Dia: 20 de maio de 2026

  • Qualidade dos óvulos é fator decisivo na preservação da fertilidade, alertam especialistas

    Qualidade dos óvulos é fator decisivo na preservação da fertilidade, alertam especialistas

    A preservação da fertilidade tem ganhado cada vez mais espaço entre mulheres que desejam adiar a maternidade, seja por escolhas pessoais, profissionais ou por questões de saúde. Nesse cenário, um ponto ainda gera dúvidas, mas já é consenso entre especialistas: mais importante do que a quantidade de óvulos disponíveis é a qualidade dessas células, fator determinante para o sucesso reprodutivo. A capacidade de um óvulo gerar uma gravidez saudável está diretamente ligada à sua integridade genética, à sua capacidade de fertilização e ao potencial de desenvolvimento embrionário.

    Na prática, isso significa que um número elevado de óvulos não garante, necessariamente, maiores chances de gestação. Com o avanço da idade, especialmente a partir dos 35 anos, ocorre uma queda progressiva na qualidade dos óvulos, associada ao aumento de alterações cromossômicas, o que pode dificultar a gravidez e elevar o risco de abortamento. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida apontam que a idade feminina segue como o principal fator de impacto na fertilidade, influenciando diretamente a qualidade dos óvulos ao longo do tempo. Esse cenário tem levado cada vez mais mulheres a buscar alternativas que permitam preservar seu potencial reprodutivo.

    “O que realmente determina o sucesso reprodutivo não é apenas o número de óvulos, mas a qualidade dessas células. Com o passar do tempo, há um aumento no risco de alterações genéticas, o que pode comprometer tanto a fertilização quanto o desenvolvimento do embrião”, explica a especialista em reprodução assistida do IVI Salvador, Dra. Graziele Reis. Nesse contexto, o congelamento de óvulos tem se consolidado como uma importante estratégia de planejamento reprodutivo. A técnica permite que os óvulos sejam coletados em uma fase de maior qualidade (geralmente antes dos 35 anos) e utilizados no futuro, preservando as características biológicas do momento em que foram obtidos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o número de procedimentos de reprodução assistida no país vem crescendo nos últimos anos, refletindo uma mudança no comportamento das mulheres, que buscam mais autonomia sobre o momento de engravidar.

    “Quando falamos em preservação da fertilidade, estamos falando em estratégia. O congelamento permite que a mulher utilize, no futuro, óvulos com características de uma fase mais jovem, o que aumenta significativamente as chances de sucesso”, destaca a Dra. Graziele Reis. O avanço das técnicas laboratoriais também tem sido decisivo nesse processo. Atualmente, a vitrificação de óvulos é o método mais utilizado, por permitir um congelamento ultrarrápido que evita a formação de cristais de gelo, responsáveis por danos celulares em técnicas mais antigas. Com isso, os óvulos conseguem manter suas características estruturais e funcionais mesmo após o descongelamento, o que impacta diretamente nas taxas de fertilização e no desenvolvimento embrionário.

    Embora a reserva ovariana, indicador da quantidade de óvulos disponíveis, seja um parâmetro importante na avaliação da fertilidade, especialistas reforçam que ela deve ser analisada em conjunto com a qualidade dessas células. Na prática clínica, é possível observar mulheres com boa reserva ovariana, mas com óvulos de baixa qualidade, o que reduz as chances de gravidez. Por outro lado, mesmo com uma quantidade menor, óvulos saudáveis tendem a apresentar melhores resultados. “A gente precisa mudar a lógica de olhar apenas para números. A fertilidade não pode ser avaliada exclusivamente pela quantidade de óvulos, mas pelo potencial real de cada um deles”, reforça a médica.

    A decisão de preservar a fertilidade pode estar associada a diferentes fatores, como planejamento de carreira, ausência de parceiro, condições de saúde ou histórico familiar de menopausa precoce. Para os especialistas, o acesso à informação é essencial para que as mulheres possam tomar decisões mais conscientes sobre seu futuro reprodutivo. “Falar sobre fertilidade hoje é também falar sobre informação, planejamento e autonomia. Quanto mais cedo a mulher entende como funciona seu potencial reprodutivo, maiores são suas possibilidades de escolha ao longo da vida. A preservação da fertilidade surge como uma ferramenta que alia ciência e qualidade de vida, permitindo que decisões importantes sejam tomadas com mais segurança”, conclui a Dra. Graziele Reis.

    Sobre o IVI – RMANJ

    IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica na Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Atualmente são em torno de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva e o maior grupo de reprodução humana do mundo.

  • Estudo diz que maioria dos brasileiros conectados aprova convocação

    Estudo diz que maioria dos brasileiros conectados aprova convocação

    Expectativa por Neymar impulsiona interesse por lista de Ancelotti
    A lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, no México e no Canadá foi aprovada por três em cada quatro brasileiros conectados à internet. É o que indica uma pesquisa da Human Data, empresa que atua com dados, inteligência artificial e cultura digital, divulgada nesta terça-feira (19).

    Segundo o estudo, realizado entre as últimas sexta-feira (15) e segunda-feira (18), dia da convocação, analisando a expectativa e a repercussão da lista final, 74% dos torcedores concordaram com os nomes anunciados pelo técnico. Foram monitorados, em tempo real, portais, ambientes digitais e redes sociais como TikTok, Instagram, YouTube, Facebook e X (antigo Twitter).

    Na comparação com a última Copa, em 2022, no Catar, o interesse dos brasileiros teve um aumento de 258%. Ainda de acordo com a pesquisa, a convocação atingiu um pico de 633 mil menções nas diversas plataformas monitoradas.

    Atleta que concentrava a maior expectativa sobre a presença ou não na lista de Ancelotti, Neymar foi aquele que mais envolveu o público nas redes, com 225 mil menções durante o período. Conforme a pesquisa, as publicações de maior engajamento foram vídeos com crianças reagindo emocionadas e festivas ao momento no qual o treinador mencionou o nome do atacante do Santos na convocação.

    Para comparação, o volume de menções a Neymar foi quase 11 vezes maior que as 20.519 referências a Vinícius Júnior, do Real Madrid (Espanha). O também atacante Endrick, do Lyon (França), foi outro nome bastante comentado, de acordo com o estudo, com 22% do público aprovando a convocação do jovem estreante em Copas do Mundo.

    “A pesquisa mostra como a seleção brasileira continua mobilizando o país de forma única, despertando sentimentos positivos e negativos. A convocação deste ano, inclusive, tornou-se uma das mais mencionadas da história nas redes sociais, ultrapassando a bolha do futebol e ganhando relevância em diferentes esferas da sociedade”, analisou Otávio Ereno, diretor executivo da Human Data, por meio da assessoria de imprensa da empresa.

    “Para as marcas, existe uma oportunidade enorme de participar dessas conversas em tempo real, independentemente de serem ou não patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo ou do time brasileiro”, completou.
    Agência Brasil

  • Glaucoma pode afetar mais de dois milhões de brasileiros e reforça alerta no Maio Verde

    Glaucoma pode afetar mais de dois milhões de brasileiros e reforça alerta no Maio Verde

    O glaucoma, principal causa de cegueira irreversível, afeta atualmente cerca de 78 milhões de pessoas no mundo, com projeção de alcançar 111,8 milhões até 2040, segundo estimativas amplamente referenciadas na literatura científica internacional. No Brasil, o cenário também preocupa: de acordo com a Sociedade Brasileira de Glaucoma, a doença pode atingir até 2,5 milhões de pessoas com mais de 40 anos, sendo que aproximadamente 70% desconhecem o diagnóstico.

    Diante desse quadro, oftalmologistas da Opty, na Bahia, reforçam a importância do Maio Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a doença e necessidade de prevenção e diagnóstico precoce. Especialista na área, o médico Elson Velanes, do DayHORC, destaca que a falta de sintomas iniciais é um dos principais desafios no combate à enfermidade.

    “O glaucoma é uma doença degenerativa, geralmente associada ao aumento da pressão intraocular, que leva à atrofia progressiva do nervo óptico. Sem controle, pode comprometer o campo de visão de forma irreversível”, explica o especialista. Ele lembra que o dia 26 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. “Os grupos de risco incluem pessoas acima dos 40 anos, indivíduos com histórico familiar da doença, populações de etnia africana ou asiática e pacientes que fazem uso prolongado de medicamentos à base de corticoides”, afirma Elson Velanes.

    Também especialista na área, o oftalmologista Sandro Gramacho, do Instituto de Olhos Freitas, ressalta que existem diferentes tipos de glaucoma. “O mais comum é o glaucoma primário de ângulo aberto, que evolui de forma silenciosa. Já o glaucoma de ângulo fechado pode provocar sintomas súbitos, como dor ocular intensa e dor de cabeça”, informa. O médico ainda informa que há formas congênitas, presentes desde o nascimento, e secundárias, associadas a traumas ou outras condições oculares. Em todos os casos, a ausência de tratamento adequado pode levar à perda total da visão.

    Tratamento e prevenção

    Apesar de não ter cura, o glaucoma pode ser controlado na maioria dos casos, especialmente quando diagnosticado precocemente. A oftalmologista Mariana Xavier, da Oftalmoclin, diz que o tratamento costuma envolver o uso contínuo de colírios e, em situações específicas, procedimentos a laser ou cirurgias.

    “Com o avanço tecnológico, surgiram alternativas mais modernas e menos invasivas, como implantes trabeculares, a exemplo do iStent, que proporcionam recuperação mais rápida e menor risco de complicações”, destaca. A médica conta que a prevenção, no entanto, é o caminho mais eficaz. Consultas oftalmológicas regulares são fundamentais para detectar a doença em estágios iniciais. Exames como aferição da pressão ocular, avaliação do fundo de olho, testes de campo visual e exames de imagem ajudam a identificar alterações precoces.

    A oftalmologista Débora Luna, da OftalmoDiagnose, reforça a importância do acompanhamento desde a infância. “O check-up oftalmológico deve ser feito anualmente. Além disso, é essencial somente fazer uso de colírios com corticoides com prescrição e acompanhamento médico. Os corticoides podem desencadear formas mais difíceis de controle da doença”, alerta.

    Em um cenário de avanço silencioso e alto impacto, Débora Luna destaca que o Maio Verde surge como um importante instrumento de informação e mobilização, advertindo que, no caso do glaucoma, enxergar o problema cedo pode ser decisivo para preservar a visão.

    Sobre a Rede Integrada Opty

    A Opty é uma rede integrada de saúde oftalmológica que realiza consultas, exames e cirurgias. A marca oferece uma combinação única de excelência médica, inovação tecnológica e atendimento humanizado. Ela se dedica a revolucionar a experiência em saúde ocular, não apenas cuidando da visão, mas também conscientizando e convidando o paciente a ser protagonista de sua jornada.

    O DNA da marca é fundamentado no conceito de “Conexões”. Isso se manifesta na rede interligada de clínicas e marcas que se estendem pelo Brasil. Atualmente, a Opty é composta por 26 marcas de oftalmologia e está presente em oito estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Santa Catarina, Bahia e Alagoas, permitindo que a rede amplie o acesso aos cuidados com a saúde ocular. O seu padrão de excelência é reforçado por sua conexão com médicos internacionalmente reconhecidos, medicina de vanguarda e a adoção de tecnologias de ponta, ao mesmo tempo em que mantém forte a conexão humana nas relações entre colaboradores, médicos e pacientes.

    A essência da experiência do cliente Opty é desenhada para garantir Acolhimento e Empatia desde o primeiro contato, Profissionalismo e Excelência em todos os níveis de interação, além de uma Comunicação Clara e Educativa que capacita os pacientes.

    A Opty consolida sua identidade com a tagline “Transforme seu olhar”, um convite aos pacientes para experimentarem um nível de atendimento oftalmológico transformador. https://opty.com.br/nossas-marcas.

  • Nove em cada dez moradores de comunidade reprovam operações violentas

    Nove em cada dez moradores de comunidade reprovam operações violentas

    Pesquisa ouviu 4 mil pessoas da Maré, Penha, Alemão e Rocinha

    Nove em cada dez moradores de comunidades do Rio reprovam operações policiais com confronto armado, nos moldes das que vêm sendo realizadas nos últimos anos, na capital fluminense.

    Os dados são de uma pesquisa inédita realizada por seis organizações da sociedade civil, que ouviu moradores de quatro comunidades sobre essas operações.

    O levantamento Por que moradores de favelas aprovam ou reprovam operações policiais com confronto armado? foi divulgado nesta quarta-feira (20).

    Foram entrevistados presencialmente 4.080 moradores do Complexo do Alemão, Complexo da Penha e da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, além da Rocinha, na zona sul, entre os dias 13 e 31 de janeiro deste ano, distribuídos de forma igualitária: 1.020 entrevistados em cada uma das comunidades. O estudo foi coordenado pela diretora fundadora da Redes da Maré, Eliana Sousa Silva.

    O confronto bélico que vem se estabelecendo ao longo do tempo motivou a realização desse estudo. Somente na Maré, entre 2023 e 2025, ocorreu um total de 92 operações policiais com confronto, mortes e pessoas feridas.

    Segundo Eliana Silva, “não se pode pensar que o morador que reside ali, que precisa sair todos os dias para trabalhar, levar o filho na escola, que ele aprova esse tipo de operação simplesmente, sem entender e contextualizar. Nos preocupa que essa ideia seja generalizada dessa maneira”, expôs à Agência Brasil.

    Brutalidade
    Os resultados mostram que 73% dos moradores dos complexos do Alemão e da Penha, da Maré e da Rocinha não concordam com o atual tipo de operação policial, enquanto 25% disseram concordar e 2% não responderam.

    Quando questionados se as operações devem ser realizadas seguindo o modelo atual, 92% reprovaram, 68% disseram que as operações precisam ser realizadas de outra forma e, para 24%, não deveriam ser realizadas operações policiais em favelas.

    Mesmo entre os que concordam com as operações, apenas 20% defendem o modelo atual. Eliana ressaltou a necessidade de se entender o processo para além do modo como esse tipo de intervenção foi sendo considerada, historicamente, como a única forma atuação da polícia nas favelas.

    Eliana destacou que para boa parte da população, os moradores de favelas são representados de forma muito negativa. Isso acaba levando à crença de que o confronto armado é a melhor forma de se enfrentar o crime nessas regiões. No entanto, os efeitos dessas operações na vida cotidiana dos moradores não é considerado.

    Para 91% dos moradores há excessos e ilegalidades por parte da polícia nessas operações. A percepção é compartilhada por 85% daqueles que apoiam as operações. Para 90% dos entrevistados, os excessos são inaceitáveis. Dentre os que discordam das operações, 95% repudiam a brutalidade.

    Já entre os que concordam com operações nas favelas, 74% condenam os excessos policiais: “Ou seja, concordar com as operações não significa aceitar violência”, indica a pesquisa.

    Não há, segundo Eliana Silva, uma solução para o enfrentamento ao crime organizado se não se pensar a cidade de uma maneira mais ampliada e coletiva.

    “Ela está focalizada. O problema são as favelas. E os próprios moradores acabam influenciados por essa visão que é passada também pela mídia”, apontou.

    No entanto, quando questionados sobre os abusos policiais e as violações de direitos, a maioria dirá que não concorda.

    Direitos
    O objetivo do levantamento, segundo os realizadores, é pensar como esse trabalho de combate ao crime vem afetando os moradores das comunidades que, muitas vezes, ficam sem condições de sair para o trabalho ou para a escola.

    Desde 2016, as organizações de base comunitária que atuam diretamente nos territórios pesquisados vêm tentando identificar a forma como esses confrontos impactam essas comunidades e produzir conhecimento em torno dessa questão.

    “A gente vê uma escalada em relação a esses enfrentamentos, à maneira como a violência vem acontecendo e, também, à naturalização disso”, comentou Eliana Silva.

    A coordenadora do estudo cita o impacto na educação. Com 140 mil habitantes, o Complexo da Maré, por exemplo, consolidou um conjunto de escolas municipais para atender a comunidade.

    “Essas escolas existem, mas não funcionam dentro da qualidade que precisam porque fecham e ficam 30 dias sem aulas, 40 dias sem aulas”.

    Para Eliana Silva, a pesquisa quer mostrar que o morador dessas comunidades precisa ser preservado como um sujeito que tem o direito à cidade.

    A restrição de circulação aparece como o mais recorrente impacto das operações policiais na vida dos moradores, apontado por 51% dos que discordam das operações e por 41,5% entre os que concordam.

    Em seguida, aparece a invasão ou violação de domicílio, estabelecimento comercial ou veículo, citado por 37,5% entre os que discordam e 22,9% entre os que concordam com as operações.

    Tiroteios recorrentes e balas perdidas foram apontados por 30,5% dos que discordam e por 20,7% dos moradores que disseram concordar com essas intervenções policiais.

    Ano eleitoral
    Somente em 2025, a letalidade na Maré aumentou 58% em relação a 2024. Eliana Sousa Silva defende que é preciso pensar em maneiras alternativas de combate ao crime nas favelas sem o emprego de mais armas e mais fuzis.

    Eliana Silva citou o direcionamento de emendas parlamentares para compra de fuzis, por exemplo, para a polícia do Rio de Janeiro.

    “É muito questionável quando a gente vê que o dinheiro público, que deveria ser direcionado para aumentar a capacidade e o acesso das pessoas a políticas públicas está sendo destinado à compra de mais armas para a polícia”.

    Na operação mais letal que a capital fluminense registrou – nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, com 122 mortos –, ficou claro que o morador de favela não corrobora e nem concorda com esse tipo de confronto, assegurou a diretora fundadora da Redes da Maré.

    ”Eu acho que todos nós, que temos origem na favela, ficamos muito incomodados com esse processo”.

    Perguntados se operações semelhantes devem se repetir 85% dos moradores disseram que não, 7% responderam que às vezes e 7% afirmaram que sim.

    Para Eliana Silva, neste ano eleitoral, a questão da segurança pública deve ter bastante repercussão.

    “Porque nós temos candidatos que já pensam que a questão da segurança pública é entrar nas favelas querendo destruir lá o traficante ou a milícia, mas eles não querem saber do morador. E é exatamente isso que tem que ser trabalhado”.

    Ela defende a importância de o eleitor conhecer os projetos dos candidatos no que se refere à violência e ao enfrentamento ao crime organizado e desconfiar do que está sendo prometido.

    Racismo
    Eliana Silva destaca que embora as políticas públicas e os recursos públicos devessem ser distribuídos entre toda a população de forma isonômica, não é isso que ocorre. Com isso, o que se observa é uma condição de subalternidade de alguns cidadãos, como os moradores de favela, que têm seu principal direito – o direito à vida – ameaçado durante operações com confronto bélico.

    “No caso dos moradores de favela, das pessoas empobrecidas, há claramente um projeto de enfrentamento que gera, em muitos casos, processos genocidas, processos de chacina. Então, a gente chama atenção também para isso, porque está lutando muito pelo direito à vida”.

    Observando o recorte racial dos entrevistados, percebe-se que a discordância em relação às operações policiais alcança 81% entre as pessoas pretas, embora seja majoritária entre todos os grupos raciais. Já a concordância com esses operações teve o maior percentual (30%) registrado entre as pessoas brancas.

    O estudo revela também que a percepção de racismo nas operações policiais é majoritária. Questionados se há racismo no modo como as operações são planejadas e realizadas nas favelas, 61% disseram que sim, 13% às vezes e 25% que não.

    Os mais jovens são os que mais discordam das operações policiais nas favelas. Entre aqueles de 18 a 29 anos, atinge 79% são contra. De acordo com o estudo, esse número pode estar relacionado à maior exposição (direta ou indireta) às dinâmicas da violência motivadas pelas operações policiais.

    “Seja porque são eles que estão nos espaços públicos no momento em que a polícia entra, seja porque são alvos de processos de criminalização, ou ainda pela proximidade com outros jovens – faixa etária que concentra a maioria das vítimas nesses casos”, cita a pesquisa.

    Medo
    O medo da polícia também foi abordado no levantamento. “Eu lembro quando o blindado começou a ser utilizado como a única forma de ficar na favela e ele foi chamado de caveirão. A gente fez muitas conversas com as crianças sobre isso e o próprio nome quer passar um sentimento de medo”, recorda Eliana.

    No total, 78% dos moradores das quatro favelas declararam sentir pouco ou bastante medo da polícia nas operações, alcançando 85% entre aqueles que são contrários às operações e 59% entre os favoráveis.

    Há uma evidente inversão na percepção do papel do Estado na proteção do cidadão, que se repete quando os moradores são questionados sobre indignação ou revolta em relação às operações: 50% dos entrevistados disseram sentir bastante indignação, 25% um pouco e 24% afirmaram não sentir indignação ou revolta.

    Entre os que concordam com as operações, 61% afirmaram sentir indignação ou revolta em relação aos grupos armados. Chama a atenção, entretanto, que nesse mesmo grupo, o medo das forças policiais (59%) supere o medo dos grupos armados (53%).

    Isso evidencia que, mesmo entre quem apoia as operações, a polícia é vista como fonte de medo mais frequente do que os próprios grupos armados que as operações visam combater. O que se deduz disso é que os moradores de favelas convivem com duas formas de violência: dos policiais e dos criminosos.

    Entidades
    A pesquisa foi feita pela organizações Fala Roça (Rocinha), Frente Penha, Instituto Papo Reto (Alemão), Instituto Raízes em Movimento (Alemão), Redes da Maré e A Rocinha Resiste, que têm atuação direta nos territórios pesquisados.

    O estudo teve apoio da Cátedra Patrícia Acioli da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Fundação Tide Setúbal, Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni) da Universidade Federal Fluminense (UFF), Instituto Fogo Cruzado, Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Open Society Foundations.
    Agência Brasil

  • Tio Barnabé se apresenta no Pelourinho Cultural e em Camaçari neste fim de semana

    Tio Barnabé se apresenta no Pelourinho Cultural e em Camaçari neste fim de semana

    A banda Tio Barnabé segue em ritmo intenso de preparação para o São João e encara mais uma sequência de apresentações neste fim de semana, com shows em Salvador e Camaçari. Na sexta-feira, dia 22 de maio, o grupo se apresenta no Festival Pelourinho Cultural, no Largo Quincas Berro d’Água, no Centro Histórico da capital baiana, a partir das 19h. Já no sábado, dia 23, a Tio Barnabé segue para Camaçari, onde participa do “Arraiá Xamego na Budega”, realizado no Espaço Armazém. A apresentação está marcada para às 21h. O grupo promete levar ao público um repertório marcado pelo forró, músicas autorais e releituras que fazem parte da trajetória da banda. O momento também marca a nova música de trabalho da Tio Barnabé, “Eu Sei Que Dói”, composição de Sandro Couto Carneiro, que vem sendo trabalhada como aposta do grupo para o período junino. A faixa ganhou recentemente um clipe oficial, já disponível no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=CibIVU4JmqI. “Estamos vivendo um período muito especial. O São João sempre tem um significado diferente para a gente e poder levar nossa música para eventos tão importantes, em cidades que abraçam o forró, é muito gratificante. Além disso, estamos felizes com a repercussão de ‘Eu Sei Que Dói’, que já vem chegando forte no repertório dos shows”, destaca o vocalista Neto Bittencourt.

  • Oficina Brinquerê leva arte e ludicidade para público infantil no SESI Rio Vermelho

    Oficina Brinquerê leva arte e ludicidade para público infantil no SESI Rio Vermelho

    Conduzida por Cássia Valle e pelo Bonde da Calu, atividade propõe experiências artísticas para crianças entre música, teatro, dança e literatura

    A Oficina Brinquerê, conduzida por Cássia Valle (@cassiavallereal) e pelo Bonde da Calu (@calubrincante), chega ao Teatro SESI Rio Vermelho com a proposta “Onde o brincar vira linguagem”. Voltada para crianças de 6 a 12 anos, a atividade acontece entre os dias 23 de maio e 13 de junho, sempre aos sábados, reunindo experiências que atravessam música, teatro, dança, literatura, palhaçaria, poesia e criação de histórias. Inscrições aqui.

    A proposta se desenvolve a partir de jogos, movimento corporal, contação de histórias e experimentações com a palavra, estimulando a expressão, a imaginação e a criação coletiva das crianças. No Brinquerê, o brincar é entendido como ferramenta de invenção de mundo, fortalecimento de vínculos e construção de narrativas, criando um espaço em que a infância ocupa o centro do processo criativo.

    Com abordagem leve, sensível e participativa, a oficina propõe um ambiente de escuta, partilha e experimentação artística. Mais do que uma atividade formativa, o Brinquerê busca aproximar crianças dos processos criativos de maneira acessível, despertando autonomia, protagonismo e relação afetiva com a arte.

    A equipe de oficineiros reúne artistas com atuação em diferentes linguagens. Cássia Valle conduz as atividades de escrita criativa; Danilo Cerqueira e Lucila Laura ministram o Teatro Pretinho; Naira da Hora conduz a Dança Pretinha; e Lucila Laura e Cícero Locijá realizam as atividades de musicalização e palhaçaria. O ciclo de encontros será encerrado com uma apresentação final aberta ao público no dia 13 de junho.

    SERVIÇO:

    OFICINA BRINQUERÊ – BONDE DA CALU

    Onde: Teatro SESI Rio Vermelho
    Oficinas: 23/05, 30/05 e 06/06
    Horário: 9h30 às 12h
    Apresentação final: 13/06, às 11h
    Inscrições via Sympla

    Público: Crianças de 6 a 12 anos

    Instagram: @calubrincante

  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

    Com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 678,01
    A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

    Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Pagamento unificado
    Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).

    Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Regra de proteção
    Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

    Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

    Agência Brasil

  • Mikael Santos se apresenta na Bahia e em Alagoas essa semana

    Mikael Santos se apresenta na Bahia e em Alagoas essa semana

    O arrocha, ritmo que embala corações apaixonados e aqueles que também estão sofrendo, vai invadir Bahia e Alagoas essa semana. E quem desembarca nos estados e promete embalar o público é o cantor Mikael Santos, considerado um dos maiores expoentes do estilo musical no Nordeste. O primeiro show será nesta quinta-feira, dia 21 de mais, na cidade de Poções, localizada na região sudoeste da Bahia. Já no sábado, 23, será a vez do município alagoano de Arapiraca receber o show do artista sergipano. Por lá, Mikael será a grande atração do “Arraiá dos Pocas”, no estacionamento do Centro de Convenções. Os ingressos estão à venda em https://www.lojadeingresso.com.br/comprar/4823/arraia-dos-pocas-2026.

    Com carisma, presença de palco e um repertório que passeia por sucessos autorais e releituras marcantes, o artista promete uma noite inesquecível para o público das cidades por onde se apresentar.

  • Pasta em Casa e Casa Chálabi participam da 27ª edição do Salvador Restaurant Week

    Pasta em Casa e Casa Chálabi participam da 27ª edição do Salvador Restaurant Week

    Os restaurantes Pasta em Casa e Casa Chálabi, ambos do grupo Pasta em Casa, comandado pelo chef Celso Vieira ao lado da sócia Valeska Chálabi Calazans, lançam menus exclusivos para a 27ª edição do Salvador Restaurant Week. O evento seguirá até o dia 14 de junho.

    Pasta em Casa
    Conhecido por sua culinária italiana artesanal em Salvador, o Pasta em Casa participa do evento em suas duas unidades, Rio Vermelho e Alphaville, com menus completos de entrada, prato principal e sobremesa. Os valores são de R$ 99 no almoço e R$ 119 no jantar, em ambas as unidades. O almoço será servido de segunda a sexta-feira, enquanto o jantar acontece de domingo a quinta-feira.

    Para o almoço, as opções de entrada incluem antepasto à escolha entre alichela, sardela ou caponata, acompanhado de pão de calabresa; mini salada caprese com alface americana, tomate-uva e mussarela de búfala ao pesto; ou carpaccio de carne com alcaparras, agrião, parmesão e azeite trufado.

    Entre os pratos principais, o cliente pode escolher ravioli verde e amarelo com mussarela de búfala e polpetone; risoto vegano de funghi e cogumelos eryngui; spaghetti à carbonara com polpetone; filé mignon à parmegiana; frango crocante com mousseline de mandioquinha e salada Caesar; ou salmão com risoto cítrico.

    Para a sobremesa, as opções são cheesecake de doce de leite, bolo toscano com sorvete de creme ou paglia italiana.

    As entradas do jantar incluem antepasto à escolha entre alichela, sardela ou caponata, acompanhado de pão de calabresa; salada caprese com alface americana, tomate-uva e mussarela de búfala ao pesto; ou carpaccio de carne com alcaparras, agrião, parmesão e azeite trufado.

    Entre os pratos principais estão risoto vegano de funghi e cogumelos eryngui; filé mignon com fettuccine verde de espinafre ao molho de Chianti ou risoto de gorgonzola; spaghetti à carbonara com polpetone; risoto de frutos do mar; peixe do dia com vegetais alla diavola; ou rigatoni com camarões, bacon e molho rosê.

    Para finalizar a experiência, o cliente pode escolher entre cheesecake de doce de leite, bolo toscano com sorvete de creme ou paglia italiana.

    Casa Chálabi
    Já o Casa Chálabi, referência em cozinha líbano-mediterrânea no Rio Vermelho, apresenta menus completos com entrada, prato principal e sobremesa, disponíveis no almoço e no jantar, nos valores de R$ 73,90 no almoço e R$ 94,90 no jantar. O almoço será servido de terça a sábado, enquanto o jantar acontece de terça a sexta-feira.

    No almoço, as opções de entrada são homus de beterraba com coalhada e pão pita ou duplinha de esfihas de carne ou queijo. Entre os pratos principais, o cliente pode escolher entre pide de carne ou queijo com salada fatuche; kafta com coalhada e pão pita; mjadra de galinha caipira; ou sayadieh de peixe. Para a sobremesa, as opções são baklava ou pudim de coalhada.

    No jantar, as entradas incluem trio de charutinhos da terra ou duplinha de mini quibe tradicional. Entre os pratos principais, o cliente pode escolher entre michui de mignon com tabule e pão pita; fettuccine com camarões; veggie Chálabi; ou bowl mediterrâneo com falafel, frango schnitzel ou berinjela crocante, acompanhado de uma pasta (coalhada, babaganuj ou homus), uma salada (tabule, grega ou fatuche) e pão pita ou torrada (uma folha). As sobremesas são brownie ou brigadeiro de pistache.

    Além disso, cada menu contará com a opção de adicionar R$ 2 ao valor final, quantia que será destinada ao Hospital Martagão Gesteira, reforçando a corrente de solidariedade que já se tornou tradição no evento.

    SERVIÇO

    Pasta em Casa

    Categoria: Menu Premium

    Preços:

    Almoço (segunda a sexta): R$ 99

    Jantar (domingo a quinta): R$ 119

    Unidade Rio Vermelho – Rua Professora Almerinda Dultra, 67 – Rio Vermelho, Salvador – BA, 41950-090

    Unidade Alphaville – Edf. Alpha Fitness Business – Av. Alphaville, 0522 – Alphaville I, Salvador – BA, 41701-015

    Telefone: (71) 3334-7232

    Mais informações: https://pastaemcasa.com.br/ | www.instagram.com/pastaemcasa

    Casa Chálabi

    Categoria: Menu Plus

    Preços:

    Almoço (terça a sábado): R$ 73,90

    Jantar (terça a sexta): R$ 94,90

    Endereço: Rua Professora Almerinda Dultra, 67 – Rio Vermelho, Salvador – BA

    Horário de Funcionamento:

    11h30 às 22h

    Telefone: (71) 3037-3272

    Mais informações: https://www.instagram.com/casachalabi/

  • Bahia recebe navio com mais de 800 toneladas de materiais para início das obras da Ponte Salvador–Itaparica

    Bahia recebe navio com mais de 800 toneladas de materiais para início das obras da Ponte Salvador–Itaparica

    O governador Jerônimo Rodrigues conferiu, na manhã desta terça-feira (19), no Porto da capital baiana, o navio com as primeiras peças da obra da Ponte Salvador-Itaparica, vindas da China. A embarcação, com mais de 800 toneladas de materiais, atracou nesta segunda-feira (18). Estimada em US$ 3,5 milhões (mais de R$ 17 milhões), a carga partiu do Porto de Xangai, na China, no dia 30 de março, em 44 contêineres transportados por um navio que percorreu cerca de 17 mil quilômetros até a capital baiana.

    “Esse material será transportado para Maragogipe, onde, na enseada, será instalado um canteiro de obras. Parte também seguirá para Vera Cruz, para que os canteiros possam ser montados e, a partir daí, começa efetivamente a obra da ponte. Esse material será descarregado entre hoje e amanhã e depois transportado por caminhões até Maragogipe”, explicou o chefe do executivo baiano.

    O carregamento reúne 1.550 itens, entre painéis de vigas Bailey, estruturas metálicas, parafusos de suporte e pinos de trava, componentes essenciais para a implantação das estruturas que permitirão o início das intervenções no mar. A estimativa é de que as obras da ponte sejam iniciadas já no começo do mês de junho.

    Os materiais serão utilizados na montagem de uma plataforma provisória, estrutura considerada indispensável, que dará suporte à circulação de maquinário pesado, equipes técnicas e equipamentos ao longo das futuras frentes de serviço da obra.

    Tecnologia inédita no Brasil

    Já aplicada em grandes projetos internacionais, a plataforma provisória é uma estrutura essencial para garantir maior eficiência na execução da obra. Entre as vantagens, está a redução de quase 70% no número de embarcações de apoio, contribuindo para maior organização do tráfego marítimo na Baía de Todos-os-Santos durante as obras.

    Apenas durante a fase inicial de montagem da plataforma, que será utilizada para a locomoção de trabalhadores e máquinas, devem ser gerados cerca de 200 empregos diretos, entre montadores, soldadores e engenheiros, além de contratações indiretas ligadas aos setores de logística, transporte e suprimentos. Quando considerado todo o período de construção do empreendimento, está prevista a criação de 7.000 vagas de emprego diretas e indiretas.

    Mobilização nos canteiros

    Como parte da mobilização para o início das obras, um guindaste de 60 toneladas já chegou ao canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe. Ainda nesta terça (19), começaram a ser entregues 3.900 toneladas de tubos de aço, o equivalente a cerca de 400 caminhões, que serão utilizados nas etapas iniciais de implantação da plataforma de trabalho em água.

    “A chegada desses materiais representa mais um passo concreto para o início das obras da Ponte Salvador–Itaparica. Estamos avançando dentro do cronograma previsto, com planejamento técnico e logística estruturada para garantir segurança e eficiência em todas as etapas dessa obra transformadora para a Bahia”, afirma o secretário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte), Mateus Dias.

    Parceria Público-Privada

    Responsável pela implantação, operação e manutenção do novo sistema rodoviário, a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica é formada por dois grupos empresariais chineses com ampla experiência internacional nas áreas de infraestrutura e logística, a China Communications Construction Company (CCCC) e a China Railway Construction Corporation (CRCC).

    O contrato entre a concessionária e o Governo do Estado da Bahia, no modelo de Parceria Público-Privada (PPP), estabeleceu o prazo total de 35 anos de concessão, sendo 1 ano destinado a estudos, licenciamento e desenvolvimento do projeto executivo, 5 anos para construção e 29 anos de operação do sistema.