Dia: 7 de março de 2026

  • Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa

    Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa

    Mercado de trabalho permanece violento e desigual

    Ter autonomia financeira para decidir sobre a própria vida está no topo das prioridades das mulheres ouvidas pela pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho, divulgada neste sábado (7).

    O levantamento confirma que o mundo do trabalho permanece desigual e traz a percepção delas sobre práticas discriminatórias e violentas no ambiente profissional.

    Realizada pela Consultoria Maya, com base no cadastro da plataforma de educação corporativa Koru, a pesquisa investigou a visão de 180 mulheres sobre trabalho e vida pessoal. Para isso, entrevistou diferentes perfis etários e etnorraciais, com exceção de indígenas.

    Ao falar sobre ambições, a independência financeira foi apontada como prioridade por 37,3% delas. Em segundo lugar, estava a saúde mental e física (31%) e, em seguida, a realização profissional. Ter uma relação amorosa não é a meta nem de uma em cada dez mulheres consultadas.

    “Estamos falando de ter um salário, de ter rendimento, de ter poder de decisão, não é de poder de compra”, explicou a diretora da Consultoria Maya, Paola Carvalho. A autonomia, destacou, permite à mulher sair de um relacionamento abusivo ou oferecer melhor condição de vida para a sua família.

    “Autonomia financeira é condição para liberdade de escolha”, frisou.

    Violência e discriminação

    Para muitas mulheres, o caminho para a autonomia passa pelo trabalho remunerado. No entanto, permanecem várias barreiras culturais ao acesso e à ascensão delas no mercado, apesar de terem melhor formação e currículo, segundo a visão das próprias. Entre os problemas, estão a discriminação e a violência.

    Dentre as entrevistadas, 2,3% relatam ter sido preteridas em promoções, em geral, por conta da maternidade.

    “Primeiro [vêm] os homens, claro, depois, mulheres sem filhos e, por último, mulheres com filhos”, contou uma das mulheres ouvidas na pesquisa, que não foi identificada. “Vejo predileção em promover mulheres que não têm filhos em vez de mães”, avaliou.

    A violência psicológica também tem impacto na carreira. Mais de sete entre dez entrevistadas relataram ter sofrido com o problema.

    Os casos incluem comentários sexistas ─ que desvalorizam aptidões pelo fato de ser mulher ─, incluindo ofensas sobre a aparência delas, além de interrupções frequentes em reuniões, apropriações de ideias e questionamentos sobre a capacidade técnica.

    “Meu coordenador me ofereceu um cargo acima do que eu estava e, quando aceitei, por três vezes, ele me chamou para conversar e questionar se eu achava que conseguiria”, relatou uma das mulheres ouvidas.

    “Em uma das vezes, ele teve a audácia de me pedir para conversar com o meu esposo sobre a minha decisão”, completou outra entrevistada.

    A violência no local de trabalho fez com que muitas pensassem em abrir mão do trabalho e, mesmo que muitas não tenham desistido, o problema mostra que a permanência delas no trabalho “ocorre apesar das adversidades, e não pelas condições plenamente equitativas”, diz o texto.

    A distribuição de cargos nas empresas evidencia o topo do problema. Segundo o levantamento, a maior parte das entrevistadas atua em posições operacionais e intermediárias, como coordenadora e gerente. Apenas 5,6% chegaram a postos na diretoria ou cargos chamados de “C-levels”, que são os mais altos executivos.

    “A presença feminina diminui drasticamente à medida que os cargos se tornam mais estratégicos, revelando uma estrutura sexista por trás desse resultado”, avaliou Paola.

    Para mudar o quadro, a consultora sugere comprometimento, do estagiário ao CEO, com uma nova visão e atitudes profissionais no dia a dia.

    “É preciso ter um olhar diferente para essas questões. Isso parte de ações individuais e institucionais”, sugeriu. “Em 2026, ter esses resultados é chocante”, concluiu Paola.

    Agência Brasil
  • Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

    Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

    Mulheres e meninas iranianas sofrem o impacto do conflito

    O ataque a uma escola de meninas iranianas, que causou a morte de 168 crianças, marcou o primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no último sábado (28). A tragédia expõe os horrores que o conflito no Oriente Médio pode produzir e seus impactos na vida de menina e mulheres nestes países. 

    Uma multidão vestida de preto compareceu ao velório das crianças, ocorrido na terça-feira (3). As imagens das valas abertas para receber os caixões enfileirados, acompanhados por milhares de pessoas, correu o mundo.

    Durante décadas, as violações de direitos humanos no Irã, inclusive contra as mulheres, foram usadas por potências ocidentais para justificar o isolamento internacional de Teerã, alvo de sanções econômicas que contribuíram para fragilizar sua economia.

    Em nome de uma suposta “libertação” do povo iraniano do regime dos aiatolás, um dos primeiros alvos de EUA e Israel nesta nova ofensiva foi justamente uma escola de educação infantil feminina na cidade de Minab, no sul do país persa. Além das dezenas de meninas mortas, mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias.

    A socióloga Berenice Bento, professora da Universidade de Brasília (UnB) que estuda as relações de gênero no mundo muçulmano, afirma que o ataque revela justamente que a guerra não tem relação com direitos humanos ou democracia.

    Em razão do regime do país, as mulheres sofrem uma série de restrições no Irã, como o uso obrigatório do véu (hijab) para cobrir os cabelos, além de impedimentos para viagem e mobilidade, que geralmente precisam de autorização dos pais ou maridos. O desrespeito aos códigos é duramente punido pela chamada polícia da moralidade, ou Patrulha de Orientação da República Islâmica do Irã.

    A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que mulheres iranianas lutam há décadas por seus direitos e destaca, em especial, o movimento Mulher, Vida e Liberdade. Ele foi criado em 2022 após a morte da estudante Mahsa Amini, detida em um protesto e espancada pela Patrulha de Orientação,

    “Mulheres iranianas organizaram um grande movimento, em 2022, o Mulher, Vida e Liberdade e seguem em luta há décadas. O povo iraniano, os povos árabes, o povo palestino devem decidir seu destino, não os EUA e Israel”, comentou.

    A história de luta das mulheres iranianas inclui vítimas de prisões e condenações por sua militância. Uma delas é a advogada e ativista Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023 “pela sua luta contra a opressão das mulheres”.

    Narges está atualmente presa no Irã, condenada a 7 anos e meio de reclusão por “conspiração”, segundo seu advogado. Mas, a socióloga Berenice Bento reafirma que a mobilização das mulheres no Irã não pede intervenção externa.

    “Quando você analisa as manifestações que aconteceram, nenhuma está dizendo que quer a volta da monarquia, ou que os Estados Unidos  e Israel vá libertá-las. Nunca. O que você tem é uma sociedade que está lutando”, ponderou.

    Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações do Mundo Árabe, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), a professora Natália Ochôa explica que há um olhar do mundo Ocidental para a necessidade de salvar a mulher muçulmana que, no episódio da escola, foi o alvo.

    “Mulheres muçulmanas vistas e retratadas como oprimidas e sem capacidade de agência precisariam da salvação de mulheres ocidentais, sendo estas últimas o grande exemplo de liberdade a ser seguido. Ora, se um desses pilares é a educação, por que então logo uma escola de meninas, onde elas são alfabetizadas e aprendem sobre seus direitos, é um dos primeiros espaços a se tornarem alvos desses ataques? Se elas precisam de salvação, por que a última coisa que tem sido feita é salvá-las?”, questiona a pesquisadora em artigo.

    Apesar dos problemas da República Islâmica, a especialista pondera que houve avanços sociais nos últimos 47 anos. Dados do Banco Mundial e da Unesco apontam que a alfabetização das mulheres passou de cerca de 30%, nos anos 1970, para cerca de 85%, nos anos 2000.

    A participação das mulheres iranianas nas universidades subiu de 33%, na década de 1970, para cerca de 60%, nos anos 2000. Por outro lado, a participação delas no mercado de trabalho segue reduzida, algo em torno de 15% a 20% do total das pessoas empregadas.

    Autoria do ataque

    O ataque à escola de meninas de Minab foi condenado pela comunidade internacional e o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido.

    Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

    Berenice Bento cita a chamada Doutrina Dahiya, do exército israelense, que se baseia na destruição em larga escala de habitações e estrutura, para argumentar que o ataque deve ter sido intencional.

    “Com o ataque à escola, eles estão querendo dizer não vão deixar pedra sob pedra. É destruir tudo. Para que a própria população civil, diante daquela destruição, se coloque contra o poder local. Eles destruíram Gaza inteira para fazer com que a população de Gaza se posicione contra o Hamas”, avaliou.

    O nome da doutrina faz referência ao bairro Dahiya, zona densamente povoada de Beirute, no Líbano, onde o Hezbollah tinha uma das suas bases, e que foi amplamente bombardeado por Israel na guerra do Líbano de 2006.

    A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), avalia que o ataque às escolas, hospitais e infraestrutura civil em Gaza abriu espaço para novos crimes em outros países do Oriente Médio.Para Misleh, as mulheres da região não precisam ser “salvas”, e sim de apoio e solidariedade.

    Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

    O jornal norte-americano New York Times (NYT), após analisar imagens de satélites, publicações nas redes sociais e vídeos verificados, indica que a escola foi severamente danificada por ataque de precisão, que ocorreu simultaneamente a ofensivas dos EUA a uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica.

    “As declarações oficiais de que as forças americanas estavam atacando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde está localizada a base da Guarda Revolucionária Islâmica, sugerem que eles provavelmente foram as responsáveis ​​pelo ataque”, avaliou o NYT.

    Levando em consideração a proximidade da escola em relação ao objetivo militar, o major-general português Agostinho Costa avalia que o bombardeio pode ter sido um erro de alvo.

    “Já estive em locais submetidos a ataques com mísseis Tomahawk podendo constatar que a margem de erro existe”, comentou o especialista em segurança e geopolítica.

    Agência Brasil
  • Aula gratuita de defesa pessoal para mulheres marca programação da Semana da Mulher em Lauro de Freitas

    Aula gratuita de defesa pessoal para mulheres marca programação da Semana da Mulher em Lauro de Freitas

    Programação gratuita entre 7 e 13 de março inclui aula de defesa pessoal, show e cinema, como parte das comemorações pelos seis anos do Parque Shopping Bahia

    A semana dedicada às mulheres terá uma agenda especial em Lauro de Freitas. Entre os dias 6 e 13 de março, o Parque Shopping Bahia realiza uma série de atividades que incluem aula de defesa pessoal, yoga, palestra sobre marketing para mulheres de negócios, show musical, workshop, sessão de cinema adaptada e homenagem a mulheres da cidade. A programação integra as ações do mês em que o empreendimento celebra seis anos de funcionamento, com atividades temáticas ao longo de março.

    A agenda começa na sexta-feira, dia 6, com workshop sobre protagonismo feminino, realizado no tablado do L3, das 16h às 19h. O encontro é fechado para participantes previamente convidadas.

    No dia 7 (sábado), das 16h às 19h, a Praça de Alimentação recebe aula de defesa pessoal aberta ao público. A atividade será conduzida pelo mestre Márcio Mascarenhas, 7º dan de taekwondo, e pela professora Ana Paula Senna, kruang preto de Muay Thai. A proposta é apresentar técnicas básicas e orientações práticas voltadas à prevenção e à segurança pessoal, com demonstrações acessíveis ao público feminino.

    Já no dia 8 (domingo), quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, a programação inclui duas ações. Pela manhã, das 9h às 10h, será realizada aula de yoga com a Live!, voltada exclusivamente para colaboradoras do shopping. À tarde, das 17h às 19h, a cantora Luana Matos se apresenta na Praça de Alimentação.

    A programação continua na segunda-feira, dia 9, com a palestra “Marketing para Mulheres de Negócios”, realizada das 16h às 18h, também na Praça de Alimentação. O encontro aborda estratégias de posicionamento, comunicação e fortalecimento da presença feminina no ambiente empresarial.

    No dia 10 (terça-feira), às 14h, o Cinematerna realiza sessão especial no Cinépolis do Parque Shopping Bahia. O projeto é voltado a mães com bebês de até 18 meses e conta com ambiente adaptado, com volume reduzido e iluminação mais suave.

    Encerrando a programação, no dia 13 (sexta-feira), das 19h às 21h, a Praça de Alimentação recebe o evento “Elas Fazem Acontecer”, que presta homenagem a mulheres de Lauro de Freitas com trajetórias de destaque em diferentes áreas.

    As atividades voltadas à Semana da Mulher fazem parte da programação especial de março, mês em que o shopping celebra seis anos de funcionamento sob o mote “Há 6 anos criando histórias”, com ações abertas à comunidade.

    Serviço – Semana da Mulher
    Local: Parque Shopping Bahia – Lauro de Freitas

    • 06/03 – Workshop Protagonismo Feminino
    Tablado L3 | 16h às 19h | Evento fechado

    • 07/03 – Aula de Defesa Pessoal
    Praça de Alimentação | 16h às 19h | Aberto ao público

    • 08/03 – Aula de Yoga com a Live!
    Praça de Alimentação | 9h às 10h | Atividade interna

    • 08/03 – Show de Luana Matos
    Praça de Alimentação | 17h às 19h

    • 09/03 – Palestra: Marketing para Mulheres de Negócios
    Praça de Alimentação | 16h às 18h

    • 10/03 – Cinematerna
    Cinépolis | 14h

    • 13/03 – Elas Fazem Acontecer
    Praça de Alimentação | 19h às 21h

  • Confira programação oficial do Festival de Arembepe 2026

    Confira programação oficial do Festival de Arembepe 2026

    Camaçari se prepara para viver um dos momentos mais aguardados do calendário cultural do município. Entre os dias 13 e 16 de março, o Festival de Arembepe 2026 — que integra o ciclo de festas populares da orla — reunirá populares, visitantes e turistas em quatro dias de celebração marcados por manifestações culturais e uma programação musical diversificada, com mais de 50 atrações.

    A abertura oficial acontece na sexta-feira (13), a partir das 8h, com o cortejo cultural e religioso em homenagem a São Francisco de Assis. O percurso terá início na entrada da localidade e seguirá até a igreja dedicada ao santo. A cerimônia contará com a participação das baianas e de diversos grupos culturais, como as charangas Tropicana, Big Band e Art Vila, além dos grupos Raízes Dessa Terra, Groove dos Tambores, Cia Isarte, Beira de Rua, Caboclo Mirim, Boi Tricotado, Capoeira Aquilombar, Capoeira Libertação e Arte, Afoxé Ilê Ode Oba Lode, Afoxé Oromi Layô, Samba de Caboclo e Capoeira Bimbaê.

    Ainda na sexta-feira, a partir das 14h, os blocos tomarão conta da Rua Direta de Arembepe. À tarde e à noite, os palcos montados na localidade reúnem artistas locais, regionais e nacionais.

    No Palco da Diversidade, na Praça dos Coqueiros, a partir das 15h30 tem atrações como Espermacete, Kalunduh, Rege FX e Edy Xote. No Palco Katita, localizado na Arena Principal, a primeira noite contará com shows de João Gomes, Filhos de Jorge, Guig Ghetto, Diumbanda e Chegue Mais, a partir das 19h30.

    No sábado (14), a programação dos blocos começa às 13h30. Na parte da tarde, às 15h30, já tem programação pra toda família no Palco da Diversidade, começando com o grupo Pé de Lata. À noite, a partir das 19h30, o palco principal recebe Tony Sales, Renatinho da Bahia, Neide Bassan, Priscila Sena e Cássio Calmon.

    O domingo (15) inicia mais cedo, às 11h, com os blocos. Lá na Praça dos Coqueiros, terá shows de Igor Jean, Carol e Gabi, Liu Menezes, entre outros, a partir das 15h30. À noite, a partir das 19h30, o Palco Katita será cenário para apresentações de Simpa, Fantasmão, Maneva e Tayrone.

    Encerrando os festejos, na segunda-feira (16), cinco blocos desfilam a partir das 14h30. À noite, com início às 19h30, o tradicional Baile dos Coroas traz a sofrência e o romantismo de Nilson Santos, Leozinho Imperador, Dois Amores e Silva Filho, marcando o fechamento da programação no Palco da Diversidade – Raízes e Ritmos, espaço dedicado à valorização dos talentos locais.

    O Festival de Arembepe 2026 é realizado pela Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria de Governo (Segov), através da Coordenação de Eventos, com o apoio das demais secretarias e instituições municipais.

    Veja, a seguir, a programação oficial:

    SEXTA-FEIRA (13)

    • Cortejo cultural e religioso – a partir das 8h

    • Blocos de rua – a partir das 15h

    Os Brochas, com G10 e Cil (Praça Santa Rita)

    Cordel de Arembepe, com Richô Elétrico (Praça das Amendoeiras)

    Bloco Kais, com Viola de 12 (Praça Santa Rita)

    Os Porretões, com Wesley Lima (Praça Santa Rita)

    Jaké, com Nivaldo do Tchaco (Praça Santa Rita)

    • Palco da Diversidade (Palco Raízes e Ritmos – Praça dos Coqueiros) – a partir das 15h30

    Espermacete

    Jorginaldo Assis

    Kalunduh

    Rege FX

    Edy Xote

    Cartel Pacifista

    • Palco Katita (Arena Principal) – a partir das 19h30

    Chegue Mais convida Nego Léo

    Diumbanda

    Guig Ghetto

    Filhos de Jorge

    João Gomes

    SÁBADO (14)

    • Blocos de rua – a partir das 13h30

    Hanikeiros, com Nei D’ Resenha (Praça Santa Rita)

    Você e Eu, com Grupo Representa (Praça Santa Rita)

    Bloco dos Amigos, com Pagode do Segredo (Praça Santa Rita)

    100% Meio Ambiente, com Samba Trator (Praça Santa Rita)

    Raízes de Arembepe, com Pincel (Praça Santa Rita)

    Alegria do Robalo, com Diggo (Praça Santa Rita)

    Recordar, com Banda Status e Paulinho da Bahia (Praça Santa Rita)

    Mordomia, com Audácia Pura

    • Palco da Diversidade (Palco Raízes e Ritmos – Praça dos Coqueiros) – a partir das 15h30

    Pé de Lata

    Samba Chula Filhos de Oyó

    Samba do Litoral convida Celebridade 10

    Ácido Baiano

    Sil Figueiredo

    Caloi 10

    Bruno Xonado convida Filé de Camarão

    • Palco Katita (Arena Principal) – a partir das 19h30

    Cássio Calmon convida Nilton Spirro

    Neide Bassan

    Priscila Sena

    Renatinho da Bahia convida Xexeu

    Tony Sales

    DOMINGO (15)

    • Blocos de Rua – a partir das 11h

    Pernalonga, com Karla Coelho e convidados (Praça Santa Rita)

    Yeu, com Vou pro Sereno (Praça Santa Rita)

    As tartarugas, com Pagodart (Praça Santa Rita)

    Chuva de Gelo, com Rogério Bambeia (Praça Santa Rita)

    As Piriguetes, com Alice Morais (Praça Santa Rita)

    Elefante, com Malafalia (Praça Santa Rita)

    Quem Guenta, com Zau Pássaro (Praça Santa Rita)

    Afrombepe, com Muzenz (Praça Santa Rita)

    • Palco da Diversidade (Palco Raízes e Ritmos – Praça dos Coqueiros) – a partir das 15h30

    Valzzito

    Igor Jean

    Carol e Gabi

    Bruno Gold convida Modo Pagodão

    Liu Menezes

    Banda Petty

    • Palco Katita (Arena Principal) – a partir das 19h30

    Simpa convida Everton Cardoso

    Fantasmão

    Maneva

    Tayrone

    SEGUNDA-FEIRA (16)

    • Blocos de rua – a partir das 14h30

    Os Negos de Maria, com Banda Movimento (Praça Santa Rita)

    Folha de Louro, com Edy Voz (Praça Santa Rita)

    Arembepuã, com Banda Arembepuã e convidados (Praça Santa Rita)

    To Mentindo, com Lu Costa (Praça Santa Rita)

    As Abelhinhas, com Pincel (Praça Santa Rita)

    • Palco da Diversidade (Palco Raízes e Ritmos – Praça dos Coqueiros) – a partir das 19h30

    Baile dos Coroas

    Nilson Santos

    Leozinho Imperador

    Dois Amores

    Silva Filho

  • Ações da Prefeitura de Salvador protegem e acolhem mulheres durante todo o ano

    Ações da Prefeitura de Salvador protegem e acolhem mulheres durante todo o ano

    No próximo domingo (8), o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, e a Prefeitura de Salvador terá durante o mês de março uma série de ações para marcar a data. Além disso, ao longo de todo o ano a gestão municipal mantém uma ampla rede de proteção e acolhimento para as mulheres da capital baiana.

    Fazem parte desse conjunto de espaços e serviços voltados para as mulheres a Casa da Mulher Brasileira, o projeto Mulheres que Protegem, o Botão Lilás, a ronda Maria da Penha e cursos de defesa pessoal, entre outras iniciativas.

     

    Um dos destaques é o programa Mulheres que Protegem, da Defesa Civil de Salvador (Codesal), que capacita moradoras de áreas de risco para atuarem na prevenção de desastres. O diretor-geral da pasta, Adriano Silveira, explica que o projeto vai além do reconhecimento do papel fundamental das mulheres na gestão dos riscos nas comunidades.

     

    “O programa Mulheres que Protegem reafirma o compromisso da gestão municipal com o investimento na formação e fortalecimento dessas lideranças, que hoje representam 77% das chefias familiares nas áreas de risco. Ao valorizar e capacitar essas protagonistas, estamos promovendo a construção de comunidades mais conscientes, preparadas e solidárias, capazes de enfrentar os desafios com organização, informação e espírito coletivo”, afirma.

     

    Confira outras ações desenvolvidas pela Prefeitura:

     

    Botão Lilás – Canal direto de denúncias via WhatsApp lançado pela Prefeitura, este serviço funciona 24 horas e permite que vítimas ou testemunhas relatem casos de violência através do número (71) 98791-3420, compartilhando a localização em tempo real. A mensagem é recebida pelo Centro Integrado de Inteligência (CICOMV), que aciona imediatamente a Patrulha Guardiã Maria da Penha, unidade especializada da Guarda Civil Municipal (GCM) no atendimento a casos de violência doméstica e familiar. O Botão Lilás é um facilitador crucial, especialmente em emergências onde a comunicação tradicional pode ser comprometida.

     

    Casa da Mulher Brasileira – A unidade reúne os serviços essenciais para auxiliar mulheres vítimas de violência, com participação de órgãos municipais, estaduais e federais. A atuação é intensificada em períodos de grande circulação de pessoas, como o Carnaval e o Festival Virada Salvador.

     

    Núcleo de Estatísticas da GCM – A Guarda Civil, por meio da Patrulha Guardiã Maria da Penha, tem coletado dados sobre crimes contra mulheres. Segundo o relatório de ocorrências de 2025, foram registrados 32 atendimentos para violência doméstica e familiar contra mulheres, além de casos de ameaça (41), importunação sexual (4), lesão corporal (6) e agressão física/verbal (10).

     

    Defesa pessoal – A Coordenadoria de Ações de Prevenção à Violência (CPREV) da Guarda está à frente da realização de cursos de defesa pessoal para mulheres. Em março, uma nova turma será capacitada, com aulas nos dias 11, 12, 13, 16 e 17, na sede da GCM, na Avenida General San Martin. Com 20 vagas disponíveis e carga horária de 20 horas, o curso abordará técnicas práticas de defesa, além de conhecimentos teóricos e legislativos. As inscrições podem ser realizadas pelo Sympla: Defesa Pessoal para Mulheres.

     

    Programação – Para o mês de março, a Prefeitura preparou uma série de ações. Uma delas será a entrega do Selo Pacto pela Mulher, honraria que reconhece empresas e instituições que promovem a equidade de gênero, valorização feminina e inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho. O selo é concedido pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), com validade de dois anos.

     

    Estão previstos também uma Caravana da Mulher, em Periperi, no Subúrbio Ferroviário; o evento “Cuidando de quem cuida”, na Casa da Mulher Brasileira; um caminhão do Hemoba para doação de sangue; ações de saúde, como o odontomóvel, em regiões da cidade; e atividades nos três Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs), como biodança, trancistas, maquiagem e oficina de hortaliças, entre outras.

    Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS

  • Hospital Municipal de Salvador reforça papel do SUS no tratamento da obesidade durante mobilização nacional

    Hospital Municipal de Salvador reforça papel do SUS no tratamento da obesidade durante mobilização nacional

    O tratamento da obesidade vai além da estética: é uma questão de saúde pública, que exige cuidado contínuo, acompanhamento multiprofissional e acesso a serviços especializados. Em alusão ao Dia Mundial da Obesidade, celebrado neste mês, o Hospital Municipal de Salvador (HMS) integra uma mobilização nacional promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), reforçando a importância do cuidado integral aos pacientes.

     

    Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a obesidade, reduzir o estigma associado à condição e incentivar estratégias efetivas de prevenção e tratamento.

     

    No HMS, o serviço de cirurgia bariátrica é parte dessa resposta. Desde outubro de 2020, a unidade já realizou mais de 1,6 mil procedimentos pelo SUS, garantindo acesso ao tratamento cirúrgico para pacientes que passaram por todas as etapas de avaliação e preparo pré-operatório.

     

    Como parte da mobilização, o hospital realizou cirurgias na quarta-feira (4) e fará mais procedimentos nesta sexta (6), dentro da rotina já estabelecida do serviço, que mantém média de cerca de 20 procedimentos mensais. Os pacientes contemplados são aqueles que já concluíram todas as etapas do acompanhamento multiprofissional e se encontram aptos para o procedimento, conforme critérios clínicos e assistenciais definidos pela equipe.

     

    A participação do HMS na ação nacional destaca o papel do SUS na oferta de tratamento seguro, qualificado e humanizado para pessoas com obesidade, uma condição crônica que pode estar associada a diversas outras doenças, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.

     

    A iniciativa integra a campanha “Acolher, prevenir, tratar: todos juntos contra a obesidade”, que mobiliza serviços de saúde em todo o país para ampliar o acesso à informação e ao cuidado, fortalecer a rede de atenção e combater o preconceito.

  • Dormir mal, antes visto como problema pontual, afeta cada vez mais a saúde mental

    Dormir mal, antes visto como problema pontual, afeta cada vez mais a saúde mental

    Mesmo por curtos períodos, a privação de sono afeta áreas do cérebro ligadas ao controle emocional e pode elevar em até 10 vezes o risco de depressão e em 17 vezes o de ansiedade

     

    Dormir pouco ou mal vai muito além de acordar cansado no dia seguinte. Uma análise conduzida por pesquisadores da Universidade Stanford1, nos EUA, reforça que sono e saúde mental estão profundamente conectados e se influenciam de forma bidirecional, ou seja, noites mal dormidas aumentam o risco de alterações emocionais e transtornos mentais, enquanto problemas como ansiedade e depressão, por sua vez, prejudicam a qualidade do sono.

     

    Os resultados mostram que o sono exerce papel central na regulação das emoções, na consolidação da memória e no equilíbrio dos sistemas cerebrais responsáveis pelo humor e pelo comportamento. A privação de sono, mesmo por períodos curtos, já é capaz de afetar áreas do cérebro ligadas ao controle emocional, tornando as pessoas mais irritáveis, impulsivas e vulneráveis ao estresse, aumentando em até 10 vezes a probabilidade de sofrer de depressão e 17 vezes a probabilidade de sofrer de ansiedade do que a população em geral.

     

    De acordo com a Sociedade Mundial do Sono2, cerca de 45% da população mundial sofre com distúrbios do sono, incluindo insônia, apneia e outras condições que prejudicam o descanso. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde3, 31,7% dos adultos que vivem em capitais brasileiras apresentam pelo menos um sintoma de insônia e um em cada cinco brasileiros dorme menos de seis horas por noite. Importante ressaltar que a recomendação para adultos é de no mínimo sete horas de sono.

     

    “Desde os anos 1970 e 1980, existe a ideia de que dormir é desperdício de tempo. Hoje, tanto os estudos científicos quanto a prática clínica mostram que o sono é essencial para a saúde física e mental”, afirma Marcia Pradella Hallinan, neurologista do Núcleo de Medicina do Sono do Hospital Sírio-Libanês.

     

    De acordo com recomendações internacionais do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência de saúde dos Estados Unidos, adultos entre 18 e 60 anos devem dormir de sete a nove horas por noite, já que durante o sono, o organismo mantém intensa atividade biológica, desempenhando funções essenciais para o equilíbrio do corpo e do cérebro. “O sono é um processo fisiológico ativo. Durante esse período há recuperação de órgãos e tecidos, liberação de hormônios importantes para o metabolismo e o desenvolvimento, restituição do sistema de defesa e processamento das emoções”, explica o neurologista do Núcleo de Medicina do Sono do Hospital Sírio-Libanês Lucio Huebra. “Sem um sono adequado, mesmo a alimentação saudável e a atividade física regular não atingem seu pleno efeito para a saúde global.”

     

    As consequências de uma noite mal dormida costumam aparecer já no dia seguinte, com sintomas como fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, dor de cabeça e maior propensão a erros e acidentes. Quando a privação de sono se prolonga, os impactos se tornam mais amplos e graves. “A longo prazo, o sono insuficiente está associado a maior risco de obesidade, diabetes, alterações do colesterol, hipertensão, infarto e AVC. Também há uma relação clara com transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão, além de aumento do risco de declínio cognitivo”, destaca Huebra.

     

    Segundo ele, pessoas que dormem habitualmente menos do que sua necessidade apresentam aumento da mortalidade por todas as causas. Do ponto de vista cerebral, até mesmo uma noite mal dormida já provoca alterações semelhantes às observadas nos estágios iniciais de doenças neurodegenerativas, efeito que pode se acumular ao longo dos anos.

     

    A necessidade de dormir varia de pessoa para pessoa, é parcialmente determinada geneticamente e muda ao longo da vida. “Falamos em médias populacionais, mas cada indivíduo é único. Tem gente que funciona muito bem dormindo seis horas, enquanto outras pessoas precisam de nove, dez ou até mais. Isso não é anormal”, explica Marcia. “O mais importante é observar como a pessoa funciona durante o dia, se consegue aprender, trabalhar, manter o humor e a atenção após noites mal dormidas.”

     

    Em crianças e adolescentes, o sono desempenha papel central no crescimento, no desenvolvimento neurológico e no aprendizado. Já nos adultos e idosos, noites mal dormidas podem se manifestar como queda de desempenho, alterações de humor e até queixas de memória. “Muitas vezes recebemos pacientes mais velhos com esquecimento, e ao investigar percebemos que dormem mal há muito tempo, às vezes por um distúrbio do sono que nunca foi diagnosticado”, relata a neurologista.

     

    Entre os fatores que mais comprometem a qualidade do sono atualmente está o uso excessivo de telas à noite. A exposição à luz emitida por celulares, tablets e computadores interfere na produção de melatonina, hormônio essencial para a manutenção do sono. “O cérebro precisa diferenciar claramente o dia da noite. Além do estímulo visual e de atenção, já existem estudos mostrando que até o campo eletromagnético dos aparelhos pode interferir na atividade elétrica do sono”, alerta Marcia.

     

    A boa notícia é que pequenas mudanças na rotina podem melhorar significativamente a qualidade do sono. “Existe evidência científica sólida de que medidas comportamentais fazem diferença”, afirma Lucio. “A terapia cognitivo-comportamental é considerada tratamento de primeira linha para insônia crônica, e hábitos simples ajudam tanto na prevenção quanto no controle dos distúrbios do sono.”

     

    Quando a dificuldade para dormir se torna frequente e persistente, a orientação é buscar avaliação médica. “O ronco nunca é normal, em nenhuma fase da vida, e não se deve só procurar o médico quando há sinais mais graves, como queda do rendimento escolar, distúrbios de comportamento, sonolência diurna excessiva, além de sinais de comprometimento cardiovascular, como hipertensão arterial”, alerta Márcia. Para Huebra, distúrbios do sono não reconhecidos tendem a se tornar crônicos e mais difíceis de tratar. “Quanto antes houver orientação adequada, maiores as chances de evitar consequências que podem acompanhar a pessoa por toda a vida”, finaliza.

     

    Quer dormir melhor? Confira as dicas dos especialistas do Sírio-Libanês

     

    • Mantenha horários regulares para dormir e acordar, inclusive aos fins de semana. A regularidade ajuda a ajustar o relógio biológico e facilita o adormecer.
    • Reduza o uso de telas à noite, especialmente nas duas horas que antecedem o sono. A luz azul emitida por celulares, tablets e TVs pode inibir a produção de melatonina, hormônio essencial para o sono.
    • Cuide do ambiente em que irá dormir, priorizando silêncio, pouca luz e temperatura confortável. Um espaço adequado favorece o relaxamento e a continuidade do sono.
    • Evite substâncias estimulantes no fim do dia, como café, chás estimulantes, energéticos e nicotina, que podem dificultar o início do sono.
    • Crie um ritual de desaceleração antes de dormir, com atividades mais calmas, como leitura, alongamentos leves ou técnicas de respiração, sinalizando ao corpo que é hora de descansar.
    • Use a cama apenas para dormir, evitando assistir TV, usar o celular ou permanecer deitado sem sono.
    • Se não conseguir dormir, levante-se e faça uma atividade tranquila até o sono chegar, evitando a frustração de permanecer acordado na cama.
  • Bahia x Vitória

    Bahia x Vitória

    Campeonato Baiano – Final (jogo único)
    Local: 
    Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador
    Data: 07/03/2026 (Sábado)
    Horário: 17h
    Árbitro principal: Wilton Pereira Sampaio (GO)
    Assistentes: Luanderson Lima dos Santos e Daniella Coutinho Pinto (BA)
    VAR: Caio Max (GO)
    Onde assistir: TVE (TV Aberta e canal do Youtube), TV Bahêa (Youtube) e TV Vitória (Youtube).

     

     

    Bahia: Ronaldo; Roman Gomez, Gabriel Xavier, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo, Jean Lucas e Everton Ribeiro; Kike Oliveira, Erick Pulga e Willian José. Técnico: Rogério Ceni.

    Vitória: Lucas Arcanjo; Mateus Silva, Camutanga, Edu, Neris e Ramon; Martínez, Baralhas, Matheuzinho e Erick; Kayzer. Técnico: Jair Ventura.

  • Longevidade ativa: manter estímulos promove envelhecimento saudável

    Longevidade ativa: manter estímulos promove envelhecimento saudável

    Especialista explica como o aprendizado contínuo faz a diferença para qualidade de vida na terceira idade

    A população brasileira tem passado por uma transformação demográfica: os dados do último Censo1 apontam que a população com mais de 65 anos aumentou em 57,4% de 2010 a 2022, o que em números absolutos significa que o Brasil tem mais de 32 milhões de idosos. O assunto ganhou mais força com o tema da redação do Enem 2025 “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, em que os estudantes foram motivados a refletir sobre iniciativas que valorizem a qualidade de vida dos idosos no Brasil.

     

    Envelhecer com qualidade vai muito além da saúde física. A manutenção da memória, da atenção e da agilidade mental é determinante para garantir independência e participação ativa na sociedade. Bruna Duarte Vitorino, pedagoga e especialista em educação na rede Kumon, destaca que atividades que estimulam foco, associação de ideias e resolução de problemas são fundamentais para manter o cérebro ativo. “Práticas como a leitura frequente, desafios graduais, cálculos, exercícios de lógica e o aprendizado de novos idiomas fortalecem as conexões neurais, contribuindo para uma mente mais ágil, desperta e resiliente”, afirma.

     

    Com isso, tem surgido a filosofia de lifelong learning, que prega o aprendizado contínuo por toda a vida, que se estende além da educação formal. A especialista explica que o conceito “propõe que aprender não é uma etapa limitada à infância ou juventude, mas um hábito que pode, e deve, ser cultivado em qualquer fase. Quando o estudo se incorpora à rotina, mesmo em pequenos intervalos diários, oferece estímulo constante ao cérebro, amplia a sensação de autonomia e cria um ambiente propício para manter a cognição ativa na maturidade”.

     

    Mesmo com tantos benefícios, ainda é comum que pessoas na terceira idade acreditem, de forma equivocada, que já não precisam ou não conseguem aprender. A pedagoga conta como combater esse estigma: “A melhor forma de combater essa ideia é mostrar que aprender não é só adquirir conhecimento, mas cuidar do cérebro, da autonomia e da autoestima. Como o cérebro continua criando conexões ao longo da vida, estudar no próprio ritmo transforma a sensação de ‘não dou conta’ em motivação. Enfrentar desafios intelectuais fortalece a memória, aumenta a confiança e amplia a independência”.

     

    Ivanilda de Lourdes, aluna da unidade Kumon São Bernardo do Campo – Alves Dias, encontrou no Kumon uma nova forma de ampliar horizontes. Aos 70 anos, ela estuda inglês pelo tablet e escolheu o curso para se sentir mais preparada nas viagens que costuma fazer sozinha e para conseguir conversar melhor com a família e os amigos da filha, que mora na Carolina do Norte (EUA), já que muitos deles não falam português.

     

    Ela conta que o aprendizado trouxe benefícios que vão além da comunicação: sua memória para palavras, antes uma dificuldade, apresentou grandes melhorias. “Eu percebi que minha memória ficou muito mais ativa. Antes, eu esquecia palavras simples. Hoje, com o Kumon, sinto que estou evoluindo e me sinto mais segura para conversar e viajar sozinha”, afirma Ivanilda.

     

    Por fim, Bruna também chama atenção para os impactos positivos para o idoso e para a sociedade: “Para o indivíduo, o hábito de exercitar a mente traz benefícios diretos: melhora da memória, maior capacidade de concentração, mais confiança para lidar com situações do dia a dia e sensação de propósito. Já para a sociedade, adultos mais velhos atuantes e engajados significam inclusão, troca intergeracional e menor impacto futuro nos sistemas de saúde e assistência, um movimento essencial para um país que envelhece rapidamente”, explica.

     

    O método Kumon incentiva um estudo contínuo, constante e estruturado, pensado para todas as idades. Com atividades graduais e personalizadas, o estudante desenvolve disciplina, autonomia e capacidade de concentração, habilidades essenciais para manter o cérebro ativo em qualquer fase da vida.

     

    Nas disciplinas, esse desenvolvimento se amplia: a Matemática fortalece o raciocínio lógico e a resolução de problemas; o Português impulsiona a alfabetização, o vocabulário, a leitura e a escrita, especialmente para alunos que retomam os estudos após muitos anos; e o Inglês estimula novas conexões cognitivas ao expandir a compreensão e o uso de um segundo idioma.

     

    Ao integrar essas habilidades, o método oferece uma jornada de aprendizado permanente, que acompanha e transforma o aluno ao longo de toda a vida. Para mais informações acesse o site kumon.com.br

  • Radioterapia amplia chances de sucesso no transplante contra leucemia

    Radioterapia amplia chances de sucesso no transplante contra leucemia

    Técnica utilizada antes do procedimento fortalece o tratamento e contribui para melhores taxas de enxertia da medula óssea

    A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células do sangue e tem origem na medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas. Em termos simples, é como se a “fábrica” do sangue passasse a trabalhar de forma desorganizada, produzindo células doentes, que não cumprem sua função e ainda ocupam o espaço das células saudáveis. No Brasil, a estimativa é de cerca de 12 mil novos casos por ano no triênio 2026–2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

    A doença pode ser classificada de duas maneiras: pela velocidade com que evolui e pelo tipo de célula atingida. Quando a progressão é rápida, trata-se das leucemias agudas; quando ocorre de forma mais lenta, são as crônicas. Já em relação às células afetadas, podem ser linfoides ou mieloides. “Nas formas agudas, a doença avança rapidamente e exige início imediato do tratamento. Já nas crônicas, a evolução costuma ser mais lenta e, em alguns casos, pode permanecer estável por um período”, explica a hematologista Gabriela Matias, da Oncomed-MT.

    Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras condições, como anemia. “Cansaço excessivo, palidez, infecções frequentes, sangramentos e manchas roxas pelo corpo são sinais de alerta”, destaca. O primeiro passo é a realização do hemograma. “É um exame simples e acessível, que já pode indicar alterações importantes. Confirmada a suspeita, o encaminhamento ao hematologista deve ser imediato para diagnóstico definitivo e início do tratamento.”

    Segundo a especialista, a rapidez no início da terapia é decisiva, principalmente nas formas agudas da doença. “O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível, especialmente nos casos de leucemias agudas, que são mais agressivas.”

    A base do tratamento é a quimioterapia e, em pacientes classificados como de alto risco, o transplante de medula óssea pode ser indicado como etapa fundamental para consolidar a remissão.

    Radioterapia de corpo inteiro – Se a leucemia desorganiza a “fábrica” do sangue, o transplante representa a chance de reconstruí-la. E, antes que essa nova medula seja implantada, é importante preparar o organismo para recebê-la.

    Alguns pacientes passam pela Irradiação de Corpo Inteiro (Total Body Irradiation – TBI), modalidade de radioterapia utilizada como etapa de condicionamento. “A radioterapia funciona como uma preparação do terreno. Precisamos reduzir ao máximo as células doentes, diminuir a chance de rejeição e abrir espaço para que as células transplantadas consigam crescer”, explica o radio-oncologista Antônio Cássio Pellizzon, consultor de radioterapia da Oncomed.

    No regime mieloablativo, a técnica atua em três frentes principais: elimina células cancerígenas que possam permanecer em locais de difícil acesso à quimioterapia denominados “santuários”, como o sistema nervoso central e, nos homens, os testículos, promove uma redução controlada da imunidade e elimina as células da própria medula do paciente, permitindo que a nova medula ocupe esse espaço. Já no regime de intensidade reduzida, são utilizadas doses menores de radiação, com foco principal na imunossupressão, para que não haja rejeição no transplante.

    “A escolha do regime depende do tipo de leucemia, do risco da doença, da idade e das condições clínicas do paciente. Em casos mais agressivos, optamos por protocolos mieloablativos. Em situações específicas, principalmente quando o paciente não toleraria doses tão altas, indicamos o regime de intensidade reduzida. O objetivo é sempre aumentar as chances de ‘pega’ da medula com segurança”, acrescenta o especialista.

    Tecnologia em Mato Grosso – Utilizada há mais de duas décadas e considerada padrão na literatura médica, a técnica evoluiu com o avanço tecnológico. Equipamentos mais modernos, como a Radixact, máquina de radioterapia que deve chegar na Oncomed este ano, permitem maior precisão na aplicação da dose e, em alguns casos, possibilitam irradiar especificamente a medula óssea e os tecidos linfáticos, reduzindo a exposição de outros órgãos e, consequentemente, os efeitos colaterais.