Dia: 28 de janeiro de 2026

  • Incêndio destrói sete barracos no Dique da Vila Gilda, em Santos

    Incêndio destrói sete barracos no Dique da Vila Gilda, em Santos

    Não há registro de mortos ou feridos, segundo os bombeiros
    Um incêndio ocorrido na noite desta terça-feira (27), por volta das 21h, atingiu de seis a sete barracos na comunidade do Dique da Vila Gilda, na zona noroeste de Santos (SP). Não há registro de mortos ou feridos segundo os bombeiros, Eles informaram que uma área de cerca de 300 metros quadrados (m²) foi atingida, mobilizando 30 bombeiros no combate às chamas, com o apoio de moradores.

    “Meu agradecimento ao Corpo de Bombeiros e à própria comunidade, que se uniu com solidariedade e coragem para evitar que o fogo se alastrasse. Em momentos difíceis, a união faz toda a diferença”, escreveu o prefeito da cidade, Rogerio Santos, em rede social.

    A comunidade, com população estimada em cerca de 25 mil pessoas, passou por dois incêndios no ano passado. O maior, em agosto, destruiu 100 residências, parte delas em palafitas. Na ocasião, houve a morte de uma pessoa e 331 famílias foram afetadas, das quais 33 tiveram que ser encaminhadas para um abrigo temporário.

    Em outubro do ano passado a prefeitura de Santos firmou com o governo federal um contrato de cooperação técnica para a regularização fundiária em áreas pertencentes a União no Dique da Vila Gilda, uma das etapas para a reurbanização da parte mais crítica da comunidade, com cerca de 4.600 imóveis.

    Segundo o município, o próximo passo é a criação de um comitê gestor com integrantes designados pelo município e pela União para operacionalizar o plano de trabalho e elaborar o projeto para a regularização fundiária, levando saneamento básico, a regularização de ligações elétricas e a abertura de ruas.

    Parte do projeto de reurbanização do bairro, o Parque Palafitas, constrói unidades de madeira, com painéis pré-moldados, em uma quadra de concreto como a dos terminais portuários, instalada sobre 212 estacas. O projeto custará cerca de R$ 29 milhões. Mais 60 moradias serão construídas com estrutura modular na Vila Gilda, ao custo de R$ 22 milhões.
    Agência Brasil

  • Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes

    Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes

    Dados são divulgados no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo
    Entre 2000 e 2025, de 4.321 pessoas que responderam por violar os direitos de trabalhadoras e trabalhadores, 1.578 foram absolvidas (37%) e apenas 191 (4%) foram condenadas por todos os crimes atribuídos a elas. Neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, um núcleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), integrado por advogados e estudantes de direito, divulga levantamento mostrando a durabilidade da lógica escravista nas relações profissionais.

    De acordo com a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da instituição, também corresponderam a 4% (178) os réus com condenação parcial. Outra constatação foi relacionada ao tempo que as ações penais levam para conclusão – chegar ao estado de transitado em julgado – na Justiça Federal: 2.636 dias, o equivalente a mais de sete anos.

    No período, o total de vítimas é de 19.947 – a maioria, 3.936, do gênero masculino, contra 385 mulheres.

    Os dados, retirados do Jusbrasil, são públicos e revelam ainda a dificuldade que as vítimas têm para comprovar o crime. A clínica da UFMG observou uma exigência, presente em diversas decisões judiciais analisadas, de demonstrarem que os patrões os impediu de ir e vir livremente – na lei, isso é colocado como restrição direta da liberdade de locomoção.

    Os integrantes da clínica pretendem disponibilizar os dados em um painel interativo, alimentado pelo Jusbrasil, com inteligência artificial. A ferramenta permitirá a visualização de indicadores como duração dos processos, decisões judiciais, regiões do país, tipos de provas e desfechos das ações.

    Desalinhamento entre poderes
    À frente da Clínica, o juiz federal Carlos Borlido Haddad culpa o Poder Judiciário pelos decepcionantes resultados das ações movidas.

    “A legislação é magnífica. O problema é a aplicação”, resumiu Haddad, em entrevista à Agência Brasil. “A nossa atuação fica um pouco limitada diante do sistema.”

    Uma década atrás, completa o coordenador, o tráfico de pessoas era visto, na maioria das vezes, junto com a exploração sexual das vítimas, perspectiva desmontada ao longo dos anos. Para Haddad, os atendimentos de quem chega à clínica são parecidos com os dos Estados Unidos e do México.

    A observação sobre a similaridade é pertinente pela história da equipe. A clínica integra uma rede internacional, com outras de mesma missão, como uma da Universidade de Michigan, inspiração para o Instituto Tecnológico Autónomo de México, na capital mexicana

    Haddad entende que no tratamento inicial, os atendimentos não diferem entre si, mas sim nas etapas posteriores à comunicação dos fatos às equipes das clínicas. No caso dos Estados Unidos, exemplifica, o pragmatismo que lhe é característico agiliza a tramitação.

    O domínio do funcionamento da Justiça é fundamental nessa avaliação. Segundo Haddad, a clínica que coordena ajuda muito as vítimas, lidando com suas denúncias individualmente, esforço complementar ao do Ministério Público do Trabalho (MPT), sempre empenhado com foco nos interesses coletivos das ocorrências.

    Um episódio bastante repercutido, que não acabou em arquivamento, foi o da Volkswagen. Na fase de recurso após condenação da montadora, a ação civil pública de quatro funcionários submetidos ao trabalho escravo contemporâneo durante a ditadura derivou de uma denúncia do órgão. Nela, as vítimas pedem R$ 165 milhões por danos morais coletivos, retratação pública e a ativação de ferramentas como um protocolo aplicável a incidentes semelhantes, um canal de denúncias e a realização de ações de fiscalização.

    Desumanização
    Haddad usa o exemplo de um homem idoso, explorado gravemente por várias gerações de sua própria família, em um caso que caracterizou trabalho escravo contemporâneo.

    Olho
    “Ganhou uma indenização de R$ 350 mil. Ele, em uma simplicidade muito grande, porque queria um tênis, uma TV e uma ditadura. E o pior de tudo: não tinha com quem deixar esse dinheiro para ser gerido. As únicas pessoas que ele tinha eram os familiares, que foram condenados”, relata o advogado.

    “É raro chegar alguém, bater na nossa porta e falar assim: sou escravo, me ajudem. Porque, em primeiro lugar, as pessoas não se enxergam nessa condição, na maioria das vezes. Tivemos um ou dois casos em que fomos procurados, de chegar uma pessoa e bater na nossa porta”, afirma.

    Em um dos casos acompanhado pela clínica da UFMG, verifica-se a naturalização da violência, que é o trabalho análogo à escravidão de trabalhadores do Pará. Os trabalhadores viviam em alojamentos precários, sem instalações sanitárias adequadas e com acesso restrito à água potável, mas o réu foi considerado inocente. O pretexto foi que as condições oferecidas a eles refletiam a “rusticidade do trabalho rural” e os costumes locais. As autoridades de fiscalização se depararam com ocorrência semelhante no Maranhão.

    O levantamento foi financiado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e contou com apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam).

    Trabalho escravo contemporâneo
    A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Casos em que o funcionário é vigiado constantemente, de forma ostensiva, pelo patrão também são considerados trabalho semelhante ao escravo.

    De acordo com a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), a jornada exaustiva é todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida.

    As condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes à higiene, saúde, segurança, moradia, ao repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.

    Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que deve pagar determinada quantia de dinheiro.

    Como denunciar
    A Comissão Pastoral da Terra (CPT) desenvolve, desde 1997, a campanha De Olho Aberto para não Virar Escravo, que distribui vídeos explicativos e lembra os principais setores econômicos em que esse tipo de crime é praticado, como a agropecuária em geral. A criação de bovinos, por exemplo, responde por 17.040 casos (27,1%), enquanto o cultivo da cana-de-açúcar está ligado a 8.373 casos (13,3%), conforme dados da organização.

    O principal canal para se fazer uma denúncia é o Sistema Ipê, do governo federal. As denúncias podem ser apresentadas de forma anônima, isto é, sem necessidade de o denunciante se identificar.

    Outra possibilidade é o aplicativo Laudelina, desenvolvido pela Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad). A ferramenta pode ser baixada no celular ou acessada por computador, sendo que sua tecnologia permite que as usuárias consigam utilizá-la independentemente de uma conexão de internet de alta velocidade.
    Agência Brasil

  • Com quórum desfalcado, Copom decide se mantém Taxa Selic

    Com quórum desfalcado, Copom decide se mantém Taxa Selic

    Juros básicos estão no maior nível em quase 20 anos
    Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como o de serviços, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (28) a primeira reunião do ano. Mesmo com a queda recente do dólar, os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos.

    Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões.

    A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.

    Na ata da última reunião, em dezembro, o Copom informou que a Selic será mantida em 15% ao ano por tempo prolongado para garantir a convergência da inflação à meta, sem indicar quando começaria a baixar os juros.

    Segundo a ata do Copom, o cenário atual continua marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. No cenário interno, alguns preços, como o de serviços, continuam a pressionar a inflação, apesar da desaceleração da economia.

    Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser mantida em 15% ao ano até março. No entanto, as chances de uma redução ainda em janeiro aumentaram nos últimos dias com a queda recente do dólar, que voltou a ficar em torno de R$ 5,20.

    Inflação
    O comportamento da inflação continua uma incógnita. Prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em apenas 0,2% em outubro e acumula 4,5% em 12 meses, tendo voltado para o teto da meta. O IPCA cheio de novembro só será divulgado nesta quarta.

    Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,4%, contra 4,55% há quatro semanas. Isso representa inflação pouco abaixo do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

    Taxa Selic
    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

    O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

    Meta contínua
    Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2026 em 3,5%, mas a estimativa deve ser revista. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.
    Agência Brasil

  • Prática regular de atividades físicas contribui para a fertilidade e pode potencializar chances de gravidez

    Prática regular de atividades físicas contribui para a fertilidade e pode potencializar chances de gravidez

    Com cerca de 8 milhões de brasileiros afetados pela infertilidade, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a adoção de hábitos saudáveis tem sido cada vez mais destacada por especialistas como um importante aliado da saúde reprodutiva. Entre esses hábitos, a prática regular de atividades físicas se destaca por seu impacto positivo tanto na fertilidade feminina quanto masculina, inclusive durante tratamentos de reprodução assistida. “A atividade física vai muito além da estética ou do condicionamento físico. Quando praticada de forma regular e orientada, ela favorece o equilíbrio hormonal, melhora o funcionamento do organismo e ajuda a reduzir fatores que podem dificultar a concepção”, afirma Dra. Genevieve Coelho, Diretora Médica do IVI Salvador.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade atinge entre 10% e 15% dos casais em idade reprodutiva e é definida como a dificuldade de engravidar após um ano de relações sexuais regulares sem uso de métodos contraceptivos. Nesse contexto, manter um estilo de vida ativo pode contribuir diretamente para o equilíbrio hormonal, a melhoria da circulação sanguínea, o controle do peso corporal e a redução do estresse, fatores que influenciam o funcionamento do sistema reprodutivo.

    Nas mulheres, a prática de exercícios físicos moderados pode auxiliar na regulação do ciclo menstrual e na produção de hormônios essenciais para a ovulação, como estrogênio e progesterona. Além disso, contribui para o controle do peso corporal, aspecto diretamente relacionado à fertilidade, já que tanto o excesso quanto a falta de gordura podem provocar desequilíbrios hormonais. Em casos de mulheres que sofrem com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a atividade física regular também pode melhorar a sensibilidade à insulina e favorecer maior regularidade do ciclo menstrual.

    O impacto positivo da atividade física também se estende à fertilidade masculina. Estudos científicos apontam que homens que praticam exercícios de intensidade moderada tendem a apresentar melhor qualidade seminal quando comparados a homens sedentários. A prática regular contribui para a redução do estresse, melhora da qualidade do sono e otimização dos níveis hormonais, como a testosterona, fundamental para a produção de espermatozoides.

    Outro fator relevante é o impacto do exercício físico sobre o estresse emocional. A liberação de endorfina e serotonina durante a prática ajuda a reduzir os níveis de cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse” que, em excesso, pode interferir negativamente na fertilidade. “O estresse emocional é um dos fatores que mais impactam a saúde reprodutiva. Um estado emocional mais equilibrado favorece o funcionamento do organismo como um todo, inclusive do sistema reprodutivo”, explica a Dra. Genevieve.

    Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o excesso de atividade física pode ter efeito contrário. Treinos muito intensos, exaustivos ou realizados sem acompanhamento profissional podem levar à queda nos níveis hormonais, irregularidade menstrual e até a ausência de ovulação. A Organização Mundial da Saúde recomenda entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, como caminhada, natação, musculação leve ou hidroginástica.

    Durante tratamentos de reprodução assistida, como inseminação artificial ou Fertilização in Vitro (FIV), o exercício pode ser praticado, observando alguns cuidados. As alterações hormonais provocadas pelos protocolos exigem adaptações na rotina de exercícios, priorizando atividades de baixo impacto e evitando práticas extenuantes, especialmente em fases como a da estimulação ovariana. A especialista, do IVI Salvador, reforça ainda que a atividade física é apenas uma parte de um conjunto de fatores que contribuem para a fertilidade. Alimentação equilibrada, abandono do tabagismo, moderação no consumo de álcool e acompanhamento médico regular são igualmente importantes para promover a saúde reprodutiva e aumentar as chances de uma gestação saudável.

  • Sob comando de Allan Aal, Londrina faz melhor campanha do Paranaense e projeta quartas de final contra o São Joseense

    Sob comando de Allan Aal, Londrina faz melhor campanha do Paranaense e projeta quartas de final contra o São Joseense

    O Londrina vive um grande momento na temporada sob o comando do treinador Allan Aal. Com uma campanha sólida, o Tubarão garantiu a classificação para as quartas de final do Campeonato Paranaense com a melhor campanha da fase classificatória, consolidando o excelente trabalho desenvolvido pela comissão técnica.

    Ao longo da competição, o Londrina se destacou pela organização tática, equilíbrio defensivo e eficiência ofensiva, características que refletem a identidade implementada por Allan Aal desde o início da temporada. Os resultados positivos e as boas atuações colocaram o clube como protagonista do estadual.

    Para o treinador, a campanha é fruto de muito trabalho e comprometimento do elenco. “Essa primeira fase foi construída com muito foco, dedicação e respeito a todos os adversários. O grupo entendeu a proposta desde o início e vem evoluindo a cada jogo”, destacou Allan Aal.

    Apesar da liderança geral, o técnico reforçou a importância de manter os pés no chão para a fase decisiva. “Agora começa um novo campeonato. Mata-mata exige atenção máxima. Vamos enfrentar uma equipe forte como o São Joseense, então precisamos manter o mesmo nível de concentração e intensidade”, completou.

    O Londrina agora se prepara para o confronto das quartas de final contra o São Joseense, buscando transformar a grande campanha da primeira fase em avanço na competição e seguir firme na luta pelo título do Campeonato Paranaense.

  • CSKA 1948 vence al Slovan por 2 a 1 con Diego Medina como capitán del equipo

    CSKA 1948 vence al Slovan por 2 a 1 con Diego Medina como capitán del equipo

    O CSKA 1948 conquistou uma importante vitória por 2 a 1 sobre o Slovan, em mais uma partida amistosa da temporada. Um dos destaques do confronto foi o boliviano Diego Medina, que atuou como capitão do time, demonstrando liderança, segurança e comando dentro de campo.

    Com postura firme desde o início da partida, o CSKA 1948 mostrou organização, intensidade e eficiência para construir o resultado positivo, controlando os principais momentos do jogo.

    À frente do grupo como capitão, Diego Medina teve papel fundamental na condução da equipe, orientando os companheiros, mantendo o equilíbrio nos momentos decisivos e representando a força coletiva do elenco.

    Após a partida, o jogador destacou a importância do resultado. “Foi uma vitória muito positiva para nós. O grupo mostrou muita entrega para que a gente possa retornar ao campeonato búlgaro. Vestir a braçadeira de capitão é uma grande responsabilidade, e fico feliz por poder ajudar a equipe”, afirmou Medina.

    O próximo compromisso da equipe acontece no dia 01 de fevereiro, contra o Gangwon, da Coréia do Sul, na Turquia, onde está sendo realizada a pré-temporada da equipe búlgara.

  • Reforço do Remo, Léo Andrade estreará na Série A do Campeonato Brasileiro após seis anos no exterior

    Reforço do Remo, Léo Andrade estreará na Série A do Campeonato Brasileiro após seis anos no exterior

    O zagueiro Léo Andrade viverá um momento marcante em sua carreira ao fazer sua estreia no Campeonato Brasileiro da Série A. Após seis anos atuando no futebol do exterior, o defensor foi contratado pelo Remo para ser uma das opções do setor defensivo do treinador Juan Carlos Osório.

    Com experiência internacional acumulada ao longo das últimas temporadas, Léo Andrade demonstrou personalidade dentro de campo na sua primeira partida pelo Remo, onde já conquistou o título da Supercopa Grão-Pará ao vencer o Águia de Marabá por 2×1. A estreia simboliza não apenas o retorno ao futebol brasileiro, mas também a consolidação de uma trajetória construída fora do país.

    Para o jogador, o momento teve um significado especial. “Voltar a jogar no futebol brasileiro depois de tanto tempo fora é algo muito emocionante. Trabalhei muito para esse retorno e fico feliz por poder defender o Remo em uma temporada tão importante”, destacou Léo Andrade.

    O defensor também comentou sobre a adaptação ao clube e ao futebol nacional. “Esses anos no exterior me trouxeram muito aprendizado. Agora é colocar tudo isso em prática aqui, ajudar o grupo e crescer junto com o clube”, completou.

    A estreia na Série A acontecerá nesta quarta-feira (28), às 19 horas, contra o Vitória, em Salvador.

  • Vitória x Remo

    Vitória x Remo

    Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
    Local: Barradão
    Data: 28/01/2026
    Horário: 19h
    Arbitragem: Ramon Abatti Abel (SC)
    Assistentes:Gizeli Casaril (SC) e Thiaggo Americano Labes (SC)
    Onde assistir: Premiere (Pay-per-view)

    Vitória: Gabriel; Ricielli, Camutanga e Zé Marcos; Mateus Silva, Baralhas, Caíque e Ramon; Aitor Cantalapiedra, Erick e Renato Kayzer. Técnico: Jair Ventura.

    Bahia: Marcelo Rangel; Marcelinho, Kayky, Léo Andrade e Jorge; Zé Ricardo, Patrick de Paula e Pana; Pikachu, Alef Manga e Eduardo Melo. Técnico: Juan Carlos Osorio.

  • Praças voltadas à primeira infância se espalham por Salvador e incentivam crianças a brincarem ao ar livre

    Praças voltadas à primeira infância se espalham por Salvador e incentivam crianças a brincarem ao ar livre

    Salvador conta, desde 2023, com equipamentos de lazer voltados exclusivamente para crianças de 0 a 6 anos, fase considerada decisiva para o desenvolvimento humano. As chamadas “praças da primeira infância” passaram a ser implantadas pela Prefeitura em espaços públicos novos ou requalificados, prática que ganhou ainda mais contornos com a criação de projetos pensados exclusivamente para essa faixa etária.

    Apenas no bairro de Jardim das Margaridas, das 17 praças entregues desde então, seis são dedicadas integralmente a esse público. A proposta, que conta com o apoio do Núcleo Especial de Apoio à 1ª Infância (Neapi), é oferecer espaços que ampliem as experiências das crianças, com estruturas acessíveis que incentivem a autonomia e o brincar ao ar livre.

    “Já existem alguns equipamentos voltados para crianças de 0 a 6 anos, que é a primeira infância, em alguns locais da cidade. No entanto, agora vamos dar continuidade a esse projeto com mais ênfase”, afirma Virgílio Daltro, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).

    O caminho que a gestão municipal utiliza para transformar uma praça comum em um espaço voltado para os pequenos passa por etapas que garantem o diálogo entre a comunidade, especialistas em arquitetura e urbanismo e, sobretudo, as crianças, que também contribuem nesse processo.

    Tudo começa com um plano de trabalho, no qual são detalhadas as atividades, o cronograma e os recursos necessários. A partir daí, ocorre a seleção da praça, considerando critérios como a quantidade de crianças residentes no entorno, a proximidade de escolas e bibliotecas, assim como a vulnerabilidade social do bairro.

    Em seguida, o espaço é estudado e são realizadas oficinas participativas com as crianças, que ajudam a elencar ideias e desejos para o local. Na etapa de design, leva-se em consideração a proposta de autonomia infantil, com elementos lúdicos espalhados por todo o equipamento, além de aplicação de diferentes texturas, como areia e grama, mobiliários que permitem escalar, pular e desenvolver equilíbrio.

    Modelo – Um exemplo dessa iniciativa é a recém-inaugurada Praça do Largo do Papagaio, na Ribeira, cujo mobiliário foi projetado especificamente para atender às necessidades da primeira infância. A iniciativa também contou com um concurso nacional para criar mobiliários, utilizando a tecnologia de pré-moldados da Desal para garantir que essas soluções possam ser replicadas em outros bairros da capital baiana.

    A transformação do largo começou a partir de levantamentos técnicos e da escuta de profissionais ligados aos equipamentos públicos do entorno. O diagnóstico revelou um potencial pouco explorado para o uso por crianças pequenas, sobretudo devido à proximidade com as escolas municipais que existem ao redor e à circulação cotidiana de famílias na região.

    A partir dessa constatação, a gestão municipal, por meio do Neapi e da Desal, desenvolveu um projeto específico para o Largo do Papagaio, com assessoria da iniciativa Urban95. No local, caminhos internos foram redesenhados e brinquedos, que estimulam formas de movimentos, como escorregar, escalar e pular, foram distribuídos em diferentes pontos para evitar concentrá-los em um único local.

    Melhorias – O novo equipamento transformou a rotina dos moradores da região. A técnica de enfermagem Maria Lúcia da Silva, de 42 anos, relata que, antes da intervenção, o espaço era evitado pela população devido à falta de estrutura e à iluminação precária, fatores que geravam sensação de insegurança.

    “Não tínhamos um lugar seguro para levar nossas crianças. Tenho um filho de 5 anos e, quando queria um momento de lazer com ele, acabávamos indo ao shopping ou à praia mais próxima. Agora, venho quase todos os fins de tarde e deixo ele à vontade para explorar os brinquedos”, contou.

    O contador Júlio Marins, de 40 anos, também costuma levar os filhos ao mesmo largo. “É muito bom ter um espaço assim, onde as crianças têm a oportunidade de socializar, sair de casa e abandonar as telas”, afirmou.

    Fotos: Otávio Santos/Secom PMS

  • Corinthians x Bahia

    Corinthians x Bahia

    Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
    Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
    Data: 28/01/2026 (quarta-feira)
    Horário: 20h
    Árbitro: Anderson Daronco (RS)
    Assistentes: Maira Mastella (RS) e Michael Stanislau (RS)
    Transmissão: Premiere FC

    Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André Luiz, André Carrillo (Matheus Pereira) e Bidon; Kayke e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.

    Bahia: Ronaldo; Gilberto, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Everton Ribeiro e Jean Lucas; Ademir, Willian José e Pulga. Técnico: Rogério Ceni.