Categoria: Mundo

  • Secretária equatoriana admite que o sistema de inteligência falhou

    Secretária equatoriana admite que o sistema de inteligência falhou

    A ausência de um sistema de inteligência efetivo e de estrutura reforçada das polícias levou o Equador à onda de violência que assusta a população. Esta é a avaliação da secretária de Segurança de Quito, Carolina Andrade.  

    Na última terça-feira (9), o país vivenciou um dia de terror. Criminosos orquestraram várias ações no país, como sequestros, explosões e até a invasão do estúdio de um telejornal que estava sendo transmitido ao vivo. As ações criminosas marcam disputa de forças entre governo e gangues do crime organizado, conflito que se arrasta há anos. O presidente Daniel Noboa decretou estado de emergência, colocando as Forças Armadas nas ruas e estabeleceu um toque de recolher noturno nacional. 

    A secretária recorda que o Equador era considerado o segundo país mais seguro da América Latina até 2017. O cenário mudou, de acordo com Carolina Andrade, após redução da participação do Estado na segurança pública, como o fim dos ministérios da Justiça e do Interior, medida adotada pelo antecessor de Noboa.  

    “Um dos graves problemas que temos neste momento é não ter um sistema de inteligência que permita a polícia e as Forças Armadas atuarem de maneira antecipada. Outra debilidade é não ter recursos para que a polícia tenha todo equipamento necessário para atuar. E outra debilidade é que houve várias mudanças institucionais, como a eliminação do Ministério da Justiça, em 2018”, disse em entrevista ao jornal Repórter Brasil, da TV Brasil.  

    Carolina Andrade defende a adoção de ações de segurança integradas e que levem em consideração a realidade de cada território do país. Noboa, que assumiu o cargo em dezembro de 2023, apresentou nesta quinta-feira (11) projetos para construção de dois presídios de segurança máxima onde ficarão os líderes das gangues, e que para o governo provocaram os ataques criminosos. 

    “É preciso uma estratégia territorial, porque o que está ocorrendo em Quito não é o mesmo que está acontecendo em regiões de fronteira, como Guayaquil e Amazônia. São zonas diferenciadas e devem ser abordadas com mais integração. Como está, ficou comprovado que não se tem os resultados esperados”, garante. 

    A secretária ressalta ainda a necessidade de implantação de ações de curto prazo, como equipar os policiais com armamentos e logística, e de longo prazo, com foco na assistência social, saúde e educação, para conter a ação dos traficantes. De acordo com Carolina Andrade, os portos equatorianos são usados, principalmente, para levar drogas à Europa. Estima-se que 30% a 50% das drogas que chegam a Turquia e Grécia saem do país sul-americano.  

    Após a terça-feira de terror, a secretária informou que as cidades estão retomando de forma gradual as atividades e movimento nas ruas. Em Quito, capital do país, o sistema de transporte está funcionando normalmente. Em outras cidades, como Guayaquil, uma das mais atingidas, os moradores ainda têm medo. “Em algumas regiões, foi preciso restringir [transporte público]. Em outras, reduziu-se o fluxo de pessoas. Não é a mesma violência que vivemos há dois, três dias, está reduzindo de maneira progressiva. Mas a população ainda tem medo de transitar pelas ruas”, afirmou. 

    Agência Brasil

  • Equador: qual poder das facções classifica como ‘organizações terroristas’

    Equador: qual poder das facções classifica como ‘organizações terroristas’

    A crise de segurança no Equador se agravou nesta semana e chegou até mesmo a ser transmitida para todo o país pela televisão: um grupo de homens armados e encapuzados invadiu na terça-feira (9/1) o estúdio da emissora TC de Guayaquil e ameaçou jornalistas e apresentadores ao vivo.

    A imagem de jornalistas e funcionários do canal com armas apontadas às suas cabeças, juntamente com o apelo do apresentador Jorge Rendón aos criminosos — que colocaram um explosivo no bolso do seu casaco — reforçaram ainda mais uma situação que vinha se deteriorando há meses.

    Na segunda-feira (8/1), o presidente do Equador, Daniel Noboa, havia declarado estado de emergência após a fuga da prisão de Adolfo Macías, conhecido como “Fito”, líder da facção “Choneros”.

    Mas depois do ataque ao canal de televisão e a onda de violência em todo o país, o presidente precisou reagir de forma mais enérgica.

    Ele anunciou na terça-feira que o Equador enfrenta “um conflito armado interno”.

    Noboa deu ordens ao Exército para neutralizar o que considera ser a causa da situação crítica de segurança: mais de 20 facções que o governo classifica como “organizações terroristas” de natureza transnacional.

    E a origem deste conflito interno está na luta travada pelas principais facções criminosas pelo controle das lucrativas rotas do tráfico de drogas que existem no Equador.

    Entre as facções estão o Los Choneros, liderados por Fito, bem como o Los Tiguerones (que se acredita serem os responsáveis pelo ataque ao canal TC em Guayaquil), o Los Lobos e o Los Lagartos.

    Mas Noboa também citou outros grupos: Águilas, ÁguilasKiller, Ak47, Caballeros Oscuros, ChoneKiller, Covicheros, Cuartel de las Feas, Cubanos, Fatales, Gánster, Kater Piler, Latin Kings, Los p.27, Los Tiburones, Mafia 18, Mafia Trébol, Patrones, e R7.

    “As facções ligadas ao tráfico de drogas reagiram para mostrar que são capazes de colocar a democracia em xeque”, diz o analista político equatoriano Andrés Chiriboga à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC).

    Uma batalha dentro da prisão

    Uma das particularidades desta luta territorial pelo controle do negócio do tráfico de drogas é que ela ocorreu a partir das prisões, de onde as facções organizam suas ações.

    Embora não seja nada inédito na América Latina, o caso equatoriano é particular.

    Um dos primeiros sinais de deterioração do sistema penitenciário do país ocorreu em 23 de fevereiro de 2021, quando 79 presos foram decapitados nas instalações da prisão regional de Guayas, localizada em Guayaquil.

    O massacre levou organizações como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a visitar as prisões do Equador e expressar preocupação.

    “Há uma corrupção sem precedentes dentro das prisões, que responde ao abandono do sistema penitenciário pelo Estado durante anos, bem como à ausência de uma política criminal abrangente, que levou ao autogoverno”, disse a CIDH em um relatório.

    O Equador é um dos países latino-americanos com os maiores índices de criminalidade.

    Entre janeiro e junho de 2023, foram registrados 3.513 assassinatos no Equador, um aumento de 58% em relação a 2022, informou a polícia.

    A agência de segurança estima que, se essa tendência continuar, a taxa de homicídios passará de 20 para 40 por 100 mil habitantes, o que tornará o país o mais violento da região.

    Toda essa violência estaria sendo financiada pelo dinheiro das drogas e gerida a partir das prisões.

    Segundo o portal especializado Insight Crime, o Equador é a “estrada da cocaína para os Estados Unidos e a Europa”.

    O Departamento de Estado dos EUA acredita que um terço da cocaína da Colômbia passa pelo Equador antes de seguir para a América do Norte e Europa.

    Essa combinação de fatores coloca o governo equatoriano sob pressão.

    Um dos momentos mais delicados da crise de violência no Equador ocorreu em 9 de agosto, quando o candidato presidencial Fernando Villavicencio foi assassinado em Quito enquanto discursava em um comício político.

    Conheça abaixo como operam quatro das facções mais importantes do Equador.

    Los Choneros

    A facção Los Choneros ganhou as manchetes da imprensa internacional nesta semana quando seu líder, conhecido como Fito, escapou da principal prisão do país.

    Ela chegou a ser a organização criminosa mais importante do Equador e, em seu auge, possuía entre 12 mil e 20 mil membros.

    Los Choneros nasceu na década de 1990 na cidade de Chone, na província costeira de Manabí; de lá, a facção se espalhou para Manta e outras cidades nas costas do Pacífico.

    Originalmente, as autoridades classificavam o grupo como um braço armado de um cartel colombiano, que procurava controlar as rotas de tráfico para o México e os Estados Unidos pelo mar.

    Mas o Los Choneros também teria ligações com dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a quem ajudaria a transportar cocaína da Colômbia, segundo a imprensa equatoriana.

    Nos últimos anos, a facção teria se associado a organizações criminosas mexicanas.

    “A megagangue Choneros está ligada ao cartel de Sinaloa”, disse o coronel Mario Pazmiño, ex-diretor da inteligência militar equatoriana e agora analista de segurança e defesa, à imprensa espanhola em 2021.

    Com o passar do tempo, a organização também passou a controlar várias prisões, onde os seus membros não só praticavam o tráfico de drogas, mas também extorquiam reclusos e orquestravam sequestros, informou o InsigthCrime.

    As autoridades estimam que as operações ilegais realizadas nas prisões rendem lucros de cerca de US$ 120 milhões (R$ 600 milhões) por ano.

    Outras investigações jornalísticas apontam que organizações criminosas como a máfia albanesa também operam no Equador e que têm ou tiveram ligações com Los Choneros.

    No entanto, a morte e a captura de vários dos seus dirigentes, bem como as divisões causadas pelas disputas pela sucessão, enfraqueceram a facção nos últimos anos, e os seus rivais se aproveitaram dessa situação.

    Los Lobos

    Los Lobos é considerada a segunda maior facção do país, com cerca de 8 mil membros, e também esteve envolvida em várias rebeliões prisionais que em 2022 deixaram mais de 400 mortos no país, informou o InsightCrime.

    O grupo nasceu como uma dissidência dos Los Choneros, que até pouco tempo atrás era considerado o grupo criminoso mais importante do país sul-americano, dizem os meios de comunicação especializados no estudo da violência criminal na região.

    Embora originalmente sua área de ação estivesse limitada às áreas montanhosas e de selva do sul do Equador, Los Lobos começou a se expandir até chegar ao litoral de Guayaquil.

    Seu chefe, Fabricio Colón Pico, conhecido como “El Salvaje” (O Selvagem, em tradução livre), também escapou da prisão nesta semana, aproveitando as rebeliões ocorridas em pelo menos seis penitenciárias após a fuga do líder de Los Choneros.

    Desde 2016, Los Lobos e seus aliados fornecem armas e segurança ao cartel mexicano Jalisco Nueva Generación, que controla parte das rotas de cocaína no Equador, informou o site de jornalismo investigativo equatoriano Code Vidrio.

    No entanto, o InsightCrime garante que essa facção, juntamente com os Chone Killers e Los Tiguerones, teria formado outra organização chamada Nueva Generación, responsável por vários ataques contra líderes e territórios controlados por Los Choneros.

    Embora a facilitação do tráfico de drogas e a extorsão nas prisões sejam as suas principais atividades, nos últimos anos eles encontraram outra fonte de renda: a extração ilegal de ouro.

    A imprensa local afirma que o Los Lobos cobra um imposto de 10% aos mineiros que operam ilegalmente em zonas como a província selva de Imbabura, no norte do país.

    Eles também estão ligados à 48ª Frente, grupo dissidente das desmobilizadas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

    Los Lagartos

    Segundo informações da InsightCrime, a facção Los Lagartos, nascida nas prisões de Guayaquil, opera há pelo menos dez anos, assassinando membros e líderes de outras organizações maiores.

    Porém, em algum momento, a facção começou a disputar território com Los Choneros e enfrentá-lo.

    Crimes notórios como o assassinato do ator e apresentador de televisão Efraín Ruales, ocorrido em 2021, são atribuídos a Los Lagartos.

    Ruales foi executado quando voltava para casa da academia. Em seu programa, ele havia noticiado casos de corrupção.

    A facção hoje estaria presente nos 35 presídios do país e seria mais uma das responsáveis pelos tumultos sangrentos ocorridos nos últimos anos.

    Apesar de todas as medidas adotadas pelas autoridades, a ascensão das megagangues criminosas equatorianas parece não ter fim, e há quem afirme que esses grupos em breve se tornarão cartéis.

    “Los Choneros, Los Lobos e mesmo outras organizações menores, como Los Tiguerones e os Chone Killers, já não são apenas forças armadas encarregadas de proteger os embarques de drogas, mas prestam serviço aos grandes cartéis mexicanos e dos Balcãs (especialmente os albaneses). Eles já controlam as rotas internas desde as fronteiras até os portos”, declarou um funcionário equatoriano que investiga a evolução desses grupos criminosos ao site de notícias Primicias.

    A localização do Equador, entre a Colômbia e o Peru, dois dos maiores produtores mundiais de cocaína, juntamente com fatores como a fraqueza institucional e as desigualdades econômicas, transformaram o país num terreno fértil para o crime organizado.

    Los Tiguerones

    Parte da imprensa equatoriana informou que membros da facção Los Tiguerones foram os responsáveis pelo ataque ao canal TC em Guayaquil nesta terça-feira. Mas as autoridades não confirmaram essas alegações.

    A facção se tornou uma das principais responsáveis pela violência no meio desta luta pelo controle territorial do tráfico de drogas no Equador.

    Segundo as autoridades, Los Tiguerones é uma cisão dos Choneros e tem uma relação profunda com o cartel mexicano Jalisco Nueva Generación.

    Seu principal rival é a facção Gánster Negros, também mencionada pelo presidente Noboa.

    Sua principal área de atuação é a cidade de Esmeraldas, na costa equatoriana, onde tenta manter o controle dos envios de drogas para o México e os Estados Unidos.

    O governo do Equador observou num relatório recente que Los Tiguerones “conseguiu penetrar em instituições do Estado como o Conselho Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Nacional, as Forças Armadas e os Governos Autônomos Descentralizados. O seu alcance foi evidenciado por um jogador de futebol pertencente ao Barcelona Sporting Club que, segundo as investigações, foi quem recebeu informações para coordenar vários assassinos”.

    A facção é comandada por William Jofre Alcívar Bautista, conhecido pelo apelido Willy, que trabalhou durante muitos anos como agente penitenciário.

    G1

  • Equador vive dia de terror nas mãos do crime organizado

    Equador vive dia de terror nas mãos do crime organizado

    Esta terça-feira (9) foi de terror no Equador. Criminosos orquestraram várias ações no país, como sequestros, explosões e até a invasão de um telejornal. As ações criminosas de hoje marcam uma disputa de forças entre governo e o crime organizado.

    Pelo menos quatro policiais equatorianos foram sequestrados por criminosos, informou a polícia nesta terça-feira, e explosões ocorreram em várias cidades, um dia após o presidente Daniel Noboa ter declarado estado de emergência.

    Três policiais que trabalhavam no turno da noite foram levados de sua delegacia na cidade de Machala, no sul do país, enquanto um quarto policial desaparecido foi levado por três criminosos em Quito. “Nossas unidades especializadas estão ativas com o objetivo de localizar nossos colegas e prosseguir com a captura dos criminosos”, disse a polícia. “Esses atos não permanecerão impunes.”

    Também circulam nas redes sociais imagens de homens armados mantendo reféns sob a mira de metralhadoras.

    As explosões, inclusive em uma ponte para pedestres em Quito, não causaram feridos, mas a autoridade municipal da capital pediu em uma declaração o reforço da segurança em meio à crise “sem precedentes”.

    Estado de emergência

    Noboa declarou o estado de emergência de 60 dias na segunda-feira (8), permitindo patrulhas militares, inclusive nas prisões, e estabelecendo um toque de recolher noturno nacional.

    A medida foi uma resposta ao desaparecimento de Adolfo Macias, líder da gangue criminosa Los Choneros, da prisão onde cumpria pena de 34 anos, e a incidentes em seis prisões, incluindo sequestros de agentes penitenciários.

    A polícia e os promotores deram poucas informações sobre o desaparecimento de Macias.

    Telejornal

    Outra ação, a que mais repercutiu fora do país, foi a invasão de homens armados a um estúdio de TV na cidade de Guayaquil. Nas imagens, os homens armados com pistolas, espingardas e granadas caseiras são vistos agredindo trabalhadores e a obrigando-os a permanecerem no chão, exigindo que pedissem a saída da polícia que chegou ao local.

    As imagens mostravam ainda alguns dos homens encapuzados e outros com o rosto descoberto, se gravando com telefones celulares, enquanto faziam sinais com as mãos, sinais característicos de grupos ligados ao tráfico de drogas.

    Horas depois, foram divulgadas imagens da polícia entrando no estúdio e rendendo os homens.

    Noboa tem dito que não negociará com “terroristas” e o governo atribuiu os recentes incidentes de violência nas prisões ao plano de Noboa de construir uma nova prisão de alta segurança e transferir líderes de gangues presos.

    Entre os episódios recentes de violência no país, está o assassinato de Fernando Villavicencio em 9 de agosto do ano passado. Ele era candidato à presidência do Equador, no pleito que se realizaria semanas depois.

    Itamaraty

    Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que está acompanhando “com preocupação” o ocorrido no Equador.

    “O governo brasileiro acompanha com preocupação e condena as ações de violência conduzidas por grupos criminosos organizados em diversas cidades no Equador. Manifesta também solidariedade ao governo e ao povo equatorianos diante dos ataques. O governo segue atento, em particular, à situação dos cidadãos brasileiros naquele país. O plantão consular do Itamaraty pode ser contatado no número +55 61 98260-0610 (inclusive WhatsApp).”

    Agência Brasil

  • Por que Equador declarou estado de emergência após fuga de líder de facção

    Por que Equador declarou estado de emergência após fuga de líder de facção

    Em meio a uma onda de violência generalizada em presídios, o presidente do Equador, Daniel Noboa, decidiu decretar estado de emergência por 60 dias.

    No domingo (7), foi noticiado o “desaparecimento” do líder dos Los Choneros, uma das facções criminosas mais temidas do país, da prisão onde cumpria uma pena de 34 anos.

    A isso se somaram, na manhã desta segunda-feira (8/1), motins em pelo menos seis penitenciárias, com vários relatos de guardas feitos reféns.

    Em resposta, Noboa, que foi empossado como presidente em novembro sob a promessa de restaurar a segurança no país, disse por meio das redes sociais: “Não vamos negociar com terroristas”.

    “Esses grupos narcoterroristas pretendem nos intimidar e acreditam que cederemos às suas exigências. Dei ordens claras e precisas aos comandantes militares e policiais para intervirem no controle das prisões”, disse ele.

    Com a decisão de Noboa, a polícia terá o apoio das forças militares para manutenção da ordem e da segurança, inclusive dentro das prisões.

    Além disso, foi imposto um toque de recolher entre 23h e 5h para todas as cidades.

    Fuga de ‘Fito’

    Antes da declaração do estado de emergência, o presidente havia anunciado a mobilização de pelo menos 3 mil agentes da polícia e das Forças Armadas para recapturar Adolfo Macías, conhecido como “Fito” — o líder dos Los Choneros.

    Macías foi condenado a 34 anos de prisão em 2011.

    Desde que foi preso, ele se tornou um dos protagonistas de episódios de violência nas penitenciárias do Equador.

    Segundo o jornal equatoriano Expreso, quando Macías soube que as facções de Los Lobos e Los Tiguerones haviam planejado um ataque contra ele, organizou o que ficou conhecido como o incidente mais violento já registrado no sistema prisional do Equador: a execução de 79 presos em diferentes prisões do país, em 2021.

    O ministro de comunicação do Equador, Roberto Izurieta, disse que o governo planejava transferir Macías para um presídio de segurança máxima e, por causa disso, o traficante decidiu fugir.

    Fito é suspeito de ter tramado o assassinato no ano passado do candidato à presidência do Equador Fernando Villavicencio, a quem havia enviado ameaças de morte.

    A polícia disse que registrou seu desaparecimento da prisão na manhã de domingo (7/1) e não conseguiu verificar seu paradeiro.

    Fito frequentemente desafia as autoridades — recentemente, lançou um videoclipe em que glorifica suas façanhas criminosas.

    A gravação foi feita parcialmente dentro da prisão.

    O vídeo mostra a dupla Mariachi Bravo cantando ao lado da filha de Fito, conhecida como Rainha Michelle, e elogiando-o como “homem de honra”.

    “Tiro o chapéu para você, Fito, meu pai”, canta Michelle, afirmando que “em suas veias corre bom sangue”.

    O vídeo também mostra Fito acariciando um galo de rinha e conversando com outros presidiários.

    O fato de as imagens terem sido gravadas dentro da prisão sugere que o traficante tem acesso a dispositivos eletrônicos, uma violação da lei equatoriana.

    Ainda não está claro se Fito conseguiu sair do complexo penitenciário ou se está escondido em algum lugar em seu interior.

    Um comandante da polícia disse que “não confirma nem nega” se houve mesmo uma fuga.

    Ele disse que centenas de agentes estão vasculhando a prisão.

    Essa não é a primeira fuga de Fito da prisão.

    Em 2013, ele e outros 17 presos escaparam de La Roca e fugiram em barcos no rio Daule, ao lado do complexo penitenciário.

    Quatro meses depois, Fito foi capturado junto de seu irmão, também membro dos Los Choneros, na casa da mãe deles, na cidade de Manta.

    Crise penitenciária

    Governos anteriores do Equador também declararam estado de emergência visando resolver a crise do sistema penitenciário, mas sem sucesso.

    Em agosto de 2023, o então presidente Guillermo Lasso ordenou a transferência de Macías para o Centro Penitenciário La Roca, medida que foi revertida algumas semanas depois por um juiz.

    O plano de segurança de Noboa inclui a criação de uma nova unidade de inteligência, armas táticas para aplicação da lei e segurança e um plano para manter temporariamente prisioneiros perigosos em navios-prisão.

    Desde 2021, mais de 400 mortes foram registradas nas prisões do Equador devido a confrontos entre facções rivais.

    G1

    • Líbano: ataque israelense mata comandante de equipe especial do Hezbollah

      Líbano: ataque israelense mata comandante de equipe especial do Hezbollah

      Um ataque israelense matou nesta segunda-feira (8) um comandante da Força Radwan, um grupo de elite do Hezbollah, no Líbano, confirmou o grupo.

      Wissam al-Tawil estava com outro combatente dentro de seu carro quando foi atingido na cidade de Majdal Selm, no sul do Líbano, disseram fontes de segurança para a agência de notícias Reuters.

      Segundo o Hezbollah, 130 combatentes já morreram desde o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro.

      O secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, alertou Israel em dois discursos durante a última semana para não lançar uma guerra em grande escala contra o Líbano.

      “Quem pensa em guerra conosco irá se arrepender”, disse ele.

      Ação de Israel na Faixa de Gaza

      Há mais de um mês, Israel avança pelo território palestino na Faixa de Gaza. Nesta segunda, combates próximos do principal hospital na região central de Gaza fizeram com que médicos, pacientes e pessoas refugiadas fugissem da região.
      Omar al-Darawi, funcionário do hospital, disse que o hospital foi atingido diversas vezes nos últimos dias e que os pacientes foram concentrados em um andar para que os demais médicos possam atendê-los com mais facilidade.
      Israel diz que concluiu em grande parte grandes operações no norte de Gaza e agora está se concentrando na região central e na cidade de Khan Younis, no sul.
      O Papa Francisco, ao abordar os conflitos no Médio Oriente durante seu discurso anual para diplomatas nesta segunda, pediu um “cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano”.
      Ele condenou o ataque transfronteiriço do Hamas em 7 de outubro, de Gaza ao sul de Israel, como um ato “atroz” de “terrorismo e extremismo” e renovou o apelo à libertação imediata daqueles que ainda estão detidos por militantes em Gaza.
      “É necessário um maior esforço por parte da comunidade internacional para defender e implementar o direito humanitário, que parece ser a única forma de garantir a defesa da dignidade humana em situações de guerra”, afirmou.

      O pontífice também disse que o ressurgimento do anti-semitismo desde o início da guerra em Gaza é um “flagelo” que deve ser eliminado da sociedade.

      Nova fase da operação

      O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, apresentou nesta quinta-feira (4) os planos de Israel para o próximo estágio de sua guerra em Gaza, com uma abordagem mais direcionada na região norte do enclave e continuando a perseguição a líderes do Hamas no sul.

      Israel está reduzindo suas forças em Gaza para permitir que milhares de reservistas retornem a seus empregos. O país também foi pressionado internacionalmente para adotar operações de combate menos intensas.

      Ele afirmou que as operações incluirão batidas, demolição de túneis, ataques aéreos e por terra e operações das forças especiais.

      G1

    • Ataque com drone a Beirute mata um dos chefes do Hamas; Líbano acusa Israel

      Ataque com drone a Beirute mata um dos chefes do Hamas; Líbano acusa Israel

      Um ataque de Israel com drones atingiu nesta terça-feira (2) o subúrbio de Beirute, a capital do Líbano, e matou Saleh al-Arouri, um dos chefes do Hamas, segundo o governo libanês.

      O Hamas confirmou a morte de Al-Arouri, um dos fundadores das brigadas Al-Qassam, o braço armado do grupo terrorista e com forte atuação na Faixa de Gaza.

      Fontes militares ouvidas pela agência de notícias Reuters afirmaram se tratar de um ataque de Israel. O governo israelense não havia se manifestado sobre o suposto ataque até a última atualização desta reportagem.

      Primeiras respostas do Hamas

      O chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que a morte de Saleh al-Arouri é um ato terrorista e uma violação da soberania libanesa.

      Em um discurso transmitido pela TV, Haniyeh disse que lamenta a morte dos líderes das brigadas Al-Qassam.

      Ataque de Israel a Beirute

      Caso confirmado, este será o primeiro ataque a Beirute desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em 7 de outubro. O Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano, vem fazendo ataques no norte de Israel em apoio ao Hamas.

      O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, também acusou Israel e disse que o suposto ataque aumenta as tensões dos conflitos no Líbano, até agora concentrados no sul do país, perto da fronteira com Israel.

      “Este novo crime israelense busca arrastar o Líbano para uma nova fase de confronto” com Israel, criticou o líder libanês em um comunicado. Os enfrentamentos entre o Exército israelense e o Hezbollah libanês, um aliado do Hamas, limitam-se, até o momento, às regiões de fronteira no sul do Líbano.

      O governo libanês disse ainda que levará o caso ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

      Segundo a imprensa estatal libanesa, outras cinco pessoas morreram na explosão, que ocorreu em Danyeh, um subúrbio predominantemente habitado por muçulmanos xiitas que fica entre o centro de Beirute e o aeroporto internacional da capital do Líbano.

      “Um drone israelense teve como alvo um escritório do Hamas em Al-Musharrafiya, perto de Al-Sharq Sweets, afirmou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA).

      G1

    • Líder da oposição na Coreia do Sul é esfaqueado no pescoço

      Líder da oposição na Coreia do Sul é esfaqueado no pescoço

      O líder da oposição da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, foi esfaqueado na manhã de terça-feira (2), pelo horário local — noite de segunda-feira (1º) no Brasil. O ataque aconteceu durante uma visita de Lee a uma cidade portuária do país.

      Segundo a agência de notícias estatal Yonhap, via G1, Jae foi esfaqueado no pescoço durante entrevista a jornalistas. O político estava em Busan para visitar obras de um novo aeroporto. Na ocasião, o agressor se passou por um apoiador, depois se aproximou de Lee alegando que queria um autógrafo e em seguida atacou o político. 

      Jae Lee, que é líder do Partido Democrata, foi socorrido consciente. Ele foi encaminhado para o hospital e, depois, transferido para outra unidade de saúde de Seul. De acordo com boletim médico, ele não corre risco de vida. 

      Lee Jae-myung disputou as eleições presidencias da Coreia do Sul, em 2022. Ele ficou em segundo lugar, sendo derrotado por Yoon Suk-yeol. A disputa foi acirrada, com diferença de menos de um ponto percentual entre os candidatos. O presidente do país, Yoon Suk-yeol disse que o ataque contra Lee é inaceitável. Ele também pediu celeridade nas investigações.

      Bahia Notícias

    • Avião com 379 pessoas a bordo colide com aeronave da Guarda Costeira e pega fogo no Japão

      Avião com 379 pessoas a bordo colide com aeronave da Guarda Costeira e pega fogo no Japão

      Um avião pegou fogo após bater em uma aeronave da Guarda Costeira do Japão na pista do aeroporto de Haneda, em Tóquio, nesta terça-feira (2). O avião da Japan Airlines estava com 367 passageiros e 12 tripulantes. 

       

      A empresa aérea informou que todas as 379 pessoas a bordo da aeronave foram retiradas da aeronave a tempo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento da colisão entre os dois aviões, que ocorreu quando a aeronave da Japao Airlines trafegava na pista de pouso. 

       

      A colisão provocou explosões instantâneas nas duas aeronaves. De acordo com a rede estatal japonesa NHK e a agência estatal Kyodo, cinco dos seis tripulantes do avião da Guarda Costeira morreram no acidente.

       

      A Guarda Costeira japonesa comunicou que o piloto da aeronave conseguiu escapar e está internado em estado grave. O caso aconteceu quando a aeronave estava na pista para decolar em direção à base militar de Niigata, na costa oeste do país, para levar suporte às cidades atingidas pelo terremoto de magnitude 7,6 que atingiu a região na última segunda-feira (1º), deixando 48 mortos. 

       

      Já o avião da Japan Airlines era um voo comercial e estava em direção a Hokkaido, no norte, de acordo com a companhia. O gabinete do primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, afirmou que o premiê estava investigando o que provocou o acidente entre as aeronaves. 

       

      Bahia Notícias