Dia: 9 de maio de 2025

  • Marina Silva diz que propostas democratizam política ambiental

    Marina Silva diz que propostas democratizam política ambiental

    ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que as propostas desenvolvidas e selecionadas durante a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, encerrada nesta sexta-feira (9), representam um exercício democrático a servir de referência para a definição de políticas públicas, nas mais diversas esferas.

    Segundo a ministra, as questões apresentadas durante a conferência servirão de sinalização para o Ministério do Meio Ambiente, para o governo federal, bem como para os governos estaduais, municipais e para as empresas. “E o que não foi priorizado não vai ser encostado”, garantiu a ministra.

    “Vamos ter de fazer o manejo sustentável dessa riqueza de propostas que vieram”, completou.

    Durante o discurso de encerramento do evento, ela lembrou que, durante o processo que culminou na conferência, foram apresentadas mais de 2 mil propostas que, depois, chegaram a cerca de 500 e, então, 100 para, ao final, se chegar a um total de 10 propostas. “Sempre de forma democrática”, ressaltou a ministra.

    Economia de recursos

    “Imagina quanto a gente teria que pagar se fôssemos fazer uma consultoria para sair com 2 mil propostas. Agora imagina que, além das propostas, tem ainda a pessoa que implementa a proposta na comunidade ou território, com um vocalizador que é articulador. É isso que a democracia faz”, acrescentou.

    Marina Silva lembrou que a política ambiental brasileira implementada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é feita com base nos princípios democráticos de compartilhar autoria, realização e reconhecimento, e que a conferência encerrada nesta sexta-feira (9) é um processo enfático de mostrar as prioridades da agenda do século 21 voltada ao desenvolvimento sustentável.

    “Isso, não apenas na sua dimensão ambiental, mas na sua dimensão política, cultural, econômica e social”, acrescentou.

    Margareth Menezes

    Também presente na cerimônia de encerramento da conferência, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a melhora na posição do Brasil no ranking de desenvolvimento divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que o país, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida de seus cidadãos, o faz de forma conjunta às iniciativas que vem desenvolvendo visando a proteção do meio ambiente.

    “Recebemos a notícia que o Brasil subiu cinco pontos no ranking de desenvolvimento humano da ONU. Isso não é meramente o número. Representa avanço significativo no que diz respeito à qualidade de vida de cada cidadão brasileiro e sobre e também sobre a recuperação do país”, disse a ministra.

    “Mas isso passa também pelas ações de preservação do meio ambiente, que vêm crescendo nessa luta travada por todos nós”. “Estamos aqui para celebrar conquistas e também para reafirmar o compromisso do governo Lula e o compromisso de todos nós que acreditamos no mundo melhor. Principalmente por meio da conscientização de que precisamos preservar o nosso meio ambiente”, acrescentou.

    Para a ministra, o verdadeiro desenvolvimento humano se traduz na educação e na cultura, “mas também na preservação das suas fontes de riquezas do meio ambiente, que são fundamentais para a preservação da vida e o fortalecimento da identidade do nosso povo”, complementou.

    “Todos são e vivem a natureza”

    Margareth Menezes disse desejar que a humanidade se restaure no entendimento, no sentimento e na compreensão de que, ao mesmo tempo, todos são e vivem a natureza.

    “Precisamos da natureza e, nesse momento, a natureza precisa de nós. Cuidar do meio ambiente é cuidar da nossa vida. É cuidar da vida humana”, disse. “Portanto, precisamos nos mobilizar para reverter o quadro de destruição das nossas reservas naturais não é só para o planeta, porque o planeta segue sua marcha com ou sem a gente”, concluiu.

    5ª Conferência

    A 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente teve início na terça-feira (6) e, desde então, foram feitos diversos debates sobre políticas públicas ambientais e de enfrentamento às mudanças climáticas. O espaço de diálogo social foi retomado após quase 12 anos da última edição, em 2013.

    Com o tema Emergência Climática e o Desafio da Transformação Ecológica, a conferência foi organizada em cinco eixos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental.

     

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    Agência Brasil

  • Brasil e Rússia discutem aumento das relações na área de energia

    Brasil e Rússia discutem aumento das relações na área de energia

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (9), que o Brasil quer ampliar as relações bilaterais com a Rússia, especialmente na área de energia. Em encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, Lula disse que tem “muito interesse” na experiência do país euroasiático com pequenas usinas nucleares.

    “Esta minha visita aqui é para estreitar e refazer, com muito mais força, a nossa construção de parceria estratégica. O Brasil tem interesses políticos, comerciais, culturais, interesses científico e tecnológico com a Rússia”, disse Lula, lembrando que o fluxo comercial Brasil-Rússia é de cerca de US$ 12,5 bilhões.

    “É um fluxo comercial bastante deficitário para o Brasil, mas nós entendemos que o potencial de crescimento dessa relação é muito grande. Nós temos interesse em discutir a área da defesa, espacial, científica e tecnológica, da educação e a área, sobretudo, da questão energética”, acrescentou o presidente.

    Durante o encontro, houve assinatura de atos na área de ciência e tecnologia. Entre os integrantes da comitiva de Lula, estão os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

    O presidente Putin, por sua vez, afirmou que as relações entre os dois países estão se desenvolvendo em contatos de alto nível e lembrou que o Brasil mantém as posições de liderança nas importações da Rússia de produtos alimentares.

    O Brasil tem uma relação comercial importante com a Rússia, importando dois produtos fundamentais, fertilizantes e óleo diesel, e exportando, principalmente, produtos do agronegócio, como soja, carne bovina, café não torrado, carne de aves e suas miudezas e tabaco.

    Lula chegou a Moscou na última quarta-feira (7), em visita no contexto das celebrações dos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. É o feriado mais importante do país e foi comemorado, na manhã de hoje, com um grandioso desfile cívico-militar, antes da reunião bilateral entre os dois líderes.

    Em Moscou, ainda nesta sexta-feira, está previsto um encontro de Lula com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico.

    Tarifaço

    A viagem de Lula ocorre em meio ao acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do planeta, com a imposição de tarifas mútuas, desencadeada por iniciativa do presidente norte-americano Donald Trump. O brasileiro comentou o tema na reunião com o russo Vladimir Putin.

    “As últimas decisões anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, de taxação de comércio com todos os países do mundo, de forma unilateral, jogam por terra a grande ideia do livre comércio, joga por terra a grande ideia do fortalecimento do multilateralismo e joga por terra, muitas vezes, o respeito à soberania dos países que nós temos que ter”, disse Lula.

    A visita presidencial à Rússia segue até este sábado (10), quando Lula segue para Pequim, na China. Lá, ele participa da cúpula entre o gigante asiático e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nos dias 12 e 13 de maio, além de fazer uma visita de Estado, com a assinatura de, pelo menos, 16 atos bilaterais.

    Agência Brasil

  • Vasco tem cinco desfalques para partida contra o Vitória no Barradão

    Vasco tem cinco desfalques para partida contra o Vitória no Barradão

    Em duelo contra o Vitória no próximo sábado (10), o Vasco vai para o Estádio Manoel Barradas com cinco desfalques. A partida válida pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro não contará com Payet, Maurício Lemos, Estrella, David e Lucas Freitas. 

     

    Todos os atletas do Cruzmaltino estão lesionados. Além disso, o lateral-direito Paulo Henrique está suspenso após receber o terceiro cartão amarelo. 

     

    Ainda sob o comando do técnico interino Felipe Loureiro, a escalação do Gigante da Colina deve se manter a mesma que foi escolhida na derrota por 4 a 1 para o Puerto Cabello, na última quarta-feira (07), em duelo válido pela fase de grupos da Copa Sul-Americana. 

     

    Provável escalação do Vasco da Gama para o duelo contra o Vitória: Léo Jardim; Pumita Rodríguez, João Victor, Luiz Gustavo e Lucas Piton; Hugo Moura, Tchê Tchê e Philippe Coutinho; Mateus Carvalho, Rayan e Vegetti. 

     

    A bola vai rolar às 18h30 na partida que será realizada no Barradão. Até então, o Vitória, mandante da casa, está com a  18º colocação, com 6 pontos somado. Já o adversário do Leão ficou com a 14ª posição, com 7 pontos. 

    Bahia Notícias

  • Após estrear pelo Cuiabá, Guilherme Mariano valoriza invencibilidade na Série B: “Somos uma equipe regular”

    Após estrear pelo Cuiabá, Guilherme Mariano valoriza invencibilidade na Série B: “Somos uma equipe regular”

    Na última terça-feira, o zagueiro Guilherme Mariano viveu um dia especial. Afinal, ele pôde estrear com a camisa do Cuiabá. Foi no empate em 1×1, fora de casa, diante do CRB. Durante a partida, Guilherme Mariano entrou no lugar do zagueiro Alan Empereur e ajudou no ponto conquistado como visitante, que manteve a equipe mato-grossense no G-4 da Série B após seis rodadas disputadas.

    Um dos reforços contratados pelo Cuiabá após se destacar na Internacional de Limeira no último Paulistão, Guilherme Mariano não escondeu a felicidade do seu primeiro jogo pelo Dourado. “Foi muito especial estrear com a camisa do Cuiabá. Eu estava treinando muito firme, pois sabia que uma hora a oportunidade apareceria. Além da alegria pelo primeiro jogo também foi muito bacana ter ajudado nesse ponto fora de casa. Numa competição tão longa, como é a Série B, sabemos que todo ponto precisa ser valorizado”, ressaltou o defensor.

    Vale destacar que apenas Remo e Cuiabá ainda não foram derrotados na atual Série B. Guilherme Mariano destacou o feito da equipe comandada por Guto Ferreira. “A nossa largada tem sido muito positiva. Estamos fazendo o nosso dever de casa, vencendo as partidas e buscando pontos como visitantes. Somos uma equipe regular e, sem dúvida, isso tem sido fundamental para a nossa invencibilidade”, opinou o atleta de 25 anos.

    O próximo compromisso do Cuiabá será diante da sua torcida, no próximo domingo, às 18h30, contra o Operário. “Sabemos da qualidade do próximo adversário. É o atual campeão paranaense e venceu na última rodada. Porém, estamos fazendo jogos muito consistentes dentro de casa e vamos com força total em busca de mais uma vitória”, finalizou Mariano.

  • Morre James Foley, diretor de clipes de Madonna e de filme da franquia ‘Cinquenta Tons de Cinza’

    Morre James Foley, diretor de clipes de Madonna e de filme da franquia ‘Cinquenta Tons de Cinza’

    O cineasta norte-americano James Foley, responsável por sucessos como os longas ‘Cinquenta Tons Mais Escuros’ (2017), ‘Quem É Essa Garota’ (1987), além de ter dirigido episódios da série ‘House of Cards’ e clipes de Madonna, como ‘Papa Don’t Preach’, teve a morte confirmada aos 71 anos.

     

    De acordo com o site The Hollywood Reporter, o diretor morreu na tarde de quinta (8), após anos de luta contra um câncer no cérebro. Um representante de Foley afirmou que ele faleceu pacificamente enquanto dormia no início desta semana.

     

    O diretor nunca foi casado, mas deixa um irmão, duas irmãs e um sobrinho. O último trabalho de Foley poderá ser acompanhado com o lançamento da minissérie Reagan & Gorbachev, que está em produção desde 2020 pela Paramount Television e será protagonizada por Christoph Waltz e Michael Douglas.

    Bahia Notícias

  • Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural, revela Censo do IBGE

    Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural, revela Censo do IBGE

    Diferentemente da população brasileira como um todo, em que a maioria das pessoas vive em áreas urbanas, a população quilombola habita majoritariamente regiões rurais: de cada dez quilombolas, seis vivem no campo. 

    A constatação faz parte de mais um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Do total de 203 milhões de brasileiros contabilizados pelo Censo 2022, apenas 12,6% moravam em áreas rurais. Já entre os 1,3 milhão de quilombolas, 61,71% viviam no campo. Isso representa 820,9 mil pessoas. Pouco mais de 509 mil (38,29%) moravam nas cidades.

    O Censo 2022 é o primeiro em que o IBGE coleta informações específicas da população quilombola, de forma que não é possível fazer comparativos para saber se a proporção de quilombolas no campo tem aumentado, diminuído ou ficado estável ao longo do tempo.

    O instituto já havia divulgado dados sobre a quantidade de quilombolas brasileiros e condições socioeconômicas, tais como pior acesso ao saneamento.

    A novidade desta divulgação é o retrato que separa a população quilombola em áreas urbanas e rurais. De acordo com o gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, o resultado foi uma “descoberta”.

    “É um fator absolutamente novo, em termos de composição de grupos étnicos. A gente não vê isso se repetir em nenhum outro grupo. Os indígenas hoje têm a maior parte da população em contexto urbano”, afirma.

    Raízes históricas

    Quilombolas são descendentes de habitantes dos quilombos, comunidades que resistiam à escravidão. Para classificar uma pessoa como quilombola, o IBGE levou em consideração a autoidentificação dos questionados, não importando a cor de pele declarada.

    A coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes, acrescenta que a presença maior dessa população em áreas rurais é um fator de raízes históricas.

    “Tem a ver com o histórico da ocupação pela escravização e de como foi essa resistência organizada ao longo dos séculos”, disse.

    Fernando Damasco ressalta a identificação das comunidades quilombolas com a questão rural.

    “Na própria constituição do movimento social quilombola, a própria vinculação identitária associada a comunidades de ancestralidade negra, associada à opressão histórica sofrida, está profundamente vinculada à área rural”, pontua.

    Regiões e estados

    O IBGE identificou que as regiões Norte e Nordeste apresentam proporção de quilombolas em áreas rurais superior à média nacional:

    • Brasil: 61,71%
    • Norte: 63,40%
    • Nordeste: 65,01%
    • Centro-Oeste: 31,96%
    • Sudeste: 47,68%
    • Sul: 45,62%

    Entre as unidades da federação, as maiores proporções são:

    • Piauí: 87,87%
    • Amazonas: 84,92%
    • Maranhão: 79,74%

    Na outra ponta figuram:

    • Distrito Federal: 2,95%
    • Rondônia: 18,39%
    • Goiás: 27,03%
    • Rio de Janeiro: 27,28%

    Acre e Roraima não registram localidade quilombola, seja urbana ou rural.

    Territórios delimitados

    O censo traz também dados de população quilombola que vive em território oficialmente delimitado. Nessas localidades reconhecidas, 87,97% vivem em área rural. Já fora dos territórios delimitados, 58,01% estão no campo.

    População e alfabetização

    O suplemento do Censo mostra ainda que a população quilombola, seja em área rural ou urbana, é mais jovem que a população geral do país.

    A mediana – número que separa a metade mais jovem da metade mais velha da população – do país é 35 anos. Já a dos quilombolas é de 31 anos, sendo 32 para os que vivem na cidade e 29 para os que moram no campo.

    O IBGE já havia relevado que os quilombolas enfrentam mais o analfabetismo que a população como um todo. O novo levantamento aprofunda a análise com dados relativos a campo e cidade.

    Assim como na média do país a taxa de analfabetismo no campo (18,16% da população) é maior que na cidade (5,44%), entre os quilombolas o padrão se repete: 22,71% na área rural e 13,28% na urbana.

    Para chegar à taxa de analfabetismo, o instituto calculou a proporção de pessoas com 15 anos ou mais de idade que não sabem ler e escrever pelo menos um bilhete simples.

    Moradia

    Ao contar quantas pessoas moram nos domicílios, foi possível identificar que a média de moradores em lares com ao menos uma pessoa quilombola é maior que a da população brasileira.

    No Brasil, a média é de 2,79 morador por lar, variando de 2,76 em área urbana a 2,99 em rural. Já entre os quilombolas, a média é de 3,17, sendo 3,07 na cidade e 3,25 no campo.

    Os pesquisadores identificaram também que na população brasileira que vive no campo, 4,26% dos moradores não tinham banheiro nem sanitário.

    Em se tratando de quilombolas que viviam em área rural, esse percentual subia para 6,36%. A situação era pior ainda para os moradores de áreas rurais especificamente dentro de territórios quilombolas delimitados, chegando a 7,03%.

    Precariedade no saneamento

    Os pesquisadores buscaram informações dos domicílios de acordo com as condições de abastecimento de água, destinação de esgoto e coleta de lixo.

    Enquanto nas cidades brasileiras, 18,71% dos habitantes moram em domicílio com alguma forma de precariedade, essa proporção salta para 53,61% entre os quilombolas que vivem em áreas urbanas.

    Já em relação à vida em área rural, a precariedade em domicílios atinge 87,20% da população brasileira e 94,62% dos quilombolas.

    Foram considerados elementos de precariedade no saneamento: ausência de abastecimento de água canalizada até o domicílio proveniente de rede geral, poço, fonte, nascente ou mina; ou ausência de destinação do esgoto para rede geral, pluvial ou fossa séptica; ou ausência de coleta direta ou indireta por serviço de limpeza.

    A pesquisa destaca que em relação ao acesso à água em áreas urbanas, a precariedade é quase quatro vezes maior entre a população quilombola (9,21%) que entre a população brasileira como um todo (2,72%). No campo essa diferença é 43,48% (quilombolas) contra 29,35% (média Brasil).

    De acordo com a coordenadora Marta Antunes, diferenciar as condições de quilombolas entre áreas rurais e urbanas permite direcionar melhor políticas públicas para essas populações.

    “A importância de separar urbano e rural, tanto para água quanto para esgotamento, tem a ver também com as soluções de infraestrutura diferenciadas em relação ao suprimento desses serviços e que são diferenciadas entre o rural e urbano”, aponta.

    Políticas públicas

    O gerente do IBGE Fernando Damasco enfatiza que políticas públicas para quilombolas têm que levar em consideração que é uma população “totalmente específica”, por ser majoritariamente rural, mas com grande contingente urbano.

    “Pensar a ação pública, pensar efetivamente soluções para os problemas que afetam essa população, significa dialogar com a realidade do mundo rural”, afirma.

    “Eu [Estado] vou priorizar a política de crédito agrícola, habitação rural, saneamento rural, escolarização rural”, sugere.

    “Ao mesmo tempo, não posso deixar de considerar que tenho pouco mais de três a cada dez quilombolas nas cidades. Isso implica também em políticas públicas urbanas para essa população, política de habitação, de acesso à renda, a emprego na cidade e por aí vai”, complementa.

    O pesquisador indica ainda que é preciso aprofundar estudos sobre a mobilidade da população quilombola, como migração para áreas urbanas em busca de oportunidades de escolarização e renda, e transformações espaciais.

    “Os territórios rurais que, muitas vezes, estão nas franjas das grandes cidades, com o avanço da urbanização, acabam se vendo engolidos pela situação urbana”, aponta.

    “São dinâmicas que ocorrem, que afetam essa população e que são características e que precisam ser aprofundadas”, sugere Damasco.

     

    Agência Brasil

  • Missa de posse do papa Leão XIV ocorrerá em 18 de maio

    Missa de posse do papa Leão XIV ocorrerá em 18 de maio

    O papa recém-eleito Leão XIV será formalmente empossado em cerimônia marcada para as 10h (horário local, 5h em Brasília) do próximo dia 18, na Praça de São Pedro. 

    A data, divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Vaticano, marca o início do pontificado do líder da Igreja Católica, que congrega 1,4 bilhão de fiéis em todo o mundo.

    Ainda de acordo com a Santa Sé, neste sábado (10), o papa se reúne com os cardeais. No domingo (11), marcando sua primeira aparição pública após a eleição, estão previstas uma oração e uma saudação a partir da sacada da Basílica de São Pedro.

    Conclave

    O cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, de 69 anos, foi apresentado nesta quinta-feira (8) ao mundo como o 267º papa da Igreja.

    O nome escolhido pelo novo pontífice é Leão XIV. Ele sucede o papa Francisco, falecido no último dia 21.

    O lema episcopal de Leão XIV é In Illo uno unum (Em um só somos um), palavras que Santo Agostinho pronunciou em um sermão sobre o Salmo 127, para explicar que, “embora nós, cristãos, sejamos muitos, no único Cristo, somos um”.

    Agência Brasil

  • Poupança tem saída líquida de R$ 6,4 bilhões em abril

    Poupança tem saída líquida de R$ 6,4 bilhões em abril

    O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu, com registro de mais saques do que depósitos no mês de abril. As saídas superaram as entradas em R$ 6,4 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Banco Central (BC).

    Em abril, foram aplicados R$ 349,6 bilhões, contra saques de R$ 356 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões. O saldo da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.

    Este é o quarto mês seguido de resultado negativo na poupança. No acumulado do ano, a caderneta tem resgate líquido de R$ 52,1 bilhões.

    Desde julho do ano passado, a caderneta registra saída líquida, com exceção do mês de dezembro de 2024, quando os brasileiros depositaram R$ 5 bilhões a mais do que sacaram. Em todo o ano de 2024, as retiradas da poupança superaram os depósitos em R$ 15,5 bilhões.

    Entre as razões para ossaques na poupança está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic pela sexta vez consecutiva, para 14,75% ao ano, em um ciclo de contração na política monetária em meio à alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global.

    Em comunicado, o Copom não deu pistas sobre o que deve ocorrer na próxima reunião, na metade de junho. Apenas afirmou que o clima de incerteza permanece alto e exigirá prudência da autoridade monetária, tanto em eventuais aumentos futuros como no período em que a Selic deve ficar em 14,75% ao ano. Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2025 neste patamar.

    Agência Brasil

  • Ex-Vitória, Val Soares vence primeiro jogo no Japão: “Muito feliz”

    Ex-Vitória, Val Soares vence primeiro jogo no Japão: “Muito feliz”

    O brasileiro Val Soares conquistou a sua primeira vitória pelo Ventforet Kofu. Recém-chegado ao clube japonês, o meio-campista foi titular no triunfo por 1 a 0 sobre o Blaublitz Akita, na última terça-feira (6), em partida da J.League 2.

    “Muito feliz com essa primeira vitória aqui no Japão. Foi um jogo difícil, mas conseguimos fazer uma boa partida coletivamente e garantir os três pontos. O grupo está de parabéns por toda a entrega e dedicação”, ressaltou o atleta.

    Aos 28 anos, Val Soares vive a sua segunda experiência no exterior. Com passagem pelo Marítimo, de Portugal, ele chegou ao Ventforet Kofu após defender o Vitória no início deste ano. Pela nova equipe, o brasileiro vai buscar o acesso à elite do Campeonato Japonês.

    “Venho para somar e ajudar o clube da melhor maneira possível. Desde que cheguei, fui muito bem recebido por todos aqui, o que facilitou bastante a minha adaptação. Agora é seguir trabalhando forte para evoluir ainda mais”, finalizou o ex-jogador de clubes como Internacional, Coritiba e Paysandu.

    Val Soares e o Ventforet Kofu voltam a campo no próximo domingo (11), quando a equipe visita o Sagan Tosu pela 15ª rodada da J.League 2.

  • Inflação perde força pelo 2º mês seguido e fecha abril em 0,43%

    Inflação perde força pelo 2º mês seguido e fecha abril em 0,43%

    A inflação oficial fechou abril em 0,43%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos e de produtos farmacêuticos. O resultado mostra desaceleração pelo segundo mês seguido, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter marcado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março.

    O índice é o maior para um mês de abril desde 2023 (0,61%). Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%.

    No período de 12 meses, o IPCA soma 5,53%, o maior desde fevereiro de 2023 (5,6%) e acima da meta do governo. Em março, esse acumulado era de 5,48%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

    Desde o início de 2025, a meta é considerada descumprida se ficar seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância. Todos os resultados desde janeiro figuraram acima do teto.

    Alimentos e remédios

    Dos nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram inflação positiva, com os maiores pesos  exercidos por alimentos e saúde. Juntos, esses dois grupos responderam por 0,34 ponto percentual (p.p.) do IPCA.

    – Alimentação e bebidas: 0,82% (0,18 p.p.)

    – Habitação: 0,14% (0,02 p.p.)

    – Artigos de residência: 0,53% (0,02 p.p.)

    – Vestuário: 1,02% (0,05 p.p.)

    – Transportes: -0,38% (-0,08 p.p.)

    – Saúde e cuidados pessoais: 1,18% (0,16 p.p.)

    – Despesas pessoais: 0,54% (0,05 p.p.)

    – Educação: 0,05% (0 p.p.)

    – Comunicação: 0,69% (0,03 p.p.)

    Maior impacto

    Apesar de representar o maior impacto de alta na inflação de abril, o grupo alimentos e bebidas mostra desaceleração ante março, quando foi de 1,17%.

    Os alimentos integram o grupo de maior peso no IPCA, por isso, mesmo desacelerando, exercem impacto importante na média de preços da cesta de consumo dos brasileiros. Os produtos que mais puxaram para cima o preço da comida foram:

    – batata-inglesa (18,29%)

    – tomate (14,32%)

    – café moído (4,48%)

    Café sobe 80,2%

    Em 12 meses, o café apresenta alta de 80,2%, configurando-se a maior variação acumulada desde o início do Plano Real em julho de 1994.

    Por outro lado, o arroz, que caiu 4,19%, foi o item alimentício que mais colaborou para segurar os preços. O ovo, que vinha sendo um dos vilões (alta de 16,74% em doze meses), recuou 1,29% em abril.

    De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a inflação dos alimentos é muito influenciada por questões climáticas. “Muitos deles tiveram questão de clima, ou chove muito ou não chove”, afirma.

    “Os efeitos da natureza não tem como controlar”, observou.

    Fernando destaca que o índice de difusão – indicador que mostra a proporção de subitens que tiveram aumento de preço no mês – passou de 55% para 70% dos 168 produtos alimentícios pesquisados.

    Em todo o IPCA, o índice de difusão ficou em 67% dos 377 subitens apurados – o maior desde dezembro de 2024 (69%).

    No grupo saúde e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado por produtos farmacêuticos, que subiram 2,32%, por conta do reajuste de medicamentos de até 5,09% autorizado pelo governo a partir de 31 de março.

    Alívio nos transportes

    O grupo de transportes foi o único a ter queda nos preços (-0,38%), resultado influenciado pela redução dos preços das passagens aéreas (-14,15%), o que exerceu o principal impacto negativo no IPCA de abril, com peso de -0,09 p.p.

    Os combustíveis também ajudaram, recuando 0,45%. Todos tiveram variação negativa:

    óleo diesel: -1,27%

    gás veicular: -0,91%

    etanol: -0,82%

    gasolina (subitem que mais pesa no IPCA): -0,35%

    Fernando Gonçalves destaca que “houve redução no preço do óleo diesel nas refinarias a partir de 1º de abril e, no caso do etanol, houve avanço na safra”.

    Foco do BC

    Ao separar a inflação entre itens de serviços e controlados, o IBGE aponta que o agregado de serviço desacelerou de 0,62% em março para 0,20% em abril. Já os preços monitorados, ou seja, controlados pelo governo, aceleraram de 0,18% para 0,35%.

    O comportamento da inflação de serviços é um dos fatores avaliados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para decidir o nível da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao mês. A definição da Selic é uma das formas de buscar o controle da inflação. Quanto maiores os juros, menos favorável ao consumo fica a economia, tendendo a segurar os preços.

    “No agregado de serviços, a desaceleração é explicada pela queda das passagens aéreas. E nos monitorados, a explicação para a aceleração vem do aumento dos produtos farmacêuticos”, explica Gonçalves.

    A energia elétrica residencial apresentou queda de 0,08%, devido à redução de tributos (PIS/Cofins) em algumas áreas.

    INPC

    O IBGE divulgou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,48% em abril.

    A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de até 40 salários mínimos. Atualmente, o mínimo é de R$ 1.518.

    O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do índice, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

    O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.

    Agência Brasil