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  • Corinthians derrota Peñarol para seguir 100% na Libertadores

    Corinthians derrota Peñarol para seguir 100% na Libertadores

    Fluminense perde para Bolívar na altitude e se complica

    Com gols do zagueiro Gustavo Henrique e do atacante inglês Lingard, o Corinthians derrotou o Peñarol (Uruguai) por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (30) na sua arena em Itaquera, para permanecer com 100% de aproveitamento no Grupo E da Copa Libertadores da América.

    O triunfo deixou a equipe comandada pelo técnico Fernando Diniz com nove pontos em três jogos disputados, liderando sua chave com folga e ficando muito perto de uma vaga nas oitavas de final.

    Atuando em casa com o apoio de sua apaixonada torcida, o Timão conseguiu construir a vitória logo nos primeiros minutos da etapa inicial. O primeiro gol saiu aos 11 minutos, quando o argentino Garro levantou a bola na cabeça do zagueiro Gustavo Henrique, que foi muito feliz na finalização.

    Sete minutos depois o torcedor corinthiano voltou a soltar o grito de gol em finalização de André, mas o lance acabou sendo invalidado por causa de toque na mão de Lingard. Porém, aos 24 o atacante inglês se redimiu, ao finalizar com precisão jogada criada por Yuri Alberto.

    Após a boa vantagem construída nos primeiros 45 minutos, o Corinthians soube administrar na etapa final para sair do gramado com uma importante vitória.

    Fluminense se complica
    Quem está em situação muito complicada na Copa Libertadores é o Fluminense, que foi derrotado pelo Bolívar (Bolívia) pelo placar de 2 a 0 em partida disputada no estádio Hernando Siles, que fica localizado nos 3.600 metros de altitude de La Paz.

    Com este revés, o Tricolor das Laranjeiras ficou na lanterna do Grupo C da competição continental, com apenas um ponto conquistado em três partidas. O líder da chave, com nove pontos, é o Independiente Rivadavia (Argentina), que bateu o La Guaira (Venezuela) por 4 a 1 nesta quinta e que será o próximo adversário do time comandado por Luis Zubeldía na Libertadores.

    Com a bola rolando, o Fluminense sentiu demais os efeitos da altitude e foi uma vítima fácil para um Bolívar que não precisou apresentar grande futebol para triunfar com dois gols do volante Robson Matheus, que é filho de mãe boliviana e pai brasileiro.

    A única notícia positiva para o Fluminense foi a marca história alcançada pelo goleiro Fábio. Nesta quinta ele se tornou um dos jogadores com mais jogos na história da Libertadores. Ele disputou 113 partidas na competição, assim como o ex-goleiro Éver Almeida, que marcou época defendendo o Olimpia (Paraguai).

  • Fim da escala 6×1: mais tempo para descanso e família é prioridade

    Fim da escala 6×1: mais tempo para descanso e família é prioridade

    Trabalhadores contam como usarão dia a mais de folga

    Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo ter a possiblidade de fazer pequenas viagens. Esses são alguns dos sonhos de trabalhadores que cumprem jornadas semanais de seis dias de trabalho e apenas um dia de folga, caso passem a ter direito a mais um dia de descanso.

    O fim da escala 6×1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio. Diversas matérias sobre o tema tramitam no Congresso Nacional neste momento.

    Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 – A balconista de farmácia Darlen Silva, de 38 anos, fala sobre a possibilidade de fim da escala 6x1. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Darlen Silva: “Todo mundo está esperando essa regra aí” – Fernando Frazão/Agência Brasil

    A balconista de medicamentos Darlen da Silva, 38 anos, trabalha em uma farmácia no Rio de Janeiro e tem apenas um dia de folga na semana.

    “Tenho duas filhas, então para mim é muito corrida a minha folga. Tenho que fazer tudo dentro de casa, lavar roupa, fazer mercado. Não tenho descanso. Venho trabalhar mais cansada ainda no outro dia.”

    Ela tem carteira assinada há 15 anos e, durante todo esse tempo, trabalha nesse regime. “Uma folga só é puxado para qualquer trabalhador. Ainda mais para gente que é mãe, mulher. Fica mais complicado ainda, entendeu? Tem muito mais coisa a fazer.”

    Darlen diz que entre os colegas de trabalho o assunto da possível redução da jornada é constante: “Todo mundo tá esperando sair essa regra nova aí”.

    Caso seja aprovada, ela já planeja como será: “Eu ia tirar um dia para mim, para poder resolver tudo, né? O que tem que fazer de casa. E o outro eu ia tentar descansar, fazer alguma coisa, um passeio, porque a gente não tem tempo. Você tem que optar, ou você larga tudo de lado e vai tentar viver a vida ou você cuida.”

    Ela espera, no entanto, que a lei, caso aprovada, seja de fato cumprida, e seja respeitado o limite de 40 horas semanais de trabalho. Ela conta que tem amigos cujos locais de trabalho já aderiram aos dois dias de descanso por semana, mas que, em troca, aumentaram a jornada diária dos trabalhadores.

    “Meus colegas estão trabalhando 11 horas por dia para poder entrar nesse esquema de cinco por dois. Entendeu? Então, acaba que não compensa. Para mim, não compensa. Se você trabalhar 11 horas cinco dias na semana, você vai ficar mais cansado ainda”.

    Tempo com a família

    Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 – O garçom Alisson dos Santos, que trabalha há dez anos no setor de restaurantes, fala sobre a possibilidade de fim da escala 6x1. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    O garçom Alisson dos Santos fala que poderá até fazer pequenas viagens – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Também no Rio de Janeiro, o garçom Alisson dos Santos, 33 anos, trabalha na escala 6×1 por um há dez anos. Ele conta que geralmente usa as folgas para resolver pendências dele ou dos filhos.

    “A gente sempre tem que resolver alguma coisa da criança na escola, tem médico, sempre tem alguma coisinha para você fazer. Então, acaba não rendendo o seu dia de descanso. Sempre tem que fazer as coisas de casa.”

    Segundo ele, esse dia a mais de folga poderia até mesmo ser usado para uma viagem.

    “Num dia você  organiza as coisas de casa e, no outro dia, consegue passear com a família. Ou, se você vai direto do trabalho, consegue organizar até uma viagem. Com um dia só não, você não consegue fazer nada.”

    Em São Luís, no Maranhão, a cabeleireira Izabelle Nunes, 26 anos, diz que não tem acompanhado o debate que está sendo feito entre no Congresso e que o assunto também é pouco discutido no seu ambiente de trabalho. Mesmo assim, disse ser favorável à iniciativa.

    “Acho que todos nós trabalhadores temos o direito de ter no mínimo dois dias de folga. Cuidar dos nossos estudos, saúde, lazer, cultura e trabalhando nessa escala a gente só se acaba.”

    Trabalhando seis dias por semana, Izabelle disse ainda que o dia a mais de folga ajudaria muito na dinâmica doméstica e familiar. “Faria tudo que desse. Ficaria mais com minha família.”

    A professora Karine Fernandes, 36 anos, diz que vem acompanhando o debate por meio das redes sociais. Apesar de não trabalhar na escala 6×1, ela disse ser favorável à redução da jornada.

    “Acredito ser uma discussão importante, que afeta significativamente a qualidade de vida de muitos trabalhadores.”

    Karine disse ainda que a pauta é relevante e que afeta diretamente a qualidade de vida das famílias.

    “Como mãe, penso em como isso influencia a vivência de crianças que podem ter mais tempo de qualidade com suas mães e pais e como isso tem resultado direto no fortalecimento dos adultos que irão se tornar.”

    Fim da jornada 6×1

    O fim da jornada 6×1 tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

    Estão em tramitação no Congresso Nacional algumas propostas para acabar com essa escala. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

    A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva também enviou ao Congresso um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

     

    Rafael Cardoso e Luciano Nascimento – Repórteres da Agência Brasil

  • Receita lança painel com dados de todas as empresas do país

    Receita lança painel com dados de todas as empresas do país

    Sistema permite comparar lucro, receita e endividamento

     

    Os empresários ou seus representantes legais têm à disposição desde esta quinta-feira (30) uma nova plataforma digital que permite o acesso e a comparação de dados fiscais e financeiros. O sistema, chamado de “Painel Receita”, foi desenvolvido pela Receita Federal do Brasil e já está disponível para consulta online.

    A ferramenta reúne informações que antes estavam dispersas e passa a oferecer uma visão mais clara da situação econômica das empresas, com indicadores que ajudam na gestão e na tomada de decisões.

    Como funciona

    Para acessar o sistema, o empresário ou representante definido por ele precisa ter cadastro na plataforma Gov.br e estar em situação regular com o Fisco. O acesso pode ser feito tanto pelo site quanto pelo aplicativo da Receita.

    Além do dono da empresa, outras pessoas autorizadas, como contadores, executivos e sócios, podem consultar os dados.

    Segundo a Receita, a ideia central do painel é simples. Por meio de informações declaradas pelas empresas, o usuário pode gerar indicadores úteis e comparáveis. Esses dados são organizados por setor econômico e porte da empresa, permitindo análises mais precisas.

    Quais dados estão disponíveis

    As informações são divididas em quatro grandes grupos, que ajudam a entender a saúde financeira de um negócio:

    • Receita: inclui faturamento bruto, líquido e participação de mercado;
    • Lucro e patrimônio: mostra lucro líquido, margens e retorno sobre investimentos;
    • Liquidez: indica a capacidade da empresa de pagar suas obrigações no curto prazo;
    • Endividamento: apresenta o nível de dívida e alavancagem financeira.

    O sistema reúne diversos indicadores, como geração de caixa, margem de lucro e nível de endividamento. Outro diferencial é que os dados abrangem até cinco anos, o que permite acompanhar a evolução da empresa ao longo do tempo e compará-la com a média do mercado.

    Comparação

    Um dos principais recursos do painel é a possibilidade de comparação. A empresa pode verificar como está em relação a outras do mesmo setor, identificando pontos fortes e fragilidades.

    Segundo a Receita, isso ajuda a melhorar a gestão e reduz a concorrência desleal, já que empresas mais organizadas tendem a operar com maior eficiência. Além disso, quanto mais completa for a prestação de informações ao Fisco, mais detalhados e personalizados serão os dados disponíveis no sistema.

    Próximas etapas do sistema

    De acordo com o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o projeto ainda está em desenvolvimento e deve ganhar novas funcionalidades.

    “Estamos disponibilizando um aplicativo para que as empresas profissionais de contabilidade tenham acesso à essa inteligência, para que os contribuintes e empresários possam ser bem orientados”, afirmou.

    Em uma segunda etapa, o sistema deve incluir dados mais detalhados, como informações de vendas por empresa, comparações mais amplas dentro de cada setor e indicadores de comércio exterior, como importações e exportações.

    Barreirinhas destacou ainda que a ferramenta foi desenvolvida internamente e continuará sendo aprimorada. “Temos orgulho porque esse aplicativo foi desenvolvido em casa, aqui pela Receita. O projeto está só começando e será mantido e sempre atualizado a partir de agora. Estamos, inclusive, em contato com o Conselho Nacional de Contabilidade para aprimorar o sistema. É um projeto com possibilidades eternas de melhoria”, disse.

    Sistema não aumenta fiscalização

    Durante o lançamento do sistema, o secretário Barreirinhas explicou que a ferramenta não pretende aumentar a fiscalização para cobrar mais tributos das empresas. Segundo ele, o objetivo é dar mais transparência, e não ampliar a cobrança de tributos.

    “A Receita já tem acesso a todos esses dados, então essa é uma preocupação totalmente descabida, que não tem nada a ver com o objetivo do projeto Painel Receita”, justificou Barreirinhas.

    Segundo ele, o sistema abre acesso para que as próprias empresas utilizem melhor as informações existentes. “Estamos abrindo uma porta para que cada empresário entre nos dados da Receita, é um canal para as empresas terem mais acesso e participação junto às informações que a Receita já possui sobre o mercado”, afirmou.

    Estratégia

    O “Painel Receita” pretende transformar dados fiscais em informação estratégica. Com as informações, explicou o Fisco, as empresas poderão:

    • Entender melhor sua situação financeira;
    • Comparar desempenho com concorrentes;
    • Tomar decisões mais informadas;
    • Melhorar a organização tributária.

    A expectativa da Receita Federal é que, com mais transparência e acesso à informação, o ambiente de negócios se torne mais eficiente. Segundo o órgão, no longo prazo, o aumento da transparência pode contribuir para o crescimento econômico do país.

  • Lula anuncia novo Desenrola para a próxima semana com até 20% do FGTS

    Lula anuncia novo Desenrola para a próxima semana com até 20% do FGTS

    Fim da escala 6×1 também foi lembrada em pronunciamento do presidente

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (30), em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, que o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada, será lançado na próxima segunda-feira (30).

    A iniciativa deve oferecer descontos significativos de até 90% nas dívidas e permitir o uso de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

    Lula destacou que quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.

    “Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o presidente em cadeia nacional de Rádio e TV.

    O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também projeta impacto relevante na economia, inclusive com a liberação de recursos do FGTS para pagamento de dívidas.

    Lula também destacou que o fim da escala 6×1 representa um “passo histórico” para o país. A proposta, já enviada ao Congresso, prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

    Na fala, Lula destacou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convivência familiar, além de alinhar o Brasil a modelos de jornada considerados mais equilibrados em outros países.

    “A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores”, disse Lula.

    “Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, complementou.

    O tema tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

    Além dessas duas medidas, Lula também abordou outros temas no discurso, como taxas reduzidas de desemprego e de inflação, ampliação da licença paternidade, mudanças no imposto de renda e auxílio para gás de cozinha. E afirmou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, ações do governo brasileiro têm impedido a população de lidar com efeitos do aumento global do preço do petróleo.

    “Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, disse Lula.

  • Pavimentação de R$ 7,6 milhões, novo mercado e habitação rural fortalecem desenvolvimento em Antônio Gonçalves

    Pavimentação de R$ 7,6 milhões, novo mercado e habitação rural fortalecem desenvolvimento em Antônio Gonçalves

    O Governo do Estado entregou, nesta quarta-feira (29), em Antônio Gonçalves, a pavimentação de 10,3 quilômetros entre o entroncamento da BA-131 e os povoados de Caldeirão dos Mulatos e Jibóia, com investimento de R$ 7,6 milhões. A agenda também incluiu a entrega do novo Mercado Municipal, a pavimentação dos acessos à sede do município e a autorização da ordem de serviço para construção de 18 unidades habitacionais rurais. As ações fortalecem a mobilidade, o escoamento da produção agropecuária, a agricultura familiar, a economia local e a qualidade de vida da população.

    Obra de maior investimento entregue no município, a pavimentação entre o entroncamento da BA-131 e os povoados de Caldeirão dos Mulatos e Jibóia foi executada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra). A beneficia comunidades quilombolas, melhorando a mobilidade rural e o acesso da população a serviços essenciais.

    A pavimentação dos acessos à sede do município, em paralelepípedo, com 4,45 quilômetros de extensão teve investimento de R$ 3,48 milhões. Somadas, as duas intervenções de infraestrutura beneficiam mais de 11 mil habitantes de Antônio Gonçalves, promovem melhores condições de tráfego, ampliam a segurança viária e reforçam o escoamento da produção agropecuária, atividade importante para a economia local.

    “A pavimentação dos acessos a comunidades quilombolas permite melhorias no deslocamento dos moradores e, também, facilitam para que as produções que são desenvolvidas tenham mais facilidade de chegar às feiras da cidade”, ressaltou o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes.

    Novo Mercado Municipal

    Na mesma agenda, o município celebrou a entrega do novo Mercado Municipal, obra do Governo do Estado executada por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). O equipamento amplia a estrutura de comercialização e garante melhores condições de trabalho para agricultores familiares e feirantes da região.

    O espaço foi projetado para atender às exigências sanitárias, oferecer mais conforto a comerciantes e consumidores e impulsionar a economia local. Também foram entregues 14 balanças e 10 freezers, fortalecendo a capacidade de armazenamento e comercialização, especialmente de carnes e pescados.

    A secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, destacou a importância do investimento para o município e para toda a região. “A entrega de um mercado como esse representa mais desenvolvimento econômico e social para Antônio Gonçalves e municípios vizinhos. É um espaço que atende não só os agricultores familiares e feirantes, mas também toda a população que frequenta a feira. Estamos garantindo uma estrutura adequada, com condições sanitárias apropriadas e dentro das normas, especialmente para a comercialização de carnes, oferecendo mais segurança alimentar e qualidade para todos”, afirmou.

    Para os feirantes, a transformação já é percebida no dia a dia. O peixeiro Samuel Ângelo dos Santos ressaltou a melhoria nas condições de trabalho. “Esse novo espaço ficou excelente. Com os equipamentos que recebemos, ficou muito melhor para trabalhar e atender os clientes com mais qualidade”, disse.

    Já o feirante Gescilei da Silva, que comercializa carne de bode e carneiro, celebrou a mudança no ambiente. “Antes, o mercado tinha uma estrutura muito precária. Agora está tudo organizado, bonito e muito mais adequado para o nosso trabalho”, destacou.

    Habitação rural

    Durante a agenda no município, também foi autorizada a ordem de serviço para a construção de 18 unidades habitacionais rurais. A ação vai beneficiar famílias de comunidades quilombolas, como Lagoa Grande, Mucambo, Brejão da Grota e Bananeira dos Prestos, de Fundo e Fecho de Pasto.

  • Bahia registra menor taxa de desemprego da série histórica

    Bahia registra menor taxa de desemprego da série histórica

    A Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Segundo levantamento divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa anual de desocupação caiu para 8,7%, recuo em relação aos 10,8% registrados em 2024 e o quarto ano consecutivo de queda, sequência inédita no estado.

    O resultado reflete a expansão do número de pessoas ocupadas, que atingiu 6.511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado. O crescimento de 3,4% superou o desempenho nacional e regional, enquanto o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, também o menor da série histórica. Houve ainda redução no desalento, que chegou a 500 mil pessoas, menor nível desde 2015.

    O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, atribuiu o desempenho a uma combinação de políticas públicas e atração de investimentos. “Esse resultado é esforço de um trabalho em equipe liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tem buscado atrair investimentos com a instalação de novas empresas, fortalecendo as já existentes, além de um amplo programa de qualificação profissional que já certificou mais de 25 mil pessoas em todos os setores da economia. Também modernizamos a Rede SineBahia, que alcançou 125 unidades, e inauguramos a primeira Casa do Trabalhador no Brasil no Metrô de Pituaçu. Vale destacar também nosso programa Credibahia e as grandes obras de infraestrutura que impulsionam o desenvolvimento”, afirmou.

    No campo da renda, os dados também apontam crescimento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.284, maior valor desde 2020, enquanto a massa de rendimento atingiu R$ 14,587 bilhões, recorde da série. De acordo com o diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, o cenário evidencia a consolidação da recuperação econômica. “A Bahia alcançou em 2025 a menor taxa de desocupação de sua história, com recorde de 6,5 milhões de pessoas ocupadas e crescimento superior à média nacional. O avanço simultâneo do emprego e da massa salarial reflete a consolidação da recuperação econômica no estado”, destacou.

    Apesar dos avanços, a informalidade ainda é um desafio. A taxa chegou a 52,8% da população ocupada em 2025, acima do registrado no ano anterior, embora ainda figure como a terceira menor da série histórica. Para 2026, a SEI projeta um cenário mais desafiador, com expectativa de desaceleração econômica, mas manutenção da geração de empregos e renda, ainda que em ritmo mais moderado.

  • MPT critica mecanismos de empresas no controle do trabalho escravo

    MPT critica mecanismos de empresas no controle do trabalho escravo

    Grandes empresas se mostram incapazes de impedir a prática

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) identificou que os sistemas de autorregulação e auditoria de grandes empresas têm sido insuficientes para impedir a presença de trabalho escravo em suas cadeias produtivas.

    Em apenas dois anos, o órgão notificou mais de 30 companhias líderes em seus setores por adquirirem bens ou serviços de fornecedores flagrados submetendo seus empregados ou colaboradores a condições análogas à escravidão, em condições degradantes.

    “Está havendo uma discrepância muito grande entre o que é dito para os acionistas e para a sociedade em geral e o que está sendo feito, na prática, para prevenir o crime”, afirmou o procurador Ilan Fonseca de Souza, da Coordenadoria de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret).

    Durante entrevista coletiva na qual o MPT divulgou resultados preliminares do projeto Reação em Cadeia, que busca identificar os vínculos entre grandes companhias e a escravidão moderna, Souza destacou que, invariavelmente, toda grande empresa garante que adota mecanismos de “compliance” para evitar violações aos direitos humanos.

    “Geralmente, isso é publicizado para atender a uma demanda dos acionistas, mas ao investigarmos o cumprimento e a efetividade dessas medidas, tivemos uma surpresa ruim. Boa parte desses documentos são meramente formais, lacônicos”, criticou Souza, que gerencia o projeto Reação em Cadeia.

    Juntas, as grandes companhias já notificadas a prestar esclarecimentos ao MPT movimentam mais de R$ 48 bilhões. O que, de acordo com Souza, invalida os argumentos de que esse tipo de crime é um fenômeno isolado, restrito a negócios informais sem condições financeiras para pagar os direitos trabalhistas devidos a seus empregados.

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    “As atividades econômicas em que o trabalho escravo acontece não são deficitárias. Pelo contrário, são rentáveis”, acrescentou Souza.

    Ele revelou que, entre as atividades econômicas “mais sensíveis”, ou seja, aquelas nos quais foram encontrados mais trabalhadores em condições degradantes, estão as carvoarias, fazendas de soja, café ou cana de açúcar, construção civil e a indústria têxtil.

    Além das grandes empresas notificadas, o MPT identificou ao menos outras 20 companhias líderes e duas prefeituras suspeitas de negociar, sistematicamente, com fornecedores implicados com o trabalho escravo, muitos dos quais já constavam da Lista Suja do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Como vários casos estão em fase de apuração e as empresas sequer apresentaram suas defesas, o MPT não divulgou os nomes de quem está sendo investigado, limitando-se a informar aquelas que já são alvo de ação civil pública ou que firmaram termos de ajuste de conduta.

    De forma geral, entre os investigados estão algumas das maiores redes de supermercados do Brasil, multinacionais do setor de alimentos, gigantes da siderurgia, grandes varejistas de moda e distribuidoras de combustíveis.

    Há também, segundo o MPT, companhias que “se beneficiam da exploração ao adquirir, potencialmente, produtos por valores artificialmente mais baixos do que seriam praticados caso a produção observasse os direitos trabalhistas e humanos”.

    O MPT diz que quando flagradas adquirindo mercadorias e serviços de fornecedores que sujeitam seus empregados a condições aviltantes e ilegais, as grandes empresas se apressaram a romper o contrato e a anunciar que interromperam o fornecimento, contratando uma nova prestadora de serviços.

    O problema, segundo Souza, é que, em muitos casos, ou a empresa substituta recorre às mesmas práticas, ou pior, pertence aos mesmos donos que a anteriormente autuada.

    “É o que chamamos de cegueira deliberada. É muito mais conveniente, mais fácil, escapar juridicamente de situações como essa quando você finge que não a está enxergando”, explicou Souza.

    Ele ressalta a gravidade do problema, lembrando que, desde 1995, 65 mil trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão.

    Esse resultado, segundo especialistas, não reflete a real dimensão do problema que o MPT classifica como uma “falha sistêmica”.

    “Se a mercadoria ou serviço continua sendo fornecida e o empresário não vai a campo para identificar as condições dos trabalhadores que as produzem, é porque ele, deliberadamente, escolheu não enxergar o problema”, avalia o procurador.

    Para a vice-procuradora-geral do Trabalho, Teresa Basteiro, a moderna exploração do trabalho escravo só será superada, no Brasil, com o envolvimento de toda a sociedade.

    “Esta questão não se limita à atuação do Poder Executivo, das forças policiais e do Ministério Público. É fundamental o envolvimento de toda a sociedade. A conscientização da sociedade sobre as práticas produtivas é que podem reduzir a trabalhadora e o trabalhador à condições muito sofridas. Quando trazemos isso a lume, a tendência é que possamos concretizar o princípio do valor social do trabalho e da dignidade da pessoa humana”, defende a vice-procuradora-geral.

    Agência Brasil

  • Seagri e ABAF reforçam parceria para ampliar produção florestal sustentável na Bahia

    Seagri e ABAF reforçam parceria para ampliar produção florestal sustentável na Bahia

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) e a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) reforçaram, nesta quarta-feira (29), a parceria em torno do fortalecimento da produção florestal sustentável no estado. Durante encontro realizado na sede da Seagri, no Centro Administrativo, em Salvador, foram alinhadas duas novas ações conjuntas que serão realizadas na Feira de Agricultura de Eunápolis (EunaAgro): o Seminário de Produção Florestal e a entrega de mudas por meio do programa Plantar para Não Faltar.

    De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Vivaldo Gois, a cooperação com a ABAF está alinhada às estratégias do Governo do Estado. “A produção florestal integrada à agropecuária é um dos caminhos para uma Bahia mais produtiva e sustentável. A ABAF é uma parceira essencial nesse processo”, afirmou.

    Durante a reunião, o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade, apresentou projetos em andamento e destacou possibilidades de ampliação das ações conjuntas com o governo estadual. A proposta é expandir a atuação para novos municípios, por meio de consórcios públicos em parceria com a Seagri.

    Uma das iniciativas já confirmadas ocorrerá no próximo dia 23 de maio, durante a EunaAgro, em Eunápolis. O Seminário de Produção Florestal vai debater a integração entre atividades florestais, agrícolas e pecuárias, com foco nos ganhos econômicos e ambientais dessa combinação. Já o programa Plantar para Não Faltar promoverá a distribuição de mudas ao público da feira, incentivando o plantio e o manejo de florestas comerciais de uso múltiplo.

    “A floresta plantada tem papel estratégico para a Bahia: gera renda, contribui para a fixação de carbono e reduz a pressão sobre os recursos naturais. Nosso objetivo é ampliar o acesso a esse conhecimento e às mudas em todos os territórios do estado”, destacou Wilson Andrade.

    Parceria em campo – A parceria entre Seagri e ABAF já apresenta resultados concretos em diferentes regiões. Em setembro de 2025, as instituições realizaram em Maracás, o Seminário de Produção Florestal do Vale do Jiquiriçá, reunindo produtores, gestores e especialistas para discutir o fortalecimento da atividade. A experiência se tornou referência para a expansão da iniciativa em outros territórios.

    Outra frente de atuação foi iniciada em fevereiro deste ano, em Barreiras, com o lançamento de um projeto de arborização urbana funcional que já alcança 12 municípios baianos. A ação prevê o plantio de mudas com foco em sombreamento, conforto térmico, atração de polinizadores e valorização dos espaços públicos, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.

  • Prefeitura de Salvador lança projeto de piscina assistida para crianças com autismo e amplia ações de inclusão

    Prefeitura de Salvador lança projeto de piscina assistida para crianças com autismo e amplia ações de inclusão

    No mês em que se celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e da Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), lançou o projeto Mergulho na Inclusão, voltado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O lançamento ocorreu na tarde desta quarta-feira (29), na sede da Salvamar, em Patamares.

    O projeto é realizado em parceria com a Universidade Salvador (Unifacs) e a Instituição Serviço Social Autônomo (SSA Inclusão), com o objetivo de oferecer banho de piscina assistido, promovendo a estimulação sensorial, motora e cognitiva, além de contribuir para o desenvolvimento de crianças neurodivergentes. Além do lazer, a atividade reforça a inclusão social e garante acesso a práticas recreativas em um ambiente adaptado, seguro e acolhedor.

    Na tarde desta quarta-feira, 29 crianças com TEA participaram da atividade acompanhadas dos pais. Nesta primeira etapa, o projeto contempla 260 participantes. As aulas ocorrerão duas vezes por semana, nos turnos matutino e vespertino.

    Para o secretário de Ordem Pública, Décio Martins, o sucesso do programa desde o lançamento demonstra que a inclusão se concretiza por meio de ações efetivas: “A água tem sido um instrumento de desenvolvimento, autonomia e bem-estar. É gratificante ver famílias sendo acolhidas e crianças desenvolvendo seu potencial. Nosso compromisso é ampliar projetos que promovam respeito, inclusão e oportunidades para todos, transformando vidas e garantindo acesso a espaços de cuidado e evolução”.

    O coordenador da Salvamar, Kailani Dantas, destacou que o órgão atua além do serviço nas praias, contribuindo também com a acessibilidade. “A cada dia buscamos tornar a cidade mais acessível e a Salvamar mais social. Já temos o Mar sem Barreiras e, agora, o Mergulho na Inclusão, que conseguimos viabilizar com a SSA Inclusão e a Semop. Não se trata de uma ação pontual, mas de um projeto contínuo voltado para crianças com autismo em nossa cidade”, afirmou.

    Dantas também ressaltou o avanço institucional da coordenadoria. “Coordeno a Salvamar há quatro anos e atuo como salva-vidas há 18. Nunca vimos a instituição tão engajada em projetos sociais. Mostramos à sociedade que a Salvamar vai além da atuação operacional e tem muito a oferecer à cidade e à população”, completou.

    Parcerias – O projeto é uma iniciativa instituída por lei municipal, voltada ao fortalecimento de políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas com deficiência. Entre suas diretrizes estão a promoção da acessibilidade, da inclusão e a ampliação de oportunidades para esse público.

    O Mergulho na Inclusão surge como uma ação integrada entre o poder público e instituições parceiras, oferecendo um ambiente preparado, com respeito às necessidades sensoriais e individuais das crianças. A proposta é utilizar a água não apenas como atividade recreativa, mas como instrumento de estímulo, bem-estar e socialização.

    A presidente do SSA Inclusão, Paula Pitanga, destacou a importância do projeto. “É extremamente gratificante ver essa iniciativa sair do papel e proporcionar esse momento para as crianças e suas famílias. Percebemos, no rosto de todos, a alegria de vivenciar essa experiência. A água contribui para que ganhem segurança, criem vínculos e socializem com outras crianças”, explicou.

    Segundo Paula, a procura superou as expectativas. “A demanda foi espontânea, com divulgação nas redes sociais e pelo boca a boca. Foi um sucesso. Tivemos que encerrar as inscrições antes do prazo e já estudamos abrir novas turmas para atender quem ficou de fora”, revelou.

    Ao todo, 65 voluntários da Unifacs participam das atividades, com revezamento a cada aula. Para a representante da instituição no projeto, Dejenane Fernandes, a participação tem um significado especial: “É emocionante estar aqui. O projeto envolve os núcleos de cidadania e família, além de proporcionar aos estudantes em formação uma visão ampliada do cuidado. Medicina e enfermagem não se limitam ao ambiente hospitalar, podemos contribuir diretamente para a qualidade de vida das pessoas. Trazer a universidade para fora dos muros acadêmicos é fundamental”.

    Acolhimento – A dona de casa Aparecida Dantas, de 39 anos, participou da atividade com a filha Aila Vitória, de 6 anos, diagnosticada com autismo nível dois de suporte. “Fiquei sabendo por uma amiga que me marcou no Instagram. Fiz a inscrição sem muita expectativa, e fomos chamadas. É gratificante. Muitas vezes não temos tempo, e essa é uma atividade importante para ela. Ver minha filha sorrindo é emocionante”, contou.

    Morador de Pituaçu, o porteiro Herbert dos Santos, de 38 anos, acompanhou a esposa, Thais, de 33, e a filha Alice, de 8 anos, também diagnosticada com autismo nível dois de suporte. “Minha esposa viu o projeto no Instagram e nos inscrevemos imediatamente. A atividade é excelente, estimula o desenvolvimento e a interação com outras crianças. A inclusão é fundamental. Em muitos lugares, minha filha não se sente acolhida, mas aqui encontramos profissionais preparados. Estou muito feliz com essa iniciativa”, comemorou.

  • Caged: Salvador lidera geração de empregos no Nordeste e cria mais de 5,6 mil vagas em março de 2026

    Caged: Salvador lidera geração de empregos no Nordeste e cria mais de 5,6 mil vagas em março de 2026

    A capital baiana consolidou sua posição como o principal motor econômico e de geração de renda da região Nordeste. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes a março de 2026, divulgados nesta quarta-feira (29), Salvador registrou a criação de 5.616 novos empregos formais. Com esse resultado, o município alcança a marca histórica de 707.188 postos com carteira assinada, reafirmando o impacto positivo das políticas de fomento aos negócios lideradas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec).

    O dinamismo do mercado de trabalho soteropolitano reflete um cenário de crescimento contínuo, não se limitando apenas ao mês de março. No primeiro trimestre de 2026, a cidade gerou 10.211 novos postos formais de trabalho. Quando analisado o recorte dos últimos 12 meses, o saldo positivo se amplia de forma expressiva, registrando 26.571 admissões líquidas.

    Esses indicadores garantem a Salvador o primeiro lugar isolado na geração de empregos em todo o Nordeste, seja no recorte mensal, trimestral ou anual. No cenário nacional, a cidade assumiu a 5ª posição entre os municípios brasileiros que mais abriram vagas com carteira assinada no período, ficando atrás apenas de São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro.

    Para a titular da Semdec, Mila Paes, os dados traduzem o esforço da gestão municipal em promover um ambiente atrativo e seguro para investidores, tendo como principal consequência um benefício social imediato: a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos por meio do trabalho formal. “Liderar a geração de vagas no Nordeste mês a mês, não só em 2025, mas também em 2026, mostra que estamos no caminho certo, colhendo os frutos de investimentos robustos em nossa infraestrutura e de políticas focadas em facilitar a vida de quem quer empreender e gerar renda aqui”, afirmou a secretária.

    Destaques por setor – O balanço do Ministério do Trabalho também detalha as áreas que mais impulsionaram a economia da cidade no agregado do ano, apresentando um pilar central: o setor de serviços. Esse segmento foi responsável pela abertura de 9.031 vagas formais. Dentro do setor, os maiores volumes de contratações vieram das atividades administrativas e serviços complementares (5.681 postos), seguidos pelas áreas de saúde (1.848) e educação (1.276).

    A construção civil foi outro setor a apresentar forte desempenho, somando 2.831 novos empregos gerados ao longo do trimestre. “O avanço consistente do setor de serviços e da construção civil comprova que a economia de Salvador está girando com força e fortalecendo diversas cadeias produtivas locais”, pontuou Mila Paes. A secretária também apontou a direção estratégica da Semdec para os próximos meses: “Continuar expandindo os programas de qualificação profissional, atrair novas matrizes econômicas e de investimentos para a capital”, completou.