo.

    Os mutirões acontecem a cada 15 dias, sempre aos fins de semana, e desde o início deste ano já foram realizados 130 mil atendimentos periciais por meio dessa iniciativa.

    Para informações sobre antecipação de perícia e agendamento nos mutirões, os segurados podem entrar em contato pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou acessar o serviço Meu INSS, no site ou aplicativo para celular.
    Agência Brasil

  • IR 2026: como deduzir gastos com educação, saúde e previdência privada

    IR 2026: como deduzir gastos com educação, saúde e previdência privada

    Veja quais despesas podem reduzir pagamento do imposto
    Na declaração do Imposto de Renda, dois campos merecem atenção: são os de gastos com educação e o de gastos com saúde. Lançar todos os comprovantes pode reduzir consideravelmente o valor do imposto a pagar, mas as regras são bem diferentes para essas despesas.

    Educação
    Na educação, por exemplo, o benefício vale para você, seus dependentes e também para alimentandos, no caso de quem paga pensão judicial. No entanto, não é qualquer curso que entra na lista.

    >> Quais despesas têm dedução:

    Educação infantil
    Ensino fundamental e médio
    Educação superior (graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado)
    Educação profissional (cursos técnicos e tecnólogos)
    >> O que não tem dedução:

    Cursos extracurriculares (idiomas, música, dança, esporte, cursinho preparatório)
    Material escola
    Aulas de reforço
    O contribuinte precisa também respeitar o teto anual, que é de R$ 3.561,50 por pessoa.

    Saúde
    Diferentemente da educação, os gastos com saúde não possuem limite de dedução.

    >> Veja quais profissionais e serviços entram nessa categoria:

    Despesas médicas ou de hospital
    Gastos com consultas e tratamentos particulares com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais
    Despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas e dentárias.
    Pagamentos de plano de saúde ou com administradora de benefícios (que cobrem despesas ou assegurem o direito ao atendimento)
    No entanto, gastos com farmácia, acompanhantes em hospitais ou procedimentos estéticos não dão direito ao desconto.

    Para não ter problemas com a fiscalização e evitar a malha fina guarde todos os recibos e notas fiscais por, pelo menos, 5 anos e certifique-se de que o CPF ou CNPJ de quem prestou o serviço está correto.

    Previdência privada
    A Previdência é uma das ferramentas para quem busca diminuir a base de cálculo do imposto. Mas é preciso atenção ao tipo de plano, PGBL ou VGBL.

    “A principal diferença entre o PGBL e o VGBL está no tratamento tributário. O PGBL permite deduzir as contribuições do IR, mas, na hora do resgate, o imposto incide sobre o valor total de tudo o que foi depositado: contribuições mais os rendimentos. Já o VGBL não oferece dedução fiscal das contribuições, mas, no resgate, o imposto incide apenas sobre os rendimentos, preservando o capital investido”, explica o professor de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Linhares.

    PGBL

    Se o objetivo é o abatimento imediato, o PGBL é o caminho, permitindo deduzir até 12% dos seus rendimentos.

    “O PGBL vale a pena para quem faz a declaração no modelo completo e tem uma renda tributável alta”, aponta o professor da Universidade Positivo, Marco Aurélio Pitta.

    Veja como declarar o PGBL:

    Informe os valores na ficha “Pagamentos Efetuados”
    Selecione o pagamento como Previdência Complementar (inclusive FAPI)
    VGBL

    Já o VGBL é mais indicado para quem usa o modelo simplificado ou quer apenas acumular patrimônio, alerta Pitta.

    Veja como declarar o VGBL:

    Declare os valores na ficha “Patrimônio”, como “Outros Bens e Direitos”
    Informe o saldo acumulado em 31 de dezembro do ano anterior e o atual

    Além de investir, você pode direcionar parte do imposto devido para fundos que apoiam crianças, adolescentes ou idosos.

    Se você não fez doações ao longo de 2025, ainda pode doar diretamente na declaração de 2026. Porém, nem todo tipo de repasse é considerado uma dedução legal.

    “As doações feitas por mera liberalidade a partidos políticos e candidatos, entidades filantrópicas e de educação, aos parentes, dízimos pagos às igrejas e cestas básicas doadas a qualquer pessoa não são passíveis de dedução por falta de previsão legal”, alerta professor Deypson Carvalho.

    O limite para essas doações varia de 6% a 7% do imposto devido, e o próprio sistema da Receita Federal realiza o cálculo automaticamente. Os pagamentos das guias de doação devem ser quitados até antes de terminar o prazo de entrega da declaração do IR.

    Agência Brasil

  • Confiança do Consumidor registra segunda alta consecutiva, diz FGV

    Confiança do Consumidor registra segunda alta consecutiva, diz FGV

    Inflação controlada e mercado de trabalho influenciaram resultados

    O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aumentou 1 ponto percentual em abril, em relação ao mês anterior, totalizando 89,1 pontos. O resultado é o mesmo alcançado em dezembro do ano passado, que foi o maior até então.

    Na média móvel trimestral, o índice subiu 0,6 ponto, para 87,8 pontos. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro.

    Na avaliação da economista do Ibre Anna Carolina Gouveia, a melhora da percepção sobre o momento atual impulsionou essa segunda alta da confiança do consumidor.

    Segundo ela, tiveram peso no resultado de abril a manutenção da inflação mais controlada e do mercado de trabalho robusto.

    “E como a gente vem tendo uma melhora mais focada nas faixas de renda mais baixas, eu acredito que talvez a questão da isenção do imposto de renda tenha ajudado a dar um alívio pontual no orçamento das famílias de menor renda. Então, isso pode estar influenciando os últimos meses da melhora da confiança”, disse a economista do Ibre à Agência Brasil.

    Os dois indicadores que formam a confiança do consumidor apresentaram melhora.

    O ISA, que reflete a percepção sobre o momento presente da economia, avançou 2,1 pontos, atingindo 85,3 pontos, e mostrando que o consumidor está avaliando de forma mais favorável a economia atual.
    O IE, que mostra as expectativas do consumidor com relação ao futuro, subiu 0,2 ponto, registrando 92,3 pontos em abril.
    Anna Carolina afirmou que a melhora percebida no mês de abril veio mais do momento presente.

    “No mês, o indicador que mais impulsionou a melhora do ICC foi o indicador de situação financeira atual das famílias, que subiu 3,9 pontos. Esse foi o principal motivador da alta da confiança em abril”, explicou a economista.

    A análise do índice de consumidor por faixa de renda indica que a melhora mais significativa foi a do consumidor que ganha até R$ 2,1 mil mensais, com a segunda melhora mensal, de 3,4 pontos. Em março, em comparação ao mês anterior, a alta foi de 5,4 pontos.

    Futuro
    Anna Carolina Gouveia afirmou que uma análise para os próximos meses é incerta por conta, principalmente, dos impactos da guerra externa na inflação do Brasil.

    “Há previsão de algum impacto de inflação no futuro, em função da guerra que a gente não sabe quanto tempo vai durar, como vai acontecer etc. E isso pode vir a ocasionar uma queda da confiança e acabar gerando aumento do pessimismo do consumidor, caso a inflação volte a subir”.

    Além da inflação, a economista indicou que um ponto principal para o consumidor atualmente tem sido a questão do endividamento, que está elevado.

    “Essa é uma questão que não se resolve muito rápido. No mês, a gente teve até uma melhora pontual desse indicador de endividamento, que pode estar sendo impulsionada por alguma política já sinalizada pelo governo de que tentar ajudar o consumidor nessa questão. Isso também pode influenciar o resultado para o futuro”.

    Segundo a economista, se houver uma política que ajude o consumidor a desafogar o seu orçamento, isso poderá deixá-lo mais tranquilo e menos pessimista, conseguindo não só pagar suas contas, mas também voltar a consumir normalmente.
    Agência Brasil

  • Apostas não financeiras em plataformas de previsões são proibidas

    Apostas não financeiras em plataformas de previsões são proibidas

    Temas como política, esporte e entretenimento são vedados nesses sites
    A partir do início de maio, apostas sobre temas como esportes, política e entretenimento passam a ser proibidas em plataformas de mercado de previsões no Brasil. A medida, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), busca fechar uma brecha regulatória e definir regras mais claras para esse tipo de atividade.

    Na prática, só continuarão permitidos contratos ligados a temas econômicos e financeiros, como inflação, juros ou preço de commodities, que são os bens primários com cotação internacional.

    As novas regras constam da Resolução do CMN 5.298, aprovada na noite de quinta-feira (23) pelo órgão, mas divulgada somente nesta sexta-feira (23).

    O que é o mercado preditivo?

    O mercado preditivo funciona como uma espécie de “bolsa de apostas” sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como “Vai acontecer ou não?”

    Se o evento acontecer, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.

    A diferença em relação às apostas tradicionais é que:

    Nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios;
    Nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si.
    Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.
    O que passa a ser proibido?

    Com a nova regra, ficam proibidos no Brasil contratos ligados a:

    Resultados de jogos esportivos
    Eleições e temas políticos
    Reality shows e entretenimento
    Eventos sociais ou culturais
    Na prática, boa parte do que fazia sucesso nessas plataformas deixa de ser permitido. A proibição vale inclusive para plataformas estrangeiras que ofereçam esses produtos a brasileiros.

    O que continua liberado?

    Ainda será possível negociar contratos ligados a variáveis econômicas, como:

    Taxa de juros;
    Inflação;
    Câmbio;
    Preço de petróleo ou outras commodities.
    Esses casos continuam sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado financeiro.

    Por que o governo tomou essa decisão?

    O principal motivo é que o governo passou a entender que apostas sobre eventos não-financeiros funcionam, na prática, como jogos de azar, não como investimentos.

    Dessa forma, apostas em eventos não financeiros só podem ser feitas por meio de bets, que exigem:

    Licença do Ministério da Fazenda;
    Pagamento de taxas;
    Regras de proteção ao jogador.
    Sem esses requisitos, as plataformas de mercado preditivo eram vistas como concorrência irregular às bets.

    O que muda para o setor?

    A decisão reduz drasticamente o espaço de atuação de empresas de mercado preditivo no Brasil, como plataformas internacionais que ofereciam apostas sobre eleições ou eventos globais.

    Por outro lado, o governo tenta:

    Evitar riscos para investidores;
    Reduzir especulação excessiva;
    Organizar um setor que crescia sem regras claras.
    A regulamentação complementar será feita pela CVM, que também ficará responsável por fiscalizar o cumprimento das novas normas.

    Quando passa a valer?

    As novas regras entram em vigor em 4 de maio e fazem parte de um movimento mais amplo do governo para organizar o mercado de apostas e produtos financeiros no país.
    Agência Brasil

  • Governo quer converter receitas extras com petróleo em desonerações

    Governo quer converter receitas extras com petróleo em desonerações

    Projeto prevê que aumento de arrecadação compense corte de impostos
    O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.

    Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.

    “Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.

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    Proposta
    A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.

    Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

    A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.

    As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.

    Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.

    “Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.

    De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

    Articulação
    A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.

    Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.

    Medidas recentes
    Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.

    Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.

    Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.

    Agência Brasil

  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6

    Com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 678,22
    A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (24) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6.

    O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio sobe para R$ 678,22.

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com investimento de R$ 12,8 bilhões.

    Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Pagamento unificado
    Beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento no último dia 16, independentemente do NIS. A medida apoiou os moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e cinco municípios mineiros atingidos por enchentes.

    Também foram incluídos moradores de cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6).

    Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Regra de proteção
    Cerca de 2,34 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706.

    Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.
    Agência Brasil

  • Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

    Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

    Benefício extra começa a ser pago para quem ganha um salário mínimo
    Cerca de 23,3 milhões dos 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta sexta-feira (24) a primeira parcela da antecipação do décimo terceiro.

    Com a previsão de injetar R$ 78,2 bilhões na economia, o pagamento começa para quem ganha um salário mínimo. Os 11,9 milhões restantes, que ganham além do mínimo, começam a receber a antecipação do décimo terceiro em 2 de maio.

    O benefício extra será pago em duas parcelas. A primeira será paga nesta sexta até 8 de maio. A segunda vai de 25 de maio a 8 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.

    O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no fim de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este será o sétimos ano seguido em que os segurados do INSS receberão do décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024 e 2025, em abril e maio.

    A consulta pode ser feita no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou no site gov.br/meuinss. Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 23,3 milhões de pessoas, cerca de 66,2% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário-mínimo por mês (R$ 1.621). Outros 11,9 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 13,7 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.475,55.

    A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

    O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário.
    Agência Brasil

  • Consumo em supermercados cresce 1,92% no primeiro trimestre

    Consumo em supermercados cresce 1,92% no primeiro trimestre

    Páscoa e entrada de recursos na economia estimularam compras em março
    O consumo dos brasileiros em supermercados registrou alta de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

    No mês de março, o consumo foi 6,21% maior que em fevereiro. Já em relação a março do ano passado, o avanço foi de 3,20%.

    Todos os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) e abrangem todos os formatos de supermercados.

    “O salto de março evidencia tanto a antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, quanto o efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias”, avalia a Abras.

    A associação descreve que o desempenho também ocorreu devido à entrada de recursos na economia. “Em março, o Bolsa Família contemplou 18,73 milhões de lares, com transferência de R$ 12,77 bilhões. Os recursos do PIS/PASEP injetaram cerca de R$ 2,5 bilhões no segundo lote de pagamento”, diz a entidade.

    Cesta de compras mais cara
    O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março.

    Nos meses anteriores, as variações haviam sido de +0,47%, em fevereiro, e de -0,16%, em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

    Entre os produtos básicos, a principal elevação foi do feijão (+15,40%), seguido pelo leite longa vida (+11,74%). No acumulado do trimestre, o feijão subiu 28,11%, enquanto o leite longa vida avançou 6,80%.

    Também subiram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).

    Em sentido oposto, as principais quedas entre os básicos foram observadas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).

    No grupo das proteínas, houve elevação nos ovos (+6,65%) e na carne bovina, tanto no corte do traseiro (+3,01%) quanto no corte do dianteiro (+1,12%). Já frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) registraram queda no mês. No acumulado do trimestre, o corte do traseiro de carne bovina subiu 6,29%.

    Entre os alimentos in natura, as maiores altas foram do tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No acumulado do trimestre, as altas chegam a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, evidenciando o impacto relevante da sazonalidade e da dinâmica de oferta.

    Limpeza e higiene
    Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram para o sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%).

    Já na limpeza doméstica, houve elevação no detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%). A única queda do grupo foi registrada no sabão em pó (-0,29%).

    Preços por região
    Quando analisadas as regiões, a maior alta em março foi registrada no Nordeste (2,49%), com a cesta passando de R$ 720,53 para R$ 738,47.

    Veja a variação da cesta de compras por região:

    Nordeste (+2,49%), de R$ 720,53 para R$ 738,47;
    Sudeste (+2,20%), de R$ 822,76 para R$ 840,86;
    Sul (+1,92%), de R$ 871,83 para R$ 888,57;
    Centro-Oeste (+1,83%), de R$ 753,20 para R$ 766,96;
    Norte (+1,82%), de R$ 875,01 para R$ 890,93.
    Expectativa para o segundo trimestre
    Segundo a Abras, o segundo trimestre também pode registrar alta no consumo, devido à antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. A expectativa é que sejam pagos R$ 78,2 bilhões, com depósitos a partir de 24 de abril para cerca de 35,2 milhões de segurados.

    Além desse recurso, também haverá o pagamento do primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026, que pode somar cerca de R$ 16 bilhões para 9 milhões de contribuintes ao final de maio.

    “Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, analisou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

    Para os próximos meses, a Abras ainda enxerga risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta.

    “A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para os alimentos”, disse Milan.

    Agência Brasil