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  • Cafeína e treino: desempenho com equilíbrio

    Cafeína e treino: desempenho com equilíbrio

    A cafeína, principal substância ativa do café, é amplamente utilizada por praticantes de atividades físicas devido aos seus efeitos estimulantes no organismo. Ela atua diretamente no sistema nervoso central, reduzindo a sensação de fadiga e aumentando o estado de alerta.

    Esse efeito pode contribuir para a melhora do desempenho físico, permitindo maior resistência, foco e intensidade durante os treinos. Por isso, o consumo de café antes da atividade física é comum entre frequentadores de academias.

     “A cafeína ajuda a diminuir a fadiga, aumenta a disposição e pode melhorar o rendimento no treino.”

    No entanto, o uso deve ser feito com cautela. O consumo excessivo pode causar efeitos negativos, como ansiedade, insônia, aumento da frequência cardíaca e queda no desempenho a longo prazo.

     “O excesso pode trazer prejuízos, por isso é importante respeitar a quantidade ideal.”

    Outro fator importante é o contexto geral da saúde. A cafeína não substitui uma boa alimentação ou noites adequadas de sono.

     “Se a pessoa não estiver bem descansada ou alimentada, o efeito não será o mesmo.”

    Assim, o café pode ser um aliado no treino, desde que utilizado com equilíbrio e responsabilidade.

  • Café na rotina: energia para o dia a dia

    Café na rotina: energia para o dia a dia

    O café está presente na rotina de grande parte dos brasileiros e é frequentemente associado à produtividade no trabalho. Consumido principalmente pela manhã, ele também aparece ao longo do dia como uma forma de manter a disposição e o foco em atividades profissionais e pessoais.

    Além de ser uma bebida tradicional, o café exerce um papel social importante, estando presente em momentos de pausa, encontros e até como forma de acolhimento no ambiente de trabalho. O chamado “cafezinho” vai além do consumo e se torna parte da cultura brasileira.

    Para quem possui uma rotina intensa, o café funciona como um estímulo diário, ajudando a enfrentar jornadas longas e cansativas. Em muitos casos, o consumo também está associado à prática de atividades físicas, sendo utilizado para manter a energia ao longo do dia.

    “Eu tomo café todos os dias e ele me ajuda a ter energia para trabalhar ao longo do dia(…)sem ele fico com dor de cabeça e o dia não tanto produtivo.´´
    Mesmo com os benefícios percebidos no dia a dia, especialistas reforçam a importância do consumo moderado, evitando exageros que possam trazer efeitos negativos à saúde.

  • MEC anuncia 5 mil vagas em cursos de inovação no próximo Enem

    MEC anuncia 5 mil vagas em cursos de inovação no próximo Enem

    Ministro Camilo Santana participa do Festival Curicaca em Brasília

    O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta terça-feira (7), em Brasília, a oferta de cinco mil novas vagas no próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em cursos e universidades e de instituto federais focados nas áreas de STEM, sigla em inglês para ciência (science), tecnologia (technology), engenharia (engineering) e matemática (mathematics).

    A meta é que o Brasil se alinhe à modernidade. “O mundo inteiro discute o novo mundo do trabalho, as novas tecnologias, a inteligência artificial. As universidades estão oferecendo, agora, um novo programa de STEM, com novos cursos nas áreas de biotecnologia, engenharia, robótica e inteligência artificial. Então, vamos ofertar no novo Enem novos cursos nas nossas universidades, conectados com esse novo mundo da tecnologia, da inovação e da ciência”, disse o ministro.

    A declaração foi dada durante a abertura da primeira edição do Festival Internacional sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Indústria – Curicaca, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Arena BRB).

    O ministro da Educação também anunciou o lançamento de um edital para fortalecer a aceleração dos núcleos de inovação tecnológica nas universidades, com recursos públicos para capacitação e para conectar ciência, empresas e a sociedade.

    Ensino técnico

    O Festival Curica é realizado juntamente com a 5ª edição da Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, em Brasília. Por isso, o ministro Camilo Santana celebrou a regulamentação da lei da nova Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT) e mencionou a aprovação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permitirá trocar as dívidas dos estados com a União pela abertura de novas matrículas no ensino técnico.

    “A meta é criar três milhões de novas matrículas de ensino técnico profissionalizante no país para essa juventude brasileira para chegarmos ao nível de países desenvolvidos, no mundo inteiro”, explicou.

    Sem especificar valores, o ministro também citou investimentos na ampliação e consolidação dos institutos federais, incluindo a construção de 104 novos institutos e 270 novos restaurantes estudantis.

    Universidades e fundações

    O ministro da Educação também informou que será criado um grupo de trabalho para rever as relações das universidades com suas fundações de apoio que dão suporte a projetos de ensino, pesquisa e extensão das instituições públicas de ensino superior, por meio, por exemplo, da captação de recursos externos.

    “As fundações são responsáveis por gerar a pesquisa e a inovação, portanto, também tem que estar adaptada a essa modernidade que nós vivemos no mundo.”

    O ministro encerrou sua fala ressaltando que 90% das pesquisas no Brasil são realizadas por instituições públicas, principalmente universidades e institutos federais.

    “Defender um país soberano é defender a educação, a ciência e a tecnologia. Viva a educação!” disse Camilo Santana.

    Agência Brasil

  • João Fonseca bate chinês e avança para segunda fase no Cincinnati Open

    João Fonseca bate chinês e avança para segunda fase no Cincinnati Open

    O tenista brasileiro, João Fonseca, bateu o chinês Bu Yunchaokete, na primeira rodada do Cincinnati Open, nesta quinta-feira (7). O duelo terminou com 2 sets a 1 para o jovem, com parciais de 4/6, 6/2 e 7/5.

     

    João entrou pressionado na partida por conta da eliminação na primeira fase do Masters 1000 de Toronto, no entanto, se recuperou no segundo set do jogo e virou para avançar para a próxima fase. 

     

    Na segunda rodada, o brasileiro vai enfrentar o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, de 26 anos, o atual 19º no ranking mundial do esporte. Até então, os dois nunca se enfrentaram nas competições oficiais de tênis.

    Bahia Notícias

  • Justiça manda Deltan pagar R$ 135 mil a Lula por caso do PowerPoint

    Justiça manda Deltan pagar R$ 135 mil a Lula por caso do PowerPoint

    Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que o ex-procurador Deltan Dallagnol pague em 15 dias o valor de R$ 135.416,88 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a título de indenização por danos morais pelo que ficou conhecido como “caso do PowerPoint”. 

    O valor inclui também correção monetária, juros e honorários advocatícios. A execução do pagamento foi determinada pelo juiz Carlos Brito na última sexta-feira (25), após o processo de Lula contra Dallagnol ter transitado em julgado, isto é, não haver mais possibilidade de recursos contra a condenação. O ex-procurador pode ainda contestar os cálculos judiciais.

    Dallagnol foi processado por Lula em 2016, após uma entrevista coletiva para apresentar denúncia na qual apontava o político como líder da organização criminosa investigada pela Operação Lava Jato.

    Na ocasião, o então coordenador da operação fez uma apresentação de slides com um diagrama em que o nome de Lula aparece no centro, como alvo de diversas setas que partem de expressões como “proprinocracia”, “perpetuação criminosa no poder” e “grande general”.

    O então advogado de Lula, Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo, ingressou com o pedido de dano moral ainda naquele ano. O presidente perdeu na primeira e segunda instâncias, onde pediu R$ 1 milhão de indenização. Em 2022, entretanto, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reverteu o caso em favor do petista, por maioria.

    O colegiado entendeu que Dallagnol extrapolou os limites de suas funções ao ter feito um juízo de culpa antecipado de Lula, além de ter atribuído ao petista, durante a entrevista, a culpa por fatos e crimes que não constavam da denúncia formalmente apresentada à Justiça. Os ministros estabeleceram a indenização em R$ 75 mil, mais custas e honorários.

    Em junho de 2024, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do STJ. Na ocasião, a relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, entendeu que o recurso extraordinário do ex-procurador não poderia ser provido e demonstrava apenas “inconformismo e resistência” em cumprir a sentença.

    Lula chegou a ser condenado e preso por corrupção na Lava Jato. As condenações foram confirmadas na segunda instância e mantidas pelo STJ, mas acabariam anuladas em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Na ocasião, o plenário do Supremo reconheceu diversas irregularidades na condução da Lava Jato, incluindo a usurpação da competência para julgar Lula, que devia ter sido investigado e processado não pela Justiça Federal do Paraná, mas do Distrito Federal, de acordo com a Corte. 

    Agência Brasil

  • Inadimplência atinge 3 em cada 10 empresas na Bahia em maio, revela Serasa Experian

    Inadimplência atinge 3 em cada 10 empresas na Bahia em maio, revela Serasa Experian

    Mais de 341 mil companhias estavam no vermelho; total de débitos negativados no período somou R$ 5,8 bilhões

    São Paulo, 28 de julho de 2024 – Em maio, a Bahia registrou 341.878 empresas inadimplentes, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. O número representa cerca de 3 em cada 10 empresas ativas (30,9%) no estado.

    O levantamento também apontou que o valor médio das dívidas foi de R$ 2.945,29, totalizando aproximadamente R$ 5,8 bilhões em débitos negativados. Em média, cada empresa acumulava seis dívidas em aberto no período analisado.

    No cenário nacional, a inadimplência das empresas voltou a bater recorde no mês de maio, pelo quinto mês consecutivo. Ao todo, 7,7 milhões de empresas encerraram o período com contas em atraso, representando 32,8% do total de empresas ativas no Brasil e superando os 7,5 milhões registrados em abril.

    O valor consolidado das dívidas chegou a R$ 182,4 bilhões, o maior montante registrado desde o início da série histórica do indicador, em março de 2016. Em média, cada CNPJ apresentou, aproximadamente, 7,3 contas negativadas no mês, com um ticket médio de R$ 3.255,40.

    Segundo a economista da datatech, Camila Abdelmalack, o cenário atual de inadimplência das empresas é ainda mais preocupante quando se observa o contexto da concessão de crédito. “As empresas que já estão endividadas enfrentam hoje um ambiente muito mais restritivo para obter novos financiamentos, tanto para capital de giro quanto para renegociação de passivos”, explica. “Diante do crescimento expressivo das dívidas, os credores estão mais cautelosos, dificultando a concessão de crédito mesmo para negociações. Muitas empresas estão tentando renegociar dívidas antigas, mas esbarram nisso, o que amplia o risco de permanência na inadimplência ou até de agravamento da situação”, completa a executiva da datatech.

    Para os próximos meses, a economista alerta que o cenário da inadimplência pode se agravar diante de fatores que elevam a pressão sobre os custos operacionais das empresas. “No contexto internacional, se houver a aplicação dos 50% sinalizados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, existe o risco de que o Brasil adote medidas retaliatórias. Isso pode gerar um efeito cascata de encarecimento de insumos, impactando diretamente os custos de produção das empresas brasileiras, sobretudo aquelas que dependem de cadeias internacionais. Esse tipo de pressão inflacionária, em um cenário já marcado por juros elevados, tende a agravar ainda mais a situação da inadimplência no país”, avalia.

    Segundo Camila Abdelmalack, um choque inflacionário nesse momento seria especialmente preocupante no atual contexto de juros elevados, hoje em15%. “Com o acesso ao crédito já limitado, uma alta na inflação pode levar o Banco Central a postergar eventuais cortes, dificultando ainda mais a recuperação das empresas”, explica.

    Além do fator externo, a economista destaca um possível agravante interno: o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre crédito empresarial. “Se isso ocorrer, teremos um encarecimento direto do financiamento produtivo, impactando especialmente as micro e pequenas empresas, que já enfrentam dificuldades para renegociar dívidas e manter o capital de giro. Um aumento de custo nesse ponto pode contribuir para a expansão da inadimplência”, conclui.

    De fato, os pequenos negócios continuaram sendo os mais impactados pela inadimplência no país, segundo o indicador da datatech. Do total de 7,7 milhões de empresas com contas em atraso no período, 7,3 eram de micro e pequenos negócios, que concentraram 51,7 milhões de dívidas negativadas, somando R$ 164,1 bilhões. Já entre as empresas de maior porte, foram identificadas cerca de 32 mil médias e 23 mil grandes em situação de inadimplência.

    De acordo com o indicador, o setor de Serviços concentrou a maior fatia das empresas negativadas em maio, respondendo por 53,7% do total. Na sequência, apareceram os segmentos de Comércio (34,1%) e Indústria (8,0%). As categorias agrupadas como “Outros”, que incluem empresas do ramo Financeiro e do Terceiro Setor, representaram 3,2%, enquanto o setor Primário completou a lista com 1,0%.

    A maioria das dívidas foi inadimplida no segmento de “Serviços” (31,5%) seguido por “Bancos e Cartões” (20,9%).

    Entre as unidades federativas (UFs), o Distrito Federal (42,4%) liderou o ranking das maiores proporções de empresas inadimplentes em maio. Em seguida, ficaram o Pará (40,4%) e Alagoas (39,9%). Em números absolutos, São Paulo concentrou o maior volume (2.635.018) seguido por Minas Gerais (701.736) e Rio de Janeiro (694.981).

  • Esculturas de guerreiras negras e trilhos de ferro compõem exposição imersiva no MUNCAB

    Esculturas de guerreiras negras e trilhos de ferro compõem exposição imersiva no MUNCAB

    O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) estendeu o período de visitação à mostra “Òná Ìrin: Caminho de Ferro”, da artista Nádia Taquary. Em cartaz até o dia 10 de agosto, a instalação conduz os visitantes à uma experiência imersiva pela memória afro-brasileira nas Américas.

    Com curadoria de Marcelo Campos, Amanda Bonan e de Ayrson Heráclito, a exposição propõe uma travessia simbólica e concreta pelas encruzilhadas da experiência negra, conduzida por esculturas, trilhos, espelhos e elementos da cultura material afro-brasileira. As figuras representadas — como as guerreiras Geledés, as Yabás e outras mulheres históricas e míticas. As obras exaltam figuras femininas que, ao longo do tempo, contribuíram de forma decisiva para a construção de diferentes sociedades, com destaque para a produção de conhecimento, de cultura e de transformação social promovida por essas mulheres.

    A atmosfera sensível, provocada pela iluminação suave à penumbra, convida o espectador à caminhar junto às linhas férreas que se perpetuam por caminhos para além da visão, provocadas pela amplitude do espelhamento no local. Logo na entrada, o público se depara com símbolos afro-brasileiros e escolhe seu caminho: à direita, segue em direção à sala Ego com as guerreiras Geledés e a instalação Abre-caminhos com balangandãs; à esquerda, encontra as Yabás e a sala do Oríkì (cântico ancestral) em tributo a Ogum. As linhas férreas e os espelhos criam um ambiente de deslocamento contínuo, onde o corpo do visitante torna-se parte ativa da instalação.

    A força poética da exposição também homenageia às Ìyàmi Aje, figuras míticas que representam o poder feminino. Enquanto passeiam e integram o espaço, as linhas férreas conduzem o público à refletir sobre a poética em movimento, encruzilhadas pela comunicação e tecnologia . Trabalhando o fluxo ferroviário como metáfora às encruzilhadas da vida, as discussões sobre o poder feminino retornam ao imaginário popular, após a assinatura única e perspicaz de Taquary.

    A ambientação ainda traz esculturas de mulheres aladas e sereias, como a representação de Iemanjá, além do apelo às joalherias afro-brasileiras;  reforçando a conexão dos poderes femininos com a identidade, poder, resistência e a ancestralidade de mulheres negras no Brasil.

    A vinda da exposição ao público baiano se deu por meio da seleção feita por Jamile Coelho, diretora artística do MUNCAB, responsável por conceber a programação da instituição. O museu combina mostras inéditas com projetos itinerantes, reforçando seu compromisso com a difusão e valorização das artes negras no Brasil.

    “É uma exposição que não apenas impacta o olhar, mas transforma a escuta, a percepção e o entendimento sobre o papel das mulheres negras na construção da sociedade”, afirma Coelho. “As pessoas saem daqui emocionadas, muitas vezes em silêncio, como quem passou por um rito de reconhecimento — de si e de outras”. A paisagem sonora, assinada por Tiganá Santana e interpretada por Virgínia Rodrigues, aprofunda a experiência sensorial da mostra e amplia a imersão nas narrativas apresentadas pelas obras.

    A expografia tem a assinatura da arquiteta Gisele de Paula, montagem da RCD Produção de Arte. O trabalho é uma realização da AMAFRO (Sociedade Amigos da Cultura Afro-brasileira) com a Secult (Secretaria de Cultura e Turismo) da Prefeitura de Salvador, concebida pelo MAR (Museu de Arte do Rio de Janeiro) e correalizada pela OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura). A prorrogação da exposição  “Òná Ìrin: Caminho de Ferro” é uma iniciativa via patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

    A exposição ocupa um andar acima das “Encruzilhadas da Arte Afro-brasileira”, exposição que reúne obras de 69 artistas negros (as/es) brasileiros, incluindo nomes como Arthur Timótheo da Costa, Rubem Valentim, Maria Auxiliadora, Mestre Didi e Lita Cerqueira, também em cartaz pelo MUNCAB. No piso superior, Òná Ìrin ocupa cada 355 m² do espaço, em uma jornada sensorial e única rumo aos caminhos de resistência, criação e potência das mulheres negras.

     

    SERVIÇO

    [EXPOSIÇÃO ‘ÒNÁ ÌRÍN: CAMINHO DE FERRO’]

    Local: MUNCAB (Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira) – Rua das Vassouras, 25, Centro Histórico de Salvador, Bahia

    Visitas: até domingo, 10 de agosto, das 10h às 17h (acesso até às 16h30)

    Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

    Pagamento: Cartões de débito e crédito, PIX e boleto bancário

    Gratuidade: Quartas-feiras e domingos

    Mais informações: museuafrobrasileiro.com.br

    Classificação indicativa: Livre
  • Brincadeiras ao ar livre durante as férias ajudam a prevenir a miopia infantil

    Brincadeiras ao ar livre durante as férias ajudam a prevenir a miopia infantil

    Estamos nas férias escolares. Durante este período, é comum que as crianças passem mais tempo em casa, o que frequentemente leva ao aumento do uso de telas — tablets, celulares, computadores e televisões. Mas, segundo a Dra. Márcia Ferrari, oftalmopediatra e diretora clínica do H.Olhos, Hospital de Olhos da Vision One, esse hábito pode ter um impacto negativo na saúde visual infantil, especialmente no que diz respeito à miopia.
    “A miopia é um distúrbio visual em que a criança enxerga bem de perto, mas tem dificuldade para ver de longe. Isso acontece porque o olho é mais alongado do que o normal ou a córnea é muito curva, o que faz com que a imagem se forme antes da retina”, explica a especialista. E o número de casos tem aumentado significativamente entre crianças e adolescentes, alerta a médica. “Além da genética, o estilo de vida moderno tem papel central nesse cenário — menos tempo ao ar livre e mais tempo em frente às telas são fatores que colaboram diretamente para o avanço da miopia”, discorre a médica do H.Olhos”.
    O uso excessivo de dispositivos eletrônicos exige um esforço constante da visão de perto, o que pode gerar fadiga ocular e estimular o alongamento do globo ocular, contribuindo para o desenvolvimento da miopia. “Além disso, quando estão focadas em telas, as crianças piscam menos, o que pode causar ressecamento e desconforto nos olhos”, afirma Dra. Márcia.
    Nesse contexto, as férias podem ser uma oportunidade para mudar essa dinâmica. “Brincadeiras ao ar livre são extremamente benéficas. A luz solar estimula a produção de dopamina na retina, substância que ajuda a inibir o alongamento ocular, e isso protege contra a miopia”, destaca a oftalmopediatra do H.Olhos.
    Ela também ressalta que atividades externas oferecem estímulos visuais variados. “Brincando fora de casa, as crianças focam objetos em diferentes distâncias, o que é um excelente exercício para os músculos dos olhos. Além disso, naturalmente, passam menos tempo em atividades que exigem foco de perto, como ler ou usar o celular”, comenta Ferrari.
    A oftalmologista esclarece que pelo menos de 1 a 2 horas por dia ao ar livre, mesmo em dias nublados, já ajudam na proteção da visão. “A luz natural tem um efeito comprovado na prevenção da miopia. Mesmo que o dia esteja fechado, a intensidade da luz do ambiente externo ainda é muito maior do que a de ambientes internos”, explica a Dra. Márcia.
    Entre as atividades mais eficazes para a saúde dos olhos estão jogos com bola, esconde-esconde, pega-pega, andar de bicicleta ou de patins, caminhar ou simplesmente brincar em parques. “Todas essas atividades envolvem movimento e foco visual dinâmico, que estimulam a visão de longe e de perto, promovendo um desenvolvimento ocular mais saudável”, diz a diretora clínica do H.Olhos.
    Para equilibrar o tempo de tela nas férias, Dra. Márcia recomenda que os pais estabeleçam uma rotina com limites claros — idealmente, de 1 a 2 horas por dia, no máximo — e incentivem brincadeiras fora de casa. “É importante que os próprios pais participem das atividades ao ar livre com os filhos. Isso não apenas fortalece vínculos, como também dá o exemplo. O envolvimento da família é essencial”, reforça a oftalmologista.
    A médica alerta ainda para sinais que podem indicar o início da miopia: “Se a criança se aproxima muito da TV, segura o tablet ou livro muito perto do rosto, aperta os olhos para enxergar objetos distantes ou tem dificuldades de leitura na escola, é hora de procurar um oftalmologista”, elucida Dra. Márcia.
    Para cuidar da saúde visual dos filhos durante as férias, a oftalmopediatra orienta: “Incentive o tempo ao ar livre, limite o uso de telas, garanta boa iluminação nas atividades em casa, proponha pausas regulares com a regra 20-20-20 e ofereça uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas”.
    A chamada regra 20-20-20 consiste em: a cada 20 minutos olhando para uma tela ou realizando uma atividade de perto, a criança deve olhar para algo a 20 pés de distância (cerca de 6 metros), por pelo menos 20 segundos. “Essa pausa simples ajuda a relaxar os músculos dos olhos e evita a fadiga ocular”, explica Dra. Márcia.
    Por fim, a médica reforça a importância do acompanhamento oftalmológico desde os primeiros anos de vida. “O ideal é que o primeiro exame seja feito entre 6 meses e 1 ano de idade, depois anualmente até os 7 ou 8 anos. E, claro, sempre que houver algum sintoma ou queixa visual, é fundamental buscar avaliação profissional. A detecção precoce é essencial para um tratamento eficaz”, finaliza Dra. Márcia Ferrari, oftalmopediatra e diretora clínica do H.Olhos, Hospital de Olhos da Vision One.

     

  • Anac investiga acidente de balão em Santa Catarina com oito mortos

    Anac investiga acidente de balão em Santa Catarina com oito mortos

    A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou neste sábado (21) que está adotando as providências necessárias para averiguar a situação do balão que pegou fogo e caiu em Praia Grande (SC). O acidente deixou oito mortos, enquanto 13 sobreviveram.

    O governador em exercício de Santa Catarina, Francisco Oliveira Neto, decretou luto oficial de três dias.

    Conforme as informações preliminares, em meio ao princípio de incêndio no cesto, o balão desceu até perto do chão, quando 13 pessoas conseguiram desembarcar. Antes que as outras oito saíssem também, a aeronave voltou a subir de repente. Quem não conseguiu sair morreu com os ferimentos causados pelo fogo ou pela queda, ao saltar para fugir das chamas.

    “O piloto e outras 12 pessoas conseguem sair do balão, mas outras pessoas não conseguem, e, novamente, o balão acaba subindo involuntariamente”, disse o delegado-geral Ulisses Gabriel, chefe da Polícia Civil de Santa Catarina, em entrevista à Rádio CBN. “A partir daí, quando ele [o balão] está numa certa altura, algumas pessoas acabam pulando desse balão. Três pessoas não pularam e acabaram morrendo abraçadas”.

    As 13 pessoas que sobreviveram foram levadas a um hospital de Praia Grande, sendo que cinco permanecem em observação, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

    Vídeos publicados nas redes sociais por testemunhas do acidente mostram o momento em que alguns passageiros saltam do balão, antes de ele despencar em chamas.

    O local em que o balão caiu, próximo a um posto de saúde em uma área rural de Praia Grande, segue sob perícia. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o acidente pode ter relação com um maçarico utilizado para iniciar a chama do tanque que esquenta o ar do balão.

    Identificação de passageiros
    As oito vítimas fatais foram:

    Leandro Luzzi
    Leane Elizabeth Herrmann
    Leise Herrmann Parizotto
    Everaldo da Rocha
    Janaina Moreira Soares da Rocha
    Fabio Luiz Izycki
    Juliane Jacinta Sawicki
    Andrei Gabriel de Melo

    A lista de sobreviventes, com 12 passageiros e o piloto, também foi divulgada:

    Elvis de Bem Crescêncio (piloto)
    Leciane Herrmann Parizotto
    Thayse Elaine Broedbeck Batista
    Marcel Cunha Batista
    Claudia Abreu
    Rodrigo de Abreu
    Victor Hugo Mondini Correa
    Laís Campos Paes
    Tassiane Francine Alvarenga
    Sabrina Patrício de Souza
    Fernando da Silva Veronezi
    Leonardo Soares Rocha
    Luana da Rocha

    Manifestações
    O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, publicou nota afirmando que “estamos todos consternados com essa tragédia. As equipes seguem prestando todo o apoio necessário às famílias”.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também publicou nota oficial, lamentando as mortes e colocando o governo federal à disposição das autoridades estaduais e municipais.

    Em nota, a Confederação Brasileira de Balonismo (CBB) lamentou o acidente e disse cooperar com as autoridades na tentativa de esclarecer os acontecimentos. “Neste momento de dor, nos colocamos à disposição das autoridades competentes para colaborar, dentro dos limites estatutários da nossa atuação, com qualquer informação técnica ou suporte que possa contribuir com os desdobramentos e investigações necessárias”, diz o texto.

    A entidade esclareceu que tem como objetivo fomentar a prática esportiva do balonismo, mas não tem competência para regular ou fiscalizar passeios turísticos em balões de ar quente.

    “Neste instante delicado, nos unimos em respeito e sentimento às famílias enlutadas. Que encontrem força para atravessar este momento irreparável. Seguiremos atentos aos desdobramentos do caso e disponíveis para apoiar no que estiver ao nosso alcance, dentro das atribuições que nos cabem legalmente”, diz o texto assinado por Johny Alvarez, presidente da confederação.

    Tradição em balonismo
    O município de Praia Grande, que apesar do nome não está em área litorânea, é um dos principais destinos para quem busca passeios turísticos em balões, devido a condições geográficas e meteorológicas favoráveis e à proximidade de cânions de grande beleza cênica. Na região ficam os parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral. A cidade vizinha de Torres (RS) é reconhecida como a capital brasileira do balonismo.

  • São João e o Licor: Tradição, Cultura e Economia

    Durante o ano, a produção é tímida. Mas, quando chega o ciclo junino, o cenário muda de forma impressionante. A procura pelo licor se multiplica, e marcas tradicionais, como o Licor do Porto, original da cidade de Cachoeira no Recôncavo Baiano, vivem sua alta temporada. “O impacto dos festejos juninos é gigantesco para nossa produção e comercialização. Passamos de 800 garrafas por mês para 50 mil entre maio e junho”, conta o empresário Vinicius Mascarenhas, dono da marca.

    Foto: Divulgação

    Esse aumento não movimenta apenas a empresa, mas aquece toda uma cadeia produtiva que começa na agricultura familiar e chega ao consumidor pelas mãos do comércio local. O planejamento, no entanto, começa bem antes dos festejos. Segundo Mascarenhas, os insumos e as frutas tradicionais como o Jenipapo começam a serem comprados em abril do ano anterior e em dezembro já se inicia o processo de engarrafamento da bebida, tudo calculado para que nada falte no pico das vendas.
    O jenipapo é o clássico que representa a alma do São João. Mas o público se reinventa, e as marcas acompanham. No Licor do Porto, o maracujá cremoso conquistou corações e copos. “Sem dúvidas, ele superou o jenipapo. É suave, tem cremosidade, e agrada tanto a consumidores quanto a outros produtores”, afirma Vinicius.
    Com novos sabores, o licor se moderniza sem perder suas raízes. A tradição se renova e, com ela, mantêm-se vivos os gestos que atravessam gerações. “O licor é uma cultura que atravessa gerações… Cada produto tem a responsabilidade de reviver memorias afetivas. Isso é São João”, reforça o empresário.