Dia: 4 de março de 2024

  • Concha Negra será palco para o pagode baiano com Xella Orixá Convida

    Concha Negra será palco para o pagode baiano com Xella Orixá Convida

    A segunda noite do projeto Concha Negra, que acontece no próximo dia 9 de março (sábado), às 18h30, reunirá grandes nomes do pagode baiano no palco da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA). Com o cantor Alex Xella apresentando o projeto “Orixá Convida”, o evento terá no palco as participações especiais de A Dama, Vanessa Borges, Alex Maxx e Sinho Bernardo. Show de abertura será da banda Fragmentos do Samba. O evento se inicia às 18h30 e os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), à venda na bilheteria física do TCA e online através da plataforma Sympla.

    Neste espetáculo “Xella, Orixá Convida”, que mostra a maturidade musical do artista, o artista enaltece as religiões de matriz africana através de suas canções que exaltam as qualidades dos Orixás, promovendo uma linda homenagem no palco do Concha Negra. Compositor, arranjador e produtor cultural, Xella trará ainda no repertório grandes sucessos de sua carreira

    A Dama, conhecida pelo seu vozeirão e um black power poderoso, tem construído uma carreira sólida no pagode baiano. Considerada uma das mais talentosas da música baiana recente e tem quebrado barreiras no ritmo, que é predominantemente masculino. A cantora ganhou destaque com músicas como “Soca Fofo”, “Fogo na Raba”, “Ai Pai Pirraça” e “Machista não tem vez”.

    Ex-participante do The Voice Brasil, a cantora e compositora Vanessa Borges também estará presente no Concha Negra. Ela iniciou aos 15 anos na música, atuando como back vocal, e hoje possui trabalhos com artistas como Margareth Menezes, Motumbá, Babado Novo e outros. Em 2016 lançou o single e clipe da música “Namora Comigo”, e em 2017 o clipe da música “Dandara”.

    Cantor e compositor, Alex Maxx tem mais de 20 anos de carreira e promete levar muito pagode para o palco da Concha Acústica. Iniciou sua trajetória na banda “Coisa de Bamba” e, na sequência, com a banda “Saiddy Bamba”. O artista emplacou diversos hits, como “Chamega Mãe”, “Chore na Minha”, “Quebre e Samba” e “Tome Totome”. Alex Maxx acumula mais de 20 CDs e três DVDs na carreira.

    Outro convidado da noite é o cantor e compositor Sinho Bernardo, que acumula mais de 20 anos de carreira. Com dois álbuns autorais lançados, o artista leva muito samba nas suas composições, sempre com muita identidade local, reflexões, alegria e auto estima.

    Responsável pelo show de abertura da segunda noite do Concha Negra, a banda Fragmentos do Samba promete elevar a vibe positiva com sua mistura de ritmos a partir do samba. O grupo costuma passear constantemente pelo ijexá, rap, trap, reggae e MPB, mas principalmente entendendo e levantando a bandeira de que na arte e na vida as possibilidades são infinitas.

    Nesta terceira edição do projeto Concha Negra, projeto que valoriza os mais variados estilos da cultura afrobaiana, como pagode, reggae, afoxé, pop e hip hop, a programação contará com seis atrações. São elas: Cortejo Afro (23 de fevereiro), Xella Orixá Convida (9 de março), Afoxé Filhos de Gandhy (15 de março), Olodum (22 de março), Adão Negro (28 de março), SALCITY RAP (5 de abril). Cada espetáculo prevê, além dos shows principais, a presença de convidados e atrações de abertura de outras linguagens artísticas, como dança, teatro e slam.

    SOBRE O CONCHA NEGRA – O Concha Negra é uma iniciativa que se compromete a fomentar a diversidade cultural da Bahia, suas tradições e patrimônios, garantindo o lugar da música afro-baiana na programação mensal da Concha Acústica do Complexo do TCA, maior equipamento cultural do estado. Sua realização parte de premissas das políticas reparatórias previstas na constituição do Estado da Bahia e no Estatuto da Igualdade Racial. Assim, o incentivo a mais um canal de visibilidade e acesso a esta produção se alinha a condutas que reconhecem a cidadania cultural, a importância da representatividade e a afirmação de identidades, combatendo preconceitos e valorizando a expressão das variadas manifestações humanas.

    Com um público total de mais de 30 mil pessoas, sem contar os telespectadores que assistiram às transmissões ao vivo na TVE Bahia, o Concha Negra teve sua primeira etapa entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018, com shows de Filhos de Gandhy, Muzenza, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Olodum e Malê Debalê. A 2ª edição ocorreu entre novembro de 2019 e março de 2020, com ÀTTØØXXÁ, Ilê Aiyê, Sine Calmon e Morrão Fumegante, Olodum, Baco Exu do Blues, Lazzo Matumbi, Afropop – Margareth Menezes, Afrocidade e Luedji Luna e Núcleo de Ópera da Bahia – um último show, que reuniria Panteras Negras e Didá, foi cancelado devido à pandemia.

    Concha Negra – Xella Orixá Convida A Dama, Vanessa Borges, Alex Maxx, Sinho Bernardo e Fragmentos do Samba

    Quando: 09 de março de 2024 (sexta), 18h30

    Onde: Concha Acústica do Teatro Castro Alves

    Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

    Vendas: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do TCA (sem taxas) ou na plataforma virutal Sympla (https://www.sympla.com.br)

    Classificação indicativa: 14 anos

  • Índia: força-tarefa procura quatro suspeitos de estupro coletivo de brasileira

    Índia: força-tarefa procura quatro suspeitos de estupro coletivo de brasileira

    Três homens compareceram a um tribunal pela acusação de estupro coletivo de uma turista brasileira que viajava por uma região remota da Índia com o marido, informou a imprensa local nesta segunda-feira (4) A polícia procura outros quatro suspeitos do crime.

    O ataque ocorreu na noite de sexta-feira, no distrito de Dumka, no estado de Jharkhand, no leste da Índia), onde o casal, que viajava de moto, parou para acampar.

    Sete homens teriam atacado a mulher.

    “Formamos uma equipe para descobrir o paradeiro dos suspeitos”, declarou à AFP o policial Pitamber Singh Kherwar. “Em breve eles serão detidos”, prometeu.

    Kherwar anunciou também que uma equipe especial foi criada para examinar a cena do crime.

    “Temos que garantir uma punição rigorosa”, disse Kherwar, segundo a agência de notícias Press Trust of India (PTI).

    Três homens foram escoltados ao tribunal no domingo, com as cabeças cobertas, por policiais. Os três permanecem em prisão preventiva.

    A turista e o marido também compareceram ao tribunal.

  • Haiti declara emergência e toque de recolher após fuga de milhares de detentos

    Haiti declara emergência e toque de recolher após fuga de milhares de detentos

    O governo do Haiti decretou estado de emergência e toque de recolher noturno em Porto Príncipe no domingo (3), após um ataque contra uma penitenciária que deixou pelo menos 10 mortos e permitiu a fuga de milhares de detentos.

    O governo decretou estado de emergência no departamento Ouest, que inclui Porto Príncipe, a capital do país, e um toque de recolher entre 18h00 e 5h00 entre domingo e quarta-feira, 6 de março, informou um comunicado oficial.

    O estado de emergência e o toque de recolher poderão ser prolongados.

    O ministro da Economia, Patrick Michel Boisvert, assinou o decreto como primeiro-ministro em exercício do país.

    O primeiro-ministro Ariel Henry estava no Quênia para assinar um acordo para o envio de policiais do país africano como parte de uma missão apoiada pela ONU para ajudar a restabelecer a ordem no país caribenho, muito afetado pelas ações das gangues.

    O governo indicou que o objetivo das restrições é “restabelecer a ordem e tomar as medidas apropriadas para recuperar o controle da situação”.

    O toque de recolher foi instaurado “devido à deterioração da segurança” em Porto Príncipe, onde são registrados “atos criminosos cada vez mais violentos perpetrados por gangues armadas”, afirma o comunicado.

    “A fuga de presos perigosos coloca em risco a segurança nacional”, destacou o governo.

    “As forças de segurança receberam ordens para utilizar todos os recursos legais à disposição para fazer cumprir o toque de recolher e prender todos os infratores”, acrescenta a nota oficial.

    Fuga, crimes e gangues

     

    O Haiti, país pobre do Caribe, enfrenta uma grave crise política, humanitária e de segurança desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021.

    As forças de segurança estão sobrecarregadas pela violência das gangues, que assumiram o controle de áreas inteiras do país, incluindo a capital.

    Pelo menos dez pessoas morreram depois que grupos criminosos atacaram na noite de sábado a Penitenciária Nacional de Porto Príncipe, resultando na fuga de detentos.

    “Foram contabilizados muitos corpos de detentos”, declarou no domingo o diretor executivo da ONG Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos (RNDDH), Pierre Espérance.

    Ele informou que apenas uma centena de presos permaneciam na penitenciária, que antes do ataque tinha 3.800 detentos.

    Um jornalista da AFP visitou a prisão na manhã de domingo e observou uma dezena de corpos nos arredores do local, alguns deles com marcas de tiros.

    A porta estava aberta e não havia quase ninguém, segundo o correspondente.

    Desde quinta-feira, gangues armadas atacaram locais estratégicos da capital, alegando que pretendiam derrubar o governo do polêmico primeiro-ministro Ariel Henry, que está no poder desde 2021 e deveria ter abandonado o cargo no início de fevereiro.

    No sábado, policiais “tentaram repelir um ataque de grupos criminosos à Penitenciária Nacional e à prisão Croix des Bouquets”, informou o governo haitiano.

    Os ataques deixaram presos e funcionários do sistema penitenciário feridos.

    O governo denunciou “a selvageria de criminosos fortemente armados que queriam a todo custo libertar pessoas detidas, principalmente por sequestro, assassinato e outros crimes graves”.

    A polícia nacional anunciou que fará “tudo o que estiver ao seu alcance para localizar os prisioneiros fugitivos e prender os responsáveis pelos atos criminosos e os seus cúmplices”.

    Ainda não foi possível determinar quantos detentos fugiram da prisão de Croix des Bouquets, segundo Pierre Espérance.

    Criminosos comuns, líderes de gangues e os acusados pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse estavam na Penitenciária Nacional, que fica a poucas quadras do Palácio Nacional.

    G1

  • Rafael Cardoso é investigado por agredir gerente de bar no Rio de Janeiro

    O ator Rafael Cardoso está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após uma denúncia de agressão ao gerente de um bar na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. A vítima, identificada como João Fernandes, de 64 anos, registrou a ocorrência nesta sexta-feira (01) e alegou que o artista o agrediu na nuca e lhe desferiu um soco na barriga.

     

    A agressão teria ocorrido na última segunda-feira (26) de fevereiro. Segundo informações do site Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Rafael teria chegado no bar acompanhado de dois homens quando pediu a um garçom para conhecer o gerente o estabelecimento. “Eu vou te matar”, teria dito Rafael ao gerente logo após apertar sua mão.

     

    Após dar as costas ao ator, o gerente teria sido nocauteado na nuca e, posteriormente, no abdômen. O gerente garante que não conhecia Rafael previamente. A assessoria do ator ainda não se pronunciou sobre o caso.

    Bahia Notícias

  • Populações periféricas são mais vulneráveis à dengue

    “O meu homem-aranha está amuado, tristinho. É tão estranho”. A auxiliar de serviços gerais Juliana Pereira, de 28 anos de idade, está acostumada com o pequeno Vitor, de 3 anos de idade, pulando de um canto para o outro, tal como um super-herói. Ligeiro na bicicleta, correndo atrás de bola e sem parar pela casa. Mas o menino passou a semana com febre alta e dor, sem sair do colo da mãe. Tudo por causa da dengue. 

    Eles moram em uma casa na Cidade Estrutural, região administrativa periférica do Distrito Federal, “cercada de mato, lixo, água parada e falta de estrutura”, como diz a mãe que também teve a doença em fevereiro. “Estou sem ir para o trabalho porque preciso cuidar deles”, diz Juliana. O outro morador da casa, Jeferson Muniz, de 25 anos de idade, irmão de Juliana, também não podia ir trabalhar havia 5 dias por causa dos sintomas da doença.

    Vulnerabilidade

    O médico infectologista José Davi Urbaez diz que as condições sociais são causas do avanço da dengue. “É claríssimo que, no caso da dengue e, habitualmente, todas as doenças infecciosas, são grandes marcadores dessa vulnerabilidade porque ela é construída”, avalia. As populações com menos condições de saneamento básico, de moradia digna, de emprego, de educação e de acesso à saúde, segundo o médico, estão mais vulneráveis à disseminação das doenças como a dengue.

    Jeferson, o tio do pequeno Vitor, reclamou de, além das dores no corpo, de falta de ar e muito enjoo. Ele trabalha em um lava jato o dia inteiro e chegou a tentar trabalhar doente, mas não aguentou o ritmo. Cercado por profissionais de saúde pública e deitado em uma maca, em um dos atendimentos que recebeu, melhorou depois de ser medicado e receber hidratação venosa com soro.

    Durante a semana, a família foi junta em uma tenda de atendimento instalada pelo governo do Distrito Federal junto à Unidade Básica de Saúde da região, para reforçar o atendimento diante da crise sanitária na capital do País, que tem o maior número de mortes causadas pela doença.  Na UBS, já foram confirmados 2.391 casos da doença até sexta-feira (1º). Inclusive, os dez postos com mais notificações da doença eram todos nas áreas mais vulneráveis, que contabilizavam 27.264 casos.

    Capital em surto

    Segundo as informações do Ministério da Saúde, até o sábado (2 de março), eram 77 óbitos confirmados no DF, o equivalente a 29,8% da quantidade de mortos no país, do total de 258, por causa da dengue até o momento. Havia outras 60 ocorrências em investigação.

    Ao todo, o DF somava mais de 102.757 diagnósticos da doença, o que representava quase 10% dos casos de todo o Brasil, que superou a marca de mais de um milhão de notificações durante a semana. Os postos de atendimento nas periferias lideram as notificações da doença.

    “O que mais me apavorou foi a possibilidade da dengue ficar mais grave. A gente é pobre e tem muito medo”, diz Juliana, que tem medo de todos adoecerem ao mesmo tempo. Ela viu os vizinhos ficarem mal nas últimas semanas.

    O médico infectologista Hemerson Luz explica que pode acontecer de pessoas que tiveram dengue uma vez apresentarem um quadro mais grave numa segunda ocasião. “Por uma reação do sistema imunológico, pode ocorrer uma resposta inflamatória pior. O termo dengue hemorrágica não é utilizado mais”.

    O médico entende que as condições sociais urbanas podem influenciar a disseminação da doença. “Sabemos que hoje realmente a dengue é uma doença que pode ser prevenida com medidas para combater o mosquito e também com a vacina que está chegando”, explica.

    Responsabilidade

    O especialista salienta que qualquer objeto abandonado que acumule água pode acabar sendo um criadouro do mosquito. “Lembrando que os ovos do Aedes aegypti podem ficar até 1 ano em um terreno seco, esperando cair água e acumular. Todo o combate se baseia em eliminar esses criadores, como objetos jogados, caixas d’água sem tampa, aquele vaso que tem um pratinho com água embaixo”, alerta. Hemerson Luz diz que todos esses cuidados são necessários com responsabilidade dos órgãos públicos e dos cidadãos.

    A recomendação do especialista é que as pessoas devem buscar apoio de saúde a partir de sintomas como o quadro clássico que inclui dor de cabeça, febre alta, cansaço, dor atrás dos olhos. Há possibilidade de aparecimento de manchas vermelhas na pele. O médico pede especial atenção para a existência de dor abdominal, vômitos e queda da pressão.

    Inclusive, foi por causa de dores abdominais que a cuidadora de idosos Joseana Rosa, de 49 anos de idade, teve que pensar em cuidar de si mesma. Ela foi também ao atendimento na Cidade Estrutural e relatou aos médicos que não dormia havia 2 dias e sentia dores pelo corpo, que teve dificuldades de explicar. “Tive muita febre e enjoo. Essa doença, para mim, foi pior do que a covid (que ela foi diagnosticada em 2022)”, comparou a paciente. Joseana também pensou em ir trabalhar e encarar uma viagem de ônibus de quase 50 minutos até o trabalho. Ela desistiu depois de dar o primeiro passo em direção à porta.

    Crianças e idosos

    A cerca de 20 km da Estrutural, uma família estava desesperada na Unidade de Pronto Atendimento da Ceilândia, a maior região administrativa do Distrito Federal. A fisioterapeuta Amanda Oliveira, de 33 anos de idade, estava agoniada com a situação da mãe Maria Luzemar, de 57 anos de idade, internada na sala vermelha para receber suporte intensivo de oxigênio e monitoramento dos sinais vitais.

    “Minha mãe começou com muita febre e piorou pela madrugada. Ela teve sangue ao evacuar e estava delirando. Ela pediu que a gente ajudasse urgentemente”. Há uma semana, a mãe deixou de ir trabalhar como vendedora de churrasquinho no bairro em que mora. “Ela não aguentava mais”, disse Amanda.

    Na porta da UPA, familiares de pacientes ficam à espera da possibilidade de receber notícias e a possibilidade de fazer visitas.

    Encostado à UPA, o Hospital de Campanha da Aeronáutica, com a atuação de militares de outras regiões do país, inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratório, com atividades 24 horas por dia. A aposentada Francisca Miranda, de 65 anos de idade, estava acompanhada da filha Taynah, de 28 anos de idade, porque mal conseguia se movimentar. Elas moram em Ceilândia, região em que as unidades de saúde pública são as que têm mais notificações, 25.250 até sexta-feira, representando um a cada quatro casos de dengue no Distrito Federal.

    Crianças e idosos

    Segundo o infectologista Hemerson Luz, qualquer pessoa pode ter a doença agravada. “Mas pode ser pior em crianças muito pequenas, ou mesmo em pessoas idosas, grávidas, pessoas que têm comorbidades. E um grande foco hoje da atenção é justamente crianças e adolescentes por onde estão começando os programas de vacinação”, explica.

    Para combater a dengue, o médico Hemerson Luz defende que o sistema público de saúde pode contar com o uso de tecnologias para apontar qual rua ou bairro há mais casos. “O mosquito tem uma autonomia de voo muito pequena, cerca de 200 metros apenas. O uso de drones para procurar esses locais que podem estar acumulando lixo, pode ser usado pelo poder público para fazer essa busca. Esse é um dever de todos”.

    Rio de Janeiro

    No Rio de Janeiro, cidade que já passou por epidemias recentes da doença, como nos anos de 2002, 2008 e 2012, um polo de atendimento de dengue funciona na Policlínica Hélio Pellegrino, na Praça da Bandeira, na zona norte da cidade. Lá também chegam diferentes casos. A preocupação com as crianças faz parte da rotina do lugar.

    A cabeleireira Jaqueline Souza, por exemplo, levou o filho Gabriel, de 6 anos de idade, depois que o garoto apresentou febre alta. “Ele começou a ficar caidinho. Aí logo vieram as dores. Ele se queixou bastante das dores nas costas, no olho e nas pernas também. Depois, as pintinhas”, detalhou. Quando avaliou que o menino estava um pouco melhor, levou para a escola. Mas ainda era cedo para voltar à rotina. Ela buscou o garoto na escola porque voltaram os sintomas.

    No mesmo dia, no atendimento na policlínica, o autônomo Nelson Amado revela que teve sintomas por uma semana. “Uma dor muito forte no corpo e estava com febre. Eu não consegui mais ficar no trabalho e fui para casa”, disse. Depois do exame, verificou-se que havia infecção e passou a ficar mais preocupado com hidratação. “É o segundo dia que eu volto aqui na Policlínica”.

    Mudanças climáticas

    O avanço da doença nas grandes cidades é motivo de alerta para o médico Carlos Starling, vice-presidente da Sociedade Mineira de Infectologia. “O que chama a atenção é que o número de casos aumentou muito nos últimos dias, não só de dengue, mas também de covid. Então nós estamos, no momento, convivendo com duas epidemias ao mesmo tempo”, disse.

    Para o especialista, ainda será necessário que o trabalho de prevenção seja mais efetivo. Para ele, o número de casos deve seguir aumentando até final de abril, quando a temperatura deve começar a cair. “Com isso, a população de mosquito também diminui e, consequentemente, a transmissão da doença também. O período sazonal da dengue tradicionalmente vai até abril”, explica. Entretanto, o especialista alerta para o fato que as mudanças climáticas podem alterar essa lógica.

    O aumento da temperatura altera o regime de chuvas, e isso poderia fazer, em tese, que esse período se estenda até junho, que tradicionalmente o número de casos cai de forma drástica. “O que deve modificar muito esse perfil epidemiológico é a maior disponibilidade de vacinas nos próximos anos. Mas para esse ano, as vacinas ainda não vão ter o impacto que nós gostaríamos que tivesse”.

     

    Os principais sintomas da dengue. Foto: Arte/EBC

    Edição: Fernando Fraga

    Agência Brasil

  • Festival Elas à Frente leva mulheres do Samba ao MAM nos dias 7 e 8 de março

    Festival Elas à Frente leva mulheres do Samba ao MAM nos dias 7 e 8 de março

    Matriarca do Samba, natural do Recôncavo da Bahia e uma das figuras femininas mais importantes da cultura brasileira no século XX, Tia Ciata é a inspiração do segundo Festival Elas à Frente, que este ano fará uma edição especial dedicada às mulheres do Samba.


    Promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo do Estado da Bahia (SPM-BA), o festival gratuito acontece nos dias 7 e 8 de março, no MAM, tendo como atrações as artistas baianas Mariene de Castro, Gal do Beco, Juliana Ribeiro e os grupos femininos As Ganhadeiras de Itapuã e Samba de Oyá. A entrada será mediante doação de 1kg de alimento não perecível.


    O Festival Elas à Frente no Samba integra a programação do “Março Elas à Frente”, com ações culturais, formativas, de empreendedorismo e de políticas públicas que celebram o Dia Internacional da Mulher e que têm como objetivo a garantia plena dos direitos de todas as mulheres na Bahia. Além do line up inteiramente formado por mulheres, o Festival possui também uma equipe de produção e técnica majoritariamente feminina.


    PROGRAMAÇÃO

    Quem abre a programação do Festival, no pôr do sol de quinta-feira, dia 7 de março, às 17h, é o grupo Samba de Oyá. No dia 8, sexta-feira, as apresentações começam também às 17h, com shows de Mariene de Castro, Gal do Beco, Juliana Ribeiro e As Ganhadeiras de Itapuã, com discotecagem da DJ Libre_Ana nos intervalos. O Festival é gratuito e o acesso será mediante doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado ao projeto Bahia sem Fome.


    MULHERES DO SAMBA

    Mariene de Castro – Soteropolitana, soma 26 anos de carreira dedicados ao samba e à cultura popular brasileira. Traz em suas apresentações canções autorais e releituras de sambas clássicos, tendo como referências musicais o samba de roda, coco, maracatu, ijexá e jongo.

    Juliana Ribeiro – Cantora, compositora e historiadora, Juliana Ribeiro é expoente nacional da música baiana e traz para essa apresentação o show “Elas por Ella”, com canções de compositoras do Samba e da MPB, incluindo autorais da artista.

    Gal do Beco –  Com 42 anos de carreira e 72 de vida, Gal do Beco é carioca, mas naturalizada na Bahia, já que reside no Centro Histórico de Salvador há mais de 30 anos. Tornou-se conhecida e respeitada nas rodas de samba da Bahia como divulgadora do samba de raiz.


    As Ganhadeiras de Itapuã – Com berço no bairro de Itapuã e carregando em si detalhes da história primordial do Brasil, o grupo traz a memória das antigas negras de ganho do período colonial – primeiro símbolo do empoderamento feminino no Brasil. Canções praieiras, cantigas e cirandas, fruto do coro de 20 vozes femininas, resgatam memórias e dão ritmo às saias de chita dessas mulheres que, movidas pela força de suas raízes, impressionam nos palcos.

    Samba de Oyá – Existe desde 2016, tendo à frente as sambistas Bárbara de Oyá (voz), Betânia Barbosa (bateria) e Jandira Santos (percussão). No repertório, sucessos do samba e pagode, além de MPB, em clássicos como Alcione, Beth Carvalho, Ivone Lara, Zeca Pagodinho, Ferrugem, Thiaguinho e Revelação.


    SERVIÇO:
    Festival Elas à Frente no Samba – Homenagem a Tia Ciata
    Atrações: Mariene de Castro, As Ganhadeiras de Itapuã, Gal do Beco, Juliana Ribeiro e Samba de Oyá e DJ Libre_Ana
    Data: 7 e 8 de março (quinta e sexta-feira)

    Horário: 17h

    Local: MAM – Museu de Arte Moderna da Bahia  (Av. Lafayete Coutinho, s/n)

    Entrada Gratuita – mediante doação de 1kg de alimento não perecível

  • Visitando o Brasil, John Travolta está hospedado em Ipanema

    Visitando o Brasil, John Travolta está hospedado em Ipanema

    John Travolta foi visto de pijama aproveitando a vista do mar, na sacada de um quarto em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde de sábado (2).

     

    Na noite de quinta-feira (29), ele foi a casa de shows Blue Note Rio e assistiu ao show de Rodrigo Suricato. O americano também conheceu o local de eventos Rio Scenarium.

    Bahia Notícias

  • Projeto TRE em Todo Lugar chega a Camaçari na segunda (4)

    Projeto TRE em Todo Lugar chega a Camaçari na segunda (4)

    Com apoio da Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria de Governo (Segov), o Projeto TRE em Todo Lugar chega ao município com oferta de serviços eleitorais para o cidadão. Realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o atendimento itinerante tem início nesta segunda-feira (4/3) e segue até quarta (6), das 8h às 18h, no estacionamento do Guarajuba Shopping, localizado na Alameda Monte das Dunas, Km 42 da Estrada do Coco, em Guarajuba.

    Através de um caminhão adaptado, o projeto itinerante do TRE visa contemplar eleitores de Camaçari residentes na sede e na costa do município. Na oportunidade, serão oferecidos serviços, como alistamento eleitoral para a obtenção da 1ª via do título de eleitor; coleta da biometria; emissão da 2ª via do título; atualização dos dados eleitorais; regularização de títulos cancelados; verificação de multas eleitorais; alteração de local de votação; dentre outros.

    Para o atendimento basta apresentar um documento oficial com foto, além de um comprovante de residência atual, emitido há, no máximo, três meses. O TRE ressalta que para a solicitação de alistamento eleitoral não serão aceitos documentos, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e passaporte.

    Para atender ainda mais pessoas, o TRE em Todo Lugar realiza um segundo momento do projeto no município, e nos dias 8 e 9, 11 e 12 de março (sexta e sábado, segunda e terça-feira) o caminhão de serviços eleitorais estará instalado no estacionamento da Prefeitura Avançada da Costa, localizada no Km 13, da Estrada do Coco, em Vila de Abrantes.

    O secretário de Governo, José Gama Neves, falou sobre a importância de apoiar o projeto, visando fortalecer a ação de suporte à comunidade, no que diz respeito à regularização do título eleitoral. “Para que o cidadão camaçariense possa exercer plenamente a cidadania nas próximas eleições, a prefeitura acolhe a iniciativa do TRE e disponibiliza a estrutura necessária para que o atendimento descentralizado aconteça de maneira confortável e cômoda à população”, afirmou.

    Resultado de parceria entre o TRE-BA, a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) e outras instituições, o Projeto TRE em Todo Lugar tem o objetivo de levar os serviços eleitorais a diferentes regiões do estado. A ação visa atender, especialmente, o público impossibilitado de comparecer aos postos fixos do órgão e/ou sem acesso à internet.

  • Nova Brasília: tiroteio entre homens armados deixa quatro baleados; dois morreram

    Nova Brasília: tiroteio entre homens armados deixa quatro baleados; dois morreram

    Dois homens morreram e outros dois ficaram feridos após um tiroteio na Praça São Benedito, no bairro de Nova Brasília, em Salvador, neste domingo (3).

    Segundo a Polícia Civil, as vítimas que morreram foram identificadas como Alisson Flores Nascimento, de 27 anos, e Reinaldo Santana Sena Júnior, de 23.

    As outras duas pessoas que foram baleadas não tiveram os nomes revelados. Elas foram socorridas e levadas para uma unidade de saúde da capital baiana.

    Informações preliminares apontam que houve um confronto entre homens armados. A polícia não detalhou se os baleados participaram da troca de tiros.

    O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), que apura a autoria e motivação do tiroteio.

    G1

  • Valéria: tiroteio é registrado durante operação policial e ônibus deixam de circular no final de linha

    Valéria: tiroteio é registrado durante operação policial e ônibus deixam de circular no final de linha

    A manhã começou tensa para os moradores do bairro de Valéria, em Salvador, nesta segunda-feira (4). Isso porque uma troca de tiros foi registrada e assustou a população. Com isso, os ônibus não estão entrando no final de linha do bairro após decisão dos rodoviários.

    De acordo com as informações, uma operação integrada entre as polícias Militar, Civil e Federal está em andamento em Nova Brasília de Valéria com o objetivo de combater o tráfico de drogas na região.

    Bahia Notícias