Salvador, 23 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Árbitro de Mirassol e Bahia saiu de campo sob escolta policial e relatou ameaças

Reprodução TV

O árbitro Paulo César Zanovelli registrou em súmula episódios de invasão de campo, ofensas e ameaças após a partida entre Mirassol e Bahia, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto terminou com vitória do time baiano por 2 a 1.

De acordo com o relato, o juiz deixou o gramado sob escolta de 13 policiais militares após o apito final, em meio a um ambiente considerado hostil. Integrantes da comissão técnica do Mirassol invadiram o campo e se dirigiram à equipe de arbitragem, dando início a uma série de protestos.

A pressão começou após o árbitro e o VAR confirmarem o segundo gol do Bahia, que venceu a partida, de virada, por 2×1. O Mirassol reclamou de falta no início da jogada, apesar de o lateral Gilberto não ter feito pressão sobre Negueba. No primeiro tempo, ao contrário, num lance claro, Everton Ribeiro é contido pelo pescoço fora do lance, dentro da área e nem o juiz, nem o VAR, pararam para analisar a jogada.

Dois membros foram expulsos. Um deles, o fisioterapeuta Allan Ferreira Munhos da Silva, que não constava na relação oficial da partida, teria proferido xingamentos como “safado”, “ladrão” e “sem vergonha”, além de acusar a arbitragem de favorecer o adversário. Outro integrante, não identificado, também recebeu cartão vermelho por ofensas semelhantes, incluindo termos como “ladrão” e “vagabundo”. Na súmula, o árbitro afirmou ter se sentido “extremamente ofendido”.

A tensão prosseguiu mesmo após o encerramento da partida. Ainda no campo, o diretor de futebol do Mirassol, José Paulo Bezerra Maciel Junior, foi citado por reclamações exaltadas e por uma ameaça direta à arbitragem: “agressão vocês vão ver quando passarem no túnel”.

Diante da situação, a equipe de arbitragem permaneceu por cerca de 35 minutos no gramado aguardando condições de segurança para deixar o estádio. Segundo o documento, havia pessoas no túnel fazendo gestos provocativos e incentivando confronto.

Zanovelli também relatou que o telão do estádio exibiu repetidamente o lance contestado pelo Mirassol, o que teria contribuído para inflamar os ânimos da torcida. Durante esse período, foram ouvidos gritos como “uh, vai morrer” direcionados aos árbitros.

Por orientação da Polícia Militar, a arbitragem deixou o local sem retornar ao vestiário, sendo escoltada diretamente até o hotel por questões de segurança.

Na súmula, o árbitro ainda negou ter dito aos jogadores que “fossem chorar no vestiário”, como afirmou o zagueiro João Victor após a partida, classificando a declaração como inverídica.

O caso será analisado pelas autoridades desportivas e pode resultar em punições ao Mirassol com base nos registros oficiais da arbitragem.

Veja também

natacao
Festival de Primavera reúne 300 nadadores na Piscina Olímpica da Bahia
O Campeonato e Festival Baiano de Primavera de Natação acontece na Federação Baiana de Desportos Aquáticos...
Fifa anuncia Catar como sede da Copa Intercontinental 2026
A Fifa confirmou, nesta quinta-feira (22), o Catar como sede da Copa Intercontinental de 2026. O torneio...
policia-civil-SP
Polícia Civil investiga distribuidora de bebidas em Guarulhos (SP)
Estabelecimento é suspeito de vender produtos falsificados Policiais civis de São Paulo cumpriram nesta...
amazônia
Estudo aponta atividade humana nas emissões de carbono na Amazônia
Pesquisa classificou dados coletados entre 2010 e 2024 Um estudo que pesquisou 15 anos de medições do...

Opinião

ucsal
UCSal: semeando saberes e sonhos ao longo de 65 anos