Categoria: Mundo

  • Lula aguarda reunião com Trump e aposta em solução a tarifaço

    Lula aguarda reunião com Trump e aposta em solução a tarifaço

    Presidente deu entrevista no hotel onde está hospedado, na Malásia
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste sábado (25), que espera se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois mandatários estão no país asiático para participar da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). “Espero que ‘role’. Eu vim aqui e estou à disposição para que a gente possa encontrar uma solução.”

    A declaração foi dada em entrevista coletiva aos jornalistas em frente ao hotel que hospeda a comitiva brasileira na Malásia.

    “Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Então, pode ficar certo que vai ter uma solução.”

    Aos jornalistas, Lula negou que tenham sido colocadas condições para negociação bilateral em torno do impasse gerado pelo aumento de 50% das tarifas de importação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do início de agosto.

    “Eu trabalho com otimismo para que a gente possa encontrar uma solução. Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda.”

    Trump
    A caminho da Malásia, a bordo do avião Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou aos jornalistas, pela primeira vez, que poderia considerar a redução das tarifas sobre as exportações do Brasil a seu país. “Sim, sob as circunstâncias certas, com certeza”, ponderou o líder norte-americano.

    Além disso, confirmou que deve se encontrar com Lula neste domingo (26). “Acho que vamos nos encontrar novamente. Nós nos encontraremos brevemente nas Nações Unidas”.

    A expectativa é de que os dois presidentes se reúnam em Kuala Lumpur, capital da Malásia, neste domingo.
    Agência Brasil

  • Brasil e Indonésia firmam acordos; Lula confirma candidatura em 2026

    Brasil e Indonésia firmam acordos; Lula confirma candidatura em 2026

    Presidentes prometem novos encontros para ampliar cooperação
    O Brasil e a Indonésia assinaram, na madrugada desta quinta-feira (23), uma série de memorandos e acordos de cooperação nas mais diversas áreas, durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à capital do país, Jacarta.

    Em declaração à imprensa, os presidentes dos dois países disseram ter visões e posicionamentos comuns com relação à situação em Gaza, à necessidade de reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como sobre o papel do Brics na defesa dos interesses do sul global.

    Ao confirmar que disputará as eleições presidenciais de 2026, Lula disse que novos encontros, entre ele e o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, ocorrerão para tornar a relação entre os dois países cada vez mais valorosa.

    Segundo Lula, os acordos assinados pelos dois chefes de Estado caminham nessa direção, em especial para áreas como agricultura, energia, comércio, educação, defesa, ciência e tecnologia.

    Ele lembrou que, nas últimas duas décadas, o comércio entre Brasil e Indonésia cresceu mais de três vezes, passando de US$ 2 bilhões para US$ 6,5 bilhões.Mercado de meio bilhão de pessoas
    “É quase inexplicável, para as nossas sociedades, como é que dois países importantes no mundo, como Indonésia e Brasil, com quase 500 milhões de habitantes, só tenham um comércio de US$ 6 bilhões. É pouco”, disse Lula.

    “Por isso, vamos fazer um esforço muito grande para trabalhar muito para que Indonésia e Brasil se transformem em dois parceiros fundamentais na geografia econômica do mundo”, acrescentou ao afirmar que os dois países são “nações determinadas a assumir o lugar que nos corresponde em uma ordem em profunda transformação”.

    De acordo com o Planalto, a Indonésia foi o quinto destino das exportações do agronegócio brasileiro em 2024. Segundo Lula, “são valores ainda tímidos” diante do potencial desses mercados consumidores.

    Potencial de comércio
    Em seu discurso, Prabowo disse que Brasil e Indonésia são duas forças econômicas cada vez maiores, que fortalecem o sul global. Segundo ele trata-se de uma “parceria estratégica e sinergética entre países complementares”, entre dois membros do Brics e do G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta.

    “Hoje assinamos acordos significantes”, afirmou o presidente indonésio. Segundo ele, o comércio entre os dois países tem potencial para chegar a US$ 20 bilhões nos próximos anos.

    A fim de “cultivar essa relação”, Prabowo disse que incluirá o português entre as línguas prioritárias do sistema educacional de seu país.

    Gaza, ONU e Brics
    Lula disse que, no atual cenário de acirramento do protecionismo, Brasil e Indonésia têm plenas condições de mostrar ao mundo a capacidade de defender interesses econômicos com diálogo e respeito mútuo. Acrescentou que os dois países compartilham de visões similares sobre a situação em Gaza.

    “Nossos governos estão unidos contra o genocídio em Gaza e continuarão a defender a solução de dois Estados como único caminho possível para a paz no Oriente Médio”, afirmou Lula após ter ouvido de Prabowo que os dois países têm “comportamentos semelhantes em assuntos como os dos conflitos na Palestina e na Ucrânia”.

    O presidente brasileiro reiterou seu posicionamento em defesa de uma reforma integral do Conselho de Segurança da ONU para resolver a “falta de representatividade e presente paralisia” da entidade.Ele lembrou que Brasil e Indonésia coincidem em relação à “importância crescente do Brics como plataforma de defesa dos interesses de desenvolvimento do Sul Global”.

    “Além disso, sabemos que não há desenvolvimento sustentável sem superar a fome e a pobreza. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira do G20, contou desde o início com o apoio da Indonésia”, acrescentou o Lula.

    Multilateralismo
    Segundo Lula, o atual contexto da política e da economia mostra ser cada vez mais necessário que os países discutam suas similaridades, e uma relação comercial justa “é aquela em que os dois países ganham”.

    “Indonésia e Brasil não querem uma segunda Guerra Fria. Nós queremos comércio livre. E, mais ainda: tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercialização entre nós dois ser com as nossas moedas”, acrescentou o presidente.

    Para ele, essa liberdade de os dois países poderem usar das próprias moedas nas relações comerciais é algo que já devia ter acontecido.

    “O século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivemos no século XX. Exige que a gente mude alguma forma de agir comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém”, argumentou.

    “Nós queremos multilateralismo e não unilateralismo. Nós queremos democracia comercial e não protecionismo. Nós queremos crescer, gerar empregos. Emprego de qualidade, porque é para isso que fomos eleitos para representar o nosso povo”, completou.

    Defesa, energia, mineração
    Os dois presidentes manifestaram otimismo com relação às oportunidades comerciais, em especial no setor de defesa. “O Brasil possui sólida base industrial militar e está disposto a contribuir para as necessidades estratégicas da Indonésia, em particular de sua Força Área”, disse Lula.

    “Na área de energia, dialogamos as experiências de gestão soberana de minerais críticos, que são essenciais na transição energética. A cooperação na área de mineração poderá avançar com maior institucionalidade no âmbito do memorando que nossos ministros de Minas e Energia assinaram”, acrescentou.

    Eleições
    Durante o discurso, Lula afirmou que se candidatará a um quarto mandato presidencial, e que, caso seja eleito, trabalhará para potencializar ainda mais as relações entre os dois países.

    “Vou disputar um quarto mandato no Brasil. Digo isso porque ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas eu estou preparado para disputar outras eleições e tentar fazer com que a relação entre Indonésia e Brasil seja por demais valorosa”.

    Agência Brasil

  • Coroa imperial roubada do Louvre é encontrada danificada em rua próxima ao museu

    Coroa imperial roubada do Louvre é encontrada danificada em rua próxima ao museu

    Uma das joias roubadas do Museu do Louvre, em Paris, foi encontrada danificada em uma rua próxima ao local, informou nesta segunda-feira (20) o Ministério Público da França. Trata-se da coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.

     

    A peça é uma das nove joias levadas durante o assalto cinematográfico ocorrido na manhã de domingo (19), quando criminosos invadiram o museu e roubaram parte do acervo da Galeria de Apolo, setor que abriga tesouros históricos da realeza francesa. O item foi localizado danificado, o que indica que pode ter sido descartado durante a fuga dos criminosos.

     

    Com a recuperação da coroa, a polícia francesa ampliou as investigações e tenta rastrear a rota dos suspeitos, que fugiram em motocicletas após invadirem o museu pela fachada voltada para o Rio Sena, usando um guindaste acoplado a um caminhão.

     

    Entre os itens que permanecem desaparecidos, estão uma coroa com safiras e quase 2 mil diamantes; um colar com oito safiras do Sri Lanka e mais de 600 diamantes, pertencente à rainha consorte Maria Amélia; um conjunto de colar e brincos da imperatriz Maria Luisa, segunda esposa de Napoleão Bonaparte, com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes; um broche com 2.634 diamantes da imperatriz Eugênia, adquirido pelo museu em 2008 por € 6,72 milhões (cerca de R$ 42,2 milhões).

     

    O diamante Regent, de 140 quilates e avaliado em US$ 60 milhões (R$ 377 milhões), considerado o item mais valioso da coleção, não foi levado.

     

    De acordo com a promotora de Paris, Laure Beccuau, as equipes de investigação estão analisando imagens de câmeras de segurança e entrevistando funcionários do museu. Há suspeita de que trabalhadores internos possam ter colaborado com o grupo criminoso, que utilizava coletes amarelos para se disfarçar como prestadores de serviço.

     

    “Todas as hipóteses estão sendo consideradas. Uma das linhas de investigação é que o roubo tenha sido encomendado por um colecionador”, disse Beccuau.

     

    O envolvimento do crime organizado também é avaliado. A polícia acredita que as joias podem ser usadas em operações de lavagem de dinheiro ou revendidas em circuitos ilegais internacionais. “Hoje em dia, tudo pode estar ligado ao narcotráfico, dadas as somas significativas obtidas com o comércio ilegal”, completou a promotora.

    Bahia Notícias
  • Lula parabeniza presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz

    Lula parabeniza presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz

    Paz é senador pelo Partido Democrata Cristão (PDC), de centro-direita

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, pela vitória nas urnas neste domingo (19). Em publicação nas redes sociais, nesta segunda-feira (20), Lula contou que encaminhou uma carta ao boliviano, que é senador pelo Partido Democrata Cristão (PDC), de centro-direita.

    “Na carta, reitero a prioridade do governo brasileiro no relacionamento com a Bolívia, com a qual compartilhamos extensa fronteira, mas também uma relação de amizade e respeito”, escreveu Lula.

    Lula destacou que o presidente eleito pode contar com o compromisso do governo brasileiro de seguir trabalhando em benefício das relações bilaterais e de cooperação em temas de interesse mútuo. “A Bolívia é parceira fundamental do Brasil na construção de uma América do Sul mais integrada, justa e solidária”, acrescentou.

    Lula afirmou ainda que a conclusão do processo eleitoral “em clima de tranquilidade e harmonia” demonstra o compromisso da sociedade boliviana com a democracia, “que deve seguir norteando toda a nossa região”.

    Em meio a uma crise econômica, a vitória de Paz sob seu rival conservador Jorge “Tuto” Quiroga marca o fim de quase duas décadas de governos do Movimento ao Socialismo (MAS), que contava com o apoio da maioria indígena do país. No entanto, o PDC não conseguiu obter a maioria legislativa, o que vai obrigar o novo presidente a firmar alianças para governar.

    A plataforma aparentemente moderada de Paz, que promete manter programas sociais e promover o crescimento do setor privado, parece ter repercutido entre os eleitores de esquerda desiludidos com o MAS, fundado por Evo Morales, mas cautelosos com as medidas de austeridade de Quiroga.

    O novo presidente tomará posse em 8 de novembro.

    Agência Brasil

  • Roubo no Louvre atinge a histórica Galeria de Apolo, símbolo do classicismo francês

    Roubo no Louvre atinge a histórica Galeria de Apolo, símbolo do classicismo francês

    A Galeria de Apolo, cenário do roubo de joias ocorrido neste domingo (19) no Museu do Louvre, é um dos espaços mais emblemáticos e luxuosos do museu parisiense. Considerada uma obra-prima do classicismo francês, a galeria abriga peças que sobreviveram à monarquia e são classificadas como tesouros nacionais, incluindo os lendários Diamantes da Coroa.

    O espaço, projetado pelo arquiteto Louis Le Vau e decorado pelo pintor Charles Le Brun, foi a primeira construção a representar o rei francês associado ao deus grego Apolo, símbolo do sol e das artes. Seu teto abobadado, adornado com pinturas mitológicas, culmina na obra “Apolo Matando a Serpente Píton”, de Eugène Delacroix, concluída em 1850 — um ícone do romantismo francês. O projeto também serviu de modelo para a Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes.

    Entre as joias mais icônicas expostas estão o diamante Regent, de 140 quilates — considerado um dos mais perfeitos do mundo e usado por Napoleão Bonaparte e pelo rei Luís XV —, além do Sancy, do Hortensia e do espinélio Côte de Bretagne, que pertenceu à rainha Ana da Bretanha.

    A galeria passou por uma ampla renovação em 2019, quando o Louvre criou três novas vitrines para exibir os 23 Diamantes da Coroa em um único espaço, divididos em três grupos:

    Joias anteriores à Revolução Francesa, como o Regent e o Sancy;

    Peças do Primeiro Império, da Restauração e da Monarquia de Julho;

    Adornos do Segundo Império, incluindo as joias da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III.

    O roubo

    O assalto ocorreu por volta das 9h30 (horário local), no momento em que o museu abria ao público. Segundo o Ministério Público de Paris, uma investigação foi aberta por “roubo qualificado e organização criminosa”.

    De acordo com o jornal Le Parisien, os assaltantes — encapuzados e armados com pequenas motosserras — teriam acessado o museu pelo cais do Sena, aproveitando obras em andamento na área. Usando um elevador de carga, eles chegaram diretamente à Galeria de Apolo, quebraram vitrines e levaram várias joias antes de fugir em uma motocicleta scooter em direção à rodovia A6.

    Ainda segundo o jornal, uma das joias roubadas, a coroa da imperatriz Eugênia, foi encontrada do lado de fora do museu, parcialmente danificada. O Louvre informou que permanecerá fechado neste domingo “por motivos excepcionais”, enquanto as autoridades francesas prosseguem com as investigações.

    Leia mais: Vai virar filme: Roubo de joias no Louvre mobiliza polícia e fecha o museu em Paris

  • Israel bombardeia Rafah após ataque contra tropas; Hamas nega envolvimento

    Israel bombardeia Rafah após ataque contra tropas; Hamas nega envolvimento

    O Exército de Israel confirmou neste domingo (19) ter realizado bombardeios na área de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em resposta ao disparo de um míssil antitanque e tiros contra tropas israelenses. A região está sob controle militar de Israel desde a ampliação da ofensiva no enclave palestino.

    “Em resposta, o Exército começou a bombardear a área para eliminar a ameaça e desmantelar alçapões de túneis e estruturas militares usadas para atividades terroristas”, informou o porta-voz militar israelense em comunicado.

    Testemunhas palestinas relataram à agência AFP que os confrontos começaram em uma parte da cidade de Rafah e foram seguidos por dois ataques aéreos.

    A ação ocorre nove dias após o início de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou “ações vigorosas contra alvos terroristas” em Gaza, após o que classificou como uma violação da trégua pelo grupo palestino. O gabinete do premiê afirmou que ele se reuniu com o ministro da Defesa e chefes de segurança para discutir as medidas militares.

    Hamas nega envolvimento

    O Hamas negou ter participado de qualquer ataque em Rafah e declarou não ter conhecimento de confrontos na região. “Reafirmamos nosso total compromisso com o cessar-fogo em todas as áreas da Faixa de Gaza”, afirmaram as Brigadas Ezzedine Al-Qassam, braço armado do grupo, em comunicado.

    Segundo uma fonte do Hamas citada pela AFP, os combates em Rafah teriam começado após uma operação interna do grupo contra uma milícia rival, as chamadas “Forças Populares”, lideradas por Yasser Abu Shabab. A mesma fonte afirmou que tropas israelenses teriam intervido em apoio a Shabab, o que resultou em intenso fogo cruzado e na destruição de uma escavadeira israelense.

    No sábado, os Estados Unidos alertaram que tinham “informações confiáveis” sobre uma possível violação do cessar-fogo por parte do Hamas, em um ataque planejado contra civis palestinos. O grupo rejeitou a acusação, afirmando que Israel estaria apoiando milícias locais responsáveis por “assassinatos, sequestros e roubos de ajuda humanitária”.

    Pressão interna em Israel

    O episódio reacendeu pressões dentro do governo israelense por uma retomada total da ofensiva militar na Faixa de Gaza. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir — conhecido por sua postura ultranacionalista —, pediu ao primeiro-ministro que ordene “combates com força total”.

    “As falsas suposições de que o Hamas cumprirá o acordo estão se mostrando perigosas para nossa segurança, como esperado”, afirmou Ben Gvir em publicação na rede X.

    Israel e o Hamas vivem um cessar-fogo frágil desde o início de outubro, após meses de intensos combates. A escalada em Rafah, segundo analistas, pode representar o fim da trégua e reacender uma nova fase da guerra.

  • Vai virar filme: Roubo de joias no Louvre mobiliza polícia e fecha o museu em Paris

    Vai virar filme: Roubo de joias no Louvre mobiliza polícia e fecha o museu em Paris

    Paris — 19 de outubro de 2025

    Um assalto digno das telas do cinema. Um grupo de criminosos invadiu o Museu do Louvre, em Paris, na manhã deste domingo (19), e roubou ao menos nove peças de joalheria da coleção de Napoleão e da imperatriz Josefina. O assalto, que durou cerca de sete minutos, levou o museu mais visitado do mundo a fechar suas portas por “motivos excepcionais”, segundo comunicado publicado na rede X. A ideia está lançada. Certamente, o roubo cinematográfico vai tomar as telonas diante da ousadia dos bandidos.

    De acordo com informações apuradas pela agência AFP, o crime ocorreu entre 9h30 e 9h40 no horário local (4h30 em Brasília). Os ladrões, ainda não identificados, chegaram em scooters e utilizaram um elevador de carga para acessar a sala onde as joias estavam expostas. Fontes policiais relataram que o grupo estava armado com pequenas motosserras.

    Segundo a imprensa francesa, três ou quatro homens mascarados invadiram o edifício pela lateral sudeste, voltada para o rio Sena, usando uma escada extensível para alcançar um dos andares superiores e entrar pela janela da Galeria Apolo. O Ministério do Interior informou que os criminosos fugiram rapidamente com as joias, cujos valores são considerados incalculáveis tanto histórica quanto culturalmente.

    Entre as peças levadas estão um colar, um broche e uma tiara. O jornal Le Parisien, citando uma fonte interna do museu, afirmou que o diamante mais valioso da coleção — o Regent, de 140 quilates, montado em uma espada usada por Napoleão na coroação de 1804 — não foi roubado.

    A ministra da Cultura francesa, Rachida Dati, confirmou o roubo em sua conta no X. “O assalto ocorreu durante a abertura do Louvre. Estou no local com a equipe do museu e a polícia. As investigações estão em andamento”, declarou.

    Fotos: Getty Images

    O Escritório do Procurador Público de Paris abriu investigação por “furto organizado e conspiração criminosa”, com apoio de uma unidade especializada no combate ao tráfico de bens culturais. O valor total das perdas e a extensão dos danos ainda estão sendo avaliados.

    Imagens publicadas nas redes sociais mostram visitantes e funcionários dentro do museu após o fechamento repentino. Do lado de fora, os portões foram trancados e o acesso à área do Louvre, incluindo a via às margens do Sena, foi isolado pela polícia.

    O Louvre recebeu quase 9 milhões de visitantes em 2024, 80% deles estrangeiros. No início deste ano, o presidente Emmanuel Macron havia anunciado uma grande reforma para reduzir a superlotação no local, descrita pelo diretor do museu como uma “provação física” para o público.

  • ONU diz que 560 toneladas de alimentos entram por dia em Gaza

    ONU diz que 560 toneladas de alimentos entram por dia em Gaza

    Para aliviar crise, mais veículos de ajuda são necessários
    O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU) disse hoje (17) que levou cerca de 560 toneladas de alimentos por dia, em média, para Gaza desde que o cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor, mas isso ainda está aquém da escala de necessidade no enclave.

    Com as condições de fome presentes em algumas partes de Gaza, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou, na quarta-feira (15), que milhares de veículos de ajuda teriam agora que entrar em Gaza semanalmente para aliviar a crise.

    “Ainda estamos abaixo do que precisamos, mas estamos chegando lá… O cessar-fogo abriu uma estreita janela de oportunidade, e o PMA está agindo com muita rapidez e agilidade para aumentar a assistência alimentar”, declarou, em Genebra, a porta-voz do PMA, Abeer Etefa.

    O PMA disse que não havia iniciado as distribuições alimentos na Cidade de Gaza, apontando para o fechamento contínuo de duas passagens de fronteira – Zikim e Erez – com Israel no norte do enclave, onde a crise humanitária é mais aguda.

    Desafio a ser vencido
    “O acesso à Cidade de Gaza e ao norte da Faixa de Gaza é extremamente desafiador”, disse Etefa, afirmando que os comboios de farinha de trigo e pacotes de alimentos prontos para consumo estavam com dificuldades para se deslocar pelas estradas danificadas ou bloqueadas do sul do território devastado pela guerra.

    Embora pequenas quantidades de produtos nutricionais tenham chegado ao norte, os comboios de ajuda humanitária ainda não conseguiram transportar quantidades significativas de alimentos para lá, bem como para outras áreas.

    “Recebemos 57 caminhões ontem (16) – no sul e no centro de Gaza. Consideramos isso um avanço, mas ainda não estamos no nível de cerca de 80 a 100 caminhões por dia”, finalizou Etefa.
    Agência Brasil

  • Igreja Católica é lenta para ajudar vítimas de abuso, diz comissão

    Igreja Católica é lenta para ajudar vítimas de abuso, diz comissão

    Relatório diz que pedidos de informação nem sempre são respondidos

    A Comissão de Proteção à Criança do Vaticano critica os líderes católicos graduados em relatório anual divulgado nesta quinta-feira (16) por não agirem com rapidez suficiente para ajudar as vítimas de abuso sexual por parte do clero e para implementar novos esforços de proteção em todo o mundo.

    Durante décadas, a Igreja de 1,4 bilhão de membros foi abalada por escândalos em todo o mundo envolvendo abuso e acobertamento, prejudicando sua credibilidade e custando centenas de milhões de dólares em acordos.

    O novo relatório faz críticas aos líderes da Igreja por não fornecerem informações às vítimas sobre como suas denúncias de abuso estão sendo tratadas, ou se os bispos negligentes foram punidos.

    Também diz que os pedidos de informação da própria comissão sobre os protocolos de proteção nem sempre foram respondidos e que a Igreja não forneceu todos os detalhes.

    “Em muitos casos, as vítimas relatam que a Igreja respondeu com acordos vazios, gestos performativos e uma recusa persistente de se envolver com as vítimas de boa fé”, afirma o relatório.

    Comissão

    A comissão do Vaticano, criada pelo papa Francisco em 2014, foi abalada pela renúncia de vários de seus membros ao longo dos anos e só publicou o primeiro relatório anual no ano passado.

    O novo relatório, com 103 páginas, é o texto mais substancial da comissão até o momento e frequentemente critica a liderança da Igreja, sem citar nomes de pessoas.

    Seu assunto principal é a questão das reparações para as vítimas de abuso, mas também avalia os esforços de proteção da Igreja em 22 países e em alto departamento do Vaticano.

    O departamento pesquisado é o Dicastério para a Evangelização, uma operação ampla que é responsável por supervisionar as operações da Igreja na maioria das nações em desenvolvimento.

    O relatório afirma que o dicastério tem apenas um funcionário encarregado de lidar com questões de proteção. Também diz que a falta de clareza na distribuição do trabalho, em casos de abuso, com outros departamentos do Vaticano “pode criar confusão e atrasos no início das investigações e no tratamento das queixas”.

    Entre os países avaliados pelo novo relatório está a Itália, há muito tempo um reduto católico que tem demorado a lidar com o abuso por parte do clero.

    O relatório critica os bispos do país por não trabalharem de perto com a comissão do Vaticano, dizendo que um questionário sobre práticas de proteção enviado pelo grupo a todas as 226 dioceses católicas da Itália só foi respondido por 81 delas.

    A Coreia do Sul, outro país avaliado, teve 100% de participação.

    A comissão antiabuso é a primeira do gênero na Igreja Católica. Francisco, que morreu em abril, fez do combate ao abuso por parte do clero uma prioridade de seu papado de 12 anos, com resultados mistos.

    O papa Leão XIV, eleito em maio para substituir Francisco, reuniu-se várias vezes com os membros da comissão e nomeou um novo presidente para o grupo, um arcebispo francês, em julho.

    Uma das principais reformas de Francisco foi a criação de um sistema global para os católicos denunciarem suspeitas de abuso ou acobertamento por parte dos bispos. Os sobreviventes e defensores das vítimas pediram mais ações, incluindo uma política global de tolerância zero para padres acusados de abuso.

    O relatório desta quinta-feira critica o Vaticano pela falta de transparência sobre quando os bispos são removidos do cargo por questões relacionadas a abuso ou acobertamento.

    O Vaticano raramente divulga as razões para a remoção de um bispo, mesmo em casos envolvendo abuso, preferindo dizer simplesmente que o papa aceitou a renúncia do bispo.

    “A falta de responsabilidade dos líderes da Igreja foi uma questão frequentemente levantada pelas vítimas”, diz o relatório.

    “A comissão enfatiza a importância de comunicar publicamente os motivos da renúncia e/ou remoção, quando a decisão estiver relacionada a casos de abuso ou negligência.”

    Agência Brasil

  • Israel começa a libertar presos palestinos

    Israel começa a libertar presos palestinos

    Hamas ratifica acordo intermediado por EUA e países árabes

    Israel começou a libertar, nesta segunda-feira (13), quase dois mil palestinos que estavam presos, conforme previsto no acordo de cessar fogo com o movimento de resistência islâmica Hamas.

    Pelo acordo, Israel deveria libertar 250 palestinos condenados por assassinato e outros crimes graves, bem como 1.700 palestinos detidos em Gaza desde o início da guerra. Também estava prevista a libertação de 22 menores palestinos, além dos corpos de 360 militantes.

    Segundo o Hamas, 154 prisioneiros foram deportados para o Egito. De acordo com a agência de notícias Reuters, os libertados não incluem comandantes graduados do Hamas ou algumas das figuras mais proeminentes de outras facções – situação que acabou resultando em críticas de parentes de alguns desses detidos.

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    Chegada
    Parte dos libertados chegou de ônibus na Cisjordânia e em Gaza, após o Hamas ter libertado os últimos 20 reféns vivos levados durante os ataques de 7 de outubro de 2023.

    Segundo a Reuters, durante a chegada os prisioneiros libertados chegaram em ônibus, alguns deles posando nas janelas, exibindo cartazes V de Vitória. Na sequência, foram encaminhados para fazer exames médicos.

    Hamas
    Em nota, o Hamas informou ter feito “todos os esforços para preservar a vida dos prisioneiros da ocupação”, enquanto, no caso dos prisioneiros palestinos, eles teriam sido “submetidos a todas as formas de violações, incluindo abusos, tortura e assassinatos”.

    O Hamas, no entanto, reafirmou seu compromisso com o cumprimento das obrigações previstas no acordo intermediado pelos Estados Unidos e países árabes.

    “A libertação de nossos prisioneiros, incluindo aqueles que cumprem penas de prisão perpétua e de alta pena, é fruto do heroísmo e da firmeza do povo em Gaza e de sua valente resistência”, diz a nota assinada pelo Hamas.

    Ainda segundo a nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu exército “não conseguiram libertar seus prisioneiros à força e foram forçados a se submeter aos termos da resistência, que confirmavam que o retorno de seus soldados capturados só poderia ser alcançado por meio de um acordo de troca e do fim da guerra genocida”.

    Sentimentos contraditórios
    Milhares de pessoas se reuniram no Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, aguardando a chegada dos prisioneiros libertados. Identificada como Um Ahmed, uma mulher disse à agência Reuters que, apesar de sua alegria com a libertação, ela ainda tinha “sentimentos contraditórios” sobre o dia de hoje.

    “Estou feliz por nossos filhos que estão sendo libertados, mas ainda estamos sofrendo por todos aqueles que foram mortos pela ocupação e por toda a destruição que aconteceu em nossa Gaza”, disse ela.

    Tala Al-Barghouti, filha de Abdallah Al-Barghouti, militante do Hamas condenado a 67 sentenças de prisão perpétua em 2004, disse que o acordo deixou “uma dor profunda e perguntas que não terão fim”. Seu pai estaria entre os que ainda não teriam sido libertados por Israel.

    Ele foi preso por seu envolvimento em ataques suicidas em 2001 e 2002, que mataram dezenas de israelenses. Segundo Tala, o acordo “sacrificou aqueles que desempenharam o maior papel na resistência e encerrou as esperanças de sua libertação”.
    Agência Brasil