Dia: 12 de abril de 2026

  • Com dois jogadores a menos, Corinthians arranca empate do Palmeiras

    Com dois jogadores a menos, Corinthians arranca empate do Palmeiras

    Com dois jogadores a menos em campo, o Corinthians conseguiu segurar o empate sem gols diante do Palmeiras, na noite deste domingo (12), na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    A partida foi marcada por forte disputa, polêmicas e duas expulsões do lado alvinegro. André e Matheusinho receberam cartão vermelho ao longo do confronto, deixando o Timão em desvantagem numérica. Ainda assim, o Palmeiras não conseguiu transformar a superioridade em gols.

    Com o resultado, o Verdão mantém a liderança da competição, agora com 26 pontos. Já o Corinthians segue próximo da zona de rebaixamento, ocupando a 16ª colocação, com 11 pontos.

    Na sequência da temporada, o Corinthians volta a campo pela Libertadores na quarta-feira (15), quando recebe o Santa Fé. Pelo Brasileirão, a equipe encara o Vitória no sábado (18), em Salvador. O Palmeiras, por sua vez, enfrenta o Sporting Cristal na quinta-feira (16), também pela competição continental, e no domingo (19) recebe o Athletic pela liga nacional.

    O clássico começou equilibrado e com poucas oportunidades. As equipes encontraram dificuldades para criar jogadas ofensivas, e os goleiros foram pouco exigidos durante a primeira etapa.

    O principal lance do primeiro tempo ocorreu após uma falta a favor do Corinthians. André fez um gesto obsceno em direção a Andreas Pereira e, após revisão do VAR, foi expulso pelo árbitro. Mesmo com um jogador a menos, o Timão conseguiu segurar o empate até o intervalo.

    Na etapa final, o Corinthians chegou a assustar primeiro, em finalização de Kayke defendida por Carlos Miguel. O Palmeiras respondeu com Maurício, que obrigou Hugo Souza a fazer boa defesa. Em seguida, o goleiro alvinegro voltou a trabalhar ao evitar um gol contra de Gabriel Paulista.

    A situação do Corinthians se complicou ainda mais quando Matheusinho foi expulso após se envolver em confusão com Flaco López. Mesmo com dois jogadores a menos, a equipe alvinegra ainda criou a melhor chance da partida, em contra-ataque finalizado por Yuri Alberto, que parou em Carlos Miguel.

    Com dois atletas a mais, o Palmeiras intensificou a pressão. Flaco López levou perigo de cabeça, Andreas Pereira exigiu nova defesa de Hugo Souza em cobrança de falta, e Lucas Evangelista desperdiçou uma boa oportunidade ao final da jogada.

    Apesar da insistência alviverde, o placar permaneceu inalterado até o apito final, com o empate sendo celebrado pelo Corinthians diante das circunstâncias do clássico.

    OUTROS RESULTADOS:
    Fluminense 1×2 Flamengo
    Botafogo 2×2 Coritiba
    Cruzeiro 2×1 RB Bragantino
    CAP 2×0 Chapecoense

  • Violência sexual aumenta riscos cardiovasculares em mulheres

    Violência sexual aumenta riscos cardiovasculares em mulheres

    As meninas e mulheres vítimas de violência sexual não sofrem apenas os danos físicos e psicológicos imediatos. Esses eventos podem aumentar em 74% a chance de que elas desenvolvam problemas cardíacos, de acordo com um estudo baseado em dados oficiais brasileiros.

    A pesquisa foi publicada na revista Cadernos de Saúde Pública e traz também uma análise por doenças de forma individualizada. Mulheres que sofreram violência sexual apresentaram maiores níveis de infarto do miocárdio e arritmias, em comparação com mulheres que não sofreram. Já nos casos de angina e insuficiência cardíaca não houve discrepâncias significativas.

    O pesquisador do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Paixão, explica que as conclusões foram obtidas aplicando ferramentas estatísticas aos dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.

    A Pesquisa Nacional de Saúde é o principal levantamento oficial sobre a saúde da população brasileira, feito a partir de mais de 70 mil entrevistas que são representativas da população brasileira. Entre os diversos assuntos, investigou tanto a ocorrência de violência sexual, quanto de doenças cardíacas, o que possibilitou o cruzamento dessas duas variáveis.

    Como diversas questões podem influenciar a ocorrência de doenças cardiovasculares, a equipe de pesquisa também usou ferramentas estatísticas para bloquear a interferência da idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e região de habitação. Assim, foi possível ter certeza de que o aumento observado foi provocado pela violência sofrida.

    Impactos
    Eduardo Paixão diz que, na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas na saúde mental, quando querem investigar os efeitos da violência sexual, mas o trauma pode repercutir em outras áreas.

    “A gente sempre pensa em explicações biológicas para as doenças, mas a saúde humana perpassa por muitas interações sociais que impactam o nosso bem-estar. Estudo em outros países já vinham mostrando uma associação muito forte, especialmente quando essa violência ocorre na infância e adolescência, às vezes com repercussões ao longo da vida”, explica Paixão.

    A hipótese do grupo de pesquisa é que a violência aumente o risco cardiovascular por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais, a começar pelos quadros de ansiedade e depressão, comuns em vítimas, e que têm relação com males cardíacos. Esse estresse também causa efeitos fisiológicos.

    “Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o pesquisador.

    Paixão também relata que quem vivencia experiências de violência, sejam de forma isolada ou repetitiva, pode ter maior chance de desenvolver atos danosos para a saúde, como tabagismo, alcoolismo, uso de entorpecentes, alimentação inadequada, sedentarismo, que também aumenta os. riscos cardiovasculares.

    O pesquisador ressalta que a violência sexual, em si, se revela um problema de saúde pública no Brasil. À PNS, por exemplo, 8,61% das mulheres relataram ter sofrido ao menos alguma violência do tipo ao longo da vida, contra 2,1% dos homens.

    Mas esse tipo de violência ainda é bastante subnotificada, especialmente entre homens, porque nem todas as pessoas reconhecem o que sofreram ou se sentem confortáveis para admitir, ele ressalva. Essa é a principal razão para a pesquisa não ter identificado aumento na ocorrência de doenças cardiovasculares também em homens vítimas, na opinião do pesquisador.

    Para ele, o grande benefício da pesquisa é apontar um fator que merece a atenção tanto de quem trabalha com vítimas de violência, quanto dos profissionais que atendem pessoas com doenças cardiovasculares.

    “E essas são as doenças com a maior carga global. São muitas internações e gastos com procedimentos. Talvez, se a gente conseguir intervir em fatores de vida modificáveis, a gente consiga diminuir essa incidência”, conclui o pesquisador.

  • Governo autoriza obras de pavimentação asfáltica em Wenceslau Guimarães

    Governo autoriza obras de pavimentação asfáltica em Wenceslau Guimarães

    A mobilidade e a infraestrutura de Wenceslau Guimarães ganharam reforço durante a visita do governador Jerônimo Rodrigues no município, neste domingo (12), quando foi assinada a ordem de serviço para a pavimentação asfáltica ligando o Povoado de Cocão à BR-101, no trecho que passa por Teolândia. A obra, que se estende por 14,5 quilômetros, representa um investimento acima de R$ 20 milhões.

    “Em Wenceslau Guimarães viemos direto para o distrito de Cocão, foi uma festa de alegria, porque eu sei o que significa quando chega o asfalto em distrito, povoado, a comunidade passa a ter conectividade. É uma região que produz muito, graviola, banana e cacau. Então nós vamos a partir de agora construir essa estrada. As máquinas já estão aqui”, falou o governador.

    Além de beneficiar o comércio, Jonilson Pereira, de 35 anos, coordenador do CRAS de Cocão, destaca que “a pavimentação vai contribuir principalmente para agricultura familiar e vai ser maravilhosa para a população. É histórico para nós”.

    A obra soma-se a outras entregas realizadas pelo Estado no município de Wenceslau Guimarães. No início de 2025, o governo baiano já havia destinado mais de R$ 582 mil para fortalecer o sistema de saúde local, com a entrega de uma ambulância, um veículo para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e kits completos para a Unidade de Saúde da Família da comunidade do Rio Preto. O conjunto dessas ações reafirma a estratégia de interiorizar os investimentos que transformam o cotidiano da população do território do Baixo Sul.

  • Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

    Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

    Delegações dos 2 países passaram 21 horas em negociação no Paquistão

     

    As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.

    “Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações”, disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.

    O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa.  Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica.

    O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.

    “[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.

    “Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional”, acrescentou Ghalibaf.

    Estreito de Ormuz

    Navio-tanque no Estreito de Ormuz
21/12/2018
REUTERS/Hamad I Mohammed
    Navio-tanque no Estreito de Ormuz – Arquivo/Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

    Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.

    “Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.

    A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

    Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

    O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra.

    No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.

    “Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.

  • Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio

    Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio

    Primeiro turno das eleições 2026 será realizado no dia 4 de outubro

    Os eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral.

    Quem estiver com o título cancelado ou com alguma pendência não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro.

    Quem precisa tirar o título?
    O voto é obrigatório para quem tem acima de 18 anos de idade. É facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar para votar.

    Como posso solicitar o título de eleitor?
    Veja as formas de solicitação:

    – Autoatendimento Eleitoral: disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
    – Cidadão pode ir a um cartório eleitoral ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

    O TSE alerta que aqueles que optarem pelo atendimento on-line precisam ir a um cartório ou posto de atendimento para a coleta da biometria.

    >> Confira os documentos necessários para tirar o título:
    Documento oficial de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);
    Comprovante de residência recente;
    Comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.
    É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto.

  • Brasil garante duas medalhas na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica

    Brasil garante duas medalhas na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica

    Jojô leva bronze na fita e conjunto fica com a prata na série mista

    A participação brasileira na etapa de Tashkent (Uzbequistão) da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica chegou ao fim com duas medalhas. Neste domingo (12), a capixaba Geovanna Santos, a Jojô, conquistou o bronze na exibição com a fita. Já no conjunto, a série mista – em que as atletas se apresentam com três arcos e duas maças (aparelho semelhante a um pino de boliche) – valeu a prata.

    O pódio de Jojô foi o primeiro dela em uma etapa de Copa do Mundo e o segundo do Brasil no individual. Ela repetiu o feito da paranaense Bárbara Domingos, a Babi, que foi bronze em Sofia (Bulgária), em 2023, também na fita.

    Na final deste domingo, a capixaba obteve 27.600 de nota, ficando atrás somente da alemã Darja Varfolomeev (29.650) e de Rin Chaves, dos Estados Unidos (27.800).

    No conjunto, a exibição do quinteto composto pela alagoana Duda Arakaki, a paulista Nicole Pírcio, a capixaba Sofia Madeira, as paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves e a amazonense Maria Paula Caminha, ao som da música Abracadabra, de Lady Gaga, valeu o segundo lugar, com 28.100 de pontuação.

    A China ficou com o ouro (28.950). O bronze foi para a Rússia (27.400), que compete como país neutro, devido à punição do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo conflito militar na Ucrânia.

    Elas também disputaram a final da apresentação com cinco bolas, mas ficaram na oitava e última colocação (21.400), no embalo da canção Feeling Good, de Michael Bublé. A vitória foi novamente das chinesas (27.300), com Rússia (25.950) e Belarus (25.600) completando o pódio. As bielorrussas, assim como as russas e pela mesma razão, também competem como atletas neutras.

    Babi também se apresentou neste domingo, mas ficou longe da briga por medalhas. A paranaense ficou na oitava e última colocação tanto na exibição com a bola (23.150) como com as maças (25.650).

  • Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil

    Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil

    Especialistas alertam para sintomas como rouquidão e feridas na boca

    Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas.

    Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos.

    Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.

    Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe.

    O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno.

    “O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.

    Causas e sintomas
    De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar.

    Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes.

    Bueno alertou para o fato de que não é comum fazer exames preventivos ou anuais para detecção desses tipos de tumores, como ocorre por exemplo com mama e próstata.

    “Nós não temos um exame de detecção precoce, não tem algo que façamos uma vez por ano. Então, nós profissionais, tentamos conscientizar a população sobre potenciais sinais e sintomas que levem a procurar atendimento médico para possibilitar o diagnóstico”.

    O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico.

    Diagnóstico e tratamento
    A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade.

    “Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou.

  • Árbitro de Mirassol e Bahia saiu de campo sob escolta policial e relatou ameaças

    Árbitro de Mirassol e Bahia saiu de campo sob escolta policial e relatou ameaças

    O árbitro Paulo César Zanovelli registrou em súmula episódios de invasão de campo, ofensas e ameaças após a partida entre Mirassol e Bahia, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto terminou com vitória do time baiano por 2 a 1.

    De acordo com o relato, o juiz deixou o gramado sob escolta de 13 policiais militares após o apito final, em meio a um ambiente considerado hostil. Integrantes da comissão técnica do Mirassol invadiram o campo e se dirigiram à equipe de arbitragem, dando início a uma série de protestos.

    A pressão começou após o árbitro e o VAR confirmarem o segundo gol do Bahia, que venceu a partida, de virada, por 2×1. O Mirassol reclamou de falta no início da jogada, apesar de o lateral Gilberto não ter feito pressão sobre Negueba. No primeiro tempo, ao contrário, num lance claro, Everton Ribeiro é contido pelo pescoço fora do lance, dentro da área e nem o juiz, nem o VAR, pararam para analisar a jogada.

    Dois membros foram expulsos. Um deles, o fisioterapeuta Allan Ferreira Munhos da Silva, que não constava na relação oficial da partida, teria proferido xingamentos como “safado”, “ladrão” e “sem vergonha”, além de acusar a arbitragem de favorecer o adversário. Outro integrante, não identificado, também recebeu cartão vermelho por ofensas semelhantes, incluindo termos como “ladrão” e “vagabundo”. Na súmula, o árbitro afirmou ter se sentido “extremamente ofendido”.

    A tensão prosseguiu mesmo após o encerramento da partida. Ainda no campo, o diretor de futebol do Mirassol, José Paulo Bezerra Maciel Junior, foi citado por reclamações exaltadas e por uma ameaça direta à arbitragem: “agressão vocês vão ver quando passarem no túnel”.

    Diante da situação, a equipe de arbitragem permaneceu por cerca de 35 minutos no gramado aguardando condições de segurança para deixar o estádio. Segundo o documento, havia pessoas no túnel fazendo gestos provocativos e incentivando confronto.

    Zanovelli também relatou que o telão do estádio exibiu repetidamente o lance contestado pelo Mirassol, o que teria contribuído para inflamar os ânimos da torcida. Durante esse período, foram ouvidos gritos como “uh, vai morrer” direcionados aos árbitros.

    Por orientação da Polícia Militar, a arbitragem deixou o local sem retornar ao vestiário, sendo escoltada diretamente até o hotel por questões de segurança.

    Na súmula, o árbitro ainda negou ter dito aos jogadores que “fossem chorar no vestiário”, como afirmou o zagueiro João Victor após a partida, classificando a declaração como inverídica.

    O caso será analisado pelas autoridades desportivas e pode resultar em punições ao Mirassol com base nos registros oficiais da arbitragem.

  • Conflito continua: EUA e Irã encerram negociações sem êxito

    Conflito continua: EUA e Irã encerram negociações sem êxito

    ISLAMABAD (AP) — Estados Unidos e Irã encerraram neste domingo (12) uma rodada de negociações presenciais sem alcançar um acordo para pôr fim à guerra, lançando incertezas sobre a manutenção de um frágil cessar-fogo de duas semanas.

    Autoridades americanas atribuíram o fracasso das conversas à recusa iraniana em assumir um compromisso de abandono do programa nuclear. Já representantes iranianos responsabilizaram os EUA pelo colapso das tratativas, sem detalhar os pontos específicos de divergência.

    Nenhuma das partes indicou quais serão os próximos passos após o fim do cessar-fogo, previsto para 22 de abril. Mediadores do Paquistão pediram que o acordo seja mantido. Ambos os lados afirmaram que suas posições permaneceram claras ao longo das negociações e voltaram a culpar o outro pelo impasse, evidenciando a pouca evolução no diálogo.

    “Precisamos de um compromisso claro de que eles não buscarão uma arma nuclear nem os meios para obtê-la rapidamente”, afirmou o vice-presidente JD Vance após mais de 20 horas de negociações.

    O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, que liderou a delegação do país, declarou que cabe agora aos Estados Unidos “decidir se podem conquistar nossa confiança”. Ele evitou detalhar os principais pontos de conflito, embora autoridades iranianas tenham mencionado anteriormente divergências em dois ou três temas centrais, criticando o que classificaram como exigências excessivas por parte de Washington.

    O Irã nega buscar armas nucleares, mas defende seu direito ao desenvolvimento de um programa nuclear civil. Especialistas apontam que o nível atual de urânio enriquecido no país está tecnicamente próximo do grau militar.

    Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, ao menos 3 mil pessoas morreram no Irã, 2.020 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dezena em países árabes do Golfo. A guerra também provocou danos significativos à infraestrutura em diversos países do Oriente Médio.

    O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz praticamente interrompeu o fluxo de petróleo e gás da região, pressionando os preços globais de energia.

    O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que seu país tentará intermediar uma nova rodada de negociações nos próximos dias. “É imperativo que as partes mantenham o compromisso com o cessar-fogo”, declarou.

    O impasse reflete divergências já observadas em negociações anteriores, como as realizadas na Suíça. Apesar de o presidente Donald Trump afirmar que o conflito visa pressionar o Irã a abandonar ambições nucleares, as posições de ambos os lados permanecem praticamente inalteradas após semanas de combates.

    Embora não haja confirmação sobre a retomada das conversas, o Irã sinalizou estar aberto ao diálogo, segundo a agência estatal IRNA. “Nunca buscamos a guerra. Mas não aceitaremos perder na negociação o que não foi perdido no campo de batalha”, afirmou o cidadão iraniano Mohammad Bagher Karami.

    Disputa pelo Estreito de Ormuz

    As negociações foram marcadas por propostas divergentes. O plano iraniano previa garantias para o fim da guerra, além do controle sobre o Estreito de Ormuz e a interrupção de ataques contra seus aliados regionais, incluindo o grupo Hezbollah.

    Já a proposta americana incluía mecanismos de monitoramento, reversão do programa nuclear iraniano e a reabertura da rota marítima. O estreito é estratégico: cerca de 20% do petróleo mundial passa por ali diariamente.

    Durante as negociações, os EUA afirmaram que destróieres cruzaram a região para operações de desminagem, o que foi negado por autoridades iranianas. “Estamos limpando o estreito. Haver acordo ou não não faz diferença para mim”, disse Trump.

    Conflito se intensifica no Líbano

    O impasse também amplia as incertezas sobre o conflito no Líbano. Israel manteve ataques após o anúncio do cessar-fogo, alegando que o acordo não se aplica àquele cenário — posição contestada por Irã e Paquistão.

    Segundo a imprensa libanesa, um ataque israelense na vila de Maaroub, próxima à cidade de Tiro, deixou seis mortos no domingo. Apesar da redução de bombardeios em Beirute, os ataques no sul do país se intensificaram, acompanhados de uma nova ofensiva terrestre.

    Negociações entre Israel e Líbano devem começar na terça-feira (14), em Washington, conforme anunciou o presidente libanês Joseph Aoun. A decisão ocorre mesmo sem relações diplomáticas formais entre os países e já provocou protestos em Beirute.

    Israel pressiona para que o governo libanês desarme o Hezbollah, conforme previsto em um cessar-fogo firmado em novembro de 2024 — medida que enfrenta resistência histórica do grupo.

    No mesmo dia em que o cessar-fogo com o Irã foi anunciado, Israel bombardeou Beirute, deixando mais de 300 mortos, no episódio mais letal no Líbano desde o início da guerra, segundo autoridades de saúde locais.

  • Proteína em excesso pode prejudicar os rins: médica explica os riscos por trás das dietas da moda

    Proteína em excesso pode prejudicar os rins: médica explica os riscos por trás das dietas da moda

    As dietas hiperproteicas ganharam popularidade nos últimos anos, impulsionadas pela promessa de emagrecimento rápido e ganho de massa muscular. Nas redes sociais e nas academias, aumentar o consumo de proteínas virou sinônimo de saúde e boa forma. Mas, especialistas alertam que o excesso pode trazer consequências importantes, especialmente para os rins, e que a busca por resultados imediatos não deve ignorar os limites do organismo.

    De acordo com a médica nefrologista, Manuela Lordelo, o consumo elevado de proteínas por períodos prolongados pode sobrecarregar os rins, que são responsáveis por filtrar substâncias do sangue. “Quando há proteína em excesso, esse sistema precisa trabalhar mais, o que pode levar a um aumento da filtração renal de 30 a 60% e, ao longo do tempo, favorecer o surgimento de alterações na função do órgão. Estudos indicam que dietas acima de cerca de 2g de proteína por quilo de peso corporal ao dia já acendem um sinal de alerta, podendo inclusive elevar o risco de cálculos renais”, explica a médica.

    O problema se torna ainda mais preocupante em pessoas que já possuem algum grau de comprometimento renal, que muitas vezes é silencioso. Manuela Lordelo conta que, nesses casos, a ingestão exagerada de proteínas pode acelerar a perda da função dos rins sem que o indivíduo perceba através de mecanismos como inflamação, fibrose e glomeruloesclerose. Além disso, o consumo indiscriminado de suplementos proteicos, como whey protein, sem orientação adequada, também pode agravar o cenário. “Sintomas como inchaço, pressão alta e alterações na urina costumam aparecer apenas em estágios mais avançados, o que reforça a importância da prevenção”, afirma a nefrologista.

    Para evitar riscos, a recomendação é buscar equilíbrio e organização da dieta. Nem todo organismo precisa de grandes quantidades de proteína, e a ingestão ideal varia conforme peso, rotina e objetivos. O acompanhamento com profissionais de saúde é fundamental para ajustar o consumo de forma segura, além da realização de exames simples que avaliem a função renal. Como destaca Manuela Lordelo, mais importante do que seguir modismos é garantir que a alimentação seja adequada, sustentável e, acima de tudo, segura para a saúde a longo prazo.